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Corinthians vê Odebrecht disposta a acordo e garantia para Caixa como “nó”

Leia o post original por Perrone

Com Dassler Marques, do UOL, em São Paulo

A diretoria do Corinthians acredita que a Odebrecht tem interesse num acerto para considerar quitada a dívida do clube com ela, mas vê como entrave para fechar o negócio a falta de garantias do clube para dar a Caixa Econômica Federal.

Num dos modelos de acordo idealizados, o clube daria os Cids (Certificados de Incentivo ao Desenvolvimento), avaliados em mais de R$ 450 milhões, como parte do pagamento pela construção de sua arena. Além disso, descontaria cerca de R$ 151,4 milhões referentes a obras que não teriam sido feitas de acordo com o escritório Cláudio Cunha Engenharia Consultiva, aproximadamente R$ 63,5 milhões relativos a trabalhos que precisam ser refeitos e mais multa de R$ 23 milhões por não finalizar o estádio no prazo. A dívida com a construtora hoje é avaliada pelo clube em cerca de R$ 976 milhões.

Essa proposta de acordo foi sugerida pela comissão do Conselho Deliberativo que analisou a situação da arena. Ela propõe que, a partir da negociação com a Odebrecht, o clube assuma sozinho a dívida pelo financiamento de R$ 400 milhões junto ao BNDES. Nesse caso, a Odebrecht retiraria as garantias que deu para a Caixa, intermediária do financiamento, e o alvinegro teria que apresentar outras no lugar. E aí que está o nó.

Em reunião do Cori (Conselho de Orientação do Corinthians), na última terça, Emerson Piovezan, diretor financeiro alvinegro, afirmou que a Odebrecht está disposta a fazer um acordo, mas que a dificuldade é encontrar garantias para dar a Caixa, além de algumas que já foram dadas pelo clube.

Recentemente, o Cori rejeitou proposta que dava as receitas do programa do Fiel Torcedor, seu programa de sócios para o futebol, como garantia para a Caixa numa operação que mudaria a forma de pagamento do financiamento dos R$ 400 milhões, sem envolver acordo de quitação com a construtora.

Por mensagem de celular, o blog pediu a Piovezan uma entrevista para falar sobre o assunto, porém ele não respondeu.

Já a Odebrecht afirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, que não tem informações sobre o tema acordo e que não participa das reuniões do Cori.

A construtora nega que tenha desrespeitado o contrato para a construção da Arena Corinthians.

Sobre os Cids, em março deste ano, tinham sido negociados R$ 42,5 milhões. A maioria foi comprada por consórcios com a participação da Odebrecht. Na ocasião, havia contratos que garantiam a negociação de papéis no valor de R$ 70 milhões com companhias desvinculadas da construtora. Quem compra os certificados, com desconto no valor de face, usa os documentos para quitar impostos municipais.

Dívida por Arena Corinthians cresceu R$ 100 mi em 6 meses, segundo comissão

Leia o post original por Perrone

De acordo com dados obtidos pela comissão de conselheiros responsável por analisar auditorias na Arena Corinthians, a dívida pela construção do estádio subiu R$ 100 milhões nos últimos seis meses.

Pelo levantamento, o débito era de cerca de R$ 1,2 bilhão em fevereiro deste ano. Mas em agosto o número chegou a aproximadamente R$ 1,3 bilhão. O acréscimo se deve basicamente a pagamentos não feitos com autorização da Caixa e  juros.

Por considerar o montante impagável nos moldes do acordo vigente, a comissão sugeriu em reunião do Conselho Deliberativo na última segunda (25), a formatação de um novo acordo com as partes envolvidas:  Odebrecht, BNDES, que financiou R$ 400 milhões, e Caixa Econômica Federal, intermediária, desse financiamento. A diretoria já tenta um acordo para mudar a forma de pagamento.

Em relação à construtora, a sugestão é que seja negociado um abatimento levando-se em conta auditoria feita pelo escritório Cláudio Cunha Engenharia Consultiva.

