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Opinião: empate justo no Morumbi. São Paulo está no mesmo nível do lanterna

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Difícil achar algo que tranquilize o torcedor do São Paulo no empate em dois gols com o Atlético-GO nesta quinta no Morumbi. O resultado justo mostra a realidade do futebol tricolor neste momento: está em pé de igualdade com o lanterna do Brasileirão.

O time do Morumbi jogou como candidato ao rebaixamento e mostrou que o estreante Dorival Júnior terá enorme trabalho para fazer a equipe apresentar um futebol decente.

O segundo gol do Atlético, marcado por Everaldo, de calcanhar em meio a três defensores rivais, simboliza a bagunça que é o São Paulo em campo atualmente.

Organizar taticamente o time, acabar com falhas infantis, melhorar a pontaria, aprimorar o preparo físico dos jogadores… Trabalho não falta pelo que se viu no Cícero Pompeu de Toledo.

Nesse cenário, o futuro para o torcedor são-paulino é assustador. No momento, não dá pra esperar nada além de passar boa parte do campeonato lutando contra o rebaixamento.

Pagamento de multa a Rogério faz Leco ser cobrado internamente

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Com José Eduardo Martins, do UOL, em São Paulo

O fato de o São Paulo ter que pagar multa de R$ 5 milhões a Rogério Ceni por sua demissão gerou descontentamento em pelos menos três áreas no São Paulo. Os insatisfeitos estão na diretoria, no Conselho de Administração e no Conselho Deliberativo. No último caso, especialmente entre os opositores.

Na atual direção, há quem acredite que foi um erro da antiga diretoria de futebol e do presidente Carlos Augusto de Barros e Silva concordar com o pagamento de multa. Mas, nesse caso, não há barulho.

Já parte dos integrantes do conselho de administração mostra mais incômodo. A ala insatisfeita quer que Leco explique os motivos que levaram o clube a aceitar a inclusão da multa e pretende sugerir ao presidente que ele defina um padrão para os próximos contratos de treinador. Não é usual o clube estipular multas contratuais para seus técnicos. Os antecessores de Ceni demitidos receberam indenizações de um mês de salário. O sucessor dele, Dorival Júnior, tem previsão de multa equivalente a dois meses de pagamentos.

Os pedidos de explicação e a sugestão sobre a definição de um padrão deverão acontecer em reunião do Conselho de Administração marcada para o próximo dia 19.

No órgão, também há quem queira informações sobre o afastamento de Pintado da comissão técnica da equipe principal. Existem membros que consideram que o Conselho de Administração não pode ser surpreendido com decisões importantes. A tese é de que eles só podem colaborar com o presidente se emitirem suas opiniões antes de tais medidas serem adotadas. Porém, os mais próximos a Leco discordam. Afirmam que se atos referentes ao departamento de futebol forem alvos de discussões, haverá lentidão nas ações. O clube poderia ser prejudicado.

Já no Conselho Deliberativo, o opositor Newton Luiz Ferreira, o Newton do Chapéu, e seus colegas tentam colher 50 assinaturas para que seja marcada uma reunião extraordinária do órgão. Entre outros temas, seriam cobradas explicações sobre os motivos que levaram o clube a concordar a incluir multa rescisória no contrato do ex-goleiro. Também seria pedido um balanço financeiro sobre as recentes vendas e contratações de jogadores. A medida é vista pela situação como meramente política.

O blog telefonou para o presidente são-paulino, mas ele não atendeu à ligação.

 

Corinthians e agente de Pablo tentam acertar renovação na próxima semana

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Com Dassler Marques, do UOL, em São Paulo

A novela da renovação do contrato do zagueiro Pablo com o Corinthians terá um novo capítulo no início da próxima semana, quando o agente do jogador, Fernando César, vai se encontrar com a direção do clube. O empresário tem pressa na resolução do caso.

“Quero resolver tudo até o final do mês”, disse César ao blog. O beque está emprestado pelo Bordeaux até dezembro. Porém, há uma cláusula que permite a venda do jogador nesta janela de transferência se houver uma oferta e o Corinthians não pagar 3 milhões de euros (R$ 11,1 milhões) pelos direitos do atleta.  Esse é o valor que precisa ser pago pelo alvinegro em dezembro para assegurar a manutenção de Pablo.

Mesmo sem ainda ter sacramentado a venda do zagueiro para o clube brasileiro, o Bordeaux autorizou o jogador a tratar de sua renovação que é discutida por mais quatro anos.

