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Diego Costa: gol, alegria e expulsão

Leia o post original por Antero Greco

Diego Costa é atacante à moda antiga, do tipo hoje em extinção: valente, provocador, exagerado, goleador. Com ele não tem meio-termo, é radical e não se incomoda com isso. Não por acaso já se envolveu num monte de confusões e foi até dispensado por mensagem em celular, como aconteceu com o Chelsea, do técnico Antonio Conte.

Mas há ocasiões em que a intolerância ronda as atitudes de Diego Costa. Foi o que aconteceu neste sábado, no primeiro contato com a torcida do Atlético, desde o retorno a Madri.

O sergipano naturalizado espanhol fez gol nos 2 a 0 contra o Getafe e foi comemorar com o povo. Literalmente foi para os braços da galera, ao subir os degraus que ligam o gramado às arquibancadas no novo estádio do time.

Cena bacana, diferente, espontânea, que se via tanto em outros tempos, quando jogador trepava no alambrado e vibrava com os fãs. Só que agora isso não é de bom-tom, não pega bem, está vetado pelos códigos dos senhores que cuidam das boas maneiras dos boleiros.

Pois bem, o que fez então sua senhoria Munuera Montero? Mostrou o cartão amarelo para Diego Costa, aos 28 minutos do segundo tempo. Como ele havia recebido outro, seis minutos antes, veio o vermelho. O assoprador tirou os dois cartões com gosto, para ostentar autoridade. O rapaz ficou com cara de tacho e foi embora.

Ok, alguém pode dizer que a advertência está prevista nos regulamentos e outros quetais. Mas é estúpida, autoritária, broxante, negação da alegria contida no gol. O auge de uma partida, a jogada que todos esperam, é mantida em camisa de força sem sentido.

E os árbitros seguem esse estrupício ao pé da letra, sem levar em consideração atenuantes, circunstâncias do jogo, clima. Diego Costa estava de regresso para um clube onde é querido, fez um gol, festejou com o público. Sem desrespeitar ninguém, sem provocação, sem retardar o reinício do jogo (e, se atrasasse, que se acrescentasse no final). Enfim, não fez nada de anormal.

O prêmio? O cartão vermelho. Ou seja, foi punido como se tivesse dado um pontapé, uma cotovelada, uma cusparada em um adversário. Aliás, ele mesmo em muitas ocasiões apelou para a ignorância e só levou amarelo – como acontece com frequência com qualquer jogador. E ficou até o encerramento da partida.

Está na hora de acabar com essa castração, a antítese do que significa um jogo de bola. Deixem a moçada comemorar em paz, desde que não haja desrespeito contra ninguém.

Como tem juiz estraga-prazer!

 

Estafe de Gabigol teme que Europa afete desempenho dele na Rio-2016

Leia o post original por Perrone

O estafe do atacante Gabriel do Santos avalia que se ele acertar agora a ida para o futebol europeu seu desempenho na Rio-2016 pode ser afetado. Esse é o motivo da decisão de deixar para depois da Olimpíada a definição sobre o futuro do jogador, segundo o empresário Wagner Ribeiro.

“Não estou passando nada das propostas para o Gabigol.  Concentro tudo e só depois dos Jogos Olímpicos vamos conversar para ele decidir porque não queremos que o rendimento dele seja afetado. Existe o risco de uma transferência prejudicar o desempenho”, afirmou Ribeiro ao blog.

O posicionamento é diferente do adotado pelo palmeirense Gabriel Jesus, que disputa a Olimpíada do Rio já negociado com o Manchester City e tem jogado menos do que sabe.

Para a diretoria do Santos, porém, outro motivo para o estafe de Gabigol não ter pressa é a expectativa de novas ofertas aparecerem.

Ribeiro afirma ter propostas oficiais de Juventus de Turim, Inter de Milão, Atlético de Madri e Leicester, atual campeão inglês, mas Modesto Roma Júnior, presidente do alvinegro, só confirma ter recebido as ofertas italianas.

Real Madrid 0 x 1 Atlético de Madri

Leia o post original por Mauro Beting

Panorama do 1ºTempo. (TacticalPad)

Panorama da partida: Real tentando furar as linhas cochoneras, que aproveitavam os espaços deixados pela defesa dos mandantes. (TacticalPad)

ESCREVE DANIEL BARUD —- @BarudDaniel

O clássico de Madrid no Santiago Bernabéu foi marcado por notórios comportamentos defensivos e ofensivos de ambos os lados. Apesar dos esquemas táticos serem iguais (4-4-2), Zinedine Zidane e Diego Simeone tinham propostas nítidas e modelos de jogos bem diferentes.

Para a etapa inicial, o que já era esperado, aconteceu. Zidane organizou o Real Madrid no 4-4-2, com Isco pela esquerda e James pela direita. Cristiano Ronaldo flutuando no ataque, junto com Benzema, mais fixo na área, esperando a bola alçada.

Já o Atlético tinha a proposta clara: compactação, aplicação tática, ocupação dos espaços e saída para o contra-golpe com toques rápidos, envolventes, objeitos e eficientes. A marcação era iniciada já com a dupla de ataque, Griezmann e Fernando Torres, impedindo a transição ofensiva dos mandantes.

Os mandantes tocavam a bola no campo de ataque, mas não se aproximavam do gol, devido a intensa marcação e excelente ocupação dos espaços, balanceando para o lado da bola, fechando os espaços para infiltração/penetração do Real. Quando tinha a bola, o Atlético ia para o ataque, com velocidade na transição, passes verticais, envolventes e rápidos.

Flagrante da compactação defensiva. Linhas próximas e o círculo LARANJA mostra o meio-campo espaçado do time da casa. (Reprodução ESPN Brasil)

Flagrante da compactação defensiva. Linhas próximas e o círculo LARANJA mostra o meio-campo espaçado e sem movimentação/mobilidade do time da casa. (Reprodução ESPN Brasil)

 

Mudança no Real. Saiu Benzema e entrou o jovem Borja Mayoral, destaque das categorias de base. Zidane precisava de mais movimetação, mais criação no meio-campo.

Aos 53’min, contra-ataque dos cochoneros, Griezmann foi lançado e, dominou , esperou a passagem de Filipe Luis, que recebeu sozinho, após ultrapassagem, rolou para o francês, que bateu firme, rasteiro, sem chances para Navas. Atlético 1-0.

Após o gol o Real foi pra cima, em busca do empate. Zidane colocou Lucas Vásquez no lugar de James, que fez partida ruim.

O Real tentava pelos lados com Carvajal pelo flanco direito e Danilo pela lateral esquerda, improvisado (Marcelo estava machucado) mas não conseguia furar o bloqueio bem arquitetado por Diego Simeone. O técnico argentino colocou Kranevitter e Angel Correa nos lugares de Augusto Fernandez e Fernando Torres, respectivamente.

Panorama da etapa final, após as substituições. (TacticalPad)

Panorama da etapa final, após as substituições. (TacticalPad)

Aos 67’min, Cristiano teve chance de empatar a partida. O português recebeu pelo alto e cabeceou bem. Oblak fec bela defesa.

Zidane mudou novamente. Tirou Isco, que também fez ruim partida e colocou Jesé.

Mayoral bateu bem, mas Oblak fez excelente defesa. Na sequencia, Giménez afastou o perigo.

O Real tentou, mas não conseguiu empatar a partida. Vitória do coletivo. Aplicação tática implacável. 1ª derrota de Zidane sem Bale e Marcelo, que teve mais posse de bola, chutou mais a gol mas tem trabalho para furar bloqueios defensivos.

ESCREVEU DANIEL BARUD — @BarudDaniel

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