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Se tivéssemos ouvido o choro de Pelé. Vasco 0 x 0 Santos.

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Foi num clássico entre Vasco x Sant0s, em novembro de 1969, no Maracanã com muita gente, que o Rei marcou o milésimo gol, e o dedicou às criancinhas desamparadas de 1969.

Algumas que já partiram – também por isso. Algumas criancinhas de 2019 que já são pais de crianças em 2017 ainda mais desalmadas desde então. Ou desarmadas pelo espírito.

Esses que não foram cuidados é que deixam a nossa vida tão triste. Deplorável como um clássico com público zero e futebol pouco acima disso no zero a zero no Engenhão.

Muito mais não podemos cobrar atletas do Vasco e do Santos. Não é fácil jogar sem público.

Mas é muito difícil quando se mata ou se machuca por futebol.

Um pouco mais de educação e muito mais de tolerância evitariam o que se viu no clássico passado em São Januário.

 

 

Duque da nobreza corintiana

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Duque foi vice-campeão brasileiro perdendo na casa do rival em jogo único para o campeão brasileiro com o melhor desempenho da história. O Internacional bicampeão do Brasil em 1976. 
Uma semana antes, com boa reza, muita mandinga, um toró daqueles, e uma história absurda de procissão e invasão, ele comandou o inferior time corintiano a desmontar a máquina do Tricolor de Rivellino. Nos pênaltis. No gramado impraticável. Na fé mais do que no pé. 

Duque, dizem, não só conhecia futebol. Sabia muito de outros jogos de outros campos. Às vezes jogava mais fora dele que lá dentro. 

Quem é que sabe?

Ele soube. E ficou na história por uma invasão que independe de título. É a própria conquista. 

Duque partiu nesta segunda. Com o Corinthians líder meio que de modo inexplicável. Como não tem palavras e nem números para aquele 5 de dezembro de 1976. 

Podem mais. Cruzeiro 1 x 1 Flamengo. 

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Mano e seu Cruzeiro jogaram o melhor futebol do país no começo do ano. Quando perdeu o MG-17, já não era o mesmo. E nunca foi igual nesse Brasileiro imenso, por vezes insano, quase sempre intenso. Normalmente instável. 
Zé Ricardo e seu rico Flamengo nunca jogaram o esperado. Nem na conquista do RJ-17, certamente não na eliminação precoce no grupo complicado da Libertadores, nem mesmo quando chegou mais próximo do líder do BR-17. Falta algo. As antigas incursões de Arão, talvez. O tão cobrado passe mais precioso de Diego. Laterais mais contundentes. Bolas mais trabalhadas que cruzadas. Ter mais paciência quando enfrenta times bem posicionados defensivamente como o de Mano. 
Falta algo ao Cruzeiro. Falta algo ao Flamengo. O bom clássico no Mineirão mostrou. Mais que um ponto, as equipes parecem ter mesmo perdido dois. 
O Flamengo tem que se inspirar em Everton. Não o Ribeiro, que está se soltando e jogando melhor. Mas no que sempre é sacado das escalações ideais. E sempre fica no time. Não, não é Márcio Araújo. É o Everton mesmo. Faz os gols que os muitos artilheiros da Gávea nem sempre marcam. E tecnicamente é também taticamente  cumpre bem pela esquerda. Sem badalação e nem bajulação. Faz o dele. 

O problema é que outros nem sempre fazem. Como o Cruzeiro que ainda não achou seu time e seu jogo. Depende demais da inspiração de Thiago Neves, de boa apresentação. Sente saudade de Arrascaeta. E, ao apostar pela velocidade de Élber e Alisson, soube criar problemas ao Flamengo. Ainda que sem a melhor solução ao próprio Cruzeiro. Time que muitas vezes se perde na bola cruzada como no gol de Everton. Equipe que até sabe o que precisa fazer. Mas não faz. 

O empate acabou justo. Mas com o gostinho de que é preciso mais para ambos. 

Dá tudo errado. Chapecoense 2 x 0 São Paulo. 

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A bola fica com o São Paulo. Ela é até bem trabalhada. Os jogadores começam a se entender. Ela chega até o ataque. É cruzada. Mas sempre falta um pé finalizador. Ou ela é arriscada. Mas passa longe. Da meta rival e da história do Tricolor. 

