Todos os posts de Celso Cardoso

Campanha e sorte de campeão

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O texto estava praticamente pronto. Nada parecia mudar o cenário de zero a zero na Arena Condá. O Corinthians até que tomou a iniciativa. Diferentemente da maioria das vezes que jogou neste campeonato, o time comandado por Fabio Carille teve a posse de bola por mais tempo, buscou mais o jogo, mas não criava o suficiente para vencer. E neste cenário de poucas chances, quando chegou ao gol fez na ilegalidade. Rodriguinho antes de empurrar para as redes tocara com a mão na bola, lance imediatamente impugnado pela arbitragem. Romero também teve uma chance de ouro após cruzamento da esquerda. O paraguaio, entretanto, que faz ótima temporada, desta vez deu uma de perna de pau e finalizou de forma bisonha. Do outro lado, a Chapecoense alimentava esperança nas bolas esticadas, nada que realmente pudesse assustar o líder. Na única boa oportunidade criada, Léo Santos salvou praticamente debaixo do gol. O zero a zero parecia o mais justo pelo que se via em campo, até aparecer Jô, artilheiro do campeonato para marcar aos 44, garantir a vitória e aumentar a diferença para o vice-líder em dez pontos. A campanha é de campeão e a sorte também!

 

Vanderlei merecia Seleção

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Foto: Mowa Press

As últimas convocações da Seleção Brasileira realizadas por Tite não tem gerado polêmica. Tudo dentro do contexto, e os resultados têm respaldado as escolhas do treinador.  Essa última,  para as partidas contra o Equador, dia 31, e Colômbia, em 5 de setembro, também não gera muitas controvérsias, entretanto, considero uma injustiça a não convocação do goleiro Vanderlei do Santos. O que ele tem jogado, especialmente no Campeonato Brasileiro, é uma enormidade. Tem esbanjado competência e, não fosse ele, os santistas, certamente, não ostentariam a terceira colocação no torneio. É o grande nome da equipe comandada por Levir Culpi.

Por outro lado, nada contra a convocação de Cássio. Pelo Corinthians ele também tem sido fundamental para a manutenção desta invencibilidade que já dura 34 jogos.  Justo seria a convocação dos dois. Que Vanderlei não se abata pela não convocação que era esperada e possa continuar brilhando pelo Santos. O torcedor santista agradece!

The dream is over

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Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press

O sonho acabou! Não deu para o Palmeiras. E não há do que reclamar. Foi de doer o primeiro tempo contra o Barcelona equatoriano. Faltou assertividade para quem precisava de uma vitória por dois gols de diferença pra seguir adiante. Travado e pouco inspirado, o anfitrião nada criou e ainda viu o rival chegar com mais perigo. Com a entrada de Moisés no segundo tempo, o time palmeirense melhorou um pouco. E foi o camisa dez, num rápido contra-ataque, o protagonista do único gol do jogo. Ele lançou Dudu, correu pra receber, se livrou da marcação para arrancar o grito angustiado do torcedor palestrino. A questão é que a vantagem no placar não se converteu em supremacia sobre os equatorianos. Teve uma bola na trave para o Palmeiras, mas  também teve do Barcelona. E só! Vitória magra e justa. Aí vieram os pênaltis. E nas penalidades quem brilhou foi Benguera que pegou a última cobrança de Egídio, e que já havia pegado a cobrança de Bruno Henrique. Agora só resta o Brasileirão ao milionário Palmeiras com reduzidas chances de título. Se garantir na Libertadores 2018 é o que resta de palpável, muito pouco pra quem sonhava com o mundo.

Sigam o líder

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Foto: Gustavo Rabelo / Photo Press

Sem novidades no front. Aquele Corinthians cirúrgico e sólido deu as caras também em Belo Horizonte. Firme defensivamente e preciso nos contra-ataques, o time comandado por Fábio Carile garantiu a sétima vitória fora de casa neste Brasileirão com gols do artilheiro Jô e do meia Rodriguinho.  Vitória tranquila e sem grandes sustos. Cássio teve pouco trabalho, apesar de o Atlético ter ficado com a bola por mais tempo. Nada de novo, porém. Toca de cá, toca de lá, chuta de longe, tenta no jogo aéreo, mas furar essa defesa corintiana que é bom soa quase impossível. Assim como outros 13 times neste campeonato, o Galo de Minas passou em branco diante do Timão.  A vitória, entretanto, não aumentou a vantagem sobre o vice-líder. Com vitória em Goiânia, o Grêmio segue na perseguição oito pontos atrás.  Santos e Palmeiras vitoriosos na rodada também mantêm a mesma distância. Só o Flamengo perdeu espaço e vê o líder de longe.

