Todos os posts de Quartarollo

Qual a conclusão depois de 6 rodadas do Brasileiro?

Leia o post original por Quartarollo

Já dá para concluir alguma coisa depois de 6 rodadas do Brasileiro?

Que a disputa está mais acirrada é uma constatação. Pelo menos por enquanto nenhuma time conseguiu desgarrar na classificação.

Corinthians, Grêmio e Internacional estão lá na frente com 13 pontos. O time de Tite prevalece na primeira posição no desempate no quesito fair play, não tomou nenhum cartão vermelho contra um dos gremistas.

A campanha é absolutamente igual entre timão e tricolor gaúcho. Roger Machado, que a exemplo de Tite, foi também eliminado da Libertadores, foi mantido e consegue mostrar serviço com segurança à frente do Grêmio.

Seu time joga bem e tem bom esquema tático. O melhor do país, na minha opinião, continua sendo Tite. Mais uma vez vai dando o jeito na situação e remonta um bom Corinthians que se não é melhor tecnicamente que o do ano passado, tem a mesma disposição e não desiste nunca.

Que o diga o Coritiba que tomou o gol de virada no último minuto no sábado passado, no Itaquerão. O Grêmio também fez o gol da vitória no último minuto contra a Ponte Preta. Foi um golaço do bom menino Luan.

O Internacional com Argel, que era um zagueiro truculento e parece ser um técnico mais preocupado em jogar futebol, acabou escorregando na rodada. Foi derrotado pelo Vitória, 1 x 0, em Salvador.

Jogar no Barradão é muito difícil e apesar da boa campanha e do bom time, o Colorado não resistiu. O Corinthians também perdeu lá, jogou muito bem, mas acabou derrotado num jogo cheio de gols.

Esses três começam brigando bem no Brasileiro e se não forem desfalcados pela janela de meio de ano mais do que se espera, podem manter uma boa regularidade e continuar brigando lá em cima.

O Corinthians é o atual campeão; O Internacional não vence desde 1979, com Ênio Andrade e com Falcão ainda como jogador; O Grêmio não vence um Brasileiro desde 1996 quando derrotou a Portuguesa, no Olímpico.

A favor do Internacional houve aquela bagunça do Luiz Sveiter em 2005 que tirou o time da liderança quando o “magistrado” do STJD resolveu refazer 11 jogos apitados por Edilson Pereira de Carvalho por causa de escândalo da venda de jogos envolvendo o árbitro.

O único problema é que em nenhum dos 11 jogos houve erros grosseiros do árbitro da ocasião e mesmo assim eles foram repetidos manchando um campeonato que acabou conquistado pelo Corinthians de Antonio Lopes, Tevez e Nilmar.

O Palmeiras hoje é o quarto colocado com 12 pontos e aparece bem nas primeiras rodadas. Só jogou mal mesmo contra a Ponte Preta quando perdeu, em Campinas, 2 x 1.

Teve problemas de arbitragem contra si nos jogos com Grêmio e ontem em Brasília contra o Flamengo, mas mesmo assim superou o mau árbitro e venceu.

Cuca tem todas as condições de melhorar o time e coloca-lo na disputa, mas acho que ainda é cedo. O Palmeiras precisa ter uma boa sequência no Campeonato. Os últimos anos foram difíceis para a vida do Verdão e isso parece que repercute até hoje.

Domingo contra o Corinthians na Arena Palestra Itália é um bom teste para esse time de Cuca.

Logo atrás na classificação vêm Flamengo, São Paulo e Chapecoense, com 10 pontos. Desses, o time de Santa Catarina joga para fazer um bom estoque de pontos agora e depois se manter no meio da tabela para ficar na primeira divisão.

Não é time para disputar nada mais acima. Não será o Leicester brasileiro.

Flamengo é uma surpresa pelo elenco que tem e que não acho tão bom, mas tem conseguido algumas coisas interessantes. Ontem foi dominado pelo Palmeiras e poderia ter tomado mais gols.

O São Paulo de Bauza é pragmático. Vai jogar pelos pontos e se não der para ganhar, tentará pelo menos o empate. Não quer perder e vem fazendo boa campanha.

