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Gabigol decidiu

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Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press

No Morumbi, no duelo entre grandes que não venceram clássicos na temporada, o Santos se deu melhor que o São Paulo graças ao gol de Gabriel em chute cruzado e preciso, aproveitando um contra-ataque e uma falha bisonha da marcação são-paulina na etapa final. Foi o terceiro de Gabigol no Paulistão. Ou seja, em duas semanas em terras brasileiras, o atacante santista já fez mais do que em dois anos na Europa. Independentemente de qualquer comparação técnica entre os dois mundos, o primeiro e o terceiro, melhor para o Santos que venceu o primeiro clássico na temporada. Bom pra Gabigol, melhor ainda para Jair Ventura respirar mais aliviado em meio às desconfianças que já começavam a pairar sobre o trabalho dele. Embora vitorioso, é bom que se diga, o time santista não foi superior aos são-paulinos durante a partida. O Tricolor se mostrou mais agressivo, teve mais posse de bola… O problema é que faltou competência para transformar volume em oportunidades de gol. A equipe de Dorival Junior cai depois de uma sequência de quatro vitórias seguidas. Triunfos sem brilho, verdade, mas triunfos capazes de sufocar detratores. E o que adianta explicar que a temporada só está começando? Quem quer saber? Fumaça cobrirá o Morumbi nos próximos dias.

Vítima de mais um pequeno

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Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press

O São Bento não sabia o que era vencer o Corinthians há mais de 30 anos. Hoje, entretanto, na moderna arena corintiana, onde o anfitrião tem um aproveitamento fantástico, o time de Sorocaba amarrou o Timão com uma marcação elogiável, diminuiu os espaços, encontrou o gol na bola parada e teve competência para segurar o jogo até o final. Do lado corintiano, um replay do que já havia acontecido no vencedor ano de 2017. Diante de pequenos em casa, o Corinthians sucumbiu ante alguns deles: Santo André no Paulistão, e no Brasileirão, para Atlético Goianiense e Vitória. O desenho, o mesmo. Gol de bola parada, retranca armada e a dificuldade corintiana de quebrar esse esquema. E olha que Carille tentou de tudo hoje. Mandou Clayson e Danilo a campo, soltou o time que manteve a posse de bola, buscou alternativas, mesmo assim criou muito pouco. Teve volume não traduzido em oportunidades. Faltou inspiração, faltou precisão, especialmente nos passes. A ausência de um goleador também é sentida. Falta um nove capaz de botar a bola pra dentro e tirar o time do sufoco em dias ruins, como esta quarta-feira de cinzas.

São Paulo vence, mas não convence

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Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press

De novo se ouviu vaias no Morumbi. E merecidas pelo futebol apresentado. Nenê fez de pênalti que ele mesmo sofreu o único gol do jogo contra o Bragantino. Vitória importante, mas nada convincente. Não fosse a falta de pontaria da equipe de Bragança aliada a boa jornada do goleiro Sidão, o melhor em campo, a revolta do torcedor seria ainda maior. O fato de ser inicio de temporada, com pouco tempo de preparo, ainda deve ser considerado na análise da qualidade do futebol apresentado. Falta entrosamento, reforços acabaram de chegar, mesmo assim, o Tricolor não inspira confiança. A favor de Dorival, a sequência de três vitórias consecutivas. Na cultura brasileira de resultados, da campanha são-paulina não deixa nada a desejar. Melhor para o treinador que ganha fôlego para deixar esse time nos trinques. Pelo menos essa é a expectativa!

Palmeiras 100%

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Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press

Nos primeiros dez minutos do clássico contra o Santos, o que se viu foi um Palmeiras avassalador. Fez 1 a 0 com Antônio Carlos e ainda criou chance de ampliar com bola na trave de Lucas Lima. Dono do melhor elenco do futebol brasileiro, o anfitrião parecia pronto pra quebrar qualquer eventual desconfiança. A questão é que o time comandado por Jair Ventura aos poucos foi assumindo o comando do jogo e não fosse a performance de Jailson, teria saído com um empate ao final da primeira etapa.

O quadro se repetiu no tempo final. Um Palmeiras agressivo nos primeiros minutos e mais um gol: Borja acertou um chute forte pra ampliar o placar e, quem sabe?, tirar a inhaca que insiste em limitá-lo. Pra quem vê o jogo de cima, fica fácil observar que a falta de confiança e o excesso de ansiedade têm atrapalhado o atacante que já fora eleito o “melhor da América”.  Renato ainda descontaria para o Santos em lance irregular – a bola já havia saído em linha de fundo antes que fosse cruzada para o clássico meia desviar de cabeça – mas nada que pudesse mudar o panorama da partida. Jair não tinha à disposição os mesmo recursos que respaldam o trabalho de Roger Machado. O treinador palmeirense tem material humano invejável e com a campanha vitoriosa nesse início também goza de tranquilidade pra fazer os acertos que a equipe precisa. Está no caminho certo e com uma máquina de fazer inveja aos rivais.

