Todos os posts de Mauro Beting

Onde tudo foi pequeno. Ituano 2 x 1 São Paulo

Leia o post original por Mauro Beting

Tudo é grande ou é vendido como tal em Itu. Tudo é gigante e foi vendido como colossal no Morumbi. Mas foi tudo pequeno no São Paulo. Mais uma vez. O que não significa dizer que o clube esteja se apequenando. Está “apenas” errando. Como nunca desde 1930.

Não houve a “evolução” que tanto fala e nem sempre se vê no time de Dorival Júnior. Houve mais uma atuação fraca. Das piores entre tantas pequenas. Com um time mais uma vez lento como montou a diretoria tão perdida quanto o time nos últimos tempos. Com alterações infelizes como tem feito o treinador. Com tudo mais uma vez em cima de algumas pernas. Cueva foi de novo o símbolo tricolor. Tudo passou por ele. De bom e de ruim. Se é que realmente tem algo bom no São Paulo.

O resultado foi pífio como tem sido o desempenho e/ou os placares. Desta vez não teve ao menos um tempo elogiável como nas últimas quatro partidas. Só teve decepção.

E não parece haver solução com esse elenco. Nem me parece a melhor saída trocar o treinador.

Onde tudo foi pequeno. Ituano 2 x 1 São Paulo

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Tudo é grande ou é vendido como tal em Itu. Tudo é gigante e foi vendido como colossal no Morumbi. Mas foi tudo pequeno no São Paulo. Mais uma vez. O que não significa dizer que o clube esteja se apequenando. Está “apenas” errando. Como nunca desde 1930.

Não houve a “evolução” que tanto fala e nem sempre se vê no time de Dorival Júnior. Houve mais uma atuação fraca. Das piores entre tantas pequenas. Com um time mais uma vez lento como montou a diretoria tão perdida quanto o time nos últimos tempos. Com alterações infelizes como tem feito o treinador. Com tudo mais uma vez em cima de algumas pernas. Cueva foi de novo o símbolo tricolor. Tudo passou por ele. De bom e de ruim. Se é que realmente tem algo bom no São Paulo.

O resultado foi pífio como tem sido o desempenho e/ou os placares. Desta vez não teve ao menos um tempo elogiável como nas últimas quatro partidas. Só teve decepção.

E não parece haver solução com esse elenco. Nem me parece a melhor saída trocar o treinador.

Onde tudo foi pequeno. Ituano 2 x 1 São Paulo

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Tudo é grande ou é vendido como tal em Itu. Tudo é gigante e foi vendido como colossal no Morumbi. Mas foi tudo pequeno no São Paulo. Mais uma vez. O que não significa dizer que o clube esteja se apequenando. Está “apenas” errando. Como nunca desde 1930.

Não houve a “evolução” que tanto fala e nem sempre se vê no time de Dorival Júnior. Houve mais uma atuação fraca. Das piores entre tantas pequenas. Com um time mais uma vez lento como montou a diretoria tão perdida quanto o time nos últimos tempos. Com alterações infelizes como tem feito o treinador. Com tudo mais uma vez em cima de algumas pernas. Cueva foi de novo o símbolo tricolor. Tudo passou por ele. De bom e de ruim. Se é que realmente tem algo bom no São Paulo.

O resultado foi pífio como tem sido o desempenho e/ou os placares. Desta vez não teve ao menos um tempo elogiável como nas últimas quatro partidas. Só teve decepção.

E não parece haver solução com esse elenco. Nem me parece a melhor saída trocar o treinador.

San Martin! Vasco classificado na Libertadores

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José de San Martín nasceu na Argentina, estudou na Espanha, e foi o primeiro presidente do Peru que libertou dos espanhóis. Ainda foi força-tarefa na independência do Chile e da Argentina.

San Martín é um dos Libertadores da América. Inspiração do nome do torneio que já foi do Vasco há 20 anos. Vasco que não tem sido vascaíno nos últimos dez.

San Martin Silva foi o homem do Vasco em Sucre, onde o Jorge Wilstermann de Cochabamba mandou o jogo de volta. E já mandava no placar inacreditável e nos pesadelos vascaínos com 16 minutos. Fez 3 a 0 como se o rival não fosse o Vasco. Perdendo todas de cabeça e perdendo toda a cabeça e o corpo esvaziado sem ar e ideias.

