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Principal organizada do SPFC promete ir ao CT cobrar atletas por ‘racha’

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A Independente, maior torcida organizada do São Paulo, vinha poupando jogadores de duras críticas na luta contra o rebaixamento. Após o empate com a Ponte Preta por 2 a 2 no Morumbi, a uniformizada subiu o tom de voz. Prometeu ir ao CT do clube cobrar jogadores pelo que chamou de racha no grupo, referência às divergências entre Rodrigo Caio e Cueva.

“Torcida unida, elenco rachado. Vamos no CT. Queremos uma reunião com todos esses jogadores. Acabou a palhaçada. Muito respeito com a camisa tricolor”, escreveu a direção da organiza na conta da torcida no Twitter.

Outra postagem da uniformizada diz: “apoio incondicional ao São Paulo FC continua até o fim. Cobraremos atitude de alguns atletas. O SPFC é muito maior do que eles pensam”.

Em agosto do ano passado, as uniformizadas são-paulinas invadiram o CT do time. Foram acusadas de agredir jogadores e de roubar bolas e uniformes. A invasão rendeu processo contras as entidades e seus líderes.

Já em 2017, diante do risco de queda para a Série B do Brasileiro, as torcidas uniformizadas do São Paulo tem dado seguidas demonstrações de apoio aos atletas, como no mês passado quando cerca de 18 mil torcedores fizeram festa em treino no Morumbi antes do último clássico com o Palmeiras.

‘Caso Rio-16’: Romário sugere CPI para gastos com esporte de alto nível

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Em meio à acusação do Ministério Público Federal do Rio de Janeiro sobre suposta compra de voto na escolha da sede da Olimpíada de 2016, o senador Romário defende a realização de uma nova CPI. A sugestão dele é a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito que investigue não só os gastos públicos na Rio-16, mas todo o financiamento público para o esporte de alto rendimento.

Nesse cenário, seriam avaliados todos os convênios do Ministério do Esporte, programas e leis, como a de Incentivo ao Esporte e a Agnelo/Piva, que prevê repasses de dinheiro arrecadado com loterias federais para o COB (Comitê Olímpico Brasileiro).

Só da Lei Piva, o COB recebeu R$ 137,4 milhões em 2016, de acordo com o balanço financeiro da entidade. Essa receita beneficia também as confederações ligadas ao Comitê Olímpico, presidido por Carlos Arthur Nuzman, dono do mesmo cargo no comitê da Rio-2016. De acordo com a acusação dos procuradores, o dirigente foi o elo com o grupo do ex-governador do Rio, Sérgio Cabral, na operação que teria permitido a compra de pelo menos um voto africano para a cidade brasileira.

A defesa de Nuzman nega que ele tenha cometido irregularidade. Vale lembrar que, em sua denúncia, o MPF-RJ ressalta as verbas federais usadas para a realização da Olimpíada do Rio.

Romário, que presidiu a CPI do Futebol no Senado, teve um indicado seu (Marcos Braz) 0cupando a Secretaria Municipal de Esportes e Lazer do Rio em 2015, durante preparativos para os Jogos Olímpicos.

Tragédia anunciada? Ex-ministro via acusações contra Nuzman como ‘guerra’

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Em entrevista ao blog, o deputado federal Orlando Silva (PC do B-SP), que foi ministro do Esporte entre 2006 e 2011, falou sobre a acusação de compra de voto para o Rio de Janeiro sediar a Olimpíada de 2016. Como integrante do governo, ele participou da candidatura e da preparação para o evento.

Blog do Perrone – Ficou surpreso com a acusação de compra de voto para assegurar a Olimpíada de 2016 no Rio?

Orlando Silva – Participei de toda a construção da candidatura do Rio. Aprendemos muito com as derrotas anteriores. Montamos uma equipe muito forte, em estratégia, em comunicação, para as instalações, em todas as áreas. Trabalhamos sempre o segundo voto (para ser a segunda opção dos votantes). Tanto que quando uma candidata saía (Tóquio e Chicago foram eliminadas preliminarmente), seus votos migravam para nós. Houve grande mobilização política. O presidente (Lula) foi pra Copenhague (local da votação), fez encontros biliaterais. O que eu vi foi uma campanha muito forte. Por isso vejo (as denúncias) com forte surpresa e estranheza. Espero que tudo seja apurado.