De acordo com o agente de Pablo, o defensor tem sido sondado por outros clubes, mas não vai conversar com ninguém até resolver se renova ou não seu compromisso agora. Nesse cenário, é importante uma definição em julho para o atleta ter chances de aproveitar a janela de transferências em agosto.

As duas partes, porém, acreditam no acerto para a renovação. Mas ainda há divergências. O empresário quer um valor de luvas que havia informado já no início do empréstimo, mas o Corinthians entende que a quantia é alta.

A renovação também passa pelo desejo do Bordeaux de dar os direitos econômicos de Pablo como parte do pagamento pela compra do lateral-esquerdo Guilherme Arana. Nesta terça, as duas partes conversaram, mas ainda não houve consenso. O Corinthians mantém a posição de liberar Arana só depois do Campeonato Brasileiro. A comissão técnica do Bordeaux faz pressão para ter o jogador agora.

Nova proposta do Barcelona por Paulinho pode chegar a R$ 100,4 milhões

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O Barcelona prepara uma nova proposta para o Guangzhou Evergrande por Paulinho que pode chegar a 27 milhões de euros (aproximadamente R$ 100,4 milhões). O número final ainda não tinha sido fechado até a conclusão deste post.

Os chineses já recusaram 20 milhões de euros (R$ 70,3 milhões) propostos pelos espanhóis. Desde então, como mostrou o UOL Esporte, o volante passou a esperar por uma nova tentativa de 25 milhões de euros (R$ 92,9 milhões).

A favor do Barça está a vontade do jogador, que deixou claro seu desejo de se mudar para a Espanha. Lá ele se prepararia em um nível mais elevado para disputar a próxima Copa do Mundo. Além disso, o volante falou da vontade de atuar ao lado de alguns dos melhores jogadores do mundo.

Porém, a avaliação no Barcelona é de que os chineses são negociadores duros e de que não será fácil dobrá-los. “Paulinho, que renovou seu contrato em janeiro de 2017, é um jogador muito importante para nosso projeto a longo prazo”, escreveu a direção do clube chinês ao anunciar que recusou a oferta do Barça.

A multa rescisória do brasileiro é de 40 milhões de euros (cerca de R$ 140,7 milhões), quantia que os espanhóis não cogitam desembolsar.

 

 

Cinco desafios de Dorival Júnior para evitar a queda do São Paulo

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Dorival Júnior assume hoje o comando do São Paulo com a missão de evitar o rebaixamento do clube, penúltimo colocado no Campeonato Brasileiro. Abaixo, veja os cinco principais desafios do treinador para obter sucesso na missão.

1 – Acabar com falhas infantis na defesa

Desde o início da temporada, Rogério Ceni tentou sem sucesso acabar com bobas falhas individuais no sistema defensivo são-paulino que prejudicaram o time em diversas partidas. Não conseguiu. A bomba agora está no colo de Dorival.

 

2 – Aumentar o poder de fogo do ataque

Em 12 rodadas, o São Paulo marcou 12 gols. Apenas quatro times têm um desempenho ofensivo pior: Atlético-GO (9), Avaí (7),  Coritiba (11), que joga nesta segunda com o Sport, e Vitória (11).

3 –  Acabar com falta de comprometimento

A diretoria tricolor não cita nomes, mas acredita que existem jogadores descompromissados com o clube e que estão prejudicando o time. Os cartolas preferem citar os que são exemplos de comprometimento: Lucas Pratto, Rodrigo Caio e Jucilei.

4 –  Melhorar a preparação física

Também na visão da direção, há jogadores em má forma física. Pelo menos desde maio há pressão de conselheiros e dirigentes pela demissão do preparador físico José Mário Campeiz. Um sinal de insatisfação da diretoria é o fato de Dorival trazer seu preparador físico de confiança, Celso Resende.

5 – Acelerar o entrosamento do time reformulado

Na derrota contra o Santos, o São Paulo mostrou sentir a falta de entrosamento entre novos jogadores com o restante da equipe. Acelerar adaptação de Jonatan Gomez, Petros e Arboleda e a formação de um padrão do jogo estão entre as missões mais importantes de Dorival.

 

 

Opinião: Vasco precisa proteger seus torcedores pacíficos da ala violenta

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Eurico Miranda está certo quando aponta o dedo para Polícia Militar ao falar das bombas atiradas em São Januário neste sábado (8), após a derrota do Vasco para o Flamengo por 1 a 0.

Mas de nada adianta o presidente acusar a PM, cruzar os braços e fechar os olhos. Os policiais falharam na revista, mas eles não são os principais culpados por mais um distúrbio no local.

