Todos os posts de Mauro Beting

Os Neymares querem o Flamengo. E a torcida precisa entender isso. 

Leia o post original por Mauro Beting

Na entrevista com Neymar para a primeira edição da Playboy, em abril de 2016, o pai dele me disse que o sonho que  tinha para o filho era encerrar a carreira no Brasil jogando e morando no Rio (onde compraram casa). Atuando pelo Flamengo do ídolo Zico. 

Na entrevista do domingo de Páscoa para o Esporte Interativo na mesma sala do papo de janeiro do ano passado, o próprio Neymar falou por ele, pelo pai, e ao lado do Zico. Quer um dia jogar no Maracanã lotado. No Flamengo. 

Brinquei, e foi uma brincadeira, que ele poderia jogar no Palmeiras que já foi do coração infantil dele.  Brinquei com a dona Leila para ela assinar um cheque para ele disputar posição com o Keno. Brinquei, torcida do Flamengo, que adora um chiste. Pena que alguns adoradores do Diabo tenham achado que eu quis levar o menino para o Allianz Parque..: Como se eu pudesse. Como se ele quisesse. 

Não adianta dizer que essa informação fui eu quem passei em abril do ano passado. Em junho repercuti com o presidente do Flamengo no Fox Sports. Nem que Zico também tenha feito “lobby” por outro gênio na Gávea. Tem gente que vou clubismo meu…
Clubismo não é torcer por um time. O que eu faço. Clubismo é distorcer contra um clube. O que abomino. E jamais fiz. E quem quiser que leia 1981, meu livro e de André Rocha, sobre o melhor time que vi na vida no Brasil. O Flamengo de 1981-82. 

Até porque Neymar é um que decide pela cabeça dele. O filho. Em 2006, com 13 anos, não quis ficar no Real Madrid. Já queria ser Barcelona. Como quis em 2011. E mesmo em 2013, quando o Real Madrid ofereceu mais, e o pai dele e o empresário Wagner Ribeiro quiseram muito mais Madri. Quando Manchester Unired e PSG ofereceram oceanos de dinheiro, Neymar Jr. insistiu em ser Barcelona. 

Nosso ele decide sozinho. Como botou na cabeça e no coração que quer Flamengo. 

Espero que os bons de coração entendam os que os ruins de cotovelo não compreendem. 

A defesa foi o melhor. São Paulo 0 x 2 Corinthians 

Leia o post original por Mauro Beting

MADRI – Jô vai fazer um gol em clássico. Goleiro do São Paulo vai tomar um gol discutível. O Tricolor vai tomar gol. 2017 em “certezas”. O Corinthians é favorito em mata-mata contra o São Paulo. Essa é máxima dos últimos anos. 

Fechadinho, bem organizado, e desta vez letal no contragolpe. O Majestoso corintiano. Mesmo com Gilberto com Pratto, o São Paulo mais levantou bolas que o animo do torcedor. Aquele que, como tantos, ao final do clássico, chamou de “time sem-vergonha” a equipe que, se empatasse, seria chamada de “guerreira” pela mesma turma. 

Nem à guerra e nem à vergonha. É um São Paulo ainda instável no que propõe, também pela qualidade discutível de alguns, e pelo noviciado de outros. Contra um Corinthians que sabe melhor as suas limitações. Delas não foge muito para se superar mais uma vez. 

Em formação, melhor optar por se defender como Carille a atacar como pretende Ceni. Gosto mais do estilo, da escola e da escolha do treinador tricolor. Mas respeito a decisão do corintiano. Tanto quanto os resultados obtidos. 

PS: Consegui ver o clássico pelo Premiere com o amigo Milton Leite, no aplicativo do celular, daqui de Madri. A tecnologia é uma dádiva. Tanto nos aproxima que às vezes ainda choca.  

Com a Macaca. Ponte Preta 3 x 0 Palmeiras. 

