Todos os posts de Flavio Prado

Jogo ruim no Morumbi

Leia o post original por Flavio Prado

Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press

O São Paulo jogou mal contra o Avaí no Morumbi. O momento não é bom, a confiança está baixa e isso afeta diretamente o desempenho.

No primeiro tempo, o time teve bons momentos. Alternou pressão alta e média, mas nos momentos em que recuou, deixou espaços para o Avaí que não teve qualidade para aproveitar.

No início do segundo tempo, Thiago Mendes saiu machucado e Rogério Ceni optou por Thomaz. O time perdeu consistência e passou a ter dificuldades para manter a posse de bola e para fechar espaços. Mais uma vez faltou qualidade para o time catarinense empatar.

O São Paulo vive um momento em que o resultado é mais importante que o desempenho. Uma coisa acaba ligada a outra, as vitórias devolverão a confiança e podem ajudar na melhora do desempenho.

Santos preocupa

Leia o post original por Flavio Prado

O Santos viveu momentos difíceis em 2017. Terminou 2016 como vice-campeão brasileiro e apresentando um grande futebol, manteve o elenco e o técnico, a expectativa era boa para o novo ano, mas alguns fatores atrapalharam.

No início do ano, Renato, Lucas Lima e Ricardo Oliveira sofreram com lesões. Faltam peças de reposição, o time sentiu, o desempenho caiu e os resultados não apareceram. Mesmo com a volta desses jogadores, o Santos não conseguiu apresentar um bom futebol com regularidade, veio a eliminação no Campeonato Paulista contra a Ponte Preta e o Santos por alguns dias sem jogos oficiais.

Na volta, o Santos veio com uma postura diferente. Ao invés da posse de bola e o controle do jogo, o Santos passou a ser um time um pouco mais precavido e muitas vezes apostou nos contra-ataques. Em algumas entrevistas, Dorival falou sobre a falta de confiança do time, a nova estratégia parecia ser a busca por resultados para retomar a confiança e depois o desempenho natural.

Os resultados do Santos não são ruins, principalmente na Libertadores. O time está invicto e classificado na principal competição que disputa, mas a retomada do desempenho é mais complicada, não é um processo simples e automático e o Santos parece estar cada vez mais distante de ser aquele time que valorizava a posse de bola e o protagonismo do jogo.

Amistoso é para observar

Leia o post original por Flavio Prado

Tite convocou 24 jogadores para os amistosos contra Austrália e Argentina e deixou jogadores importantes de fora.

A opção é correta, no Brasil cobramos resultado em amistoso e não analisamos como um treinamento como uma oportunidade de observar novos jogadores ou novas opções táticas. O amistoso, principalmente de seleções, serve exatamente pra isso.

Rafinha, Jémerson, Alex Sandro, Diego Alves e Ederson são jogadores que tem se destacado no futebol europeu e merecem a oportunidade.

Tite tem uma base formada e precisa buscar opções, alternativas e nesses amistosos buscará novas opções.

Claro que ganhar é sempre bom, mas não é a prioridade em um amistoso. Dunga em sua segunda passagem pela seleção venceu todos os amistosos e isso não era um sinal de bom trabalho.

Corinthians busca evolução com posse de bola

Leia o post original por Flavio Prado

(Foto Fernando Dantas/Gazeta Press)

O grande desafio do Corinthians no Campeonato Brasileiro é melhorar nos jogos em que terá que trabalhar com mais posse de bola.

O time foi testado e aprovado nos jogos em que pode se defender e jogar no contra-ataque, mas ainda sofre para propor jogo, a estreia contra a Chapecoense foi um desafio.

O time de Vágner Mancini não ficou atrás o tempo todo, nem é essa a característica do treinador, mas a iniciativa do jogo era do Corinthians e o time sofreu para criar.

O Corinthians de 2017 lembra o time de 2014 de Mano Menezes. Naquele ano, o Corinthians venceu os dois jogos contra o campeão Cruzeiro e teve ótimo desempenho contra os times da parte de cima da tabela, mas tropeçou muito contra os times mais fracos, na campanha do quarto lugar, o time tropeçou em casa com Figueirense, Botafogo(rebaixado em 14), Bahia, Coritiba e Chapecoense.

Fábio Carille devolveu ao Corinthians a força defensiva, perdida no segundo turno do Brasileiro de 2016, o próximo passo é tentar melhorar com a bola no pé, o time tem bons momentos durante o jogo, principalmente com triangulações pelos lados, mas precisa ser mais constante neste quesito.

