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Corinthians promete apuração na arena após pouco fazer diante de alertas

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Na última quinta, a diretoria corintiana divulgou nota em seu site afirmando o seguinte:

“O Sport Club Corinthians Paulista, tendo tomado conhecimento de trechos da delação do sr. Marcelo Odebrecht que envolvem a Arena Corinthians, vem a público reforçar que quaisquer irregularidades ou desvios de conduta, constatados por autoridades ou não, serão devidamente apurados pelo clube, que tomará todas as providências para resguardar seus direitos e buscar a punição dos responsáveis, bem como diligenciará para garantir que todos os prejuízos causados ao clube e à arena sejam devidamente ressarcidos”.

O comunicado contrasta com a maneira como a direção lidou até aqui com alertas sobre supostas irregularidades e eventuais prejuízos causados ao alvinegro por conta da obra do estádio e pedidos para que questionasse a Odebrecht na Justiça ou em corte de arbitragem.

Na maioria das vezes o clube não reagiu. São inúmeros os relatos de pessoas que fizeram alertas e se sentiram ignoradas pela diretoria.

Em setembro de 2015, Anibal Coutinho, arquiteto responsável pelo projeto da arena, enviou e-mail para Roberto de Andrade alertando o dirigente para a suposta existência de um esquema fraudulento envolvendo o estádio. Ele apontou que o fundo responsável por administrar a arena aceitou relatórios da Odebrecht que atestavam a conclusão das obras um ano antes de a própria construtora declarar os trabalhos encerrados.

O caso foi revelado pelo blog em outubro de 2016. Na ocasião, por meio de sua assessoria de imprensa, Andrade, respondeu que a direção corintiana estava “tomando providências junto aos responsáveis pela gestão da arena”. Isso cerca de um ano após a denúncia ser feita.

Também em 2015, Coutinho apresentou extenso relatório no qual descreveu cenário de caos, desrespeito e descalabro, afirmando que a Odebrecht não havia feito trabalhos previstos em contrato ou realizado outros com baixa qualidade, o que a construtora nega.

Ele ainda listou prejuízos ao Corinthians e pediu imediata apuração dos fatos. Na ocasião, procurado pela Folha de S.Paulo para comentar o relatório, Andrés Sanchez, principal responsável pelo estádio no clube, não quis se pronunciar. Deputado federal pelo PT-SP, ele é citado em planilha entregue pela Odebrecht ao Ministério Público como recebedor de R$ 3 milhões em caixa 2 de campanha. O ex-presidente corintiano nega ter recebido dinheiro de forma irregular.

Nenhuma medida enérgica foi tomada pelo clube após a entrega do relatório feito por Coutinho.

A Odebrecht deu a obra por encerrada em setembro de 2015. Pressionada pelo relatório do arquiteto, a diretoria, então esclareceu que esperaria a conclusão de auditoria que verificaria dos pontos de vista arquitetônico e de engenharia se a construtora cumpriu o contrato. O trabalho dos auditores só começou no segundo semestre do ano seguinte e ainda não foi concluído.

No final de 2016, em novembro, Guilherme Gonçalves Strenger, presidente do Conselho Deliberativo do Corinthians disse que pediria a Andrade que tomasse medidas judiciais contra a Odebrecht. Até agora, a questão não foi levada aos tribunais e nem para a arbitragem.

Em dezembro de 2016, relatório apresentado por comissão de conselheiros do clube destacou desequilíbrio na relação entre Corinthians e Odebrecht. A conclusão foi de que a construtora sempre contou com profissionais altamente especializados para discutir pontos divergentes, enquanto o clube não montou uma estrutura no mesmo nível para enfrentar a empresa quando necessário.

Outro relatório, feito pelo escritório Molina & Reis, concluiu em janeiro de 2017 que a construtora deixou de executar cerca de R$ 200 milhões em obras na arena, fato contestado pela empresa. O clube seguiu aguardando a auditoria técnica.

