Para a Rússia, com amor. Brasil 3 x 0 Chile

Leia o post original por Mauro Beting

O Brasil de Tite levou o maior público da história do Parque Antarctica desde 1902, quando a primeira partida oficial do país mais vezes campeão mundial foi disputada no estádio que recebeu a maior bilheteria da história, com o tíquete médio passando dos pesados 350 reais. Muito acima de qualquer média. Como o time de Tite passou passeando pelas Eliminatórias em que sofríamos demais para um torneio que ganhamos com o pé de Neymar nas costas quebradas na Copa de 2014, e com a boa nova do anjo Gabriel Jesus marcando todo os gols possíveis.

O primeiro tempo foi amarrado por um Chile que se classificava com o empate, e com o Brasil devidamente preocupado em não se desgastar, e não ter ninguém suspenso como Neymar, mais uma vez, perdeu a cabeça em lance tolo no meio-campo, no final de um primeiro tempo jogado com inteligência e prudência. Diferente do segundo tempo. Também pelos gols rápidos do Brasil. Paulinho, esse impressionante volante-artilheiro, aproveitou a primeira falha de Bravo para abrir o placar, na folha seca mandada por Daniel Alves. Na sequência, o Chile foi à frente e se desguarneceu. Coutinho achou Neymar livre para dar o presente para Gabriel Jesus fazer o dele na velha casa. Coroando a apresentação e classificação com Willian servindo desde o meio-campo o menino Jesus que, às costas de Bravo, entrou com bola e tudo.

 

Três a zero foi demais pelo que foi o jogo. Mas foi o placar que o Brasil de Tite construiu pela grande campanha com o novo treinador. Desempenho tão bom que chega a preocupar. A Seleção precisa de tranco para dar certo. Foi assim em 1958, 1970, 1994 e 2002. Até no bi em 1962 o Brasil saiu sob suspeitas. Quando foi incensado, como em 1982 e 2006, por exemplo, deu chabu.

 

Veja a Análise de Gustavo Roman de Brasil 3 x 0 Chile

 

Veja a análise de Gustavo Roman da última e emocionante rodada das eliminatórias sul-americanas para a Copa de 2018