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Corintianíssimo!

Leia o post original por Rica Perrone

Do remanescente Cássio ao novo ídolo Carille. Da volta do Jadson ao talento oscilante de Rodriguinho.  Da quarta força ao título brasileiro, esse Corinthians é no mínimo corintiano.

Colocado em dúvida. Sem ser galático, porque ali brilha quase sempre mais o clube do que o ídolo. Um monte de jogadores com pontos de interrogação na cabeça que hoje saem coroados por um título improvável.

Embora o corintiano vá dizer que sempre acreditou, é mentira dele. Quando o ano começou ele mesmo reclamava e dizia que “esse time” não era suficiente.  Mas talvez por não ser se tornou um time. E futebol, hoje, ganha quem tem time e não quem tem jogadores.

Esse Corinthians é chato. Não joga bonito, até porque nem pode.  Mas joga o que dá, como precisar, até que a vitória venha.

Trata-se de uma discussão meio boba o futebol apresentado. Primeiro porque no primeiro turno foi sim um futebol bem jogado. Mas estudam, aprendem, o time sente, cansa, não tem peças sobrando, se torna previsível e ainda assim manteve o título e o conquistou antecipadamente.

Não há “poréns”.

Todos os jogadores entenderam seu papel para criar uma engrenagem que não era provável que funcionasse tão bem. Carille, o autor intelectual deste Corinthians,  nunca forçou uma forma de jogar acima dos limites do que tinha em mãos. Nunca perdeu a linha, o controle e a convicção.

Esse Corinthians pouco brilhante é memorável não só pela conquista, mas pela identificação com a sua história.  Aguerrido, desacreditado, sem nenhuma estrela acima do escudo do clube, e vencedor.

Um Corinthians corintianíssimo! E portanto, campeão.

abs,
RicaPerrone

Não sonhem

Leia o post original por Rica Perrone

Eles deixaram. Em determinado momento é justo dizer que deixaram os demais sonhar. Mas por incompetência alheia, méritos próprio, a soma dos dois ou seja lá o que for, a história está no fim.

Se o final dela não tem data e local, tem roteiro. O Corinthians será campeão brasileiro de 2017 com méritos,  sorte, inteligência, planejamento, fraqueza alheia, efeito Libertadores o ano todo, enfim, pouco importa. O sonho acabou.

Se havia um palmeirense iludido, não há mais. Um gremista pensando em “compensar” caso não dê na Argentina, idem. Santistas, Botafoguenses, demais sonhadores, é hora de acordar.

A “quarta força” de São Paulo é a primeira do país. Talvez seja um exagero porque o Grêmio foi além. Mas na incapacidade brasileira de aceitar a não conquista é capaz dele terminar o ano em crise e só o Corinthians “aceitando” a temporada.

Inteligentes, jogaram no limite. O time passa longe de ser algo especial, mas a capacidade de leitura do cenário foi brilhante. Do calculo da hora de disparar, ao ótimo aproveitamento em cima de cada rival focado em outro torneio, até mesmo a hora da retomada das vitórias.

Agora são 3 seguidas, e mesmo não jogando bem contra Atlético PR e Avaí, os 6 pontos estão lá e não há fé que mova ninguém a nada amanhã a tarde.

Contentem-se com suas vagas em Libertadores, tapas nas costas e “vagas diretas”.  O sonho de todos acabou, o do Corinthians se tornou real.

abs,
RicaPerrone

Indiscutivelmente discutível

Leia o post original por Rica Perrone

Quando um juiz comete um erro o torcedor fala em “assalto”, a imprensa tenta repetir frases como “o arbitro não tem 20 cameras”, “está na hora da tecnologia…”, blá, blá, blá. Não há qualquer discussão. O lance acima está impedido. É indiscutível. É uma imagem. O que se discute, e deve-se discutir é o direito …

Saber amar

Leia o post original por Rica Perrone

Todos os clubes passam por momentos ruins dentro de uma temporada.  Alguns passam a maior parte do tempo, outros um curto período. Seja qual for, é suficiente para inflamar a torcida contra ele. Em 99% dos casos se “cobra” mesmo diante de um time que não merece. Em 1% dos casos se faz diferente, e …

Corinthians passa faca e custo de manutenção da arena cai em cerca de 40%

Leia o post original por Perrone

Vista geral da Arena Corinthians (Crédito: Ronny Santos/Folhapress

Com Dassler Marques, do UOL, em São Paulo

Uma série de cortes de pessoal e no volume de serviços na Arena Corinthians fez o custo com a manutenção do local cair em pelo menos cerca de 40%. Reduzir essas despesas era um antigo desejo da direção alvinegra em busca de melhorar o desempenho financeiro de seu estádio.

