Feliz Natal

Leia o post original por André Kfouri

Tite se encontrou com a comissão técnica do Manchester City, no sábado. “Muito bem recebidos pelo clube e por Txiki Begiristain (diretor de futebol), Manel Estiarte (assistente), Ferran Soriano (executivo chefe) e Guardiola”, disse o técnico da Seleção Brasileira, por mensagem, à coluna. “Tu sabe, quando começa o assunto futebol, mais café, não tem tempo para parar…”, acrescentou, sem ser específico em relação aos temas da conversa, em que esteve acompanhado pelo auxiliar Sylvinho e por Edu Gaspar, diretor de seleções da CBF. É lógico que Gabriel Jesus, Fernandinho e Ederson, os jogadores da Seleção que atuam no líder da Premier League, estiveram na pauta.

Ontem, Tite e seu grupo de trabalho estiveram no estádio Old Trafford para acompanhar o encontro dos dois primeiros colocados do Campeonato Inglês, um dos jogos do ano no futebol europeu. O treinador brasileiro sabia exatamente o que esperar do dérbi de Manchester: “Duas escolas de futebol diferentes na concepção e com dois técnicos muito representativos de cada uma”, escreveu. O jogo ilustrou essa ideia com riqueza de detalhes. Enquanto o Manchester City foi ao célebre “teatro dos sonhos” e levou o jogo a ser disputado na metade do gramado defendida pelo United, os anfitriões do clássico foram reduzidos ao expediente que gera muito pouco além de tentativas de precipitar o erro o oponente.

A bola longa para o domínio de Romelu Lukaku, à espera da chegada em velocidade de Anthony Martial e Marcus Rashford, era absolutamente previsível, e, como tal, uma tarefa menos complexa para a organização defensiva do City. E quanto mais precisa era a circulação dos visitantes no campo de ataque, menor a possibilidade de uma transição do United com gramado para correr. O controle foi tamanho que a primeira finalização ao gol de Ederson se deu nos acréscimos do primeiro tempo, quanto o City já vencia com um gol de David Silva, aproveitando a bola que ficou na pequena área após um escanteio. No lance anterior, Leroy Sane tinha obrigado De Gea a uma defesa mais difícil do que a imagem sugeriu.

O City poderia ter se adiantado no placar mais cedo, quando Gabriel Jesus, lançado por Fernandinho, deixou Marcos Rojo sentado na área e finalizou mal de pé esquerdo. A expressão no rosto do atacante brasileiro evidenciou a chance perdida, que muito provavelmente foi parar no caderninho de anotações de Tite como conteúdo para uma futura conversa. É certo que Fabian Delph ouvirá de Pep Guardiola a respeito da falha cometida no lance do gol de empate, quando o meiocampista convertido em lateral esquerdo não foi capaz de cortar um lançamento para a área, permitindo a Rashford uma conclusão cruzada em que Ederson nada pôde fazer.

A igualdade não durou dez minutos de segundo tempo, vítima de um gol do City muito semelhante ao primeiro. Bola aérea que não saiu da área – desta vez, Lukaku chutou nas nádegas de Smalling – e se apresentou para Otamendi. Caprichos do futebol: um dos times mais baixos da Premier League marcou duas vezes em segundas chances de jogadas aéreas contra a defesa do Manchester United. Embora inesperados no aspecto da construção, os gols produziram um placar fiel às atuações de cada time, mesmo com os índices de posse (que chegaram a 75% – 25% a favor do City) menos desequilibrados na segunda metade da partida.

Em todo o jogo, o United só foi capaz de criar uma jogada ofensiva, encerrada por duas fabulosas defesas de Ederson, uma delas com o rosto. A reprovação a uma proposta tão negativa, em contraste com a exuberância do jogo do rival (acompanhada por resultados: com a vitória, o City igualou o melhor início de temporada em 129 anos de história do Campeonato Inglês), levou uma torcida habituada a um estilo mais vistoso a pedir futebol de ataque em Old Trafford. José Mourinho preferiu reclamar um pênalti não marcado. A liga “mais competitiva do mundo” pode estar decidida antes do Natal.

