Todos os posts de Flavio Prado

Flamengo precisa jogar mais

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Foto: JUAN MABROMATA/AFP

O Independiente saiu na frente do Flamengo na final da Copa Sul-Americana. O resultado é reversível no Maracanã, mas o Flamengo precisa jogar mais.

O ano de 2017 foi abaixo do esperado para o Flamengo. Em 2016, o time ameaçou brigar pelo título brasileiro com o Palmeiras, 2017 seria a consolidação de um time e um trabalho, seria um ano para brigar pelo Brasileiro, mas não chegou nem perto.

Um grande problema do Flamengo é a falta de agressividade com a bola e sem a bola. Quando ataca gira de um lado para o outro, mas não consegue ser incisivo. Sem a bola cerca muito e rouba poucas bolas.

São coisas que poderiam ter sido resolvidas em 2017, mas pode melhorar no próximo ano com sequência de trabalho.

Mundial de Clubes

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O atual formato do Mundial de Clubes é mais parecido com a Copa das Confederações do que com a Copa do Mundo.

Os campeões continentais não são do mesmo nível e nos clubes a diferença é ainda maior do que entre as seleções. O campeão europeu é muito melhor e mais rico do que os adversários.

Nas últimas 10 edições do torneio, só em 2012 o título não foi para a Europa. Das últimas 7, em 3 oportunidades o campeão da Libertadores não disputou a final.

Claro que em um jogo único o Grêmio pode surpreender o Real Madrid que não vive seu melhor momento, o Kashima quase conseguiu ano passado, mas definitivamente não é essa competição que mostra quem é o melhor time do mundo.

A FIFA pensa em reformular a competição e faz bem. A competição pode ser melhor.

Festa do Corinthians

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Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press

O Corinthians recebeu o troféu de campeão brasileiro depois do empate com o Atlético-MG. Um título no campeonato por pontos corridos é difícil de contestar. O Corinthians de 2017 está longe de ser um time brilhante, mas é uma equipe com uma identidade muito forte e difícil de ser batida.

Depois de um primeiro turno praticamente perfeito, o Corinthians caiu muito no segundo turno, mas ninguém chegou perto. Grêmio, Santos e Palmeiras foram os concorrentes que ameaçaram uma aproximação, mas ninguém de fato confirmou, a menor distância de um adversário em relação ao líder foi de 5 pontos.

Um time forte defensivamente e com uma identidade de jogo bem definida, deveriam ser coisas básicas, mas no Brasil é um diferencial.

Uma curiosidade do campeão deste ano é que conta com um elenco pequeno. O campeonato de pontos corridos tem a marca de ser a competição da regularidade e dos elencos numerosos, o Corinthians desmentiu a segunda parte desta tese. O calendário mudou, as competições passaram a ser disputadas ao longo de todo ano, talvez agora seja mais importante priorizar e focar em uma competição do que ter necessariamente um grande elenco.

São Paulo sem criatividade

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Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Como todos sabem, o ano de 2017 foi péssimo para o São Paulo. As três vitórias consecutivas contra Flamengo, Santos e Atlético-GO salvaram o time do rebaixamento, com boa atuação nas duas primeiras partidas desta sequência. Depois foram 4 jogos com 3 empates, 1 derrota e atuações fracas.

Ao longo do ano, com Rogério Ceni ou Dorival Júnior no comando, o São Paulo em muitas oportunidades teve posse de bola, mas pouca criatividade e não coloco isso na conta dos técnicos.

Se pegarmos o time titular que fecha o ano de 2017, apenas dois jogadores estavam no clube em 2016, Cueva e Rodrigo Caio. O jogo é coletivo, não é de hora para outra que um time será forte coletivamente. O São Paulo viveu da individualidade de Hernanes e Cueva e os dois não participaram do primeiro turno, apesar de Cueva estar presente fisicamente, mas com péssimo desempenho.

Não adianta mudar todo o elenco para 2018. A base deve ser mantida e reforçada, se mais uma vez começar do zero, o São Paulo terá mais um ano difícil.

 

Corinthians campeão com elenco pequeno

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O Corinthians conquistou o Campeonato Brasileiro por pontos corridos utilizando basicamente 15 jogadores.

Uma das teses em relação ao atual formato do campeonato é exatamente o contrário, sempre dissemos que o time com maior elenco e investimento seria o favorito. O Corinthians quebrou esta regra.

Neste ano aconteceu uma mudança importante no calendário. A Libertadores e a Copa Sul-Americana são disputadas durante toda temporada, a Copa do Brasil já estava assim desde 2013. O Corinthians disputou Copa do Brasil e Copa Sul-Americana, mas largou na frente no Brasileiro e consequentemente priorizou a competição nacional, além de ter sido eliminado cedo da Copa do Brasil.

Durante o primeiro turno, Carille conseguiu usar os titulares mais vezes, a queda no segundo turno era natural, mas foi intensificada pelas contusões de jogadores como Pablo, Arana e Jádson. A vantagem já era muito grande pelo excepcional primeiro turno e ninguém teve competência de brigar de verdade com o Corinthians, mesmo com os tropeços no segundo turno.