De acordo com relatório elaborado por grupo de conselheiros encarregado de analisar a situação da casa corintiana, só o valor pago mensalmente para a Tejofran pela manutenção predial caiu de R$ 469.603,45 para R$ 271.102,81. Ou seja, a redução nesse item foi de 42,19%.

Procurada pelo blog, a Tejofran confirmou os cortes e declarou que eles foram feitos apara adequar os gastos à atual situação financeira do Corinthians. Abaixo, leia a nota enviada pela assessoria de comunicação da empresa.

“O contrato com a Arena Corinthians sofreu neste ano uma redução de escopo (número de funcionários empregados e volume de serviços prestados) e, consequentemente, de valor, em razão de um pedido formulado pelo próprio cliente. Ou seja, a renegociação e a consequente redução do valor contratual foram feitas não para conceder um desconto por item, mas para adequar à nova realidade financeira do clube, que em 2017, como vem sendo divulgado, não está tendo as mesmas condições de anos anteriores. Até o ponto em que temos conhecimento, grande parte dos contratos do clube vem sendo ou já foi revista em razão dos motivos elencados acima. A Tejofran mantém seu compromisso de transparência e se coloca à disposição para todos os esclarecimentos que forem considerados necessários”.

Além da manutenção predial, a empresa também presta serviços de limpeza, coleta de lixo, bombeiro civil e segurança. Todos sofreram cortes.

Procurada, a assessoria de imprensa do Corinthians responsável pela arena não respondeu às perguntas sobre o tema até a publicação desta reportagem. Uma delas é se os cortes não afetam a qualidade da manutenção do estádio.

De todos os serviços prestados pela Tejofran, apenas a manutenção predial é paga diretamente pelo fundo responsável pela Arena. Os demais custos devem ser bancados pelo Corinthians, que tem direito a usar uma verba repassada pelo fundo, constituído por clube e Odebrecht. O fundo é alimentado pelas receitas dos jogos. O que sobra do pagamento despesas deve ser reservado para a quitação dos R$ 400 milhões financiados pelo BNDES por meio da Caixa Econômica Federal.

Como mostrou o blog em março, o custo de manutenção da arena era aproximadamente o dobro do previsto incialmente pelo alvingro. No plano original de negócios,  a estimativa era de uma despesa anual de R$ 15.400.000. Porém, em 2016, o gasto fixo com manutenção foi por volta de R$ 35 milhões.

O levantamento feito pela comissão de conselheiros mostra que inicialmente, o valor dos contratos com a Tejofran, assinados em abril de 2014 era de R$ 14.669.567,96.

Auditoria vê risco para público na Arena Corinthians. Odebrecht nega

Leia o post original por Perrone

Com Dassler Marques, do UOL, em São Paulo

Auditoria feita na Arena Corinthians pelo escritório Cláudio Cunha Engenharia Consultiva aponta riscos para o público em pelo menos dois casos por conta de obras supostamente malfeitas. Clube e Odebrecht, no entanto, contestam o laudo e afirmam não haver perigo para os frequentadores.

O relatório lista “ações emergenciais” e “obras a serem iniciadas de imediato” para solucionar os problemas. Entre as situações de periculosidade são citados riscos de novas quedas de forro do estádio e de placas de mármore na área dos elevadores. As peças poderiam atingir os frequentadores. Até agora foram registradas quedas fora de dias de jogos e ninguém se feriu.

“Refazimento do forro de gesso acartonado, seguindo as corretas orientações, substituindo as fixações em rebites e as estruturas de suporte conforme detalhado em nosso relatório, em função do alto risco de acidentes com o público”, diz trecho do documento produzido pela empresa contratada pelo Corinthians.

O entendimento dos auditores é de que o desprendimento da placa de gesso que caiu numa área da entrada mais luxuosa da arena em fevereiro de 2016 aconteceu porque o forro estava preso com rebite, mas deveria estar fixado com parafuso. Na ocasião, a Odebrecht afirmou ter vistoriado o forro do estádio, reforçando as partes em que viu necessidade disso.

O estudo também sugere o “refazimento do revestimento de mármore (do tipo) Nero Marquina nos elevadores e paredes seguindo as normas técnicas. Atualmente, existe risco iminente de quedas de placas de mármore e, consequentemente, risco de acidentes graves com o público circulante.” Em fevereiro de 2016 houve quedas de placas de mármore instaladas perto da porta de um elevador da arena.

Ainda de acordo com a auditoria, há problemas de drenagem no setor Oeste “com graves consequências na estabilidade da estrutura do estádio”.