E continuou não sendo na segunda etapa. Mesmo um pouco menos pior, levou o quarto gol que levava o duelo aos improváveis, impensáveis e infelizes pênaltis.

Não fosse Alex Silva desperdiçar no final do tempo uma bola que seria lembrada por todos os tempos pelos não-vascaínos, tudo teria caído como as águas que na noite castigavam o Rio tanto quanto os últimos desgovernantes em todas as esferas.

Parecia que o Vasco não sabia mais o que era bola. O que era Vasco na altitude, ao nível do mar, abaixo do nível do Vasco na última década.

Parecia que as tormentas viriam ao cabo dos tiros livres e perdidos como bala da marca penal. Mas o general da nau que soçobrava sem deixar nada que sobrasse na Colina fez a histórica atuação em Sucre. Pegou o primeiro dos pênaltis dos aviadores bolivianos. Defendeu o segundo numa terra sem oceano. E singrou os mares de retorno ao Rio sangrando corações defendendo a terceira cobrança. A da classificação.

A do alívio mais que da alegria.

Precisa sofrer assim, Vasco?

Se serve de consolo, o elenco amadureceu alguns anos em 90 minutos e mais pênaltis na Bolívia. Aprendeu mais uma vez que precisa aprender muito mais.

Mas precisava mesmo sofrer tanto?

Recopeiro! Grêmio bicampeão da Recopa.

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Tinha de ser no último chute. E do rival. Marcelo Grohe galatteou e, na última Cobranca do Rey de Copas, o rei das Recopas ganhou o primeiro título de 2018. Teve tri da Libertadores depois de 22 anos em 2017. Teve o penta da Copa do Brasil depois de 15 ano em 2016.

Podem ter melhores coisas do que o início ruim no RS-18. Natural que tenha. Como foi normal sofrer tanto contra camisa tão pesada e copeira vestida por time tão organizado e perigoso. Mesmo com um a menos de novo, ainda no primeiro tempo.

O Independiente soube se fechar como havia feito em Avellaneda. Soube ainda machucar e quase vencer heroicamente na partida e na prorrogação pesada e emocionante. Mas era jogo mesmo para pênaltis. Primeiro gol de Jael. E enésima salvação pelas mãos de Grohe.

Não estará na Hino como Lara. Não tem todas as faixas da múmia Danrlei – ainda. Mas caminha com a mesma segurança para defender onde o Grêmio estiver. Até a pé. Sempre com as mãos e o coração.

Sócrates

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Fala, Magrão! Parabéns por hoje. 64 anos! Tudo mal que 64 não traz boas lembranças. Não tem nada a ver com você. Melhor lembrar os Beatles cantando lá nos 20 anos deles o que seria quando Paul

tivesse 64. Ele chegou. Você, não. A vida é assim. A partida de gente querida como você também nos deixa assim.

O filhão Gustavo hoje trabalha no Santos do seu coração juvenil que, Doutor, ninguém comete esse engano, virou outro alvinegro desde que pisou no Parque São Jorge, em 1978, e foi além de 1984. Quando as Diretas não passaram e você com pesar foi se exilar na Fiorentina. Onde você não se estendeu e nem se fez entender.

Uma pena.

Vida seguiu, e você seguiu por ela como “artista” como sempre falou seu amigo Cachaça. Um médico que não sabia nem operar galinha. Um jogador que jogava de costas. O “8” que não saía da sombra do Santa Cruz, nem com o pai te orientando como muito bem fez a vida toda fora de campo.

Magrão, só você para me fazer erguer o braço e o brado. Um brinde ao craque que virou ídolo que virou colega que virou amigo. Você faz muita falta neste Brasil perdido e pedindo para se perder. Sua utopia seria batismo. Seu arroubo seria santidade. Sua receita seria remédio. Sua loucura seria sanidade.

Samba de uma bola só. São Paulo 0 x 1 Santos

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Foi o melhor tempo do São Paulo em 2018 – o que não tem sido difícil de ver. Mas foi uma atuação de bom nível, com belos lances como as tabelas entre Nenê e Diego Souza, e alguns lances interessantes de Cueva. Só que com pouca velocidade e a falta da palavrinha da moda: intensidade.

Jair fechou o Santos em reconstrução. Quando não conseguiu com o ótimo miolo de zaga que tem, Vanderlei mostrou mais uma vez que o Brasil segue muito bem servido de goleiros – não de equipes que façam gols.

