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‘Não sei de ninguém que roubou o clube’, diz vice corintiano sobre polêmica

Leia o post original por Perrone

Criticado por conselheiros após gravar mensagem a ex-aliados dizendo saber de todo mundo que levou dinheiro do clube, André Luiz Oliveira, primeiro vice do Corinthians, afirmou que nunca soube de ninguém que tenha roubado a agremiação nas gestões do grupo Renovação e Transparência, liderado por Andrés Sanchez.

“Foi uma sequência de conversas, posso ter falado de uma forma que deu a entender outra coisa. Quis dizer que sei quem trabalhou para o clube, não que o cara roubou. Se eu tivesse visto alguém roubando seria o primeiro tomar providências”, afirmou o vice.

Mas o estatuto corintiano também não permite que membros do conselho trabalhem para o Corinthians ou sejam remunerados de alguma forma pelo clube. Por que André não tomou medidas em relação a essas pessoas? “Eu não preciso mostrar quem são, todo mundo no clube sabe”, disse o dirigente.

Revoltando com o fato de dissidentes do seu grupo político fazerem reuniões montando uma nova ala, André disparou mensagens em tom ameaçador.

Após a revelação feita pelo blog, conselheiros corintianos se mobilizam para indagar ao vice de maneira formal, no Conselho Deliberativo, por qual motivo ele não tomou providências em relação a quem “levou dinheiro” ou trabalhou para o Corinthians. Há também um grupo de conselheiros que promete formalizar um pedido para que o caso seja analisado pela comissão de ética e disciplina do Conselho Deliberativo.

Mensagens de vice aumentam lista de casos a serem apurados pelo Corinthians

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As mensagens enviadas a ex-aliados pelo primeiro vice-presidente do Corinthians, André Luiz Oliveira, o André Negão, em tom de ameaça e reveladas pelo blog, geraram indignação entre conselheiros. Pelo menos um grupo se mobiliza para pedir que ele explique ao Conselho Deliberativo quem “levou dinheiro do clube” e por que nada foi feito até agora sobre o que ele diz saber.

O episódio aumenta a lista de casos recentes não elucidados e que exigem investigação interna do clube. Confira abaixo outras quatro situações que precisam ser explicadas.

1 – Lava Jato.

Nenhum questionamento formal foi feito até agora no Conselho Deliberativo  e nem em sua comissão de ética a Andrés Sanchez sobre acusações contra o ex-presidente corintiano,  que teria sido beneficiado pela Odebrecht. O caso ganhou novo fôlego recentemente com a informação publicada pela Folha de S.Paulo de que  a delação de Marcelo Odebrecht aponta remessa de R$ 2,5 milhões para caixa 2 da campanha a deputado federal de Andrés. Aparentemente um caso pessoal, o episódio tem reflexos no clube por envolver o principal responsável alvinegro pela Arena Corinthians e a construtora do estádio. Conselheiros prometem entregar ao Conselho Deliberativo pedido para que Sanchez seja questionado sobre o tema. O ex-presidente nega ter cometido irregularidades.

2 – Categorias de base

Há uma série de denúncias no departamento de formação de atletas não investigadas. Além disso ocorreram seguidas trocas na direção do setor e recentemente parentes e apadrinhados de conselheiros assumiram postos não remunerados de assessores. No caso mais recente, revelado pelo UOL Esporte, atletas com desempenho ruim em vários quesitos assinaram contrato, mas não jogam pelo alvinegro. Guilherme Gonçalves Strenger deve chamar Carlos Nujud, novo diretor das categorias de base, para apresentar um relatório.

3 –  Estacionamento

Em fevereiro, o clube anunciou uma parceria com a empresa Indigo para gerir o estacionamento da Arena Corinthians. Porém, a antiga gestora, a Omni, não aceitou a rescisão e se recusou a sair. A diretoria não se posicionou mais sobre o caso sem explicar em que pé está a administração do estacionamento.

