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Essa é de vocês!

Leia o post original por Rica Perrone

Não acabou o Mundial, mas acabou a obrigação.  O Grêmio 2017 é um absoluto sucesso, e a final de sábado é uma possibilidade de tornar tudo isso ainda mais épico. Mas obrigação e pressão não há mais.

Acabou hoje nos pés de Éverton. Aquele Grêmio que não podia perder a Libertadores porque terminaria o ano sem nada, ganhou. E o que não podia não ir a final do Mundial, foi.

Respira tricolor, tá tudo bem.

Esse sufoco de hoje foi pra você, ajoelhado numa padaria qualquer as 4 da tarde de dia útil em Porto Alegre.  Pra senhora que fez da sua filha uma grande tricolor.

Pra você que não pode se ausentar do trabalho mas que suportou as quase 3 horas olhando no celular.

Pra quem gastou o que tinha e não tinha para encarar um dia todo de viagem para estar em Dubai correndo risco de ter feito tudo isso e voltar pra casa sem sequer jogar a final.

É pra vocês, dirigentes e funcionários do Grêmio, que só aparecem quando tem que dar explicação por algo ruim.

Pra ti, garçom de churrascaria, que servia enquanto segurava o choro de ansiedade pela bola que não entrava.

Pra todos vocês que entendem o que é futebol, porque o amamos, o que ele nos dá de volta e o quanto vale a pena ser um enorme “imbecil” que gasta tempo, saúde e dinheiro com “22 caras correndo atrás de uma bola”.

Pra você, Renato, que mexeu brilhantemente, foi ousado, diferenciado, e venceu mais uma vez.  Pra ti, Jael. Corres uma barbaridade!

Pro Arthur, que comenta com a mesma calma que joga. E por mais que sua felicidade pela vitória amenize, nada tira desse menino a dor de não estar ali hoje.

Pra todo pai que um dia levou seu guri no Olímpico. Pra todo garoto que um dia agradeceu seu pai por isso.

E se você ainda não o fez, faça hoje. Ser gremista é nesta terça-feira ser o que todo mundo queria ser. E se és, agradeça ao responsável.

 

Parabéns! Acabou a obrigação. Agora é só pela glória!

abs,
RicaPerrone

Diário de viagem – Grêmio 1×0 Lanus

Leia o post original por Rica Perrone

Fui!

Era 1 da manhã de terça-feira quando eu tomava a saideira no pagode do Arlindinho Cruz na Barra da Tijuca.  Meu despertador tocaria as 4h30 para fazer uma mochila e correr pro aeroporto onde embarcaria as 6 para Porto Alegre.

Duas horas mal dormidas, uma chuvinha fraca, chata, catimbeira, que é pra ja ir se acostumando. E cá estou, no voo da GOL com destino ao fim do planeta.

Tem uns 3 gremistas no meu avião. Os mais nervosos de todo vôo, óbvio.  Ao meu lado um senhor baba enquanto ouve uma música ruim que salta do fone. Na frente uma criança chora, reclama e pergunta de detetives de um prédio azul. Atrás uma senhora lê.  Eu escrevo porque não consigo dormir em avião.

Um gremista falou comigo no aeroporto.  Sujeito estranho. Horas da final da Libertadores ele se aproxima, rindo, como se fosse haver mundo amanhã, e pergunta: “E ai Rica? Vai no Gruta hoje?”.

Porra… quer mandar recado pra mãe? Quem pensa em puteiro em dia de final?

Tô morto. Pareço um zumbi. Mas feliz. As vezes o dia a dia nos faz esquecer que escrever a história a nossa maneira é um privilégio. E é isso que tô indo fazer.

A boa notícia, torcedor gremista, é que aqui em cima, após subir muito além das nuvens, o céu está azul.  É um sinal.  “Eu não consigo mais falar, amor!”

Até já!

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Hotel fofo

Cheguei as 9 no hotel. Tenho compromisso as 13h, logo, preciso dormir. Meu check in é as 14h.  Fudeu pra sempre.

Mas a moça do hotel é uma fofa. Cheguei lá,  cavalinho do Grêmio na entrada, ela de camisa do Grêmio. Eu disse: “Moça, eu vim pro jogo. To muito cansado. Nao dormi. Me deixa entrar antes pra dormir um pouco…”.

  • Bah! Vieste ver o Gremio?  Perai que já te arrumo um quarto!

#MelhorPessoa

Dica de hotel: Hotel Praça da Matriz

Brigado, moça!

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De repente, eles!

Fui a um hotel entregar um documento de trabalho. Lá chegando tinha um grupo de argentinos que era com quem eu ia me encontrar.  Mas para minha surpresa, além deles, havia um elenco inteiro junto.

Sim, eu estava no hotel do Lanus e eles acabavam de almoçar. Estavam todos pelo saguão. E fiquei observando por alguns minutos o time deles.