Na segunda etapa, o São Paulo foi mais uma vez definhando fisicamente e, pra piorar, levou um gol que o Tricolor não vinha levando. Talvez por não enfrentar um senhor atacante como Gabriel Barbosa. Gol de quem sabe. O terceiro em três jogos do centroavante que saiu como se não tivesse deixado a Vila Belmiro. Mesmo.

Depois do gol, o São Paulo não se achou. Criou pouco. Talvez não merecesse a derrota. Mas, certamente, o torcedor não merece o que não tem visto desde 2012. E o santista pode esperar dias e jogos melhores, quando tiver o time mais completo do que tem estado à disposição de Jair.

Campeão da Taça Guanabara. Flamengo 2 x 0 Boavista.

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Era o jogo mais importante da história do clube de Saquarema. Era mais uma decisão de Taça Guanabara para o time que faz de Cariacica e de quase todas as plagas o seu Maracanã.

Por isso também foi mais equilibrado que o esperado. No tiro longo e na bola parada, o Boavista criou no primeiro tempo mais do que o Flamengo dos laterais presos na ajuda à defesa, do Cuellar atento na proteção geral, e do meio-campo talentoso mas ainda longe do seu potencial.

Na segunda etapa, o Flamengo melhorou e fez a lógica e a história. Ainda que com mais duas entre tantas bolas mais erguidas do que trabalhadas. Dois lances mais lotéricos que condizentes à caríssima camisa de carisma e a quem veste – que não é barato: um gol contra de Kadu Fernandes depois de cabeçada de Réver, e outro gol de Vinicius Jr. que mal tocou mal na bola para dar o título ao time de melhor campanha. Melhor elenco que nem precisou jogar tudo e jogar com todos para ter campanha exemplar, com apenas um gol sofrido contra alguns rivais sofríveis.

Mais ainda não se pode cobrar do Flamengo. E nem precisa. Mas é preciso mais para a estreia sem torcida na Libertadores contra o River Plate que não vem bem. Mas é River. Como se espera que o Flamengo seja mais Flamengo.

Clássico das pás de cal

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Bahia e Vitória, Vitória e Bahia, torcedores e jogadores, cartolas e treinadores, cidadãos e bípedes, imprensa e políticos, brasileiros e brasileiras, todos temos nossas digitais no grotesco Ba-Vi que não acabou. O Clássico da Paz da foto antes do jogo que não terminou por expulsões em excesso, simulações além da conta, provocações desmedidas, reações destemperadas, infantilidades explícitas, machezas despropositadas.

Todos somos responsáveis pela irresponsabilidade no Barradão. Todos. A mídia sem modo e abaixo da média que insufla e depois quer sair debaixo do insufilm. Profissionais que são mais remunerados que adoram dizer que o “futebol tá chato” e não aguentam a bronca ou pilham além da conta e dos contras. Treinadores que não conseguem ou não podem treinar e que são levados pelo mercado insano é intenso. Indisciplinas que não são punidas e que são mesmo incentivadas por baixo dos panos ou acima dos trapos.

O resultado lastimável é esse clássico aos trancos e barracos depois de uma celebração que é tanto gif prévio do goleador quanto provocação prévia da batalha. É tanto brincadeira quanto baixaria. Tanto pertence ao futebol quanto à falta de decoro.

Saudades do Dario que defendia o dele sem atacar o do outro. Do humor que era humorado e não humilhava. Da alegria compreendida e da tristeza respeitada. Quando não tinha mimimi – e, se tivessem, se aturavam os memes. Quando se resolvia em campo e sem chororô e chatice.

Sei que no futebol é válido gostar mais da derrota alheia do que do próprio triunfo. É mais gostoso berrar “chupa” a gritar “gol” muitas vezes. É gostar do seu e não gostar do outro. Tudo isso é futebol. Inclusive as cenas lamentáveis.

Mas num mundo sob intervenção, melhor usar minimamente o espaço entre as orelhas. Melhor puxar algumas orelhas a levar alguns pés nelas.

Ter mais responsabilidade não é tirar a zoação. É não colocar gasolina na fornalha da inquisição de nossos tempos. Difícil dizer quem errou mais no Ba-Vi das pás de cal na paz. Todos têm suas responsas e respostas.