Como antecipou o blog, o  estudo aponta que a Odebrecht deixou de realizar cerca de R$ 151,4 milhões em obras e que o custo para refazer trabalhos que teriam sido malfeitos chegaria a aproximadamente R$ 63,5 milhões. Além disso, a Odebrecht teria que pagar por volta de R$ 23 milhões em multa por atrasar a entrega do estádio. A construtora, no entanto, diz que cumpriu na íntegra o contrato e seus aditivos. Afirma ainda não ter recebido o resultado da auditoria.

Em abril do ano passado o Arena Fundo de Investimento Imobiliário, que fica com as rendas dos jogos na arena para efetuar os pagamentos, foi autorizado pela Caixa a suspender a quitação das parcelas por conta da negociação de um novo formato para pagamento.  Só juros passaram a ser pagos.  Em novembro de 2016, a Caixa autorizou que nada fosse pago até abril de 2017.

Em sua apresentação ao conselho, a comissão afirmou que teve dificuldades para receber documentos da Odebrecht e que a diretoria não entregou parte dos papéis solicitados. Isso teria limitado o estudo.

Às 16h09 desta terça, o blog enviou mensagem de celular para o diretor financeiro do Corinthians, Emerson Piovezan, indagando sobre o aumento de R$ 100 milhões da dívida, mas não obteve resposta até a publicação deste post. Ele também não respondeu qual a situação atual do acordo com a Caixa e dos pagamentos.

Candidato corintiano diz que arena é inacabada e teve gastos desnecessários

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Antonio Roque Citadini, um dos candidatos de oposição à presidência do Corinthians na eleição de fevereiro de 2018, classifica em seu material de campanha a Arena Corinthians como inacabada e mais cara do que necessário. A afirmação faz parte do plano de ação divulgado no site da candidatura (www.corinthiansmaisforte.com.br) lançado nesta semana.

“Possuímos uma arena moderna, mas não concluída. Ela apresenta falhas de construção e investimentos acima do necessário e esperado. Nossa arena infelizmente ainda não é usada em todo o seu potencial”, diz o candidato. Citadini integra a comissão de conselheiros que analisou as auditorias feitas na arena e que na próxima segunda vai dar seu parecer ao Conselho Deliberativo sobre o que deve ser feito.

A Odebrecht alega que cumpriu o contrato e seus aditivos.

O site do candidato dá os seguintes exemplos de ações para a arena:

Revisão do acordo com a Odebrecht;

Renegociação do modelo de negócio com a Caixa (nota do blog: a atual diretoria já tenta renegociar com o banco, intermediário do repasse de R$ 400 milhões financiados pelo BNDES);

Venda de Cids (nota do blog: a  Odebrecht, integrante do fundo responsável pelo estádio, assim como o Corinthians, se diz satisfeita com o ritmo de negociação dos Certificados de Incentivo ao desenvolvimento, que ajudam a pagar a obra).

Otimização da utilização e criação de novas receitas;

Utilização de espaço para eventos com sócios e a comunidade;

Readequação do modelo de gestão criado pela Omni (nota do blog: é a empresa que gere o programa de sócio torcedor do clube e cuida do estacionamento da arena, mesmo sem nunca antes ter trabalhado no setor, além de prestar outros serviços para o Corinthians).

Para o futebol, as propostas mais relevantes são a política de que todos os jogadores da base tenham 100% dos direitos econômicos pertencentes ao clube e a contratação de um vice-presidente de futebol remunerado e tornar independentes da política do clube os profissionais do departamento. No entanto, não há detalhes de como essas metas serão alcançadas.

Também já lançaram candidaturas como opositores Romeu Tuma Júnior e Osmar Stabile.

