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Pelo alto. E avante. Grêmio 1 x 0 Botafogo.

Leia o post original por Mauro Beting

ESCREVE GUSTAVO ROMAN

Foi uma classificação suada, em um confronto dos mais equilibrados. O Imortal Tricolor avança as semifinais da Libertadores e agora está apenas quatro jogos de uma grande conquista. Enfrenta agora o traiçoeiro time do Barcelona do Equador, que eliminou Palmeiras e Santos, ambos fora de casa. Mas tem bola, elenco, torcida e tradição para passar com tranquilidade. Ou ao menos sem passar sufoco.

Na noite de hoje, o Botafogo foi bem superior no primeiro tempo. Teve menos a bola, como de costume. Porém, finalizou e criou mais oportunidades. Quatro contra apenas uma dos donos da casa. Renato até tentou fazer com que seus comandados mantivessem o estilo de toque de bola. Contudo, os jogadores foram incomodados pela marcação alta do Botafogo. O que acabou levando a inúmeros passes errados, especialmente no sistema defensivo. Felizmente sem maiores consequências.

A coisa estava tão feia que o jovem Arthur, melhor jogador na partida de ida e convocado por Tite para a seleção brasileira ficou sumido, encaixotado pela forte e implacável marcação. Renato foi obrigado a mudar o time. Aos 37, Léo Moura deixou o gramado para a entrada de Everton na extrema esquerda. Ramiro foi jogar como meia central e Fernandinho veio para a direita.

O Tricolor melhorou na etapa final. Mesmo assim, o Alvinegro ainda era levemente superior.  Até Igor Rabello cometer falta desnecessária na intermediária. Edílson cruzou e Barrios foi para a disputa como quem disputa uma vaga na semifinal da Libertadores. Honrando o espírito, a raça e o sangue derramados por De León em 83. Matheus Fernandes, ao contrário, parecia que disputava uma pelada de fim de ano. Barrios, subiu, atropelou, testou e marcou. Um a zero. Se por baixo a coisa estava difícil, o caminho para a glória era pelo alto. Aos 28, nova chance em uma jogada aérea. Gatito Fernández salvou o que seria o gol do desafogo Tricolor.

Jair Ventura tentou tornar o Botafogo mais ofensivo com suas alterações. Entretanto, a bola já queimava nos pés cariocas. Bruno Silva, Roger, Arnaldo e Lindoso, todos caíram demais de produção. E o Grêmio se defendeu sem levar mais sustos até o fim.

Uma classificação mais do que justa pelo conjunto da obra. Que hoje derrotou um grande oponente. E que segue na trilha certa para uma terceira volta olímpica. Faltam só quatro jogos.

ESCREVEU GUSTAVO ROMAN

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Não deu. Santos 0 x 1 Barcelona do Equador.

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Levir não tinha Lucas Lima, Renato e Victor Guedes. Não tinha no banco opções que não foram aquelas como Nilmar e Vítor Bueno. Não teve mais uma vez o melhor de Ricardo Bueno. Bruno Henrique só foi ser decisivo como tem sido ao cuspir no rival e ser expulso como ele. Vanderlei não tinha o que fazer na bela cabeçada do bom Alvez, que arrancou a camisa (amarelo) e deixou o cotovelo na sequência para ser tolamente expulso quando já estava o placar justo para quem jogou melhor e buscou mais o gol em 180 minutos.

O Santos que não sabia o que era perder foi eliminado não sabendo jogar para ganhar. Os desfalques pesaram. A boa organização rival e o rápido contragolpe do Barcelona fizeram estragos. O árbitro deu pouco acréscimo no final. Mas nem isso justifica tão pouca bola. Vista em outros jogos. Mas só escancarada de vez na eliminação dolorida na casa inexpugnável na Libertadores havia 33 anos.

Nem a Vila conseguiu jogar pelo Santos. Sentiu o time pesado e sem ideias desde o início. Vecchio não pôde ser aquele. Um meio-campo com Leandro Donizete e Alisson só podia ser o que não foi.

Os placares alvinegros eram melhores do que o futebol. Como parece ser este 2017 santista. O Barcelona segue bem e bonito. Eliminou na casa dos brasileiros o campeão e o vice do Brasil.

