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Protecionismo da Mídia esconde “baba” dos times brasileiros

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SEMPERDAO16 Discurso decorado citado exaustivamente na mídia brasileira:

“Times brasileiros são muito melhores tecnicamente em comparação aos seus adversários na Libertadores”.

“Fora os poderosos europeus, outras equipes seriam saco de pancada no Brasileirão”.

Tudo papo furado. A qualidade técnica do futebol brasileiro chegou ao fundo do poço. Primeiro, talento escasso, na sequência a parte técnica colocada em segundo plano para intensificar velocidade e força. Pra quem pensa que trata-se de opinião, últimos fatos comprovam que não: Nos últimos 10 anos, alguns podem afirmar, Brasil ganhou as quatro edições do torneio. Não desfazendo das conquistas, todas foram sofridas e muito mais por trabalhos sérios, melhor estrutura de nossos clubes e mais por times competentes do que superiores tecnicamente, exceção do Santos de 2011 que tinha dois craques. Neymar e Paulo Henrique Ganso quebraram na época a ausência de jogadores talentosos nas conquistas brasileiras.

O Corinthians faturou Libertadores e o Mundial de Clubes, muito mais por causa do trabalho de Tite, o mesmo ocorreu com Celso Roth em 2010 no Inter tendo como destaque principal D’Alessandro, um argentino. O gol do Mundial do Timão não foi diferente: peruano Guerrero decidiu. O Galo deve grande parte não a Ronaldinho Gaúcho, craque em clara decadência, mas sim a Victor. Ou seja, um goleiro decidiu a parada. Só lembrando, este time do Galo é composto em sua grande maioria por jogadores rejeitados e desgastados no mercado brasileiro.

Na realidade o processo de sucateamento técnico do nosso futebol acontece nos últimos 20 anos. Por ter mais recursos financeiros e contar com força política, Brasil conseguiu se segurar no topo, mas nunca com sobras como a maioria da mídia insiste em dar ênfase.

O mesmo ocorre com relação aos times europeus. Este conceito de os times intermediários do Velho Mundo não teriam qualidade para disputar Brasileirão é pura enganação. Quem assiste os jogos do futebol espanhol sabe muito bem de que pelo menos cinco clubes de lá se sairiam muito bem, não são inferiores de Chapecoense, Sport, Palmeiras, Figueirense, Coritiba, Criciúma, Botafogo, Flamengo entre outros. Em condições normais o quarto colocado do espanhol brigaria com certeza entre os 5 da Série A com reais condições de ficar entre os 3 melhores.

A maior prova concreta é a seleção brasileira. Se compararmos as escalações de Bayern de Munich, Barcelona e Real Madri com a da seleção que disputou a Copa, haveria equilíbrio muito grande. Caso se enfrentassem seria uma partida equilibrada, qualquer um poderia ganhar. Entretanto esses 3 times com certeza teriam jogadores mais talentosos tecnicamente. Fora Neymar, o nosso país tem jogadores ao nível de Cristiano Ronaldo, Bale, Toni Kroos, Benzema, James Rodrigues(Real), Luis Suárez, Messi, Busquet, Rakitic, Iniesta, Xavi (Barça), Müeller, Götze, Ribery, Robben e Schwasteigger, Xabi Alonso(Bayern). Até entendo o desespero de procurar manter por cima o futebol brasileiro, mas enquanto o torcedor for enganado e a mídia se acomodar com a falta de qualidade, o futebol brasileiro jamais conseguirá recuperar pelo menos parte do talento que já teve.

 

Magia do futebol-arte extinto, “ainda respira” em Ganso

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Desde Rivelino, Gerson, Ailton Lira, Neto, Rivaldo e outros que não lembro no momento, nunca mais tivemos canhotos geniais, mágicos da bola. Paulo Henrique Ganso reacende esta característica do futebol brasileiro. Trocou Santos por São Paulo, após início instável vem crescendo, lentamente mas conseguindo sequência de jogos. Depois de uma contusão complicada que há 15 anos, simplesmente encerraria a carreira de qualquer jogador, Ganso parece ter recuperado. Pouca gente lembra disso, ainda em alguns jogos parece estar travado. Talvez esteja recuperando 100% da confiança. Quem está de fora acha que em dois ou três meses está tudo bem. Não é bem assim, só quem sofre do problema sabe. Pode levar meses, anos ou até nunca recuperar. Ganso mostra a cada jogo estar no caminho certo. Se atingir 80% daquilo que jogava no Santos, é titular da seleção sem menor esforço, ou Dunga vai querer viver de Ramirez, Willians, Oscar e outros jogadores comuns. Acredito que Muricy tem uma parcela fundamental. Tirou stress dele, cada vez mais joga sem preocupação com cobranças.

Ganso precisa entender que craque como ele precisa jogar com intensidade. Não confundir intensidade com correria, intensidade no futebol significa atuar 90 minutos com a mesma constância independe de velocidade. Messi, Neymar, Cristiano Ronaldo e outros craques são assim, começam um jogo e terminam dentro do mesmo padrão de qualidade, não somem.