É “pequeno”.  Time de bairro mesmo, o que aumenta seus méritos, mas que me dá alguma sensação de que o Grêmio precisa se valer disso. Precisa impor a eles a noite quem é quem desde o primeiro lance.  Eles não são um grupo de grandes jogadores esperando mais uma decisão.

É um sonho pra eles. Diferente do Gremio.  Consegui me explicar?

Foda-se, to com pressa. Partiu Arena!

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Resenha

Encontrei o pessoal do Sportv.  O amigo Caio, o colega Sérgio Xavier e os capitães Adilson e William.  Caioba é um ser humano que devia ser estudado.

Sua ofensa mais pesada quando irritado é chamar alguém de “bananão”.  Sério, não é uma piada dele. Ele faz isso de verdade.

E o mais bacana é que em meio a diversos “jornalistas” isenções ali, eu encontrei nos ex jogadores uma coisa mais parecida comigo. Todos eles TORCIAM pro Grêmio sem a menor isenção. Que é o que acredito.

Não vi o Roger, mas vi pelas redes dele que idem. Também torcia, foi no churrasco em volta, se juntou com a galera, enfim.  Viveram um dia de final.

Falta ao nosso jornalismo relembrar o porque amam futebol. Se ainda o amarem.

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É muito mais que esporte

Já entrei, já andei lá fora, já senti o clima das 15h até agora. Os times acabaram de entrar, a bola vai rolar. Eu passei por um cidadão de uns 35 anos, gordo, que chorava muito após os times entrarem em campo.

E a cena é surreal. Mas comum em finais pra quem frequenta.

Seu filho de uns 7 anos o consolava também chorando. Os dois uniformizados da cabeça aos pés, como eu fiz minha infância toda com meu velho, e ali começa a inversão natural da vida. Onde nós cuidamos deles.

Talvez pra alguns seja no estádio. Pra esse menino, certeza. Ele tinha as duas mãos no rosto do pai e dizia algo como “é o grêmio, pai” e choravam.

Eu segurei as lagrimas e sai andando antes que desmontasse ali mesmo.  E eu ainda tenho que discutir sobre se é melhor noticiar o Drone ou ajudar o Gremio a viver essa noite…  #jornalismo

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Euforia no ponto

Eu morro de medo de finais previamente decididas e tinha medo de ver isso na Arena. Não aconteceu. Do momento que cheguei até a saída o gremista tem plena consciência que o jogo é duro não está nada resolvido.

O time, idem. Em momento algum do jogo foi pra cima igual maluco ou parou de tocar a bola de pé em pé.  É maduro. Pode dar errado, mas mesmo que dê, o Grêmio sabe o que está fazendo.

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Efeito barra brava

Eu nunca vou rejeitar a idéia, mas eu acho que posso discordar do conceito.  Entendo ser culturalmente bem próximo do sul e por isso respeito bem mais a identidade portenha deles do que de cariocas.  Mas nos dois casos, eu não vejo efeito tão bom quanto a lenda diz.

Eu gosto da idéia do apoio. Acho incondicional discutível. Mas acho que o jogo todo manter um som ambiente mais cala a sua torcida do que empurra o time.

O som repetido e lento se torna o fundo musical do jogo. Não mexe com o jogo em determinado momento. É um apoio? É! Mas o que mexe no jogo é quando todo mundo levanta e canta uma musica do nada. Não a frequente musica com a batucadinha das barras.

É uma lenda mundial que “torcidas sul-americanas cantam o jogo todo e isso é do caralho”.  Pode até ser. Mas já perguntou pra um jogador se é mais impactante no jogo um som de apoio incondicional o tempo todo ou explosões que eles sabem não ser a regra do apoio e sim um ato de real empolgado?

Eu já.

Respeito ambas. Mas não tenho esse encanto que o brasileiro tem por “cantar os 90 minutos”.  Eu prefiro torcidas que reajam mais vezes só que não por acordo. Mas por real empolgação e tentativa de interferir na partida.

Enfim.

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A volta

Chego no aeroporto, Tite no meu voo.  Fudeu. Se cair morro com uma nota no rodapé da notícia: “Blogueiro também estava no voo”.

Que falta de dignidade. Tantos seguidores, anos de luta para estar na lista de passageiros? Porra, Tite!

Mas relaxa. Não caiu. Vai ter hexa, e vai ter tri.

Até Buenos Aires!

abs,
RicaPerrone

“Puta que pariu…”

Leia o post original por Rica Perrone

Douglas era o “último 10”, o ponto central do Grêmio na articulação e peça insubstituível pra 2017.  Aí um dia um gremista me disse: “Puta que pariu, perdemos o Douglas…”.

O ano começou sem ele, o time manteve o padrão, Renato mexeu no Luan, e o Grêmio se ajeitou.