É o que temos. Pouco.

Volantes de qualidade. Flamengo 4 x 0 Chapecoense.

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ESCREVE GUSTAVO ROMAN

A posição de volante é uma das mais importantes para qualquer equipe de futebol. Ele é o jogador responsável pela cobertura dos zagueiros, laterais e até mesmo outros meio-campistas. Mas não se resume somente a isso. Hoje, a função de começar a construção ofensiva começa também pelos seus pés. São eles os incumbidos de dar velocidade a saída de bola. Portanto, não podem nem devem errar passes. Seria roubar e arriscar devolver a posse ao adversário em seguida. Diante desse quadro, é fantástico observamos bons jovens valores surgindo como Arthur, do Grêmio e da seleção. Wendell, do Fluminense. Maycon, do Corinthians.

Com Rueda, o Flamengo parece ter aprendido essa lição. William Arão e Cuellar foram, na partida de hoje, o mais fiel retrato de volante moderno que se possa querer. Cumpriram a risca sua parte defensiva, roubando bolas. E não deixaram de dar qualidade na frente. Fizeram até mais. Apareceram na área adversária. Infiltraram. Marcaram os dois gols em um ótimo primeiro tempo Rubro-Negro. E encaminharam a classificação para as quartas de finais da Copa Sul Americana.

Com a vantagem, o Fla tirou o pé na etapa final. Normal pra quem tem uma decisão importantíssima na semana que vem. Sofreu um pouco, principalmente com a velocidade do bom Penilla, seja pelo lado direito, seja pelo esquerdo. E ainda se deu ao luxo de poupar seus principais jogadores (Diego e Guerrero) no fim da partida.

Mesmo assim, chegaram naturalmente a goleada com mais dois gols. Um de Juan, parecendo vinho, quanto mais velho, mais joga. E outro de Lucas Paquetá depois de ótimo passe (e atuação de Everton Ribeiro).

Aos poucos, Rueda vai conhecendo seus atletas e encaixando melhor suas peças. Pelo que vimos hoje, chega a ser um crime inafiançável o que Zé Ricardo fazia de deixar Cuellar e Juan no banco de reservas. A goleada foi importante para dar tranquilidade e confiança. E para fortalecer ainda mais o grupo que busca os títulos da Copa do Brasil e da Sul Americana, além de um final digno de brasileirão. Talento pra isso existe de sobra. Basta saber utilizá-lo. De preferência, com volantes de extrema qualidade.

ESCREVEU GUSTAVO ROMAN

Veja a análise de Gustavo Roman 

 

América para os americanos. Vamos sair do armário com nossas camisas.

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Maravilhoso ver o América de volta à turma de cima (não a “elite”) do futebol do Rio. Lindo ver o amigo Alex Escobar celebrando no gramado o acesso do clube e o acesso de alegria dele e do pai que o acompanhou ao estádio.

Como foi a alegria inebriante do Trajano quando o América chegou a uma decisão de Taça Guanabara, em 2006. Entrou até pelos ares na ESPN como se estivesse na Tijuca até de madrugada. Como provavelmente ficou. E como. E bebo. E celebro.

É isso. Alex e Trajano são como tantos. Torcedores. Só fazem o que muitíssimo bem fazem por serem torcedores. Apaixonados.

Fica mais fácil até trabalhar quando se torce por quem poucos torcem. E muitos se identificam. No caso, não tem como não achar linda a camisa do América. A cor do América. A paixão do América. O amor do Alex e do Zé.

Só torço para que outros torcedores entendam quando nós torcedores saímos do armário com nossas camisas que nos levaram ao jornalismo futebolístico. Estou há 27 anos aqui por estar no mundo há 51 como palmeirense.

Não defendo que sejamos clubistas. Clubismo não é assumir o time pelo qual torcemos. Clubismo é distorcer a favor dele e distorcer contra o rival no exercício do ofício.

Só entende a loucura que é o futebol quem ainda tem um clube para torcer. Jornalista que deixa de torcer ou não tem time, com o devido respeito, já perdeu o meu indevido respeito.

