Mais sobre o adiantamento de receita do Figueirense

Leia o post original por diego simao

Além de falar sobre o futebol, o blog é historicamente (7 anos no último 31 de agosto) local para discussão das questões extra-campo do alvinegro. Hoje, não vai ser diferente.

Apesar da excelente fase dentro de campo, fora o Figueirense ainda anda capenga. Capenga financeiramente.

Na última quinta-feira, quando ocorreu a reunião do Conselho Deliberativo, a conversa foi envolta de mistério. A portas fechadas e protegida por segurança, Wilfredo e aliados dentro do conselho, ganharam na garganta (em uma reunião esvaziada) os votos necessários para o adiantamento de receita. O GloboEsporte também abordou os fatos aqui.

Venceu, mas não levou todos os votos e teve que precisar do apoio de outros conselheiros para vencer a votação que não foi unânime. Houve muito bate boca e palavras duras de ambos os lados.

Escutando algumas fontes do conselho, obviamente, o quadro pintado é pior do que esperava. O fato é que houve adiantamento, mas da pior forma que, para mim, poderia ser feito.

Independente dos argumentos usados para se realizar a operação, o Figueirense vai perder dinheiro para pagando juros. Para botar a mão no dinheiro o Conselho Administrativo comandado por Wilfredo Brillinger está pegando dinheiro via empréstimo. Falta de planejamento financeiro em minha opinião.

O empréstimo é um “adiantamento de receita” no qual o valor no que se tinha para receber no ano de 2015 – R$ 1.100.000,00, o qual é dado como garantia. Ou seja, o Figueirense pega empréstimo, paga com o que iria receber da Caixa Econômica e, incrivelmente, pagando juros.

Em suma, não bastou essa administração botar a mão no dinheiro de 2015, vai deixar uma dívida maior ainda. Precisa dizer algo mais?

O dinheiro é do Figueirense

Uma das justificativas utilizadas foi quase no sentido de: “esse patrocínio é meu”. Como se o dinheiro que estava por vir pertencesse a essa administração ou aquela. “Eu consegui, eu uso”, uma ação personalista que traduz a atual tendência administrativa do alvinegro.

Amigos… Vamos pensar no Figueirense? Pensar como uma eventual nova diretoria vai receber esse clube? Todo mundo sabe que vai se receber um clube altamente endividado, mas é necessário aumentar ainda mais o desgaste a capar a capacidade administrativa de uma eventual nova administração?

Óbvio que é importante permanecer na série A, mas não é correto gastar dinheiro adiantado do próximo ano. Que não é um ano qualquer, pode representar a entrada de uma nova administração.

E sabemos, o futebol é uma caixinha de surpresas e vamos imaginar que na pior hipótese (toc, toc, toc na madeira!) o Figueirense ainda caia para série B. Com que dinheiro se inicia 2015? R$ 1.100.000,00 já foi gasto e o patrocínio master (da Caixa) permanece até março. Da onde vai sair dinheiro?

Agora sobrou torcer para o clube não cair na série B e num buraco financeiro ainda mais profundo. Trabalha bem Argel! Trabalhe para o bem do Figueirense!

Tu dix?

Amigo meu me chamou atenção hoje pela manhã. Lá dos pampas uma voz provavelmente indignada com a derrota para o alvinegro – um tal de David Coimbra – chamou o Figueirense de “time de terceiro mundo”. Ao que parece é um colunista do Zero Hora.

Sinceramente não me espanta. Existe gaúcho que é preconceituoso com Santa Catarina e os catarinenses. Não todos, mas sabemos que estão lá e ainda ganham espaço para reverberar sua ignorância, rancor e destempero em forma de “opinião”.

Mas para variar, não me atinge. Eu não leio Zero Hora e nem sabia que existia esse David. De nome parecido até hoje eu só conheço o @DeividyAvai (gente fina) que tem uma história, pra lá de curiosa, em Criciúma.

Enfim… Que se mordam sozinhos esses gaúchos que carregam com si aquele sentimento menor identificado como inveja. Vou é caminhadar a beira-mar na cidade que esse pessoal sonha em morar e visitar.

Abraço do Tainha