Péssimo jogo do São Paulo no Morumbi

Leia o post original por Flavio Prado

Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press

Depois da parada de 17 dias, o São Paulo fez uma péssima partida contra o Defensa y Justicia no Morumbi. A atuação foi ruim em todos os aspectos, físico, técnico, tático e emocional.

O início parecia promissor, com menos de 1 minuto um gol bem anulado pela arbitragem e depois o gol de Thiago Mendes, mas depois do empate argentino, o São Paulo se perdeu completamente.

Sem a bola, o time cercou muito e desarmou pouco, nos últimos jogos parecia ter evoluído neste ponto. Com a bola um time pouco criativo, com muita dificuldade de achar espaços entre as linhas do adversário.

O Defensa y Justicia, comandado por um ex-auxiliar de Sampaoli, não ficou atrás o tempo todo, mas esteve compacto e organizado em todos os setores.

As eliminações provocam críticas, mas o São Paulo deve dar sequência ao trabalho que começou com Rogério Ceni. Não concordo com mudanças no meio do caminho, a direção deve ter convicção do que quer. Rogério tem uma proposta mais ofensiva que ainda não funciona naturalmente, as oscilações são grandes, mas é pior começar do zero com a temporada em andamento.

Corinthians concentrado e ritmado

Leia o post original por Flavio Prado

Foto: AFP

Foi mais um jogo coletivo bem feito pelo Corinthians. A vitória no Chile mostrou uma equipe bem consciente taticamente com jogadores marcando e decidindo. A estratégia do técnico Fábio Carille de inverter os lados de Romero e Jadson, ajudou a anular a força ofensiva da La U. E quando não, Cássio apareceu bem. Com os 2 a 0 de Itaquera, a classificação nunca esteve ameaçada.

O Corinthians levou uma vantagem interessante para Santiago e soube usá-la. Com Jadson, Jô, Rodriguinho e Romero marcando a saída de bola dos chilenos, o que passou a incomodar foram as bolas longas do adversário. Mas aí surgiram ou a boa postura defensiva corintiana ou as defesas de Cássio.

Talvez o mais justo fosse um empate como placar final, o que também daria a classificação para o time de Carille. Mas veio a vitória. Tanto melhor para um time, que vinha da ressaca de um título regional e viajou poucas horas depois da festa. Em campo, porém, não faltaram concentração e ritmo. Esses, talvez, os pontos mais fortes desse grupo.

Juventus x Real Madrid

Leia o post original por Flavio Prado

Foto: PIERRE-PHILIPPE MARCOU/AFP

Será uma grande final de Liga dos Campeões. Real Madrid e Juventus decidirão o principal campeonato de clubes em Cardiff no dia 03 de junho.

O Real Madrid tem a oportunidade de conquistar o segundo título consecutivo da Champions, fato que não acontece desde o Milan em 1990. De lá pra cá, aumentou o número de times competitivos com a ampliação no número de participantes. Até a metade da década de 90, apenas os campeões nacionais disputavam a competição.

A Juventus foi finalista em 2015. Do time vice-campeão daquela ocasião, muitos jogadores importante saíram, entre eles Pirlo, Pogba, Vidal, Tevez e Morata. Chegaram Daniel Alves, Khedira, Mandzukic, Cuadrado e Higuain. A temporada passada foi uma transição entre as equipes e Alegri trabalhou muito bem.

O Real Madrid de Zidane não é uma equipe de atuações brilhantes, mas é um time seguro, com ótimos jogadores e difícil de ser batido. Cristiano Ronaldo faz um fantástico final de temporada, o português é cada vez mais um finalizador. O português deve ser centroavante na parte final da carreira. O elenco tem ajudado Zidane, os reservas estão jogando a maioria dos jogos na reta final do espanhol e conseguem resultados, Isco, Asensio, Morata e James Rodriguez são opções interessantes para Zidane.

 

Palmeiras jogou mal na Bolívia

Leia o post original por Flavio Prado

Foto: AFP

O Palmeiras mais uma vez não jogou bem na Libertadores. Aliás, o Palmeiras ainda não fez uma grande partida em cinco jogos na competição.

Na escalação inicial, Eduardo Baptista colocou em campo uma equipe mais próxima do que fez na maioria dos jogos do ano, manteve o sistema e as novidades foram a ausência de Borja e a presença de Michel Bastos na lateral. Nos dois jogos anteriores fora de casa, Eduardo optou por um time mais físico, com Felipe Melo e Thiago Santos juntos em Tucuman e três zagueiro em Montevideo.

