Arquivo da categoria: Andrés Sanchez

A farra continua na direção do Corinthians

Leia o post original por Craque Neto

Fico ”P” da vida quando ouço torcedor na rua bravo comigo porque só fico criticando o Corinthians. Peraí! Minhas críticas quase sempre foram direcionadas aos dirigentes, que mandam e desmandam e fazem mudanças bem suspeitas de funcionários. Além de causar um baita prejuízo ao cofres alvinegros. Uma dessas trocas achei curiosa e esquisita (pra não dizer outra coisa!) ao mesmo tempo. Vejam bem, após o pedido de demissão do diretor Fausto Bittar, que comandava as categorias de base do Timão, a cartolagem agiu rápido e contratou o ex-goleiro Yamada. Até aí nenhum problema, certo? Errado! Yamada já há algum tempo […]

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Se arrependimento matasse, hein?

Leia o post original por Craque Neto

Olha como é a vida de comentarista e crítico de futebol… desde o ano passando quando critiquei as contratações milionárias de nomes como Giovanni Augusto e Guilherme muito corintiano virou a orelha pra mim. Ficaram bravos porque eu como ídolo do clube, teoricamente, não poderia falar mal da atitude dos dirigentes. Ou seja, de certa forma os caras ficam bravos comigo e ignoram os desmandos dos cartolas que queimam o dinheiro dos cofres adoidado. Muitas vezes um dinheiro que nem existe, diga-se de passagem! Vejam só o caso do Giovanni Augusto! Há 14 meses esse rapaz se tornou um dos […]

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Lava Jato está entre obstáculos para Andrés controlar futebol corintiano

Leia o post original por Perrone

O grupo Renovação e Transparência apoiou Roberto de Andrade contra o processo de impeachment sofrido pelo presidente, mas em troca quer voltar a ter participação nas decisões do futebol corintiano e em outras áreas. O argumento é o de que Andrade precisa deixar de ser centralizador e contar com a colaboração de conselheiros experientes.

 O caminho para isso seria a nomeação de dirigente escolhido por Andrés Sanchez, líder dessa ala, ou do próprio deputado federal para atuar na diretoria de futebol. O plano porém enfrenta obstáculos. O principal deles é o fato de Andrés ter sido citado em delação na Lava Jato como recebedor de dinheiro da Odebrecht para caixa dois de sua campanha a deputado federal, o que ele nega.

Colocá-lo na diretoria de futebol já seria difícil por causa de suas atribuições como membro da Câmara. Mas agora seria atrair para o clube um problema pessoal dele já que a delação não envolve a Arena Corinthians no suposto pagamento. Ou seja, numa entrevista para falar sobre o time, ele poderia ser questionado sobre a delação.

Se empossar Andrés ou alguém indicado por ele, Andrade dará munição para a oposição que entende ser prudente deixar o ex-presidente neutralizado até que se defina sua situação na Lava Jato.

Outra questão que dificulta a retomada de poder é o fato de que Andrés e seu grupo discordam da forma como o futebol é administrado. De cara, o gerente de futebol Alessandro seria afastado, pois é criticado internamente por Sanchez e alguns de seus principais colaboradores. Também seria incompatível a convivência com Flávio Adauto, outro alvo de críticas. Por sua vez o atual diretor de futebol dificilmente aceitaria ser “rainha da Inglaterra” para Andrés. Andrade acabaria forçado a afastar Adauto também, mas o presidente é avesso a mudanças radicais.

A queda do diretor de futebol geraria constrangimento com Paulo Garcia, próximo a Adauto e considerado no clube o mentor de sua indicação. O influente conselheiro ainda indicou para a secretaria geral Antônio Jorge Rachid Júnior, que foi um dos principais articuladores da vitória de Andrade contra o Impeachment. Assim, a saída de Flávio poderia soar como traição a quem colaborou com o presidente no momento mais difícil de sua gestão.

Por tudo isso, o caminho menos turbulento seria Roberto permitir que o grupo de Andrés colabore informalmente, sem ocupar cargo no departamento de futebol. Mesmo assim, teria que administrar divergências.

Andrade desiste de Andrés e mais quatro testemunhas contra impeachment

Leia o post original por Perrone

A defesa de Roberto de Andrade desistiu de usar Andrés Sanchez  e mais quatro pessoas como testemunhas contra o pedido de impeachment do presidente do Corinthians que está em análise na comissāo de ética do Conselho Deliberativo.

