Dunga 2 – Brasil 1 x 0 Equador

Leia o post original por Mauro Beting

O resumo do jogo foi a TL do twitter: trocamos as bolas. Ou os ovos.

Mais se comentava receita de ovo de programa de culinária que das bolas jogadas pela seleção no EUA.

Neymar apanhou menos – e também jogou menos contra um rival inferior ao time colombiano. E, na dúvida, na dividida, o único craque brasileiro também entrou duro no equatoriano, no primeiro tempo. Neymar está se defendendo mais. Logo, saindo para o ataque. Pena que o time não veio junto rumo à meta rival.

O Brasil só chutou em gol aos 21. Até então, pouco chutão. Mas, também, pouca imaginação na criação.

(Claro, em lance com Neymar. E, sim, contragolpe típico dos melhores momentos do Brasil de Dunga. E, dever dizer, num belo lançamento de Filipe Luís – não chutão).

Depois, mais uma falta de Neymar, aos 27, e com perigo. E foi pouco no primeiro tempo desanimado.

A movimentação dos três armadores foi boa. Tardelli saiu da área e deu espaço para Oscar chegar à frente. Mas o time não veio junto. O passe não saiu. Correram, mas criaram pouco.

Começo brasileiro. Tardelli saindo da área para dialogar com três armadores, trocando de função com Oscar, dando espaço para Neymar (mais) e Willian (menos) infiltrarem. Time mais dinâmico, mas pouco criativo

Começo brasileiro. Tardelli saindo da área para dialogar com três armadores, trocando de função com Oscar, dando espaço para Neymar (mais) e Willian (menos) infiltrarem. Time mais dinâmico, mas pouco criativo

A compactação defensiva ainda não é aquela. Luiz Gustavo ficou menos entre os zagueiros. Os laterais apoiaram menos que o esperado e necessário. Uma bola na trave de Enner Valencia (aos 35) também saiu de um lance para cima de Marquinhos.

Willian e Neymar (ou Oscar) pouco acompanharam os avanços dos laterais rivais – que também não apoiaram. A entrada da área brasileira esteve um tanto desguarnecida.

O gramado, estranho, também não ajudou. Soltou placas, era fofo. Não era legal.

Mas foi bacana o gol brasileiro. Jogada bem ensaiada e executada em cobrança de falta: Oscar rolou para Neymar encobrir a defesa e deixar Willian livre para abrir o placar. Bonito. Aos 31 minutos.

SEGUNDO TEMPO

Dunga mexeu bem. Apostou na dupla do melhor time brasileiro – Everton Ribeiro e Ricardo Goulart – nos lugares de Willian e Oscar. Na primeira bola, com 1 minuto, Neymar perdeu o gol mais feito da carreira, quase dentro da meta, em boa arrancada de Danilo. A única.

Mas Goulart não fez o que se esperava. Ribeiro fez pouco mais. Tardelli ajudou pelo lado esquerdo a marcar por Neymar, definitivamente liberado para ser o atacante brasileiro mais agudo com a entrada de P.Coutinho. Pouco mais se viu de bom, a não ser uma falta cobrada por Neymar, uma tentativa de golaço de cobertura de Ribeiro.

Tardelli já recompunha mais pela esquerda até sair, aos 22 minutos. P.Coutinho entrou pela esquerda, na de Neymar, que foi adiantado como referência. Outro jeito de dar jogo ao Brasil, em atuação pálida, mas com justa vitória

Tardelli já recompunha mais pela esquerda até sair, aos 22 minutos. P.Coutinho entrou pela esquerda, na de Neymar, que foi adiantado como referência. Outro jeito de dar jogo ao Brasil, em atuação pálida, mas com justa vitória. (A ESCALAÇÃO DO EQUADOR FOI OUTRA NA SEGUNDA ETAPA, NÃO A DO DESENHO)

 

O que se viu, mais uma vez, foi a zaga exposta por volantes que jogaram, mas deixaram jogar. Se Filipe Luís salvou gol certo depois de baita defesa de Jefferson, Danilo teve problemas pela direita.

Solucionados por Jefferson em noite de Jefferson, Miranda mostrando que tinha de estar entre os 23 na Copa, e que Marquinhos deverá estar entre os 23 em 2018.

Mas, na na segunda etapa chocha, mais se falou de ovos do Masterchef no twitter que do jogo do Brasil do chefe Dunga.