Vejo em Everton Ribeiro alguma semelhança com Ganso. Altamente técnico, habilidoso, mas sem o carisma e genialidade do meia do São Paulo. Aliás os dois são os meias de armação talhados para Dunga iniciar verdadeira revolução na seleção. Assisti a todos os jogos da sub-20. Gerson do Flu tem potencial, mas é jogador para 2022. A Copa de 18 está aí…

Nunca o futebol brasileiro precisou tanto de um canhoto genial. Até o final da década de 80, o Brasil tinha muitos jogadores com este perfil e talento. Hoje nos resta ele. O futebol brasileiro necessita de Ganso assim como os seres vivos precisam do ar. É uma questão de sobrevivência!

Levar 7, 3 tanto faz. Brasil, de país da bola… para o sem noção

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Taí Neymar com os 2 melhores laterais do mundo , zagueiro e goleador. No pagode os “parças” são melhores… sem dúvida. E ainda tietados por Alexandre Pires…

O fatídico 7 a 1 para a Alemanha escancarou a mediocridade do futebol brasileiro. CBF, parte da mídia, alguns dirigentes e técnicos tentaram amenizar ao levar para o lado de um acidente ocasional. Entrou em campo o batalhão de “bombeiros” para apagar o incêndio e desviar o foco por afetar interesses diversos. É de causar espanto que tanto profissionais do futebol quanto a mídia nem citam os 3 a 0 para a Holanda, na disputa do 3º lugar, com tanta ênfase, como perder de 3 fosse um placar normal para o Brasil numa Copa e dentro de casa. Alucinante! Não é de perder a cabeça e pegar nojo? Cadê os melhores do mundo, país do futebol, toda aquela baboseira ainda por cima recheada de pagodinho, brinco e cabelos chamativos que foi ovacionada nas últimas décadas? Pura fantasia irresponsável! Não sou contra pagode e outros modismos, mas desde que acima de tudo esteja o futebol… e há muitos anos ficamos só com a parte do modismo.

Nos últimos 20 anos o futebol brasileiro não é o mesmo. A qualidade técnica caiu vertiginosamente, ficamos acostumados a selecionar o melhorzinho entre alguns medianos e fazer dele craque. Cansei de ver e ler considerações sobre Paulinho, Fred, Oscar entre outros com este tratamento…. craque… que dor me dava. E tendo Neymar bem pertinho como patamar. E o mais acachapante: antes da Copa nossos laterais eram os melhores do mundo e a dupla de zaga também. Tomaram 10 gols em 2 jogos decisivos. E o mais triste.. David Luis está aí com toda a marra, acompanhado daquela touquinha ridícula que pretende lançar como moda. Dunga afastou Marcelo, mas já tem movimento para sua volta liderada por Galvão Bueno. Lógico… como Neymar vai ficar sem seu “parça” de pagode. Mediocridade! Podem apostar…. logo já vão falar em Dani Alves.

A cabeleira de Willian e a touca do midiático David Luis. Interessante que Oscar e Ramirez jogam mais… não precisam de visual diferenciado.

O preço foi caro, e sairá mais caro ainda, porque perdemos referência, enquanto os europeus trabalharam barbaridade, evoluíram e primaram por futebol de qualidade ficamos presos a resultados. Ganhou… está tudo bem, somos os melhores. A falta de critério detonou o futebol dentro do país e hoje deparamos com Brasileirão de nível médio para baixo. Formamos alas que apóiam, mas não marcam. Volantes preocupados em dar pontapé, fazer gol e atacantes velozes, fortes e finalizadores. Jogar bola que é bom… deixa pra lá… não é importante lá fora. Não é fundamental porque eles têm gente de qualidade principalmente na meia-cancha, mas aprenderam com os nossos das décadas de 70, 80 e 90. E até nas laterais o nível caiu. Barcelona veio atrás de Douglas, qualquer um sabe das limitações. Até hoje não entendi… e não é menino, está com 24 anos, não foi aposta no futuro.

Enquanto o Brasil não enfrentar de verdade a crise, nosso futebol não conseguirá recuperação. O tempo é cruel, passa e quanto mais tapar o “sol com a peneira” mais queima.
Como já disse, os alemães não sentaram nos louros, começaram uma renovação porque sabem muito bem que chegar no topo é mais fácil do que se manter por lá. É fato o Brasil não soube administrar sua superioridade nata. Se continuar este mar de ilusão, infelizmente os europeus irão manter a hegemonia.

E ainda insistem que o 7 a 1 foi obra do acaso, ainda tem gente que fala em Fred, Marcelo, David Luis entre outros. A Alemanha que enfiou os 7 e foi tetra, aposentou (em comum com acordo com os jogadores)  3 campeões do mundo entre eles o capitão Lahn que poderia tranquilamente jogar mais uma Copa acabou de fazer 31 anos – no último dia 11 de novembro. E veja bem, nem que o Brasil faça trabalho brilhante nos próximos 10 anos, mesmo assim a briga continuará porque o futebol europeu veio para ficar entre os grandes e sempre brigar por títulos.