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Aerotrem da Vila para São Paulo: Levy Fidelix Peres ganhou a eleição!

Leia o post original por Milton Neves

URGENTE! Votos são apurados novamente e eleição do Santos tem novo vencedor!

Após a polêmica envolvendo a eleição do próximo comandante do Peixe, a diretoria do clube resolveu promover uma nova contagem nas urnas. E se você já estava achando estranho o aumento repentino de associados votantes e a fila com chineses interessados na presidência do Santos… Vem mais por aí!

Com a nova contagem, Levy Fidelix Peres, da chapa “Trem Para o Cardume”, ganhou a eleição do Santos FC e é o novo presidente clube. E agora, como promessa de campanha, nada de trazer Robinho de volta ou mesmo modernizar a Vila. Levy Fidelix Peres canuncia que vai construir um aerotrem ligando a Vila com São Paulo! Sensacional!

Obs: leia e comente com senso de humor, mas que o Peres é a cara do  Levy Fidelix é!

Mas e aí o que você achou da vitória de José Carlos Peres?

A oposição está certa em reclamar sobre a apuração das urnas?

O que você espera que mude no Santos FC?

OPINE!

O que esperar do novo presidente do Santos?

Leia o post original por Perrone

Um clube com fortes vínculos na capital paulista, o futebol comandado por diretor técnico que não seja ex-jogador e turbulência política. Essas são características que se pode esperar do Santos sob o comando de José Carlos Peres, eleito presidente no último sábado (9).

Em entrevista ao blog , durante a campanha, Peres afirmou que quer um acordo com a prefeitura paulistana para que seu time faça a metade dos jogos de cada temporada no Pacaembu. Além disso, ele planeja um escritório do departamento de marketing do clube na capital. “Fica mais fácil para as empresas conversarem com a gente em São Paulo do que terem que pegar estrada para ir ao litoral”, afirmou o cartola na ocasião. Ele até já comandou uma “filial” santista na cidade enquanto Marcelo Teixeira era o mandatário.

O presidente eleito não tem interesse em construir um novo estádio, ao contrário de Modesto Roma Júnior, derrotado por ele no pleito.

Entre os seus planos para o futebol, Peres destaca investimentos em estrutura nas categorias de base. Quer a construção de um novo CT para os meninos da Vila.

O dirigente também fala em contratar um diretor técnico que cuide do time principal, da base e do futebol feminino. “Vamos tentar evitar ex-jogador no cargo. Não significa que não terão oportunidade. Terão, mas por competência (não pelo passado de ídolo)”, diz Peres. Moesto, por exemplo, contratou o ex-lateral Léo para trabalhar na equipe.

Na política interna, a expectativa é de tempos difíceis. A divisão da oposição e o equilíbrio na contagem dos votos da eleição apontam um futuro de muita disputa. A tensão aumenta com a promessa de Peres de fazer uma devassa nas contas de seu antecessor. E, se ele mudar de ideia, passará enfrentar pressão dos que o elegeram.

Também é possível esperar uma dose de megalomania em futuros planos do novo presidente, de acordo com seu histórico. Um exemplo é a meta de atingir  5 mil escolinhas do Santos na China em dez anos com um projeto que ele afirma ter desenvolvido durante período em que trabalhou para a gestão de Modesto, antes de ser candidato.

 

Derlei: Júnior Tavares tem um futuro promissor

Leia o post original por Craque Neto

Para o ex-atacante Derlei, Gustavo Scarpa é uma ótima opção para o São Paulo e uma das moedas de troca pelo jogador, o lateral Júnior Tavares, é uma promessa ao futebol brasileiro.

