Fluminense 3 x 3 Cruzeiro

Leia o post original por Mauro Beting

Tem treinador que não gosta de 3 a 3. Fica feliz como torcedor pelo espetáculo de gols. Mas, como pago que é para organizar a equipe, ele se cobra e acaba cobrando além da conta pela pirotecnia do placar.

Felizmente, Marcelo Oliveira e Cristóvão Borges não vão por essa linha que muitas vezes desgraça o gosto e a graça do jogo que, por definição, implica riscos.

Fizeram belo clássico de gols no Maracanã. Poderiam ter feito ainda mais se a arbitragem não fosse ruim como outros tantos jogos ruins do campeonato. Não este, que contou com o grande campeão do turno, e grande favorito ao título – apesar do crescimento consistente do São Paulo.

Eu não expulsaria Cícero pela imprudência no pênalti sobre Samudio. Não marcaria falta de Fred sobre Dedé no lance do gol da virada tricolor. Marcaria o pênalti em Wagner no pisão de Nilton – mas, antes, anotaria a falta de Cícero sobre Ceará, na origem do lance. Alguns dos lances polêmicos.

Mas Impressiona muito a capacidade celeste de criar muitos lances sem seus principais jogadores – Ricardo Goulart e Everton Ribeiro. O time buscou o gol e o ataque e a vitória. E contra uma boa equipe, que pode ser melhor. Ou seria se a zaga não errasse tanto.

Mas é jogo para celebrar mais que criticar. Sobretudo o Cruzeiro, que marca com os quatro de frente e se movimenta muito bem. Sabe se fechar atrás. Ou melhor: marcar à frente.