Todos os posts de Mauro Beting

Eu torço. Portuguesa Red Bull. 

Leia o post original por Mauro Beting

ESCREVE FLÁVIO GOMES

O Red Bull, a exemplo da Portuguesa, caiu fora na primeira fase da Série D. Vejo um desperdício de tudo na existência paralela desses dois clubes.
A Red Bull, ao contrário do que fez em outros países (como Alemanha/Leipzig e Áustria/Salzburg), no Brasil resolveu encarar o futebol sozinha.
Hoje, tem uma estrutura fantástica, investimentos e gestão exemplar. Mas ninguém dá muita bola, encara esse clube não como “time-empresa”, mas como “time de empresa”, algo que para o brasileiro ainda é um tabu. Com isso, joga sem torcida para estádios vazios e não desperta admiração, nem simpatia de ninguém.
A Portuguesa, por sua vez, tem história, torcida, mídia, simpatia, zero de rejeição. Basta ver a comoção quando foi rebaixada injustamente para a Série B em 2013 e novamente agora, com todo mundo triste de acompanhar sua queda livre. E por “todo mundo” entenda-se não só a torcida da Lusa, mas as de todos os times de São Paulo e até do Brasil.
Uma fusão Red Bull-Portuguesa seria ótima para todos. O futebol passaria a ser administrado APENAS pela Red Bull e a Portuguesa entraria com seu nome, sua história, seu patrimônio, sua torcida. Tem um estádio muito bem localizado, que com uma ligeira reforma se transformaria numa “Red Bull Arena” facilmente.
Creio que está mais do que na hora de dirigentes das duas entidades se encontrarem para conversar. #PortuguesaRedBull seria uma fusão que daria certo. Muito certo. E a mídia (falo isso porque estou nela) daria 100% de apoio e festejaria o renascimento de uma das entidades esportivas mais queridas do Brasil, com o apoio de uma marca que conseguiria angariar ainda mais simpatia do que já tem. Com a vantagem de chamar a atenção para o futebol de uma molecada que hoje nem tem time para torcer, porque não curte esse “mainstream” dos chamados grandes que, a cada dia que passa, mais se afastam de suas origens.
Pensem nisso, Red Bull e Portuguesa. O bonde da história de ambos pode estar passando sem que vocês se deem conta. No que diz respeito à Lusa, nada de coitadismo. Ninguém precisa ficar com pena dela, e sua torcida, agora, olha para a frente e para o futuro. O verdadeiro torcedor da Portuguesa quer que seu futebol saia das mãos da velharada que a levou para o precipício. Vejam o que aconteceu especialmente em Leipzig. Perguntem se alguém lá ficou chateado.
Eu, se fosse a Red Bull, pensaria muito sério nessa possibilidade. Para não falar do potencial de venda das latinhas nas 6 mil padarias de São Paulo/Grande São Paulo, 80% delas nas mãos de portugueses e descendentes.

ESCREVEU FLÁVIO GOMES

Corinthians se defende sem desarmar. Apenas se posicionando e se antecipando. 

Leia o post original por Mauro Beting

O Corinthians não desarma. Ele se antecipa, ele intercepta. Ou melhor: ele se posiciona. 
O Timão tem sido o melhor time do campeonato. Disparado. Muito organizado defensivamente. Mas não apenas isso. Quando tem a bola, tem sabido o que fazer com ela mais do que o esperado. Trabalha bem. Aproxima os atletas. Joga apoiado. Ajuda e se ajuda. 

Mas o melhor dele é o jogo coordenado defensivamente. Vem de Mano a partir de 2008 e até agosto de 2010. Passa por Tite do final de 2010 até dezembro de 2013. Um 2014 discreto com o próprio Mano. Um enorme 2015 com Tite até mais uma troca por conta da CBF, em junho de 2016. E voltou com tudo com Carille, em janeiro de 2017. Ex-auxiliar de Mano a partir de 2009, e por todo esse período. 