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Por Scarpa, Palmeiras ganha no quesito moeda de troca, diz Velloso

Leia o post original por Craque Neto

Para o comentarista, o Verdão sai em vantagem na negociação por Gustavo Scarpa, já que possui melhor elenco para troca com Fluminense do que o São Paulo.

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Os mais votados na coluna “Personalidade” no jornal Agora São Paulo e Portal Terceiro Tempo

Leia o post original por Milton Neves

Quem participou da seção Personalidade em 2017

Como de costume, a página “Terceiro Tempo” destaca os mais votados das várias categorias da seção “Personalidade”. A seguir, a relação daqueles quer participaram em 2017: Evandro Daolio (engenheiro elétrico e escritor), Ciro Botelho (humorista do “Pânico”), Rico Villaça (radialista, narrador e apresentador), Mauricio Noriega (jornalista), Marco Aurélio Pasquini (ator e designer gráfico), Leonardo Gonzales Fontes (comentarista da 105 FM), Sylvio Micelli (jornalista, escritor e servidor público), Andre Henning (narrador dos canais Esporte Interativo), Sergio Amoroso (empresário e principal acionista do Grupo Jari), Mauro Cezar Pereira (jornalista), Cacá Bueno (piloto da Stock Car), Gustavo Villani (narrador do canal FoxSports), Bruno Monteiro (jornalista da Band), Jorge Nicola (jornalista), Rodolfo Rodrigues (jornalista), Mário de Queiroz Motta Júnior (ex-centroavante e advogado), Luiz Augusto Filizzola D´Urso (advogado Criminalista e auditor no TJD da Federação Paulista de Futebol), Fabio Rodrigues (diretor geral da Estrella Galicia do Brasil), Sílvio Barsetti (jornalista), Daniel Assis Fernandes (comediante), Guilherme Cimatti (jornalista e repórter da Rádio Bandeirantes), Mario Sabino (jornalista), Elidio Lopes Cavalcanti (o Lopes, “O Homem do Vinho”), Derico (músico, escritor e empresário), Dr. Fábio Romeu Canton Filho (advogado – vice-presidente da OAB-SP), Sílvio Lancellotti (jornalista), Estevam Soares (técnico de futebol profissional), Luiz Antônio Prósperi (jornalista), Marcelo Bonfá (jornalista, youtuber e entrevistador), Marcelo Bechler (correspondente do Esporte Interativo e da Rádio Itatiaia, colunista da Mix FM e blogueiro do Lance!), Caio Borelli Zeller (cirurgião dentista), Rogerio Assis (radialista), Jarbas Duarte (jornalista e apresentador), Marco Antonio Teixeira Duarte (bucomaxilofacial), André Natan Nussbacher (industrial, sócio da Tonbras Radex), Anderson Scardoelli (editor responsável pelo Portal Comunique-se), Leandro Massoni (jornalista e escritor), Helton Tavares (gerente de comunicação Latam na Netshoes), Florestan Fernandes Júnior (jornalista), Émerson Gáspari (escritor de livros esportivos), Guilherme Nascimento (professor e autor do almanaque “Santos – 1912-2012”), Marcelo do Ó (narrador da Rádio Globo/CBN e RedeTV!), Arnaldo Branco Filho (jornalista), Antonio Tuccilio (presidente da CNSP) e André Schiliró (fotógrafo de moda).

Os mais votados do ano

Qual o seu time?

1º Corinthians – 25%

2º Palmeiras – 20%

3º Santos – 12.5%

Qual o jogo mais marcante que você assistiu?

1º Brasil 1 x 7 Alemanha (2014) – 10%

1º Brasil 2 x 0 Alemanha (2002) – 10%

3º Corinthians 1 x 0 Ponte Preta (1977) 5%

Qual a sua seleção de todos os tempos?

1º Brasileira de 70 – 25%

2º Brasileira de 82 – 12.5%

3º Brasileira de 2002 – 5%

Qual a camisa mais bonita?

