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Corinthians rejeita pedido da Caixa e impede trato para retomar pagamento

Leia o post original por Perrone

Com Dassler Marques, do UOL, em São Paulo

O Cori (Conselho de Orientação do Corinthians) rejeitou nesta segunda (28) exigência da Caixa Econômica encaminhada ao órgão pelo presidente do clube, Roberto de Andrade, para que as receitas do programa de sócio-torcedor do alvinegro passassem a ser entregues para o banco. O dinheiro seria usado para quitar parte da dívida pela construção da arena em Itaquera.

Com a decisão, a proposta não será nem encaminhada ao Conselho Deliberativo, que daria a palavra final sobre o caso.

A recusa dificulta ainda mais o acordo com o banco para que o clube volte a pagar, por meio do fundo responsável pela operação, as prestações referentes aos R$ 400 milhões financiados pelo BNDES por intermédio da Caixa para o pagamento da obra do estádio. Em 2016, o Corinthians obteve autorização para pagar somente juros e, posteriormente, nem isso até pelo menos abril de 2017 enquanto negocia redução no valor das prestações e aumento no prazo para quitar a dívida.

Apesar de o acordo ter sido costurado pela diretoria, havia na direção quem fosse contra comprometer mais receitas para pagar a dívida. É o caso de André Luiz de Oliveira,  o André Negão, que participou da reunião do Cori por ser o presidente em exercício do clube já que Andrade se afastou do cargo para viajar.

“Nós queremos pagar as prestações, mas no valor atual não conseguimos. Estamos pedindo para reduzirem o valor (aumentando o prazo) e eles pediram mais uma garantia (as receitas do Fiel Torcedor). Não concordo porque eles já têm uma garantia (rendas das partidas). Se não aceitarem sem (o cumprimento da nova exigência), vão continuar sem receber, o que não é a nossa vontade”, disse o dirigente. Ele não teve direito a voto por não ser membro do órgão, no qual a situação é maioria. O cartola também afirmou não saber de cabeça qual o valor atual da prestação.

Pelo modelo vigente, toda a receita de bilheteria nos jogos da equipe precisa ser repassada para o pagamento das prestações. Um dos motivos que levaram os integrantes do Cori a rejeitar a cessão das receitas do Fiel Torcedor foi o entendimento de que o clube ficaria ainda mais sufocado financeiramente. O repasse do dinheiro referente ao programa criado para os torcedores seria retido até que fossem atingidos R$ 50 milhões. A receita poderia ser liberada em março de 2019 caso 12 prestações seguidas fossem pagas sem atraso.

Outros argumentos usados foram que houve pouco tempo para analisar o tema e que o assunto não havia passado pela comissão do Conselho Deliberativo encarregada de analisar casos que envolvem a arena.

Pré-candidatos de oposição à presidência corintiana, os conselheiros Romeu Tuma Júnior e Osmar Stabile cobraram antes da reunião que membros do Cori não aprovassem a medida.

Uma das leituras feitas por integrantes do órgão é de que a diretoria agora está numa situação confortável, pois pode dizer para a Caixa que tentou aprovar a condição exigida por ela, mas que não obteve autorização. Quem pensa assim crê que a direção não queria aceitar a exigência.

Corinthians discute usar receitas do Fiel Torcedor em dívida da arena

Leia o post original por Perrone

O Corinthians costurou acordo com a Caixa Econômica Federal e a Odebrecht para quitar parte da dívida pela construção de seu estádio com as receitas obtidas pelo Fiel Torcedor, seu programa de sócios para o futebol.

O blog obteve cópia da convocação de reunião do Cori (Conselho de Orientação), marcada para a próxima segunda. No documento, o presidente Roberto de Andrade explica que a operação trata de refinanciamento referente à construção do estádio.

Ele informa que a convocação é para submeter ao Cori a “seguinte condição exigida pela Caixa Econômica Federal: “Cessão da totalidade das receitas presentes e futuras provenientes do Programa Fiel Torcedor até atingir um montante igual a R$ 50 milhões, podendo ser liberada a partir de março/19 caso tenham sido pagos 12 meses consecutivos de prestação mensal não customizada (juros mais amortização) e sem atrasos”.

Em 2017, até 30 de junho. o alvinegro arrecadou R$ 9,2 milhões com Fiel Torcedor, loterias e premiações, de acordo com seu balancete oficial. Essas receitas são calculadas juntas.

Atualmente, o clube é obrigado a dar toda a sua receita de bilheteria para quitar o financiamento de R$ 400 milhões feito junto ao BNDES por meio da Caixa. No novo formato, teria que  dar também o dinheiro obtido com as mensalidades pagas pelos sócios-torcedores.