4- Contratações na Arena

Não há no clube investigações em andamento para saber quais os parâmetros usados para a série de contratações de prestadores de serviços na arena, gerida por um fundo do qual o Corinthians faz parte. Estão sem respostas perguntas como: Foram feitas tomadas de preço? Não havia nenhuma empresa mais indicada para o estacionamento do que a Omni, que nem tinha em seu objeto social a gestão desse tipo de área? Por que uma empresa especializada em festas de formatura, a Stilo’s, apresentada por Andrés, foi a responsável por integrar as obras de instalação das estruturas provisórias na arena para a Copa do Mundo, recebendo R$ 15 milhões, como mostrou o site da Época?

Ameaça? Vice corintiano diz a ex-aliados saber quem levou dinheiro do clube

Leia o post original por Perrone

 

Revoltado com dissidentes do grupo situacionista Renovação e Transparência, o primeiro vice-presidente do Corinthians, André Luiz Oliveira, o André Negão, disparou áudios raivosos em tom ameaçador a integrantes que decidiram mudar de lado. Ouça uma das gravações acima.

Num deles, o dirigente promete medidas contra ex-aliados que teriam obtido benefícios no clube, inclusive financeiros.

“Fabinho, não é só anotando na caderneta, não. Eu sei todo mundo que já levou vantagem em alguma coisa, fizeram alguma coisa, trabalharam, levaram dinheiro do clube ou fizeram alguma coisa. Então é o seguinte, eu não tenho problema com ninguém, não. Ou tá a favor ou tá contra. Quem estiver contra vai sentir o peso do cajá. Sabe o que é cajá? Aquele chicote que bate e estala, vai estalar no couro de todo mundo. Quem tem algum problema que se cuide, porque vai estalar o chicote”.

Em contato com o blog, André confirmou a autoria das mensagens, porém não disse quem são os alvos de sua indignação. “Não vou falar agora, eles sabem pra quem foi. Não ameacei ninguém. Só disse que quem não estiver do (nosso) lado vai sentir o peso do chicote democrático. Ou sentar no nabo. É a mesma coisa”, afirmou o vice-presidente ao ser indagado sobre os áudios.

O blog apurou que entre os que causaram a indignação dele estão conselheiros que participaram das gestões do grupo de Andrés e agora criaram uma nova ala chamada Corinthians Grande. Os ex-dirigentes Felipe Ezabella, Fernando Alba e Sérgio Eduardo Mendonça Alvarenga, atual vice-presidente do Conselho Deliberativo fazem parte do novo movimento, porém, nenhum deles foi citado nas gravações.

“Eu tô bravo mesmo, fiquei revoltado com o que eles estão querendo fazer, fazendo grupinho, fazendo reuniãozinha com quatro caras na zona sul e achando que vão mandar no Corinthians. Vão sentar no nabo”, disse André em outra mensagem.

O blog procurou a liderança do Corinthians, que não quis se manifestar, pois o grupo não foi citado nominalmente nas gravações enviadas pelo vice-presidente.

André entende que, de maneira geral, os dissidentes do Renovação e Transparência desfrutaram do poder e agora, num momento de crise do grupo, abandonaram o barco. “São ratos magros”, afirmou ao blog.

Entre os problemas que atingem o partido situacionista estão as menções na Lava Jato a André e Andrés. O primeiro teria sido intermediário de remessa de dinheiro para o segundo usar em caixa 2 de sua campanha a Deputado Federal. Ambos negam as acusações.

“Não tenho rabo preso, pode ir atrás”, declarou o vice-presidente em mensagem na qual cita os feitos da Renovação e Transparência. Ele também tem enviado vídeos a conselheiros e sócios divulgando que já  é candidato à presidência do clube. A eleição será fevereiro de 2018.