Eles não vão pagar nada

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Alexandre Moraes, aquele, ministro do STF, aquele, concedeu liminar, aquela, que desobriga os clubes, aqueles, de estarem com as contas, aquelas, em dia para disputarem as competições, aquelas. Por ora, os clubes, esses mesmos, não serão rebaixados, aquilo mesmo, por falta de pagamento e vergonha no cofre. Enfim, liberou geral. Você pode não pagar pro país. Pros seus pais e filhos. Paga mal os funcionários e atletas. Não paga as comissões devidas – só as indevidas. Rola a dívida como a bola. E não acontece nada com os incompetentes e/ou coniventes. Não deram a menor pelota ao Profut. Aquele. A ação de inconstitucionalidade foi impetrada pelo PHS, aquele, do deputado federal Marcelo Aro, aquele, mais titular da seleção da CBF, aquela, que o NeymarO melhor, pior, de tudo foi a entidade, aquela, que cuida de nosso futebol dizer que isso é bom porque, desse modo, ou falta de modos, “o torcedor tem o direito de ver as competições resolvidas exclusivamente dentro do campo de jogo.”..A ce-be-efe falando em resolver dentro de campo as coisas…

Ufa! Mas ainda falta muito. Vitória 1 x 2 São Paulo.

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Militão subiu no escanteio e abriu o placar no segundo tempo de um São Paulo melhor com Cueva. Filipe Souto ampliou contra, na infelicidade de nova bola parada contra o Vitória. O gol no final do mandante ampliou o sufoco contra o São Paulo que, no final das contas, mereceu os três suados pontos. Eles ainda não tiraram um dos quatro grandes incaíveis da zona. Ainda não fizeram o torcedor dormir sossegado. Ainda não apagaram os tantos erros fora e dentro do campo. Ainda não viram um sistema defensivo confiável. Ainda não veem uma equipe forte e firme. Ainda não conseguem vislumbrar um final de campeonato mais cômodo e seguro.

Mas é hora de celebrar mesmo o resultado. Baita placar pelas circunstâncias em que o São Paulo se enfiou no pelotão de baixo. Sidão talvez tenha feito sua melhor partida pelo clube. Além do gol, Militão parece ser a opção mais confiável na lateral. Arboleda foi bem. Cueva jogou o que desde março não fazia pelo São Paulo.

E Hernanes, como Hernanes, teve alguns Hernanes a mais para ajudar o São Paulo que só tem sabido errar.

Mas ainda tem salvação. Porque são muitos times querendo cair. A distância para o 12º colocado é de apenas dois pontos. É um bolo só. Nessa maçaroca, tem como ser a cereja.

E se o atacante que fez o gol com a mão assumisse a irregularidade?

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Não estou falando do Jô, nem do Corinthians, nem de Itaquera, do Vasco, Euriquinho, FPF, Dalai Lama. Estou falando do lance irregular. Erro crasso. Como também foi erro quase tão claro o pênalti no primeiro tempo sobre o atacante que meteu o braço no instinto artilheiro. No instante do gol. Algo que acontece. Mas que poderia ser evitado usando o mesmo braço para assumir a irregularidade.

Ele perderia um gol. Ganharia um amarelo. O time dele perderia a chance de ampliar ainda mais a mais do que merecida liderança no campeonato. Mas ele ganharia um lugar na história. Uma bela chance de dar um exemplo. Belo exemplo. Chance de ser condecorado pela Fifa.

Só que o atacante fez o que quase todo mundo faria. Acredito. O que é muito triste. E mais ainda pela hipocrisia dos clubistas. Quase todos talvez tivessem atitude ou discurso diferentes se torcessem pelo time que foi beneficiado.

Todos acabaram metendo a mão nesse lance. Todos saíram derrotados.

Mas, acredite. O futebol já ganhou algumas vitórias muito além do campo. Nos casos que mostro no vídeo abaixo. Lances históricos de fair-play em campo.

Fair-play existe no futebol

Pouco brilho. Cruzeiro 1 x 0 Bahia.