O adversário chega pouco. Menos que o São Paulo. Mas aquela bola cruzada que nada acontece na outra área teima em entrar. Túlio de Melo – que havia pouco tinha entrado – sobe mais que Júnior Tavares e abre o placar que Lucas Gomes, outro com nome de jogos jurídicos, define no final do jogo na Arena Condá. Pode não ser justo pelo que foi o jogo. Mas tem sido punição pesada para o que não tem sido o São Paulo desde o terceiro mandato de JJ. 

Com a vontade de 11 Apodis, deu Chape. Com a fase de 11 assustados tricolores, não deu São Paulo. De novo. É muito preocupante. Ainda tem muito tempo para se recuperar. Mas não tem tanto elenco e futebol. Quando o time joga bem, perde. Quando não joga, idem. 

Festival de gols, não de futebol. Palmeiras 4 x 2 Vitória.

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A boa notícia para o palmeirense. Ganhou bem de um dos piores times do BR-17. A má – e a real. Mesmo marcando 4 gols (muito) em 8 chances (ótimo aproveitamento para pouco desempenho), segue jogando pouco. 

Fosse o Palmeiras o Palmeiras, as manchetes seriam aquelas históricas do time mesmo em grande fase: “Palmeiras joga mal e só ganha nos pênaltis a Libertadores”. Há uma incerta má vontade com o clube desde 1914. Como há cobrança excessiva do palestrino desde então. Ainda mais com tanto investimento em um elenco campeão brasileiro. 

Mas o time segue jogando pouco. Começou de novo bem no Allianz Parque cheio e sem chiar. Com 16 segundos poderia ter aberto com Guerra o placar que Uillian Correa, em lindo tiro de longe, aos 9, abriu para o Vitória, na única oportunidade baiana no primeiro tempo. 

No mais se viu um Palmeiras dando espaços atrás pouco aproveitados pelo Vitória. Sem ritmo, Felipe Melo dificultou os lances mais simples. Os verdes seguiram se aproximando pouco para triangulações e linhas de passes. Ou abusavam do individualismo ou não tinham com quem jogar. 
Pressionados, também se eximiam de dar opções ou mesmo concluir os lances. Ainda assim o Palmeiras ganhou um pênalti em lance normal em Mina. Não houve nada. Pênalti marcável foi em Minas no colombiano.  Róger Guedes empatou aos 36 e Dudu, em rara boa jogada de Guerra, desempatou, aos 45. 

Com o devido respeito, já denotando indevido despeito, tecnicamente o jogo lembrava o Desafio ao Galo dos ensolarados domingos de manhã. Como foi o lance em que Dudu saiu com bola e tudo pela linha lateral, aos 43. Ambiente estranho. Time esquisito. 

Na segunda etapa, Willian perdeu um gol fácil. Fase. Como o mau árbitro deixou de marcar aos 13 pênalti claro e desnecessário de Egídio em Patric, que o lateral baiano não “quis” sofrer. Seguiu no lance é o juiz deixou pra lá. Fase? 
Como a zaga baiana deixou Dudu na raça ganhar um lance que daria no gol de Mayke, aos 25, depois de blitz e bola na trave do Vitória, e com a essencial entrada de Michel Bastos no lugar de Guerra. 

Aos 31, Dudu aproveitou outro lance de MB e fez um 4 a 1 largo demais para o que foi o jogo. Resultado mais próximo da realidade com o segundo gol baiano, de David, em um lance bem trabalhado de um festival de gols que necessariamente não significa um espetáculo de futebol. 

Algo que o Palmeiras segue muito distante de apresentar para una torcida que tem sido um espetáculo de presença. E mesmo de paciência. Cuca tem toda razão em pedir ao menos uma semana de treinos para o time se ajustar como ainda não jogou em 2017. 

Acontece. Corinthians 2 x 2 Atlético Paranaense. 