Corinthians promete apuração na arena após pouco fazer diante de alertas

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Na última quinta, a diretoria corintiana divulgou nota em seu site afirmando o seguinte:

“O Sport Club Corinthians Paulista, tendo tomado conhecimento de trechos da delação do sr. Marcelo Odebrecht que envolvem a Arena Corinthians, vem a público reforçar que quaisquer irregularidades ou desvios de conduta, constatados por autoridades ou não, serão devidamente apurados pelo clube, que tomará todas as providências para resguardar seus direitos e buscar a punição dos responsáveis, bem como diligenciará para garantir que todos os prejuízos causados ao clube e à arena sejam devidamente ressarcidos”.

O comunicado contrasta com a maneira como a direção lidou até aqui com alertas sobre supostas irregularidades e eventuais prejuízos causados ao alvinegro por conta da obra do estádio e pedidos para que questionasse a Odebrecht na Justiça ou em corte de arbitragem.

Na maioria das vezes o clube não reagiu. São inúmeros os relatos de pessoas que fizeram alertas e se sentiram ignoradas pela diretoria.

Em setembro de 2015, Anibal Coutinho, arquiteto responsável pelo projeto da arena, enviou e-mail para Roberto de Andrade alertando o dirigente para a suposta existência de um esquema fraudulento envolvendo o estádio. Ele apontou que o fundo responsável por administrar a arena aceitou relatórios da Odebrecht que atestavam a conclusão das obras um ano antes de a própria construtora declarar os trabalhos encerrados.

O caso foi revelado pelo blog em outubro de 2016. Na ocasião, por meio de sua assessoria de imprensa, Andrade, respondeu que a direção corintiana estava “tomando providências junto aos responsáveis pela gestão da arena”. Isso cerca de um ano após a denúncia ser feita.

Também em 2015, Coutinho apresentou extenso relatório no qual descreveu cenário de caos, desrespeito e descalabro, afirmando que a Odebrecht não havia feito trabalhos previstos em contrato ou realizado outros com baixa qualidade, o que a construtora nega.

Ele ainda listou prejuízos ao Corinthians e pediu imediata apuração dos fatos. Na ocasião, procurado pela Folha de S.Paulo para comentar o relatório, Andrés Sanchez, principal responsável pelo estádio no clube, não quis se pronunciar. Deputado federal pelo PT-SP, ele é citado em planilha entregue pela Odebrecht ao Ministério Público como recebedor de R$ 3 milhões em caixa 2 de campanha. O ex-presidente corintiano nega ter recebido dinheiro de forma irregular.

Nenhuma medida enérgica foi tomada pelo clube após a entrega do relatório feito por Coutinho.

A Odebrecht deu a obra por encerrada em setembro de 2015. Pressionada pelo relatório do arquiteto, a diretoria, então esclareceu que esperaria a conclusão de auditoria que verificaria dos pontos de vista arquitetônico e de engenharia se a construtora cumpriu o contrato. O trabalho dos auditores só começou no segundo semestre do ano seguinte e ainda não foi concluído.

No final de 2016, em novembro, Guilherme Gonçalves Strenger, presidente do Conselho Deliberativo do Corinthians disse que pediria a Andrade que tomasse medidas judiciais contra a Odebrecht. Até agora, a questão não foi levada aos tribunais e nem para a arbitragem.

Em dezembro de 2016, relatório apresentado por comissão de conselheiros do clube destacou desequilíbrio na relação entre Corinthians e Odebrecht. A conclusão foi de que a construtora sempre contou com profissionais altamente especializados para discutir pontos divergentes, enquanto o clube não montou uma estrutura no mesmo nível para enfrentar a empresa quando necessário.

Outro relatório, feito pelo escritório Molina & Reis, concluiu em janeiro de 2017 que a construtora deixou de executar cerca de R$ 200 milhões em obras na arena, fato contestado pela empresa. O clube seguiu aguardando a auditoria técnica.

