Todos os posts de Ju Brito

Troca no comando do Blog

Leia o post original por Ju Brito

Caros leitores e amigos Tricolores,

O final de ano também provoca mudanças no Blog do Torcedor do Grêmio, conforme havia avisado anteriormente. Como prometido, as alterações serão positivas para todos. A modificação começa com o meu desligamento deste projeto do GloboEsporte.com.

A saída se justifica com mudanças na minha vida, que tomou rumos inesperados (e bons), mas que não me permitem ter a mesma disponibilidade de antes para satisfazer as necessidades do Blog. A responsabilidade de opinar, atualizar e comandar o Blog fica por conta de Lucas von , já conhecido de muitos pelos belos textos no Blog Tricolor. Quem ainda não conhece a capacidade do Lucas em representar os gremistas vai poder comprovar daqui pra frente.

Creio que algumas circunstâncias do mundo virtual tomam dimensões exageradas, pois uns se sentem no direito de ofender, acusar, difamar e machucar os outros, escondidos atrás de uma tela e de um apelido. Isso, infelizmente, faz parte deste meio. Aprendi muito com as críticas, com as reclamações, sugestões e com os meus próprios erros. Foi prazeroso e significativo, apesar do Grêmio não ter colaborado para que fosse melhor ainda, o que tornou o desafio sempre maior.

Depois de quase quatro anos como colunista (2009/2010) e blogueira (2010/2011), conheci muitas pessoas, cresci com as lições diárias que este espaço proporciona. Sou grata a todos que participaram deste processo, principalmente àqueles que interagiram diariamente. Agradeço ao Cristian Bonatto pela oportunidade quando me chamou para se “Mosqueteira” e ao Minwer Daqawiya pelo convite deste desafio de ser titular. Aos colaboradores e correspondentes, obrigada pelo apoio e acréscimo ao Blog.

Quem quiser manter contato, me acompanhe no twitter, no blog pessoal, na Ipanema FM (todas as segundas, às 20h) ou mandem um salve no Olímpico.

Grande abraço!
Juliana de Brito.



Médias finais do Brasileirão 2011 – Avaliação do torcedor

Leia o post original por Ju Brito

Mário e Escudero tiveram as melhores médias | Fotos: Press Digital

O Blog do Torcedor do Grêmio realizou, a partir da 14ª rodada, avaliações das atuações de jogadores e treinador no Campeonato Brasileiro. Ao final, os leitores deram notas conforme suas análises em 24 jogos. O objetivo era ter uma avaliação geral de todos que participaram de parte desta temporada. Obviamente, as notas não são definitivas ou têm a pretensão de julgar por si só a qualidade dos jogadores. É somente um mecanismo de avaliação não oficial oferecido pelo Blog.

Depois de 24 jogos (não realizamos a avaliação no empate em 2×2 com o Palmeiras, na 34ª rodada), foram apuradas as médias gerais de cada jogador, conforme o número de partidas em que atuaram. As notas demonstram a mediocridade do grupo e baixa expectativa do torcedor com o clube. A média geral, de 5,5, não “aprova” a “turma” em 2011.

O gráfico mostra as médias gerais dos 15 jogadores e do ex-treinador. Todos tiveram 12 ou mais participações como titulares.

Total de 22.875 avaliações em 24 rodadas
Média de 953 votos por rodada

*Entraram no decorrer do jogo: Escudero (1 vez), Saimon (2 vezes), Marquinhos (3), Gilberto Silva (3), Miralles (11), Adílson (9), Brandão (7) e André Lima (2).

A lista abaixo apresenta as notas daqueles que tiveram menos de doze atuações. Entre eles, de$taque para Gabriel.

Vilson – média: 5,1 / 11 jogos (2 substituindo)
Edcarlos – média: 5,1 / 11 jogos (3)
Leandro – média: 4,7 / 11 jogos (7)
Bruno Collaço – média: 4,3 / 9 jogos (4)
Lúcio – média: 3,6 / 7 jogos (2)
Willian Magrão – média: 3,4 / 6 jogos (4)
Diego Clementino – média: 3,2 / 6 jogos (5)
Gabriel – média: 3,1 / 5 jogos (3)

Menção Honrosa: dois jogadores da base que apenas estrearam e um treinador que foi dispensado quando iniciaram as avaliações dos “Melhores e Piores” da rodada:

Yuri Mamute: 3,8
Everaldo: 3,6
Julinho Camargo: 3,4

Nota de Ouro: foi a mesma duas vezes. A nota 9,2 apareceu pela primeira vez para Escudero na partida contra o Atlético-PR (4×0), com 993 votos. Já Douglas conseguiu o mesmo valor na sua atuação contra o Flamengo (4×2), com 1.951.

