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Palmeiras: faltou a faísca de campeão

Leia o post original por Antero Greco

Tem palmeirense aborrecido com o Heber Roberto Lopes. Até com razão. Anulou mal gol de Borja, ainda no primeiro tempo. Seria a virada do Palmeiras sobre o Cruzeiro.

Mas, mais do que a atrapalhada do árbitro, o que pesou, no empate por 2 a 2 com o Cruzeiro, foi a falta da centelha de campeão para o Palmeiras. Sabe aquela faísca, aquele brilho que os times vencedores costumam ter em momentos decisivos?

Detalhe, por exemplo, que teve no ano passado, sobretudo na vitória por 1 a 0 sobre o Inter, no mesmo Allianz Parque. Naquele jogo, nas rodadas finais, veio a certeza de que o time encerraria jejum de duas décadas e levantaria a taça do Brasileiro.

Pois essa luz não veio na noite desta segunda-feira.

O time de Alberto Valentim não foi mal; tampouco esteve bem como nas três vitórias anteriores. Sentiu o peso da responsabilidade de encostar no Corinthians, baqueou depois do gol contra de Juninho, não teve calma suficiente para aproveitar as chances que apareceram. E não foram muitas, embora suficientes para garantir os três pontos que colocariam fogo no campeonato.

O treinador apostou na formação e no esquema que deram certo recentemente. São não contava com a infelicidade do zagueiro, que aos 4 minutos mandou a bola contra o próprio gol. O Cruzeiro veio com algumas modificações, mas consistente na marcação. Raras vezes vacilou, exceto no gol de empate, marcado por Borja.

No segundo tempo, os mineiros voltarem mais espertos. Em dez minutos, assustaram duas vezes os palmeirenses, que de novo perceberam o tamanho do desafio. Mesmo com apoio da torcida, não se via serenidade de equipe com autoconfiança lá no topo.

Para complicar, veio o segundo gol cruzeirense, com Robinho, menos de dois minutos depois de entrar em campo. O mérito do Palmeiras, depois daquilo, foi o espírito de luta, que lhe rendeu o 2 a 2 final, com Borja.

Teve até a chance do terceiro, não fosse afobação de Roger Guedes num contragolpe em que tentou chutar para o gol, sem ângulo. E uma defesa linda de Fábio em cabeçada de Edu Dracena. E não muito mais do que isso.

Complicou a matemática? Teoricamente, sim. Se tivesse vencido, poderia chegar à liderança no clássico com o Corinthians. Com cinco pontos menos do que o líder, tem o peso dobrado de brigar por vitória, para manter aceso o sonho do bicampeonato. Empate não serve; derrota é fim de linha.

A semana será de tensão.

 

Empresa criada pela WTorre para arena do Palmeiras sofre pedido de falência

Leia o post original por Perrone

A Real Arenas, empresa criada pela WTorre para implementar o projeto da arena palmeirense, teve a decretação de sua falência pedida na Justiça no último dia 9. A ação é de autoria da Beltgroup do Brasil, credora do braço da construtora para o Allianz Parque.

A origem da dívida é a compra de divisores de fluxo (pedestais usados para organizar filas) e displays informativos no montante de R$ 95 mil. Esse é o valor sem atualização. A conta deveria ter sido paga parceladamente em abril e maio de 2015, mas a companhia vendedora alega que nada recebeu.

Em nota enviada ao blog, a Real Arenas disse que há discordâncias com a credora mas que não comenta processos judiciais em andamento (leia o posicionamento completo no final do post). Já o departamento jurídico do Palmeiras preferiu não se manifestar.

Acusada de não pagamento, a empresa foi constituída pela Wtorre para receber o direito de uso do terreno (cessão do direito de superfície) em que está a casa alviverde para a construção e exploração do estádio. Ela é a responsável pelo contrato com o clube.

A partir do recebimento da notificação, a  Real Arenas tem dez dias para contestar a ação ou depositar a quantia cobrada, corrigida e acrescida de juros de 1% ao mês desde o vencimento até a citação, além de honorários advocatícios. O pedido é para que, em caso de não pagamento, a falência seja decretada com ou sem contestação.

A empresa ligada à WTorre já enfrentou ação semelhante e quitou a dívida, evitando ser considerada falida pela Justiça.