A diretoria só chegou a endurecer o jogo com a Odebrecht no final de 2016, após novos problemas na arena se tornarem públicos. O Corinthians trocou cartas e notas ásperas com a empresa e chegou a impedir a ação dela na reparação de um dos defeitos, mas depois autorizou o serviço.

Nesse cenário, pelo menos parte das pessoas que fizeram alertas ao presidente corintiano sobre a situação leu com indignação a nota em que ele promete apurar eventuais desvios de conduta.

Na manhã desta sexta, o blog telefonou para Andrade, mas ele não atendeu à ligação.

Ex-diretores criam grupo para ser “terceira via” no Corinthians

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Ex-diretores do Corinthians nas gestões comandadas pelo Grupo Renovação e Transparência, liderada por Andrés Sanchez, criaram um  grupo político que pretende se colocar como “terceira via” no clube. A proposta é ser uma alternativa entre a situação atual e a oposição tradicional.

O Corinthians Grande, nome do novo “partido”, se concentra primeiro em montar um projeto de gestão para a agremiação e lançar uma chapa de 25 candidatos ao conselho. Mas a tendência é que a mobilização culmine com o lançamento de uma candidatura à presidência na eleição de fevereiro de 2018. Não há nome definido por enquanto.

Entre os líderes da ala estão Fernando Alba, diretor nas administrações de Andrés e Mário Gobbi, Sérgio Mendonça Alvarenga, diretor jurídico de Sanchez e assessor de Gobbi, além de hoje ser vice-presidente do Conselho Deliberativo, e Felipe Ezabella, responsável pelos esportes terrestres na era Andrés. Todos integravam o Renovação e Transparência.

“Existe uma cultura no Corinthians de os grupos políticos serem vinculados a um nome, um líder que personifica o grupo. Queremos mudar isso. Não dá para ter um chefe, se o chefe está em baixa e sucumbe, o grupo sucumbe junto. Nosso grupo não vai ter uma personificação, mas um projeto bem amplo”, disse Alba ao blog.

Ele também rechaça o rótulo de oposição ao Renovação e Transparência. “Não é uma bandeira contra o Andrés, contra ninguém. Quem quiser participar das nossas reuniões, inclusive o Andrés, pode participar. Ele acertou muito. Queremos mudar nos pontos em que nós (do Renovação e Transparência) erramos”, declarou.

Entre os erros apontados está o fato de o clube não ter conseguido se fortalecer financeiramente para aos poucos deixar de depender de empréstimos, principalmente de empresários de futebol.

O blog apurou que também há no grupo conselheiros que permanecem na diretoria de Roberto de Andrade, porém os nomes são mantidos em sigilo.

Opinião: guerra na base reflete omissão de presidente do Corinthians

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A guerra deflagrada pelo poder nas categorias de base do Corinthians reflete, na opinião deste blogueiro, a omissão de Roberto de Andrade. Não tivesse o presidente do clube permitido que Andrés Sanchez indicasse apadrinhados para diversos setores do clube sem critérios técnicos a situação não teria chegado a tal ponto.

Já foram diversas trocas no comando do departamento de formação de atletas, a maioria motivada por pressões internas que têm tudo a ver com a influência de Sanchez no Corinthians.

Quando Andrade tenta retomar o poder em alguma área colocando gente de sua confiança há conflito com o pessoal de Andrés.

Foi o que aconteceu agora com a nomeação de Carlos Nujud, o Nei, para dirigir o futebol amador. Ele afastou Coelho do cargo de técnico do Sub-20, categoria vital para o time profissional, por considerar o ex-jogador inexperiente. Só que o ex-lateral é pupilo de Andrés desde o tempo em que era atleta. Só por isso vai seguir como auxiliar na comissão técnica, o que gera críticas no departamento. Assim, o tiroteio interno segue forte. Não há paz e estabilidade para se trabalhar.

Se o diretor da base é alinhado com o presidente, seu adjunto, Jacinto Antonio Ribeiro, o Jaça, é unha e carne com Andrés, além de ser considerado por conselheiros influentes mais poderoso do que seu superior. Ou seja, mais uma vez a Andrade não tem domínio completo da situação.