“Apóstolos” da Fiel na religião chamada Corínthians

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Sócrates o maior craque do Timão. Seis anos de clube, 3 títulos Paulista e quase 180 gols.

Gilmar, Zé Maria, Domingos da Guia, Amaral e Wladimir; Biro Biro, Sócrates, Neto e Rivelino; Casagrande e Palhinha . No banco,Ronaldo, Gamarra, Ruço, Marcelinho Carioca, Zenon e Tévez. Técnico-Oswaldo Brandão. Que time, hein? Na época fui consultado sobre a seleção dos 100 anos do Timão. Difícil escolha, tanto que o meu banco tem seis jogadores. Não havia como fugir disso, e olha que muita gente boa ficou fora. Na verdade, os jogadores do banco podem ser titulares, apenas por opção, pois muitos nem vi jogar, mas como admirador do futebol e ouvindo o pessoal mais antigo, fiz um levantamento equilibrado ouvindo torcedores do Timão de todas as faixas etárias.
No gol, os goleiros Gilmar e Ronaldo. O primeiro é uma lenda para todos os torcedores. A maioria considera o melhor goleiro brasileiro de todos os tempos. Ronaldo eu vi jogar e ele encarnou a camisa corínthiana.
Nas laterais, escolhi Zé Maria eWladimir. Dois jogadores raçudos, fortes na marcação e que atuaram muitos anos no clube. Eram dedicados, seguros e amados pela Fiel.
Na zaga, três cracaços: Domingos da Guia, Amaral e Gamarra. Firmes, ótimos nas bolas aéreas e elegantes no trato da bola. Eles têm o mesmo perfil, cada um em sua época. Não jogaram juntos, mas poderiam, fácil, fácil.
Na meia-cancha, o “rei da raça” Biro Biro, jogador dedicado, lutador e de boa qualidade técnica. Para completar, Sócrates,Neto, Rivelino, Marcelinho Carioca e Zenon. Falar destes é simples: craques, gênios da bola. Simples e direto. Jogavam demais.
No ataque, dois jogadores históricos, goleadores. Palhinha era craque, veloz, inteligente. Já o“Casa”, matador e iluminado. Para Tévez não há menos predicados. Um jogador raçudo e marcante, apesar de pouco tempo no clube.
Como técnico, o mestre Brandão, conhecia tudo de futebol e mais um pouco. Sem mais comentários.
Bom é isso, mas tem mais gente que pode ser considerado como “apóstolo”dessa religião chamada de Corínthians.

Copa de 50 marcou renascimento do Brasil. E 2014?

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SEMPERDAO16  O Maracanã virou uma grande piscina de lágrimas após a final de 1950. E na época Brasil não era nenhuma potência mundial, não passava nem perto a ideia de ser “país do futebol”. O que aconteceu em seguida? Os brasileiros trataram de buscar novos caminhos e levar a sério o futebol, lógico dentro das limitações da época. Apenas foi atrás de talentos. Oito anos depois, em 58, Brasil renasceu e encantou o mundo. E não foi só Pelé, seleção tinha grandes craques: Garrincha, Didi, Nilton Santos etc…. Depois disso todos nós sabemos o que aconteceu gastaria centenas de linhas desnecessárias para relatar aquilo que todo mundo já sabe.

As décadas passaram e 64 anos depois o Brasil volta à estaca zero. Os 7 a 1 da Alemanha tem muito mais significado de “apenas” a maior derrota de 100 anos da seleção canarinha. Foi a “pá de cal” em tudo o que o nosso futebol tem praticado nos últimos 20 anos tanto dentro quanto fora de campo. Vou dar ênfase …. ABSOLUTAMENTE TUDO. E  piorou em 2002 quando com o penta criamos os craques-celebridades. Os garotos passaram a sonhar não em jogar bola e defender a seleção. A meninada anseia ficar rica e morar na Europa. Bola… apenas uma ferramenta para atingir este sonho. Maneira mais fácil, não precisa estudar e outras “chatices”.

Não estou fazendo aquele discurso tradicional de quando perde nada presta. Atualmente sou crítico demais, me sinto até mal de tanto falar mal, aliás não faz parte de meu ser sempre otimista e pra cima. Alto astral faz parte de minha essência como ser humano. Aponto a declaração de Felipão como emblemática: “Estamos entre as quatro melhores seleções do mundo. Perdemos apenas um jogo”. Até um tempo atrás fato de ganhar já bastava ao brasileiro. O problema é como? Cansamos de ver a seleção praticar futebol de péssima qualidade e ganhar. Enciumado, o torcedor brasileiro viu Espanha, Alemanha e até clubes vencerem jogando futebol de qualidade. Fica provado que aquele discurso cansativo e profano para quem gosta de futebol onde afirma: preferível jogar feio e ganhar. Com o tempo esta mentira virou verdade e transformou-se em “tem que jogar feio para ser campeão”.