Se falência for determinada, um administrador será nomeado judicialmente. Cabe a ele criar um comitê de credores e levantar os bens da empresa falida para que eles sejam revertidos para os cobradores. No caso ligado ao Allianz Parque, seriam analisados todos os contratos assinados pela Real Arenas. As receitas geradas por eles seriam controladas pelo administrador para o pagamento dos credores. Em tese, não há risco de o estádio ser fechado numa eventual falência da empresa, pois isso só dificultaria o pagamento de débitos.

De acordo com dados disponíveis na Junta Comercial de São Paulo, a Real Arenas tem entre seus sócios Walter Torre Júnior, que empresta seu sobrenome à responsável pela construção do estádio do Palmeiras.

Leia abaixo a íntegra da nota enviada pela empresa.

“A Real Arenas não comenta processos judiciais em andamento. Informamos apenas que existem discordâncias que estão sendo discutidas na Justiça. Contudo, a empresa destaca, em respeito ao torcedor palmeirense, que a operação da arena é absolutamente rentável e, em apenas três anos de operação, já registra lucro. Afirmamos ainda que esses bons resultados fazem com que a unidade de negócio responsável pela administração do estádio estime o retorno do investimento entre oito e dez anos e não mais em quinze, como era esperado no início do projeto”.

 

Palmeiras agrava angústia do SP

Leia o post original por Antero Greco

Se você pegar apenas o placar, imaginará que Palmeiras x São Paulo foi um clássico empolgante. Claro, 4 a 2 chama a atenção, é significativo. Verdade, em parte. Gols sempre são bem-vindos no futebol. Desde que reflitam consequência de bom desempenho.

E, a rigor, nem os vencedores verdes tampouco os perdedores tricolores tiveram atuação notável no clássico disputado na tarde deste domingo no Allianz Parque. Ganhou a turma da casa por boas jogadas individuais e, de certa forma, por ter sido um pouco menos instável. O que não significa que finalmente tenha encontrado uma forma confiável de jogar.

Palmeiras e São Paulo continuam em busca de identidade. Com uma diferença: um time está na parte de cima da tabela (36 pontos e a quarta colocação), o outro permanece na zona de rebaixamento (23 pontos, 27 a menos do que o líder Corinthians).

No mais, se assemelham na oscilação, em falhas defensivas, em inquietação dos respectivos treinadores para encontrar o equilíbrio. Essas limitações ficaram evidente até no andamento do marcador. O Palmeiras, por exemplo, começou melhor, mas cedeu a vantagem ao São Paulo num contragolpe em que Pratto serviu Marcos Guilherme.

Os palmeirenses sentiram o baque, esqueceram o pouco de organização, se expuseram, correram risco de levar o segundo (chute de Marcos Guilherme no travessão). Mas viraram com dois belos gols de William. O São Paulo só não ficou no prejuízo porque Hernanes empatou pouco antes do intervalo.

Na segunda parte, prevaleceu a força do elenco. Dorival havia feito uma substituição forçada (Gilberto no lugar de Pratto, contundido) e ainda recorreu a Lucas Fernandes (na vaga do apagado Cueva) e Denilson (Marcos Guilherme). Não funcionaram. Já Cuca colocou Keno e tirou Bruno Henrique, depois apostou em Hyoran para a posição de Guerra e no finalzinho mandou Thiago Santos a campo para segurar a vantagem e sacou Deyverson.

O São Paulo teve espasmos de bom futebol, achou três contra-ataques e, num deles, poderia ter marcado, com Rodrigo Caio. O Palmeiras teve mais posse de bola, menos nervosismo do que em ocasiões recentes, uma pitada de ousadia e pontaria. Assim fez o terceiro, com bonita finalização de Keno, na meia-lua. E, já nos acréscimos, Hyoran fechou a conta.

As duas equipes terão dificuldade intensa até o final do campeonato. O Palmeiras dá uma respirada, porém se mantém longe do ideal. O São Paulo esboça reação, às vezes se comporta bem, mas carrega o peso da má fase. Por sorte, ou consolo, ninguém dispara à frente dele, o que lhe dá esperança – ainda grande – de evitar a Série B. Mas precisa acordar logo.

O Palmeiras virou sucata

Leia o post original por Antero Greco

Impressionante a rapidez com que o Palmeiras se esfarelou nesta temporada. Começou o ano como o adversário temido e a ser batido, como o bicho-papão do mercado, o clube deitado na grana. Campeão brasileiro de 2016, com pretensões de ganhar tudo e mais um pouco.

