Todos os posts de Mauro Beting

#NuncaCriticado. Vitória 0 x 1 Corinthians. 

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André Ranieri, grande colega de Jovem Pan, detectou que a hashtag #NuncaCritiquei virou trending topic mundial pouco depois do gol de Jô. Não pelo artilheiro dos clássicos em 2017. Mas pelo autor da bela enfiada: Marquinhos Gabriel. 
O meia pelos lados que rodou muito até brilhar no Santos de 2015. Até começar bem no Corinthians de 2016. Até sumir e ser esquecido até o belo passe que garantiu ótima vitória na Bahia contra o rubro-negro. 

Se ele vai ser redescoberto pela enésima vez, aguardemos jogos dos próximos capítulos. Sempre com boas perspectivas corintianas, preocupantes para o time baiano. Carille tem arrumado resultados melhores que a encomenda. E que o próprio desempenho. Vai que Marquinhos Gabriel se redescobre como o próprio Jadson-15. Ou até Renato Augusto daquela safra. 

Ele não é melhor que os dois. Mas vai que…

Como destacou na TT o renomeado Messinho Gabriel: “Entrou bem esse Marquinhos Gabriel na estreia, parece bom jogador”. 

É por aí. 

Festa em São Januário. Vasco 2 x 1 Bahia. 

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O jogo que DAVID TAVARES viu

Venceu. Mostrou mais uma vez o Vasco que Mateus em breve honrará ainda mais o sobrenome Vital em uma equipe que precisa ser rejuvenescida. Elenco que sofre demais com lesões.  Torcedor que há quase 10 anos mais tem se decepcionado que outra coisa. 

Não era o Bahia completo. Mas é time bem armado por Guto Ferreira. Foi o Luís Fabiano do gol 400. Artilheiro que merece o respeito que o Vasco vai tentando reconquistar. 

Asa verde. Chapecoense 1 x 0 Palmeiras.

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Empate contra o campeão paulista em Itaquera. No meio do caminho uma vitória espetacular na Argentina. No sábado, resultado merecido e justo contra o campeão brasileiro. Ainda que só a camisa vencedora tenha visitado Santa Catarina. Nem a calça vinho foi. 

Cuca optou pelos reservas. Talvez até demais. Equipes reservas não têm aquele entrosamento. Mas poderiam ter muito mais bola do que o futebol apresentado. Ou ao menos mais disposição. 

O Palmeiras tem o maior e melhor elenco do Brasil. Mas não é tudo isso. Ou tudo aquilo que alguns jogadores parecem pensar. 
Mas se ainda fosse Eduardo o treinador, não sobraria pedra abaixo de pedregulho

BR-93. Corinthians 2 x 2 Vitória. Textoteipe. 

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ESCREVE GUSTAVO ROMAN



                                                           

Sejam bem-vindos a mais uma viagem no tempo. Desta vez, vamos até o ano de 1993, relembrar mais um jogo histórico para o aquecimento da rodada. Dessa vez, vamos lembrar um Vitória e Corinthians inesquecível para os torcedores do rubro-negro baiano.

                                                            

Primeira Fase



Naquela oportunidade, o campeonato foi disputado por 32 clubes. No Grupo A estavam Corinthians, São Paulo, Flamengo, Cruzeiro, Inter, Bragantino, Bahia e Botafogo. No B, Palmeiras, Santos, Guarani, Grêmio, Vasco, Sport, Fluminense e Atlético-MGT. Eles se enfrentaram em turno e returno , dentro da própria chave. Os três primeiros estariam classificados para a fase semifinal.

O regulamento dos grupos C e D era o mesmo. A exceção é que apenas os dois primeiros de cada chave avançariam à fase seguinte. Lá, se enfrentariam em um playoff pra ver quais seriam o dois clubes na fase semifinal. No Grupo C estavam Vitória, Remo, Paysandu, Náutico, Ceará, Santa Cruz, Goiás e Fortaleza. No D, Portuguesa, Paraná, União São João, Criciúma, América-MG, Coritiba, Atlético-PR e Desportiva.

Corinthians, São Paulo, Flamengo, Palmeiras, Santos e Guarani avançaram direto para a fase semifinal. No playoff dos grupos C e D, o Vitória eliminou o Paraná e o Remo passou pela Portuguesa.

