12 de Junho de 1993 – O Dia da Paixão Palmeirense (melhor falar de filme romântico que de terror…)

Leia o post original por Mauro Beting

O Palestra morreu líder e o Palmeiras nasceu campeão, em 42. Ontem, começou lanterna e acabou na escuridão.

Na quinta-feira prometo mudar um pouco o astral. Estreia nos cinemas de São Paulo meu primeiro documentário. Roteiro e direção minha e de Jaime Queiroz. Montagem de Abner Palma. Produção da Canal Azul.

“12 de Junho de 1993 – O Dia da Paixão Palmeirense” conta em 93 minutos o que foram 16 anos sem títulos e os 120 minutos dos 4 a 0 contra o Corinthians, na decisão do SP-93. Quando a Via Láctea montada pela Parmalat definiu um grande estadual, que tinha um Timão que se superou até a final, e um São Paulo que seria bi mundial ao final do ano.

O filme recria o ambiente da final, traz comovente reencontro dos campeões de 1993, e, em metade dele, reconta os 16 anos de fila. Começa em 1974, quando o Palmeiras deixou o maior rival mais um ano sem títulos, e termina com Evair lavando a alma e soltando a voz ao acabar com o jejum contra o Corinthians.

Filme oficial do Palmeiras. Mas não chapa branca. Apenas com alma alviverde. E espírito de porco.

Ouvimos o corintiano Paulo Sérgio, aquele que levou uma tesoura de Edmundo, que não foi expulso por José Aparecido de Oliveira – outro que deu a versão dele a respeito da arbitragem polêmica em 12 de junho. Infeliz nesse lance, e, também, ao ter expulsado Tonhão, na segunda etapa. E não ter validado gol legal de Edmundo, no final da prorrogação.

Sim. Edmundo deveria ter sido tão expulso como foram corretamente os outros corintianos. Embora, ao permanecer em campo, ele cavou os vermelhos de Ronaldo e Ezequiel, e o pênalti que eternizou Evair.

Onze contra 11, já estava 1 a 0 Palmeiras. E a diferença entre as equipes era essa. Como também sabem Viola, Neto e Ronaldo, amigos e colegas queridos que preferiram não dar entrevista para o filme.

Não por ser meu, mas é uma obra emocionante. Por ser do Palmeiras. E contar uma bela história de bola e de superação de fases terríveis.

As piores vividas pelo clube até o momento em que finalizamos o filme, em novembro de 2013, dois anos depois do início das gravações, em novembro de 2011.

Quando entrevistamos José Carlos Brunoro, ele ainda era diretor do Audax. Não havia voltado ao Palmeiras.

Quando entrevistamos os demais depoentes, e a maioria dos torcedores e jornalistas, em 2012, o Palmeiras não havia sido rebaixado para a Série B de 2013.

Quando vamos lançar o filme, infelizmente, o que falamos dos times da Taça de Prata de 1981 e 1982 já pode ser discutido.

Existem dois times que se equiparam na ruindade:

O do BR-12.

E o do Brasileirão de 2014.

O pior Palmeiras que vi pela sequência de atuações pavorosa é o atual.

Podem não ser os piores jogadores juntos e misturados. Mas são as piores partidas do Palmeiras em 42 anos de estádios e estúdios.

O “12 de Junho de 1993 – O Dia da Paixão Palmeirense” mostra os 6 a 0 do Internacional, no Beira-Rio, a maior goleada sofrida em campeonatos nacionais.

Não sei qual filme poderá mostrar o 6 a 0 do Goiás, no Serra Dourada, em 2014.

Talvez um de terror.

Por amor, e que amor, sei que vamos sair dessa. Mais uma vez.

Mas, por terror, confesso, o Massacre da Serra Dourada é das piores obras que vi de cinema-catástrofe.

O pior futebol-catástrofe palmeirense.