Arquivo da categoria: Amaral

Sr. Olhão avalia os reforços do Palmeiras

Leia o post original por Rica Perrone

Amigos preparem-se, hoje falarei sobre o Palmeiras, e como foram contratados, 19 jogadores, ou seja quase 2 times inteiros serei breve com os jogadores mais conhecidos. Comecemos pelos menos conhecidos: Ryder – atacante – surgiu na base do Bahia, fez uma taça SP muito boa em 2013 quando foi vendido à Fiorentina, ficou no Bahia […]

Depois das chuteiras – Amaral revela as dificuldades da carreira de boleiro

Leia o post original por Neto

Amaral brilhou com a camisa do Palmeiras nos anos 90

Amaral brilhou com a camisa do Palmeiras nos anos 90

Essa semana a equipe do ‘Os Donos da Bola’ da Band esteve em Capivari, no interior de São Paulo, para entrevistar o ex-volante Amaral, que marcou época com a camisa do Palmeiras nos anos 90. O jogador mostrou como tudo começou. Do trabalho de engraxate e coveiro antes de se tornar profissional da bola. Rodou por alguns clubes e defendeu a Seleção Brasileira. Aos 41 anos ele descreve como perdeu muito dinheiro na Itália e na Turquia. Um verdadeiro aprendizado. Vale e pena conferir o vídeo abaixo.

Normal. Ou quase normal…

Leia o post original por RicaPerrone

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Caro Amaral,

Sei que és garoto, que não está acostumado e que pode cometer erros.  Sei que se arrependeu.  Sei que você também sabe que o placar de hoje é culpa sua.

Não sei, porém, o que te deu na cabeça quando olhou pra aquele mexicano e pensou que era argentino.  Se fosse, saberia em 2 minutos, pois teria fechado o tempo e ido 4 pro chuveiro junto com você, dois de cada lado.

Infelizmente não era.

Sei o quanto você torceu pelo empate lá do vestiário esperando pra saber se seria vilão ou apenas um rapaz que cometeu um erro bobo. Taí, vilão.

A Libertadores é um torneio cafajeste. Ele te insinua ser sobre futebol, mas não é. Diz que é guerra e quando você entra nesse espírito, te expulsam.  É mesmo complicado.

Hoje você aprendeu que da cintura pra baixo não é tudo canela. E que quando for, vai ter que ser mais discreto.

E não vou mentir, não. Uma hora você vai ter que enfiar a porrada pra conseguir ganhar o jogo.  Mas essa hora não chegou, nem passou perto.

Nos próximos dias você será o anti-cristo rubro-negro, o culpado por todos os problemas de alguns milhões de pessoas. Como já foi, um dia, a razão da alegria delas.

Pouco importa.

Importa mesmo é saber expor ao time neste momento o que é guerra e o que não é. O Flamengo nunca soube jogar a Libertadores.  E não é necessariamente um novato nela.

Você é.

Aprenda mais rápido que o clube.  Libertadores se ganha com a cabeça e com os cotovelos.  Ambos sem que ninguém note.

Especialmente a parte dos cotovelos.

abs,
RicaPerrone

Desabafo: Amaral e seus momentos difíceis

Leia o post original por Wanderley Nogueira

* Publicado na Gazeta Esportiva de 23/03/1981

Você vai ler um verdadeiro e sincero desabafo. São as declarações de um ex-guardinha de trânsito de Campinas, ex-ídolo do Guarani, ex-titular e ídolo da Seleção do Brasil e ex-ídolo do Corinthians. Titular do Guarani com 15 anos de idade, com 20 anos titular da Seleção e em janeiro de 78 chegou ao Corinthians e ainda em 79 era elogiado por Osvaldo Brandão e Cláudio Coutinho.

Em 1980 surgiu a primeira renovação contratual e também um momento desgastante, não é Amaral?

“Infelizmente foi assim. Na oportunidade nada caminhou bem. Dialogamos mas o epílogo não foi como todos queriam…”.

Você havia prometido residir em São Paulo e não cumpriu a promessa?

“Não é bem assim… fiz o contrato com o presidente Matheus e ele disse que gostaria de ver-me residindo em São Paulo, mas não houve nenhum tipo de exigência por parte do Corinthians. Depois, de quando em quando, algumas pessoas e até mesmo o próprio presidente começaram a dizer que eu não tinha cumprido a promessa de morar em São Paulo. Não tenho nada contra a Capital, mas exploraram muito o fato de um jogador morar em Campinas, uma cidade muito próxima de São Paulo”.

É verdade que você sempre chegou depois do horário nos treinamentos? Não seguiu os regulamentos internos do Corinthians?

