Pessoalmente correto

Leia o post original por Mauro Beting

Ele foi contratado por empréstimo para atuar por um time sem ídolos e sem muitas perspectivas na temporada centenária.

Clube que ficou ainda mais pobre e perdido ao perder por pouco (que de fato era muito) o camisa 14 para o rival. Número 14 por ser o ano do centenário sem título, time, dinheiro e futuro próximo.

Centroavante que fez o gol da vitória contra o ex-clube no final do primeiro jogo contra ele.

Profissional que tinha todas as razões e emoções para deitar sobre o ex-patrão e nas glórias da vitória. Deitar falação em um meio onde mais se tem falado que feito.

Pessoa que foi íntegra, sincera, correta e respeitosa em todas as manifestações. Inclusive ao celebrar o gol contra o ex-clube. Sem escárnio. Sem polêmica. Sem mimimi. Sem minimizar. Sem maximizar. Sem beijar escudo. Sem dar banana. Sem hipocrisia.

Foi profissional. Foi pessoa. Mais que pessoal e passional.

Sei que teve gente que não gostou. Quem quisesse sangue. A imprensa, mesmo. Teve gente que queria manchete. Circo em chamas. Instagram instilando veneno. Facínoras de facebook. Tiroteios nos tuítes.

Mas, não. Kardec foi correto. Bagunçou o coreto de quem quer sangue. Foi a pessoa equilibrada que é em um mundo que adora desequilibrados.

Esvaziou a polêmica. Trocou de canal. Miou os pageviews. Micou quizombas.

Precisamos mais não de jogadores como ele no futebol. Já temos muitos. Precisamos mais de pessoas como ele. São poucas.