Sem Paulo Henrique Ganso, Rodrigo Caio e Mena que estão na Copa América e com muitos contundidos, Edgardo Bauza, para mim a melhor contratação do clube na temporada, consegue ajuntar o pessoal e fazer um bom time. Ganhou com autoridade do Cruzeiro sem sofrer maiores pressões.

Denis quase não trabalhou no Mineirão. Pela história que tem, o São Paulo é um time que deve ser respeitado no Campeonato Brasileiro.

Tem ainda a Libertadores para jogar e vai pegar o ótimo time do Atlético Nacional, que no entanto está perdendo jogadores importantes e pode vir mais enfraquecido para os jogos com o tricolor.

Mais atrás na classificação existem times que têm história no Brasileiro como Fluminense e Santos, mas que estão muito irregulares. Talvez o Fluminense com Levir Culpi e com um elenco melhor que o do Santos consiga fazer um Campeonato melhor.

Ao Santos resta torcer contra as saídas de Lucas Lima, Gabriel e Ricardo Oliveira nessa janela de junho. Por enquanto os dois primeiros estão na Copa América com a Seleção e Ricardo Oliveira só não foi também porque está contundido.

Gabriel pode perder mais rodadas do Brasileiro por conta do torneio olímpico após a Copa América. Ele, e possivelmente Thiago Maia e ainda Gustavo Henrique podem ser convocados.

O Santos tem um bom time, mas não tem um grande elenco. Há vários garotos subindo com muita qualidade, mas não se sabe como irão reagir se forem jogados às feras. Historicamente o Santos tem construído equipes assim, mas agora muita gente boa pode sair de uma vez só.

A vitória contra o Botafogo foi boa para acalmar o ambiente e pressionar menos Dorival Júnior, que mesmo fazendo um bom trabalho, passa a ser responsável pelos maus resultados apesar dos desfalques que justificam às vezes um mau futebol.

Ainda no Brasileiro, o Santa Cruz vai voltando ao normal no meio da tabela, a exemplo do Vitória.

O futebol mineiro é que decepciona até agora. América e Cruzeiro estão na zona do rebaixamento e o Atlético só tem 7 pontos ganhos.

Atlético e Cruzeiro se enfrentam domingo no Independência. É jogo de recuperação para os dois e o América irá ao sul no sábado enfrentar o Internacional. Pode ser jogo de lamentação para os americanos mineiros.

O Santos pode flertar com o rebaixamento

Leia o post original por Quartarollo

O Santos pode flertar com o rebaixamento

Considerado um time que joga bonito quando todos os chamados titulares estão juntos, o Santos se apequena quando precisa contar com os demais do elenco.

O time que mais anotou gols na história do futebol não pode jogar tão atrás como fez contra o Audax mesmo ganhando o título paulista e contra o Corinthians neste meio de semana.

Como gostam de dizer por aí, esse não é o DNA do Santos. Há uma explicação plausível até pela ausência de jogadores importantes, mas isso não explica tamanho medo de perder jogando como time pequeno.

O técnico Dorival Junior, que eu acho excelente, tem um pouco de culpa nisso, mas também é vítima da situação do clube e da própria economia do país que obriga os clubes a viverem da venda de jogadores cada vez mais jovens e com peças de reposição cada vez mais discutíveis.

O Santos historicamente sempre soube lançar seus jovens da base, mas não é todo ano que aparece um Pelé, um Coutinho, um Edu, um Pita, um Juari, um Robinho, um Diego, um Elano, um Neymar e tantos outros que fizeram história com a sua bonita camisa.

Ninguém ainda sabe se na safra atual há jogadores desse nível. Tem um ótimo zagueiro como Gustavo Henrique, que joga há mais de ano como titular, tem o bom Thiago Maia, Zeca que quebra o galho na lateral-esquerda e os outros jovens ainda não se soltaram.

Para suportar a maratona do Campeonato Brasileiro o Santos precisa se recompor já que está na iminência de perder Lucas Lima, Gabriel e Ricardo Oliveira para o mercado internacional.

Sem falar nas convocações dos dois primeiros para a Seleção da Copa América, ainda perderá Gabriel com certeza para a Olimpíada e talvez Thiago Maia também.

Dorival terá que reformar o time em meio a competição sem contar com grandes contratações. Não há dinheiro para isso, talvez entre algum com a venda de Gabriel, mas nem isso é garantido.

Vem aí alguns estrangeiros que não são de primeira linha. Seriam ótimos para entrar num time armado, não em uma equipe que precisa se refazer.