A desistência ocorreu depois de a primeira testemunha, Sérgio Dias, ligado ao fundo que administra a Arena Corinthians, enfrentar una avalanche de perguntas de conselheiros na última terça, no primeiro dia de depoimentos das testemunhas indicadas por Andrade.

Para conselheiros que acompanharam o depoimento e sāo favoráveis ao impeachment, a retirada das testemunhas está ligada às dificuldades que Dias teve para responder aos questionamentos.

Assim, o afastamento de Andrés da defesa nāo teria a ver com as divergências entre o ex-presidente e o atual cartola. Um dia antes da audiência inaugural, Andrade recusou projeto apresentado por Andrés para mudanças na diretoria.

De acordo com a análise dos apoiadores do impeachment, o recuo aconteceu para evitar novas situações embaraçosas para as testemunhas de defesa.

Luiz Aberto Bussab, diretor jurídico do Corinthians e responsável pela defesa de Andrade na comissåo de ética, nāo respondeu à mensagem do blog sobre  Andrés e outras testemunhas serem dispensadas.

Sem testemunhas, o próximo a ser ouvido será o presidente corintiano, na terça da  semana que vem.

Ele é acusado de falsidade ideológica por assinar uma ata de assembleia do fundo que administra a arena e um contrato de exploração do estacionamento do estádio com datas nas quais ainda nāo era presidente.

Os conselheiros que pedem o impeachment alegam que o episódio provocou prejuízo à imagem do clube, o que daria motivo para o afastamento do presidente de acordo com o estatuto.

Andrade sustenta que assinou os documentos quando já era presidente, mas com data retroativa.

Essa tese foi sustentada por Dias, a testemunha ouvida nesta terça. Assim como Andrade, ele argumenta que nāo houve reuniāo presencial, apesar de haver lista de presença referente à ata assinada por ele. Nesse ponto, a testemunha foi indagada sobre a legalidade da operçāo, que nāo condiz com a realidade,  e afirmou ser um procedimento comum.

O depoimento provocou clima de guerra polïtica no clube. Cerca de 20 conselheiros favoráveis  ao impeachment tentaram acompanhar a sessāo, mas a maioria nāo entrou na sala por falta de espaço.

O ambiente criado foi uma demonstração do que o presidente corintiano enfrentará durante o processo.

Depois de encerrar seus trabalhos, a comissāo de ética irá indicar para o Conselho Deliberativo se o presidente deve ou nāo ser afastado. Mas os conselheiros podem decidir de maneira diferente.

Se o afastamento for aprovado, a decisāo ainda precisará ser referendada pelos sócios.

 

Por que Rosenberg topa voltar ao Corinthians com grupo com o qual rompeu?

Leia o post original por Perrone

Roberto de Andrade há deixou claro  que nāo aceitará a sugestão de Andrés Sanchez para recolocar na diretoria do Corinthians o ex-vice-presidente Luis Paulo Rosenberg.

Porém, uma pergunta ficou no ar: por que o economista que rompeu com o grupo Renovação e Transparência a ponto de se desligar do Conselho Deliberativo e do quadro de sócios, além de apoiar a oposição na última eleição, aceitaria voltar a trabalhar com o mesmo “partido” político?

A resposta está na proposta feita cerca de 15 dias atrás por Sanchez (os dois nunca deixaram de se falar apesar das divergências).

Rosenberg voltaria a comandar o marketing corintiano e a arena do clube. Os principais atrativos para o ex- dirigente foram a chance de fazer vingar o projeto que ele idealizou para o estádio, ter a oportunidade de peitar a Odebrecht e devolver ao clube a estratégia de marketing que vende o Corinthians como gigante mundial. A internacionalizaçāo e as grandes contratações voltariam.

“O projeto que o Andrés apresentou é lindo. Uma uniāo de grandes corintianos para devolver ao clube a grandeza dele. Se eu fosse chamado pelo Roberto, nāo teria problemas em trabalhar com um presidente que disse que eu nāo pisaria no Parque Sāo Jorge enquanto ele estiver no cargo. Seria um chamado do presidente, nāo pessoal. Sem golpe, ele estaria reconhecendo a necessidade de mudar. Mas se o presidente nāo quer, paciência”, afirmou Rosenberg.

Apesar do rompimento com o grupo de Andrés, Rosenberg vinha sendo consultado sobre a arena por conhecer detalhes do projeto. Sempre se incomodou com a passividade que enxergava no clube em relação à Odebrecht, acusada de nāo fazer todas as obras previstas no contrato. A construtora nega a irregularidade.