Blog do Perrone – As autoridades francesas chegaram a dados bancários que fundamentam a acusação de compra de voto, com a suposta participação de Carlos Arthur Nuzman (presidente do Comitê Olímpico Brasileiro e do Comitê Organizador da Rio-2016), a partir de uma denúncia feita por Eric Walther Maleson, ex-membro do COB (Comitê Olímpico Brasileiro). No Brasil, Maleson fazia denúncias publicamente. Não dava para desconfiar de que algo errado estivesse acontecendo?

Orlando Silva – As autoridades desportivas têm autonomia, não podemos intervir (afastar Nuzman, por exemplo). Quem tratava com o Comitê Olímpico Internacional e suas federações era o Nuzman. Nós (governo) fizemos a nossa parte na preparação do projeto, assumimos responsabilidades, garantimos infraestrutura.  Sabemos que nas entidades esportivas existe muita guerra política, existem ataques mútuos por causa de política, várias acusações são feitas. Mas a gente não tinha nenhum sinal concreto.

Nota do Blog: Maleson é antigo desafeto de Nuzman.

 Blog do Perrone – Hoje, depois de a denúncia se tornar pública, acredita na versão da defesa de Nuzman de que ele não cometeu irregularidades? (O dirigente é acusado de ser o elo entre o grupo do ex-governador do Rio Sérgio Cabral e membros africanos do COI na suposta compra de voto).

Orlando Silva – Acredito na Constituição. Na presunção da inocência e no dever de se apurar todas as denúncias. O Estado deve apurar tudo com rigor.

Blog do Perrone – Trecho da denúncia feita pelo Ministério Público Federal do Rio diz que o grupo de Nuzman queria os Jogos para lucrar com obras. Diz também que obras anunciadas como legado olímpico, entre elas a reforma do Maracanã, renderam milhões em pagamentos de propinas. Você falava muito em legado olímpico quando estava no ministério. Como recebe essa acusação?

Orlando Silva –  Não dá para ser engenheiro de obra pronta. Erro de conduta pode ter em qualquer lugar. O que não pode ter é açodamento. Precisa ter uma apuração rigorosa para identificar culpados. Mas é preciso ter serenidade porque tem muita luta política envolvida. Quem perdeu leva para outro plano, diz que perdeu por causa de outros recursos. É preciso ter cautela.

Blog do Perrone – Você participou da viagem da delegação para a Nigéria, em 2009, quando teria havido negociação para a compra de voto, de acordo com a acusação. Nuzman teve algum encontro privado com  Lamine Diack (senegalês acusado de vender seu voto para o Rio)? Notou algo estranho nessa viagem?

Orlando Silva – Não tenho ideia se houve o encontro. O evento na África era para apresentar a candidatura, teve na Europa também. Não tenho memória de nada diferente.

Blog do Perrone – Na sua opinião, por que a maior parte do que deveria ser o legado olí­mpico não é aproveitada hoje? Qual foi o erro?

Orlando Silva – Tenho grande dificuldade para responder porque participei da definição da matriz de responsabilidade e depois saí do ministério, não acompanhei mais. Isso foi trabalho de outros ministros do governo que eu apoiei e prefiro não falar.

Blog do Perrone – Além do caso de suposta compra de voto para a Olimpíada no Rio, Ricardo Teixeira, José Maria Marin e Marco Polo Del Nero, envolvidos com a Copa de 2014, também sofreram denúncias (relativas a outras atividades). Ficou surpreso?

Orlando Silva – Surpreso com o quê? Não acompanho os casos deles. Acho que a pessoa pública deve dar satisfações de tudo que faz. No futebol, que é tema de interesse difuso do Brasil, também deve ser assim. Acho natural que eles sejam cobrados. Se existe denúncia, deve ser apurada, com amplo direito de defesa.