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ESCREVE GUSTAVO ROMAN

Não foi uma partida agradável. A Raposa entrou em campo num 4-4-2, com Hudson e Henrique centralizados. Robinho pela direita. Rafinha pela esquerda. Thiago Neves tendo a liberdade para encostar em Raniel. O Tricolor foi num 4-2-3-1. Edson e Juninho como volantes. Vinícius como meia central. Zé Rafael e Mendonza nas extremas. Rodrigão no comando do ataque.

Os mandantes começaram melhor. Chegaram três vezes em menos de dez minutos. Mas esbarraram no ótimo goleiro Jean e na falta de pontaria. A partir dos 15, o Bahia se acertou e passou a ter a posse da bola. Com isso, travou o ímpeto do Cruzeiro, que errava passes demais no terço final. E além de não ter mais levado sufoco, ainda quase abriu o placar já nos acréscimos, quando Mendonza e Vinícius tabelaram num contragolpe e Fábio fez grande defesa.

O panorama mudou na etapa complementar. Os donos da casa passaram também a ser os donos da bola. Equilibraram a posse. E chegaram com muito mais perigo. Logo aos seis minutos, Rodrigão cometeu penalida máxima de forma infantil ao empurrar o adversário na cobrança de escanteio. Thiago Neves foi para a cobrança. Porém, mais uma vez lá estava Jean para defender.

Mano tirou o apagado Rafinha e pôs De Arrascaeta em campo. Cinco minutos depois, Thiago Neves cobrou córner da direita. Léo subiu mais que a zaga e testou firme para fazer um a zero. Merecido pelo que produziu o time mineiro.

Depois do gol, os treinadores trataram de trabalhar. Mano pôs Lucas Silva e Rafael Sóbis nos lugares de Hudson e Robinho. Preto Casagrande (ou seu auxiliar, já que a esta altura ele já fora expulso pelo árbitro) sacou Tiago, Vinícius e Rodrigão, fazendo entrar Thiago Martins, Edgar Júnio e Hernane.

O Cruzeiro se retraiu para garantir o resultado. Contudo, aos 38, Lucas Silva foi bem expulso pelo árbitro após cometer falta em Zé Rafael. A equipe se reorganizou num 4-4-1. E suportou os ataques baianos até o fim.

Uma vitória merecida. Que recoloca a Raposa no G-6 e aproxima o Tricolor do Z-4. E que mostra pelo que os times devem brigar até o fim do campeonato. A lamentar apenas o estado do gramado (houve um show recentemente no Mineirão) e as poucas emoções em mais de 90 minutos de partida.

ESCREVEU GUSTAVO ROMAN

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Mão de Jô, pênalti no Jô, o jogo do juiz. Corinthians 1 x 0 Vasco.

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Jô meteu o braço na bola que provavelmente seria gol de Marquinhos Gabriel (que jogou tudo que não tem jogado Jadson) na frente do assistente adicional que não assiste o árbitro, não assiste ao lance, e não adiciona. Romero ainda entregou a irregularidade do corintiano que tanto enalteceu Rodrigo Caio ao dedurar o erro no Majestoso recente, pelo SP-17. O paraguaio ficou olhando para o árbitro a mais que nem isso observou. Preferiu lavar as mãos e borrar o apito que erra mais um lance capital do futebol do Brasil.

Como o árbitro errou ao não marcar um pênalti no mesmo Jô na primeira etapa em que o Corinthians foi um pouco melhor do que o Vasco. Lance também na frente dele. Uma vitória que seria merecida mesmo sem outra grande atuação e, infelizmente, será mais comentada por outro erro daqueles típicos da arbitragem mundial.

O jogo é cada vez mais rápido e ríspido. Cada vez mais difícil de apitar. Mais corrido do que jogado. Mais acelerado e celerado do que bem bolado e pensado. Fica mais difícil para o árbitro. Para todos eles. Ainda mais com quase todo mundo de costas para eles. Dando de ombros aos erros. E quase todos querendo meter a mão na regra, na bola, na boa, na bolada.

O Corinthians ganhou o clássico pelo que jogou, pelo que tem jogado (embora já tenha jogado muito mais), e por aquilo que a arbitragem ajudou no gol de Jô, e antes tinha prejudicado no pênalti de Jô.