Bom tudo isso é passado, não adianta remoer e achar culpados. A partir de agora o que será feito? Trocar técnico? Tirar dirigentes da CBF? Mudar todos os jogadores da atual seleção? É pouco e continuaremos na mesmice! Pode crer e não vai resolver praticamente nada. O renascimento do futebol brasileiro como aconteceu após Copa de 50 passa por trabalho de base chegando até administração. Primeiro diagnóstico a ser feito é o seguinte: Por que clubes não conseguem revelar mais jogadores de alta qualidade técnica e talentosos?

Depois da lei Pelé jogadores deixaram de ser escravos dos clubes, é verdade, mas são escravos de empresários que aliados a dirigentes faturam um monte. A partir daí vivemos o caos porque clubes pagam fortunas a jogadores medianos, todo mundo pega porcentagem e enche os bolsos. O mercado exige atletas altos, fortes, não driblem, corram muito, joguem verticalmente atendendo perfil europeu. Ainda meninos, vendidos para o exterior já rendem muito dinheiro.
Lógico a aposta é na quantidade, melhores saem para o Velho Mundo, os demais ficam no Brasil rodando de clube em clube ganhando cada vez mais. Vou citar um caso bem estranho: Alan Kardec, ótimo centroavante. Ainda menino foi para Portugal, sem chance veio emprestado para o Palmeiras. Na hora de renovar ganharia 200 mil por mês ( em sã consciência já é muita grana), do nada apareceu São Paulo e ofereceu 400. Clubes em crise e oferecem o dobro, como se quase meio milhão de reais fosse apenas mais uma dívida corriqueira. Kardec vale tudo isso?

Esta verdadeira lavagem de dinheiro através de salários, criou um bando de garotos medianos e ex-jogadores. Ricos porque apesar das “comissões” ficam com muita grana, não têm preparo necessário. Se acomodam e viram apenas griffe. Vou citar um caso recente: Flamengo levou na cabeça com Carlos Eduardo. Ganhava 550 mil reais por mês. Na real, é concebível tal investimento para um clube falido? Será que no Rio não nasceu nenhum Zico ou próximo dele em 20 anos?
Poderia ficar aqui escrevendo um montão, talvez em outros comentários exponha mais conceitos, mas hoje o fundamental é pensar no futuro: reformulação já na legislação do futebol brasileiro, Governo precisa entrar no circuíto e dar novas diretrizes. Inclusive, estamos perto das eleições. Os candidatos apresentem propostas para acabar com a farra financeira. Não estou sugerindo governantes intercederem diretamente no futebol, Deus o Livre, mas criem legislação para acabar com a lavagem de dinheiro, por exemplo. Não é por acaso que vemos alguns “empresários” de jogadores ligados ao tráfico de drogas. Responsabilidade fiscal já.

De tudo isso, o principal agora é gente do bem entender que o Brasil necessita urgente de peneiradas em busca de talentos e não jogadores rentáveis. Os alemães fizeram isso nos últimos 10 anos e conseguiram. O Brasil pode ter perdido tudo, menos o fato de termos o DNA da bola e caso realmente deseje em alguns anos conseguirá reunir craques na expressão da palavra. Podemos não ser mais o país do futebol, mas celeiro de craques é uma questão de desejo verdadeiro de procurar. Basta correr as ruas das cidades, estão lá ralando os pés no asfalto ou em campinhos da periferia. É só querer…

Por que Dunga? Meu cunhado também quer saber

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Avesso à jogador pop star reside em Dunga a esperança de buscar talentos de qualidade para recuperar seleção.

Avesso à jogador pop star reside em Dunga a esperança de buscar talentos de qualidade para recuperar seleção.

Bateu o telefone. Ligação de Uberlândia… pensei, minha irmã vai contar novidades. Nada da Viviane, meu cunhado Ben-Hur. Indignado, mal me cumprimentou e já intimou: Me explique … Por que o Dunga? E olha que meu querido cunhado não é fanático por futebol. Esta pergunta rolou por todos meios de comunicação e redes sociais. Alguns atônitos, outros indignados… Por que Dunga?

Particularmente tenho uma esperança: colocar a casa em ordem. Ainda tem gente que insiste em não ver que o atual grupo da seleção é limitado tecnicamente e vive de impressões falsas, marketing pessoal exagerado e deslumbre total de alguns, típico daqueles que acham “jogamos demais”, mas real jogam bem menos. Por mais que respeite e admire Tite e Muricy, não teriam respaldo curricular para reformular a seleção. Explico: Os dois são técnicos de ponta? Sim … no Brasil. 90% dos jogadores do atual grupo atuam em grandes clubes europeus, têm status internacional. Talvez baseada nisso CBF escolheu Felipão e Parreira, campeões do mundo com a seleção. Ambos tinham história para sedimentar o comando de um grupo de estrelas internacionais, ainda mais numa Copa aqui em terras brasileiras. Novamente a CBF alicerçou a escolha neste conceito e optou por Dunga.