1º Corinthians – 10%

2º São Paulo – 7.5%

2% Cruzeiro – 7.5%

Qual o melhor e o pior esporte?

Melhor:

1º Futebol – 92.5%

2º Basquete – 2.5%

2º Automobilismo – 2.5%

Pior:

1º Lutas – 30%

2º Beisebol – 7.5%

3º Golfe – 7.5%

Em que rádio você ouve futebol?

1º Bandeirantes – 50%

2º Jovem Pan – 20%

3º Globo – 15%

Qual revista que você lê?

1º Veja – 30%

2º Carta Capital – 15%

3º Placar – 12.5

Qual o melhor e o pior presidente da história do Brasil?

Melhor:

1º Fernando Henrique Cardoso – 27.5%

1º Lula – 27.5%

2º Juscelino Kubitschek – 15%

Pior:

1º Michel Temer – 25%

2º Collor – 20%

3º Lula – 17.5%

A personalidade marcante em sua vida.

1º Pai – 32.5%

2º Mãe – 10%

3º Jesus – 7.5%

Narrador esportivo de TV e de rádio.

TV:

1º Galvão Bueno – 35%

2º Luciano do Valle – 25%

3º Milton Leite – 17.5%

Rádio:

1º José Silvério – 32.5%

2º Fiori Gigliotti – 15%

3º Osmar Santos – 12.5%

Comentarista esportivo de TV e de rádio.

TV:

1º Casagrande – 22.5%

2º Neto – 12.5%

3º Caio Ribeiro – 7.5%

Rádio:

1º Mauro Beting – 20%

2º Claudio Zaidan – 15%

3º Flávio Prado – 12.5%

Repórter esportivo de TV e de rádio.

TV:

1º Mauro Naves – 27.5%

2º Fernando Fernandes – 17%

3º Tino Marcos – 10%

Rádio:

1º Wanderley Nogueira – 27.5%

2º Ana Thaís Matos – 7.5%

2º Ligeirinho – 7.5%

Apresentador esportivo de TV e de rádio.

TV:

1º Milton Neves – 42.5%

2º Galvão Bueno – 10%

2º João Carlos Albuquerque – 10%

Rádio:

1º Milton Neves – 55%

2º Thomaz Rafael – 5%

2º Ricardo Capriotti – 5%

Apresentador de auditório de TV.

1º Silvio Santos – 60%

2º Faustão – 12.5%

3º Serginho Groisman – 7.5%

Melhor ator e melhor atriz no Brasil.

1º Wagner Moura – 22.5%

2º Tony Ramos – 20%

3º Antônio Fagundes – 12.5%

1ª Fernanda Montenegro – 37.5%

2ª Adriana Esteves – 10%

3ª Glória Pires – 7.5%

Jornalista de TV.

1º Ricardo Boechat – 27.5%

2º William Waack – 10%

3º William Bonner – 7.5%

Programa esportivo de TV.

1º Terceiro Tempo – 27.5%

2º Redação SporTV – 10%

3º Os Donos da Bola – 7.5%

Quem melhor escreve sobre esporte no Brasil?

1º Tostão – 27.5%

2º Mauro Beting – 17.5%

3º PVC – 7.5%

O melhor e o pior cartola.

Melhor:

1º Paulo Nobre – 12.5%

2º Vicente Matheus – 7.5%

3º Andrés Sanches – 5%

Pior:

1º Eurico Miranda – 27.5%

2º Ricardo Teixeira – 15%

3º Marco Polo Del Nero – 7.5%

O melhor e o pior técnico.