Há ainda, entre outras recomendações, pedidos de construção de casa de máquinas para os sistema de ar condicionado, instalação de sistema de extração de fumaça e mudanças em peças da cobertura do estádio com o sistema de condução de águas pluviais sendo refeito.

O escritório Cláudio Cunha terminou suas vistorias na arena em abril, mas a conclusão do relatório e a entrega para a diretoria só aconteceu no segundo semestre.

Apesar de apontar riscos para o público, a auditoria não pede a interdição do estádio ou de setores dele.

O que diz a Odebrecht

Consultada pelo blog, a construtora disse que “reafirma que a arena não tem problemas que coloquem em risco o público, conforme atestam órgãos externos que lá passaram, como Defesa Civil, Ministério Público e subprefeitura, entre outros”.

O que diz o Corinthians

O blog procurou a assessoria de imprensa do Crointhians responsável pela arena para falar sobre o assunto e recebeu a seguinte nota como resposta:

“Todos os itens apontados pela auditoria estão sendo tratados internamente e não trazem qualquer risco aos frequentadores da Arena Corinthians”.

Não vejo tantos fantasmas

Leia o post original por Rica Perrone

Talvez por estar meio desacreditado no ser humano, talvez por ser um cara prático. Mas eu não consigo ver metade dos fantasmas que a maioria vê no caso Jô. Foi mão. Ponto. Gol irregular e fim de conversa. A discussão é:  Ele deveria ter se acusado como fez Rodrigo Caio num lance contra ele uma …

Não vejo tantos fantasmas

Leia o post original por Rica Perrone

Talvez por estar meio desacreditado no ser humano, talvez por ser um cara prático. Mas eu não consigo ver metade dos fantasmas que a maioria vê no caso Jô. Foi mão. Ponto. Gol irregular e fim de conversa. A discussão é:  Ele deveria ter se acusado como fez Rodrigo Caio num lance contra ele uma …

Tinha um são Marcos no caminho corintiano…

Leia o post original por Antero Greco

Pura coincidência, nada além disso. E serve apenas como gozação. Mas justo no dia em que o Palmeiras comemorava 103 anos, não é que aparece um Marcos para travar a vida do Corinthians?! Pois foi um xará do ex-ídolo verde que ajudou o líder a sofrer a segunda derrota no Brasileiro, com o 1 a 0 para o Atlético-GO neste sábado, em Itaquera.

O responsável pela proeza foi o terceiro goleiro do lanterna, que entrou em campo porque Felipe rescindiu contrato e Kléver foi vetado. E esse “são Marcos” pegou tudo e mais um pouco. Não fosse por ele, no mínimo o Corinthians conseguia empate.

Ok, esse foi um aspecto dentre vários que levaram a outro tropeço alvinegro. O Corinthians não fez partida instável, ao contrário daquelas contra Vitória (derrota em casa) e Chapecoense (vitória, fora, em cima da hora).

Mesmo com diversas alterações, até criou muitas oportunidades, merecia melhor sorte e provou, de novo, do veneno que costuma usar: fechar-se bem e usar contragolpe de maneira fatal. Pois da mesma forma que o Vitória uma semana atrás, em Itaquera, o Atlético-GO soube resistir à pressão, não se afobou, contou com um golpe de fortuna, no gol de Gilvan, no início do segundo tempo. Antes, Marcos já brilhava. Dali em diante, foi fenomenal.

O Corinthians mantém folgada vantagem sobre os demais perseguidores. No entanto, duas derrotas e uma vitória no sufoco o tornaram mais real. Aquele do aproveitamento estupendo no primeiro turno estava muito acima da normalidade, impossível manter em torno de 80% de aproveitamento. Nem esquadrões recheados de craques conseguem.

Agora, com três rodadas na parte de volta tem mais pés no chão. Nada, porém, que sinalize pânico, intranquilidade ou medo. As escorregadas servem de advertência e podem ser úteis se as lições forem entendidas. Por exemplo: o excesso de cruzamentos para a área. Um quesito que, em muitos casos, representa nervosismo, algo que o Corinthians não tinha. E precisa tomar cuidado para não ter.

O toque de bola envolvente, a troca de passes, a paciência, a atenção defensiva funcionaram muito bem em 19 rodadas. Serviram como modelo para outros rivais. Não podem ser abandonados agora. Boa oportunidade para Fábio Carille tocar no tema com sua tropa.

Outra questão: os que vêm atrás do Corinthians saberão aproveitar essa outra brecha? Ou vão negar fogo, como fizeram Grêmio, Santos, Palmeiras, Sport na rodada anterior?

A conferir.