Todos os posts de Mauro Beting

Missing. Aparecidense 2 x 1 Botafogo.

Leia o post original por Mauro Beting

“Missing”, filmaço de 1982 de Costa Gavras, com um show de interpretação de Jack Lemmon, conta história real de um drama durante a ditadura chilena. A tradução para o Brasil foi “Desaparecido”. Como milhares no Chile, na Argentina e no Brasil naqueles anos chumbados e ferrados.

“Missing” também pode ser livremente traduzido como “perdido”. Como está o Botafogo há muitos anos. Ainda quando tenha se reencontrado com Jair, Ventura de fortuna, de sorte, de felicidade no reencontro com a base da estrela do clube. Ainda que a administração austera como precisava ser tenha conseguido resultados melhores do que a encomenda. Também por apostar na gente da terra, na boa base de onde saiu Jair e também Felipe, como atleta que cresceu no clube, como treinador que também se ergueu no Botafogo.

Mas incertas derrotas do Botafogo são tão Botafogo que não há Botafogo que não as reconheça. Só na Copa do Brasil vai além da final perdida para o Juventude diante de 100 mil no Maracanã, em 1999. Também o Botafogo de Futebol e Regatas soçobrou diante do Remo no Rio em 2001. Gama no Maraca em 2004. Paulista (que seria campeão) na capital em 2005. Ipatinga em casa em 2006. Figueirense de novo no Rio, mas com erros graves de arbitragem, em 2007. Nos pênaltis no Engenhão para o Americano, em 2009. No último minuto em casa para o Santa Cruz que penava em 2010. Aos 47 no Rio para o Figueirense, em 2015. E, agora, em 2018, para a Aparecidense de Mirita, Uederson e Aleilson, de virada, em Goiás. Dois gols de cabeça. Duas vezes em que o ídolo Jefferson (que completou 442 jogos como goleiro do clube, igualando Manga) ficou prostrado, parado, sem tirar os pés do lugar. Meio que desacreditando e também acreditando que de novo a eliminação foi pesada. Chaga passada que voltou a desgraçar o torcedor que de novo mais pensa em sobrevivência que conquista. Mais faz contas e faz de conta que acredita nas promessas de campo e fora dele. Botafogo que não iria longe na Copa do Brasil. Mas não era para nem sair do lugar. Não é para estar onde está.

CBF, de boa: os clubes precisam pagar pelo árbitro de vídeo?

Leia o post original por Mauro Beting

Ao que se sabe, dinheiro não tem sido problema na CBF. Será que a entidade não tinha como botar do próprio cofre a grana para garantir os VARs no Brasileirão de 2018?

Não tem como responsabilizar ou cobrar a conta dos 12 dos 20 clubes que votaram contra a arbitragem de vídeo. Alguns devem bastante. Ou se enforcariam. Mas a entidade tinha como abrir o bolso sem precisar abrir a caixa preta. 20 milhões de reais não é muito para a CBF. Para alguns clubes, um milhão seria.

Só que os dirigentes dos clubes que poderiam pagar não poderão reclamar de erros que poderiam ser evitados com a utilização da tecnologia que a CBF lavou as mãos. Ou as sujou, conforme o desentendimento.

Há como compreender alguns argumentos contrários à adoção do VAR. Mas jamais será possível entender a abstenção de voto de um clube. Embora, por tantas pataquadas recentes do São Paulo, não poderia ser diferente a postura do clube.

Mas nada seria mais absurdo do que adotar o VAR apenas no returno do BR-18 como foi cogitado e, ao menos nisso, o bom senso prevaleceu.

Arrascaeta! Cruzeiro 1 x 0 América

Leia o post original por Mauro Beting

Onze clássicos sem vitória americana no novo Mineirão. É muita coisa e muito tempo. E melhor sorte não merecia o Coelho pelo que fez contra o líder do MG-18. Não fossem alguns tiros de longe, Fábio não teria mostrado o excelente serviço de sempre.

