O campeão não voltou. Palmeiras 2 x 2 Bahia.

Leia o post original por Mauro Beting

 

 

O começo no Pacaembu foi do Palmeiras campeão de 2016. O final foi melancólico como Palmeiras de 2017. O Bahia merecia mais do que o 2 a 2. Criou 12 chances em São Paulo e concedeu apenas 8 ao irreconhecível Palmeiras do BR-17. Ou reconhecível por tudo que o time não acerta o pé e, Cuca, a mão. Mesmo quando atende a voz da arquibancada.

 

Marcação alta, intensidade, vontade de recuperar a bola no ataque, dinâmica na frente até o gol de Willian, com 1 minuto, sem chance para o ótimo Jean.

Dudu e Willian mudando os lados, Moisés chegando mais, Deyverson dando opção, saindo da área. E só. Passes errados, e maior coragem do Bahia na estreia de Carpegiani fizeram o jogo ficar igual a partir dos 20. E só não ser igualado por duas ótimas defesas de Prass.

 

O ótimo Zé Rafael e o veloz Mendoza passaram a incomodar o Palmeiras que só se reencontraria aos 38. Marcando um gol trabalhado como os do primeiro turno de 2016. Pé em pé até Bruno Henrique ampliar. Vantagem que Edgar Junio fez questão de diminuir, aos 46, em falha palmeirense no jogo aéreo.

 

Aos 8, Deyverson resolveu fazer graça e perdeu bola tola. Bastou para o Pacaembu pedir Borja como se fosse Evair. Em quatro minutos ele entrou para substituir o dileto de Cuca em sua melhor atuação. Borja enfim teve mais minutos. Mas o mesmo desempenho pífio. Moisés se aproximou ainda mais mas segue distante do melhor jogador que foi no BR-16. Como Dudu também não foi bem. E o Palmeiras só não foi pior por cinco belas defesas de Prass. Aqueles que muitos não queriam mais pintado de verde e branco.

 

Como muitos aplaudiram o retorno de Felipe Melo aos 27 como se voltasse à cabeça da área César Sampaio. Ele até entrou bem, distribuindo bolas e carrinhos apenas na bola, incensados pelo carinho da torcida.

 

O problema é que mesmo Cuca atendendo à grita da galera, o Palmeiras de novo marcou mal. Passou pior. E foi engolido pelo Bahia. Rodrigão e Régis entraram bem. E Róger Guedes entrou pelo cano na sua primeira intervenção, aos 41, um minuto depois de substituir Willian. Pênalti tolo no incansável Mendoza que Edgar Junio bateu muito bem – caso contrário Fernando Prass teria mais uma vez defendido. Pênalti que RG não precisaria ter feito. Até porque alguém deveria estar no velocíssimo Mendoza.

 

No final, o palmeirense pode até celebrar o empate que merecia perder. E celebrar a situação ainda critica do São Paulo com o resultado. Como o Bahia volta para Salvador comemorando o desempenho e lamentando a sorte que merecia ser maior.

 

Veja a análise de Gustavo Roman