Palmeiras e Corinthians despontam

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Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Os dois maiores rivais de São Paulo despontam neste inicio de temporada. Não era pra ser uma novidade, afinal Corinthians e Palmeiras foram os melhores times do Campeonato Brasileiro no ano passado, campeão e vice, respectivamente. Ainda assim, surpreende. O Timão perdeu metade de sua linha defensiva e seu principal artilheiro, enquanto o Verdão se apresentava com novo comandante e reforços pontuais.

Carille, competente que é, conseguiu que time corintiano mantivesse a disciplina tática e organização que marcaram a temporada passada, apesar das mudanças. De quebra ainda deixou o time mais ofensivo ao escalar apenas um volante de origem, Gabriel, e deslocar Jadson para a criação posicionado mais ao meio, onde mais gosta de atuar. Fruto do pouco tempo de trabalho, o futebol apresentado ainda não é brilhante, porém mantém-se competitivo. Tirando a má estreia diante da Ponte Preta, no Pacaembu, onde foi derrotado mesmo jogando melhor, o time prevaleceu com sobras diante de São Caetano, Ferroviária e ontem – mais discreto – diante do São Paulo. No clássico, mereceu a vitória especialmente pelo que fez no primeiro tempo.

Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Do lado palmeirense, se havia alguma dúvida quanto à performance de Roger Machado, elas vão se esvaindo com a sequência de bons resultados: 100% de aproveitamento até aqui. Se o futebol não é dos sonhos – vale aqui a mesma observação de que é apenas inicio de temporada e de que tudo tende a melhorar – os números garantem tranquilidade para o comandante e para que os jogadores se adaptem serenamente às novas diretrizes do comando técnico. O favoritismo atribuído ao time que mais investiu vai se confirmando e enche de esperança o apaixonado palestrino.

Dia 25 de fevereiro tem Derby na Arena Corinthians pelo Campeonato Paulista e a expectativa desde já é grande. A considerar esse começo, o clássico de maior rivalidade promete. Vamos aguardar!

Vamos com calma

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(Fotos: Fernando Dantas e Sergio Barzaghi/Gazeta Press)

O ano começou com o calendário ainda mais apertado por causa da Copa do Mundo da Rússia. Independentemente das rotineiras críticas feitas à organização do futebol brasileiro, há décadas pra ser preciso, há de se analisar o que no presente acontece. Clubes e seus respectivos treinadores têm que lidar com a indigesta situação e preparar o time para um ano intenso, apesar dos pesares. Não há outra alternativa a não ser encarar o Paulistão, especialmente neste início, como um torneio de pré-temporada. Dorival poupou alguns jogadores nas primeiras rodadas, o Corinthians  fez o mesmo ontem contra a Ferroviária enquanto Palmeiras e Santos devem apelar para as opções do elenco nos próximos jogos. Assim, os times garantem fôlego para o que de mais importante está por vir. Esse pode ser considerado o bônus. Por outro lado, o ônus existe. Embora seja inegável a perda de prestígio do torneio regional, resultados negativos pelos campos paulistas geram clima indigesto e podem até colocar os treinadores na berlinda sob risco de abortar um projeto que visa o ano e não um torneio em especial. Carille, no Corinthians, parece-me mais blindado. Roger, no Palmeiras, também. Já Dorival, no São Paulo, e Jair Ventura, no Santos, suscitam dúvidas, não pela competência de ambos, mas pela imprevisibilidade dos dirigentes. No Morumbi, apesar da presença de Raí, a gestão ainda é de Leco e vale lembrar o que aconteceu ano passado com  Rogério Ceni. Na Vila, como o presidente é novo, pouco se sabe sobre sua postura em situações como essas. Que ele se revele uma agradável surpresa neste vasto campo de desesperanças.

Palmeiras larga bem em 2018

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Quando a referência são os rivais locais (Corinthians, Santos e São Paulo), não há como negar que o Palmeiras sai na frente em 2018. O mais “rico” dos quatro grandes começa 2018 de maneira animadora e já contabiliza cinco reforços para a temporada. O mais recente foi anunciado hoje, o zagueiro Émerson Santos do Botafogo que assinou contrato de cinco anos com o clube. Além dele, o querido Palestra já havia anunciado nomes pontuais para pequenos ajustes como os laterais Marcos Rocha e Diogo Barbosa, o goleiro Weverton e o principal deles, o meia Lucas Lima. Não são nomes que gritam euforia, nem de valores exorbitantes, como Guerra e Borja apresentados no ano passado ( e que ficaram abaixo da expectativa), porém respaldam o favoritismo que pelo segundo ano seguido é atribuído aos palmeirenses. O campeão Corinthians vai ter que correr atrás de novo, animado com o sucesso de 2017, mas desfalcado de pelo menos três dos titulares campeões nacionais. O que dizer então de Santos e São Paulo? Jair Ventura e Dorival Junior terão muito trabalho pra recolocar seus respectivos times na trajetória das vitórias. O são-paulino pelo menos tem a chance de continuar um trabalho que estava em ascensão, depois de fase crítica, quase vexatória, com risco de rebaixamento no Brasileirão. Jair começa do zero e conta com a respeitável passagem pelo Botafogo pra seguir adiante. Mas pra ter sucesso no Peixe vai precisar bem mais que isso.