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Caiu a invencibilidade absurda da meta alvinegra. Foram 674 minutos até o golaço de Jonathan, que aos 37 minutos entrou a dribles na saga dos reservas Paulo Henrique e Moisés e fez um belo gol para o Furacão do interino Kelly.  
Foi a primeira vez no BR-17 que o time do Carille saiu atrás. Foi como se nada acontecesse. Sete minutos depois, Moisés achou Jô para empatar. Com a mesma serenidade de hábito do artilheiro e do líder invicto há 28 jogos. 
Em 5 minutos de segundo tempo, arrancada típica, geladeira de Jô para virar. Belo lance de Maycon e do líder com absurdos 11 pontos de vantagem para apenas 14 rodadas. O Atlético cresceu. Mas daquele jeito que o Timão tem se portado. Dá a bola, dá o campo ao rival, mas não espaço. 
A solução é fazer o que fez o ótimo Otávio, aos 36. Arriscar de longe. A bola desviou em Balbuena e matou Cássio. 2 a 2. Prêmio para o Furacão do bom Pablo. Castigo raro para o grande líder Corinthians. 

Fase de Luan. Flamengo 0 x 1 Grêmio.

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Flamengo e Palmeiras têm os maiores investimentos desde 2016. O clube paulista ainda conseguiu o que pretendia na temporada passada, embora patine agora – mesmo que mantenha vivo sob cuidados intensivos o sonho de reconquista da América. O Flamengo fez ainda mais para ser mais time e elenco para este ano. Manteve a comissão técnica, ainda que com desempenho discutível pelo que se gasta.

Era o jogo para não deixar o Corinthians escapar. Não foi. Mesmo mandando bola na trave, mesmo finalizando 21 vezes para fazer o nome de Leo, não deu. Perdeu a invencibilidade na Ilha do Urubu para o imenso Luan, o melhor jogador do campeonato. O meia-atacante atacante-meia que fez um belo gol tabelando com os rivais. Se ajudou a deixar o grande líder escapar ao perder o pênalti à frente do Cássio, no clássico contra o Corinthians, voltou a encostar na ponta, tirando um pouco da frente o Flamengo que não tinha como deixar escapar a chance que desperdiçou.

Mas perdeu. A oportunidade e o jogo. Claro que foi muito mais o Grêmio que soube vencer nas poucas chegadas à meta rubro-negra. O Flamengo não perdeu para um clube qualquer. Foi derrotado por um Tricolor que teve algumas atuações melhores em 2017 até que o exemplar Corinthians de Carille. Perdeu como tem se perdido – ou não se encontrado – nos momentos decisivos. Desde 2016.

Ou pela finalização ruim – como fez falta Guerrero. Ou pelo excesso de cruzamentos inócuos. Pela falta do melhor de Diego (talvez na sua pior atuação em 2017). Pela organização defensiva do Grêmio.

Time que segue na luta pelo BR-17 – embora naturalmente foque a Libertadores. Como segue vivo o Flamengo. Mas que não pode perder um jogo como esse.

Corintianamente. Palmeiras 0 x 2 Corinthians.

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O Corinthians não sabia o que era perder havia 25 partidas oficiais até 6 de maio de 1917. Desde junho de 2013 não era derrotado no campeonato paulista. Até o primeiro dérbi, disputado no Parque Antarctica, três anos antes da área ser comprada pelo Palestra Italia. 

Corinthians que estava mais “em casa” que o futuro proprietário do campo. O Alvinegro jogou oficialmente antes que o Verdão no estádio. Antes mesmo da fundação do Palestra já atuava no Parque Antarctica. Apenas em 21 de abril de 1917 o futuro Palmeiras jogaria em seu lar: goleada de 5 a 1 no Internacional paulistano. Até então, o Corinthians já havia atuado 37 vezes no Parque Antarctica (o campo da liga paulista). 

Corinthians que chegava como favorito ao primeiro clássico. A imprensa da época dava mais bola aos feitos e efeitos alvinegros que ao jovem clube dos “italianinhos”. Foi assim o primeiro dérbi que não tinha esse nome. Mas teve o do atacante Caetano Izzo, autor dos três gols da vitória palestrina. 

No primeiro clássico depois do aniversário do centenário, o Corinthians atuou no Allianz Parque como se tivesse o mesmo reconhecimento de terreno que tinha em 1917. Com o mesmo conhecimento de causa e casa que caracteriza o Corinthians de Carille. Uma equipe que joga em 2017 em Itaquera e nas arenas do Grêmio e do Palmeiras como se estivesse no terrão do Parque São Jorge. 

Da antiga base onde saiu um lateral talentoso como Guilherme Arana. Ele sofreu o pênalti afobado de Bruno Henrique aos 21 – que Jadson converteu, aos 22. Ele marcou o segundo (o terceiro dele pelo Timão, o segundo no Allianz Parque) em mais um contragolpe letal, aos 18. Às costas de Róger Guedes (que foi escalado como lateral na segunda etapa), Arana bateu sem chance para Prass. 