Bog do Perrone – Tanto na Olimpíada como na Copa, acha que o governo deveria ser mais desconfiado em relação às intenções dos envolvidos, deveria ter sido mais atento?

Orlando Silva – Desconfiar é subjetivo, não podemos ser subjetivos. O governo tem instrumentos de controle, como TCU (Tribunal de Contas da União) e CGU (Controladoria Geral da União). Às vezes eles são eficazes, às vezes não conseguem identificar os problemas.

Blog do Perrone – Talvez eu tenha me expressado mal. O governo não deveria ter melhorado seus mecanismos de controle antes de aceitar se envolver nas candidaturas desses grandes eventos?

Orlando Silva – Esses sistemas de controle carecem de aperfeiçoamento, mas se compararmos com 20 anos atrás, vamos ver que eles evoluíram muito. O fato de muitas coisas estarem vindo a público mostra essa evolução e que temos uma imprensa livre, que investiga.

Blog do Perrone – Diante das acusações, se arrepende de ter apoiado a Olimpíada e a Copa do Mundo no Brasil?

Orlando Silva – Talvez não tenhamos tirado proveito da chance de desenvolvimento do esporte. Mas posso dizer, como quem acompanhou o processo, que tivemos muita dificuldade. Quando você debatia infraestrutura da cidade, por exemplo, ela chegava sem coisas elementares. Fica a experiência. 

 

Em viagem, presidente do Santos volta a tentar acordo por dívida com Doyen

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Com Samir Carvalho, do UOL, em Santos

Sem alarde, o presidente do Santos viajou de novo para a Europa. De acordo com pessoas próximas a Modesto Roma Júnior, novamente, um dos temas a serem tratados é um acordo para parcelar a dívida que o grupo Doyen cobra do Santos referente principalmente ao investimento feito em Leandro Damião.

As partes não revelam a quantia atualizada oficialmente, mas o último balanço publicado pelo clube apontava em dezembro de 2016 dívida da agremiação com a empresa no valor de R$ 76,9 milhões. Na ocasião, foram registrados R$ 57,2 milhões pela compra de Damião, R$ 10,5 milhões relativos à participação do grupo na venda de Felipe Anderson para Lazio, R$ 5,5 milhões pela transferência de Gabigol para a Inter de Milão e R$ 3,6 milhões pela ida de Geuvânio para o Tianjian Quanjian, da China.

Em abril deste ano, Modesto já tinha viajado para conversar com a Doyen, entre outras missões.

Também segundo pessoas próximas ao presidente, a intenção é conseguir um acordo em duas parcelas anuais. O valor, claro, vai depender do número de anos estabelecidos.

Ainda com a Doyen deve ser discutido um aumento na participação do Santos nos direitos econômicos de Lucas Lima. Hoje, o clube tem uma fatia de apenas 10%.

Quem soube da viagem do presidente santista, afirma que um dos destinos é a Espanha.

O cartola avisou no clube que não voltará antes do clássico com o Corinthians no próximo domingo, na Vila Belmiro.

 

MPF cita verba da União na Rio-16 como agravante em suposta compra de voto

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Na denúncia do suposto esquema de compra de voto na escolha do Rio como sede olímpica, o Ministério Publico Federal-RJ reforça a gravidade da acusação com o fato de o evento ter recebido dinheiro do governo federal. Para os procuradores, uma quadrilha, com a participação do ex-governador carioca Sérgio Cabral, tinha interesse na realização da Rio-2016 para lucrar com contratos públicos e propinas.

Em dois trechos da acusação de 129 páginas apresentada pelo MPF-RJ, são citados recursos federais repassados para que a realização da Olimpíada fosse possível.

O Ministério Público afirma que, entre 2014 e 2015 e foram feitos saques na conta do Comitê Olímpico Brasileiro, presidido por Carlos Arthur Nuzman, no valor de R$ 1.421.903. E em seguida diz que “vale lembrar que a União abriu crédito extraordinário de R$ 2.900.000” para auxilio financeiro do Estado do Rio de Janeiro para segurança pública a fim da realização dos jogos.