“Não. Se tudo isso tivesse ocorrido eu teria sido multado e não fui punido. Quando as coisas não vão bem, são muitas as especulações”.

Você simulou contusões no Corinthians?

“Pelo contrário… eu sempre gostei de jogar futebol. Avisei muitas vezes os médicos do clube que só deixaria de participar de uma partida se não tivesse condições de andar. Gripes, resfriados, não conseguiram tirar-me do time. Nunca inventei contusão alguma…”.

“Aliás, no Corinthians, joguei até com distensão muscular e o técnico Armando Renganeschi é testemunha desse fato. Também no Guarani já joguei machucado e foram muitas as vezes que joguei sem as melhores condições no selecionado. Não fujo das lutas”.

Você não gosta de treinar?

“Muitas pessoas gostam de falar sobre isso, todos os momentos. Sei da importância dos treinamentos e eu, quando estava em condições, não perdi nenhum. O professor Maffia pode confirmar ou não esta minha declaração. Não sou irresponsável”.

Depois de muitos jogos atuando pela Seleção do Brasil, você perdeu a posição para o Luisinho, não é?

“O treinador Telê Santana achou que eu não estava bem e depois surgiu a operação dos meniscos e é claro que não foi uma boa fase. A opinião do técnico deve ser respeitada. O Luisinho mantém uma certa regularidade, é bom jogador, mas espero voltar ao time e num futuro bem próximo”.

 

Aliás, o momento da operação foi outro instante ruim, não é?

“Foi ruim, mas pelo menos liquidou um problema que eu tinha. Meu joelho está bom, e o fato de ter caído de produção nada tem haver com a intervenção”.

Muitas pessoas pensavam que você estava encostando o corpo, lembra-se?

“Mas ficou provado que eu tinha problemas no joelho e a operação ratificou a situação. Mas acusar é muito fácil… Fiquei inativo por quase 90 dias e é claro que senti isso”.

Você ouviu muitas vezes afirmações que o mostravam como acabado?

“Ouvi sim. A mágoa é grande. Cada um tem direito de falar o que pensa. Minha obrigação é dar a volta por cima, dentro do campo”.

Você é mascarado, Amaral?

“Sou simples até demais… Procuro sempre fazer amigos e conservar os que tenho. Não tenho vocação para ser mascarado”.

Você começou a ser criticado quando passou a jogar mal, não é?

“O público acostumou-se a ver o Amaral jogando bem. Sempre regular e isso eu admito. Não enfrento um bom momento, mas não concordo com aqueles que taxam-me de acabado”.

“Mas ficou provado outra vez que um jogador não tem o direito de jogar mal. Tem que ser uma máquina e não sofrer nenhum tipo de alteração. Ídolo hoje, crucificado amanhã. Durante quase onze anos como jogador profissional, sempre mantive uma regularidade aplaudida e de um instante para outro fui jogado ao chão. E no momento difícil, o apoio esperado não aparece. Mas voltarei a brilhar e é uma questão de tempo”.

A ausência da Seleção e o interesse de alguns clubes, provocaram a queda do seu futebol?

“Não deixo-me atingir por fatos como estes. Tenho consciência de que a obrigação de um jogador é servir o clube atual, ou seja, no meu caso, o Corinthians”.

Segundo o Corinthians, seu passe vale trinta milhões de cruzeiros. Já apareceram interessados?

“Claro. Recebi muitos telefonemas e sei que muitos clubes gostam do meu futebol. Mas sou ainda funcionário do Corinthians e continuo recebendo meus salários normalmente”.

Foram muitas às vezes que você falou ao treinador Osvaldo Brandão sobre a sua preferência de jogar como quarto zagueiro e não como central?

“Sempre procurei conversar com Brandão. As atitudes do treinador chegaram mesmo a surpreender-me. Ele veio muitas vezes falar comigo, mas mudou. Eu sugeri, é verdade, algumas alterações no esquema do time. Na partida contra o Santa Cruz eu havia comentado que o melhor era atuar por setor, mas o destino permitiu que nada saísse certo”.

Da maneira como você foi dispensado, ficou a imagem de um jogador que encostou o corpo, não é?

“A responsabilidade atingiu apenas os quatro dispensados. Fui culpado pelo segundo gol do Santa Cruz. Mas ninguém entrou com intenção de amolecer nada. O prêmio era de 25 mil cruzeiros para cada um e seria uma imbecilidade muito grande não dar o máximo em busca de uma vitória”.

Você confirma que a tática do técnico Osvaldo Brandão é mesmo amor e garra, nada mais?