Depois do gol, os quase 40 mil palmeirenses murcharam como o time destrambelhado como entrou Borja. Se ao menos o atacante colombiano se esforçava, seguia errando tudo. Como Guerra errou. Como Cuca não foi feliz mais uma vez. No final, Mina estava como centroavante, Tchê Tchê jogou mal em várias posições, Dudu não se acertou, Egídio errou tudo, e o Palmeiras seguiu perdido e perdendo. Também porque Cuca não tem tido o tempo que teve em 2016 para treinar. E não tem sido feliz nas escolhas e escalas. 
Mais difícil ainda contra um rival iluminado.  Um Corinthians que perdeu Pablo (que seguiu sem perder lances) aos 26 do segundo tempo e manteve o desempenho defensivo impressionante. A bola não chega em Cássio – e, quando chega, nada acontece, pela fase brilhante do goleiro. E, mais ainda, pela proteção de Gabriel e Maycon na entrada da área, Jadson e o incansável Romero pelos lados, com Rodriguinho segurando essa bola mais à frente, e Jô fazendo tudo e mais um pouco no ataque. 

Tudo que o atual campeão deixou de fazer (e todos têm sua parcela de responsabilidade, do presidente ausente ao treinador que não tem feito o muito que sabe, de todo o time que tecnicamente tem jogado ainda menos do que pode), o grande favorito ao título de 2017 tem sabido fazer muito além do sonho e estratosfericamente acima do planejado pela direção sem dinheiro. 

O Corinthians de 2017 é uma das melhores e mais espetaculares histórias do futebol. Irrepreensível. Irretocável. 

Corintianamente Corinthians. Difícil de explicar. Fácil de admirar. 

Dérbi no céu. Os anjos voam. Mas não precisam ser tão rápidos.

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Segunda, antevéspera do Dérbi. Palmeirenses e corintianos perdem personagens deliciosos. 

Em 1963, o Palmeiras foi campeão paulista com um time espetacular. Uma autêntica seleção. Quase dois grandes jogadores para cada posição. Mais ou menos como…
Em 1963, Angelo Mariano Luisi comprou a cantina Capuano, no Bixiga. Ele chegara da Itália em 1949. Depois da Guerra onde serviu o país onde nasceu. O caríssimo Antero Greco conta muito melhor essa história no “fêice” dele do dono do mais antigo restaurante em atividade em São Paulo, fundado em 1907. Sete anos antes do Palestra Italia. 
Angelo chegou ao Brasil e logo em seguida foi campeão do ano santo de 1950. Título paulista que o levou à Copa Rio. Conquista que ele viu no Maracanã contra a Juventus da Itália dele. Mas ele foi Palmeiras. Até partir logo depois da partida entre o Palestra de Minas e o de São Paulo, em 2017. 3 a 1 para os mineiros contra os campeões brasileiros. 
Na foto, Angelo no clipe final do filme que dirigi com Kim Teixeira: PALMEIRAS – O CAMPEÃO DO SÉCULO. Foi a última visita dele ao Allianz Parque, em 2015. Produção da Marcela Coelho, da Canal Azul. Montagem do Fernando Teshainer. 
Lá, Angelo assistiu ao jogo ao lado do Genaro, amigo que ele nos apresentou. Ambos então com 95 anos. Personagens queridos do filme de nossa vida. A mão no ombro do Angelo é a do Genaro. 95 de vida, 94 de Bixiga. Outra instituição do bairro. Outra voz palestrina na cidade. 
Angelo fala cantando. Canta falando. Toca clarinete como toca corneta no time. Não sei se viu a derrota de domingo. Ele é daqueles difíceis de serem entendidos quando falam. Mas se comunicam em todas as línguas. Apenas nas interjeições. Nas caretas. Nos sorrisos. 
Giovanni Bruno, outra lenda da gastronomia e do clube, partiu no aniversário dos 100 anos do Palmeiras. Angelo, depois de derrota de domingo, e antes do dérbi contra o líder do campeonato. O rival que pode ficar com o título que ainda é nosso. 
Rival que tem menos time hoje, menos elenco, mas muito mais futebol. Com uma defesa que não sofre gols. Bem protegida. E com um goleiro campeão revelado pelo Grêmio que ano passado amargou reserva para voltar ainda melhor em 2017. Não sei se é o mesmo caso para Prass. Não sei. Mas pode ser. Como Zé Roberto não tem sido gigante como é. Como Edu Dracena caiu. Tchê Tchê é outro. Moisés não pode jogar. Guerra não pôde jogar. Felipe Melo e Jean de fora. Borja por fora. O time todo estranho. Cuca se estranhado. Tudo errado até quando se faz certo. 
Só não pode é o Palmeiras jogar a toalha pela bolinha que tem jogado. Só não pode achar que já foi sem ter ido. Só não pode mesmo é perder o fogo alto e interno. Não precisa virar inferno. Mas precisa a chama que clama. O calor que aquece e ilumina. O respeito que não se pode perder como as partidas. O carinho por todos esses que nos fizeram ainda mais. 
A Capuano não será a mesma sem Angelo. Mas ela continua sendo a cantina mais antiga por não ter se perdido e nem partido. Mudou de mãos com ele mesmo e continuou viva todos esses anos. Pode até ter perdido clientes, ter partido pedidos, o sabor. Mas ela é tudo aquilo que se alimentou dia a dia. Tudo que fez a família crescer. 
Respeitar seu Angelo e a Capuano que ele apropriou dá gosto. Respeitar quem não tem sido o mesmo pelo Palmeiras é essencial para não perder o tempero. Precisamos mudar o cardápio. Receitas. Até ingredientes. Mas sem jogar fora. Não é no balde marrom. Nem na reciclagem. É guardar na dispensa. Não dispensar. É deixar a massa descansando. É testar novas e antigas fórmulas. É buscar o alimento para nosso apetite insaciável e intolerante. 
Não é fácil sem o Angelo. Mas não é difícil respeitar a história.