E não discordo: seleção brasileira foi um mar de vaidades, promoção pessoal e show de jogadores metidos a pop star. Caras e bocas (até cabelos) para as câmeras não faltaram. Enquanto isso alemães, holandeses, argentinos, franceses etc,… treinaram e adotaram comportamento simpático, mas sem exageros. Voltando ao meu cunhado, acredito que o convenci em dar crédito a Dunga apenas por esta razão: Dunga possui personalidade forte e valores rígidos. Não tem medo de tomar decisões, tudo isso respaldado por ser capitão do tetra. Nenhum jogador do grupo atual ganhou nada perto disso e encarar Dunga é ruim, hein?

Sob seu comando espero medidas drásticas, renovação de no mínimo 70% do atual grupo. Tite e Muricy não teriam força suficiente para mexer em jogadores como Daniel Alves, Marcelo, Fred e David Luis protegidos pelo craque e célebre Neymar. Nos últimos dias da Copa ficou clara a predominância dos jogadores sob a comissão técnica, a ponto de Marcelo e Neymar levantarem do banco, no jogo diante da Holanda, e darem palpites no ouvido de Felipão. Nunca vi isso na seleção brasileira, nem na seleção do Paquistão.

Vou reescrever algo que bati demais nos últimos três meses. Felipão queria ganhar o hexa com jogadores badalados, entretanto sem provarem em campo toda a fama. Reservas em seus clubes, casos de David Luis no Chelsea, Marcelo, Real Madri, Luis Gustavo (dispensado por Guardiola. Motivo: falta de qualidade técnica) e Oscar, Chelsea. Sem contar que encarar uma Copa no Brasil com Fred vestindo a mística 9 da seleção é o fundo do poço. Não poderia dar certo.

Por isso acredito em Dunga. Nele mora a esperança de a seleção buscar novos rumos com jogadores mais próximos da realidade. Espero que não me decepcione. Meu cunhado é médico, assim encerro resumindo minha tese da seguinte maneira: vejo Dunga como instrumento para extirpar o tumor, mas consciente de não ser a cura do câncer que consome o futebol brasileiro.

 

Pane (mental) mesmo é sonhar ganhar Hexa só com Neymar

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Dá pra entender Brasil querer ganhar uma Copa com Júlio César no gol e Fred com a "sagrada" 9 brasileira?  Midiático David Luis deu uma aula de promoção pessoal, mas Mourinho não engoliu, já tinha mandado embora.

Dá pra entender Brasil querer ganhar uma Copa com Júlio César no gol e Fred com a “sagrada” 9 brasileira? Midiático David Luis deu uma aula de promoção pessoal, mas Mourinho não engoliu, já tinha mandado embora.

Bastava acompanhar o futebol internacional para saber que a seleção brasileira teria poucas chances de ganhar esta Copa. Até poderia caso passasse por uma série de situações entre elas a sorte. Em sã consciência sabemos muito bem que o Brasil está fora desde o jogo diante do Chile pelas oitavas-de-finais. Em nenhum momento os brasileiros foram superiores aos chilenos e nos pênaltis Júlio César e a trave impediram o pior. Injustiça com o Chile que além de ter jogadores melhores dominou o Brasil. Concordo com as críticas e cobranças com relação ao trabalho e principalmente postura de Felipão e sua comissão técnica, muita mentira e dissimulação. Entretanto a situação é bem mais complicada. A mídia está muito focada no técnico, quando uma análise mais profunda mostrará que outro técnico, por mais competente que fosse, teria que tirar água de pedra. Esta geração é composta de jogadores medianos, vejamos o perfil daqueles considerados titulares:

JÚLIO CÉSAR, 34 anos – Desde 2010 entrou em decadência, jogou no Rangers e acabou no futebol canadense disputando campeonato norte-americano, seguiu caminho daqueles jogadores em final de carreira como Beckham, Lampard, Kaká e outros. Felipão tentou ganhar a Copa com um goleiro defasado, posição fundamental para qualquer time que almeja grande conquista. Até mesmo seleções intermediárias como Costa Rica e México foram mais longe na Copa porque tinham goleiros especiais, casos de Navas e Ochoa.

DANIEL ALVES, 30 anos – Quem acompanha o campeonato espanhol sabe que nos últimos dois anos o lateral caiu vertiginosamente. Já veterano perdeu grande parte de seu vigor físico. No Barça atua como ala, sempre tem cobertura. Piquet sustentou em grande parte permanência de Daniel. Desde o final do Espanhol não interessa mais, está em negociação com o Paris Saint-Germain da França.

DAVID LUIS, 27 anos – Midiático soube vender sua imagem com brilhantismo na Europa e principalmente no Brasil. As falhas nos gols diante de Croácia, Camarões, Alemanha e Holanda corroboraram com a decisão do técnico José Mourinho em liberar sua venda para Paris Saint-Germain. A arrogância de Mourinho pode incomodar, mas ninguém coloca em dúvida seu conhecimento apurado sobre futebol. Como liberou tão fácil o quarto-zagueiro? Na última temporada David ficou no banco do Chelsea e às vezes jogava de volante, pois Mourinho consderava um temor tê-lo na zaga. No auge de sua carreira, David sai do gigante Chelsea para jogar no PSG da França. Por que outros gigantes do futebol europeu não o contrataram?

