Arquivo da categoria: Arena Corinthians

Não vejo tantos fantasmas

Leia o post original por Rica Perrone

Talvez por estar meio desacreditado no ser humano, talvez por ser um cara prático. Mas eu não consigo ver metade dos fantasmas que a maioria vê no caso Jô. Foi mão. Ponto. Gol irregular e fim de conversa. A discussão é:  Ele deveria ter se acusado como fez Rodrigo Caio num lance contra ele uma …

Tinha um são Marcos no caminho corintiano…

Leia o post original por Antero Greco

Pura coincidência, nada além disso. E serve apenas como gozação. Mas justo no dia em que o Palmeiras comemorava 103 anos, não é que aparece um Marcos para travar a vida do Corinthians?! Pois foi um xará do ex-ídolo verde que ajudou o líder a sofrer a segunda derrota no Brasileiro, com o 1 a 0 para o Atlético-GO neste sábado, em Itaquera.

O responsável pela proeza foi o terceiro goleiro do lanterna, que entrou em campo porque Felipe rescindiu contrato e Kléver foi vetado. E esse “são Marcos” pegou tudo e mais um pouco. Não fosse por ele, no mínimo o Corinthians conseguia empate.

Ok, esse foi um aspecto dentre vários que levaram a outro tropeço alvinegro. O Corinthians não fez partida instável, ao contrário daquelas contra Vitória (derrota em casa) e Chapecoense (vitória, fora, em cima da hora).

Mesmo com diversas alterações, até criou muitas oportunidades, merecia melhor sorte e provou, de novo, do veneno que costuma usar: fechar-se bem e usar contragolpe de maneira fatal. Pois da mesma forma que o Vitória uma semana atrás, em Itaquera, o Atlético-GO soube resistir à pressão, não se afobou, contou com um golpe de fortuna, no gol de Gilvan, no início do segundo tempo. Antes, Marcos já brilhava. Dali em diante, foi fenomenal.

O Corinthians mantém folgada vantagem sobre os demais perseguidores. No entanto, duas derrotas e uma vitória no sufoco o tornaram mais real. Aquele do aproveitamento estupendo no primeiro turno estava muito acima da normalidade, impossível manter em torno de 80% de aproveitamento. Nem esquadrões recheados de craques conseguem.

Agora, com três rodadas na parte de volta tem mais pés no chão. Nada, porém, que sinalize pânico, intranquilidade ou medo. As escorregadas servem de advertência e podem ser úteis se as lições forem entendidas. Por exemplo: o excesso de cruzamentos para a área. Um quesito que, em muitos casos, representa nervosismo, algo que o Corinthians não tinha. E precisa tomar cuidado para não ter.

O toque de bola envolvente, a troca de passes, a paciência, a atenção defensiva funcionaram muito bem em 19 rodadas. Serviram como modelo para outros rivais. Não podem ser abandonados agora. Boa oportunidade para Fábio Carille tocar no tema com sua tropa.

Outra questão: os que vêm atrás do Corinthians saberão aproveitar essa outra brecha? Ou vão negar fogo, como fizeram Grêmio, Santos, Palmeiras, Sport na rodada anterior?

A conferir.

 

Há 28 anos começava uma história de vida!

Leia o post original por Craque Neto

Se hoje tenho um nome marcado com o Corinthians – e muita gente me ama e odeia por isso – tudo começou em uma quinta-feira, dia 27 de julho de 1989. Há 28 anos o Timão recebia o Tiradentes do Distrito Federal no Pacaembu pela Copa do Brasil. Pouco mais de 11 mil torcedores estavam por lá. O técnico corintiano era o ídolo Palhinha. Do outro lado estava comandando os visitantes o Dadá Maravilha. Ele mesmo! O artilheiro Dadá! Eu fazia apenas minha segunda partida com a camisa alvinegra. E logo de cara, para minha alegria, uma baita goleada de […]

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Saiba o que Odebrecht não fez ou fez errado em Itaquera segundo auditoria

Leia o post original por Perrone

Auditoria feita pelo escritório Cláudio Cunha Engenharia Consultiva afirma que a Odebrecht deixou de realizar aproximadamente R$ 151,4 milhões em obras na arena Corinthians. O estudo também avalia em cerca de R$ 63,5 milhões o que o clube precisará gastar para refazer trabalhos malfeitos pela empresa no estádio. Além desses R$ 214,9 milhões, o relatório aponta que a construtora deveria pagar multa de R$ 23 milhões por não entregar a obra no prazo combinado.

