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É pra comemorar, sim!

Leia o post original por Rica Perrone

Eurico, eleições conturbadas, time mediocre, dinheiro curto. O Vasco chegou a ser um dos candidatos a rebaixamento.  Quando sondou o Z4, todo mundo esperava que ali, no máximo, se livraria.

E então a bola passou a entrar, São Januário voltou, Zé Ricardo ajeitou a casa e o Vasco fez mais do que dele se esperava. A Libertadores 2018 é motivo pra se comemorar muito. Ao contrário de outros rivais onde cobrava-se essa vaga, o Vasco apenas sonhava com ela.

Quando se alcança um sonho, se comemora. Quando se cumpre uma obrigação, nos aliviamos.

Não era obrigação deste Vasco estar na Libertadores. O que transforma sua vaga em conquista.  E conquista se comemora.

Entrar no clube com uma nova gestão, outra cabeça, outras pessoas e já na Libertadores pode ser o combustível perfeito para que o Vasco retome seu lugar no futebol brasileiro até mais cedo do que o planejado.

A bola já entrou. Falta uma urna cair, e o Vasco terá muito pra comemorar.

abs,
RicaPerrone

Sem raiva

Leia o post original por Rica Perrone

Já vi time ganhar campeonato de todo jeito.  Já vi time perder campeonato e passar a semana falando em “e se”, ou inventando algum lance polêmico pra justificar o mérito alheio. Já vi vitória roubada. Já vi título achado. Vi título dado por um super herói de chuteiras. Em todos eles há uma dose de ódio no desabafo da comemoração.

Como esse, nunca tinha visto.

Vi entre eles, da arquibancada. Fui à Arena nos jogos de mata-mata e andei aquele estádio 300 vezes pra lá e pra cá. Conheci gente, vi reações, reza, desespero, lágrimas, euforia, medo. Vi famílias, vi gente maluca. Vi de tudo.  Mas vi sobretudo futebol.

Não apenas bem jogado. Me refiro a tudo em volta. Paixão de fato, loucura, limites quebrados, doença por um clube, amor doentio por um torneio.

Se a Libertadores fosse um ser humano ela estaria bebada na porta da Arena usando uma camisa antiga do Grêmio por superstição e gritando “Queremos a côôôpa….” feito um argentino, que diga-se, é o unico defeito dessa gente.

A Libertadores não é um ser humano. Então ela pode ser vencida ou conquistada.  Raros são os que a conquistam.

O Grêmio conquistou a América de uma forma poucas vezes vista. Indiscutível, simpática a todos, com um futebol bem jogado, domínio completo dos jogos, vencendo as duas finais. E com um treinador que todo mundo odeia amar, ou ama odiar. Tanto faz.

O primeiro tempo da final foi pornográfico.  Poucas vezes vi algo parecido e se o Grêmio puder, faça um quadro em sua sede transcrevendo a narração destes 45 minutos, ou um quadro de imagem viva reprisando em looping eternamente esses minutos.

Sua gente chorava de alívio e alegria no gol do Luan, de joelhos, abraçado ao desconhecido ou ao próprio pai. Mas agarrado a camisa como quem agradece por ter tido o privilégio de ser um deles.

Filhos, avôs, netos, pais, amigos, conhecidos e desconhecidos.  Bêbados, sóbrios, a base de remédio ou de alcool, mas suportando a semana que levou mais de 45 dias pra passar.

Ao gol do Luan, que foi uma obra de arte, o gremista desmoronou.  A minha volta não havia um só torcedor comemorando com raiva, socando o ar, desabafando contra o Lanus.  Era uma alegria deles para com eles mesmos.  De joelhos, chorando, abraçado a alguém, mas era uma declaração de amor “muda” que poucas vezes eu vi na vida.

Tu és muito bem amado, Grêmio.  Tua gente te merece, e vice-versa.

Salve Luan, Portaluppi, Geromel, Grohe, Arthur e os 5 mil heróis que estiveram em Buenos Aires.

Salve o Grêmio! Salve banda da Geral!

Salve  o povo da Arena no telão!

Salve cada lágrima que tu derrubou por este clube na vida.

Parabéns! Vocês são diferentes. Tal qual seu clube.

abs,
RicaPerrone

Tanto faz

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Passionalmente, como clube, amador ou profissional, Muralha já estaria sendo “estudado” ou afastado pelas falhas.  Fosse o Flamengo uma empresa, como pregam seus gestores, o responsável pelo setor seria afastado.

Seja pelo ângulo que você escolher, o Flamengo não está blindando seu jogador, nem seu preparador. Está piorando a situação.

Se na avaliação interna o preparador é bom, e eu sequer o conheço, que fique claro, então alguém tem que ser responsável pelo Flamengo não ter um goleiro reserva em condições de atuar.