No mais, só deu João Ricardo. O goleiro do América que impediu com pelo menos quatro boas defesas a vitória ainda maior do Cruzeiro do artilheiro Rafinha. Do Fred sempre perigoso. Do Edilson que vai se ajeitando pela lateral. Do Ariel Cabral que pode e deve se soltar mais com a ajuda do Robinho.

E do Arrascaeta que se iguala na artilharia gringa celeste com o Montillo. Mas que para mim a ultrapassou pelo gol que valeu mais do que os justos três pontos no clássico. Não foi apenas o mais lindo gol dele pelo Cruzeiro. Foi um dos mais espetaculares voleios que o Mineirão (em tarde de maior público no Brasil em 2018) presenciou. Para não dizer um daqueles gols que quem estava lá vai dizer pra sempre. Eu fui naquele clássico do gol do Arrascaeta. Eu vi mais uma vitória do Cruzeiro que vai longe em 2018.

Cinco minutinhos. Palmeiras 2 x 1 Santos.

Leia o post original por Mauro Beting

Eu me identifico demais com o Borja. Muitas vezes ele faz com a bola a mesma coisa que eu faria em campo. Como aos 2 do segundo tempo, quando o mais caro jogador da história do Palmeiras bateu com a canhota uma bola que tinha que ser com a direita. Ninguém entendeu. Como poucos ainda entendiam tantas chances para ele, quando dois minutos depois, nos excelentes cinco minutos do Palmeiras depois do intervalo, Borja foi na raça para ganhar o lance e completar bonito e ampliar para 2 a 0. Um time que bastou jogar ótimos cinco minutos iniciais e mais cinco no segundo tempo no reinício para vencer merecidamente e se manter 100%. Mas ainda com gosto de que pode mais. Como o Santos poderá muito mais com Gabriel Barbosa e Bruno Henrique.

Quando a fase é ótima como a do Palmeiras, Dudu bate escanteio, Antonio Carlos cabeceia e nem Vanderlei vanderleia: 1 a 0 Palmeiras, com menos de dois minutos.

Quando a fase não é tão boa, o Santos mais celebra a falta de Lucas Lima que explodiu na sua trave aos 5 minutos que a recuperação da equipe depois disso. Duas chegadas negadas pelo excelente Jailson aos 13 e pouco mais produziu o Santos sem a dinâmica de Renato, com o peso de Vecchio, e as limitações atuais de um ataque que irá encorpar com os reforços disponíveis – e sem compreender como Gabriel nem no banco ficou.

O Palmeiras também poderia ter feito mais em um primeiro tempo chocho. Lucas Lima armou por todos os lados mas pisou pouco na área. Borja também. E ainda pisou demais na bola que novamente tão bem foi defendida por Felipe Melo. Ganhou quase todas por cima e por baixo e foi de novo na temporada o cara do time mais fazendo em campo do que falando fora. Bem diferente da irresponsável ousadura de 2017.

Como tem sido o Palmeiras em 2018. E também foi na segunda etapa. Não apenas pelas qualidades técnica do elenco. Também pelo trabalho de Roger, que fará esse time jogar muito mais com o que tem o que poderá ter. Mesmo que de novo a zaga tenha bobeado aos 16, quando Renato cabeceou cruzamento de Daniel Guedes, em lance irregular porque a bola já havia saído em escanteio pouco antes.

O gol animou o Santos, que apostou no mais que promissor Rodrygo. Mas com o peso de Rodrigão (outro que teve de ir a campo por lesão de Sasha) e Vecchio, ficou difícil criar algo além. Como o Palmeiras, como também já havia acontecido na primeira etapa, parou por ali. Roger demorou a mexer, mas quando se coloca Keno, Bruno Henrique e o estreante Gustavo Scarpa de um banco com crédito a ponto de dispensar Moisés, é possível imaginar como esse Palmeiras irá longe.

Justo. São Paulo 2 x 0 Botafogo.