Historicamente quando precisou o Santos sempre teve seus milagres caseiros que deram certo.

Tomara que ocorra de novo e apareça alguém em condições de equilibrar o time novamente, caso contrário vai flertar com o rebaixamento muito rapidamente.

Hoje é um sério candidato pelo que apresentou até agora no Brasileiro.

Ainda há um longo caminho até dezembro, mas como costumo dizer, o tempo passa devagar, mas é muito rápido.

Já, já Papai Noel tira suas renas da toca e o ano termina. É preciso estar muito atento e começar a arrumar a casa já. O tempo é inexorável.

Goleiros da minha vida

Leia o post original por Quartarollo

Goleiros da minha vida

Hoje aqui no Blog vou começar a falar dos goleiros da minha vida. Conheci muitos e ouvi muito sobre os melhores da posição.

Na década de 60 meu pai ouvia os jogos num rádio enorme que ele colocava no quintal para ouvir as emissoras da capital e de outros Estados quando o Palmeiras jogava fora da São Paulo.

Foi assim quem me apaixonei pelo rádio e sem querer talvez tenha começado ali a minha vocação para a comunicação.

Quando o seu “Parmera”, lá em Piracicaba e região é assim que se chamava o Verdão, ia jogar em Minas, Bahia, Salvador, Porto Alegre, Curitiba, ele já começava no sábado à tarde a buscar a sintonia das rádios dessas capitais para ouvir o jogo no domingo já que as emissoras de São Paulo nem sempre cobriam os jogos fora da capital tendo um grande jogando aqui. Ainda é assim. Coisa de custo mesmo.

E chegava o domingo e lá vinha aquela transmissão cheia de chiados com o grito de gol pelo meio e a grande defesa ou o chute do atacante se perdendo no eco e no vazio das ondas curtas do rádio da época. Seria uma “velha” novidade para os garotos de hoje e tão normais naquele tempo.

Foi assim que me tornei santista e uma das ovelhas negras da família. O outro é meu irmão mais velho, Tony José, o mesmo que por muito tempo trabalhou na Rádio Bandeirantes, aqui em São Paulo, e que não se sabe porque virou corintiano numa época que o Corinthians só sofria e não ganhava nada.

Eu virei santista porque a cada transmissão o que tinha de gol de Pelé, Douglas, Toninho, Edu, Dorval e depois Mané Maria, e muitos outros, era uma coisa marcante.

Se esse é o time que mais ganha é para esse que vou torcer, dizia na minha inocência de criança e acabei me apaixonando pelo time de Vila Belmiro mesmo. O que começou apenas como provocação e brincadeira, virou verdade conforme os anos se passaram.

Foi assim que ouvia defesas fantásticas de Cláudio, no Santos; Valdir, no Palmeiras, Picasso, no São Paulo, e tantos outros.

Cláudio era goleiro de Seleção Brasileira e foi reserva de Félix nas Eliminatórias para Copa de 70. Era baixinho para os padrões atuais, mas tinha tal agilidade que compensava tudo.

Tinha muita sorte também. Jogava atrás de uma zaga que tinha Carlos Alberto, Ramos Delgado, Joel Camargo e Rildo e na cabeça de área o genial Clodoaldo ao lado de Lima, às vezes ao lado de Negreiros. Isso eu me lembro bem.

Nunca vi Cláudio jogar no campo, mas era como se tivesse visto suas grandes defesas graças aos grandes narradores da época. Agradeço a eles pela emoção.

Morreu cedo, aos 38 anos de idade, com uma dor “misteriosa” que nunca se curava, era câncer. Morreu por causa da dor como disse num texto o brilhante Michel Laurence, pai do ótimo repórter da Globo, Bruno Laurence.

Valdir Joaquim  de Moraes nunca vi jogar. Tive e tenho a honra de ser seu amigo dele até hoje.

Também era mais posicionamento e agilidade, não era alto, mas era difícil de ser batido e minava a vontade dos atacantes adversários com grandes defesas.

A sua história é linda. Ao lado de Emerson Leão, Oberdan Catani e Marcos, é um dos maiores de todos os tempos na história do Palmeiras e do futebol brasileiro.