Enfraquecido no poder enquanto esteve ameaçado de sofrer impeachment, Roberto fez acordos com diferentes alas políticas e tem até oposicionistas na diretoria.

O clube é um eterno barril de pólvora. O presidente costuma assistir às batalhas de binóculos, de seu gabinete na loja de carros da qual tem participação societária. O dirigente não demonstra o empenho necessário para arrumar a casa.

Não é a primeira vez que se sente a ausência de Andrade em situações críticas. Foi assim quando demorou para se manifestar sobre a tentativa de contratar Drogba, enquanto o diretor de futebol, Flávio Adauto, minava a negociação, por exemplo.

A impressão que se tem é que o presidente apenas torce para o tempo passar e deixar os pepinos para seu sucessor.

A farra continua na direção do Corinthians

Leia o post original por Craque Neto

Fico ”P” da vida quando ouço torcedor na rua bravo comigo porque só fico criticando o Corinthians. Peraí! Minhas críticas quase sempre foram direcionadas aos dirigentes, que mandam e desmandam e fazem mudanças bem suspeitas de funcionários. Além de causar um baita prejuízo ao cofres alvinegros. Uma dessas trocas achei curiosa e esquisita (pra não dizer outra coisa!) ao mesmo tempo. Vejam bem, após o pedido de demissão do diretor Fausto Bittar, que comandava as categorias de base do Timão, a cartolagem agiu rápido e contratou o ex-goleiro Yamada. Até aí nenhum problema, certo? Errado! Yamada já há algum tempo […]

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Se arrependimento matasse, hein?

Leia o post original por Craque Neto

Olha como é a vida de comentarista e crítico de futebol… desde o ano passando quando critiquei as contratações milionárias de nomes como Giovanni Augusto e Guilherme muito corintiano virou a orelha pra mim. Ficaram bravos porque eu como ídolo do clube, teoricamente, não poderia falar mal da atitude dos dirigentes. Ou seja, de certa forma os caras ficam bravos comigo e ignoram os desmandos dos cartolas que queimam o dinheiro dos cofres adoidado. Muitas vezes um dinheiro que nem existe, diga-se de passagem! Vejam só o caso do Giovanni Augusto! Há 14 meses esse rapaz se tornou um dos […]

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Lava Jato está entre obstáculos para Andrés controlar futebol corintiano

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O grupo Renovação e Transparência apoiou Roberto de Andrade contra o processo de impeachment sofrido pelo presidente, mas em troca quer voltar a ter participação nas decisões do futebol corintiano e em outras áreas. O argumento é o de que Andrade precisa deixar de ser centralizador e contar com a colaboração de conselheiros experientes.

 O caminho para isso seria a nomeação de dirigente escolhido por Andrés Sanchez, líder dessa ala, ou do próprio deputado federal para atuar na diretoria de futebol. O plano porém enfrenta obstáculos. O principal deles é o fato de Andrés ter sido citado em delação na Lava Jato como recebedor de dinheiro da Odebrecht para caixa dois de sua campanha a deputado federal, o que ele nega.

Colocá-lo na diretoria de futebol já seria difícil por causa de suas atribuições como membro da Câmara. Mas agora seria atrair para o clube um problema pessoal dele já que a delação não envolve a Arena Corinthians no suposto pagamento. Ou seja, numa entrevista para falar sobre o time, ele poderia ser questionado sobre a delação.

Se empossar Andrés ou alguém indicado por ele, Andrade dará munição para a oposição que entende ser prudente deixar o ex-presidente neutralizado até que se defina sua situação na Lava Jato.

