Agora vai, Inter?

Leia o post original por Mauro Beting

Achei que poderia ser o time para ainda tentar chegar perto do Cruzeiro até perder para o São Paulo, no Beira-Rio, e o time de Muricy engatar excelente sequência no BR-14.

Depois, por problemas internos, falta de soluções externas, fui deixando de cacifar o Colorado como, de fato, desde 2005, faço.

“Esse ano pode ser tetra” eu falo quase todo ano desde 2005. E não foi desde então.

Ainda que, nesse tempo todo, tenha sido bi da Libertadores, e campeão do mundo contra o Barcelona no início do ocaso de Ronaldinho no Camp Nou.

É muito título. É o campeão de tudo.

Mas não tem sido no Brasileirão desde o tri invicto de 1979. Quando não se contestava quem foi o maior time brasileiro nos anos 1970.

Agora, até quando vai bem, se corneta sem dó. Com todos os rés, mis, fá, sol, lá, si e todos os ses do futebol.

Abelão tem um crédito quase ilimitado no Beira-Rio. Merece ter, e não merece algumas das tantas críticas.

Como os atacantes Rafael Moura e Wellington Paulista. Se não são os noves ideais, não são noves fora do nível que se tem no Brasil.

Mas, agora, pela qualidade, experiência, talento e berço de Nilmar, há como imaginar um sprint final para se manter na luta pelo G-4. A rodada que passou foi excelente. Melhor até que o futebol do time, ainda errático como tantos. Mas com potencial como poucos para retomar uma boa sequência no BR-14 de muitas inconstâncias.

Um campeonato cheio de Rafael Moura quando joga mal e perde gols feitos.

Mas com poucos times com um Rafael Moura que ainda pode ser decisivo.

Por ter um treinador que aposta nele. Confia nele. Vai com ele até quando não dá mais.

E ainda dá.

Não é um Gabiru. Nem o tamanho da responsabilidade é esse.

Mas as memórias de Adriano ainda devem alimentar a gente colorada.

Ainda dá.

Ao menos G-4.