Escudero: 9,2
Douglas: 9,2

Para conferir todos os posts do “Melhores e Piores” clique aqui.




38ª rodada: Melhores e Piores

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Internacional 1×0 Grêmio
Total de votos: 578

Fernando: 6,9
Victor: 6,5
Saimon: 6,3
Mário Fernandes: 5,7
Vilson: 5,1
Júlio César: 5,1
Escudero: 4,7
Marquinhos: 4,5
Miralles*: 3,6
Leandro*: 3,6
Douglas: 3,4
Lúcio*: 2,6
André Lima: 2,3
Fábio Rochemback: 2,2
Celso Roth: 1,9

*Jogadores que entraram no decorrer da partida

Como funciona: o objetivo é avaliar o desempenho de quem vai a campo a cada final de rodada. Para isso, no pós-jogo será disponibilizado um formulário para dar nota aos jogadores. Dois dias depois da partida, o resultado será divulgado em um novo post. No final do ano, teremos uma avaliação do Blog para todos os gremistas que atuaram a partir da 14ª rodada, inclusive para o treinador. As notas apresentadas sempre correspondem à média dos votos populares.




Bem-vindo, 2012

Leia o post original por Ju Brito

Junto com o novo ano, nos deparamos com a difícil missão de dar um voto de confiança para escolhas de uma diretoria que errou muito e com o desafio de encarar mais um ano sob este “governo”. Renovar esperanças só será possível com a chance aos recém chegados, sem pré-conceitos ou ideias compradas da mídia.

Caio Júnior, criado na base gremista, chega com um currículo de treinador iniciante. Por ser jovem e estar no início de sua trajetória, acredito que a dedicação, motivação e renovação são mais fortes. É um pingo de esperança, sempre com desconfiança, em meio a tanta alienação e desespero dos últimos anos.

O novo comandante também tem outro importante aspecto a seu favor: conhece a estrutura do Grêmio e tem identificação com o clube. É sua grande chance de finalmente despontar na profissão, já que no Flamengo, Palmeiras e Botafogo as diferentes circunstâncias não o levaram a esse patamar.

No entanto, não é só pela mudança no comando técnico que o Grêmio deve urgentemente começar a próxima temporada. São mudanças de comportamento de quem quer o Tricolor forte novamente, isso inclui o presidente e o torcedor. O discurso politiqueiro e desgastado, que tem permeado as notícias do clube, está nos consumindo da pior forma. Lembremos que o Grêmio não é de Odone, é da sua torcida. Mesmo com o atual contexto, a situação pode ser revertida, se Caio Júnior conseguir unir o grupo em prol de um Grêmio vencedor. Mas o torcedor – mesmo o mais pessimista – precisa lhe dar uma chance.




Adeus 2011

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[Pós-jogo] Internacional 1×0 Grêmio

Foto: Marcos Nagelstein | VIPCOMM

O último jogo do campeonato pouco importava em termos de tabela para o Grêmio. Uma vitória seria uma forma de se despedir com honra de 2011 e talvez até dar um ânimo para o ano que se aproxima. A derrota, no entanto, é muito mais representativa e ficou muito mais cabível pelo que o clube fez no ano. Perdemos por todas as deficiências repetidas exaustivamente durante a temporada.

Avalie os jogadores e o treinador na 38ª rodada do Brasileirão.

A escalação próxima do que poderia se dizer de “melhor que o clube” tem já desenhava a derrota. A ausência de Rafael Marques pelo menos dava uma esperança de uma zaga menos atrapalhada. Se boa parte da culpa foi das substituições estranhas ou inexplicáveis do ex-treinador, o restante foi culpa de planejamento da diretoria, que não construiu um grupo suficientemente forte para chegar a posições que condizem com a grandeza do clube.

Com o adversário necessitando o resultado, o Grêmio aproveitou-se da tranquilidade e marasmo para equilibrar a partida. Na marcação, impedia qualquer jogada mais incisiva do Internacional. Puxava contra-ataques e assim foi o primeiro a criar chances claras. Mas parou na incompetência ofensiva. Na lentidão de seus jogadores.