Procurada, a Odebrecht diz desconhecer o levantamento e afirma ter cumprido integralmente o contrato e seus aditivos (a resposta completa está no final do post).

Outra auditoria, feita pelo escritório de advocacia Molina & Reis havia calculado em pelo menos cerca de R$ 20o milhões a soma dos valores de obras não executadas e que precisarão ser feitas novamente.

O novo trabalho foi entregue ao presidente corintiano, Roberto de Andrade, e repassado à comissão de conselheiros que estuda o caso. Em setembro, o Conselho Deliberativo deverá se reunir para conhecer a opinião da comissão e decidir o que vai recomendar à diretoria em relação ao imbróglio. Muitos conselheiros querem que o clube leve o caso para uma câmara de arbitragem prevista em contrato.

A auditoria aponta a drenagem como um dos pontos críticos da arena. O cálculo é de que serão necessários cerca de R$ 20 milhões para refazer trabalhos de drenagem e terraplenagem.

Por sua vez, o acabamento é responsável pela maior parte da quantia de obras que a Odebrecht teria deixado de fazer. São aproximadamente R$ 92,2 milhões.

Os auditores sugerem em seu relatório que o clube entregue o caso a especialistas das áreas financeiras e jurídicas, além de recomendar que o Corinthians monte um planejamento para fazer o que falta ou o que precisar ser refeito, mas sem a ajuda da Odebrecht. O cenário apontado como ideal é que outra construtora faça o novo serviço.

Abaixo, veja os valores referentes ao que a auditoria levantou de problemas na arena.

O que precisa ser refeito de acordo com a auditoria (valores aproximados)

Drenagem e terraplenagem – R$ 20,04 milhões

Estrutura de concreto – R$ 2,1 milhões

Acabamentos – R$ 19,14 milhões

Instalações prediais – R$ 12,1 milhões

Ar condicionado e instalações mecânicas – R$ 4,2 milhões

Acessos e estacionamentos – R$ 1,1 milhão

Cobertura – R$ 1,8 milhão

Urbanização e paisagismo – R$ 3 milhões

 

O que deixou de ser executado segundo a auditoria

Drenagem e terraplenagem – R$ 1,76 milhão

Fundações e contenções – R$ 14,89 milhões

Estrutura de concreto – R$ 254,8 mil

Acabamentos – R$ 92,25 milhões

Instalações prediais – R$ 14,9 milhões

Sistemas eletrônicos – R$  17,65 milhões

Ar condicionado e instalações mecânicas – R$ 2,1 milhões

Acesso e estacionamentos – R$ 4 milhões

Urbanização e paisagismo – R$ 3,6 milhões

O que diz a Odebrecht

Por meio de sua assessoria de imprensa, a Odebrecht disse desconhecer o resultado da auditoria. Afirmou também que a Cláudio Cunha Engenharia Consultiva, responsável trabalho, não está credenciada na associação de classe que reúne os principais auditores do país (abaixo leia a resposta da empresa).

A construtora também declara ter cumprido rigorosamente o contrato e seus aditivos para a construção da arena limitando em R$ 985 milhões o valor da obra, conforme acordado entre as partes. Diz também que pode comprovar que as obras não executadas foram compensadas por outras pedidas pelo Corinthians e que seriam mais importantes na visão do clube a fim de não estourar o valor de R$ 985 milhões.

Alega ainda que entidades independentes atestaram o avanço físico da obra e que possui completo material comprobatório do investimento que fez na arena corintiana. Segundo a Odebrecht, o estádio alvinegro tem um dos mais baixos custos por metro quadrado entre os construídos para a Copa de 2014.

Por fim, a construtora diz que sugeriu ao fundo responsável pela arena a contratação de uma grande empresa especializada para auditar a construção. Oderecht e Corinthians integram o fundo.

Resposta da Cláudio Cunha Engenharia Consultiva

Cláudio Cunha, que empresa seu nome à empresa responsável pela auditoria, foi ouvido pelo blog após a Odebrecht afirmar que seu escritório não faz parte de associação que reúne os principais auditores do país.

“Sou profissional registrado no CREA (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia) e não preciso fazer parte de todas as associações da classe do país para exercer meu trabalho. A auditoria foi feita com a participação de ouras oito empresas especializadas nas diferentes disciplinas relacionadas à obra. É isso que a Odebrecht deveria ter feito, colocado especialistas independentes para fiscalizar os trabalhos mensalmente. Se tivesse feito isso, a obra não teria os problemas que tem. Ela pode contratar uma auditoria da confiança dela para ver se não vão concordar com nosso trabalho. Nós fomos escolhidos porque, além da nossa experiência, não temos nenhum vínculo com a Odebrecht”, afirmou Cunha.

