Os quatro e os sete do São Paulo

Leia o post original por Mauro Beting

“Quarteto mágico”…

Fantástico. Esplendoroso. Magnânimo. Estupendo. Supimpa. Esplêndido.

Inventamos nomes pomposos que nem sempre dão bola para a realidade.

Quando não subvertemos a matemática e a tática: criamos “quadrados” quando existem apenas retas, ou losangos, ou nem uma coisa e nem outra.

O São Paulo de Ganso, Kaká, Pato e Kardec é uma linha de quatro sem a bola, e, sim, no mais das vezes, um quadrado com Ganso pela direita e Kaká pela esquerda, Kardec e Pato à frente, se mexendo muito bem. E ainda melhor quando triangulam. Opa. Ou fazem outras figuras geométricas…

Ou melhor: fazem bela figura em campo, e não mais figuração na tabela.

Se o Cruzeiro deixar – o que é difícil -, o São Paulo vai muito longe no BR-14. O que não é tão difícil pela qualidade do que o time enfim tem jogado. Ainda que a defesa não seja plenamente confiável – outro mérito celeste -, do meio pra frente, pela técnica e, agora, também pelo ajuste tático, o belo jogo de Brasília contra o Botafogo (mais um) pode se repetir em qualquer campo. Pelo visto, contra qualquer rival.