Outro fator fundamental foi a estabilidade. O Corinthians foi um dos poucos times que não trocou de técnico na temporada e não negociou nenhum jogador importante no meio do ano. Com o jogo coletivo bem consolidado, o time de Carille foi um adversário duro de ser batido, mesmo nos dias em que não estava tão bem.

Com o atual calendário, priorizar o Brasileiro e ter o mínimo de estabilidade, talvez seja uma receita mais eficiente do que ter elenco grande e estar dividido em várias competições.

Palmeiras vence em semana maluca

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A semana do Palmeiras mostrou a loucura que é o futebol brasileiro. Domingo passado ainda havia a expectativa de título, time e torcida estavam confiantes em uma vitória contra o líder Corinthians. Rapidamente tudo mudou.

Depois da derrota no clássico, o time perdeu também para o Vitória e os jogadores que eram exaltados passaram a ser extremamente criticados.

O torcedor é paixão, mas deve existir o mínimo de racionalidade e respeito aos profissionais. Natural que o torcedor se anime no bom momento e fique triste e irritado com as derrotas, mas o exagero nunca é bom.

O Palmeiras tinha uma expectativa muito grande para 2017. A cobrança foi enorme desde o início, mesmo com o título brasileiro de 2016, aliás o torcedor brasileiro poderia curtir mais os grandes momentos. O Palmeiras não conquistava o Brasileiro desde 1994, era um momento mais para celebração do que para uma cobrança exagerada.

Essa pressão pelo próximo título tem sido muito comum no Brasil. Claro que o time não vai parar depois de uma conquista, mas essa cobrança sufocante acaba deixando o futebol muito tenso e pesado para os profissionais e para os torcedores.

Corinthians faz sua parte

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Foto: Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians

Importante vitória do Corinthians em Curitiba. Nunca é fácil derrotar o Atlético na Arena, o desempenho não foi tão bom, mas o Corinthians pelo menos é um time mais tranquilo.

A queda de rendimento no segundo turno é clara em todos os aspectos, mas com a sequência de resultados ruins o emocional pesava demais, aquele time frio e calculista do primeiro turno não aparecia mais.

A vitória no clássico contra o Palmeiras trouxe de volta a tranquilidade, o Corinthians não fez um bom jogo em Curitiba, mas não se desesperou e conseguiu o resultado. O título brasileiro é questão de tempo, o clássico foi decisivo.

Santos na briga

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O Santos venceu o Atlético-MG e continua na briga pelo título brasileiro.

Na maior parte o campeonato, o Santos não jogou bem, mas conseguiu resultados e com a queda do Corinthians, o time chega vivo nas rodadas finais.

No primeiro tempo, o time agora comandado por Elano foi mais agressivo do que em jogos anteriores. O time concentrou suas tentativas pelo lado direito com Bruno Henrique e Victor Ferraz e fez em jogada iniciada por ali.

O Galo empatou no início do segundo tempo com Fred, mas na sequência David Braz colocou o Santos na frente mais uma vez. Neste momento o time recuou demais com as entradas de Daniel Guedes e Yuri e tomou duas bolas na trava, mas outra vez Bruno Henrique foi decisivo, linda jogada, agora já pelo lado esquerdo e gol de Ricardo Oliveira.

O Santos tem potencial para jogar mais do que jogou até aqui na competição. Vanderlei, Victor Ferraz, Renato, Lucas Lima, Bruno Henrique e Ricardo Oliveira são jogadores acima da média no futebol brasileiro. A pontuação melhor do que o desempenho manteve o time na briga e na reta final pode ameaçar.

Corinthians x Palmeiras

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O clássico deste domingo pode ser decisivo para o Campeonato Brasileiro. Aos poucos, os brasileiros estão entendendo como funciona o campeonato por pontos corridos. Quem vencer em Itaquera não será necessariamente o campeão brasileiro, mas pode dar um passo decisivo, na matemática e no emocional.

O Corinthians até agora não viveu um momento normal na competição. O time de Carille não é aquele imbatível do primeiro turno, mas também não é o time que brigaria para cair com a campanha do segundo turno. No futebol brasileiro a instabilidade é muito grande, o emocional pesa demais, tanto para o bem quanto para o mal.

O Palmeiras faz o caminho oposto. Até pouco tempo, era um time descartado da luta pelo título e com o técnico campeão brasileiro demitido. Assumiu o auxiliar Alberto Valentim, o desempenho melhorou, a tabela e as circunstâncias ajudaram e o time encostou no rival, com a possibilidade de disputar o confronto direto, uma vitória palmeirense coloca muita pressão no Corinthians.

Grande clássico, com cara de final e com times vivendo situações opostas. Promete muito o duelo de Itaquera.

Desempenho é o que mais preocupa no Corinthians

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Os resultados ruins e a diminuição da vantagem na liderança do campeonato preocupam o Corinthians, mas o pior sinal é o baixo desempenho.

O time caiu muito em alguns aspectos, piorou na bola parada defensiva, está mais lento na mudança de postura quando recupera ou perde a bola e individualmente alguns jogadores caíram bastante, principalmente Jádson, Rodriguinho e Arana.

Um vantagem de 6 pontos com 24 em disputa ainda é muito boa, o time pode melhorar tecnicamente e mentalmente, mas o sinal de alerta deve estar ligado.