Leia o post original por Mauro Beting

MADRI – Assim como o Palmeiras, não vi direito o jogo com a Ponte Preta, dentro de um trem vindo de Barcelona. Como disse um caro colega, o melhor time do SP-17 entrou se achando o Real Madrid e saiu do Moisés Lucarelli como se fosse o Barcelona das últimas visitas na Liga dos Campeões. 

Mérito maior da Macaca que entrou como a própria nos primeiros 10 minutos. Com menos de 40 segundos, Prass dava os rebotes que nenhum palmeirense acordou até ver Pottker, sempre ele, abrir a contagem. Não deu 10 e já estava dois. Proeza de Lucca às costas de Jean, depois de bote infeliz de Dracena. Três com Jeferson em nova falha de Zé Roberto, de uma defesa desprotegida, e comida com farofa por Clayson e pelos dois companheiros de frente do time bem armado por Kleina. Time que merecia pelo menos mais um no pênalti claríssimo de Prass não anotado pela arbitragem ruim como foi o Palmeiras. 

A virada verde seria improvável não fosse Palmeiras, esse elenco, aquele Allianz Parque. Mas parece que o jogo com o Peñarol não acabou mesmo. O Verdão foi a Campinas ainda na Libertadores. Pesou. Cansou. E a Ponte mais uma vez foi muito bem. Não foi zebra. Foi a lógica. 

Rodrigo Caio fez só o que só ele fez.

Leia o post original por Mauro Beting

Os mais do que justos e dignos aplausos para a atitude de Rodrigo Caio, que assumiu um lance que cancelou o cartão amarelo que o rival Jô injustamente recebera do árbitro, merecem todos os elogios do mundo do futebol e do nosso mundinho infeliz. 

Mas é uma lástima que ele, que disse ainda mais corretamente que só “fez o que tinha de fazer” ao avisar o árbitro, seja caso raro – para não dizer único. Fazer o que é certo virou exceção. Obrigação é virtude. Atitude digna virou notícia quando deveria ser o norte, o mote, e, se bobear, vira ameaça de morte para o torcedor que grita “time sem vergonha” quando a equipe perde, que grita “bicha” para goleiro rival, que se bobear vai cobrar pela atitude correta do próprio jogador, e vai aplaudir quando atleta do seu time cava expulsão absurda do adversário. 
Sem clubismo ou fulanismo. Mas foi linda a atitude de Rodrigo Caio. E feio imaginar que seja manchete o que deveria ser praxe. 

Por mais atitudes como a dele. Que sirvam de exemplo. E que num futuro distante é utópico sejam apenas manchetes as atitudes contrárias, as milongas e mumunhas que podem ganhar pontos na terra, mas jogando a ética e moral do esporte a sete palmos. 

PS: Estou agora em Madri. Vou tentar ver o show da Ponte e a grande vitória corintiana para falar mais. Mais tarde volto. Até porque aqui são cinco horas a mais. 

Neymar acredita. E eu creio um pouco mais no que é impossível – parte 2. 

Leia o post original por Mauro Beting

Um Neymar mais solto e mais maduro do que há um ano e três meses, quando o entrevistei para a PLAYBOY, na mesma sala onde Zico, André Henning e eu gravamos para o Esporte Interativo um cara que (re)assume a responsabilidade da Remontada – Parte 2. A nova virada do Barcelona na Liga dos Campeões. 

Perguntei se mudou o placar de “1% de chance, 99% de fé” antes dos fabulosos 6 a 1 no PSG. Ele acha a mesma coisa. O elenco culé, também. Eles começam “eliminados”. Muito eliminados. Como estavam antes. Mas acham lá no fundo que MSN + Iniesta podem virar. Se tem um time que tem força ofensiva para virar é o Barça (e o maior rival, também)…

A questão é que seis raios já caíram uma vez no Camp Nou. Teve quase um mês para a virada. Luis Enrique reagrupou o time no 3-4-3. Teve boas atuações. Toda uma preparação. Toda uma ausência do PSG. E, desta vez, toda a presença de uma Juventus que tem muito mais camisa que o time francês. Muito melhor sistema defensivo. O maior goleiro. E, hoje, uma equipe mais eficiente. 