MARCELO – Aos poucos dá pra entender as razões de Dunga não levá-lo em 2010 e Mano ter algumas reservas. Suas atitudes comprovaram ser alienado, infantil, malandro (grudou em Neymar para alcançar imunidade perante comissão técnica, mesmo jogando mal não foi sacado comprometendo toda a defensiva) e péssima influência aos demais, principalmente Neymar. Ainda é remanescente daquela leva de jogadores irresponsáveis metido a celebridade. Nos últimos meses foi sacado pelo técnico Carlos Ancelotti no Real Madri porque seu setor era uma avenida. Escalou Coentrão e ganhou a Champions League.

LUIS GUSTAVO, 27 anos – É outro que caiu de status. Uma das primeiras providências de Pep Guardiola ao assumir o Bayern de Munich foi liberar Luis Gustavo e contratar Thiago Alcântara. Para Pep volante precisa de qualidade técnica. Gustavo ficou parado um tempo e se agarrou no mediano Wolfsburg porque Felipão falou, sem jogar ficaria difícil jogar a Copa.

PAULINHO, 25 anos – Um esquema montado para ele por Tite e o fato de atuar no Corinthians transformaram o volante em jogador acima da média. Ledo engano de todos, inclusive da mídia. Paulinho nunca passou de ótimo jogador, nem perto daquilo que desenhavam. Vendido ao Tottenham, clube intermediário da Inglaterra, não precisou de muito tempo para o técnico inglês perceber suas limitações. Hoje é reserva

OSCAR, 22 anos – É outro que Mourinho não quer. Deixou claro aos dirigentes do Chelsea, se aparecer uma boa proposta pode vender. Interessante este posicionamento não ocorre com Willian e Ramirez. Não abre mão dos dois. Como tem apenas 22 anos ainda vai evoluir, pode melhorar, crescer em todos os sentidos.

FRED , 30 anos – Sinceramente não entendi a razão do apreço de Felipão ao centroavante. Nunca passou de ótimo jogador e goleador como tantos outros do futebol brasileiro. Querer ganhar hexa tendo Fred como referência ofensiva é muita pretensão e até desprezo à história do futebol brasileiro. Sem contar que ficou 6 meses sem jogar. Felipão o tratou como fosse um Ronaldo. Pra mim o maior equívoco, só interesses comerciais ou outra jogada obscura justificam insistência em sua convocação e principalmente escalação.

Para fechar avaliação da seleção, Felipão continua falando em legado e que este grupo era inexperiente e para a Copa de 2018 estará pronto. Abaixo projeto a idade do grupo em 2018. Vai sobrar no máximo 5 e mesmo assim alguns pertinho dos 30.

JOGADOR POSIÇÃO IDADE EM 2018  Jefferson, 35;  Daniel Alves, 35;  Thiago Silva, 33,  David Luiz, 31,  Fernandinho, 33,  Marcelo, 30,  Hulk, 31, Paulinho, 29, Fred,  34,  Neymar, 26,  Oscar, 26,  Júlio César, 38, Dante, 34,  Maxwell,  36,  Henrique, 31, Ramires,  31, Luiz Gustavo,  30,  Hernanes, 33,  Willian,  29,  Bernard,  25,  Jô,  31,  Victor,  35,  Maicon,  36.

Bom estes são os fatos, não opiniões. Antes de qualquer coisa CBF e seleção devem parar de mentir e enganar. Daí sim poderá tratar com maior seriedade e de maneira verdadeira o destino do futebol brasileiro.

4º round – Brasil sofre “Knock down”. Venceu por 1 pênalti

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Ramirez, Willian, David Luis e Oscar jogam no Chelsea. Entrosamento pode ser útil a Felipão para arrumar meia-cancha brasileira.

Ramirez, Willian, David Luis e Oscar jogam no Chelsea. Entrosamento pode ser útil a Felipão para arrumar meia-cancha brasileira.

Conforme avança a luta pelo Hexa, fica mais difícil e dramática para o Brasil. Depois de sofrer com Croácia e México, seleção passou pelos chilenos por uma penalidade máxima. Se o jogo fosse julgado por juízes, como ocorre numa luta de boxe, após da bola rolando com certeza a vitória seria “roja”. Chilenos dominaram o jogo em sua maior parte e não venceram porque a trave ajudou. Vamos deixar claro: ganhou do Chile só por um pênalti.

Repetir as críticas é cansativo. Nos comentários anteriores (do round 1º ao 3º) neste blog não tem razão de ser. Falar da falta de meio-de-campo, da fragilidade de nossas laterais e da inoperância de Fred no comando são tão claras, só não vê quem não quer. Parece que a maioria resolveu ver porque a corda apertou, está bem justinha.
Agora Felipão tem até sexta-feira para reconstruir taticamente a seleção. Estranhamente me parece perdido, sem saber o que fazer. Errou nas substituições diante do Chile, insiste em manter três atacantes, impossível não perceber os problemas na meia-cancha, ainda mais em se tratando de Scolari. Não sei se não quer ou não pode mexer no time. Dentro de minha concepção tática de futebol, exponho três “vácuos” na seleção e justifico abaixo as razões que deveriam levar Scolari escalar o Brasil com Júlio César, Maicon, Thiago Silva, David Luis e Maxwell; Fernandinho, Ramirez, Willian e Oscar; Hulk e Neymar.