                                                           Fase Semifinal

Os oito clubes foram divididos em dois grupos de quatro. Todos se enfrentariam em turno e returno , dentro de suas chaves. O vencedor de cada grupo decidiria o título. Na chave E ficaram Corinthians, Flamengo, Vitória e Santos. Na F, Palmeiras, São Paulo, Remo e Guarani.

No grupo F, deu Palmeiras, que depois conquistaria o título. Vamos focar, no entanto na disputa do grupo E. Na penúltima rodada, o Vitória liderava com seis pontos. O Corinthians tinha quatro. Santos e Flamengo, três.

Portanto, o Timão precisava derrotar o rubro- negro baiano no Morumbi para entrar na última rodada em igualdade de condições e dependendo apenas de si próprio. Um triunfo do time baiano já garantiria a sua vaga na decisão do campeonato. E um empate lhe deixaria a mais uma igualdade de chegar a grande final. Era praticamente uma semifinal do campeonato brasileiro. Vamos acompanhar e relembrar esse confronto histórico.


                                                     Ficha do Jogo


                                                     Corinthians 2×2 Vitória


Data: 05/12/93 

 Local: Morumbi 

Árbitro: Márcio Resende de Freitas

Cartões Vermelhos: Embu e Renato Martins. 

Gols: Roberto Cavalo, aos 7, Pichetti, aos 10 e Rivaldo, aos 41 do 1 tempo. Henrique, aos 11 do 2 tempo. 

Corinthians: Ronaldo, Luis Carlos Winck, Embu, Henrique e Leandro Silva; Zé Elias, Ezequiel (Leto), Tupãzinho e Válber; Viola e Rivaldo. Técnico: Mário Sérgio

Vitória: Dida, Rodrigo, China (Evandro), João Marcelo e Renato Martins; Gil Sergipano, Roberto Cavalo e Paulo Isidoro (Dourado); Alex Alves, Claudinho e Pichetti. Técnico: Fito Neves. 



                                                     O jogo



O time baiano não se intimidou com o Morumbi cheio. Aos sete, Roberto Cavalo cobrou falta de longe. O árbitro Márcio Resende de Freitas marcou uma falta em dois lances. Roberto Cavalo cobrou. A bola bateu na mão de Ronaldo e entrou no ângulo superior direito. Um lance confuso mas que deu a vantagem ao rubro-negro. Um a zero. O goleiro corintiano não percebeu que a falta era tiro livre indireto. Não fosse tão bom, não teria alcançando a bela falta de Cavalo. 



Não deu nem tempo de se recuperar. Aos 10, Rivaldo cabeceou para trás. A bola sobrou para Pichetti, que avançou e bateu forte, sem chance para o goleiro. Vitória dois a zero. E o Corinthians parecia completamente atordoado.


Sem alternativa, o Timão se lançou com tudo à frente. E dava espaços para bons contra ataques do Vitória. Com um pouco mais de capricho nas finalizações, o time baiano poderia ter aumentado ainda mais a sua vantagem e decidir a partida.


Taticamente, o Timão estava num 4-2-3-1. Ezequiel e Zé Elias eram os volantes. Tupãzinho na direita. Válber centralizado. Rivaldo na esquerda. E Viola no comando do ataque. O Vitória se postava num 4-3-3. Gil Sergipano era o cabeça de área mais fixo. Roberto Cavalo, o que saia mais pro jogo. Paulo Isidoro armava por dentro. No ataque, Alex Alves na direita. Pichetti na esquerda e Claudinho na referência.

O jogo e o Corinthians estavam nervosos. O time pouco criava e se perdia. Aos 30, Válber se envolveu em confusão com o médico do Vitória. Pouco antes, Viola deixou o braço no peito do zagueiro China. A temperatura que já era quente subia ainda mais.

Mesmo sem merecer, o Timão descontou ainda na primeira etapa. Viola brigou com a zaga baiana. A bola subiu. Viola ganhou de novo e cabeceou para o meio da área. Rivaldo dominou, matou no peito e soltou a bomba. Sem chance de defesa para Dida. Vitória dois a um. A etapa final ia pegar fogo.