“O Aníbal (Coutinho, arquiteto responsável pelo projeto da arena), está há muito tempo avisando sobre o que tem de errado lá e nāo é ouvido. Nāo pode ter medo de brigar com a Odebrecht. Eu nāo tenho”, afirmou Rosenberg.

O arquiteto e o ex-vice sāo amigos de longa data. Se retornasse à diretoria, Rosenberg poderia dar atenção aos alertas dele por causa de uma mudança importante prevista por Andrés. Os trabalhos do clube na arena seriam comandados pela diretoria de marketing, nāo por uma equipe independente.

Assim, de māos dadas com Coutinho, Rosenberg teria a chance de provar que o projeto idealizado por ele para a arrecadação de receitas no estádio é viável, ao contrário do que dizem seus crïticos no clube.

“Se a gente soubesse que o país enfrentaria três anos de crise, algumas coisas seriam diferentes. Mesmo assim, a arena é muito viável, mas precisa ser tocada com o profissionalismo de um shopping center, por exemplo”, argumenta Rosenberg.

Na outra ponta do plano apresentado por Andrés ao ex-dirigente está o futebol. O blog apurou que a ideia é contar com a parceria de empresários que se dāo bem com o deputado federal, como Juliano Bertolucci e Kia Joorabchian, para montar um time competitivo em 2017, apesar da crise financeira enfrentada pelo clube.

Idealizador do projeto que permitiu a vinda de Ronaldo, Rosenberg se animou com a ousadia do novo plano.

“O Corinthians se afastou da globalização, da China, do que deu certo em 2008. Só faz sentido a minha volta se houver uma mudança geral com a vontade do presidente”, afirmou Rosenberg.

Porém, a estratégia bolada pelo ex-presidente recebe críticas de parte considerável da oposição. O argumento é que se trata de uma tentativa de salvar o grupo de Andrés na eleição de 2018, nāo de salvar o Corinthians.

Depois de se desvincular do clube durante a gestāo de Mário Gobbi, Rosenberg teria que comprar um novo tîtulo de sócio para ser ser diretor.

 

De bares à TV Globo. Tudo na arena passa por escritório de amigo de Andrés

Leia o post original por Perrone

A ordem é expressa da direção corintiana: nenhum contrato relativo à arena do clube pode ser fechado sem antes ser analisado pelo escritório de advocacia Molina & Reis, da família de Paulo Molina, amigo de infância de Andrés Sanchez, ex-presidente alvinegro.

Exploração do telão da arena pela Globo, manutenção do estádio pela Tejofran, segurança feita pela Power, do grupo Tejofran, concessão das lanchonetes para a empresa AR Fast Food do Brasil, acompanhamento da auditoria que determinará se a Odebrecht cumpriu o contrato com o clube, participação na estruturação do fundo que compraria os naming rights da casa corintiana e até a renovação mais recente do contrato de patrocínio com a Caixa. Esses são só alguns exemplos dos contratos nos quais o escritório de confiança do deputado federal Andrés Sanchez trabalhou.

A concentração de poder veio acompanhada de críticas e polêmicas. Conselheiros e funcionários do clube questionam os motivos que levaram um escritório terceirizado a centralizar os assuntos da arena e a cuidar de ao menos um tema ligado a outras áreas (o patrocínio da Caixa) se o clube tem sua diretoria jurídica. Rogério Mollica, ex-diretor jurídico alvinegro, pediu demissão recentemente e colocou internamente a influência do Molina e Reis entre os motivos para seu afastamento. Há ainda o questionamento de não ter havido concorrência para a escolha do escritório.

Paulo Molina, que é bacharel em direito, atuando como consultor, e seus advogados também são criticados por supostas orientações que teriam sido prejudiciais ao clube.

Por sua vez, o escritório se defende afirmando que impediu várias negociações na arena que seriam lesivas ao Corinthians e se orgulha, entre outras ações, de sua participação na renovação com a Caixa. O contrato é considerado por Paulo o melhor do banco estatal com um clube brasileiro. Já o diretor financeiro, Emerson Piovezan, costuma elogiar acordo para fornecimento de energia elétrica na arena que o Molina & Reis também se considera o principal responsável.