O Barça é time que pode fazer três ou mais gols. Mas a Juve não é time para tomar tudo isso. Até agora só foram dois em toda a Liga. Haja Suárez. Messi voltando a criar e fazer gols. Iniesta ainda longe da forma física ideal. E Neymar, apesar da tola expulsão e suspensão (que ele comenta na entrevista), cada vez mais letal. Como ele também explica como fez nos 6 a 1. Contando detalhes saborosos do milagre da Catalunha. 

(E onde o pai, e pelo visto ele, um dia desejam jogar quando voltarem ao Brasil…). 

Não é porque fiz parte do belo time que entrevistou Neymar. Mas é o melhor papo dele em muito tempo. Assumindo erros como assumiu a criação e a virada contra o PSG. Como precisa fazer para encarar e vencer o melhor goleiro que ele (e eu) já vimos. 

Buffon. 

My name is Mano. São Paulo 0 x 2 Cruzeiro. 

Leia o post original por Mauro Beting

O treinador do único invicto no Brasil abriu assim a entrevista vencedora no Morumbi. Para quem não o conhece, ele apresentou o nome em inglês e as cartas de navegação e plano de voo. Para ganhar no futebol de Mano é preciso trabalhar para não tomar gol. O que tem feito muito bem. Mas não apenas isso. Ele tem tentado o jogo. O que fica mais fácil quando se tem o potencial de Arrascaeta, a fase e a bola de Thiago Neves, os gols de Ábila, a capacidade (ausente na ida) de Rafael Sóbis. E a sorte de Pratto seguir letal na grande área. Ainda que fazendo gol contra que iniciou o placar fechado com duríssima lei do ex de Hudson. Também de cabeça. E para o lado certo. 

Dois cruzamentos na sempre falha bola aérea tricolor, 2 a 0 Cruzeiro. Justo no tempo em que o Tricolor criou mais chances. Ainda que abusando dos cruzamentos na área para dois centroavantes. Ainda que não fazendo muito mais por merecer algo melhor. 

Na primeira etapa, Mano esperou um São Paulo que veio. Mas não desembarcou na bem protegida área celeste. Thiago Mendes e Cícero não abasteceram o tanque vazio de Nen e Araújo pelas pontas. Buffarini e o ótimo Júnior Tavares chegaram pouco. Ter a bola não teve influência. Não conseguir conter a bola aérea mineira, e ainda doar o gol inicial, foram fatais. 

O Cruzeiro já parecia favorito no duelo. Agora parece se ter a certeza da classificação. 

Uma vez Flamengo. 2 x 1 Atlético Paranaense. 

Leia o post original por Mauro Beting

Diego honrou o manto e a força rubro-negra contra o desfalcado Furacão. Baita vitória melhor descrita por GUSTAVO ROMAN em seu blog. 

AQUI

ESCREVE GUSTAVO ROMAN




Flamengo 2×1 Atlético-pr


Num Maracanã lotado, o duelo de rubro-negros teve dois tempos distintos. Sem Mancuello, fora por problemas intestinais, Zé Ricardo optou pela escalação de Trauco como meia pela esquerda mantendo o tradicional 4-2-3-1. Com Gabriel muito disciplinado taticamente do outro lado e Márcio Araújo fazendo uma partida excepcional, Diego ganhou toda a liberdade para se movimentar por onde quis, criar a superioridade numérica e aparecer para finalizar. Foram 25 minutos de muita intensidade. Dois gols, uma bola no travessão e outra boa chance perdida. O Flamengo merecia e poderia ter saído para o intervalo com uma vantagem maior.