Não terminou o oitavo mês e é um amontoado de escombros. Vários jogadores contratados a peso de ouro não vingaram, um técnico foi mandado embora e outro voltou nos braços do povo para… entortar ainda mais o que já não estava bom.

Inacreditável como o Palmeiras e Cuca regrediram! Não dá para supor que essa mesma equipe vibrante e segura do ano passado e que o mesmo treinador inquieto e firme de então, perderam o rumo, não sabe para onde ir. E, com isso, afundam. Paulista, Copa do Brasil, Libertadores e agora, mais do que nunca, Brasileiro bateram asas.

O que se viu no início da noite deste domingo no Allianz Parque foi um festival de horrores. A pior apresentação alviverde (paulista) de 2017. O Palmeiras foi péssimo, apático, desconjuntado, anêmico, sonolento do início ao fim do duelo com a Chapecoense.

Perdeu por 2 a 0 porque o time catarinense estava cansado da viagem à Europa e ao Japão. Caso contrário, poderia ter levado uma surra mais constrangedora. Como se não fosse vergonhoso passar um jogo inteiro na base de chuveirinhos, laterais cobrados para a área e chutes a gol de nível dente de leite. A Chape é que viajou 30 e tantas horas, chegou anteontem e… o Palmeiras é que teve jet lag. O fuso horário palestrino estava invertido.

Cuca mexeu no time, depois de uma semana de treinos (!), veio com a enésima formação desde que retornou ao clube e.. nada. Não se viu absolutamente nada de diferente. Quer dizer, o tempo livre para aprimorar, ensaiar, corrigir parece que estragou mais a equipe.

Difícil achar alguém que tenha se salvado. Prass? Talvez. A zaga? Ninguém sobressaiu. Luan se mostra aquém daquele do Vasco, Michel Bastos não disse ao que veio. No meio, o valente Thiago Santos desta vez ficou perdido; entrou Tchê Tchê e ficou na mesma. Roger Guedes e Willian nem se notavam em campo. Deyverson é apenas um…Deyverson.

Guerra, coitado, sumiu no meio de tanto desempenho fraco. Keno e Borja apareceram no segundo tempo e mal pegaram na bola. Não houve transição entre defesa, meio e ataque. Não houve trocas de passes, zero de tabelas, raras as triangulações, ridículos os arremates.

E a Chape? Só no toque, na espera, na calma para dar o bote. E lhe bastaram dois para resolver a questão, sair da zona de rebaixamento e voltar para casa e descansar. Na quarta-feira, tem o Corinthians pela frente.

E o Palmeiras? O Palmeiras de quem se esperava tanto virou sucata.

Verdão pode não ter ‘casa’ na Libertadores! Brincadeira?

Leia o post original por Craque Neto

Acabei de saber que caso o Palmeiras elimine o Barcelona do Equador e se classifique para as quartas de finais da Libertadores, não terá à disposição o Allianz Parque para a fase seguinte. Isso mesmo! Vai encarar o vencedor do duelo entre Santos e Atlético/PR, na segunda partida (por ter melhor campanha), em algum lugar longe de sua casa. E sabem por que? Porque entre os dias 19 e 21 de setembro a Arena do Verdão estará sendo utilizada para um festival de Rock. O torcedor mais radical vai pensar: “Ué? Como a diretoria marcou jogo nessa data? Não olharam o […]

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Prejuízo técnico e/ou financeiro???

Leia o post original por Craque Neto

Justin Bieber, Elton John, James Taylor, Sting e Ed Sheeran… esses são só alguns grandes nomes da música mundial que nas próximas semanas estarão se apresentando no Allianz Parque para shows. O Palmeiras tem uma parte pequena no negócio, que por acerto de contrato é pertencente a construtora WTorre. Posso falar? O Verdão hoje tem uma das melhores Arenas multiuso do País. Uma infraestrutura de causa inveja à muito clube espalhado pelo mundo. Só que está decidido que na próxima semana, quando o Verdão teoricamente fará o jogo de volta contra o Novorizontino pelas quartas do Paulistão, o time alviverde […]

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O Allianz Parque é a casa do Palmeiras ou é uma casa de espetáculos musicais? Por Marcondes Brito

Leia o post original por Milton Neves

POR MARCONDES BRITO
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O Allianz Parque é um estádio de futebol, um dos mais bonitos do mundo.