A diretoria só chegou a endurecer o jogo com a Odebrecht no final de 2016, após novos problemas na arena se tornarem públicos. O Corinthians trocou cartas e notas ásperas com a empresa e chegou a impedir a ação dela na reparação de um dos defeitos, mas depois autorizou o serviço.

Nesse cenário, pelo menos parte das pessoas que fizeram alertas ao presidente corintiano sobre a situação leu com indignação a nota em que ele promete apurar eventuais desvios de conduta.

Na manhã desta sexta, o blog telefonou para Andrade, mas ele não atendeu à ligação.

Preparador explica que deslocamento e clima não preocupam Brasil na Copa

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Em seu planejamento para a Copa da Rússia, a comissão técnica da seleção brasileira concluiu que deslocamentos entre as sedes e diferenças de temperaturas de uma cidade para a outra não preocupam. Por isso a escolha da base da equipe de Tite terá pouco a ver com a localização e muito com a estrutura do local e da cidade.

“A maior viagem que uma seleção pode ter que fazer durante a competição é de cerca de três horas e meia de voo, entre Kaliningrado e Ecaterinburgo. Como na Copa tudo é feito com avião fretado, não existe aquele desgaste de aeroporto, por isso serão viagens simples, dentro do que já estamos acostumados. Não existe nenhuma preocupação especial” afirmou ao blog, Fábio Mahseredjian, preparador físico da seleção.

Diferentemente do que aconteceu na Copa de 2014, quando a seleção deixou o frio de sua concentração em Teresópolis para encarar temperaturas bem mais altas, como em Fortaleza, a expectativa para 2018 é de pequenas variações.

“Com a temperatura não temos nenhuma preocupação porque a previsão é de que ela varia entre 18 graus e 22 graus nas cidades dos jogos durante a Copa. Bem mais tranquilo do que acontece no Brasil em que muitas vezes você joga no frio do Sul na quarta-feira e no calor do Nordeste no domingo. A atenção que vamos ter na Rússia é só com a umidade (relativa do ar), que sempre temos”, afirmou o preparador.

Sem prever dificuldades com deslocamento e temperatura, o alvo da comissão técnica passou a ser uma grande cidade russa para receber o QG da seleção. “Estamos pensando na estrutura e no interior da Rússia as coisas são mais duras”, disse Mahseredjian.

A estratégia, coloca Moscou e São Petersburgo naturalmente como favoritas para se transformarem em casa do time do Tite. São as duas maiores cidades russas.

Na semana passada, Mahseredjian e Edu Gaspar, coordenador técnico da seleção, estiveram em São Petersburgo avaliando instalações disponíveis.

A comissão técnica quer garantir também conforto aos familiares dos jogadores que irão acompanhar o Mundial, o que é mais fácil em cidades com melhor estrutura.

Promotor apresenta denúncia contra chilenos que brigaram em Itaquera

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O promotor Paulo Castilho vai apresentar nesta quarta denúncia contra torcedores da Universidad de Chile acusados de cometerem uma série de crimes na Arena Corinthians na semana passada durante jogo pela Copa Sul-Americana.

Eles serão denunciados por associação criminosa (de um ano a três anos de prisão), lesão corporal leve (de três meses a um ano) pela acusação de agredirem policiais militares, dano qualificado (de seis meses a três anos e multa) pela acusação de depredarem o estádio alvinegro e resistência à prisão (de um ano a três anos).

Na última sexta-feira, a Justiça determinou que 23 torcedores chilenos poderiam pagar fiança para não permanecerem presos, mas ficariam impedidos de sair do país até a resolução do caso, após serem indiciados sob a acusação de cometerem diversos crimes na arena corintiana. Agora a Justiça vai definir se acata a denúncia do Ministério Público. Se isso acontecer, eles passarão à condição de réus.