Batia tão bem na bola que parecia atacante numa época que goleiro não usava tantos os pés. Tanto assim que quando inventou a função de treinador de goleiros era um deleite vê-lo treinar os arqueiros. Ele avisava o canto que ia bater e raramente errava.

Na época de Seleção Brasileira e também no São Paulo disputava com Telê Santana quem conseguir colocar mais bolas num grande cesto que ficava ao lado do gramado.

Colocar, entendam bem, com o pé, chutando a bola. Normalmente a disputa se arrastava muito, era difícil alguém errar e os efeitos que davam deixavam embasbacados os jogadores profissionais do tricolor e da Seleção de então. Valdir foi grande demais e uma pessoa extraordinária.

Picasso saiu do Palmeiras justamente por causa dele e foi jogar no Juventus e depois no São Paulo. Grande goleiro, de defesas espetaculares e se consagrou também no Grêmio.

Não vi jogar, só ouvi muito de suas defesas mirabolantes. São goleiros que fazem parte da minha vida. Ainda voltarei ao tema. Farei em capítulos.

Até os dias de hoje vi muita gente boa debaixo do gol, vi a evolução da posição, vi aqueles que fizeram a história e fazem parte da minha história.

Em tempo:

Antes desses citados houve Gylmar dos Santos Neves, aquele que é considerado o maior goleiro da história do futebol brasileiro, segundo Mauro Beting, mas esse eu não vi jogar. Sei dos seus feitos magníficos e tenho que aplaudi-los à distância.

Se um técnico brasileiro agisse como Zidane seria muito criticado

Leia o post original por Quartarollo

Se um técnico brasileiro agisse como Zidane seria muito criticado

Faltando pouco mais de 15 minutos para acabar o tempo normal, em Milão, e o Real Madrid vencia o Atlético de Madrid, 1 x 0, gol em impedimento de Sérgio Ramos, que mais tarde merecia vermelho por lance violento matando contra-ataque adversário. Vermelho que se diga não apareceu.

A arbitragem foi ruim. Deu um gol em impedimento, um pênalti que não e que o Atlético desperciçou e outro que foi para o Atlético e que não foi dado. Deixou a desejar, não esteve à altura da final.

Com tudo isso acontecendo, Zinedine Zidane, que foi um craque genial na época de jogador, resolveu ser apenas um técnico pragmático e garantir o resultado.

Não tirou Cristiano Ronaldo que se arrastava em campo por motivo de contusão que quase o tirou do jogo porque seria vaiado impiedosamente e com razão, mas sacou Kroos, o motorzinho do meio-campo e o atacante Benzema, tão francês quanto ele.

Minutos depois Carrasco empatou para o Atlético e o título ficou pendurado. Foi para a prorrogação, Simeone tinha mais duas modificações para fazer e Zidane mais nenhuma.

Resultado: os times se arrastaram na prorrogação e nos pênaltis deu Real Madrid, 5 x 3, com a última batida para consagrar Cristiano Ronaldo.

O mesmo CR7 que apareceu sorrindo na conversa com o treinador antes da cobrança.

Se Zidane fosse brasileiro seria criticado veementemente por fechar o time muito cedo e ceder campo para o adversário.

Seria criticado por tirar dois jogadores importantes do nível de Kroos e Benzema e colocar em seus lugares substitutos discutíveis.

A condição física do time seria criticada por quase não suportar mais trinta minutos de prorrogação e o técnico seria criticado porque estava contando piada (sorrindo) com Cristiano Ronaldo antes da decisão dos pênaltis.

Diriam os puristas de plantão: “No momento em que devia estar concentrado (focado seria a palavra mais usada) na decisão não podia fazer isso. Não era hora para sorrir. Onde já se viu isso?”

Se viu na final da Liga dos Campeões num jogo de médio para bom e bem longe das expectativas de todos.

Para muita gente a culpa foi do Atlético de Madrid que tem elenco pior que Real, Barcelona e Bayern, mas que eliminou os dois últimos e chegou à decisão.

Mas se o jogo não foi melhor a culpa foi do Real. O Atlético teve posse de bola e soube o que quis o tempo todo.

Mais um grande trabalho de Simeone, um técnico mais rodado e mais experiente que Zidane, que tem a sorte de ser ídolo do Real e não trabalhar no Brasil.

Aqui seria crucificado até mesmo com o título. Perguntem para Tite, Dorival Júnior, Muricy, Bauza e outros como as coisas funcionam em nosso país.