O resultado de 1×0, com penalidade convertida pela referência técnica do adversário – não contamos com essa figura no final do Brasileirão –, transformou-se no retrato do Grêmio de 2011. Na 12ª posição da tabela, o clube colocou-se em uma situação de equipe mediana, com poucas atuações convincentes e poucos jogadores comprometidos em mudar isso. Roth era a cereja do bolo”

O ano termina da forma que começou: com equívocos, sem títulos, sem evolução. Só uma nova fase, com página virada e erros corrigidos poderão nos dar esperanças de que este Grêmio pode ser forte como o velho Grêmio que nos mantêm aqui.




Roteiro de despedida

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[Pré-jogo] Internacional x Grêmio

O Grêmio chega na última rodada com a paciência do seu torcedor esgotada. Talvez ainda reste um último suspiro, mas como em qualquer circunstância isso exige um mínimo de reciprocidade. A despedida de Celso Roth promete ser à sua maneira, usando o máximo de voltantes possíveis. Neste domingo, dependerá também dele a qualidade da “festa” no confronto dos clubes que mais (o amaram?) o odiaram.

A escalação projetada para o clássico expõe as limitações do grupo, mas também soa como uma zoação do treinador. Roth chegou a montar o time sem nenhum atacante ou referência no ataque. Escudero ficaria como último homem, responsável por finalizar, com William Magrão, Fernando e Rochemback formando o trio da felicidade do treinador. A outra opção também não é muito animadora, como foi em quase todo Brasileirão, com André Lima isolado no ataque

O único objetivo deste domingo tira a torcida do marasmo e da indiferença que o clube mereceu neste final de campeonato. Afinal, Grenal tem um força independente que nos move em um último desejo de vitória – e buscar esse objetivo é obrigação de quem fez corpo-mole nos últimos jogos. Por outro lado, parece utopia acreditar que por algum instante esse espírito tome conta do grupo, já contaminado por um clima de férias.

A tranquilidade – que não existiria se o clube estivesse competindo por algo de sua grandiosidade – coloca toda a responsabilidade e o favoritismo do lado de lá. Como em qualquer jogo, o mínimo que esperamos é a vontade pela vitória. Independente do resultado, o Grêmio pode fechar o ano renovado pela saída de ideias desgastados do velho conhecido. No final da “festa de Roth”, não haverá torcida que arrisque fazer coro de “Fica, Roth”.




Sem dizer até logo

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Foto: Diego Guichard | globoesporte.com

Celso Roth encerrou, oficialmente, mais um ciclo no Grêmio. A saída era natural pelo que se projetou na sua chegada. Fez o suficiente e o máximo que podia. Torcida e dirigentes são cientes da sua capacidade de tirar o time de uma situação complicada e também da sua inclinação a perder o gás muito rápido. Por isso, seria insustentável e burrice mantê-lo para a próxima temporada.

Junto com Roth, também se espera ansiosamente o anúncio de outras saídas. Mas isso é história para depois do GRE-nal. Pela falta de interesse do Grêmio no clássico, passamos por uma semana que não tem apresentado as características do confronto. A torcida só se motivará em massa e unida quando o Grêmio tiver objetivos grandes para ele, e não para os “outros”.

Mas GRE-nal é GRE-nal e durante os 90 minutos o que exigimos é que o time busque a vitória, independente dos que os de lá almejam. Independente da nossa situação. É a premissa óbvia para o futebol: ganhar sempre. Obviamente, a responsabilidade não está conosco o que deixa o jogo com um clima bom de uma despedida que esperamos muito, sem dizer “até logo”.

O Blog do Torcedor do Grêmio também está passando por mudanças que certamente vão agradar os leitores.

Nesta quinta, o Grêmio lançou o Plano Azul, primeiro título de capitalização exclusivo do Clube voltado para seu torcedor. A ideia é interessante e a receita será também destinada ao FUTEBOL.