Ao blog, Castilho afirmou que pedirá que os torcedores cumpram todas as penas a que eventualmente forem condenados em regime fechado desde o início.

O promotor considerou branda a decisão do juiz Rubens Pedreiro Lopes de permitir o pagamento de fiança aos acusados. “Fiquei decepcionado. Perdemos uma chance de mostrar que no Brasil somos intolerantes com atitudes como as desses torcedores. Eles vieram para cá com o objetivo de promover tumulto, brigar, depredar. Afrontaram nossa soberania e conseguiram o direito de ficar em liberdade. Foi desmoralizante para a Justiça brasileira”, declarou Castilho.

Na opinião do promotor, os 23 chilenos deveriam ter sido mantidos presos pela gravidade das acusações combinadas com o fato de não terem “vínculo com o distrito da culpa”, já que moram em outro país.

O blog conversou com o promotor no início da noite desta terça e não conseguiu localizar o juiz responsável por permitir o pagamento da fiança antes da publicação deste post.

Ex-diretores criam grupo para ser “terceira via” no Corinthians

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Ex-diretores do Corinthians nas gestões comandadas pelo Grupo Renovação e Transparência, liderada por Andrés Sanchez, criaram um  grupo político que pretende se colocar como “terceira via” no clube. A proposta é ser uma alternativa entre a situação atual e a oposição tradicional.

O Corinthians Grande, nome do novo “partido”, se concentra primeiro em montar um projeto de gestão para a agremiação e lançar uma chapa de 25 candidatos ao conselho. Mas a tendência é que a mobilização culmine com o lançamento de uma candidatura à presidência na eleição de fevereiro de 2018. Não há nome definido por enquanto.

Entre os líderes da ala estão Fernando Alba, diretor nas administrações de Andrés e Mário Gobbi, Sérgio Mendonça Alvarenga, diretor jurídico de Sanchez e assessor de Gobbi, além de hoje ser vice-presidente do Conselho Deliberativo, e Felipe Ezabella, responsável pelos esportes terrestres na era Andrés. Todos integravam o Renovação e Transparência.

“Existe uma cultura no Corinthians de os grupos políticos serem vinculados a um nome, um líder que personifica o grupo. Queremos mudar isso. Não dá para ter um chefe, se o chefe está em baixa e sucumbe, o grupo sucumbe junto. Nosso grupo não vai ter uma personificação, mas um projeto bem amplo”, disse Alba ao blog.

Ele também rechaça o rótulo de oposição ao Renovação e Transparência. “Não é uma bandeira contra o Andrés, contra ninguém. Quem quiser participar das nossas reuniões, inclusive o Andrés, pode participar. Ele acertou muito. Queremos mudar nos pontos em que nós (do Renovação e Transparência) erramos”, declarou.

Entre os erros apontados está o fato de o clube não ter conseguido se fortalecer financeiramente para aos poucos deixar de depender de empréstimos, principalmente de empresários de futebol.

O blog apurou que também há no grupo conselheiros que permanecem na diretoria de Roberto de Andrade, porém os nomes são mantidos em sigilo.

Estafe de Arana espera por proposta inglesa pelo lateral corintiano

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O estafe de Guilherme Arana espera que o Corinthians receba em breve uma proposta do futebol inglês pelo jogador. O nome do clube é mantido em sigilo pelos envolvidos no negócio.

Em novembro do ano passado, Fernando Garcia, um dos sócios da empesa gestora da carreira do lateral, afirmou ao site da Fox Sports que o Manchester United monitorava o atleta e havia feito sondagem sem falar em valores.

A expectativa é de que a oferta oficial seja de aproximadamente 10 milhões de euros.

O alvinegro possui 40% dos direitos do lateral. O restante pertence a investidores com interesse na transferência, que ocorreria após a atual temporada europeia.

Não é a primeira vez que o estafe de Arana acredita na chegada de proposta da Europa. A diferença agora é o fato de ele ter se firmado como titular, atravessando o melhor momento da carreira.