Que venha o Real Madrid!

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Foto: Lucas Uebel/GFBPA

Que seria um jogo difícil já esperávamos, mas com tamanha dramaticidade, incluindo prorrogação, foi pra lesar o coração gremista. O mexicano Pachuca em alguns momentos do confronto chegou a estar melhor que o Grêmio. O time gaúcho só assumiu as rédeas da partida no final da etapa regulamentar. O gol salvador, porém, só mesmo na primeira etapa do tempo extra com Everton, coelho tirado da cartola de Renato. Gol bonito, digno de repetições mundo afora. O embate, entretanto, esteve longe de ser bonito. Exceção feita à elegância do meia japonês Honda e da ousadia de um nem tão brilhante (hoje) Luan, tudo muito burocrático. Contra o Real Madrid, que deve passar com certa facilidade pelo Al Jazira, o Grêmio vai ter que se superar e Renato terá que ampliar seu repertório mágico.  Haja coelho na cartola.

Moleza? Que nada!

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Estou na contramão daqueles que consideram que o Brasil pegou um grupo “molezinha” na Copa do Mundo da Rússia. Não trata-se de pessimismo, mas de serenidade. A Suiça, embora tenha se classificado na repescagem, perdeu apenas um jogo, para Portugal, depois de uma sequência de nove vitórias seguidas. Na estreia, contra a Brasil, deve armar aquele ferrolho parecido com o utilizado contra a favorita Espanha na África do Sul quando venceu por um a zero; e no Brasil, a Argentina suou pra eliminar os suiços nas oitavas pelo magro placar de 1 a 0.

A Costa Rica que surpreendeu o mundo em 2014 ao ficar em primeiro num grupo que tinha Itália, Inglaterra e Uruguai fez bons jogos nas Eliminatórias, perdendo apenas para o México e para o Panamá (na última rodada). Venceu os favoritos Estados Unidos duas vezes, uma delas por 4 a 0.  Outra que deve montar uma retranca daquelas pra encarar a seleção.

E pra fechar, a Sérvia que também fez ótima eliminatória. Perdeu apenas um jogo, na penúltima rodada, fora de casa, para a Austria.  Dependendo dos resultados, talvez tenha que atacar o Brasil para sobreviver. Se bem que independentemente dos outros resultados, vitória brasileira seja a única maneira de evitar os alemães já nas oitavas-de-final. Não há dúvida de que a Alemanha, pra variar, é maior favorita para a conquista do título.

Além dos adversários, as viagens longas são outra barreira a ser ultrapassada pelos comandados de Tite. Quase 2.600 quilômetros em 11 dias. Muita “estrada” pra pouco tempo disponível. Voos frequentes e cansativos. Mas se dia 15 desembarcar para a festa em Moscou, é o que vale! Valeu todo esforço!

Teremos G9?

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Uma questão pode influenciar na torcida (ou não) para times que não são os escolhidos para morar no coração do torcedor: a abertura de vagas extras na próxima edição da Libertadores. Com a conquista do Grêmio ontem na Argentina já temos G8. A nova vaga poderá ser aberta se o Flamengo logo mais passar pelo Atlético Junior em Barranquilla, na Colômbia e assim continuar na briga pelo título da Copa Sul-Americana. Em caso de classificação o Mengão brigará pela taça na final contra o argentino Independiente. Botofogo e Vasco, rivais tradicionais do rubro-negro têm interesse nesta conquista, uma porta que poderá se abrir para a competição mais importante do continente. Mas pra garantir o troféu e fazer a festa, o Flamengo precisa jogar muito mais do que tem jogado. Tem bom elenco, porém não joga à altura da expectativa da plateia. A hora é agora!

Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Grêmio campeão!

A conquista do tri da Libertadores pela equipe gaúcha merece mais do que apenas uma leve citação no texto acima. O Grêmio de atuação digna de orgulho nos dois jogos da final. Se no primeiro tempo da partida de Porto Alegre foi aquém do esperado e quase viu o Lanús marcar, no segundo tempo daquele jogo e nos dois tempos da decisão em La Fortaleza, o tricolor gaúcho deu nó no adversário, soube agredir quando teve chance e fechar a porta como o nome do estádio do rival sugeria. O Grêmio foi cirúrgico, preciso e forte como um campeão deve ser. Ratifica a fama de copeiro e se junta a Santos e São Paulo como os brasileiros mais vencedores na Libertadores. Agora é tentar a sorte no Mundial de Clubes. Uma final contra o Cristiano e companhia é um sonho prestes a se tornar realidade. Parabéns, Grêmio e “até a pé nos iremos!”