Na sequência, diz que o Ministério do Esporte realizou convênios com o Comitê Olímpico Brasileiro e com o Comitê Paralímpico Brasileiro. São citados oito casos que somados renderam repasse bilionário.

Os promotores também declaram que com a realização da Olimpíada, o “grupo político capitaneado por Sérgio Cabral teve ampla possibilidade de capitalizar-se politicamente e receber milhões em investimentos para obras públicas”. A acusação aponta ainda que diversas obras anunciadas como legado olímpico renderam milhões em pagamentos de propina a Cabral e membros da suposta organização criminosa. Como exemplos, são citados o Maracanã, a Linha-4 do Metro e o arco metropolitano.

Interessado em que empresas nas quais tem participação fossem contratadas para executar obras relacionadas aos Jogos, o empresário Arthur Soares teria providenciado o pagamento de US$ 2 milhões para assegurar o voto de membros africanos do COI (Comitê Olímpico Internacional). O valor seria devido em propinas ao ex-governador. Esse acordo teria sido entabulado por Nuzman, que por meio de seu advogado nega ter cometido irregularidades.

Volta de Felipe Melo gera incertezas na comissão técnica do Palmeiras

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A reintegração de Felipe Melo gera incertezas na comissão técnica do Palmeiras. Pelo menos parte dela tem dúvidas em relação a como o volante vai se comportar diante da rotina de não ser escalado.

O temor é de que no início ele seja comportado, mas que se revolte com o não aproveitamento e a partir daí repita, ainda que internamente, os ataques que fez a Cuca em áudio, impedido um ambiente sadio no vestiário palmeirense.

Nesse cenário, as palavras de arrependimento do jogador, que afirmou em entrevista coletiva que o áudio no qual chamou o técnico de mau caráter não representa seu pensamento verdadeiro, são vistas como voláteis, podendo ser apagadas dependendo do que acontecer com o atleta nos próximos meses.

E há a certeza de que as chances de ele ser aproveitado são remotas. Se Melo já era visto como um jogador que não se encaixava nas exigências táticas de Cuca, a situação piorou para o meia agora que o técnico definiu uma nova forma de jogar. A conclusão do treinador é de que para furar esquemas rígidos de marcação ele precisa de quatro meio-campistas que tenham facilidade para manter a posse de bola e que se movimentem muito a fim de encontrar espaços. A análise é de que falta essa mobilidade para o jogador reintegrado.

O sentimento de ao menos parte da comissão técnica é de que Felipe volta justamente no momento em que Cuca encontrou o caminho das pedras para uma campanha mais regular no Brasileiro e depois de superada uma das fases mais delicadas desde o seu retorno. Havia a desconfiança na comissão de que o grupo de trabalho comandado pelo técnico seria demitido em caso de derrota para o São Paulo, mas o Palmeiras venceu o clássico.

Apesar das ressalvas, toda a comissão técnica decidiu não contestar a decisão da diretoria, que reintegrou Felipe Melo principalmente para evitar uma disputa na Justiça. O jogador poderia entrar com uma ação exigindo a rescisão contratual e o pagamento de seus salários até o fim do contrato alegando descumprimento do compromisso por parte do empregador e assédio moral.

BNDES desconhece trato que supende parcelas da Arena Corinthians

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Colaborou Dassler Marques, do UOL, em São Paulo

O BNDES desconhece o acordo feito entre o fundo responsável pela Arena Corinthians e a Caixa Econômica que suspendeu o pagamento das parcelas do financiamento de R$ 400 milhões feito pelo próprio Banco Nacional do Desenvolvimento para a construção do estádio. A instituição também não tem conhecimento do novo trato que as partes costuram para diminuir as parcelas atuais a serem pagas com a renda dos jogos do clube.

As informações foram prestadas ao blog pela assessoria de imprensa do BNDES após questionamento feito por e-mail.