Mesmo com um time mais técnico em campo, o Palmeiras não manteve a posse da bola e não conseguiu impor seu ritmo ao jogo.

O time pode e deve jogar mais, quando a qualidade técnica é maior, a melhor forma de demonstrar é ficar com a bola, tentar levar o jogo para um ritmo mais cadenciado, mais para o lado técnico do que para o físico.

Pelo investimento feito, a cobrança é grande e até exagerada. Essa cobrança também atrapalha na busca por um melhor desempenho.

Pipocou, dançou

Leia o post original por Flavio Prado

Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press

A Ponte Preta tinha uma chance nessa final: jogar em casa. Aproveitou contra o Santos e o Palmeiras. Mas no jogo frente ao Corinthians pipocou feio. Tremeu no primeiro tempo e na segunda parte por vários motivos, colocou uma das piores zagas dos 117 anos do clube, Nino Paraíba, Kadú, Fábio Ferreira e Arthur, esse um reserva. E contra um time pragmático como o de Fábio Carille, foi um passeio. Acabou o Campeonato Paulista. O segundo jogo será amistoso.

O treinador corintiano aproveitou cada detalhe a favor de sua equipe. Frieza, experiência, toque de bola eficiente no meio campo e a grande fase da zaga. Já a Ponte precisava atuar como nos jogos anteriores, mas entrou assustada, fora do ponto. Coisas do futebol e de uma camisa pesada como essa do time de Itaquera.

Na próxima semana não terá nem Gabriel e nem Rodriguinho. Não muda nada. Poderia colocar até o Zizao, que nem está mais lá. Não há o que tire essa conquista dos corintianos. A única coisa que não pode é se acomodar com esse título. Três dos quatro rebaixados no Brasileiro de 2016 foram campeões regionais. Não serve como referência de força. Mas no caso da atual Comissão Técnica, muito inteligente, é bem possível que tenham bem clara essa situação.

A Ponte foi além do esperado. E deve ficar mais alerta ainda com o futuro. Domingo pode levar até o sub 20 que dá na mesma, e pensar em montar um grupo mais competitivo, para não correr o risco da queda para a Série B, que tanto assombra o Moisés Lucarelli a cada ano. Vai perder jogadores. Já trouxe Sheik e Xuxa, mas precisa de bem mais. Campeonato Nacional não é mata-mata, que causa ilusões. A regularidade será necessária. E um elenco mais equilibrado.

 

Palmeiras ganhou na bola e no tapa

Leia o post original por Flavio Prado

Foto: AFP

Um jogo com todas as vergonhas da ridícula Libertadores. Não dentro de campo, onde o Palmeiras foi vergonhoso no primeiro tempo e brilhante no segundo. Ganhou com todos os méritos. Saiu de uma postura muito defensiva e sem criatividade num 3/6/1 ou 3/2/4/1 da primeira fase, para um 4/3/3 bem agressivo do tempo final. E saiu de 2 a 0 contra, para 3 a 2, numa vitória histórica. Fazia 254 jogos que nenhuma equipe uruguaia na Libertadores fazia 2 gols a zero sem tomar virada. E o Palmeiras quebrou isso.

No final os uruguaios brigaram. Como muitas vezes fizeram, tentando intimidar brasileiros. Mas desta vez estava Felipe Melo. Covardemente pressionado por muita gente, que se estava ofendida, deveria ter essa postura no Brasil, deu um murro em Mier, que o perseguiu por todo o campo. Quando apanhou ficou reclamando.

Nunca defendi confusão e lamento que a Libertadores mantenha essas situações menores. Mas não existe possibilidade de melhoria. Ela é da Conmebol, a mesma cujos últimos 4 presidentes estão presos por corrupção e roubo. Além da eterna incompetência. Porém, não houve alternativa para os palmeirenses, que não reagir. Como reagiram na bola, reagiram na mão.

E por último, o maravilhoso desabafo de Eduardo Baptista. Falando só verdades sobre as fofocas, que povoam o futebol nos últimos anos. Pouco se fala sobre bola. Nada se estuda. Há sempre preferência pelos fuxicos. E Eduardo suportou até demais. Treinar os times tem sido o menor trabalho dos técnicos. E ele deu um basta. Parabéns.