Claro que há fatalidades. Um ano atípico em alguns sentidos, até câncer e dopping teve. Mas o Muralha chegou ao clube indo pra seleção brasileira. E eu não o conheci ontem. Eu vi jogos dele no Figueira, e não era montagem.

Ontem Muralha escolheu um lado. Até agora ele podia ser um cara vitima de enorme pressão que não estava rendendo. Agora ele é o cara que resolveu fazer gracinha e deixou o time em situação delicada pra Libertadores 2018.

A escolha é dele. Toda revolta que hoje toma conta do Rio de Janeiro é responsabilidade dele. Por brincadeira, não por algum problema técnico ou psicologico. Logo, aguente.

Pouco defensável o lado rubro-negro nessa história. Há 1 ano o Flamengo não tem goleiros em condições de atuar e ninguém foi responsável.  Mais recentemente precisou, não teve goleiro. Seguiu, trouxe um novo da Europa, o cara se machucou.  Mas não há no planejamento do Flamengo um goleiro na base pronto pra uma emergencia?

Porque se não é uma emergencia ter dois goleiros sem confiança, queimados com a torcida numa semifinal do unico torneio do ano que “ainda dá”, eu não sei mais o que pensar dessa “serenidade” com que o Flamengo lida com seus problemas.

abs,
RicaPerrone

Chapeuzinho vermelho

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Dizem que é mídia, lenda, história bem contada.  Desesperados com a virada após a prévia gozação, contestam o maior patrimônio rubro-negro como quem briga com a capacidade de pilotar um carro de Ayrton Senna.

“Não cantam”. “É flapress!”.  “Tem que cantar 90 minutos”, Blá, blá, blá…

Eu não sei quem criou o manual de torcidas modernas, mas eu acho um saco. Torcidas reagem diferente, e o Flamengo é céu e inferno o tempo todo. Isso implica em ir das vaias ao apoio em uma bola na trave.  Gosto não se discute, mas a cultura de um clube vencedor e de um cartão postal do país estabelecido por méritos apenas se respeita.

Essa história que “inventaram” sobre a torcida é tão bem contada que até os jogadores compram. Todos eles falam sobre “jogar no Maracanã contra a torcida do Flamengo”.  Todos eles sonham em correr pra torcida do Flamengo. Talvez eles sejam comprados pela FlaPress, talvez sejam a referência que precisam para confirmar o óbvio.

A virada é fruto de uma torcida bipolar. O empate, de um time pressionado pela mesma torcida que ali cobrava.  São malucos, mas são malucos à sua maneira.

“É tudo histórinha”.  “A Globo que inventou!”. “Nem é tudo isso!”.

Pode até ser que seja. Mas fato é que Chapeuzinho vermelho está na boca do lobo mais uma vez.  Goste ou não, a história vai trocando gerações e mantendo seu final.

Do inferno ao céu. Da quase crise ao quase em Tóquio.

  • Que torcida enorme você tem, vovó…
  • É a mídia, chapeuzinho. É a mídia…

abs,
RicaPerrone

Quase iguais

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Corinthians e Botafogo tem bem mais do que as cores em comum. Pelo menos em 2017 os dois foram movidos por combustível semelhante, atingiram o auge em momentos semelhantes e não conseguem que as pessoas entendam os preços a se pagar. Os dois eram desafiantes. Ninguém esperava nada deles. Os dois fizeram um grande começo …

Vocação

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Criada na década de 70, campeã logo em seguida. Promovida a elite do futebol nacional, destroçada por um acidente que comoveu, doeu, mas lhe apresentou ao mundo. A Chapecoense parece ter vocação para escrever uma das histórias mais incríveis do futebol mundial. Que clube é esse que perde a Libertadores de manhã e consegue dormir …

Uma nova forma de cair

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O Flamengo tem na Libertadores um desejo incompatível com seu histórico. Fazem dela uma “meta” comum quando na realidade o rubro-negro jamais fez parte dos protagonista dos torneio. Pelo contrário, joga mal pra cacete. É eliminado toda hora das mais diversas formas e sob as mais repetidas crises que tornam o dia seguinte no previsível “Brasileiro …

Rei do Rio

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Há uma lenda nacional sobre “a torcida do Flamengo”.  Dizem que são terríveis, que fazem diferença, que cantam muito alto, que empurram o time, etc, etc, etc. Os rivais dizem que é tudo mentira. Mas eu adoro uma lenda. Sou capaz de apostar que o Saci Pererê era um neguinho manco e que o transformaram naquilo …

A diferença, enfim, apareceu

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Se você assistir Flamengo e Botafogo jogando uma partida de Libertadores talvez lhe reste dúvidas sobre as diferenças. Ambos tem enchido estádio, ambos vencem, o Botafogo joga até melhor que o Flamengo. E os dois times montados e sugeridos não são para se confundirem. O Flamengo tem mais time, mais elenco e portanto ao cair num …