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Eu também faria

Leia o post original por Rica Perrone

Não sei se o Galo que apagou a luz.  Nem sei se o Cruzeiro entregaria o jogo pro Botafogo ao ouvir no rádio que o Galo estava vencendo.  Nunca saberemos. Mas tem uma coisa que eu sei, e que não vou omitir pra parecer fofo: eu faria os dois.

Se eu fosse atleticano, apagaria a luz porque na minha cabeça o Cruzeiro sabendo que um gol sofrido eliminaria o Galo e não lhe causaria NENHUM dano, eu amoleceria, como já vimos campeonatos e mais campeonatos serem decididos dessa forma. Não é ética, é lógica.  Se meu gol ajuda meu rival e não me dá nada de bom, ele é um gol contra. Logo não o farei.

Se fosse cruzeirense, sabendo que o Galo está ganhando, não faria a menor questão de endurecer pro Botafogo e veria com ótimos olhos o gol alheio.  Seja hipócrita na rede social, lá funciona. Mas na vida real, qualquer torcedor do Cruzeiro preferia tomar o terceiro do Botafogo se já soubesse do gol do Galo.

Os dois times estão com o regulamento, o direito anti ético de ser prático e de ostentar a rivalidade entre eles.  Fazer gol pra nós dois é uma coisa. Só pra ajudar meu rival? Não. Ninguém faz.

Nunca saberemos se a luz apagou de propósito, nem se o Cruzeiro entregaria o jogo. Mas por dignidade ou desapego a ele, confesso: Faria os dois. Só depende do lado que eu estivesse.

abs,
RicaPerrone

Só garotos

Leia o post original por Rica Perrone

Hoje eu não ia no estádio. Estava num dia ruim, numa semana horrível. Nem queria ir, pra se ter idéia. Mas, meu amigo disse que não iria também se eu não fosse. Então, como que por instinto masculino de companheirismo eu logo disse que “então eu vou”. Fomos. Lá chegando pegamos nossos ingressos e fomos …

Bahia 4×3 Bambis – Esse é Joel

Leia o post original por blogdobahia

Eu poderia fazer um post sobre a emoção que senti quando o Bahia virou o jogo.

Poderia falar do tanto que xinguei quando o time levou o terceiro gol.

Poderia falar que até hoje acho que Joel errou substituindo Magno por Lulinha.

Poderia lembrar de outras brocadas históricas do tricolor.

Poderia falar que Lomba merece uma estátua.

Poderia sacanear com a bambilândia.

Poderia repetir a já manjada frase “uma virada épica”.

Poderia falar que, para mim, Souza foi o nome do jogo (mostrou que tem raça, apesar de continuar achando o sacana ruim de bola).

Poderia falar que é grandes merdas fazer 5 no Salgueiro, quando a gente fez 4 no Sumpaulo.

Poderia falar que quase morri com os três gols em 15 minutos.

Poderia falar que um time que tem Junior, Nikão e Magno não pode ficar jogando com Reinaldo e Jones.

Poderia falar sobre tudo isso, mas vou falar sobre o Estilo Joel.

Tem um vídeo antigo de uma preleção de Joel lá no Flamídia. O Flamídia tava tentando uma vaga na Libertadores, era um jogo em casa, com a casa cheia. Joel começou a berrar na rodinha dos jogadores. Ele não falou de tática, não falou de jogadas ensaiadas, não falou de nada disso. Ele soltou foi um papo de boleiro, gritando sobre a torcida que estava lá fora, sobre o “sangue que corre na veia” e acabou com uma frase marcante “eles não respiram, eles não jogam, eles não correm, eles não fazem porraninhuma porque vocês não vão deixar”. Aí a galera rezou um Pai Nosso como quem grita para o estádio inteiro ouvir e foi para o jogo como quem vai para a guerra.

Confesso para vocês que gosto desse estilo e quando Joel chegou era justamente isso que eu esperava dele. O time do Bahia é limitado. Não basta só treinar tática e fundamentos. Os caras não vão melhorar só com isso. É preciso inflamar a galera, colocar neguinho para morder, mexer com os brios da rapaziada. E foi isso que a gente viu sábado.

Colocar Lulinha para dar uma correria por aqui. Meter Nikão para correr pelo outro lado. Mandar Junior agredir mais. Isso tudo foi bom, mas era o básico, o esperado. Joel deve ter mostrado sua melhor faceta no vestiário. Como mostrou depois do jogo:

Para trabalhar aqui, você tem que entender que vai ter que transpirar. Aqui tem que ser macho. Se não for macho, não venha jogar aqui.

Porra, o time do Bahia se achou o time mais macho do mundo. Tomara que Joel consiga fazer com que a galera continue com esse sangue tricolor nos zói até o final do Campeonato.

P.S.: Já que essa virada foi histórica, vamos deixar ela ainda mais. Se você fez algum vídeo (não precisa ser no estádio) sobre o jogo, manda aí para o e-mail do Blogaço.

P.P.S.: Já que a gente está com sangue nos zói, vamos dar uma olhadela nessa campanha de doação de sangue.