Porém, enquanto negociava uma nova condição, passou a pagar desde abril de 2016, através do fundo responsável pela operação, só juros. Em novembro de 2016,  a Caixa autorizou que nem os juros fossem pagos durante as negociações até abril de 2017.

Andrade também pediu que, caso o Cori aprove o acordo, o assunto seja imediatamente encaminhado para o Conselho Deliberativo dar ou não seu aval a fim de que o clube possa dar rápida resposta para a Caixa. Sem as aprovações o trato não será feito.

Por motivo de viagem, Andrade será representado na reunião por André Luiz Oliveira, 1º vice e presidente interino na ausência de Roberto. “Não sei detalhes do acordo ainda. Ainda vou ver isso. O que sei é que a Caixa pede mais uma garantia de pagamento para nós”, afirmou o dirigente.

O tema já gera polêmica no Parque São Jorge. Parte dos integrantes do Cori teme que a mudança faça com que o clube não consiga mais substituir a Omni, responsável pelo Fiel Torcedor e alvo de críticas de conselheiros.

Conselho corintiano quer decidir sobre problemas na arena em setembro

Leia o post original por Perrone

Após dificuldade inicial, o escritório Cláudio Cunha Engenharia Consultiva conseguiu entregar a auditora que fez sobre a Arena Corinthians para a diretoria. Agora, a comissão de conselheiros que analisa a situação do estádio espera receber o documento das mãos do presidente Roberto de Andrade nesta semana.

Já há até previsão para o grupo apresentar seu trabalho sobre o tema ao Conselho Deliberativo. O presidente do órgão e integrante da comissão de analista, Guilherme Gonçalves Strenger promete marcar essa apresentação para a primeira quinzena de setembro.

O grupo vai opinar se a Odebrecht cumpriu ou não o contrato com o clube. Ou seja, se fez tudo que se comprometeu a fazer na arena. Já há outra auditoria, do escritório de advocacia Molina & Reis que aponta R$ 200 milhões em obras não feitas ou que precisam ser refeitas. A construtora nega ter cometido falhas.

A comissão também pretende indicar uma solução para o impasse, que deve ser colocada em votação pelo Conselho Deliberativo. Se a provada, a recomendação será enviada ao presidente do clube. Não acatar a decisão do conselho seria para Andrade comprar uma grande briga no final do seu mandato com possíveis reflexos na eleição de seu sucessor.

Já existe uma corrente na comissão de estudos que defende que o conflito com a Odebrecht via câmara de arbitragem.

Corinthians vencerá o Flamengo em Itaquera.

Leia o post original por Nilson Cesar

O Corinthians está vivendo um grande momento. O seu treinador Carille é sem dúvida um dos grandes responsáveis. Domingo tem um jogo extremamente importante contra o Flamengo na Arena de Itaquera. Irá vencer por 2 x 0,. O elenco do Flamengo é superior ao do Corinthians, mas o Corinthians é muito mais time. Sabe o que quer e o que faz dentro de campo. Flamengo vai brigar pela Copa do Brasil e estará entre os seis primeiros no campeonato brasileiro. Podem me cobrar semana que vem . O torcedor do Flamengo que não fique bravo comigo, mas vai dar Corinthians. Estarei narrando esse jogão na Jovem Pan.

Justiça exime Corinthians de pagar por celular furtado na arena

Leia o post original por Perrone

Em decisão publicada nesta terça no diário oficial de São Paulo, a Justiça eximiu o Corinthians de indenizar um homem que disse ter tido seu celular furtado na arena do clube. O resultado foi em primeira instância e cabe recurso.

Márcio Carvalho Atienza entrou com ação no valor de R$ 5 mil em outubro do ano passado alegando que percebeu a subtração de seu Iphone 6 de seu bolso enquanto estava dentro do estádio corintiano. Ele entendia que o clube tinha a obrigação de cobrir o prejuízo, mas a juíza Marina San Juan Melo, do Juizado Especial Cível, julgou o pedido improcedente.

Ela afirma que em nenhum momento o Corinthians assumiu o dever de guarda do telefone ou dos pertences do autor da ação, por isso não pode ser responsabilizado. Também declara que o fato de existirem câmeras de vigilância na arena não pressupõe a obrigação do clube de zelar pelos bens dos frequentadores.

Corinthians busca evolução com posse de bola

Leia o post original por Flavio Prado

(Foto Fernando Dantas/Gazeta Press)

O grande desafio do Corinthians no Campeonato Brasileiro é melhorar nos jogos em que terá que trabalhar com mais posse de bola.