Opinião: Clubes confirmam desunião com movimento enfraquecido contra CBF

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Marco Polo Del Nero deve ter soltado rojões na última sexta ao saber que apenas seis clubes compareceram à reunião em São Paulo para discutir o que fazer diante da mudança no estatuto da CBF. A alteração deu peso maior ao voto das federações em relação às agremiações, sem que os times fossem convocados para a assembleia responsável pela decisão.

Nem os paulistas apareceram no encontro, apesar de São Paulo ter sido escolhida justamente para tentar atrair os quatro grandes do Estado.

Com o baixo quórum, os dirigentes comprovaram a fama de desunidos e ainda escolheram partir para um campo de batalha no qual a confederação se sente à vontade: o Congresso Nacional.

Como mostrou o blog do Rodrigo Mattos, Flamengo, Fluminense, Bahia, Atlético-PR, Coritiba e Atlético-MG, foram os únicos a comparecer à reunião em São Paulo. Eles decidiram consultar parlamentares com quem têm proximidade para saber se a CBF descumpriu a Lei Pelé ao convocar a assembleia de mudança do estatuto sem a presença dos clubes.

Responderam com tiro de chumbinho ao disparo de canhão da CBF. E ainda escolheram instalar sua trincheira num local em que a confederação está acostumada a se articular e sair ilesa. Três CPIs estão aí para provar.

Pelo menos os seis decidiram agir. Tiveram postura melhor do que a dos que não foram e nem mandaram representantes, principalmente os paulistas. O santista Modesto Roma Júnior trabalhou na articulação de uma reunião para discutir o tema, mas estava na Europa no dia escolhido. O são-paulino Leco, candidato à reeleição, explica que tinha compromissos de campanha. O palmeirense Maurício Gagliotte não respondeu ao blog sobre a ausência por meio de sua assessoria de imprensa até a publicação deste post. E o corintiano Roberto de Andrade não foi localizado.

Seja qual for a explicação, os cartolas dos principais clubes paulistas terão de conviver com a desconfiança de que não apareceram porque estão alinhados com Reinaldo Carneiro Bastos, presidente da FPF e que já foi aceito por eles como líder em outra disputa, com a Conmebol.

Esvaziando o movimento criado para tentar encarar a CBF, os paulistas simbolizam a desunião dos clubes brasileiros, criticada por alguns cartolas, como Romildo Bolzan, do Grêmio.

Enquanto os clubes demonstram cada vez mais fragilidade, a única medida prática foi tomada por Otávio Leite (PSDB-RJ). O deputado pede que o Ministério Público tome medidas para anular a assembleia da CBF. Ele sustenta que o Profut, projeto do qual foi relator, fez alteração na Lei Pelé que obriga a confederação a convocar os times da primeira e da segunda divisão para suas assembleias.

O Profut, aliás, deu poder de voto às equipes da Série B. Antes só os clubes da elite votavam e seus votos tinham o mesmo peso das federações, maioria no colégio eleitoral. Para manter o domínio das entidades estaduais, a CBF deu peso três ao voto delas, dois ao dos times da Série A e um ao das equipes da segunda divisão. Del Nero apostou na desunião dos clubes e ganhou mais uma.

 

Opinião: caso de chilenos confirma reação tardia do Estado contra brigões

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O episódio envolvendo torcedores da Universidad de Chile presos em São Paulo confirma a reação das autoridades de segurança pública e justiça brasileiras na guerra contra a violência nos estádios. Porém, reafirma que por muito tempo o Estado foi inerte, pois tudo feito agora poderia ter sido realizado antes.

As prisões, o estabelecimento de fianças compatíveis com o ocorrido na Arena Corinthians e a exigência de que os torcedores não deixem o país até o fim do processo em que são acusados de crimes como lesão corporal, dano qualificado, causar tumulto e associação criminosa são recados duros para torcedores de outros países que vierem ao Brasil.