“Não há nenhuma negociação de reestruturação em andamento no BNDES, como tampouco há qualquer discussão com a Caixa Econômica Federal em torno da Arena Corinthians. Se o fundo está negociando alguma coisa com a Caixa, não temos conhecimento e essa informação deve ser buscada diretamente com a Caixa”, respondeu em nota o Banco Nacional do Desenvolvimento.

A Caixa foi a intermediária do financiamento de R$ 400 milhões junto ao BNDES. O dinheiro foi usado para pagar parte das despesas com a construção da arena alvinegra. Em abril do ano passado, com autorização da Caixa, o clube, por meio do fundo, passou a pagar só os juros referentes ao empréstimo enquanto negociava uma redução no valor das prestações. Depois, obteve aval do mesmo banco para não arcar nem com os juros até abril de 2017.

Na semana passada, a diretoria submeteu, sem sucesso, ao Cori (Conselho de Orientação) acordo que daria receitas do programa de sócio torcedor do clube como garantia de pagamento à Caixa num novo formado de financiamento.

Nesse contexto, o blog pergunto ao BNDES se a instituição autorizou a negociação que suspendeu os pagamentos para a Caixa e se ela continua pagando as parcelas para o Banco Nacional do Desenvolvimento.

O blog já havia enviado uma série de perguntas para a assessoria de imprensa da Caixar. A resposta, em nota, está reproduzida abaixo.

“Em relação à Arena Corinthians, a Caixa informa que a operação é protegida por sigilo bancário conforme prevê a lei complementar nº 105/2001”.

Assim, ficaram sem respostas perguntas como “qual o valor que deixou de ser pago desde a autorização de suspensão do pagamento?”, “por que foi dada essa autorização”, “outras instituições tiveram o mesmo benefício de suspensão de pagamento?”.

Por sua vez, destoando do nome “Renovação e Transparência” dado ao grupo político que está no poder no clube, a diretoria do Corinthians não respondeu sobre o assunto. Emerson Piovezan, diretor financeiro, não atendeu ao blog por telefone e visualizou, mas não se manifestou sobre as mensagens referentes ao tema enviadas para seu celular. A assessoria de imprensa do clube também não respondeu ao questionamento.

Apesar de as parcelas não estarem sendo pagas, a receita obtida com a venda de ingressos dos jogos em Itaquera segue sendo reservada para quitar o parcelamento.

Opinião: Luxa age como iniciante desesperado ao expor jogadores

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Em sua entrevista coletiva após a derrota do Sport por 5 a 0 para o Grêmio neste sábado, Vanderlei Luxemburgo nem parecia um dos técnicos mais experientes e vitoriosos do país. Ao expor jogadores dando a entender que há gente fazendo corpo mole e ao jogar nos ombros de seus comandados o peso do fracasso, Luxa agiu como um iniciante inábil e com medo de perder o emprego.

O principal erro foi se arriscar a perder a confiança do elenco depois de espinafrar jogadores sem dar nome aos bois e deixar todos sob suspeita com declarações como sobre levar para as partidas só jogadores que se doarem 100% e que o que está errado não pode ser o técnico outra vez.

Dá pra acreditar que os atletas manterão a obediência e o respeito ao treinador depois dessas estocadas? Dizer que o problema não pode ser o treinador é ao mesmo tempo entregar a cabeça de seus comandados para a torcida e deixar a impressão de desespero diante do risco de perder o emprego.

A afirmação de que não estava mandando recado para o grupo porque já havia dito o mesmo no vestiário é uma transgressão ao código de comportamento informal tanto usado pelos treinadores e que prega que tudo deve ser resolvido no vestiário.

Outro erro de Luxemburgo foi desvalorizar sua imagem com gestos que nada tem a ver com o carimbo de modernidade que ele sempre tentou estampar em seu perfil. Sua fala foi uma das mais retrógradas ouvidas no Brasileirão deste ano. Chega a ser triste para o futebol nacional ter um ex-treinador de seleção brasileira e do Real Madrid demonstrando tanto desrespeito em relação aos jogadores e desespero num momento que deveria saber tirar de letra.

Por que o São Paulo não pensa em Muricy como cartola?