Melhor:

1º Tite – 62.5

2º Telê Santana – 15%

3º Guardiola – 7.5%

Pior:

1º Felipão – 15%

1º Dunga – 15%

2º Lazaroni – 10%

Opinião: cinco ameaças ao trabalho de Raí como diretor do São Paulo

Leia o post original por Perrone

Ao aceitar o cargo de diretor-executivo do São Paulo, Raí topou andar sobre um campo minado. O blog listou cinco armadilhas que podem explodir a passagem do ídolo pelo Morumbi como cartola. Confira abaixo.

1 – Pressão política

Uma das missões de Raí é sobreviver à máquina de moer diretores de futebol na qual se transformou o São Paulo. Entre dirigentes remunerados e conselheiros, desde que Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, assumiu a presidência do clube,  sete cartolas entraram e saíram do futebol são-paulino. Boa parte deles sofreu com a pressão de conselheiros e colegas de direção que queriam suas saídas. Nessa lista estão Ataíde Gil Guerreiro, Gustavo Vieira de Oliveira, sobrinho do ex-jogador, e Vinícius Pinotti.

2 – Falta de autonomia

Em sua primeira entrevista como novo homem forte do futebol são-paulino, Raí disse ter recebido carta branca para atuar. Porém, alguns de seus antecessores tiveram dificuldade para agir como queriam. Em junho de 2016, Luiz Antônio da Cunha, pediu demissão do cargo de diretor de futebol depois de uma ordem sua para Gustavo Vieira, então diretor executivo de futebol, ser ignorada. Cunha determinou que o funcionário do clube interrompesse a negociação para contratar Cueva. Não queria que o São Paulo gastasse dinheiro antes de definir a permanência de Maicon. Acabou pedindo demissão. A saída de Vinícius Pinotti, a quem Raí substitui, também envolve um suposto caso de falta de autonomia. A versão do lado do ex-dirigente é de que ele não gostou de saber de uma reunião do presidente tricolor com representantes do Cruzeiro para supostamente negociar a venda de Lucas Pratto. Leco nega o episódio. Por sua vez, a versão de aliados do presidente é de que Pinotti se reuniu com Jair Ventura, técnico do Botafogo, pensando em contratá-lo para o lugar de Doriva Júnior. Isso sem o conhecimento do presidente. Pinotti nega a afirmação.

3 – Rodízio de treinadores

Também em sua fala inicial como dirigente tricolor, Raí disse que uma de suas prioridades é criar uma identidade de jogo que independa de treinadores. A tarefa é árdua num clube que não tem dado muito tempo para seus técnicos implementarem um estilo na equipe. Desde outubro de 2015, Leco demitiu  Doriva, Ricardo Gomes e Rogério Ceni. A paciência da diretoria com o ex-goleiro, por exemplo, durou apenas seis meses. Com Leco como presidente,  Edgardo Bauza também segurou a prancheta tricolor. Eles saiu para assumir a seleção da Argentina. A era do atual mandatário ainda teve os interinos Milton Cruz, Pintado e André Jardine.

4 – Força das organizadas

Raí volta ao Morumbi num momento em que as torcidas uniformizadas estão em alta com o presidente do clube. Nos últimos meses elas ganharam espaço e têm sido atendidas em pelo menos parte de seus pedidos. Foi assim no auge da ameaça de rebaixamento no Brasileiro, em setembro, quando os torcedores se reuniram com jogadores, membros da comissão técnica e dirigentes no CT são-paulino. Esse tipo de encontro não combina com o perfil técnico do novo executivo, apesar de ele ser um dos principais ídolos da torcida.

5 – Resistência ao profissionalismo

Em 2002, Raí teve passagem de apenas cerca de três meses como coordenador de futebol do São Paulo. Pediu demissão alegando dificuldades para trabalhar por conta do amadorismo no futebol brasileiro. Nesta sexta, em sua entrevista coletiva, o ex-jogador declarou que o momento atual é diferente porque o clube busca o profissionalismo, de acordo com seu novo estatuto. Porém, na prática, essa profissionalização não foi integral. Parte da diretoria executiva nomeada por Leco deu espaço para conselheiros, justamente o que a mudança estatutária pretendia coibir. Pinotti, antecessor de Raí, era questionado até por aliados de Leco por não ser um profissional do futebol. O ex-dirigente é sócio do clube, foi diretor de marketing, emprestou dinheiro para a agremiação e ocupou papel importante durante a campanha de Leco.