                                                               Segundo Tempo


Como era esperado, o Timão voltou tentando sufocar o Vitória. Marcava na frente, por pressão e arriscava os tiros de longa distância. Rivaldo, Tupãzinho e Zé Elias arriscaram e testaram o jovem Dida. Além disso, Mario Sérgio inverteu os laterais de lado. Leandro Silva foi para a direita e Luis Carlos Winck para a esquerda.


Aos 11, Luis Carlos cobrou falta justamente da esquerda. Henrique subiu mais que todo mundo e testou firme. A bola bateu na trave e entrou. A partida estava empatada. Dois a dois.

Aos 13, Fito Neves tirou o zagueiro China que mancava desde o recomeço do jogo e colocou em campo Evandro, outro defensor. Em seguida, mexeu de novo. Saiu Paulo Isidoro e entrou o volante Dourado. Era o Vitória buscando se defender e garantir o empate.

Aos 17, Renato Martins deu uma pegada em Viola por trás e foi expulso pelo árbitro Márcio Resende de Freitas. Aos 20, Rivaldo foi à linha de fundo pela esquerda e cruzou rasteiro. Viola, de carrinho, desviou para fora e perdeu ótima chance de colocar o Corinthians na frente.

Aos 26, Mario Sérgio tratou de fazer o seu time ser ainda mais ofensivo. Tirou Ezequiel e colocou Leto em campo. Um volante por um meia. Contudo, faltava criatividade ao time paulista. O Vitória se segurava como podia. E a atuação do zagueiro João Marcelo era de gala. Ele cortava todos os cruzamentos. Por cima ou por baixo.

Aos 40, Embu foi expulso pelo árbitro depois de dar uma chegada mais forte em Alex Alves, a essa altura o único atacante do rubro-negro da boa terra. Na cobrança da falta, Roberto Cavalo soltou uma bomba que explodiu na trave esquerda de Ronaldo e ressaltou para longe.

O Corinthians ainda tentou uma pressão final. Mas o heroico Vitória resistiu e não sucumbiu. Placar final, dois a dois. Na última rodada, o timão foi a Vila Belmiro e bateu o Santos, por dois a um, mantendo suas chances de ser finalista. Mas no Maracanã, o Vitória empatou com o Flamengo por um a um, gol de Roberto Cavalo e se classificou para a decisão do Campeonato Brasileiro de 1993. A melhor campanha da história do rubro-negro baiano. Na final, deu Palmeiras. Mas pouco importava, o Vitória “matador de gigantes” e que revelou grandes jogadores nessa campanha já tinha escrito seu nome na história.

 

                                     

 

 ESCREVEU GUSTAVO ROMAN

Vanderlei do ex. Santos 1 x 0 Coritiba. 

Leia o post original por Mauro Beting

Gabriel, meu caçula, quando o ótimo goleiro santista (que já merecia ter na Seleção ao menos uma das chances doadas a outros) defendeu o pênalti de Alecsandro, não perdoou. É a lei do ex de Vanderlei. Um punhado de grandes defesas em algumas das 22 finalizações de um Coritiba que merecia melhor sorte na Vila. Bem armado, com bons lances pelos lados, o Coxa foi bem. 

O Santos, de novo, só pode celebrar o placar. Como aconteceu na Bolívia, pode e deve celebrar muito mais os pontos conquistados que o desempenho. Lá ainda havia a altitude e um a menos injustamente. Desta vez, e mais uma vez, uma impressionante queda técnica e individual. Claro que Dorival Júnior tem responsabilidade. Mas não só ele. 

Tite convoca para amistosos na Austrália 

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GOLEIROS –
Diego Alves seria meu titular há muito tempo. 
Ederson merece estar na Copa. 
Weverton é um dos quatro ou cinco que podem lutar pela reserva do reserva. Alisson tem mais potencial que ele e, por ser titular do Tite, está fora da lista. Mas estaria na minha. 

LATERAIS DIREITOS –
Fabinho tem atuado muito bem como volante. E pode seguir lutando pela reserva de Daniel Alves. Levaria ele e não o ótimo Rafinha. 
Fagner é outro de nível de Seleção. 