1º – FRAGILIDADE DAS LATERAIS – Todas as seleções que enfrentaram o Brasil tiveram facilidade tanto pelo lado direito quanto esquerdo da defesa brasileira. Daniel Alves e Marcelo são alas, marcam muito mal, além de deixarem verdadeiras crateras nas costas. Maicon e Maxwell são laterais de verdade, marcam forte, não dão espaços e quando apoiam mostram eficiência. Além disso, Dani e Marcelo até agora não mostraram nada de especial no apoio. Felipão não troca por questões desconhecidas. Talvez porque os dois estrelaram comerciais de patrcinadores da CBF ou então são líderes negativos podem estragar o ambiente caso fiquem no banco. Só vejo estas justificativas. Inclusive, Oscar e Hulk são prejudicados porque precisam voltar demais e depois não conseguem atuar na parte ofensiva e de armação. A permanência dos alas arrebenta todo esquema tático brasileiro.

MEIA-CANCHA INEXISTENTE – Como Oscar está mais preocupado em ajudar Daniel Alves, falta sua presença na armação e lá na frente. Os dois volantes também se desdobram na marcação porque a maioria das seleções mostra jogadores qualificados no setor. Brasil não tem um 8 de qualidade e muito menos 10. Com isso a bola é lançada ao ataque, sem passar pela região pensante. Não há troca de passes qualificados porque a seleção não tem gente com este perfil e talento. Com Fernandinho, Ramirez, Willian e Oscar a meia-cancha teria excelente saída de bola, Willian e Oscar poderiam armar as jogadas, já que tanto Maicon quanto Maxwell não precisariam de tanto auxílio. Também vou lembrar que Ramirez, Oscar e Willian atuam pelo Chelsea, entrosamento dos três poderia dar uma nova base e segurança ao setor.

ATAQUE ACÉFALO – Como seleção que possui 3 atacantes pode ser tão frágil ofensivamente? Hulk tem como prioridade cobrir Daniel. Faz um vai e volta alucinante. Não há físico e cabeça que aguente. Fred é um peso morto, fica na área esperando a bola na cara do gol para marcar. Mesmo saindo não tem talento suficiente para criar nada. Resta Neymar, só sua criatividade e talento é muito pouco para uma equipe. Resumindo: na verdade Brasil tem apenas um atacante. Caso optasse por dois atacantes Hulk poderia centralizar mais, com Neymar livre para se deslocar e confundir defensiva contrária.

Outro dia ouvi alguém falar que o Felipão “Felipou”. Discordo, se isto tivesse acontecido já teria dado um chute no balde. Entraria com dois laterais ( ou pelo menos um) e povoaria mais a meia-cancha. O tempo está acabando: não só a seleção, mas principalmente Felipão recebeu mais uma chance ou vida. É agora ou nunca. A seleção precisa jogar dentro de sua limitações técnicas e remar com vigor para tentar o Hexa pelo menos na estratégia tática, pois jogando futebol de verdade só na Copa de 2018… quem sabe!

Que Copa no Brasil não seja símbolo de hipocrisia e injustiça

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Pênalti não existente em Fred deu início às desconfianças com relação a idoneidade desta Copa.

Pênalti não existente em Fred deu início às desconfianças com relação a idoneidade desta Copa.

Algo cheirava mal, estava latente. O caso do uruguaio Suárez fez implodir na Copa o sentimento de injustiça e manipulação do torneio. De uma hora para outra a mídia brasileira ignorou uma série de fatos, se fossem contra o Brasil, certamente ocuparia grandes espaços de indignação. Talvez por medo de levar a culpa pelo fracasso brasileiro. Felipão deu a entender isso e a partir dali houve uma mudança de comportamento de boa parte da mídia. A Copa corre sério risco de ser espelho da sociedade de nosso país, corrupção e hipocrisia vistas com certa complacência. Lá fora não é assim, as reações são proporcionais ao ato ilícito ou hipócrita.

Tudo começou com a penalidade máxima em Fred inventada pelo juiz japonês. Não pela “garfada” em si, mas a reação do técnico Luis Felipe Scolari. Com a maior cara lavada afirmou categoricamente que foi pênalti. Quando um repórter afirmou que milhares de pessoas não viram penalidade, respondeu: pra nós foi. Logo o Felipão, imagem de homem correto, justo, com personalidade e incorruptível. Ali deixou margem para todos os brasileiros refletirem: Scolari é o que parece, ou apenas interpreta aquele personagem idôneo. Scolari poderia se limitar a dizer: árbitro marcou e pronto, mas jamais afirmar algo tão absurdo.