Também opinei sobre a saída de “Róti” no programa Arena Sportv:

37ª rodada: Melhores e Piores

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Grêmio 2×2 Atlético-GO
Total de votos: 796

Marquinhos 6,2
Mário Fernandes: 5,8
Escudero: 5,0
William Magrão: 4,8
Douglas: 4,7
Saimon: 4,6
Júlio César: 4,6
Vilson: 3,9
André Lima: 2,8
Adílson*: 2,7
Vitor: 2,5
Gabriel*: 2,5
Rafael Marques: 1,8
Celso Roth: 0,7

*Jogadores que entraram no decorrer da partida

Como funciona: o objetivo é avaliar o desempenho de quem vai a campo a cada final de rodada. Para isso, no pós-jogo será disponibilizado um formulário para dar nota aos jogadores. Dois dias depois da partida, o resultado será divulgado em um novo post. No final do ano, teremos uma avaliação do Blog para todos os gremistas que atuaram a partir da 14ª rodada, inclusive para o treinador. As notas apresentadas sempre correspondem à média dos votos populares.




[Pós-jogo] Grêmio 2×2 Atlético-GO

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Foto: Jefferson Bernardes | gremio.net

Em mais um jogo para cumprir tabela, o Grêmio não fez o mínimo que se espera. Padecendo da falta de vontade da maioria dos jogadores e da incompetência do treinador, o empate sonolento foi condizente com o ano do clube. E nada que acontecer no próximo domingo justifica a permanência das coisas como elas estão, a começar pelo comando técnico do time.

Avalie a atuação dos jogadores e do treinador na 37ª rodada do Brasileirão.

O primeiro tempo com inexistência de futebol mostrava que o rumo do jogo era lugar nenhum. O gol do Atlético ainda tentou acordar o time de Roth de um longa hibernação no calor do verão. A etapa complementar demonstrava a equipe levemente interessada em pelo menos empatar. Marquinhos, que já foi muito criticado pela sonolência, era o mais ativo do jogo. Em jogada de André Lima, quem diria, William Magrão apareceu como elemento surpresa para marcar o gol de empate.

Logo na sequência, Marquinhos virou o jogo. Em uma tentativa de administrar o jogo, Roth tirou justamente o elemento principal da partida para colocar Adílson. Com sua falsa defensividade (Juarez também não tem material para montar um time “decentemente retranqueiro”), o treinador e o time só esperavam pelas ações do adversário, que agradeceu as falhas individuais para igualar o placar mais uma vez.

Esses últimos jogos do campeonato certamente não são o melhor parâmetro para definir saídas e permanências, mas Roth já carimbou o momento de sua rescisão desde sua chegada. Terminou o que tinha para fazer quando cumpriu com o modesto objetivo estabelecido pelo clube. Depois do jogo, ainda deu mais razões para não ficar, transferindo toda a responsabilidade da derrota aos jogadores. No domingo que vem, o clássico tem a mesma importância dos últimos jogos: pelo menos justificar os altos salários e honrar a camisa.




Enterro dos Aflitos

Leia o post original por Ju Brito

Neste sábado, 26 de novembro, completam-se seis anos de um jogo marcante na história do Grêmio. O inacreditável e insólito fim de tarde daquele dia ecoa como um exemplo de superação e garra. Será? Como efeito negativo, a Batalha virou sinônimo de discurso falacioso e enganador. Tornou-se um símbolo invertido do Grêmio que queremos.

É evidente que esta data poderá ser lembrada por muito tempo e recontada a todas as gerações. Afinal, é um embate mundialmente conhecido e admirado, nunca antes visto na história. No entanto, passa longe de ser um exemplo para planejamento e títulos ou para motivar a torcida em uma década de fracassos.

Em um ano de erros desde a pré-temporada até o fim do Brasileirão, na direção e no futebol, o discurso enfraqueceu mais ainda a Batalha dos Aflitos – e nos enfraqueceu. Faz-nos repensar: o que realmente queremos para o Grêmio? Desejamos um clube vencedor e com objetivos grandiosos, com o seu tamanho, novamente. Não queremos que o modelo de motivação seja um jogo da série B, que, na verdade, deveria ter sido vencido dentro de sua normalidade por um time que era tecnicamente superior ao Náutico.

2012 se aproxima não muito promissor, mas com muitas lições para os cartolas que tanto se orgulham de um passado recente que não queremos sequer repetir. Esses mesmos “governantes” precisam saber que a Arena, sozinha, não trará títulos para o Grêmio. O futebol é nosso propósito principal. E só cresceremos se o grande passo para a Arena for dado em simultaneidade com o enterro de discursos repetidos e desgastadas guerras.