Por um triz

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Foto: Gilvan de Souza/CRF

Por muito pouco não caiu a invencibilidade corintiana na tarde deste domingo em plena arena em Itaquera. Teve defesa milagrosa de Cássio, Diego perdendo chance debaixo do gol, desvio do zagueiro Pedro Henrique contra a própria meta que explodiu na trave… Um sufoco! O segundo tempo do Corinthians contra o Flamengo foi pra esquecer. A única chance saiu dos pés de Jô no finalzinho do segundo tempo, de resto… O mesmo Jô que teve um gol legal anulado injustamente pela arbitragem e foi o autor do tento corintiano minutos depois ainda no primeiro tempo. Primeira etapa que acenou com céu de brigadeiro para o anfitrião. Jogo controlado e uma vantagem que poderia ser maior não fossem os homens do apito. A questão é que uma tempestade na etapa final caiu de vez quando Réver num belo voleio deixou tudo igual. Diante da força brutal, até que o estrago não foi dos maiores. A invencibilidade foi mantida, já são incríveis 32 jogos invicto e, pra ajudar, o Grêmio ficou no empate no Sul fazendo com que a diferença para o vice-líder permanece em sete pontos. Portanto, o simbólico título do primeiro turno é do Timão. Não esqueçamos, porém. A vantagem é boa, mas tem muita água ainda pra rolar.

Cai Rogério. Diretoria dá tiro no próprio pé.

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Foto: Gazeta Press

A demissão de Rogério Ceni não me surpreende. Mesmo sendo ele “o mito” e dono de um contrato com multa milionária. Os números apresentados pelo ex-capitão já teriam derrubado qualquer outro nome menos respaldado. Infelizmente é assim no futebol brasileiro, algo com o qual não concordo. A zona de rebaixamento onde se encontra o clube, entretanto, é apenas uma desculpa. Quando o presidente são-paulino contratou Rogério, o dirigente pensava mais nos efeitos do feito em sua reeleição do que no êxito técnico da empreitada. Também não prometia paciência em relação aos resultados. Lembro-me de tê-lo entrevistado após a goleada sobre o Santa Cruz na última rodada do Campeonato Brasileiro e ele foi claro ao afirmar que o novo treinador dependeria de resultados. “Espero não esse tipo de problema”, acrescentou. Dito e feito! E só esperou tanto, porque Rogério era querido demais pela torcida. A desculpa até já estava pronta. “Investimos na novidade, mas não deu certo.”

Ceni deixa o cargo, teve seus erros, fruto da inexperiência na função, mas está longe de ser o maior culpado. A diretoria do clube errou no planejamento, nas vendas de jogadores em pleno campeonato e na contratação tardia de reforços. Se há alguma satisfação na demissão do mito, por outro pode ter dado um tiro no próprio pé. A diretoria perdeu seu escudo e vai ter que encarar de cara limpa a fúria da torcida.

Palmeiras encosta nos líderes

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Não foi daqueles jogos memoráveis, incríveis, de exuberante plástica e emoções mil. Muito longe disso. Focados no mata-mata da Libertadores, Cuca e Renato Gaúcho mandaram a campo o que adoram chamar de “times alternativos”. Poucos titulares encararam o frio do sábado paulistano e o que se viu em campo foi muito esforço e pouco entrosamento. O gol solitário que garantiu a vitória do Palmeiras sobre o Grêmio foi contra, de Machado, cara que entrou em campo justamente pra dar maior proteção ao time gremista. Uma ironia, porém feito que acabou por fazer justiça com a equipe que mais procurou o gol.

Quarta vitória seguida do Palmeiras no Brasileirão, feito que diminui para sete pontos a diferença para o líder Corinthians, pelo menos até amanhã, quando o rival encara em casa o Botafogo. Uma arrancada e tanto que recoloca o campeão na briga pelo bi.  Mas o que importa mesmo hoje, é o moral que o time ganhou para o jogo no Equador.