Leia o post original por Mauro Beting

Não precisava o São Paulo ter sofrido tanto. Bolas na trave, problemas mais uma vez nas laterais (ainda que melhor defendidas por Reinaldo na esquerda).

Mas quando se tem camisa e melhores jogadores para vesti-la as coisas melhoram. Como é o São Paulo com Diego Souza para fazer gols. Nenê para criá-los. E Cueva para bater o pênalti decisivo e ser abraçado pelos companheiros.

Que assim seja. Mas que precisa ser muito mais do que isso. Para Cueva e para todo o São Paulo.

Henrique Ceifador rubro-negro

Leia o post original por Mauro Beting

Felipe Vizeu é dos poucos da geração dele que não só sabem fazer gols e jogar. Também trabalha bem com os dois pés. Cresceu na Gávea. Tem potencial para ser mais do que é. Mas, como qualquer menino, sonha grande. Pensa Europa. Garante o futuro dos netos. Foi pra Udinese.

Não como Zico, depois de espetaculares 12 anos de Flamengo. Foi como um bom atacante com chance de crescer ainda mais, ganhar uma 9 que já foi 47, foi 25, mas nunca seria nota 10. Nem precisava ser. Vai ganhar boa e merecida nota na Itália. Vai deixar bons cobres nos cofres do Flamengo. E o clube foi atrás de artilheiro caro e raro por estes dias. Um que melhorou bastante tecnicamente. Um que muito provavelmente não jogava a bola de Vizeu quando da idade dele. Mas um atacante que melhorou bastante tecnicamente. Evoluiu. Sabe sair mais da área. Sabe bater pênaltis como não se via desde Evair.

Ceifador ficou caro. Vizeu pode até sair barato. Mas tinha como segurar o que sai? E, uma vez saindo, tinha como não acertar com Ceifador?

Eu teria feito o mesmo. Sei – e o Flamengo sabe ainda mais – como é maravilhoso ter Leandro, Mozer, Júnior, Andrade, Adílio, Tita, Zico e Nunes saindo de sua base para montar o melhor time que vi no Brasil desde 1972. Vi – e ão vi nada melhor na vida em clubes – como é sensacional escalar Valdés, Piqué, Puyol, Busquets, Xavi, Iniesta, Messi e Pedro como o melhor time que veio do mesmo berço. Identidade e entrosamento que ajudaram o Barcelona de Guardiola a ser o que foi, o Flamengo de 1981-82 também conquistar o mundo e os corações até que não são dessas cores.

Mas não é toda hora que se consegue. Por isso Vizeu também saiu, por isso Ceifador era a melhor resposta de mercado.

Reinaldo! Madureira 0 x 1 São Paulo.

Leia o post original por Mauro Beting

O gol foi de Brenner, mais um candidato a David Neres e Luiz Araújo no São Paulo que ainda revela muitos, vende por muito dinheiro, e aproveita muito pouco no que de fato importa: o time de cima que desde 2012 vive seus piores anos – e ainda assim foi vice do Brasil em 2014 e semifinalista da Libertadores em 2016.

A classificação em “casa” em Londrina foi tranquila com a bola aos pés e instável por alguns sofrimentos defensivos impensáveis e indefensáveis contra um time que ainda não venceu no Rio e está sendo dirigido por um interino.

Mas ainda é compreensível. Diego Souza só deveria estar estreando agora. Nenê e Tréllez ainda não estão disponíveis. Cueva está disposto e exposto até demais.

Só não se concebe tanta chance a Edimar na lateral quando se tem um reserva melhor, que vem de duas boas temporadas em equipes distintas. Reinaldo. Sim, o mesmo Reinaldo que era o Edimar da vez no São Paulo. No final de 2015, ele era o principal alvo da torcida que, então, com ou sem razão, também detonava Lucão, Michel Bastos e Alexandre Pato.