O time foi testado e aprovado nos jogos em que pode se defender e jogar no contra-ataque, mas ainda sofre para propor jogo, a estreia contra a Chapecoense foi um desafio.

O time de Vágner Mancini não ficou atrás o tempo todo, nem é essa a característica do treinador, mas a iniciativa do jogo era do Corinthians e o time sofreu para criar.

O Corinthians de 2017 lembra o time de 2014 de Mano Menezes. Naquele ano, o Corinthians venceu os dois jogos contra o campeão Cruzeiro e teve ótimo desempenho contra os times da parte de cima da tabela, mas tropeçou muito contra os times mais fracos, na campanha do quarto lugar, o time tropeçou em casa com Figueirense, Botafogo(rebaixado em 14), Bahia, Coritiba e Chapecoense.

Fábio Carille devolveu ao Corinthians a força defensiva, perdida no segundo turno do Brasileiro de 2016, o próximo passo é tentar melhorar com a bola no pé, o time tem bons momentos durante o jogo, principalmente com triangulações pelos lados, mas precisa ser mais constante neste quesito.

Insistam!

Leia o post original por Rica Perrone

O rubro-negro vai dormir puto, é natural. Perdeu na Libertadores e mesmo sendo bem razoável a derrota lá como foi no Chile, há um sentimento de frustração nos dois jogos pelo que foi apresentado. E então eu lhes digo: insistam! Não desistam, não procurem vilões, nem atormentem o clube por resultados absolutamente comuns. Não transforme …

Por que é arriscado para o Corinthians um acordo com a Odebrecht agora?

Leia o post original por Perrone

Como mostrou o UOL Esporte, a Odebrecht pretende chegar a um acordo com o Corinthians para deixar o fundo responsável pela arena do clube. Porém, uma série de fatores torna essa saída arriscada para o alvinegro.

O principal deles é o fato de ainda não ter sido entregue o relatório da auditoria feita pelo escritório Cláudio Cunha Engenharia Consultiva. Ela analisa se a Odebrecht cumpriu o contrato na íntegra dos pontos de vista de engenharia e arquitetura.

Pelo esboço do acordo apresentado verbalmente pela construtora a dirigentes alvinegros, a Odebrecht perdoaria parte da dívida do Corinthians e sairia com um prejuízo de R$ 200 milhões, pelas contas dela. Esse é o valor aproximado que outro relatório, produzido pelo escritório de advocacia Molina & Reis, aponta como equivalente ao que a Odebrecht teria deixado de fazer ou que precisa ser refeito no estádio. Só que o documento foi produzido sem os dados do trabalho comandado por Cláudio Cunha, que não ficou pronto a tempo.

Ou seja, com os dois relatórios o resultado pode ser de um valor superior aos R$ 200 milhões. Assim, se aceitar o acordo antes de a conclusão da segunda auditoria ser entregue, o Corinthians corre o risco de não poder cobrar a construtora por montantes superiores aos R$ 200 milhões. A Odebrecht afirma ter cumprido o contrato na íntegra.

Se forem comprovadas as centenas de milhões de reais equivalentes a trabalhos não feitos ou insatisfatórios, a construtora estaria perdoando uma dívida que de fato não existe.

Outra questão é a Lava Jato. Antes do fim das investigações, o clube não pode medir o tamanho de eventuais prejuízos que teve com supostas operações ilegais envolvendo sua arena e seus dirigentes, se elas forem comprovadas. Planilhas do setor de propinas da construtora ligam o estádio a pagamentos irregulares para pessoas ainda não identificadas. Além disso, em sua deleção, Marcelo Odebrecht citou doação por meio de caixa 2 para a campanha a deputado de Andrés Sanchez, segundo a Folha de S.Paulo. O ex-presidente corintiano nega o recebimento de dinheiro ilegal.

Assim, conselheiros do clube defendem que nenhum acordo seja assinado com a Odebrecht antes do fim das investigações da Lava Jato.

Outro ponto que gera incertezas para o clube é o fato de a Odebrecht, pela proposta inicial, deixar de ser a garantidora do empréstimo feito pela Caixa junto ao BNDES para financiar a construção. Nesse caso, ela retiraria as garantias que deu ao banco e o clube teria que encontrar outra forma de garantir o pagamento. Só que a Caixa e outros bancos não enxergam com bons olhos garantias dadas por clubes, tanto que a Odebrecht precisou dar as suas.

Por fim, conselheiros corintianos também se incomodam com a possibilidade de a Odebrecht sair do negócio como boa moça, supostamente perdoando parte do débito corintiano, apesar da suspeitas do clube de que ela não cumpriu em 100% o combinado.