Por que Cássio não pode ser reserva do Corinthians?

Leia o post original por Quartarollo

Por que Cássio não pode ser reserva?

Cássio foi irônico, presunçoso, desrespeitoso e nada humilde nas suas últimas declarações.

Tudo porque virou reserva de Walter no Corinthians.

Deixou em má situação o técnico Tite, o mesmo que o trouxe do ostracismo para ser titular do Corinthians e na época ele não reclamou quando barrou o “santo da casa”, Júlio César.

Foi importantíssimo na Libertadores e no Mundial de Clubes, mas esse ano ainda não jogou como o Cássio que conhecemos.

Tite até que demorou muito para mudar. Cássio parece um goleiro que começou tarde na profissão.

Falha em bolas cruzadas na área apesar do seu tamanho, tem dificuldades de reposição e ultimamente queria justificar todos os erros não entendendo as críticas como corretas.

Para mim particularmente falhou nos dois gols do Audax no Campeonato Paulista e falhou feio contra o Nacional, do Uruguai, duas eliminações doídas para o Corinthians.

No ano passado, ele falhou com o Guarani, do Paraguai, lá em Assunção, mas depois se recuperou.

Ninguém e infalível, mas a falha do goleiro acaba aparecendo mais porque normalmente quando isso acontece é gol do adversário.

Cássio é bom goleiro e já o defendi na Seleção Brasileira senão como titular, pelo menos para ser melhor testado.

Esteve lá e saiu da lista de Dunga nas últimas chamadas. Isso pode ter mexido com ele como também a frustrada transferência para a Turquia.

Hoje Cássio está pior que Walter. Não acredito que Tite o tenha afastado do time só porque ele foi a velório da avó.

Tite é um cara justo, não usaria esse tipo de situação para resolver um problema do time.

Saiu porque está mal mesmo e está mal e não reconhece que está mal. Esse é o problema.

Vai ficar fora um bom tempo. Terá que se recondicionar e só voltará quando Tite decidir.

Não há nenhum problema em Cássio ficar na reserva. O Corinthians já teve inúmeros goleiros melhores que ele e piores também, mas nenhum foi tão deselegante com o seu treinador como ele foi.

Dizer que tem história no clube e que não é nenhum menino e que perdeu a posição fora do campo, é tentar se achar insubstituível, coisa que ele não é.

Gilmar dos Santos Neves, talvez o maior goleiro da história do futebol brasileiro, caiu em desgraça no Corinthians e se consagrou no Santos.

Na história dele não consta esse tipo de reclamação pública. E olhe que era Gylmar, que deu a volta por cima no Santos e na Seleção Brasileira.

Talvez Cássio ache que a história dos goleiros do Brasil tenha começado com ele, mas é melhor conhecer a história toda e quem sabe perceber que não é a primeira vez que alguém vira reserva porque caiu de produção.

É preciso ser um grande goleiro, não apenas um goleiro grande. Dentro e fora de campo.

Por que tanta luta para contratar Maicon?

Leia o post original por Quartarollo

Por que tanta luta para contratar Maicon?

O São Paulo se apaixonou por Maicon, 27 anos de idade, rodado, raçudo, pouca técnica e muita disposição, mas de futebol discutível. É um Lugano mais novo.

Não é nada disso. Fez gols importantes como aquele contra o Atlético Mineiro, mas ontem vendo-o jogar ali atrás do gol deu para notar que tem muita dificuldade com a bola. Além disso é lento e pesado e vice-versa.

O ex-presidente Aidar trouxe Lugano para agradar a torcida pagando 250 mil reais por mês para ser apenas um motivador.

É o motivador mais bem pago do mundo e agora a coisa se repete com a atual diretoria querendo manter Maicon por mais algumas temporadas.

Maicon virou xodó da torcida do São Paulo, que ultimamente tem surpreendido pela predileção por jogador ruim. Gosta de cada coisa bastante discutível.

O maior problema em contratar Maicon em definitivo é que o Porto, de Portugal, que detém seus direitos quer na transação dois jovens promissores jogadores.

Inácio, lateral-esquerdo, e Lyanco, zagueiro, são jogadores que podem dar um bom retorno ao tricolor no futuro.