A maior parcela de culpa, na opinião deste blogueiro, é de uma minoria de torcedores vascaí­nos que sabe se lá por qual motivo teima em prejudicar a equipe. Os caras são reincidentes. Para ficar num exemplo recente, em junho saíram na porrada dentro de São Januário ainda antes de terminar a partida em que o time da casa perdeu por 5 a 2 para o Corinthians, pelo Brasileiro.

Assim, o Vasco precisa se proteger contra esses vândalos. Não pode continuar sendo prejudicado por eles. E se não quiser se defender, tem a obrigação de proteger seus torcedores pacíficos. Deixar tudo na mão da PM não é uma demonstração de respeito aos fãs do time. Pelo contrário, soa como um “tô nem a픝.

No lugar de falar na existência de uma política para prejudicar o futebol, Eurico deveria se esforçar para que o clube ajude a polícia a identificar os baderneiros e a evitar a entrada deles no estádio. Poderia, por exemplo, instalar mais câmeras de segurança e tomar a iniciativa de entregar as imagens para as autoridades quando necessário.

O clube deve também estudar medidas mais drásticas, como não mandar jogos de alto risco em São Januário. Atuar em casa é um direito sagrado de todos os clubes. Mas, a segurança dos torcedores está em primeiro lugar.

O lar vascaíno tem problemas estruturais, por mais que isso corroa o orgulho de Eurico. Seu entorno é estreito e dificulta a atuação da poli­cia. Do lado de dentro, há pouco espaço para o escoamento da massa em caso de emergência. E num estádio maior, talvez, torcedores não tentassem invadir o campo, como aconteceu neste sábado.

Jogar fora de casa uma ou outra vez no Brasileiro por questões de segurança seria menos prejudicial ao clube do que ter sua imagem arranhada por fatos como os que aconteceram na partida contra o Flamengo e que certamente afastam parte da torcida. Mais do que isso, o risco à integridade física do torcedor que só quer torcer seria menor em um local mais seguro em partidas críticas. É o que deveria importar para o Vasco.

Empresa não consegue entregar auditoria da Arena Corinthians para Andrade

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A empresa Cláudio Cunha Engenharia Consultiva encontra dificuldades para entregar ao presidente corintiano o relatório da auditoria que  fez na Arena Corinthians. No último dia 12 foi feita a solicitação para o dirigente receber o documento, mas quase um mês depois os responsáveis pelo trabalho não conseguiram se encontrar com o cartola.

A demora é significativa porque o resultado da auditoria é aguardado para o clube saber se a Odebrecht cumpriu integralmente o contrato ou se ela deixou de fazer obras previstas e ainda se parte dos trabalhos terá que ser refeita.

Ou seja, enquanto o relatório não for lido pelos corintianos, o clube não pode tomar atitudes contra eventuais prejuízos.

De acordo com a assessoria de imprensa do Corinthians, “o encontro ainda não aconteceu por divergência de agenda. Provavelmente acontecerá na semana que vem.”

Conselheiros que integram a comissão formada para discutir a situação da arena se queixam da demora, pois o trabalho deles também depende da auditoria.

A análise da Cláudio Cunha aponta questões de engenharia e arquitetura. Uma outra auditoria, feita pelo escritório de Advocacia Molina & Reis avalia que a construtora deixou de fazer pelo menos cerca de R$ 200 milhões em obras no estádio.

Por sua vez, a Odebrecht diz que cumpriu o contrato e que alguns itens não foram executados porque o acordo permitia a substituição deles.

A demora para o recebimento do relatório produzido pela Cláudio Cunha não é o primeiro que marca a auditoria. O encerramento do trabalho aconteceu com pelo menos cerca de um ano de atraso. A empresa alegou principalmente a dificuldade em obter documentos junto a Odebreht. A construtora afirmava que parte da documentação era protegida por sigilo contratual.

 

Corinthians recusa oferta verbal do CSKA por Arana levada por intermediário

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Com Dassler Marques, do UOL, em São Paulo

O Corinthians recusou uma oferta verbal feita pelo CSKA por Guilherme Arana através de um intermediário. O valor é mantido em sigilo pelo clube, porém, de acordo com duas fontes, os russos desembolsariam pelo menos 10 milhões de euros (R$ 37,7 milhões) pelo lateral-esquerdo.

A proposta era para que o jogador fosse liberado imediatamente, o que o Corinthians se nega a fazer. Além disso, o valor foi considerado baixo.