 

Corinthians promete apuração na arena após pouco fazer diante de alertas

Leia o post original por Perrone

Na última quinta, a diretoria corintiana divulgou nota em seu site afirmando o seguinte:

“O Sport Club Corinthians Paulista, tendo tomado conhecimento de trechos da delação do sr. Marcelo Odebrecht que envolvem a Arena Corinthians, vem a público reforçar que quaisquer irregularidades ou desvios de conduta, constatados por autoridades ou não, serão devidamente apurados pelo clube, que tomará todas as providências para resguardar seus direitos e buscar a punição dos responsáveis, bem como diligenciará para garantir que todos os prejuízos causados ao clube e à arena sejam devidamente ressarcidos”.

O comunicado contrasta com a maneira como a direção lidou até aqui com alertas sobre supostas irregularidades e eventuais prejuízos causados ao alvinegro por conta da obra do estádio e pedidos para que questionasse a Odebrecht na Justiça ou em corte de arbitragem.

Na maioria das vezes o clube não reagiu. São inúmeros os relatos de pessoas que fizeram alertas e se sentiram ignoradas pela diretoria.

Em setembro de 2015, Anibal Coutinho, arquiteto responsável pelo projeto da arena, enviou e-mail para Roberto de Andrade alertando o dirigente para a suposta existência de um esquema fraudulento envolvendo o estádio. Ele apontou que o fundo responsável por administrar a arena aceitou relatórios da Odebrecht que atestavam a conclusão das obras um ano antes de a própria construtora declarar os trabalhos encerrados.

O caso foi revelado pelo blog em outubro de 2016. Na ocasião, por meio de sua assessoria de imprensa, Andrade, respondeu que a direção corintiana estava “tomando providências junto aos responsáveis pela gestão da arena”. Isso cerca de um ano após a denúncia ser feita.

Também em 2015, Coutinho apresentou extenso relatório no qual descreveu cenário de caos, desrespeito e descalabro, afirmando que a Odebrecht não havia feito trabalhos previstos em contrato ou realizado outros com baixa qualidade, o que a construtora nega.

Ele ainda listou prejuízos ao Corinthians e pediu imediata apuração dos fatos. Na ocasião, procurado pela Folha de S.Paulo para comentar o relatório, Andrés Sanchez, principal responsável pelo estádio no clube, não quis se pronunciar. Deputado federal pelo PT-SP, ele é citado em planilha entregue pela Odebrecht ao Ministério Público como recebedor de R$ 3 milhões em caixa 2 de campanha. O ex-presidente corintiano nega ter recebido dinheiro de forma irregular.

Nenhuma medida enérgica foi tomada pelo clube após a entrega do relatório feito por Coutinho.

A Odebrecht deu a obra por encerrada em setembro de 2015. Pressionada pelo relatório do arquiteto, a diretoria, então esclareceu que esperaria a conclusão de auditoria que verificaria dos pontos de vista arquitetônico e de engenharia se a construtora cumpriu o contrato. O trabalho dos auditores só começou no segundo semestre do ano seguinte e ainda não foi concluído.

No final de 2016, em novembro, Guilherme Gonçalves Strenger, presidente do Conselho Deliberativo do Corinthians disse que pediria a Andrade que tomasse medidas judiciais contra a Odebrecht. Até agora, a questão não foi levada aos tribunais e nem para a arbitragem.

Em dezembro de 2016, relatório apresentado por comissão de conselheiros do clube destacou desequilíbrio na relação entre Corinthians e Odebrecht. A conclusão foi de que a construtora sempre contou com profissionais altamente especializados para discutir pontos divergentes, enquanto o clube não montou uma estrutura no mesmo nível para enfrentar a empresa quando necessário.

Outro relatório, feito pelo escritório Molina & Reis, concluiu em janeiro de 2017 que a construtora deixou de executar cerca de R$ 200 milhões em obras na arena, fato contestado pela empresa. O clube seguiu aguardando a auditoria técnica.

A diretoria só chegou a endurecer o jogo com a Odebrecht no final de 2016, após novos problemas na arena se tornarem públicos. O Corinthians trocou cartas e notas ásperas com a empresa e chegou a impedir a ação dela na reparação de um dos defeitos, mas depois autorizou o serviço.

Nesse cenário, pelo menos parte das pessoas que fizeram alertas ao presidente corintiano sobre a situação leu com indignação a nota em que ele promete apurar eventuais desvios de conduta.

Na manhã desta sexta, o blog telefonou para Andrade, mas ele não atendeu à ligação.