Mesmo em desvantagem, o Furacão não abandonou o seu estilo de jogo. Teve mais a bola. Rodou com paciência o jogo. Só não finalizou tanto como poderia. Mesmo sofrendo com as costas de Sidclei, setor no qual já passara por maus momentos diante do Deportivo Capiatá. Bastou o time carioca baixar sua intensidade na etapa complementar para o Atlético ser o dono do jogo. Estivesse completo, com Lucho González e Grafite em melhor forma física e o resultado poderia ter sido outro. 


De qualquer forma o resultado mantém os dois brasileiros na briga. O Flamengo lidera o grupo. Mas vai precisar ganhar em casa da Universidad Catolica, além de conseguir pelo menos um bom resultado fora de casa. Já o Atlético vai depender do que fizer na Arena da Baixada. Se o dever de casa for bem feito, ambos se qualificam a próxima fase.



ESCREVEU GUSTAVO ROMAN

#SomosTodosFabiano. Palmeiras 3 x 2 Peñarol.

Leia o post original por Mauro Beting

No jogo que encaminharia o título brasileiro de 2016, no final do aquecimento, o último palmeirense a deixar o gramado foi o lateral reserva Fabiano. Antes de ir para o vestiário, ele chutou a bola para a meta vazia do gol Sul do Allianz Parque. A mesma onde Dudu no final daquele tarde faria o gol da vitória no Botafogo. Aquele chute sem goleiro que qualquer torcedor adoraria mandar ver no palco dos nossos sonhos. Fabiano mandou meio de brincadeira. Meio que sério. Como no jogo seguinte em casa, na meta do Gol Norte, ele faria o gol do título contra a Chapecoense.

 

Herói improvável como o Betinho safra 2012.

 

Fabiano que é o mais limitado titular do Palmeiras (enquanto Jean não volta). Do caro time montado para não sofrer o que tem sofrido contra o Peñarol que vive da história, não da fragilidade atual. Mas o clube charrúa sabe jogar a Libertadores que ganhou cinco vezes – a segunda na final no Pacaembu contra o Palmeiras, em 1961. Com Maidana na meta. O mesmo que seria Palmeiras de 1965 a 1968. O mesmo senhor que esteve na mágica noite no Allianz Parque, levado pelo Peñarol. Mas essa é história que conto outro dia.

Hoje é para falar que #SomosTodosFabiano. Até quem não é palmeirense. Até quem não tem essa felicidade de torcer por um clube. Até quem secou e não foi feliz. Até quem – com alguma razão e muita emoção – se irritou pelo gol aos 54min15s, 1min15 além do tempo indicado pelo árbitro. Tempo que também parecia pouco pela cera, catimba e antijogo carbonero. Se o árbitro quisesse mesmo ajudar o time da casa, não teria dado só um minuto de acréscimo no primeiro tempo (e terminado a etapa antes mesmo dos 60 segundos). Não teria expulsado Dudu (sacando o melhor do time da dura volta no Uruguai) já no tempo extra concedido por tudo aquilo que o Peñarol fez e o árbitro não coibiu. Se fosse caseiro, o fraco assoprador teria expulsado por segundo amarelo quem empurrou Dudu no pênalti marcado. Quisesse ajudar o Palmeiras, ele poderia ter marcado pênalti (discutível) em Dudu no primeiro tempo, aos 16. Ele poderia também ter dado o gol (que não foi) que Tchê Tchê quase fez aos 28 finais, quando o zagueiro uruguaio salvou sobre a linha e mandou no travessão a primeira bola que o Palmeiras mandaria na trave. Quatro minutos antes de Willian limpar o goleiro e mandar nova bola inacreditável na noite que não parecia verde.