Carille em pouco tempo armou duas linhas muito próximas de quatro na marcação sem a bola. Com dois atacantes ajudando no combate ao rival. Todos muito próximos e compactos. Sem dar espaços entre essas linhas. Com invejável disposição tática e física de todos. Como se fossem 11 Romeros marcando, 11 Jadsons armando, e 11 Jôs em clássicos finalizando. 
Mas impressiona mesmo é a organização sem a bola. O trabalho para recuperá-la. Ou defender a meta. Ainda mais se comparado ao despedaçado e bagunçado Corinthians que, no BR-16, teve Tite, Cristóvão, Carille e Oswaldo. Um time que, ainda assim, teve o quarto melhor índice de desarmes do campeonato – 19 em média por partida, segundo o Footstats. Acredite: um desarme a mais que o líder de 2017, que hoje tem apenas o 12º desempenho em 20 clubes…
Qual o segredo da eficiência? A capacidade de concentração que leva ao bote correto. À interceptação precisa. Nisso o Corinthians é líder, com 6 por partida. Repetindo o retrospecto do campeão de 2016. O Palmeiras de Cuca tinha as mesmas seis bolas recuperadas por jogo. Muitas delas à frente. Com todo o time. Pela capacidade de concentração. A tal “intensidade” tantas vezes falada, nem sempre vista. 

Embora com filosofias distintas, Carille e Cuca mostram que defender não é só desarmar. Também é ocupar espaços. Maior mérito do Timão de 2017. Time que é 14º apenas em faltas cometidas. 
Uma equipe que comete poucas faltas e não desarma tanto. Mas sabe como se antecipar e se precaver. 

Sem brilho. Bahia 0 x 1 Flamengo.

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ESCREVE GUSTAVO ROMAN

Na entrevista coletiva após o jogo Zé Ricardo reconheceu que a performance foi muito abaixo do que se esperava. E foi pragmático ao arrematar. O que valeu foram os três pontos. Perfeita leitura do que aconteceu na Arena Fonte Nova.

Os dois times entraram em campo num misto de 4-2-3-1 e 4-1-4-1. Evidentemente, a qualidade técnica do Rubro-Negro era superior. Ou ao menos deveria ser. Everton Ribeiro, jogando aberto pela direita, errou praticamente tudo que tentou. Inclusive a finalização que acabou resultando no gol de Berrío. Ao menos tem a desculpa de estar sem ritmo de jogo. Arão e Diego também estiveram muito mal. Guerrero brigou, lutou, mas novamente cometeu mais faltas do que boas jogadas. Thiago quase falhou em um lance capital e algumas saídas. Matheus Sávio era nulo pelo lado esquerdo. De positivo, a ótima atuação do zagueiro Rhodolfo.

Pelo lado do Bahia, a equipe era superior no início. Com Allione pela direita e Zé Rafael pela esquerda, o time levava perigo e criava as melhores chances. Aos 29 minutos, Lucas Fonseca foi justamente expulso. Jorginho rearrumou a equipe no 4-4-1. E mesmo em desvantagem numérica seguiu aproveitando os inúmeros erros do Flamengo e sendo mais perigoso. Entrou na zona do rebaixamento. Porém, não creio que continue lá por muito mais tempo.

O gol Rubro-Negro nasceu por acaso, num lance fortuito. Com um a zero a favor, Zé Ricardo tratou de fechar a casinha com a entrada de Cuellar na vaga de Everton Ribeiro. E mesmo assim sofreu. Sofreu porque errou de mais. E sofreu porque cometeu inúmeras faltas perto da sua própria área. Dando ao Bahia a chance de tentar um abafa na bola parada. Por sorte, nada aconteceu.

O Flamengo chega ao G-4 até antes do que se imaginava. Vai se recuperando lentamente. Contudo, o nível das atuações precisa melhorar. Urgentemente. Não será todo dia que a equipe irá jogar tão mal e cometer tantos erros e sair impune. Com três pontos na bagagem. E uma sensação de alívio na cabeça.

ESCREVEU GUSTAVO ROMAN

Veja a análise de Gustavo Roman 

Pra Guerra. Ponte Preta 1 x 2 Palmeiras. 