Outra questão que dificulta a retomada de poder é o fato de que Andrés e seu grupo discordam da forma como o futebol é administrado. De cara, o gerente de futebol Alessandro seria afastado, pois é criticado internamente por Sanchez e alguns de seus principais colaboradores. Também seria incompatível a convivência com Flávio Adauto, outro alvo de críticas. Por sua vez o atual diretor de futebol dificilmente aceitaria ser “rainha da Inglaterra” para Andrés. Andrade acabaria forçado a afastar Adauto também, mas o presidente é avesso a mudanças radicais.

A queda do diretor de futebol geraria constrangimento com Paulo Garcia, próximo a Adauto e considerado no clube o mentor de sua indicação. O influente conselheiro ainda indicou para a secretaria geral Antônio Jorge Rachid Júnior, que foi um dos principais articuladores da vitória de Andrade contra o Impeachment. Assim, a saída de Flávio poderia soar como traição a quem colaborou com o presidente no momento mais difícil de sua gestão.

Por tudo isso, o caminho menos turbulento seria Roberto permitir que o grupo de Andrés colabore informalmente, sem ocupar cargo no departamento de futebol. Mesmo assim, teria que administrar divergências.

Andrade desiste de Andrés e mais quatro testemunhas contra impeachment

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A defesa de Roberto de Andrade desistiu de usar Andrés Sanchez  e mais quatro pessoas como testemunhas contra o pedido de impeachment do presidente do Corinthians que está em análise na comissāo de ética do Conselho Deliberativo.

A desistência ocorreu depois de a primeira testemunha, Sérgio Dias, ligado ao fundo que administra a Arena Corinthians, enfrentar una avalanche de perguntas de conselheiros na última terça, no primeiro dia de depoimentos das testemunhas indicadas por Andrade.

Para conselheiros que acompanharam o depoimento e sāo favoráveis ao impeachment, a retirada das testemunhas está ligada às dificuldades que Dias teve para responder aos questionamentos.

Assim, o afastamento de Andrés da defesa nāo teria a ver com as divergências entre o ex-presidente e o atual cartola. Um dia antes da audiência inaugural, Andrade recusou projeto apresentado por Andrés para mudanças na diretoria.

De acordo com a análise dos apoiadores do impeachment, o recuo aconteceu para evitar novas situações embaraçosas para as testemunhas de defesa.

Luiz Aberto Bussab, diretor jurídico do Corinthians e responsável pela defesa de Andrade na comissåo de ética, nāo respondeu à mensagem do blog sobre  Andrés e outras testemunhas serem dispensadas.

Sem testemunhas, o próximo a ser ouvido será o presidente corintiano, na terça da  semana que vem.

Ele é acusado de falsidade ideológica por assinar uma ata de assembleia do fundo que administra a arena e um contrato de exploração do estacionamento do estádio com datas nas quais ainda nāo era presidente.

Os conselheiros que pedem o impeachment alegam que o episódio provocou prejuízo à imagem do clube, o que daria motivo para o afastamento do presidente de acordo com o estatuto.

Andrade sustenta que assinou os documentos quando já era presidente, mas com data retroativa.

Essa tese foi sustentada por Dias, a testemunha ouvida nesta terça. Assim como Andrade, ele argumenta que nāo houve reuniāo presencial, apesar de haver lista de presença referente à ata assinada por ele. Nesse ponto, a testemunha foi indagada sobre a legalidade da operçāo, que nāo condiz com a realidade,  e afirmou ser um procedimento comum.

O depoimento provocou clima de guerra polïtica no clube. Cerca de 20 conselheiros favoráveis  ao impeachment tentaram acompanhar a sessāo, mas a maioria nāo entrou na sala por falta de espaço.

O ambiente criado foi uma demonstração do que o presidente corintiano enfrentará durante o processo.

Depois de encerrar seus trabalhos, a comissāo de ética irá indicar para o Conselho Deliberativo se o presidente deve ou nāo ser afastado. Mas os conselheiros podem decidir de maneira diferente.

Se o afastamento for aprovado, a decisāo ainda precisará ser referendada pelos sócios.