O Porto vem fazendo isso há muito tempo. Contrata jogador barato no Brasil, às vezes pega direto das mãos dos empresários ainda quando são meninos e acabam estourando na Europa.

Os clubes portugueses já faturaram milhões de euros como atravessadores do futebol brasileiro.

Agora o Porto quer Felipe, do Corinthians, para a zaga e quer se livrar de Maicon até pela idade que ele já tem.

Eu se fosse o São Paulo jamais daria dois jogadores, que segundo aqueles que os conhecem, são promessas verdadeiras para o time de cima em troca de um veterano que é quase um brucutu jogando bola. Não vale à pena.

Ah, mas Maicon será importante nos jogos contra o Atlético Nacional nas semifinais da Copa Libertadores.

O São Paulo não é favorito nos jogos contra os colombianos e já está entre os quatro melhores da competição, coisa impensável há pouco mais de um mês.

Já vai ter mais uma grande arrecadação no jogo de ida no começo de julho. Chegar à final é importante, mas com ou sem Maicon dá para chegar.

E pensar no futuro também é obrigação da atual diretoria do São Paulo. Não dá para rifar bons jogadores dando-os de graça para o Porto para contratar Maicon. Eu não faria isso, mas o São Paulo quer fazer de todo jeito.

A dança dos técnicos continua

Leia o post original por Quartarollo

A dança dos técnicos continua

Sai Diego Aguirre e o Atlético Mineiro contrata o técnico Marcelo Oliveira que já foi ídolo do clube como jogador na década de 70 e treinador posteriormente.

Marcelo disse não ao Cruzeiro há poucos dias alegando que esperava proposta do mundo árabe.

Ou a proposta não veio ou então ele ainda está magoado pela forma como foi dispensado na época pelo presidente do Cruzeiro que não lhe deu retaguarda após o bicampeonato brasileiro, por isso talvez não tenha aceitado voltar à Toca da Raposa.

Aguirre deixou o Galo depois de mais uma eliminação na quarta-feira para o São Paulo na Libertadores da América no Horto onde o Atlético se sente imortal, mas desta vez não foi.

Ganhou o jogo e perdeu a classificação por causa do placar do primeiro jogo na capital paulista.

O uruguaio já tinha algumas coisas contra dentro do Atlético. Pegavam no pé dele e entra naquela ciranda de que o estrangeiro que trabalha no Brasil corre os mesmos riscos que o técnico brasileiro.

Ele não ganha imunidade profissional porque é estrangeiro. Ele será julgado da mesma forma que o brasileiro.

Se Edgardo Bauza não se classifica com o São Paulo muito provavelmente seria ele que estaria na berlinda hoje. Como está nas semifinais da competição ganhou aplausos e tempo para se arrumar no tricolor.

Como as semifinais da Libertadores só vão acontecer depois da Copa América dos Estados Unidos, Bauza ganha folego importante para convencer o time que está no caminho certo.

É a gangorra dos técnicos no Brasil. Marcelo Oliveira deixou o Palmeiras depois de problemas em montar o time que não andava bem neste ano e agora volta à sua Belo Horizonte onde sempre se dá bem.

Vale lembrar que apesar dos maus momentos últimos no Verdão, Marcelo é o atual campeão da Copa do Brasil e no ano passado levou o Palmeiras à Copa Libertadores com esse título. Sem falar que vinha de dois títulos brasileiros com o Cruzeiro.

Apesar disso, não foi bem no Palmeiras. Foi abaixo do que se esperava. Tomara que volte ao seu melhor patamar no Atlético Mineiro.

Corinthians não é “invaiável”

