Arquivo da categoria: amistoso

Opinião: Tite perde a invencibilidade, mas não o padrão de jogo

Leia o post original por Perrone

Apesar da derrota por 1 a 0 para a Argentina, o amistoso desta sexta na Austrália deixa um salto positivo para o time de Tite. A seleção brasileira conseguiu jogar em pé de igualdade com seu maior rival, mesmo poupando vários titulares, entre eles Neymar. Os “hermanos” tinham Messi em campo. E mais uma vez ele não parecia nem um rascunho do craque do Barcelona.

A postura tática, a rápida transição da defesa para o ataque e vice-versa e a manutenção da posse de bola para esperar brechas do adversário estiveram presentes. As trocas de passes em velocidade no ataque aconteceram em menor volume do que de hábito.

Em boa parte, a manutenção do padrão de jogo foi possível graças a Paulinho, que mais uma vez comprovou sua importância para a seleção.

A atuação apagada de Philippe Coutinho e o fato de Gabriel Jesus estar longe de sua melhor forma após voltar de grave contusão certamente impediram o Brasil de obter um melhor resultado, por isso a ausência de Neymar foi mais sentida do que as demais.

A perda de eficiência ofensiva, no entanto, não fez com que a seleção se transformasse num time frágil. Prova de que Tite, agora não mais invicto no comando da seleção, montou uma estrutura de jogo que resiste a mudanças de jogadores, mesmo com uma pequena queda de rendimento. Ponto fundamental para superar os imprevistos que surgem numa Copa do Mundo.

Se chama “Florida Cup”

Leia o post original por Rica Perrone

É “Arena Palmeiras”, “Torneio da Flórida”, “Rio de Janeiro”  no vôlei e o nome do produto jamais é reproduzido pela principal emissora do país.  Em tempo quero deixar claro a quem pouco me conhece que passo longe de ser um desses anti-globo. Pelo contrário, sou bem fã da emissora e do que ela conseguiu se …

Com dificuldades, Timão derrota o fraco Corinthian-Casuals e torcedores do Once Caldas se animam para pré-Libertadores!!!

Leia o post original por Milton Neves

Rino-a-toa-COL

A Fiel compareceu para assistir ao último teste do Corinthians.

Festa para os ingleses do Corinthian-Casuals, que tiveram o privilégio de jogar no Itaquerão.

E todos que estavam encantados com os europeus, atuantes da OITAVA divisão do Campeonato Inglês, viram um futebol horroroso.

Nada de interessante, nem aqueles “redevus” resultados em gols corintianos e nem o “Apito Amigo” aconteceram.

Verdade seja dita, a cara da equipe alvinegra é bem diferente.

Creiam, são as mãos de Tite.

Mas o técnico corintiano quase não conseguiu vencer a partida.

Pior mesmo, foi passar por alguns sufocos desnecessários.

O cobiçado Guerrero e tantos outros que estão no elenco, não justificaram seus valores.

Enquanto que no banco de reservas, se encontrava o verdadeiro nome do jogo, que como sempre, entrou para mudar mais um resultado.

Teste é teste, independente do adversário e Danilo saiu na frente dos demais companheiros.

Além disso, tenho certeza que o segundo gol do Corinthians foi contra, após impedimento não marcado!

No final, Luciano ampliou e sacramentou a vitória por 3 a 0.

E você torcedor, gostou do viu?

Está confiante para o confronto contra o Once Caldas?

Opine!!!

O time que “quase” não perdeu em 2014

Leia o post original por Rica Perrone

Acabou o  ano mais esperado, frustrante e inesquecível da história da nossa seleção.  Entramos favoritos, chegamos favoritos, perdemos como um time de juniores, retomamos rapidamente e ganhamos todos os jogos, inclusive dos vice campeões do mundo que jogaram menos do que nós a Copa toda. Com caras novas, mais de meio time da Copa e um […]

Sim, Kaká!

Leia o post original por RicaPerrone

No meu ideal de seleção, “futebol não é momento”.  Momento é quando um jogador mediocre pega confiança e começa a fazer o que ele não faz por rotina. Ou quando um genial jogador começa a errar por algum problema pessoal, enfim.

Fato é que sabemos que em breve os dois voltarão ao normal. E pra mim a seleção devia ser um time, um cargo por merecimento a médio prazo, onde pra ser convocado você tivesse que passar por etapas e então, quando convocado e parte do grupo, não perderia sua vaga ao primeiro rapaz que jogasse 6 rodadas bem no Brasileirão.

Kaká nunca foi na seleção o que foi no Milan, e depois do Milan nunca mais foi em lugar algum.  Mas é um jogador de alto nível, experiente e melhor que William e Oscar ainda.

Aos 32 anos contesta-se a “renovação”. Não tem que haver renovação forçada, nem com data. Ela acontece todos os dias, o tempo todo.  Quando ele não for mais o melhor meia, entra outro. Quando esse outro perder espaço, entra outro. Não precisa a CBF ou a mídia determinar que “agora é pra renovar”.