Nessa época o Grêmio já havia anunciado a volta de Fernandinho. E então o garoto que perdia muitos gols era uma opção ainda contestável, o reserva mais ainda.

“Puta que pariu, o Fernandinho…”

Preciso lembrar dos “dois gols do Pedro Rocha!?”. Nem os do Fernandinho, imagino eu.

Vem Léo Moura, que o Flamengo achou “inútil”.  E “Puta que pariu, o Léo Moura…?”.

Vem Cortez, nada cotado. E “puta que pariu… O Cortez!?”

Veio Barrios. Outro “refugo” que saiu espinafrado do Palmeiras.  “Puta que pariu, o Barrios…”.  E ele resolveu a vaga contra o Botafogo.

Perde-se Wallace.  “Puta que pariu, sem o Wallace…”. E surge Arthur.

Perde-se o Pedro Rocha. E “puta que pariu, como vai ser sem o Pedro Rocha….”.

A bola na área, o atacante cara a cara, “puta que pariu, fudeu…” e o Grohe estica o braço e faz um dos maiores milagres da história do futebol.

Vem Jael. Vem Cícero.

Mas “puta que pariu…. O Cícero!?”

E aos 35 do segundo tempo na decisão surge a plaquinha:  Entra Jael!

“Puta que pariu, o Jael!?”

Ele escora, Cícero empurra, o planeta treme.  É mais um gol do Grêmio.

Mas não está resolvido. Tem o jogo da volta, a grande final, e será lá.

Ouvi alguém dizer “puta que pariu, a final será fora de casa…!”?

abs,
RicaPerrone

Não sonhem

Leia o post original por Rica Perrone

Eles deixaram. Em determinado momento é justo dizer que deixaram os demais sonhar. Mas por incompetência alheia, méritos próprio, a soma dos dois ou seja lá o que for, a história está no fim.

Se o final dela não tem data e local, tem roteiro. O Corinthians será campeão brasileiro de 2017 com méritos,  sorte, inteligência, planejamento, fraqueza alheia, efeito Libertadores o ano todo, enfim, pouco importa. O sonho acabou.

Se havia um palmeirense iludido, não há mais. Um gremista pensando em “compensar” caso não dê na Argentina, idem. Santistas, Botafoguenses, demais sonhadores, é hora de acordar.

A “quarta força” de São Paulo é a primeira do país. Talvez seja um exagero porque o Grêmio foi além. Mas na incapacidade brasileira de aceitar a não conquista é capaz dele terminar o ano em crise e só o Corinthians “aceitando” a temporada.

Inteligentes, jogaram no limite. O time passa longe de ser algo especial, mas a capacidade de leitura do cenário foi brilhante. Do calculo da hora de disparar, ao ótimo aproveitamento em cima de cada rival focado em outro torneio, até mesmo a hora da retomada das vitórias.

Agora são 3 seguidas, e mesmo não jogando bem contra Atlético PR e Avaí, os 6 pontos estão lá e não há fé que mova ninguém a nada amanhã a tarde.

Contentem-se com suas vagas em Libertadores, tapas nas costas e “vagas diretas”.  O sonho de todos acabou, o do Corinthians se tornou real.

abs,
RicaPerrone

Apaixonem-se

Leia o post original por Rica Perrone

Botafoguense chateado, Por uma noite eu sei que as bolas que não entraram vão rodear seus sonhos e você se perguntará “porque?”, terá DRs com Deus e também dirá que “nunca mais….”. Mas volte no tempo.  Relembre o Niltão lotado, as vagas na pré, a eliminaçao dos campeões, o franco atirador virando favorito, o Rio …

Apaixonem-se

Leia o post original por Rica Perrone

Botafoguense chateado, Por uma noite eu sei que as bolas que não entraram vão rodear seus sonhos e você se perguntará “porque?”, terá DRs com Deus e também dirá que “nunca mais….”. Mas volte no tempo.  Relembre o Niltão lotado, as vagas na pré, a eliminaçao dos campeões, o franco atirador virando favorito, o Rio …

Luans e Pedros

Leia o post original por Rica Perrone

Eu cheguei à Arena por volta de 15h30.  Vi quase todo mundo chegar, acompanhei o ritual pré jogo entre um bar e outro, rodeado de amigos gremistas super gentis e dispostos a me apresentar ao mundo deles. Não havia nenhum oba-oba, pelo contrário, havia apreensão. Ninguém perde Luan e Pedro Rocha e acha que está …

Luans e Pedros

Leia o post original por Rica Perrone

Eu cheguei à Arena por volta de 15h30.  Vi quase todo mundo chegar, acompanhei o ritual pré jogo entre um bar e outro, rodeado de amigos gremistas super gentis e dispostos a me apresentar ao mundo deles. Não havia nenhum oba-oba, pelo contrário, havia apreensão. Ninguém perde Luan e Pedro Rocha e acha que está …