 

Apaixonem-se

Leia o post original por Rica Perrone

Botafoguense chateado, Por uma noite eu sei que as bolas que não entraram vão rodear seus sonhos e você se perguntará “porque?”, terá DRs com Deus e também dirá que “nunca mais….”. Mas volte no tempo.  Relembre o Niltão lotado, as vagas na pré, a eliminaçao dos campeões, o franco atirador virando favorito, o Rio …

Apaixonem-se

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Luans e Pedros

Leia o post original por Rica Perrone

Eu cheguei à Arena por volta de 15h30.  Vi quase todo mundo chegar, acompanhei o ritual pré jogo entre um bar e outro, rodeado de amigos gremistas super gentis e dispostos a me apresentar ao mundo deles. Não havia nenhum oba-oba, pelo contrário, havia apreensão. Ninguém perde Luan e Pedro Rocha e acha que está …

Luans e Pedros

Leia o post original por Rica Perrone

Eu cheguei à Arena por volta de 15h30.  Vi quase todo mundo chegar, acompanhei o ritual pré jogo entre um bar e outro, rodeado de amigos gremistas super gentis e dispostos a me apresentar ao mundo deles. Não havia nenhum oba-oba, pelo contrário, havia apreensão. Ninguém perde Luan e Pedro Rocha e acha que está …

Corinthians rejeita pedido da Caixa e impede trato para retomar pagamento

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Com Dassler Marques, do UOL, em São Paulo

O Cori (Conselho de Orientação do Corinthians) rejeitou nesta segunda (28) exigência da Caixa Econômica encaminhada ao órgão pelo presidente do clube, Roberto de Andrade, para que as receitas do programa de sócio-torcedor do alvinegro passassem a ser entregues para o banco. O dinheiro seria usado para quitar parte da dívida pela construção da arena em Itaquera.

Com a decisão, a proposta não será nem encaminhada ao Conselho Deliberativo, que daria a palavra final sobre o caso.

A recusa dificulta ainda mais o acordo com o banco para que o clube volte a pagar, por meio do fundo responsável pela operação, as prestações referentes aos R$ 400 milhões financiados pelo BNDES por intermédio da Caixa para o pagamento da obra do estádio. Em 2016, o Corinthians obteve autorização para pagar somente juros e, posteriormente, nem isso até pelo menos abril de 2017 enquanto negocia redução no valor das prestações e aumento no prazo para quitar a dívida.

Apesar de o acordo ter sido costurado pela diretoria, havia na direção quem fosse contra comprometer mais receitas para pagar a dívida. É o caso de André Luiz de Oliveira,  o André Negão, que participou da reunião do Cori por ser o presidente em exercício do clube já que Andrade se afastou do cargo para viajar.

“Nós queremos pagar as prestações, mas no valor atual não conseguimos. Estamos pedindo para reduzirem o valor (aumentando o prazo) e eles pediram mais uma garantia (as receitas do Fiel Torcedor). Não concordo porque eles já têm uma garantia (rendas das partidas). Se não aceitarem sem (o cumprimento da nova exigência), vão continuar sem receber, o que não é a nossa vontade”, disse o dirigente. Ele não teve direito a voto por não ser membro do órgão, no qual a situação é maioria. O cartola também afirmou não saber de cabeça qual o valor atual da prestação.

Pelo modelo vigente, toda a receita de bilheteria nos jogos da equipe precisa ser repassada para o pagamento das prestações. Um dos motivos que levaram os integrantes do Cori a rejeitar a cessão das receitas do Fiel Torcedor foi o entendimento de que o clube ficaria ainda mais sufocado financeiramente. O repasse do dinheiro referente ao programa criado para os torcedores seria retido até que fossem atingidos R$ 50 milhões. A receita poderia ser liberada em março de 2019 caso 12 prestações seguidas fossem pagas sem atraso.

Outros argumentos usados foram que houve pouco tempo para analisar o tema e que o assunto não havia passado pela comissão do Conselho Deliberativo encarregada de analisar casos que envolvem a arena.

Pré-candidatos de oposição à presidência corintiana, os conselheiros Romeu Tuma Júnior e Osmar Stabile cobraram antes da reunião que membros do Cori não aprovassem a medida.

Uma das leituras feitas por integrantes do órgão é de que a diretoria agora está numa situação confortável, pois pode dizer para a Caixa que tentou aprovar a condição exigida por ela, mas que não obteve autorização. Quem pensa assim crê que a direção não queria aceitar a exigência.