Palmeiras “misto” perde e se complica na Copa do Brasil

Leia o post original por Flavio Canuto

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“O time é esse aí”, disse o presidente no último sábado. Ontem, no Pacaembu, não tivemos nem isso. Pensando em salvar o Palmeiras no Campeonato Brasileiro, o técnico Ricardo Gareca optou por um time misto e o Atlético-MG e venceu a partida por 1 a 0, dando um belo passo para garantir sua classificação.

Com mais uma escalação diferente, incluindo jogadores rejeitados como Weldinho e Mazinho, o Palmeiras esbanjou falta de entrosamento e erros de passe. Dominava a bola, mas não sabia o que fazer com ela, apelando apenas para chutes de fora da área. Enquanto isso, o Atlético(MG) atacava menos, mas com mais eficiência.

Aos 6 minutos, por exemplo, o time mineiro fez um gol, anulado devido a impedimento de Leonardo Silva. Sorte nossa, que o bandeirinha acertou, mas a verdade é que bola aérea na área do Palmeiras voltou a ser um desespero total.

Aos 11 minutos, Fábio fez uma exepcional defesa ao barrar um chute a queima roupa de Diego Tardelli. O criticado goleiro palmeirense voltaria a atuar com destaque, aos 29 minutos, em chute de Pedro Botelho e aos 41 minutos com Jô.

No caso do Verdão, ação só com chutes de longe, todos para fora, desferidos por Mazinho aos 18 minutos, Victor Luis aos 21 minutos e Weldinho aos 27 minutos. Uma tristeza só. Time sem qualidade e que pouco chuta a gol não ganha jogo, isso é óbvio, senhores.

Quando a partida chegava ao final da etapa inicial, Mazinho é derrubado na área do Galo. Pênalti, aos 43 minutos. Henrique bateu bem e converteu. Festa no Pacaembu. Peraí! Não. Pode bater de novo.

Alegando invasão de jogadores do Palmeiras, o árbitro mandou voltar a cobrança. Você consegue lembrar outro jogo recente em que isso aconteceu? Claro que não. Só com com a gente mesmo.

Na segunda tentativa, o atacante alviverde resolveu trocar de canto e se deu mal, mandando a bola para fora e mantendo o placar no 0 a 0. Uma ducha de água fria na torcida que compareceu, ainda em ritmo de festa do centenário palmeirense, ao Pacaembu.

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As equipes voltaram sem alterações para a segunda etapa. Logo no início, o incorrigível Mendieta cabeceou para fora a melhor oportunidade do Palmeiras, enquanto o Atlético-MG teve boa chance aos 11 minutos, com Maicosuel exigindo mais uma bela defesa de Fábio.

Cristaldo e Pablo Mouche entraram nas vagas de Mazinho e Henrique, que depois de perder o pênalti, sumiu do jogo.

Nada mudou. E aos 25 minutos, aproveitando mais uma falha de Renato, o visitante abriu o marcador num contra-ataque, que terminou num gol de cabeça de Luan, que havia acabado de entrar. A partir daí, o jogo caiu ainda mais em termos técnicos, com o Verdão tentando pressionar o Atlético-MG para conseguir o gol de empate.

Tentando deixar o time mais ofensivo, Gareca colocou Felipe “Oxigênio” Menezes no lugar de Renato. Quase deu certo.

Foi justamente após a entrada dele que o Palmeiras conseguiu dar algum trabalho ao goleiro Victor. Cristaldo aos 43 minutos, Pablo Mouche aos 46 minutos e Felipe Menezes, aos 48 minutos, quase fizeram o gol que daria alguma sobrevida ao Palmeiras na Copa do Brasil. Agora ficou difícil.

Agora é vencer o Inter no sábado e se manter de maneira digna no Campeonato Brasileiro. É muito pouco para um gigante como o Palmeiras, mas é o máximo que o desastrado planejamento dessa diretoria nos permite sonhar.

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Abraço a todos!