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Cuca tem tido mais trabalho do que eu imaginava para remontar o Palmeiras competitivo e forte como os investimentos desde 2015. Ele já esperava as dificuldades pelo grupo diferente que tem em mãos. 
Mas, bem aos pouquinhos, como Cuca fala e gosta de fazer, começa a ter os resultados que não tinha, ainda que nem sempre com os desempenhos possíveis. Em Campinas, onde não vencia desde 2013, e sem Jean, Dracena, Egídio (ou seria Zé Roberto ou mesmo Juninho?), Felipe Melo, Moisés e Dudu (desde o início), conseguiu ótima vitória. Muito pelo futebol de Guerra e pelo espírito dele. 
Gols bem trabalhados, alguns bons lances de ataque, e ainda sustos naturais para um time desentrosado, sem muito tempo para treino, e estreando (bem) um volante de 17 anos como Gabriel Furtado. 
Um quarto lugar ao final das contas da rodada é bom. Mas, como este Palmeiras, ainda tem como e onde melhorar.  

Vitoria de c… Grêmio 0 x 1 Corinthians.

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Paulo Roberto saiu a dribles na Arena gremista como se fosse Ronaldinho e quase fez o gol do grande líder invicto do BR-17, no primeiro tempo. Na segunda etapa, o primeiro volante alvinegro que substiuiu Gabriel avançou pela esquerda como se fosse um atacante e deu para Jadson concluir entre as pernas de Marcelo Grohe como se fosse Jô. 

Esses dois lances explicam muito a excelência do Corinthians. E de qualquer equipe que pinta como c… Enfrenta o vice-líder, na casa dele, faz o que o reserva Paulo Roberto fez (e tem feito), e ainda assim sofre pouco diante do time do melhor jogador do campeonato. Luan. Justamente quem bateu o pênalti tolo cometido por Marquinhos Gabriel em Geromel. Luan que não bateu bem. Mas o mérito é maior de Cássio. Outro que calou críticas e desconfianças na bola, não pela boca. 

Como esse Corinthians do Carille. Time que não só ganha de 1 a 0. Quando joga bem, faz muitos gols. Quando não joga tão bem, ganha do mesmo jeito. E como superou o Tricolor gaúcho. Depois do gol de Jadson, por mais que o Grêmio tenha chegado mais vezes, sempre passou a impressão de que o Corinthians não entregaria os pontos.  Nem mesmo no pênalti. 

Equipe muito bem armada. Com 11 Romeros se ajudando. E 11 Jô finalizando. E milhões de fiéis cada vez mais acreditando num time do Car… Com uma vitória de ca… contra um grande rival. Grêmio que vem jogando muito bem. Mas só isso não tem bastado contra o líder invicto. 

Descolorido. São Paulo 1 x 1 Fluminense. 

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Jucilei marcou aos 6 minutos o primeiro gol paulista, em lance irregular pela posição adiantada de Rodrigo Caio, que atacou a bola na falta cruzada da direita. Uma semana antes, aos 7, Cazares havia aberto a contagem para o Galo, na derrota tricolor por 2 a 1. Muda muito a marcha da contagem e o andar da carruagem. Mas o São Paulo desta vez jogou menos. Deu a bola e o campo ao Tricolor carioca, que atacou melhor pela esquerda, com a boa dupla Leo e Richarlison em cima de Araruna, que voltou sem ritmo à lateral direita. 
O Fluminense só não empatou no primeiro tempo pela série impressionante de defesas de Renan Ribeiro. O mesmo que chegaria tarde na bela pancada do ótimo Wendel, aos 5 da segunda etapa. Fazendo justiça ao time que melhor e mais buscou o ataque. Mas que depois parou quando o próprio Wendel saiu, dando mais espaço ao dono da casa. Mas não do placar. Por mais que o São Paulo criasse, ainda devia bola e poder de fogo. Finalizou 15 vezes, pelas contas do Footstats. Não é pouco. Mas só três delas no alvo – diferentemente do Flu, que mandou sete das oito conclusões na meta bem defendida por Renan. O São Paulo precisa finalizar 13 vezes para marcar um gol. É o 15º no aproveitamento no BR-17. É muito pouco. 
O São Paulo jogou menos do que nas derrotas contra os Atléticos. Mas desta vez fez o ponto que não conseguiu antes. Merece a análise criteriosa do desempenho e do resultado. Tem atuado melhor. Mas não tem sido suficiente. 
Não fosse Rogério o treinador, já seria ainda mais questionado. No mínimo. Como, do lado carioca, a capacidade e carisma de Abelão garantem um sono mais tranquilo nas Laranjeiras. 

Nenê é grande. Vasco 1 x 0 Atlético Goianiense. 