Ligeirinho é o mais “alto” na foto. Embora fosse o mais baixo. E era o mais rápido da equipe A DONA DA BOLA, da Rádio Gazeta, que naquele 1994, na Disneyland, em Anaheim, esperava o tetra em Pasadena, não muito longe dali. Já são 23 anos do tetra. Quase os 24 anos de fila do tri para o tetra. Muito tempo. Mas passou rápido como o Ligeiro Eduardo Luiz nos gramados. O primeiro a chegar nos atletas. Um dos primeiros a dar as informações. Um dos últimos a deixar os treinos e vestiários. Uma figura. Meu companheiro de quarto em Santa Clara. Meu cozinheiro ali mesmo. Meu colega de boas risadas e reportagens ao lado da Regiani Ritter. Nosso companheiro de escala com Enio Rodrigues. Outro que já nos deixou. Como o Pedro Luiz Júnior e o Marcello Di Lalla, dois que estão com a gente na foto (eu sou o “motorista” que “bateu” o carro). Jorge Vinicius está com a gente nessa tarde de brincadeira depois de mais de um mês de trabalho. Nessa foto que registra uma rádio que nos sintoniza até hoje. Podemos estar longe. Mas, no fundo, estamos conectados desde então. Marquinho e família, força e luz nessa hora. Ligeirinho, não precisava chegar tão rápido assim lá em cima. Mas sei que é o seu jeito. Abraços, amigo.

Outro caríssimo colega que era Corinthians tanto quanto era repórter. Morreu líder do BR-17. A última notícia que Ligeirinho deu. 

Eduardo Baptista, ex-Atlético Paranaense 

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Eduardo Baptista demitido do Atlético Paranaense. Com ele, pediu para deixar o clube Paulo Autuori, treinador que havia deixado o cargo para assumir o de manager e trazer o técnico que sai com saldo negativo de um gol. Cinco vitórias e cinco derrotas. 3 empates. Duas classificações difíceis na Copa do Brasil e Libertadores por conta de derrotas pesadas. 
Mas apenas 48 dias de trabalho. Jogadores importantes de fora. Grafite pedindo para sair. Weverton falhando mais do que o costume. Clube desalojado do estádio onde costumava mandar muito bem. 

Segue sendo uma montanha-russa o Furacão de Petraglia. Tem medidas ousadas e modernas ao mesmo tempo em que adota práticas medievais e descabidas. Difícil entender. E ao mesmo tempo achar que assim pode dar certo.