Leia o post original por Quartarollo

Corinthians não é “invaiável”
Enquanto o jogo tentava se desenrolar na Arena Corinthians, o Itaquerão, o técnico Tite pedia, sem ser atendido, muito calma aos torcedores que não conseguiam ver nada de bom no modorrento empate sem gols entre Corinthians x Grêmio.
Eles não perdoavam o mau futebol de Rodriguinho e o atacante André ainda pelo pênalti perdido contra o Nacional do que pelo que estava jogando.
Foram vaias contínuas e Tite pedindo: “Não façam isso, não façam isso”, mas eles faziam mais e mais.
Temia que a equipe se descontrolasse e viesse a perder o jogo e ele perderia os jogadores de vez.
Devia pedir também aos atletas: “Não façam isso, joguem melhor, muita gente veio nos ver e não estamos dando o espetáculo esperado. Façam melhor”
Tite pode ter razão, mas uma das razões que tem o torcedor também é poder vaiar os seus jogadores.
São os mesmos que já aplaudiram em outros tempos.
Nem tanto André, mas Rodriguinho já viveu dias melhores no ano passado ajudando o time a ser campeão brasileiro.
Tite é um grande treinador, mas não adianta querer mandar nos humores do torcedor principalmente quando o espetáculo é péssimo e os jogadores não rendem o esperado.
O máximo que ele tem a fazer é melhorar o time e reconquistar o apoio dos torcedores para o time todo.
Afinal, contra o Grêmio foi o quarto empate seguido dentro de casa sendo que em duas ocasiões os resultados se transformaram em eliminação (Paulista e Libertadores).
Tite já está há muito tempo no futebol para saber que ninguém é invaiável (será que existe essa palavra ou estou inventando agora?).
Vaiar é um direito sagrado do torcedor.

O novo encontro Bauza x Aguirre. Será um jogo feio de novo?

Leia o post original por Quartarollo

O encontro Bauza x Aguirre. Será um jogo feio de novo?

O São Paulo parece ter reaprendido a disputar Libertadores, mas fez um jogo feio contra o Atlético Mineiro, no Morumbi, para mais de 61 mil espectadores, um novo recorde nacional.

Agora depois das disputas das Arenas, como diz com propriedade o colega Menon, também tem a disputa de público. Meu time leva mais gente que o seu e assim por diante como se isso valesse título.

O tricolor venceu por 1 x 0 e joga por empate, em Belo Horizonte, no acanhado estádio Independência que não teria capacidade suficiente para as quartas da Libertadores, mas foi liberado pela”rigorosa” Conmebol a pedido do Galo mineiro.

O jogo do Morumbi foi feio, marcado por faltas, alguma violência, poucas chances de gols e a queda da grade do camarote onde estavam os convidados da Conmebol. 20 pessoas se feriram e o São Paulo pode ser punido por conta disso.

Na saída do Morumbi ouvi que o tricolor pode ser punido como retaliação porque o presidente Carlos Augusto Barros e Silva, o Leco, criticou a indicação do árbitro colombiano Roldán para esse jogo por conta de expulsões sãopaulinas em anos anteriores.

O árbitro foi bem, tentou conter a violência com muitas cartões e tirou da próxima partida os bons Rafael Carioca e Júnior Urso que estavam pendurados e levaram cartões amarelos.

O Atlético reclama que a pressão sãopaulina deu certo e orientou o árbitro nessa direção. Não vi assim, foi mesmo um jogo feio mais ponteado por violência do que por lances espetaculares.

O melhor em campo foi o ótimo zagueiro Erazo, do Atlético, secundado por Rodrigo Caio, do São Paulo.

Os ataques pararam nas defesas. O São Paulo conseguiu um gol de bola parada e conseguiu conter as bolas aéreas atleticanas nos escanteios e faltas ofensivas já que Erazo e Leonardo Silva são muito altos e se a bola chegar à cabeça deles é quase impossível detê-los.

É um problema que perdura para o jogo da volta quarta-feira próxima, em Belo Horizonte, onde a pressão será muito maior e o Atlético dificilmente perde.

A vitória foi super importante para o São Paulo. Não tomou gols e pode tentar administrar, mas se ficar plantado lá atrás perde feio e acaba saindo da Libertadores.

O jeito é tentar ter mais posse de bola e fustigar também o Galo quando puder.

Edgardo Bauza sabe jogar esse tipo de jogo, mas Aguirre também sabe. Mas Levir Culpi e Cuca em anos passados sabiam mais e tornaram o Atlético imbatível no Horto.

Com Aguirre, o Atlético perdeu muito do seu belo toque de bola. Com a possível volta de Dátolo ao meio-campo isso pode ser corrigido, mas não se sabe se ele vai se recuperar a tempo de jogar.

Robinho saiu contundido do Morumbi, mas enquanto esteve em campo não mexeu na bola. Não é mais o mesmo atacante de antes, hoje é só um bom jogador.

Bauza confessa que o jogo de Minas será igual o do Morumbi. Dois times tentando neutralizar um ao outro com poucas opções de jogo.