Kaká hoje é um meia que a seleção não tem e precisa.  Sua convocação não é apenas justa como também sorte da seleção. Não por perder Goulart, óbvio, mas por ter em Kaká e Robinho dois jogadores que tiram um pouco o peso dos meninos que não apenas tem pouca idade como também tem um 7×1 pra carregar nas costas.

O Hulk e o Daniel Alves me causam espanto. Kaká, não.

abs,
RicaPerrone

Ditadura militar vigiou amistoso do Santos, e sobrou até para Havelange

Leia o post original por Perrone

Na segunda reportagem sobre arquivos da ditadura militar no Brasil, o blog conta como um amistoso do Santos em Paris, em 1971, foi espionado pelo Dops (Delegacia de Ordem Política e Social).

O caso está registrado em relatório de 9 de junho de 1971 com um título que parece de coluna social: “Notícias da França”. Porém, é um documento rico para a discussão sobre o envolvimento ou não do futebol com o regime militar no Brasil (1964 a 1985).

Informante do Dops em Paris, relatou ao órgão festa numa boate com a presença de membros da delegação do Santos, incluindo o mais famoso de todos, Pelé. O time brasileiro enfrentaria um combinado formado pelas equipes do Saint-Étienne e Olympique de Marseille.

O ambiente na casa noturna de uma mulher identificada como “uma tal Règine” não lembraria os tempos de torturas, atentados e mortes no Brasil, não fosse a presença de revolucionários brasileiros. Eles fizeram panfletagem contra o regime e pediram para que quem fosse ao jogo, ao reverenciar a majestade de Pelé, não se esquecesse das vítimas da ditadura.

O espião (ou os espiões, o relatório não precisa quantos eram os infiltrados do regime militar) ficou especialmente indignado com a passividade que notou em João Havelange, então presidente da CBD (Confederação Brasileira de Desportos), antigo nome da CBF.

Diz o relato registrado no Dops: “Há pouco, a equipe de futebol do Santos esteve em Paris para uma partida com o combinado “Saint-Étienne-Marseille (fazendo péssima figura por sinal). Lá, muita coisa desagradável aconteceu, principalmente no terreno político-ideológico. E sem nenhuma providência prática, inclusive, do senhor João Havelange que só procurou fazer média com todos porque quer ser presidente da Fifa”.

O que se esperava de Havelange, eleito número 1 da Fifa três anos depois, era uma atitude contra ataques ao regime militar e a figuras como Sérgio Fleury, considerado um dos maiores torturadores do período da ditadura.

Pelé também é citado no informe, mas de maneira jocosa. “… Registrou-se grande agitação de natureza política (aí, Pelé resolveu cantar uma música brasileira e deu esta gafe: apresentou La Paloma)”, diz trecho do documento.

Após a alfinetada no camisa 10, o relato prossegue informando que promoveu-se tumulto contra “a ditadura imperante em nosso pais” e que “mexem até com nosso doutor Fleury”.

A inclusão do nome do delegado em panfleto distribuído durante o evento com a presença dos santistas faz o Dops suspeitar que o autor fosse um brasileiro que havia deixado o país recentemente, Pedro d’Aléssio. A partir daí o relatório lista uma série de nomes e grupos suspeitos de conspirar contra o regime, numa mostra de como a espionagem em volta do amistoso serviu para outras investigações.

Anexada ao relatório, está a versão em português de um manifesto entregue a franceses pelos rebeldes. Com o título “Brasil, campeão do mundo de futebol, campeão do mundo da tortura”, o documento retrata como os movimentos de oposição à ditatura interpretavam a relação entre futebol e o governo militar.

O panfleto começa assim: “O jogo a que vocês vão assistir é um jogo de futebol utilizado para fins políticos de propaganda do governo brasileiro. Por que o governo brasileiro sente a necessidade de fazer jogos de propaganda? Porque o governo brasileiro tem que tentar esconder aquilo que ele faz”.

O manifesto afirma ainda “não nos venham dizer que esporte não se mistura com política. Hoje, dia 31 de março, é o sétimo aniversário, dia por dia, da tomada do poder pela ditadura fascista no Brasil”. E faz o apelo aos torcedores: “Espectadores do jogo Santos x Saint-Étienne/Marseille, ao aplaudir as proezas de Pelé, não esqueçam os milhares de mortos torturados pela ditadura brasileira”. Assinam o panfleto o Socorro Vermelho, a Aliança Marxista Revolucionariana, Os Amigos da Causa do Povo e a Liga Comunista.

O relato do Dops não traz detalhes sobre a partida, nem o resultado. De acordo com a imprensa na época, o jogo terminou sem gols, com vitória francesa na disputa de pênaltis, no dia 31 de março de 1971. E o pontapé inicial foi dado pela deslumbrante atriz Brigitte Bardot.