Reinaldo que agora é afagado pela mesma trombeta que o apedrejava. E com razão agora. E muita corneta então. Algo que Edimar talvez não mereça tanta crítica. Mas certamente também não merece tantas chances titulares.

Nocaute. Universidad de Concepción 0 x 4 Vasco.

Leia o post original por Mauro Beting

A bagunça institucional do Vasco não atrapalhou o time debilitado pelas saídas de Anderson Martins, Vital, Nenê e Madson. Zé Ricardo manteve a ideia do empate contra o Flamengo e conseguiu a maior goleada vascaína fora de casa em Libertadores.

Os 4 a 0 passam também pela fragilidade do time chileno, maior do que a esperada. Como também foi muito melhor que a encomenda a atuação carioca. Basta ver o primeiro belo gol de Evander. Não apenas pela qualidade do meia na finalização. Toda a jogada foi muito bem trabalhada.

Diferente do segundo gol. Pixotada do goleiro chilena levou ao segundo gol de Evander. Caminho aberto para a goleada no final.

Se não se pode celebrar demais a vitória no Chile, há boas novas para Zé. Ricardo tem mesmo qualidades na zaga. Henrique se saiu bem na lateral. Wellington se solta cada vez mais. E Evander é realidade ao lado de Paulinho.

Se a Copa fosse hoje, quem seriam os meus 23 convocados

Leia o post original por Mauro Beting

Se a convocação para a Copa-18 fosse hoje, os meus 23 para o Mundial.

Goleiros

Ederson – Grande fase, joga melhor com os pés do que Alisson. Seria o meu titular.

Alisson – Muito bem na Roma, não compromete na Seleção. Meu primeiro reserva.

Cássio – Vencedor, ótima fase, experiência internacional. Mas ainda não descarto o santista Vanderlei, o gremista Marcelo Grohe, e Diego Alves (quando se recuperar). É uma das dúvidas que tenho a camisa 22. E ainda pensaria em Neto (Valencia).

LATERAIS-DIREITOS

Daniel Alves

Danilo – Tem se saído bem na dele e aprendeu a atuar até de zagueiro, além de jogar na esquerda e no meio-campo. Quanto mais Guardiola melhor para o Brasil. Em caso de lesão, fecho com Fagner.

LATERAIS-ESQUERDOS

Marcelo

Filipe Luís – Embora lesionado hoje, ainda o reserva mais confiável pela capacidade de marcação. Outra dúvida até o final. Alex Sandro é o outro nome.

ZAGUEIROS

Marquinhos

Thiago Silva

Miranda

Geromel – Grande fase há ótimo tempo. Mas a quarta opção para a zaga segue aberta. Jemerson e Gil estão no páreo.

VOLANTES (cabeças de área)

Casemiro

Fernandinho (Wallace seria opção em caso de lesão de algum dos cabeças de área).

VOLANTES E INTERNOS

Paulinho

Renato Augusto

Arthur (se voltar de lesão jogando a bola de 2017)

Hernanes (se jogar o que jogou pelo São Paulo, ganha o lugar de Giuliano pela experiência de Copas e igual versatilidade). Lucas Lima e Diego teriam chances apenas em caso de lesão.

MEIA-PONTA PELA DIREITA

P.Coutinho

Willian

MEIA-PONTA PELA ESQUERDA

Neymar

Luan (não é exatamente a dele, mas pode fazer várias funções na frente, e ganha espaço pela versatilidade). Ainda gostaria de rever Douglas Costa jogando a bola que já jogou. Outra grande dúvida. Brasil precisa de outro ponta-ponta. Talvez a minha maior interrogação.

COMANDO DE ATAQUE

Gabriel Jesus (quando recuperado de lesão).

Firmino (em caso de lesão, Jô ou Diego Tardelli). E ainda gostaria de testar Richarlison nos amistosos.

Os meus titulares:

Ederson; Daniel Alves, Marquinhos, Miranda e Marcelo; Casemiro; P.Coutinho, Paulinho, Renato Augusto e Neymar; Gabriel Jesus.