Um texto escrito a milhões de mãos

Leia o post original por Mauro Beting

Há 100 anos somos Palestra. Há 72, Palmeiras. Há 47 anos sou filho da Lucila que foi comigo lançar ontem o livro oficial do centenário, na loja oficial do clube. Há 15 anos sou pai do Luca. Há 12, do Gabriel. Há um ano sou marido da Silvana, e padrasto da Manoela.

Todos presentes comigo. Como está sempre presente o Palmeiras e seu passado de Palestra, logo, de glórias.

Como estavam ao meu lado Gino Bardelli, Marcelo Mendez, Fábio Chiorino e Leandro Beguoci, que escreveram comigo “Palmeiras, 100 anos de Academia”. Marco Piovan, o editor. Gustavo Piqueira, quem fez o livro tão bonito.

Como só poderia ser bonito um livro de amor. E que paixão. Palmeiras!

Como será sempre lindo um livro de um clube que venceu, perdeu e empatou. Como qualquer outro.

Mas é claro que o nosso livro será um pouco mais nosso por ser um pouco mais de cada um. Da minha mulher. Da minha mãe. Dos meus filhos.

De tantos que só têm um Palmeiras em comum. Incomum comunhão de alma.

Paixão que meu pai definiu em palavras impressas no vestiário do Palestra.

Amor de Palmeiras para filhos que senti quando estava dando o autógrafo para Carlos Botelho. Nunca havia sentido a emoção de estar escrevendo a duas mãos com uma caneta verde. Naquele momento, só pude dizer a ele que aquelas palavras de agradecimento ao pai de Carlos, o Julinho Botelho, eram escritas junto com meu pai, fã do maior ponta direita do Palmeiras.

Você pude não acreditar. Eu também não acreditaria. Mas aprendi a crer ainda mais com meus pais. Ainda mais com nosso Palmeiras.