O que o Palmeiras precisa fazer para vencer a Ponte

Leia o post original por Michelle Giannella

(Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press)

Sem saber que era impossível, foi lá e fez… Que o Palmeiras leve isso à sério e entre em campo com a determinação que faltou na última partida do Paulistão.

Não é impossível o Palmeiras vencer a Ponte Preta. É difícil pra caramba, claro, mas eu já previa que não seria fácil o time verde vencer a Macaca na primeira partida da semifinal. Nunca imaginei que perderia de três, mas sabia que não seria um jogo fácil. Vejam o post no meu blog: https://blogs.gazetaesportiva.com/michellegiannella/2017/04/15/nao-vai-ser-tao-facil-o-palmeiras-bater-a-ponte/

Mas agora, se quiser vencer a Ponte, o Palmeiras terá que mostrar a força do elenco, não apostando apenas nos talentos individuais, mas sim, no conjunto dos jogadores. E é aí que está o problema…

O Palmeiras precisa de tática e técnica, mas talvez eu esteja pedindo um pouco demais de Baptista.

Não adianta você ter uma Ferrari se não sabe dirigir…

Enfim, o treinador precisa explorar muito os talentos e individualidades dos astros do time, mas é fundamental que haja um grupo, uma força, uma cadência de jogo, um sentido e o mais importante de tudo, que os atletas acertem as finalizações!

O primeiro tempo contra a Penãrol, por exemplo foi sofrível. No jogo seguinte contra a Ponte, em sete minutos tomou dois gols e aos 34 minutos, ainda no primeiro tempo, o placar já marcava 3 a 0 pra Macaquinha. No segundo tempo, o Palmeiras deveria ter ido pra cima, mas continuou apático.

Não dá pra jogar pro gasto. Tem que jogar pra valer. A Ponte foi atrevida, dominou e impediu a criação de jogadas. Agora, a lição de casa está mais difícil. O time tem que fazer quatro gols para passar direto ou três gols e não tomar nenhum para ir aos pênaltis.

(Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press)

O Palmeiras precisa ser valente, destemido, entrar em campo com a faca nos dentes, com muito foco, força, criatividade, coragem, jogadas ensaiadas, mira e uma pitada dos talentos de cada um. O que não pode é a Ponte deitar e rolar em cima de um time como esse.

Só pra terminar:

Fernando Prass: lembre-se de jogar com as mãos também, não só com os pés.

Zé Roberto, pare de escorregar.

Será um jogão! Que vença o melhor!