 

Empate com sabor de goleada

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Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press

Empate em casa na primeira do mata-mata não é, e nunca foi, considerado bom resultado. Mas pelas circunstâncias do jogo no Allianz Parque, o placar de 3 a 3 tem sabor de goleada palmeirense. O anfitrião tomou um vareio do Cruzeiro no primeiro tempo. O time mineiro abriu 3 a 0 e desenhava o caos no belo estádio paulistano. Thiago Neves era o artista principal. Rabiscou a tragédia com gol e assistências que fizeram tremer o torcedor alviverde.

A questão é o que Palmeiras também conta com artistas renomados e brilhantes. Tanto que do caos à gloria bastaram 20 minutos. E neste curto período que transformou o parque em pura diversão, o brilho foi de Dudu. O baixinho e eficiente atacante fez dois gols em apenas nove minutos e incendiou o estádio. Se alguém tremia nesta altura do jogo, esse alguém era o Cruzeiro. O empate era questão de tempo tamanha pressão palmeirense. E ele veio com belo gol de Willian.

Havia tempo ainda para uma histórica virada e chances foram criadas. Nada a lamentar, entretanto. O empate em casa encheu de moral os pupilos de Cuca que vão de cabeça erguida a Minas em busca da vaga. Vai ter que ganhar lá! Mas sabe que pode. Ao Cruzeiro resta lamentar.

Invencibilidade mantida

Não fosse Balbuena acertar um belo cabeceio aos 47 do segundo tempo, o Corinthians teria perdido na Colômbia para o novato Patriotas. Derrota justa, diga-se de passagem, considerando o fraco futebol apresentado pela equipe. Só que a fase é boa e quando é boa, os deuses ajudam. A invencibilidade já dura 24 jogos e a confiança segue inabalada.

 

Clima de decisão

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Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press

Sim! Grêmio e Corinthians fazem uma decisão no próximo domingo. Não vale o título (ainda), mas vale a liderança. O valor do feito é simbólico, apenas confirma o acerto na trajetória e melhora a confiança já grande nas equipes que têm brigado nas últimas rodadas pelo topo da tabela.

Os gremistas estão um ponto atrás dos corintianos, porém se orgulham de possuir o melhor ataque da competição: 23 gols. Por outro lado, o líder tem a melhor defesa. Sofreu apenas cinco gols em nove jogos disputados. Solidez fundamental para a invencibilidade do time paulista, único invicto do torneio.

Outra curiosidade. O Grêmio é o melhor mandante. Tem 100% de aproveitamento na sua arena. Mas é do Corinthians a melhor campanha fora de casa. Perdeu apenas dois pontos em 12 disputados.

Por essas e outras, impossível não imaginar uma grande partida em Porto Alegre, domingo. Casa cheia, dois belos times aspirantes ao título, jogadores de destaque como Luan, Jô, Pedro Rocha, Jadson, Rodriguinho, Barrios, só para citar alguns. Se não for brilhante do ponto de vista técnico, tem tudo para ser uma das mais equilibradas partidas deste Brasileirão.  Favorito? O Grêmio por jogar em casa!

Bela vitória do líder

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Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press

O Corinthians confirmou em campo o favoritismo que carregava na véspera. Construiu uma bela vitória, embora os 3 a 0 não revelem bem o que foi o jogo. O Bahia começou atacando o time comandado por Fábio Carille e poderia ter aberto o placar logo cedo não fosse a precisa intervenção de Cássio.  Jô respondeu pelos corintianos. Perdeu uma chance para logo em seguida abrir o placar. A vantagem deu certa tranquilidade mas não minimizou o ímpeto baiano que seguiu pressionando na etapa final. O jogo se desenhou mais complicado quando Gabriel recebeu o segundo amarelo e foi expulso em lance questionável.  Assim como foi questionável o vermelho para Renê Junior logo depois. Os supostos erros, entretanto, não chegaram a interferir na legitimidade do placar, apenas na movimentação dos times nas quatros linhas. Com dois a menos no jogo, um de cada lado, a partida ficou mais movimentada e o Timão se transformou no dono do jogo quando Balbuena ampliou após cobrança de escanteio. Já nos acréscimos, num vacilo da zaga, Marquinhos Gabriel definiu os 3 a 0 que garantem o topo ao Corinthians e dão moral para a partida contra o Grêmio, domingo, em Porto Alegre.