Esse é trabalho para o técnico e ambos, Bauza e Aguirre, tem um medo medonho da derrota e por isso se esquecem de atacar de vez em quando.

Aguirre confessou que o empate era uma das metas do seu time e perder de pouco era outra. Conseguiu pelo menos a segunda, mas agora terá que atacar com tudo, mas não vai.

Vai estar preocupado de novo. Tem um medo enorme de sair para o jogo ou para propô-lo.

Bauza, bem ao seu estilo, vai se defender e se levar para os pênaltis, não reclamará.

Enfim, são dois treinadores parecidos até nas explicações. Gosto do trabalho de Bauza, acho mais completo do que Aguirre.

O título do Santos no Campeonato do Audax

Leia o post original por Quartarollo

O título do Santos no Campeonato do Audax

Santos ganhou o vigésimo segundo título paulista da sua história e empata com o Palmeiras em número de conquistas.

Conquistas estas que vêm do tempo que o Paulista tinha a mesma importância do Campeonato Brasileiro ou até mais.

Com o tempo foi perdendo folego, perdeu o glamour e hoje é apenas um bom torneio de verão que dá dinheiro aos clubes grandes e ainda mexe com a rivalidade regional.

O Santos fez a sua parte como time considerado grande que é, com sua linda história com jogadores renomados de todos os tempos, mas na última partida foi totalmente dominado pelo pequeno Audax, de Osasco, um time audacioso até numa analogia ao nome e despreocupado até certo ponto com o resultado, mas sim com o bom futebol.

O título foi do Santos, mas o Campeonato foi do Audax. Muita gente ainda vai falar desse time em épocas futuras.

Pode ter sido um momento, pode ser apenas sazonal, mas foi marcante a forma como o Audax jogou o Paulista sem preocupações defensivas e com irresponsabilidade infernal.

Mais ainda. Montou um time com refugos que não deram certo em outras equipes e desse amontoado nasceu um belo toque de bola.

Foi o time que mais ficou com a bola no jogo com o Santos e talvez em todo o Campeonato.

Já disse que é mais fácil ser técnico e jogador do Audax do que de um time grande. Não há a grande cobrança.

A imprensa se apaixonou pelo time de Osasco e alguns defendem que é uma modernidade no futebol brasileiro.

Pois lamento informar que não é. É um time de um mecena, senhor Mário Teixeira, que é rico, põe dinheiro à vontade e não se importa com o prejuízo e por isso também acaba ganhando. É um banqueiro perdulário quando se trata de futebol.

Já vimos esse filme em outros clubes. O XV de Piracicaba tinha em Romeu Ítalo Ripoli na década de 70 algo meio parecido.

Pagava salários baixos e prêmios altos. Os prêmios para impressionar eram pagos em dinheiro nos vestiários após cada jogo.

Jogador contundido era encostado depois de 15 dias no então INPS, hoje INSS. Na campanha do vice-paulista de 1976 o elenco tinha apenas 16 jogadores e ninguém se contundia.

Todo mundo queria jogar até mesmo sentindo dores para garantir um bom bicho no fim. O seu Mário não leva tanto a ferro e fogo, mas essa de jogar dinheiro como prêmio nos vestiários é mais velha do que o mundo.

Juvenal Juvêncio fez muito também no São Paulo e muitas vezes deu certo.

O que estou dizendo é que não tem novidade a não ser a forma louca de jogar de Fernando Diniz que mistura o toque de bola e a posse de bola barcelônica.

Para mostrar que o modelo de modernidade é furada é só prestar atenção no que vai ocorrer agora. Haverá uma debandada de jogadores e até o técnico sairá para outra equipe.

Paulo Nobre faz a mesma coisa no Palmeiras. Põe dinheiro do próprio bolso para manter a conta em dia.

Ele disse que vai receber tudo de volta, mas daí já é outra história, isso não é administração moderna como dizem por aí.

No Santos, a família Teixeira várias vezes botou dinheiro do bolso para pagar as dívidas. Quanto quis receber de volta foi chamada de anti-santista.

Tomara houvesse um modelo profissional em todas as equipes com remuneração até para o presidente e demais dirigentes.

Seria mais fácil cobra-los profissionalmente. Mas isso não interessa a muitos deles. Eles ganham mais sendo “amadores”