ZAGUEIROS-DIREITOS – Thiago Silva ainda paga pelo que deixou de fazer ou fez. Mas tem de estar sempre entre os zagueiros de qualquer equipe. 
Geromel é mais zagueiro do que Gil. Questão de gosto pessoal. Mas Tite, além de conhecer muito futebol, conhece demais Gil. Escolha natural. 
ZAGUEIROS-ESQUERDOS – Rodrigo Caio, apesar da má fase do São Paulo, tem rodagem e versatilidade. 
Jemerson merecia mais chances desde o Atlético Mineiro. Em grande fase, pode sonhar com a Copa, sim. 
David Luiz merece mais uma chance. Pelo que já jogou. Pelo que está jogando na linha de cinco defensiva do Chelsea campeão. 

LATERAIS-ESQUERDOS – Filipe Luís vive a melhor fase da carreira. Primeira opção ao poupado Marcelo. 
Alex Sandro, idem. Está jogando tanto, e marcando melhor, que não seria absurdo estar na lista da Copa de 2018. 

VOLANTES –

Fernandinho é resgate necessário que Tite tem feito. Tem jogado muito bem, e até de lateral se vira. Sem Casemiro, é boa opção. 

Walace seguiria sendo convocado no meu time. Mesmo com Caio como opção. Na minha lista seria a opção a Rodriguinho, que vive o melhor momento na carreira, mas que eu ainda não levaria para esta seleção. 

Paulinho é a melhor revelação de Tite. Merece a titularidade. 
MEIAS-CENTRAIS –
Giuliano é outro achado de Tite. Pela versatilidade, e confiança do treinador, com tantos desfalques, merece mais uma oportunidade. 

Renato Augusto. Já jogou mais. Mas merece a titularidade. 

Lucas Lima, sem o lesionado Diego, é outro que merece mais uma chance. 

MEIAS PELOS LADOS – 

P.Coutinho é titular absoluto. 

Willian segue reserva absoluto. 

Dudu tem atuado muito bem e é mais versátil que Taison. Um que Tite tão bem conhece e tem jogado bem na Europa. 

Douglas Costa. Não teve a melhor temporada. Mas é nome certo entre os 23 da Copa

ATACANTES –
Gabriel Jesus é titular absoluto. 

Fred tem sido o melhor atacante brasileiro. E é mais centroavante que Diego Souza – enquanto Firmino segue poupado. 

No frigir das bolas, eu trocaria:
FABINHO X RAFINHA

GEROMEL X GIL

WALACE X RODRIGUINHO 

DUDU X TAISON

FRED X DIEGO SOUZA 

Pimpão & Lindoso. Botafogo 1 x 0 Atlético Nacional. 

Leia o post original por Mauro Beting

Não é dupla caipira. Mas se entenderam como tal no gol da classificação alvinegra na Libertadores, aos 5 finais, em bela enfiada do segundo para a incursão e o tiro cruzado do primeiro. 
Pimpão & Lindoso, de fato, parecem nome de dupla de palhaços. Atchim & Espirro. Quais mais? Não lembro. Amo humor. Não necessariamente palhaços. Sei lá. Questão de gosto. Como tem gente que não gosta desse Botafogo de Ventura. Jornada alvinegra que respeito demais. 

Era time para brigar para não cair. Foi pra Libertadores. É elenco para se esfalfar pelas quatro partidas a mais na pré-temporada abreviada. Segue se superando. Com combinações como a do gol da dupla de nome e futebol inusitado contra o multicampeão da América. Com apoio em campo e fora dele da Arena Nilton Santos. Dando ao time do Botafogo a guarida para saber jogar cada partida como se fosse o primeiro, não o último jogo. 
Um dos tantos méritos da equipe é esse. Parece sempre que está debutando. Mas no melhor sentido. Não é pelo noviciado. É pela juventude. Frescor. Tesão de fazer a coisa bem feita. 

E o time está fazendo muito bem. Propondo ou reagindo, o Botafogo não dá bola aos seus limites. 

Veja a análise de GUSTAVO ROMAN

Huracán Paranaense. Universidad Católica 2 x 3 Atlético Paranaense. 

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Carlos Alberto não dava mais para o futebol de alto nível que ele já jogou, e pela exigência sul-americana do Atlético. Não poucos pensavam assim. Eu mesmo cheguei a cogitar. Mas entendi a aposta de Autuori por experiência e autoridade. Categoria e paciência. 
Por que não?