Remuneração

Em maio, Andrés disse em entrevista à Folha de S.Paulo que Molina respondia tecnicamente à diretoria sobre assuntos relativos à arena de graça por ser corintiano e que seria remunerado se um dia assinasse contrato. Esse dia já chegou. O escritório da família de Paulo é remunerado para acompanhar a auditoria na arena. Também faz contratos referentes aos demais temas que analisa.

Na esteira desses trabalhos, detratores de Molina afirmam que sua atuação no Corinthians o fez trocar um escritório em casa por uma sede que, segundo o site da empresa, fica em bairro nobre de São Paulo.

Paulo responde alegando que antes tinha um home office por opção e que também atuava no escritório de um parente. Alega que o novo local em que trabalha nada tem a ver com os serviços prestados ao Corinthians.

Camarote

Outra polêmica que envolve o amigo de Andrés é o uso gratuito por ele e seus parentes advogados de um camarote na arena. A queixa de pessoas envolvidas com o clube e o estádio é de que o Corinthians conseguiu alugar poucos desses espaços, assim não poderia se dar ao luxo de permitir o uso sem cobrança.

“Não ganhamos camarote na arena. Foi cedido com a concordância dos envolvidos o direito de uso ao escritório pelo trabalho que desenvolvemos. Quando estamos lá (no camarote) mais trabalhamos do que assistimos aos jogos. Verificamos como está o funcionamento das coisas e levamos pessoas interessadas em adquirir camarotes”, disse Molinha ao blog.

Conflito

Um suposto conflito de interesses que envolveria Molina é negado por ele. O caso tem a ver com a Tejofran, empresa contratada para atuar na manutenção da arena.

O blog teve acesso à troca de e-mails em que Paulo e seu filho Guilherme se colocam diante do fundo que administra o estádio como responsáveis por recolher, documentos, assinatura e dialogar com a Tejofran. Numa das mensagens, em 2014, Molina cita que o advogado do clube para o assunto (contratos com a Tejofran) é Ivandro Sanchez, cujo escritório não trabalha mais para o Corinthians.

 Em outro e-mail sobre contratos com a mesma empresa, ainda em 2014, Guilherme diz ao fundo que já solicitou o reconhecimento da firma da assinatura do senhor Telmo. No mesmo ano, Telmo Giolito Porto, assinou pela Empresa Tejofran de Saneamentos e Serviços contrato com o Corinthians.  As correspondências deixam margem para se questionar se o Molina & Reis trabalhava para a Tejofran.

Hoje a manutenção da arena, sob a batuta da Tejofran, faz parte das divergências entre Corinthians e Odebrecht. Apoiado em parecer do escritório, o clube aponta a Odebrecht como responsável por falhas na manutenção. A construtora, no entanto, afirma que esse serviço não é responsabilidade dela. O conflito estaria no fato de Molina supostamente trabalhar ao mesmo tempo para o clube e uma empresa que também deve ter seu trabalho analisado pela auditoria coordenada pelo escritório dele.

Só que o Molina & Reis nega que tenha atuado para a Tejofran. Afirma que dialogar com a empresa e recolher documentos junto à ela faz parte de seu trabalho. E usa como argumentação o fato de em uma divergência entre a empresa e o clube ter solucionado a questão de maneira favorável ao Corinthians.

O blog não conseguiu falar com representantes da Tejofran.

Protetor

O escritório Molina & Reis considera que seu trabalho tem sido fundamental para evitar contratos prejudiciais ao Corinthians. Entre eles estaria o de uma empresa que queria ganhar porcentagem nas vendas de camarotes até nos casos em que a comercialização não fosse feita por ela.

 Na relação também está a negociação do pedido de uma nova carência para o pagamento do financiamento de R$ 400 milhões junto ao BNDES, por intermédio da Caixa, para pagar a construção do estádio. Na ocasião, o escritório defendeu que no material enviado ao banco federal ficasse registrado que atrasos na obra impediram a geração de receita esperada na arena.

“É natural que quando o escritório começa a pontuar coisas que possam prejudicar o projeto (da arena) e orientar (o clube) de forma mais profunda e detalhada você incomode quem estava acostumado a fazer coisas com menos exigência”, declarou Molina.

Amigos

Molina costuma dizer para o ex-presidente corintiano que é o melhor amigo dele na história. Eam íntimos aos 14 anos. Depois de adultos, ficaram cerca décadas sem se ver. Acabaram se reencontrando por acaso, e em seguida Paulo foi convidado por Andrés para analisar o primeiro contrato de concessão de lanchonetes da arena.

