Corinthians 3 x 2 São Paulo

Leia o post original por Mauro Beting

Um tricolor cirúrgico. Criou pouco e fez dois gols em lances de bola quase tão parada quanto à zaga alvinegra.

Um alvinegro corintianíssimo. Foi buscar o empate duas vezes e conseguiu virar um jogo em que, em campo, foi superior também por buscar o gol como nem sempre faz o time de Mano.

Uma arbitragem brasileiríssima. Mais uma bolada no braço que virou pênalti pela esdrúxula orientação à arbitragem, no primeiro empate alvinegro. No segundo, o estabanado Álvaro acerta primeiro a bola. Ou rela um pouco nela e atinge tudo que pode e não pode de Guerrero. No primeiro instante, nada marcaria. Revendo, poderia marcar o pênalti discutível.

ADENDO – O fato de eu considerar “discutível” não significa dizer que eu não marcaria. Eu teria dado o pênalti vendo pela segunda vez. Mas insisto que houve um primeiro toque. Apenas isso.

(O LANCE EM QUESTÃO, A 1nin58s do vídeo)

 

Em Itaquera, nos 90 minutos, mais do mesmo. Ou o de sempre. Cada jogo tem sua geografia. E estratégia. O Corinthians com dois meias e dois atacantes foi muito bem. Melhor que nos jogos anteriores. Renato Augusto e Danilo articularam para o promissor Malcolm e para o ótimo Guerrero.

Mas o futebol tem disso: Danilo deu belíssimo passe para a virada e foi infeliz nos dois gols tricolores. Muricy armou certinho o time na segunda etapa, mas foi engolido pela intensidade rival.

Rogério Ceni fez falta em muita coisa, apesar da ótima atuação de Denis – mais uma. A marcação não funcionou tão bem à frente. A ausência de Pato fez o time perder a velocidade no contragolpe.

Mas o Corinthians, mesmo sem Elias e confiança, ganhou um jogo que pode mudar a sorte alvinegra no BR-14. E sem tirar a qualidade tricolor nos últimos jogos.