Porque quis o Atlético. Porque Carlos Alberto sabe que ainda pode render, e tem consciência de que a carreira poderia ter sido ainda mais vencedora. Sim, seria possível. Bola ela tem. Como o Furacão mostrou, mais uma vez, que é possível reverter expectativas. É possível ser o rubro-negro mais, digamos, “eliminado” entre todos e chegar longe mais uma vez. 
A vitória em Santiago é daquelas para guardar cada momento na retina. O empate de Eduardo. A virada de Coutinho. O toque de classe de Carlos Alberto. O carrossel, montanha-russa, gangorra, sobe-desce, a imagem que você quiser usar para outro jogo daqueles de tirar fôlego e vida. Ou muito melhor. Dar mais vida e mais coragem para tudo e para todos. 

O Furacão esteve desenganado algumas vezes no jogo e na Libertadores. E foi buscar. Como Carlos Alberto foi redescoberto para classificar o time. 

Se vai durar mais 180 minutos em 2017, ou muitos mais, sei ainda menos. Mas que a vitória no Chile vai perdurar para sempre em que é preto e vermelho. Em quem fica rubro de raiva e negro de futuro quando não vê aquilo que nem os olhos acreditaram. 

Milagre. San Lorenzo 2 x 1 Flamengo…

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“Tem que manter isso aí, viu”?
Não causa espanto a frase em Brasília. Ainda menos pelo autor. E bem que foi pensada, falada e gritada no Nuevo Gasometro.
Mas não rolou. O San Lorenzo virou. O Flamengo não conseguiu manter o empate classificador na Argentina. 
Com a vitória espetacular do Furacão no Chile, o que era possível eliminação prematura pela qualidade e dificuldade da chave, virou pavorosa realidade flamenguista. Dolorida até mais do que a inacreditável eliminação em 2012 com o gol do Emelec logo depois do gol “classificatório” do Olimpia. Então, o Rubro-Negro não tinha tanto time e elenco. O grupo da primeira fase era menos difícil. Mas não se esperava tanto daquele Flamengo. Mais do que foi entregue. Mas não tanto mais. Não era time para ser bicampeão da América. Como aquele que absurdamente foi eliminado pelo América mexicano, no Maracanã, na despedida de Joel Santana, em 2008. 
Este, não. O time de Zé Ricardo tinha bola para ser campeão. O elenco do Flamengo era para brigar pelo título sul-americano. E pelo hepta brasileiro. Não há grupos muito melhores que os da Gávea. Palmeiras e Atlético Mineiro, talvez. Mas praticamente do mesmo nível. Brigariam – como brigarão – pau a pau pela Libertadores com outros até menos dotados e votados. 
E com o Flamengo que controlava o jogo desde o golaço do sujeito mais predestinado dos últimos tempos. Rodinei. Uma pancada inesperada (como seria a final) não fosse o Rodinei dos últimos dias. 1 a 0 que deixou tudo a caráter. O Flamengo ainda teve boas chances. Concedeu poucas ao rival. Manteve a bola dentro do possível, e o San Lorenzo distante da meta de Muralha. Um bom goleiro chamado Alex. Ponto. Não para ser indiscutível na Gávea. E tantas vezes chamado por Tite. 
Mas, no segundo tempo, cresceu o San Lorenzo. Aguirre mandou bem ao liberar Angeleri. Autor do empate. Zé não foi feliz nas mudanças. Quem entrou foi mal. Quem mal entrou como Berrio foi ainda pior desde o início. A saída foi ainda pior. Como a de Diego. Como a queda de produção do sistema defensivo rubro-negro na temporada. 
Mas era um jogo ainda controlado. Aos pés do Flamengo. No mesmo palco onde, em dezembro de 2001, por causa do Cacerolazo, panelaço do povo platini reclamando por tudo e de tudo, a partida decisiva da Mercosul foi adiada para janeiro de 2002. Naquela noite, trabalhando pela Band, andei pelas ruas de Buenos Aires vendo o povo argentino se rebelar com tanta coisa ruim no país. 
Quase 16 anos depois,  não teve jogo. Mas ainda tem muita jogada para se ver. E muita panela para bater.