Mensagem semelhante já vinha sendo dada a membros de organizadas de torcidas do Brasil, que nos últimos tempos têm sido identificados e punidos como nunca.

Exemplos não faltam, como os dos corintianos presos após briga com a PM no Maracanã ou o dos são-paulinos que não podem chegar perto do CT do clube, invadido por eles, apesar de já estarem liberados para frequentar estádios.

Acusações de excesso de policiais militares, que não podem se comportar como torcedores violentos fardados e nem prender inocentes, sobram, de novo, como aconteceu no episódio dos alvinegros paulistas no Rio. Elas precisam ser investigadas com rigor, mas não mudam a sensação de que, enfim, desordeiros vão pensar duas vezes antes de promover arruaça e colocar em risco a segurança de quem só quer torcer por seu time.

Aos poucos, esses caras começam a entender que o que eles estranhamente chamam de romantismo (sair na porrada com rivais e policiais) é terror para quase todo mundo e cada vez mais vão passar vontade ou encarar a Justiça.

A clara sensação de melhora, porém, não cala a incômoda pergunta: por que não jogaram duro com os brigões antes?

 

Oposição vê vantagem mínima de Leco em eleição, mas crê em virada

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Apoiadores da candidatura de Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, calculam uma vitória na eleição presidencial no São Paulo por diferença de 36 votos num cenário em que 222 conselheiros compareceriam ao pleito no próximo dia 18.

A oposição admite que neste momento o situacionista leva vantagem sobre José Eduardo Mesquita Pimenta, mas acredita na virada. A avaliação é de que o atual presidente tem hoje uma superioridade pouco maior do que um empate técnico.

Os opositores esperam alcançar cerca de 120 votos. Hoje, membros do grupo de Leco acreditam ter 129 apoios.

Nesta quinta, os candidatos registraram suas chapas. Leco confirmou como vice Roberto Natel, que ocupou o mesmo cargo na atual administração, mas pediu afastamento por causa de discordâncias com o presidente e para se candidatar à presidência. Porém, ele desistiu da candidatura e reatou com o atual mandatário.

Por sua vez, Pimenta terá o advogado Sergio Barbour como vice.

Confusão na Arena Corinthians foi precedida por falha da PM em revista

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 A confusão entre torcedores da Universidad de Chile e policiais militares nesta quarta, na Arena Corinthians, foi precedida por falha da PM na revista dos torcedores das duas equipes, que entraram com muitos sinalizadores e, do lado chileno, pelo menos um rojão.

O blog presenciou caso de negligência policial durante a revista de torcedor corintiano. Ao verificar a mochila do alvinegro o policial identificou uma série de itens proibidos no estádio. “Isso não pode, isso não pode, isso é inflamável…”, afirmou o PM antes de citar o estatuto do torcedor, com número da lei e tudo, recomendando que o corintiano estudasse a legislação. Em seguida, ele perguntou se o rapaz tinha onde deixar o material vetado. Diante da resposta negativa, disse: “Então entra, agora vai lá e protesta contra a PM”. Ou seja, deu lição de moral no torcedor, mas foi negligente permitindo a entrada de objetos proibidos.

O episódio não tem relação com a barbárie provocada pelos fãs da La U, mas ajuda a entender como tantos sinalizadores, que não são permitidos, entraram na arena. Como mostrou o UOL Esporte, o confronto começou porque os chilenos se revoltaram com a apreensão de parte dos artefatos, acenderam outros e passaram a depredar cadeiras.

O tamanho da dificuldade da PM em revistar as torcidas pode ser mensurado nas imagens de instantes antes de o jogo começar, quando era possível ver uma nuvem de fumaça formada pelos sinalizadores, a maioria levada pelos corintianos. Pior, os chilenos acenderam um rojão na arquibancada.