Afinal, Borja não perde os gols que desperdiçou. Não manda longe um pênalti que normalmente converte ao chutar no canto alto dos goleiros. Um time qualificado como o Palmeiras não perde tantas chances. Um forte candidato ao título faz o que fez nos cinco minutos iniciais do segundo tempo. Embalado e empurrado por uma torcida que quase nunca parou de berrar, empatou com William em lance em que a bola bateu (involuntariamente) nas mãos de Dracena e Borja, com 1 minuto de bola rolando. E virou com Dudu em bela arrancada de Guerra (em sua melhor partida) e falha defensiva uruguaia. Mas esse forte Palmeiras não pode errar tantos passes e cair nas provocações rivais. Não pode bobear nas bolas paradas como nos dois gols do bravo Peñarol. O segundo, o do 2 a 2, aos 30 finais, em falha rara de Mina. O primeiro, que abriu o placar, aos 32, em desatenção usual de Fabiano, que deixou livre Ramos Arias para cabecear.

 

Fabiano…

 

#SempreCritiquei.

 

Uns cinco minutos antes, ele pela meia direita, umas quatro ou cinco opções de passe melhores (ainda que muitas vezes a equipe tenha optado pela individualidade de um inspirado e isolado Dudu pela esquerda), Fabiano resolveu chutar de muito longe. E a bola foi ainda mais longe da meta rival.

Para quê?

 

Desnecessário. Como o calcanhar de Felipe Melo pouco antes, na intermediária, que gerou perigoso contragolpe carbonero.

Para quê?

 

Felipe Melo, com Dudu, era das melhores coisas em campo. Firme nas antecipações, cerebral nos passes, aturou as provocações que ele mesmo criou. Numa delas, sofreu a falta, foi atropelado pelo uruguaio, e só levantou e olhou feio e firme para o rival. Bastou. Intimidou e se impôs. Assim que se faz. “Com responsabilidade”, diria ele. Ou “ousadura”, só ele para dizer.

 

Libertadores não se ganha só no grito e na cara feia. É na bola. E, no frigir das bolas, esse Palmeiras tem mais potencial que qualquer outro. Mas precisa se ajeitar, se ajustar, e não assustar tanto. Não precisa de firula, mas da seriedade de quem sabe fazer a hora. Até mesmo além dela.

Só que não há palmeirense algum que, depois do apito final, não tenha dado graças ao Divino pelo que viu. Pelo que sobreviveu. Pelo que viveu por essa paixão que um dia ainda nos leva. Mas, até lá, nos leva mais vivos. Como Felipe Melo que a cada dias ganha mais fãs de verde. Como…

…Fabiano!?!

Sim, o lateral que ninguém dá bola. Só corneta. O limitado jogador que não tinha palmeirense que o quisesse ver nem pintado de verde. No final, ele se mandou para a área quando ninguém mais esperava nada além do apito final que já estava atrasado. Fabiano apareceu como centroavante e cabeceou a bola que o bom goleiro uruguaio espalmou para escanteio.

Aos 53min35s.

Não tinha mais jogo. Tempo esgotado como os times. Mas Fabiano não estava exausto. Ele seguiu na área, o Palmeiras tinha um a menos em campo, embora tivesse quase 38 mil que acreditavam no mesmo Palmeiras do gol no fim de Mina contra o Wilstermann.

(Mas, entre nós, quem acreditava mesmo em Fabiano?)

Ele seguiu na área. A bola seguiu ate ele no escanteio. O gigante Edu Dracena pareceu subir para fazer o tão aguardado e merecido primeiro gol dele pelo Palmeiras. Mas quem apareceu do nada, surgindo do nada, e quase que não querendo nada com tudo aquilo, fez um dos gols mais tudo de lindo e emocionante da história do Palmeiras. Não pelo que representa na tabela. Mas pelo que nos representa pela vida.

A bola ainda bateu na trave antes de entrar. Como todos os lances dos nossos santos dias. Nós, seres limitados como Fabiano, batemos ou raspamos a trave todos os dias dos diabos. Tudo parece que não vai dar. Mas tem uma hora que dá certo. De onde menos se espera, mais se deve esperar.

#NuncaCritiquei Fabiano.

#SomosTodosFabiano

Gol de Fabiano. Depois de escanteio criado por Fabiano.