Ele se recusou a dar entrevista sobre dados da auditoria obtidos pelo blog, alegando confidencialidade do trabalho.

Empresa não consegue entregar auditoria da Arena Corinthians para Andrade

Leia o post original por Perrone

A empresa Cláudio Cunha Engenharia Consultiva encontra dificuldades para entregar ao presidente corintiano o relatório da auditoria que  fez na Arena Corinthians. No último dia 12 foi feita a solicitação para o dirigente receber o documento, mas quase um mês depois os responsáveis pelo trabalho não conseguiram se encontrar com o cartola.

A demora é significativa porque o resultado da auditoria é aguardado para o clube saber se a Odebrecht cumpriu integralmente o contrato ou se ela deixou de fazer obras previstas e ainda se parte dos trabalhos terá que ser refeita.

Ou seja, enquanto o relatório não for lido pelos corintianos, o clube não pode tomar atitudes contra eventuais prejuízos.

De acordo com a assessoria de imprensa do Corinthians, “o encontro ainda não aconteceu por divergência de agenda. Provavelmente acontecerá na semana que vem.”

Conselheiros que integram a comissão formada para discutir a situação da arena se queixam da demora, pois o trabalho deles também depende da auditoria.

A análise da Cláudio Cunha aponta questões de engenharia e arquitetura. Uma outra auditoria, feita pelo escritório de Advocacia Molina & Reis avalia que a construtora deixou de fazer pelo menos cerca de R$ 200 milhões em obras no estádio.

Por sua vez, a Odebrecht diz que cumpriu o contrato e que alguns itens não foram executados porque o acordo permitia a substituição deles.

A demora para o recebimento do relatório produzido pela Cláudio Cunha não é o primeiro que marca a auditoria. O encerramento do trabalho aconteceu com pelo menos cerca de um ano de atraso. A empresa alegou principalmente a dificuldade em obter documentos junto a Odebreht. A construtora afirmava que parte da documentação era protegida por sigilo contratual.

 

Grama de Itaquera está no limite, mas Corinthians só vai trocar em dezembro

Leia o post original por Perrone

A Arena Corinthians (Crédito: Ronny Santos/Folhapress)

Outrora considerado modelo, o gramado da Arena Corinthians apresenta neste ano queda de qualidade. O alerta foi dado em maio pelo goleiro Cássio, que em entrevista se queixou de excesso de umidade por baixo da grama.

Ao blog, Roberto Gomide, presidente da World Sports, responsável pelo campo corintiano, confirmou o problema. Segundo ele, por falta de tempo para deixar o estádio sem jogos por pelo menos um mês, de preferência em período de temperaturas mais baixas, não foi feito um trabalho que retira substâncias causadoras da umidade.

“O ideal é que essa manutenção específica seja feita uma vez por ano, mas nunca houve tempo para isso. Avisamos ao clube que o problema chegou no limite.  Estamos tentando conseguir uma data. Existe um consenso (entre empresa e Corinthians) de que o trabalho é necessário, mas é difícil encontrar espaço no calendário. Não há recusa do clube em fazer”, afirmou Gomide.

O Corinthians não pretende deixar de jogar na Arena para arrumar o gramado antes do final do ano. “A revitalização do campo será feita em dezembro”, disse Lúcio Blanco, gestor da arena, ao ser indagado sobre o assunto.

“Vamos fazer testes, ver a reação da grama e levaremos até onde der”, disse Gomide sobre a intenção corintiana de não executar o trabalho agora.

O acúmulo de umidade torna a grama escorregadia. “Isso dificulta até para você ter uma segurança de se manter firme”, afirmou Cássio no momento em que criticou o campo.

Se a manutenção for feita apenas em dezembro, além de adiar a solução do problema, ela acontecerá fora do período ideal, que é pouco antes do inverno ou durante ele, como agora. Isso porque praticamente toda a grama natural será retirada para a limpeza e a que será replantada se desenvolve melhor no inverno. Só os fios sintéticos irão permanecer.

Sobe críticas como as de Cássio, Gomide diz que os jogadores precisam entender que  “a grama é um ser vivo e precisa de cuidados”.

Depois que conseguir fazer a manutenção, a World Sports irá tentar repetir o trabalho a cada dois anos, já que fazer essa limpeza anualmente parece ser impossível por causa do pouco tempo sem jogos durante as temporadas.