Os visitantes foram hostis não só com os policiais, mas com a torcida da casa, arremessando na direção dos corintianos parte das cadeiras quebradas. Houve também provocação entre os seguidores dos dois clubes perto da divisão de espaço das torcidas.

A PM mostrou eficiência perto do fim do jogo, quando policiais entraram na arquibancada chilena e rapidamente, sem tumulto, retiraram de lá um torcedor que estavam procurando para deter.

O trabalho dos policiais na vitória corintiana por 2 a 0 pela Copa Sul-Americana foi enormemente dificultado pelos torcedores da La U, que brigam com a mesma disposição com que cantam. Sem dúvida, foi a maior pancadaria que este blogueiro presenciou na casa alvinegra.

 

Sem Valdívia, Andrade soma 3 ‘desastres’ em 4 meses e sofre mais críticas

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O desfecho da tentativa do Corinthians de trocar Giovanni Augusto por Valdívia se somou às operações frustradas envolvendo Drogba e Pottker e aumentou as críticas de conselheiros da oposição ao presidente do clube, Roberto de Andrade. São três negociações consideradas desastrosas pelos críticos do dirigente em quatro meses.

Na transação relacionada a Valdívia as queixas são de que o presidente expôs Corinthians, Internacional e os dois jogadores.

Uma das principais reclamações de oposicionistas é de que ao telefonar para o presidente do Palmeiras, Maurício Galiotte, para saber se o concorrente queria Valdívia, o corintiano assumiu o risco de a conversa vazar e seu clube ser ridicularizado nas redes sociais por rivais, o que acabou acontecendo.

Para os descontentes, o cartola deveria ter ido até Porto Alegre e se empenhado para fechar o negócio sem se preocupar em falar com o palmeirense.

Outro motivo de insatisfação é a nota oficial divulgada pelo Corinthians para explicar que o negócio não deu certo. Nela, o clube paulista diz que foi procurado pelos gaúchos que ofereceram Valdívia e que após conversa entre Giovanni Augusto e a diretoria corintiana ficou acertado que ele não seria transferido. Os problemas apontados são que o alvinegro, com autorização de seu presidente, foi deselegante com o Inter, podendo ter criado um constrangimento entre o Colorado e seu atleta. E que também deixou Valdívia vulnerável ao descontentamento dos torcedores do Inter, pois ficou entendido que ele queria trocar de equipe. Ao mesmo tempo, apesar de afirmar que a decisão foi conjunta, ficou para a Fiel a certeza de que Giovanni não quis se mudar. Então, ele passou a enfrentar a ira da torcida corintiana. Em grande parte, ela desejava a negociação.

No resumo dos críticos, o Corinthians conseguiu perder Valdívia e Giovanni ao mesmo tempo, já que o jogador do alvinegro  deu sinais de não ter ficado contente com a movimentação e agora tem um clima péssimo com os torcedores para continuar no clube.

A atuação do presidente foi comparada com a participação dele na tentativa de trazer Drogba. Na ocasião, virou motivo de chacota entre torcedores adversários o fato de ele ter assinado nota no site do clube com o título “Valeu, Drogba”, agradecendo ao marfinense, que recusou a proposta corintiana. Além disso, no início das conversas, o clube tratou com um intermediário que não era o representante principal do atleta e houve ataques do próprio diretor de futebol, Flávio Adauto, à negociação, que não era comandada por ele.

Andrade não participou diretamente do fracasso nas tratativas com a Ponte Preta para ter Pottker, mas o fato foi lembrado agora porque a negociação também estava avançada e fracassou. Na oportunidade, o problema foi que todos os detalhes da contratação foram acertados para que o jogador fosse para o Corinthians após o Campeonato Paulista. Mas, pouco antes da estreia dele na Copa do Brasil pelo time de Campinas, a equipe da capital exigiu que o atacante não jogasse para poder defender o futuro clube na competição. A exigência não foi aceita e o trato acabou desmanchado.

O blog não conseguiu falar com Andrade.