Apesar da amizade, o bacharel não gosta quando é citado como amigo de Andrés por achar o termo pejorativo, desvalorizando seu trabalho.

Crise

Em novembro, o Molina & Reis viveu um momento de crise com Roberto de Andrade, presidente corintiano. O escritório não foi consultado sobre o fato de a Odebrecht retomar obra que tinha sido interrompida na arena após sua orientação.

Andrés chegou a se manifestar contrário à decisão de Andrade.

Fracassa tentativa de Andrés de recolocar Rosenberg na rotina de arena

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.Em reunião do Conselho Deliberativo do Corinthians, na última quinta, Andrés Sanchez falou da criação de uma comissão para acompanhar a rotina diária da arena do clube e anunciou seis nomes já como membros do grupo. Entre eles, estava o de Luis Paulo Rosenberg, um dos mentores do projeto da casa própria corintiana, mas que se desligou do conselho após ficar descontente com os rumos que tomaram a arena alvinegra.

Pelo estatuto corintiano, porém, Sanchez não tem poder para instalar comissões. Só o presidente do Conselho Deliberativo e o da diretoria estão aptos a isso. Assim, o gesto do deputado federal que promoveria a volta de Rosenberg como esperança de resolver os problemas financeiros do estádio foi considerado nulo.

“A atitude dele causou surpresa porque o Andrés não tem legitimidade para criar comissão. Eu ignoro isso, não existe comissão”, afirmou ao blog Guilherme Gonçalves Strenger, presidente do conselho corintiano.

Sem seu aval, a única chance de a comissão anunciada por Andrés existir oficialmente é a criação por parte de Roberto de Andrade. Até a publicação deste post, a assessoria do presidente não havia respondido se ele pretende criar o grupo.

Andrés não fala com o blog.

Além de Rosenberg, o ex-presidente anunciou também o nome de Raul Corrêa da Silva, ex-diretor financeiro, como membro da comissão. Ouvidos pelo blog os dois disseram não terem recebido convite de Andrés para participar do grupo. Nem sabiam da intenção dele de criar a comissão.

Sem legitimar a iniciativa do deputado federal, Strenger afirmou que criará um grupo com conselheiros que tenham afinidade profissional com o tema para discutir a situação da arena, caso a auditoria contratada pelo clube para checar se a Odebrecht cumpriu o contrato não seja encerrada até o final janeiro ou se seu resultado for insatisfatório.

Em meio à racha, Andrés promete apoio para salvar Andrade

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A situação é contraditória. Ao mesmo tempo em que critica a diretoria e vê aliados seus deixarem a gestão ou assinarem o pedido de impeachment de Roberto de Andrade, Andrés Sanchez assegurou ajuda ao ex-presidente do Corinthians contra o pedido de afastamento.

A promessa de apoio foi feita para membros da gestão e diretamente para o presidente.

Andrés também demonstrou disposição para ajudar no futebol, considerado vital para a sustentação do presidente. Com a equipe mal, a tarefa dos que querem a troca de comando no clube fica mais fácil.

O problema nesse ponto é que o grupo de Andrés não quer que Alessandro continue como gerente de futebol. Além disso, o ex-presidente foi contrário à contratação de Oswaldo de Oliveira.

Em meio as promessas de apoio, nesta quarta, o deputado federal voltou a criticar a diretoria. Dessa vez por permitir que a Odebrecht retomasse obra na arena sem consultar antes o escritório de advocacia de seu amigo Paulo Molina.

 

Andrés é criticado no Corinthians por não ser duro com Odebrecht

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Os problemas na Arena Corinthians aumentam as críticas a Andrés Sanchez no clube. Até aliados do ex-presidente reclamam longe dos microfones da maneira como ele conduziu a relação com a Odebrecht diante dos inúmeros problemas enfrentados pelo estádio alvinegro.

A queixa principal é de que o cartola, na condição de dirigente destacado para cuidar da arena, não teria cobrado a Odebrecht como deveria desde que começaram os contratempos no estádio, antes mesmo da inauguração.

A avaliação no clube é de que ele não foi duro com a construtora e deixou de ouvir os alertas de Anibal Coutinho, arquiteto responsável pelo projeto da arena. A falta de medidas enérgicas por parte de Andrés, no entendimento de conselheiros, dirigentes e funcionários facilitou o acúmulo de problemas no estádio.