Com a recusa, o clube põe em prática o discurso adotado nos últimos meses de que não negocia Arana antes do final do Campeonato Brasileiro para não enfraquecer o time. Só uma proposta na casa dos 15 milhões de euros (R$ 56,5 milhões) é capaz de fazer os alvinegros repensarem essa decisão. O Corinthians tem 40% dos direitos econômicos de Arana. O restante pertence a investidores.

Pelo fato de a proposta não ter sido enviada por escrito e em papel timbrado do CSKA a direção alvinegra não considera uma oferta oficial, mas assegura que se ela tivesse chegado em forma de documento seria rejeitada do mesmo jeito.

Arana também interessa ao Bordeaux, que pode pagar até 9 milhões de euros (R$ 33,9 milhões), além de ceder os direitos de Pablo, fixados em 3 milhões de euros. O Corinthians está otimista em relação a fechar essa negociação liberando o lateral depois do Brasileiro. Na França, porém, Jocelyn Grouvenec, treinador do Bordeaux, disse que esperar até janeiro para ter Arana não é o ideal e que sua agremiação tem outras opções.

A transação também depende da renovação contratual de Pablo, emprestado pelos franceses até dezembro, com o alvinegro. Apesar de todos os envolvidos confiarem que  chegarão a um consenso ainda há divergências.

O Bordeaux autorizou o Corinthians a tratar da renovação mesmo sem ainda ter definido o repasse definitivo dos direitos econômicos do zagueiro.

 

 

Lucas Lima não deseja renovação antecipada com Santos, de acordo com estafe

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O blog apurou junto ao estafe de Lucas Lima que o jogador já decidiu que não quer renovar antecipadamente seu contrato com o Santos. O compromisso vence em dezembro, e ele já pode assinar pré-contrato com outro clube.

O desejo do meia é cumprir seu acordo atual até o final. Um novo trato com os santistas após esse período é uma hipótese remota. Principalmente porque, com o meia livre de vínculo, não é considerado difí­cil pelos responsáveis por sua carreira que ele consiga uma proposta da Europa melhor do que a feita por seu time atual. Ir para outra agremiação brasileira, também não é uma hipótese negada.

Neste momento, o jogador não recebeu ofertas, segundo seu estafe, que nega acerto ou negociação com o Barcelona. O plano agora é buscar interessados já que não há impedimento legal para negociações.

Lucas tem ouvido dos profissionais que o cercam que não pode desperdiçar a chance de ficar livre, pois esse status facilita a entrada na Europa. E que jogar por um time europeu seria bom não só para suas finanças, mas para a evolução de seu futebol pensando em conquistar espaço na seleção brasileira.

Nesse contexto, ele tem recebido conselhos de que seria um erro assinar contrato por quatro anos, como quer o Santos, já que dificilmente teria outra oportunidade como a atual. Isso, apesar de a oferta alvinegra ser considerada pelo estafe do atleta muito boa para os padrões brasileiros.

A diretoria santista segue aguardando uma resposta do meia sobre se ele aceita ou não a proposta.

 

Dorival combina com SPFC que foge da queda, não com o que briga por títulos

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O currículo de Dorival Júnior tem tudo a ver com o momento vivido pelo São Paulo. O treinador tem se especializado em assumir times que têm como maior ambição no momento se afastar da zona de rebaixamento. E é esse o principal desejo são-paulino atualmente.

Porém, o histórico do substituto de Rogério Ceni não combina com a maior parte da trajetória tricolor, recheada de títulos importantes ou pelo menos do status de quem sempre quer ser o primeiro (é verdade que não é isso que tem acontecido nos últimos anos).

Ao escolher Dorival, o São Paulo ataca o presente, sem pensar num futuro condizente com seu passado vitorioso. Decisão compreensível diante do fato de a equipe estar na zona de rebaixamento do Brasileirão.

Mas é difícil imaginar que Dorival tenha vida longa no Morumbi, apesar de seu contrato ir até o final de 2018. Caso cumpra a missão de salvar o time do rebaixamento, não será surpresa se a diretoria chegar à mesma conclusão que o Palmeiras chegou em 2014. No final daquele ano, o alviverde demitiu Dorival logo após o técnico evitar a queda da equipe para a Série B. A decisão deixou claro que ele não era considerado o comandante ideal para projetos mais ambiciosos.

Nesse cenário, o desafio do novo técnico são-paulino não é só manter a agremiação na elite do Brasileiro. Mas convencer seus patrões de que pode levar o clube a grandes conquistas.