Não tem esquema para um ou contra o outro. Tem incompetência. Despreparo. Pressão. Amadorismo. Erro humano. Por mais desumano que acabe sendo.

O que tem é o Corinthians ampliando a vantagem no campeonato que Grêmio, Santos e outros rivais não querem mesmo ganhar.

Que preguiça! Flamengo 2 x 0 Sport.

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ESCREVE GUSTAVO ROMAN

A vitória do Flamengo era importante e até previsível diante da má fase do adversário. Rueda escalou o time num 4-2-3-1 com Márcio Araújo e William Arão como volantes. Gabriel aberto na direita. Diego como meia central e Everton Ribeiro na esquerda (numa clara sinalização que o treinador pode abrir a competição pela vaga do setor) e Guerrero na referência. Luxemburgo espelhou taticamente o Sport. Patrick e Rithelly na cabeça da área. Wesley centralizado. Lenis e Osvaldo nas extremas. André no comando do ataque.

Os visitantes começaram melhor. Até porque aproveitavam os espaços deixados pela falta de recomposição defensiva de Gabriel pelo setor esquerdo de ataque. Principalmente com a boa chegada do volante Patrick, que ameaçou Muralha em duas finalizações. Só que logo aos oito minutos, Everton Ribeiro, muito a fim de jogo, achou Trauco. O peruano cruzou. Magrão espalmou para frente e Guerrero, oportunista, marcou seu vigésimo gol na temporada.

O time carioca passou então a controlar a partida. Tendo muito mais a posse de bola e ganhando os rebotes. Luxa sentiu o time em dificuldades e tentou mudar. Abriu Wesley na direita para dar um pé a Raul Prata na marcação a Everton Ribeiro. Centralizou Osvaldo. E pôs Lennis na esquerda, tentando fazer com que o colombiano entrasse no jogo. Rueda respondeu invertendo Gabriel e Everton Ribeiro de lado. Apesar do evidente domínio, o Fla finalizou pouco. E assustou menos ainda o goleiro Magrão. Até porque Diego tinha mais uma atuação bem abaixo do que pode render (Alô, Tite). Assim como Arão e Gabriel.

O Sport voltou com Thallysson no lugar de Lennis. Tentou equilibrar a batalha no meio de campo. Não funcionou. Em dez minutos, os donos da casa chegaram duas vezes. A primeira com Diego. Magrão fez ótima defesa e salvou a pátria pernambucana. Aa segunda com Everton Ribeiro, que bateu raspando a trave esquerda.

Aos 18 minutos, Patrick foi expulso pelo árbitro após cometer falta (de cartão amarelo) em Márcio Araújo. Exagerou na reclamação e acabou levando o vermelho. Imediatamente, Luxa tirou o amarelado Rithelly e pôs Anselmo em campo. Na sequência, tentou ganhar velocidade nos contra-ataques ao sacar Osvaldo e colocar Rogério. Reorganizou seu time num 4-4-1.

Com a vantagem numérica, o Flamengo que já havia dado sinais claros de preguiça no fim da primeira etapa desacelerou de vez. A ponto dos visitantes assustarem duas vezes. Ambas com Rogério. Em lances que a retaguarda Rubro-Negra ficou só olhando.  Rueda pôs Berrío e Lucas Paquetá nas vagas de Arão e Diego. O ritmo do confronto não se alterou. Mas o Fla pelo menos não foi ameaçado.

Quando tudo levava a crer que a partida terminaria mesmo um a zero, já nos acréscimos Berrío fez boa jogada pela direita e cruzou na cabeça de Everton Ribeiro. Ele testou firme e deu números finais ao encontro. Um prêmio a um dos poucos atletas que se esforçaram os 90 minutos. Sem preguiça. Uma vitória importante, que recoloca os cariocas (mesmo que momentaneamente) no G-4 do campeonato. Mas que deixa uma pulga atrás da orelha do técnico e dos torcedores. Era mesmo necessário sofrer diante de um oponente com menos um jogador?

ESCREVEU GUSTAVO ROMAN

Veja a análise de Gustavo Roman