Nocaute!

Leia o post original por RicaPerrone

foto

Entre socos, pontapés e alguma vontade de ver o adversário no chão, o jogo desta noite não passou de uma prorrogação das quartas de final da Copa do Mundo.   A Colômbia não queria jogar um amistoso mas sim “se vingar” de uma derrota.

Neymar, que nada tinha com isso, apanhou o jogo todo. Do chão, mostrava desespero e pedia cartões que não eram sequer discutíveis.

Faltou futebol, sobrou pancadaria.

Ganhariamos por pontos a “luta” desta noite. Mas antes que pudesse encerrar o cronômetro, Neymar acertou uma em cheio e nocauteou o adversário.

Colômbia na lona, fim da luta!

Deu Brasil, de novo.

Sem muito o que avaliar, afinal, avalio futebol, não UFC.  Contra o Equador, se a boa fé alheia permitir, tentaremos ver futebol na seleção.  Hoje, rezamos por canelas e tornozelos mais do que por gols.

abs,
RicaPerrone

O noivo e o corno

Leia o post original por RicaPerrone

Em 2010 o primeiro amistoso da campeã Espanha foi contra a Argentina.  Os sulamericanos, humilhados naquela Copa pela Alemanha por 4×0, repetiram o placar só que desta vez a seu favor.

Incrível! A Argentina, então há 18 anos sem um título, ganhava um amistoso da campeã mundial por goleada.

Em 2014 eles fizeram uma Copa bem sem vergonha, mas chegaram na final.  Há exatos 28 anos sem ganhar uma partida de Copa do Mundo contra um “grande”, conseguiram ir até lá mesmo assim.  No máximo empatando com a Holanda e levando nos pênaltis.

A Alemanha ganhou a Copa, com toda justiça. Para comemorar, repetiu a Espanha e convidou a Argentina. Tomou de 4×2 em casa.

A Argentina é aquele corno que vai na festa de casamento da ex pra beber e fingir que não está nem ai.  O noivo se diverte, paga a festa, leva a noiva pra casa e o corno fica lá fazendo tipo de que “nem queria mesmo”.

Essa é a Argentina. Ha 21 anos sem ser campeã, há 28 sem ganhar de uma grande seleção em Copas. Há 5 anos enchendo a cara na festa de quem “comeu” sua noiva.

abs,
RicaPerrone

#SomosTodosComuns

Leia o post original por RicaPerrone

É uma merda dizer isso, mas infelizmente a convocação do Dunga levou muito perto do que de fato temos de “melhor”.  E note que o que hoje é considerado melhor há pouco tempo estaria no patamar do “mediocre”.

Note também que muitos dos nossos craques não vingaram por culpa deles mesmos e que essa conta não cabe ser depositada no treinador, na CBF, na Globo ou em qualquer outro alvo fácil para se justificar qualquer coisa.

Na real, quando concordamos com a lista que fracassou na Copa e com a primeira após a Copa significa não que somos bipolares, mas que não temos mais tanta opção.

Chover no molhado é entrar no discurso vazio de que “não temos mais” isso ou aquilo, sem que ninguém consiga dizer exatamente porque. Mas não choverei nessa água.  Quero entender algo maior do que isso.

Porque nossos jogadores não são mais protagonistas? Ok, o nível mundial de “foras de série” diminuiu MUITO e hoje a seleção campeã, por exemplo, não tem esse puta craque no time.  Isso nos enfraquece, já que nosso jogo sempre foi muito mais técnico e individual do que coletivo.

Mas porque apenas Neymar é “o cara” no time dele, ao lado do Messi, enquanto os outros ou são apenas muito bons ou no máximo craques de times médios?

O Cruzeiro, líder do Brasileirão e atual campeão, não tem um fora de série. É a “Alemanha” brasileira. Jogam todos, pra todos, sem um fator de desequilibrio indvidual e previsível.

Mas se somos criados desde o primeiro chute na bola para desequilibrar, como agora dizemos pra nossos garotos todos que procuramos menos erros e riscos, e que tudo que ele fazia de melhor hoje é condenável?

Nossa geração de Robinho, Pato, Ganso e Neymar não conseguiu evoluir pra jogar junta. Mas aqui, quando juntos, deram um show de futebol recente pelo Santos que não sabemos repetir.

Eu concordo com quase toda a lista do Dunga.  Mas concordo porque o futebol me convenceu a aceitar menos brilhantismo e mais simplicidade em busca de errar pouco.

Essa seleção, que é pouco contestável, me faz imaginar uma partida contra outro time, formado por lúdicos “craques” nacionais como por exemplo Diego, Robinho, Ganso e Pato.  Que seja.

Em quem você apostaria seu dinheiro num jogo desses?

Eu sei. Eu também apostaria.

abs,
RicaPerrone