Mais organizado em campo, Palmeiras conquista um ponto em Curitiba

Leia o post original por Flavio Canuto

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Se você já teve um parente próximo com uma doença grave, sabe do que estou falando: ninguém é curado de uma hora para outra.

Quando o corpo reage, o paciente apresenta uma melhora gradativa até ter condições de deixar o hospital e voltar a ter uma vida normal.

No futebol, a coisa é mais ou menos assim também. Neste domingo, ainda não jogamos o futebol que esperamos, mas o time já foi melhor do que aquele que a gente viu nas últimas semanas.

Dorival Jr. não teve tempo para treinar, mas não inventou. Montou o time mais fechadinho e conseguiu trazer um ponto para casa ao arrancar um empate do Atlético-PR, com o placar de 1 a 1.

O resultado permitiu ao time acabar o primeiro turno do Brasileirão 2014 em 16º lugar, fora da temida zona do rebaixamento, o Zê menos 4. Mas não é exatamente isso que estou comemorando.

Apesar dos pesares, o time conseguiu sair trocando passes, se postou mais seguro na defesa, etc. Não é muita coisa, mas gostei do que vi.

Com Juninho e Leandro no meio-campo como surpresas, o Palmeiras até começou bem a partida, com domínio territorial e das ações. Criamos uma boa chance logo aos 2 minutos com Leandro em boa jogada de Juninho.

Aos 3 minutos, a primeira má notícia: Wellington sai contundido, substituído pelo experiente uruguaio Victorino, que entrou bem na partida.

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Victorino é um zagueiro muito técnico, que sabe jogar. O problema dele são mesmo as seguidas contusões. Se estiver bem fisicamente, merece mais chances.

O Verdão teve novas oportunidades, aos 7 minutos, com Marcelo Oliveira e Juninho, aos 20 minutos. A primeira chance mais aguda do time da casa só veio aos 26 minutos, quando Marcelo dominou na área e chutou na trave.

Logo em seguida, Leandro ficou cara a cara com o goleiro, que fechou bem o canto, e mandou a bola na trave do time paranaense. E eu que achei que ele iria desencantar.

Parecia que tudo ia bem quando em um contra-ataque dos paranaenses, Fábio espalmou duas vezes. Logo em seguida, aos 29 minutos, Dellatorre, sem marcação na área, acertou um incrível toque de calcanhar, e venceu nosso goleiro.

Na boa, o Palmeiras não pode tomar um gol desses! O Victor Luís é bom jogador, tem futuro, mas precisa ajudar mais na marcação. Pelo amor de Deus.

O Verdão ainda criou duas chances importantes de gol no primeiro tempo, aos 32 minutos, quando Weverton mandou para escanteio chute forte de Henrique e, aos 38 minutos, quando o zagueiro Tobio cabeceou para fora, após cobrança de falta.

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Com Josimar na vaga do “inigualável” Weldinho, o Palmeiras voltou para a segunda etapa com a mesma postura, e viu a sorte lhe sorrir logo aos 6 minutos, quando Diogo foi derrubado na área, com o juiz marcando um pênalti. Cobrando com tranquilidade e categoria, Henrique empatou a partida e eu me animei.

Quando a partida parecia bastante equilibrada e com boas possibilidades até de uma vitória alviverde, Josimar voou com pé alto demais em cima do adversário e foi justamente expulso, aos 18 minutos.

Que esse lance sirva para Dorival Jr, que já trabalhou com o Josimar no Inter, nunca mais coloque esse Josimar em campo.

Para cobrir a lateral direita, Dorival colocou o atacante Leandro. Era o caminho que o Atlético-PR precisava para atacar o Palmeiras.

Aos 27 minutos, Marcelo Oliveira sofreu pênalti claro, mas dessa vez o glorioso Vuaden preferiu deixar para lá. Provavelmente seria o gol da vitória palmeirense em Curitiba.

Para se precaver, Dorival colocou Eguren na vaga de Leandro e com isso o Palmeiras passou a se segurar ainda mais para garantir o resultado.

Nos últimos minutos da partida, o Atlético-PR pressionou muito, foi um sufoco, mas conseguimos o manter o empate mesmo com um homem a menos em campo.

O resultado foi bom, mas na quarta-feira, contra o Criciúma, só a vitória interessa. Vamos sair dessa!

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Abraço a todos!