Messi. Punto e basta.

Leia o post original por Mauro Beting

Então… Você ainda acha que o maior artilheiro da história da Seleção da Argentina não joga bem pela albiceleste? Você vai continuar dizendo que o maior artilheiro da história das Eliminatórias Sul-Americanas nega fogo pelo time do país que deixou aos 12 anos?

Você pode dizer que o Messi da Catalunha declarou ser independente do Lionel da Argentina. Você tem razão ao dizer que ele – e os hermanos – desde 1993 não ganham nada com o time principal. Você tem como criticar o jeito meio que desapegado da camiseta se comparado ao argentino (terráqueo?) que mais chegou perto a ele – Maradona (Di Stéfano até pela Espanha esteve em Copa do Mundo).

Você pode torcer contra, torcer o nariz, fazer o diabo contra esse semimessi, opa, semideus futebolístico. Pode e deve dizer que um time que pode ter Aguero, Di Maria, Dybala e Higuain (não todos juntos) não pode sofrer tanto para se garantir entre os quatro primeiros em 10 seleções em 18 jogos. Você pode compreender que aquela defesa leve um gol aos 38 segundos em Quito. Mas não tem como conceber uma Copa sem Argentina. Sem o melhor deste mundo. E do planeta de onde parte dos genes futebolísticos desse gênio veio.

Feliz é você que pode ligar a televisão para ver Lionel e até para torcer contra. Infeliz é quem pode ficar indiferente à absurda capacidade goleadora. O inacreditável talento para se livrar dos rivais de campo, tribunas de imprensa, arquibancadas, recordes e tabus. Não tem como não dar pelota à cada vez maior e melhor visão de campo desse argentino argentiníssimo que levou a Argentina para a Copa e pode trazer o mundo de volta para a terra de Maradona. E um pedacinho para o planeta de onde veio essa pulga atrás da orelha enorme dos que insistem em não ver e não ouvir não só o óbvio. O ótimo que é assistir à vitória do talento puro. Da objetividade obsessiva. Do engenho e arte num só desbravador sem bravatas.

Messi não só carrega a Argentina nas costas. Ele leva junto a esperança da vitória que vai muito além das fronteiras. Torcer por Messi não é questão de clube, generalitat, generalizar, país, continente. Torcer por Messi é torcer pela criança que nos acompanha pela vida e quer ver a vitória sempre do super herói.

Do Messi que não tem bandeira. É o estandarte do futebol que amamos.