“Com o técnico do Jorge Vieira, o Corinthians era um time definido. Com o treinador Orlando Fantoni isso não aconteceu e o entrosamento era um fato concreto. Com o técnico Osvaldo Brandão a coisa também ficou difícil. São muitos os jogadores que não entendem o que ele quer e por receio não perguntam nada. Mas ele sempre pedia nas palestras amor e garra… Os jogadores entendem que o Corinthians está se preocupando demais com os adversários, quando deveria ser exatamente o contrário”.

Os jogadores estão cansados de Osvaldo Brandão?

“Não posso responder pelos jogadores do Corinthians. Mas não sei se a dispensa de quatro jogadores resolverão todos os problemas. Quero o bem dos meus companheiros, porque todos são bons e profissionais. Quatro cabeças foram escolhidas…”.

O técnico Brandão é covarde? Não assume as derrotas?

“O que tinha que dizer para o Brandão, já disse. Não falei por trás. Ele deveria estar ao lado dos jogadores nos momentos difíceis, nas derrotas. O chefe deve estar ao lado dos jogadores nos instantes negativos e não colocar-se contra eles…”.

Você foi proibido de treinar entre os companheiros?

“E isso magoou-me muito. Disse isso ao presidente Vicente Matheus. Ele argumentou que os quatro dispensados poderiam promover fofocas e isso não é verdade. Mas eu assimilei também este golpe…”.

Você tem problemas financeiros?

“Nenhum…”.

Foi traído?

“Prefiro não responder…”.

Você não recebeu o apoio que esperava?

“Não vou aprofundar-me, mas posso garantir que um homem que integra a diretoria do Corinthians ficou tão abatido quanto o próprio Amaral… Não vou dizer o nome deste senhor, para que não ocorra um choque com o presidente Matheus”.

E os jogadores?

“Todos ficaram ao meu lado. Desde o tempo do técnico Jorge Vieira o ambiente era bom, mas depois…”.

Qual foi o seu principal erro, Amaral?

“Procurei fazer o melhor… Acho que a equipe é composta por onze jogadores, mas sempre alguém é atingido. Não tenho nenhum problema físico ou clínico. Sinceramente acho que não cometi nenhum erro que merecesse a atenção especial ou justificasse a atual situação”.

Numa linguagem bem popular, você tem problema de “cuca”?

“Talvez… A torcida nada tem a ver com a minha vida particular. O público paga e quer sempre ver bons jogos. Ele está certo e é por isso que faço questão de assumir os meus problemas”.

Amaral não admite comentar o assunto, mas está passando por momentos difíceis na sua vida particular e isso influiu acentuadamente na queda de rendimento do jogador.

Um jogador dispensado, fica marcado?

“Fica. O que vale para o torcedor é o momento. Já disse isso e até o Pelé hoje é atacado. Muitos querem apenas destruir…”.

“Tenho 26 anos e ainda vou ficar numa boa dentro do futebol”.

E os falsos amigos?

“São muitos… Esta situação permitiu que identificasse claramente a falsidade. Há males que até ajudam…”.

O Amaral de hoje é muito mais vivido, não é?

“Muito mais. Estou calejado, experiente. Este é o início de uma boa fase. Acredito em Deus”.

Você bebe muito?

“Foi boa a pergunta. Quando a fase não é boa, os maldosos atacam de todas as formas e maneiras. Bebo um copo de cerveja e nada mais. Sei que meu patrimônio é o físico…”.

A sua carga de problemas é muito pesada, não é Amaral?

“Existem problemas na minha vida particular e não quero citá-los agora. Todos enfrentam dificuldades e cada um tem que encontrar uma alternativa”.

Você lembra Amaral: você e o Sócrates foram apedrejados?

“Foi no Pacaembu… Alguns torcedores tentaram mostrar que eram fanáticos, mas para mim, foram uns covardes”.

O que você acha que a torcida pensa de vocês?

“Muitos acham que fui dispensado corretamente, outros estão tão tristes quanto eu. Tudo que eu consegui no futebol foi com muita luta e dedicação. Já passei até fome na vida e sei ser responsável. As pessoas devem saber que o Amaral dá valor a tudo e a todos…”.

Futebol ainda é um sonho ou apenas um meio de vida?

“Agora mais do que nunca pretendo voltar ao selecionado. Nem que tenha que jogar mais três ou quatro anos, vou dar a própria vida ao futebol. Não sou mercenário e vou mais uma vez provar isso. Não seria uma espécie de vingança, mas apenas a comprovação de que um jogador só pode mostrar alguma coisa dentro de campo. Talvez seja a intenção de provar que fui injustiçado, algo que machuca muito e deixa uma cicatriz eterna.