 

Mudar o meio

Leia o post original por André Kfouri

Em agosto, durante a gravação do programa Roda Viva, da TV Cultura, Raí foi questionado sobre quando reuniria sua experiência como jogador de futebol com o conhecimento adquirido em administração esportiva, assumindo uma posição em que pudesse colaborar diretamente para o avanço deste ambiente. A resposta foi, de certo modo, evasiva. O ícone são-paulino expressou o que a maioria das pessoas já sabia: naquele momento, suas prioridades eram o trabalho na associação Atletas pelo Brasil, na Fundação Gol de Letra e a conclusão de sua graduação no Mestrado Executivo da Uefa para jogadores. Raí também lembrou que era membro do conselho de administração do São Paulo, sem afastar a possibilidade de, um dia, ter uma participação mais ativa no clube em que se tornou ídolo.

Esse dia foi ontem, quando Raí foi apresentado como diretor de futebol, prova de que ele entende que a hora de agir finalmente chegou. Uma decisão corajosa mesmo para quem possui todos os atributos para esse tipo de trabalho, embora as possibilidades não sejam generosas. Uma trajetória teórica de carreira como executivo de futebol para Raí teria como destino final a presidência da CBF, quando/se existirem as condições para que alguém como ele seja candidato. No nível de clubes, exceto uma experiência fora do Brasil que não parece lhe interessar, o São Paulo é o único lugar em que ele poderia dar o primeiro passo. Um dos problemas é que esta é a administração que tratou Rogério Ceni – um astro são-paulino da mesma ordem de grandeza – com a frieza e o desdém de quem não se importa com os verdadeiros legados.

É natural que o nome de Raí seja recebido com certa apreensão. A presença como protetor de um presidente que se habituou a colecionar diretores de futebol, associada à forma como Ceni foi dispensado, indica o risco de suas ideias e suas intenções se tornarem vítimas (ver: Flamengo, Zico, Patrícia Amorim, 2010) da política e do forno de vaidades permanentemente ligado nos clubes brasileiros. O São Paulo tem dado sinais de enxergar uma estrutura profissional de futebol como necessária, mas, no fundo, a rotina da tomada de decisões é caracterizada pelo mesmo amadorismo que impera desde sempre no país. É precisamente por isso que a chegada de Raí ao trabalho do dia a dia deve ser encarada como uma oportunidade relevante não só para ele, não só para o São Paulo, mas para o futebol no Brasil.

O que se pretende para o jogo que ocupa um espaço tão caro na vida de tanta gente? Que continue a ser um ambiente refratário a pessoas sérias, que não tenham planos de se servir de um meio não regulamentado? Um “negócio diferente”, para o qual é preciso “ter estômago”? No âmbito que o aguarda, Raí não é um produto do meio e tem a chance de ser um agente de mudança. Ex-jogador com vivência internacional e dotado de capacitação acadêmica, ele representa o atleta que se preparou para exercer funções para as quais a carreira como esportista não é suficiente. É um símbolo. A estrutura existente se esforçará para repeli-lo, pois é alérgica ao progresso. O próprio clube, contaminado, apresentará dificuldades que Raí sempre soube que encontraria, mas só agora decidiu enfrentar.

CASO FIFA

A apresentação de uma conta bancária em nome de uma empresa de José Maria Marin como destino de propinas pelos direitos da Copa América complicou a situação do ex-presidente da CBF. Os depósitos feitos por uma empresa de Wagner Abrahão, antigo parceiro de logística da confederação, aconteceram em 2013, quando Marin era o presidente da entidade. A origem foi a Torneos y Competencias, negociadora dos direitos. Os promotores americanos ainda mostraram que a conta foi movimentada para pagamento de despesas pessoais, comprovando não apenas o caminho, mas a utilização do dinheiro. As provas desafiam os argumentos da defesa de Marin no julgamento em Nova York.