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Iniciado nesta sexta-feira (1), o abaixo-assinado para pedir a a contratação de Muricy Ramalho como coordenador técnico do São Paulo não tem neste momento chance de sucesso, de acordo com o que diz a diretoria tricolor longe dos microfones. O movimento lançado pelo grupo “#Resgate Tricolor”, formado por torcedores, sócios e conselheiros do clube tinha até às 21h42 de sexta 1.052 apoiadores. A meta é atingir 1.500.

Os manifestantes entendem que o trabalho do ex-treinador seria um reforço de peso na luta contra o rebaixamento no Brasileirão.

O abaixo-assinado, publicado no site, “change.org”, diz que o São Paulo precisa de um líder para coordenar o departamento de futebol e ser o elo entre comissão técnica, jogadores e diretoria. Endereçado ao presidente são-paulino, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, e ao diretor executivo de futebol, Vinicius Pinotti, o documento pede também que Muricy, atualmente comentarista do Sportv, pense na possibilidade de aceitar o cargo.

Procurado pelo blog, Pinotti disse que não quer dar entrevistas agora.

Abaixo, leia as justificativas dadas pela direção do São Paulo nos bastidores ao afirmar que não tem interesse na contratação.

1 –  Dorival Júnior

O principal argumento é o de que o atual treinador disse que não quer a contratação de um coordenador técnico (sem analisar nomes) por entender não ser necessário. Newton Luiz Ferreira, o Newton do Chapéu, ex-candidato à presidência do clube pela oposição, afirma ter ouvido essa explicação de Pinotti ao sugerir a contratação de Muricy como dirigente. O conselheiro é um dos entusiastas do abaixo-assinado.

2 – Compromisso como comentarista

A diretoria entende que não seria simples convencer Muricy a rescindir seu contrato com o Sportv. Ao Blog do Praetzel, o comentarista declarou que o acordo vai até o final da Copa da Rússia. “Um dia, talvez possa acontecer, mas hoje tenho contrato e estou trabalhando” (leia o post completo clicando aqui).

3 – Suposta antipatia

Há na direção quem afirme que o maior empecilho para o retorno de Muricy seja o fato de Leco não gostar dele. Enquanto dirigia o futebol são-paulino, o atual presidente muitas vezes foi apontado como crítico do treinador, que na maioria das vezes tinha a simpatia do presidente Juvenal Juvêncio. Leco, no entanto, sempre negou ser desafeto de Muricy ou não gostar dele.

Após penhora de cotas da Globo, Corinthians vê fim de dívida com arquiteto

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Com Dassler Marques, do UOL, em São Paulo

O Corinthians teve cotas que recebe da Rede Globo pela transmissão dos jogos da equipe no Brasileirão penhoradas pela Justiça para pagar dívida com o escritório Coutinho Diegues Cordeiro Arquitetos, responsável pelo projeto da arena do clube. Os pagamentos que a emissora deveria fazer ao clube passaram a ser enviados para uma conta determinada pela Justiça.

Além disso, o alvinegro sofreu penhora em conta corrente para quitar o débito. O escritório entrou com a ação em outubro do ano passado cobrando cerca de R$ 11,1 milhões referentes ao trabalho relacionado à Arena Corinthians. O clube reconheceu a dívida e foi obrigado a pagar também os honorários do advogado do escritório.

“Com os bloqueios em conta e de nossos recebíveis não devemos mais nada. Isso já faz alguns meses. Até conseguimos levantar um dinheiro que tinha sido bloqueado a mais pela Justiça. O processo está encerrado”, afirmou ao blog Luiz Alberto Bussab, diretor jurídico do Corinthians.

Anibal Coutinho, principal responsável pelo projeto arquitetônico da arena, não quis falar sobre o tema. Assim, o blog não conseguiu confirmar se o escritório já teve acesso a todo o dinheiro relativo à cobrança.

No início de 2015, ainda com Mário Gobbi na presidência, Coutinho aceitou emprestar ao clube R$ 7 milhões que tinha direito a receber da Odebrecht. Com correções, até o início da ação, o valor chegava aos cerca de R$ 11,1 milhões.