O problema no gramado não parece afetar o desempenho do time alvinegro em sua casa. Neste ano, a equipe só foi derrotada em Itaquera pelo Santo André, por 2 a 0, no Campeonato Paulista.

 

Promotor denunciado por Haddad diz que nunca viu Andrés e fala em processo

Leia o post original por Perrone

O promotor Marcelo Camargo Milani (Patrimônio Público e Social) afirmou ao blog que deve entrar com ação por calúnia, difamação e danos morais contra Fernando Haddad por conta de imbróglio envolvendo a Arena Corinthians.

O ex-prefeito de São Paulo escreveu no site da “Revista Piauí” ter sido informado, no final de sua gestão, de que Milani teria pedido propina de R$ 1 milhão para não entrar com ação na Justiça que contestava a emissão dos Cids (Certificados de Incentivo ao Desenvolvimento), usados para ajudar o clube alvinegro a pagar pela construção de seu estádio. Milani já havia ingressado com a ação, que atingia o então prefeito Gilberto Kassab, quando Haddad teria sido informado do suposto ato ilegal cometido pelo promotor.

“A afirmação dele (Haddad) é absolutamente mentirosa. Ele tornou público um factoide sem prova nenhuma. Afirmou que ouviu dizer alguma coisa e jogou meu nome na lama. Vou entrar com um processo contra ele. Estou analisando com meus advogados qual é o melhor caminho”, disse Milani ao blog.

Haddad não revelou em seu texto quem fez a acusação, porém, segundo a “Folha de S.Paulo”, a informação foi dada pelo deputado federal Andrés Sanchez (PT-SP), ex-presidente do Corinthians.

“Sabe quantas vezes vi o Andrés pessoalmente? Nenhuma. Só pela televisão. E parece que ele já disse (ao Ministério Público) que não falou nada sobre isso”, afirmou Milani. O ex-presidente corintiano não fala com o blog, por isso não pôde ser ouvido sobre o assunto.

Haddad escreveu também que depois de ouvir a denúncia informou a corregedoria do MP sobre o caso e que passou a ser perseguido desde então por Milani.

O promotor, porém, nega que tenha ficado sabendo sobre o ex-prefeito ter acionado os corregedores do Ministério Público antes da revelação feita na “Piauí”.

 “Não existe perseguição. A ação dos Cids foi antes de ele ser eleito. Não é nada com ele. Entrei com outras cinco ações civis contra Haddad, mas não assinei nenhuma sozinho. Uma por causa da indústria das multas, outra pela ciclovia mais cara que já vimos, uma por causa da roubalheira no Teatro Municipal…”, declarou o promotor.

Informada pelo blog da intenção de Milani de processar o ex-prefeito, a assessoria de Haddad disse que ele não acusou o promotor. Afirmou que ele recebeu uma informação e acionou a corregedoria do Ministério Público, pois se não fizesse isso poderia ser acusado de prevaricação. Assim, entende que não houve calúnia e difamação.

O Ministério Público foi derrotado em primeira instância na ação em que pedia que os Cids fossem declarados ilegais e recorreu da decisão.

Os certificados de incentivo são papéis negociados pelo fundo que administra a arena. Os compradores usam os documentos para abater parte de seus impostos e o dinheiro da comercialização ajuda o Corinthians a pagar a construção da arena. São cerca de R$ 465 milhões em Cids autorizados pela prefeitura.

Após série de adiamentos, termina auditoria na Arena Corinthians

Leia o post original por Perrone

Após uma sequência de adiamentos, o escritório Cláudio Cunha Engenharia Consultiva considera concluída auditoria relativa às questões arquitetônicas e de engenharia na Arena Corinthians.

O relatório deve ser entregue à direção alvinegra na próxima quarta-feira.

Apesar de os detalhes serem mantidos em sigilo, o blog apurou que o trabalho deve apontar cerca de R$ 200 milhões em obras não feitas ou que precisam ser refeitas pela Odebrecht, como indicou auditoria anterior, mais concentrada em contratos, feita pelo escritório de advocacia Molina & Reis. A Odebrecht não reconhece esse valor.

Só em 2017 a entrega da auditoria foi adiada quatro vezes. O atraso supera oito meses e foi provocado, primeiro, pela dificuldade na obtenção de documentos considerados sigilosos pela Odebrecht, e, depois, pela complexidade da análise de boa parte deles.

O Corinthians aguarda o relatório para analisar se a Odebrecht cumpriu integralmente o contrato entre as partes, o que a construtora afirma ter feito.