Mas o futebol está longe de ser a prioridade do Allianz Parque.

Neste começo de abril, com os shows de Justin Bieber, Elton John e James Taylor, o gramado foi retirado para a montagem do palco.

O Palmeiras que se “exploda”.

Com a remoção da grama, o Verdão terá que jogar contra o Novorizontino, pelas quartas de final do Campeonato Paulista, no Pacaembu.

E há a possibilidade de o estádio não ficar pronto para o jogo contra o Peñarol, pela Libertadores, dia 12 de abril.

Achou pouco?

Então veja isto: caso avance para a final do Campeonato Paulista, o Palmeiras também não terá seu estádio, pelo mesmo motivo, por conta do show do Sting no dia 6 de Maio.

Vá entender.

Opine!

Palmeiras vence. Mas precisa mais para acalmar torcida

Leia o post original por Antero Greco

A torcida do Palmeiras não tem a fama de “corneteira” por acaso. Talvez por causa das raízes, ainda hoje carrega características dos italianos: é exagerada, tanto nas comemorações como nas cobranças. Vai do céu ao inferno, e vice-versa, de um momento para outro. Quem jogou lá sabe bem o que é isso.

Pois bem, dá para entender o porquê das vaias que já se ouviam no Allianz Parque antes da metade do primeiro tempo do jogo com o São Bernardo, na noite desta quinta-feira. Não necessariamente concordar com o público. O palestrino anda impaciente no que considera demora para o time deslanchar. E, claro, o alvo preferido por ora é Eduardo Baptista. O técnico chegou sem fama, com currículo modesto, e tem a tarefa árdua de colocar logo a “máquina” para funcionar.

E a verdade é que a máquina verde precisa de ajustes, diversos. A equipe campeã brasileira não se engrenou tampouco se soltou. O que é compreensível, em início de temporada. Mas também não se pode tirar a razão do torcedor, pois a base de 2016 foi mantida e ainda vieram vários jogadores. Ou seja, opções o treinador tem, e de sobra.

Falta encaixar sistema e peças. Eduardo Baptista quer o Palmeiras diferente daquele de Cuca. Para tanto, precisa de tempo – e de resultados. A derrota no final de semana, além da oscilação mostrada até agora, deixou a galera com um pé atrás. E, diante das dificuldades no jogo com o São Bernardo, a impaciência veio à tona.

O Palmeiras não fez bom primeiro tempo. Se a defesa quase não foi incomodada, o meio criou pouco e Willian de novo ficou esquecido no ataque. Chances de gol? Uma ou duas, no máximo e com boa vontade na contagem. No segundo, Eduardo mexeu, e colocou Michel Bastos no lugar de Roger Guedes (saiu vaiado e é candidato a perder vaga no time), Rafael Veiga em substituição a Guerra (não esteve bem) e Keno por Moisés (ainda fora de condições ideais).

As mexidas melhoraram o time, sobretudo na transição da defesa para o meio. A marcação também melhorou, assim como a velocidade. Como resultado, vieram oportunidades de gol, a primeira aproveitada por Dudu (que não comemorou, em protesto desnecessário) e outra completada por Jean, ao cobrar pênalti sobre o mesmo Dudu. Houve espaço para um terceiro gol.

O Palmeiras tende a evoluir, obrigatoriamente até, pela qualidade do elenco. E Eduardo Baptista merece crédito, por questão de justiça. Um teste de fogo será na semana que vem, no dérbi com o Corinthians. E a prova maior virá com as rodadas iniciais da Libertadores.

A dúvida: o palmeirense terá calma, diante de eventuais tropeços? Vitórias animam, mas o Palmeiras precisa mostrar mais para passar confiança para as tribunas.

Palmeiras, Inter e tensão nas “finais de Mundial” que têm pela frente

Leia o post original por Antero Greco

Já vi finais de Copas do Mundo extraordinárias, com lindas jogadas e craques em ação. Vi também decisões pegadas, tensas, com divididas ríspidas e a apuração do campeão nos pênaltis.

A explicação para esses tira-teimas intensos e nem sempre com futebol de primeira, mesmo com astros em campo? “Jogo que vale taça”, daí o nervosismo um tom acima. Relevam-se alguns aspectos em nome do objetivo derradeiro. Sofre-se um tanto na expectativa de alegria suprema da conquista.