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Entre o santo e o bobo

Leia o post original por Rica Perrone

O Independiente da Argentina é um time grande, mas argentino. E como tal, sabemos, vai usar tudo que puder dentro ou fora do esporte, para ganhar o campeonato.  Se for preciso chamar de macaco, farão. Se precisasse prender a torcida até as 4 da manhã, fariam. Se pudessem perder a chave do vestiário, perderiam. E se pudessem tirar qualquer conforto do Flamengo, o fariam, e fizeram.

Tá certo? Nao. Acho nível futebol argentino. Mas, há uma discussão maior do que essa e mais simples. Você quer ser pai do mongol que apanha no intervalo mas não revida porque mamãe disse pra ele que ele era especial ou do cara que ninguém sacaneia porque respeita?

Somos pais do mongol.

Nossos clubes jogam esses torneios sulamericanos a base de passar perrengue. E quando chegam aqui, só amor.

Afinal, somos evoluidos. Mas ser evoluido e trouxa são coisas muito conflitantes as vezes. É bonito o discursinho de alguns intelectuais que “devemos agir como maiores”, etc.  Mas pro filho deles eles não falam isso quando ele apanha na escola.

Então sejamos práticos. Não é pra bater em ninguém.  Só não manda flores.

Se tiver rojão no hotel, foda-se.  Deixa ter. Se perder a chave do vestiário, que pena! Entra faltando 20 minutos. Se não puder aquecer no campo, não pode. E se puder nem deixar reconhecer gramado, o faça.

Quando um rival te dá um tiro você não pode ir pra cima dele com as mãos gritando que acha covardia a arma. Ele vai te matar.

Pára de tratar quem nos trata como macacos com tapete vermelho. Se é ambiente hostil, então também sabemos fazer.

Gosto da lei de Mané Galinha em Cidade de Deus. “Sou bom de paz. Mas se precisar…”.

Pressão nos caras! Sem violência, mas sem qualquer facilidade. Ou o moleque leva o seu lanche e você ainda volta pra casa chorando e com fome…

abs,
RicaPerrone

A ele, todas as chances!

Leia o post original por Rica Perrone

Tem pessoas que conquistam o direito de errar. O SPFC foi levado de um patamar a outro pelos  pés desse sujeito da foto, que por ser calado e não fazer oba oba na mídia pós carreira é consideravelmente esquecido perto de sua real importância.

Talvez a pivetada não saiba, talvez não queira saber.  Mas este sujeito não foi um grande jogador. Ele foi o cara que pegou o SPFC e levou ao mundo ganhando e resolvendo TODAS as finais.  O anti-Luis Fabiano. O maior homem de finais que já vi na vida.

Raí é o maior jogador da história do SPFC simplesmente porque fez do SPFC o que ele é hoje. Rogério é um mito. Mas um mito do SPFC grande, mundial e pronto. São cenários diferentes.

Raí deveria ser o Zico do SPFC, o Pelé, o Portaluppi.  O cara que não se discute, que se reverencia e agradece.  Mas infelizmente a relação do clube com ídolos nunca foi seu forte.

Dar a ele um cargo se resume a uma pergunta simples: Ele quer? Se acha capaz? Então toma.

Nada se nega a Raí no Morumbi.

Se ele considera-se em condições, tem todo o apoio da sua gente e torcida.

“Blindagem”, “marketing”, foda-se.  É o Rai.

Ele ajudou e foi a peça principal da construção do SPFC que hoje ostenta 3 estrelas no peito. A ele, nada se nega.

Boa sorte, ídolo!

abs,
RicaPerrone