Quando eu parar de desfibrilar, eu volto para tentar contar um daqueles jogos que vamos contar aos nossos netos. E eles ainda não vão entender.

 

Amanhã a nossa jornada segue. Com vários Fabianos indo até a área rival em todos os campos para tentar o que só o Fabiano do Palmeiras parecia acreditar.

Obrigado, Fabiano, pela noite que não consegui dormir. Pela lição que o futebol mais uma vez nos dá.

Obrigado, Fabiano, por fazer a minha profissão ainda mais feliz. Não por ser Palmeiras. Mas por poder escrever que todo dia a gente sempre pode fazer alguma coisa por alguém.

É só aparecer lá do outro lado e acreditar que ainda dá.

A la Madrid. Bayern 1 x 2 Hala Madrid!

Leia o post original por Mauro Beting

É a la Madrid, Real. À moda da casa da Champions. Tem de respeitar. E aturar.  O Bayern em melhor momento, em Munique, mas sem Hummels na zaga, sem Lewandowski no comando do ataque, e com um Thomas Muller irreconhecível o substituindo. Ainda assim melhor no primeiro momento e tempo. Criou mais, ficou muito mais com a bola, e fez de cabeça com Vidal – como se esperava. Nacho é otimo. Sérgio Ramos é absurdo pelo alto – muito mais na área rival, onde faria seu 489º gol decisivo em final de jogo (desta vez impedido). Mas o time merengue sofreria nas bolas cruzadas. Já se sabia. Assim sofreu o gol, num foguete de cabeça do monstro chileno. Cabeçada absurda que foi em cima de Navas. Mas não havia tempo de resposta hábil para um goleiro normal como ele. 

Fosse um ET como Neuer, outra história. Na segunda etapa, Bale cabeceou ainda mais próximo de Neuer, na única boa jogada do galês que não voltou bem da lesão que o tirou por muito tempo, e tirou dele os bons jogos que não tem feito. O goleiro alemão defendeu. Como já havia defendido uma de cima para baixo de Benzema, espalmando o gol certo no travessão. Benzema que na Copa-14 só não vazou Neuer no Maracanã porque esse goleiro absurdo defendeu uma bola no ângulo sem tirar os pés do chão. Mais ou menos como faria depois de virada de Cristiano a queima-luvas na grande área. E Neuer defendeu com o braço. 

Ele e Buffon só não são estraga-prazeres porque defesas como essas são muitas vezes mais espetaculares que alguns gols. Eles são craques. São mitos. Geniais. 

Como Cristiano. Não é a temporada mais goleadora dele. Mas ainda assim é 0,74 a média de gols. Um absurdo. Com ele não se pode fazer o que por três vezes fez Javi Martinez. Deixou-o livre no gol de empate. Deixou duas vezes a perna no gajo para receber dois amarelos e deixar o Bayern com 10. 

Com 11 contra 10, Zidane apostou na ótima fase do promissor Asensio para fazer com Carvajal um festim de páscoa pela direita. Nem Ancelotti trocando toda a banda esquerda deu jeito. O 4-4-1 final alemão não conteve o aluvião espanhol. Só não saiu mais gols porque Neuer estava lá. Com as mãos e pés fazendo genialidades. Menos no gol da virada. Cristiano solou o cruzamento da esquerda. Neuer, para o nível excepcional dele, deixou passar entre as pernas o gol da justa virada. Neuer que vinha de operação. E operou milagres. Müller que vinha de lesão. E lesou o ataque alemão. 
Justo. No primeiro tempo, o Bayern tinha ganho da arbitragem um pênalti inexistente. A bola bateu no peito de Carvajal. Sem Lewandowiski, Vidal assumiu a cobrança e mandou a bola na Cordilheira dos Andes. Não era para sair o gol assim.  Vai ser ainda mais difícil reverter no Santiago Bernabéu desse jeito. 
O Bayern merece todo o respeito. É um senhor time. Mas o Madrid, ainda mais em Liga dos Campeões, é o time do senhor.