Depois as denúncias na CNN ao entrevistar o diretor da Interpol sobre as investigações do órgão sobre manipulação de resultados na Copa. O técnico Van Gaal da Holanda deu mais uma pitada ao reclamar da falta de fair play da FIFA ao trocar ordem de jogos para beneficiar o Brasil. Não deu para escolher adversário porque quando a tabela foi confeccionada ninguém imaginava o país sede chegar na última rodada sem estar classificada. Havia certeza do Brasil atuar diante de Camarões já nas oitavas-de-final.

Aí chegamos ao caso fatídico de Suárez. Partiu como canibal para cima do italiano Chiellini. O juiz não viu, mas a entrada mais violenta do italiano viu e o expulsou, num lance em que amarelo não seria nenhum absurdo. Nem o bandeira observou a investida alucinada do uruguaio. Também me causou estranheza a escalação de um árbitro das Américas para apitar jogo decisivo entre uma seleção da América do Sul e outra europeia. Seria mais sensato escalar árbitro asiático ou africano, já que a rivalidade na Copa entre latinos e europeus é muito grande. A maior prova disso, brasileiros nos estádios torcem para seleções dos continentes americanos contra as do Velho Mundo.

Ao perceber o rolo em que se meteu Suárez agiu exatamente como Luis Felipe Scolari: negou que tivesse mordido. Usou da mesma hipocrisia e falta de decência. Em seguida, Lugano em entrevista coletiva deu o golpe de misericórdia: a FIFA não usou as imagens da cotovelada de Neymar no rosto do croata para aplicar alguma punição.   Uruguaios errados? Que nada ficou claro dolo de Neymar, bola estava no ar em ato contínuo deu uma braçada no rosto do adversário. Não houve banho de sangue, assim como na mordida também não teve. Vale o ato, Suárez recebeu uma punição pesada pelo ato em si, mesmo deveria acontecer com Neymar. O uruguaio recebeu 9 jogos porque é reincidente (nem vou me prender ao restante da punição), Neymar deveria receber de 1 a 2 jogos.

Agora um fato deve ser registrado. Se grande parte da imprensa “abrasileirou” em suas opiniões e comportamento, não ocorreu o mesmo com a maior parte do povo brasileiro. Não há mais aquela necessidade de ganhar de qualquer jeito. De levar vantagem sempre, talvez reflexo de tanto sofrer por ver tanta sujeira imperando na sociedade. O povão cansou e quer mais lisura. Que me desculpe parte da imprensa, ao contrário, vestiu a camisa de Felipão, faz vistas grossas para tudo que possa atrapalhar a “retumbante” caminhada ao hexa. A Copa está manchada e caso Brasil conquiste esta Copa temo a sexta estrela não terá nenhum brilho. Ao contrário, poderá ser símbolo da Copa da falta de fair play, hipocrisia e injustiça.

3º round – dois “cruzados” poderosos de Neymar

Leia o post original por Mion

SEMPERDAO16  Novamente inspiração de Neymar fez a diferença. Diante do México teve apenas fagulhas do craque que é, por isso Brasil não saiu do zero. No jogo contra Camarões, pouco a acrescentar em relação aos jogos anteriores. Brasil passou fácil pelo fraco adversário, mesmo assim levou alguns sustos. O gol africano aconteceu por falha coletiva da defesa, desde a lateral até os zagueiros. Para aqueles que me acham pessimista e crítico demais vale lembrar a seleção mediana da Croácia também enfiou 4 e não sofreu gol de Camarões.

Como ponto positivo a entrada providencial de Fernandinho. O gol marcado não definiu o jogo, entretanto mostrou uma luz para a inoperante meia-cancha brasileira. Aliás, fico absolutamente tranquilo em criticar Paulinho porque nunca achei qualificado suficientemente para assumir a função de segundo volante da seleção brasileira. Tecnicamente um ótimo jogador e que achou espaço como homem surpresa. Fez muitos gols, mas é bom lembrar que funções prioritárias do volante são marcar e dar início às jogadas ofensivas, a tal transição. Fernandinho tem muito mais recursos e deve ser titular.

Outro problema que apontei há muito tempo. Não consigo entender como Felipão pretende enfrentar seleções mais qualificadas com dois alas (excelentes apoiadores e fracos marcadores) e três atacantes. O time fica desequilibrado. A cada jogo vemos a meia-cancha pobre sendo dominada por adversários inferiores. Fatalmente para arrumar deverá tirar Dani ou Marcelo. Por mim tiraria os dois e povoaria mais a meia-cancha. Uma solução para dar maior qualidade, seria Maicon e Maxwell nas laterais, com a meia-cancha Luis Gustavo, Fernandinho, Oscar e Willian. Neste caso sacrificaria Hulk ou Fred. Particularmente não teria dúvida em tirar o inoperante e ultrapassado Fred. Daria liberdade para Hulk entrar em diagonal no comando de ataque. Tudo isso fica bonito no papel. O Brasil teve muito tempo para ensaiar variações, mas Felipão preferiu fixar um sistema e escalação, pelo jeito vai morrer abraçado com os dois. Talvez apenas Fernandinho para agradar a galera e dizer que tentou algo diferente.