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O Vasco só perdeu em casa para o líder do BR-17. Ainda que feio, ganhou todos os outros jogos. Ainda que hoje de um dos mais sérios candidatos ao rebaixamento. Apertado. Sofrido. Com problemas defensivos. Com pouca criatividade. 
Mas com Nenê. 

Ele não pode ficar fora de qualquer Vasco que se escale desde 2015. É o melhor vascaíno desde então. Já esteve bem melhor. Hoje pode até se questionar a titularidade na sequência estafante, ainda mais pela idade que tem. 

Mas com Nenê. 

Não tem como tirar tantas vezes do time. Precisa mais gente boa ao lado. Se possível, jovens com a qualidade e vitalidade de Douglas e Vital. 

Nenê é grande. Vasco 1 x 0 Atlético Goianiense. 

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O Vasco só perdeu em casa para o líder do BR-17. Ainda que feio, ganhou todos os outros jogos. Ainda que hoje de um dos mais sérios candidatos ao rebaixamento. Apertado. Sofrido. Com problemas defensivos. Com pouca criatividade. 
Mas com Nenê. 

Ele não pode ficar fora de qualquer Vasco que se escale desde 2015. É o melhor vascaíno desde então. Já esteve bem melhor. Hoje pode até se questionar a titularidade na sequência estafante, ainda mais pela idade que tem. 

Mas com Nenê. 

Não tem como tirar tantas vezes do time. Precisa mais gente boa ao lado. Se possível, jovens com a qualidade e vitalidade de Douglas e Vital. 

Garçom Noguera. Sport 0 x 1 Santos.

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Depois de 5 jogos e 80 minutos sem levar gols…
Osvaldo saiu do banco para bater todo torto a bola do gol da grande vitória rubro-negra na Vila. Presente doado pelo zagueiro comprado pelo empresário que ouviu o garçom de Puerto Madero e os taxistas de Buenos Aires dizerem que Noguera valia a pena. 

Nada contra se informar a respeito de profissionais de vários ofício. Barbeiros e taxistas normalmente têm todas as soluções dos problemas mundiais. Como jornalistas esportivos, publicitários e Reinaldo Azevedo. Mas era de se imaginar que dar tantas chances a Noguera daria nisso. Doar um gol na segunda chance pernambucana no jogo de poucas oportunidades e qualidades foi o jeito sem jeito de Noguera fazer história. 

Kayke, no primeiro tempo, e Jean Mota, na segunda etapa, perderam chances inacreditáveis. Não é só Noguera o responsável pelo mau resultado santista. Lucas Lima fez alguns bons lances, mas pouco mais criou. Bruno Henrique e Copete que vinham jogando bem murcharam. E o Sport se aproveitou para ganhar o gol na segunda chance. A primeira, o excelente Vanderlei impediu que André fizesse o dele, em belíssima enfiada de Diego Souza. Outro que jogou menos do que sabe, também por estar  mais longe da meta rival. Como o Santos ficou um pouco mais distante do objetivo real desde a chegada de Levir. 

Olhar de Roger 

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A filha de Roger nunca viu um gol do atacante do Botafogo em fase iluminada. Ela nunca viu o rosto do pai e da mãe em nove anos de escuridão. 
Por inciativa do Globo Esporte, em belíssima reportagem, Giulia recebeu três telas em relevo com a imagem do drible em Matheus Ferraz, o toque por sobre Magrão, e o belo gol do Botafogo sobre o Sport, na celebração dos companheiros do pai da menina. 

Alguns filhos não puderam acompanhar a carreira dos pais. Ou não viram o auge. A tecnologia hoje ajuda. Mas nada pode fazer Giulia ver o que o pai e a mãe vivem. O mundo que para a maioria basta abrir os olhos para ver, ela enxerga apenas por sentimentos como o do centroavante que, agora, passa a ter a maior torcida do país.

Giulia passa os dedos por sobre a imagem impressa em 3D e, na narração do pai, ao lado de Luiz Roberto, vai conseguindo ver o que ela só ouve. E não houve quem não se emocionasse com o primeiro replay que vimos pelos dedos. Com o primeiro gol que Giulia viu. 

Tanta coisa que passa na frente da gente e não enxergamos. Tantos que não vemos por não querer e por que não vamos sentir. E a Giulia nos emocionando e ensinando a valorizar o que os olhos não veem. Mas o coração sente.