Pois bem, os times que estão na corrida pelo título brasileiro, nas últimas rodadas, também estão jogando suas “finais de Mundiais”. E nem sempre rendem o que torcedores esperam. Alguns se superam, como são os casos de Palmeiras e Santos, outros emperram, como mostra a sequência sem vitórias do Flamengo.

No caso específico do Palmeiras, líder e a quatro rodadas de  botar a mão na taça, nota-se essa apreensão. É palpável, e não é para menos: são 22 anos de jejum. Muito tempo, período enorme, no qual ocorreram até dois rebaixamentos.  Para o Inter, também era uma das várias finais que terá até a rodada de número de 38. Só que para fugir do rebaixamento

Claro que, do ponto de vista da racionalidade, o ideal seria o Palmeiras manter equilíbrio, jogar o fino e deitar e rolar sobre os adversários que restam. Na prática, há o peso da espera, o medo de falhar (como em 2009), a angústia de uma torcida que viu rivais crescerem muito nessas duas décadas. Isso tudo se reflete, às vezes, no desempenho da equipe. E, para o Inter, assombra o fantasma de descenso inédito.

A inquietação apareceu no clássico deste domingo, para um e para outro. O Palmeiras não foi jogo tranquilo no Allianz Parque; tampouco foi desesperador. Não venceu com folgas – foi 1 a 0 na medida. Assim como não precisou segurar bombardeio “inimigo”. Ficou na fronteira entre o folgado e o apertado. E o Inter se enroscou no nervosismo que o paralisa.

Mas o Palmeiras venceu, abriu seis pontos de vantagem sobre o Santos, segundo colocado, e tem sete a mais do que o Flamengo. O Atlético-MG, dez atrás, saiu do páreo, após a derrota para o Coritiba.

A torcida palestrina talvez tenha mais alguns sobressaltos, compensados com a perspectiva de o time ser campeão. Merece comemorar cada vitória como uma pequena conquista de Mundial.

Os colorados têm razão de temer o pior. Porém, devem ainda acreditar que o Inter conquistará seu “Mundial”, com a permanência na Série A.

Mesmo que um e outro não joguem bonito neste momento.

 

Grêmio avança. Palmeiras se concentra no Brasileirão

Leia o post original por Antero Greco

O novo Allianz Parque, ou o velho Palestra Itália (mas jamais “Arena Palmeiras”, como dizem alguns), foi palco nesta quarta-feira de duelo de duas camisas que envergam varal. Melhor para o Grêmio, que empatou com o Palmeiras por 1 a 1 e se classificou para a semifinal da Copa do Brasil. (Os gaúchos haviam vencido por 2 a 1 na ida). Vai enfrentar o Cruzeiro, que bateu o Corinthians por 4 a 2.

O Palmeiras ficou no dilema entre colocar força máxima e buscar a reação na Copa do Brasil ou preservar energia para manter a caminhada rumo ao título brasileiro. O técnico Cuca optou pela segunda opção. Por isso, deu descanso para vários titulares e arriscou a sorte com mistão. Estiveram em campo diversos reservas que têm sido utilizados com frequência.

Mesmo com a tal “formação alternativa”, um dos termos horrorosos da moda, o Palmeiras forçou o ritmo na primeira etapa, criou três chances, uma delas com bola no travessão, e mostrou que estava vivo na competição.

O Grêmio soube defender-se e apostou no desgaste físico e emocional do rival para avançar e seguir na caça ao troféu que já conquistou quatro vezes. E também teve uma oportunidade ótima, desperdiçada por Pedro Rocha.

A vida verde ficou mais leve no segundo tempo,  com o gol de Thiago Martins aos 5 minutos, depois de o Grêmio ter ficado perto de abrir o placar. A euforia no estádio murchou aos 19, com a expulsão tola de Allione. O argentino deu carrinho absurdo, quase no meio do campo, e levou vermelho direto. Merecido.

A ausência de um jogador, em jogo equilibrado, pesou contra o Palmeiras. E a favor do Grêmio contou a experiência do grupo. Além disso, decidiu ir à frente, forçou, empatou com um belo gol de Everton. Daí em diante, soube controlar o jogo e não se incomodou com a pressão palmeirense, mais na base da raça do que da coordenação.

O Grêmio brilha mais uma vez na Copa  do Brasil. O Palmeiras se concentra totalmente no Brasileiro. Ambos têm perspectivas de sucesso – e não podem deixar que escapem.