Todos. Sem exceção. E não vou julgar ninguém aqui e nem jogar às bestas e bostas no ventilador. Só vou pedir um pouco mais do que tem faltado a todos.

Paz de espírito. E espírito de paz.

O futebol não confia em goleiros negros. Uma pena.

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Jaguaré era estivador do porto no Rio de Janeiro. Aos 22 foi convidado a treinar no Vasco pelo zagueiro Espanhol que o viu catando todas as bolas na várzea como carregava todos os sacos no cais. Na época do amadorismo, 1927, teve de aprender a escrever para assinar o próprio nome para ser goleiro vascaíno. Em um ano já estava na Seleção. Em 1931, jogou tanto contra o Barcelona, na Espanha, que ficou na Catalunha, contratado para a reserva do mítico Zamora. Não gostou e voltou ao Vasco, onde não o quiseram de volta. “Traidor”! Foi jogar no Corinthians mantendo o mesmo estilo provocador dos rivais. Ficou com saudades da Europa e descolou um lugar em Marselha. No Olympique virou O Jaguar e foi campeão francês, em 1937. Em 1939 voltou ao Brasil com medo da guerra. Perdeu todo o dinheiro nas noites e nas lutas. Morreu de modo violento, só não se sabe se em briga ou se no manicômio. Enterrado como indigente, em 1940.

Goleiro. Negro.

Veludo era estivador do porto no Rio de Janeiro. Jogava na várzea no Harmonia até ser levado ao Fluminense em 1951 pelo árbitro Armando Marques para ser reserva do mítico Castilho, da Seleção, em 1950. Lesões do titular deram chance a ele. Como excelente arqueiro que foi, as agarrou. As atuações o levaram à Seleção para as Eliminatórias da Copa de 1954. Jogou tanto que foi convocado para o Mundial na Suíça mesmo na reserva de Castilho, no Flu e no Brasil. Um ano depois, jogou muito mal um Fla-Flu. Levou seis gols. E disseram que ele estava “na gaveta”, vendido, subornado. Foi parar no Atlético onde foi campeão em Minas. No Santos jogou pouco. No Madureira, ainda menos. O de cisne foi no Canto do Rio. Quando a bebida tomou de vez o corpo que ele afogava em álcool ainda no Fluminense. A cirrose levou o ex-atleta que era só pele, em 1970.

Goleiro. Negro.

Barbosa foi o melhor goleiro do Brasil entre 1945 e 1950. Titular absoluto do Expresso da Vitória que foi base da Seleção, em 1950. Brasil favorito também pelas seguras atuações dele na Copa. Onde nada pôde fazer na decisão no gol de empate de Schiaffino. Onde poucos poderiam imaginar que Ghiggia do Uruguai chutaria aquela bola entre ele e a trave esquerda do Maracanã. Não foi frango, ele não teve culpa. Mas a marca ficou. “A pena máxima para um crime no Brasil é de 30 anos. Mas a minha punição já passou dos 40 anos…” lamentava, em 1990. E mais ainda em 1994, antes do tetra, quando a comissão técnica da CBF não deixou que ele se aproximasse dos goleiros do Brasil para a Copa dos Estados Unidos. “Daria azar” a presença de Barbosa…

Goleiro. Negro.

São três histórias. Três casos reais com alguns componentes irreais. Muitos deles injustos.

São três carreiras que ajudaram a criar a fama, com alguns outros lances terríveis como os do negro goleiro corintiano Barbosinha (que levou dois gols de falta estranhos do palmeirense Tupãzinho, em 1967).

Goleiros negros que falharam. Ou nem isso. Goleiros que falham independente da cor de pele. Mas que no Brasil são marcados na pele e na alma.

Não sei se a origem do preconceito explicitado pelo negro Edilson no Fox Sports é essa. A mesma sensação que Vampeta também tem. Outros atletas afrodescendentes também pensam igual. Muitos jogadores que não são negros ou mulatos analisam do mesmo jeito. Mesmo vendo e jogando com e contra Dida. Mesmo elogiando Jailson hoje na meta palmeirense. Jefferson há quase uma década no Botafogo. Mesmo vendo bons goleiros como o camaronês N’Kono, nos anos 80.

É fato: o mundo do futebol não “confia” em goleiros negros. Também é preconceito, claro que é. Mas é o que temos em todas as cores e credos.

Uma pena que não se sustenta. Uma pena que é mais antiga que a “punição” a Barbosa.