Sanchez também é criticado pelo fato de, supostamente, ter demorado para pressionar a Odebrecht a entregar grande parte dos documentos pedidos pela empresa que audita a obra para saber se a construtora cumpriu o contrato. Como mostrou o blog, o presidente do Conselho Deliberativo corintiano, Guilherme Gonçalves Strenger, atua para que o Corinthians entre com ação na Justiça contra a Odebrecht  a fim de obrigar a empresa a apresentar a papelada exigida.

Andrés não fala com o blog, por isso não foi possível ouvir o ex-presidente sobre o assunto.

As críticas atuais diminuem ainda mais o poder político de Andrés no clube neste momento.  Antes considerado por parte dos conselheiros como o melhor presidente da história do corintiana, hoje ele enfrenta significativa rejeição principalmente por causa dos problemas na arena.

Presidente de conselho do Corinthians atua para clube processar Odebrecht

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Guilherme Gonçalves Strenger, presidente do Conselho Deliberativo do Corinthians, pedirá para Roberto de Andrade abrir pelo menos dois processos na Justiça contra a Odebrecht. Um seria de obrigação de fazer, para obrigar a construtora a realizar obras que estariam previstas em contrato mas não teriam sido feitas na arena corintiana. O outro seria para forçar a empresa a apresentar todos os documentos exigidos pelos responsáveis por uma auditoria contratada pelo alvinegro para checar se o contrato foi cumprido. Membros da comissão formada por conselheiros para acompanhar a auditoria afirmam que a Odebrecht tem dificultado a entrega de papéis pedidos. Ele ainda indica que uma terceira ação, esta para a revisão do valor a ser pago pelo clube pela construção, pode ser necessária, dependendo do que ficar comprovado.

“Vou conversar com o presidente. Caso ele me diga que não pretende entrar com a ação, direi a ele que vou levar o caso para o conselho decidir se o clube deve processar a Odebrecht. Entendo que o conselho tem poder para determinar que a direção entre na Justiça”, afirmou Strenger ao blog.

“O ideal é sempre resolver as coisas amigavelmente, mas o tempo dado para Odebrecht concluir as obras e apresentar os documentos já passou do razoável. Criei uma comissão para acompanhar a auditoria faz cinco meses, e ela ainda não acabou. Acho que a Odebrecht tem tantos problemas que o Corinthians é o menor dos problemas dela, talvez por isso não se importe tanto. Mas a Odebrecht é o maior dos nossos problemas, então temos que ‘judicializar’ o caso”, disse Strenger.

A Odebrecht considera a arena concluída desde de setembro de 2015. Já a diretoria do clube tem afirmado que a auditoria vai apontar se tudo o que estava previsto no contrato foi feito e que irá descontar do preço cobrado pela construtora o que eventualmente faltar ou precisar ser refeito.

Em outubro de 2015, pouco depois de a construtora dar a obra por encerrada, o blog mostrou que Anibal Coutinho, arquiteto responsável pelo projeto da arena, considerava o estádio acabado. No mês passado, o blog publicou que Coutinho, em setembro de 2015, enviou e-mail para Andrade e Andrés Sanchez apontando que apesar de a Odebrecht considerar a arena pronta, faltavam serem executadas partes do projeto arquitetônico avaliadas em mais de R$ 85 milhões”.

Odebrecht diz que respeitou o contrato

Procurada pelo blog para comentar a intenção do presidente do conselho corintiano de que o clube processe a construtora, a Odebrecht enviou por meio de sua assessoria de imprensa a nota publicada abaixo.

“A Construtora Norberto Odebrecht (CNO) concluiu em 30 de setembro de 2015 as obras de acabamento do Centro de Convenções da Arena Corinthians, finalizando assim os trabalhos que ficaram dentro do valor contratual acordado com o Sport Club Corinthians Paulista, de R$ 985 milhões. O Escopo das obras foi estabelecido de comum acordo com o SCCP ao longo da construção, respeitando os ajustes ou modificações de especificações previstas no contrato”.

 A empresa, porém, não comentou a informação de que estaria dificultando a entrega de documentos para os responsáveis pela auditoria na obra.

No entender de Strenger, a verificação é importante não só para checar se o contrato foi cumprido, mas também para avaliar as condições de segurança na arena, que sofreu com infiltrações, queda de forro, vazamento de água e descolamento de placas de granito.

“A Odebrecht diz que o estádio é seguro, mas será que podemos confiar? E se acontece algum acidente lá? Por isso precisamos de uma vistoria. Uma ação pode ajudar porque na Justiça a construtora vai ser obrigada a dar respostas”, disse Strenger.