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Meus pêsames, Vasco da Gama

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Quando você namorada um longo período uma mulher bonita, mas acomodada e sem personalidade, a sua primeira busca quando separado é uma mulher de atitude e cheia de personalidade. Quando você sai da casa dos seus pais onde nunca pode encher a geladeira de besteiras, a primeira coisa que você faz na sua casa é […]

Em um jogo Vasco fatura 74% do total até então

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São apenas 366 mil reais. Nada que deixe um clube rico, sequer pague as dívidas.  Mas o Vasco saiu do Maracanã neste sábado com este valor no bolso, já descontados todos os impostos, parte do consórcio, entre outros.

A soma não seria notada não fosse um dado curioso.  Nos treze jogos que fez como mandante na série B em 2014 até então, o Vasco havia lucrado apenas 497 mil reais.  Ou seja, em uma partida no Maracanã o Vasco conseguiu 74% do que arrecadou até aqui no campeonato.

Com um agravante. Dos treze jogos como mandante e venda de ingressos, em cinco deles o Vasco pagou pra entrar em campo.

A renda total do jogo no Maracanã ultrapassou 1,3 milhão. E mesmo com a pífia margem de 28% do total, o Vasco já teria levado a melhor sobre os rivais, que em média levam 17% da renda total do Maracanã.
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abs,
RicaPerrrone

Quem deu mais “sorte”?

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Dizem que o Brasileirão de pontos corridos é justo. Eu acho mais injusto do que um apito amigo aos 44 no mata-mata. Mas, enfim, é tese pra 4 horas de discussão. Na medida em que chega o final do campeonato esperamos pra ver quem vai pegar mais times de férias e assim definir o título, a vaga, o rebaixamento.

Antes que isso aconteça, vou divulgar um levantamento interessante que mostra contra quem seu time jogou no campeonato.

Você logo pensa: Contra os mesmos de todos, ué?

Sim. Mas em que circunstancia?  O Gremio terceiro ou o Grêmio décimo tu enfrentou? O Flamengo lanterna ou o nono colocado?

Rodada a rodada, uma estatística de contra qual posição do campeonato seu time jogou. E assim, por mais que seja obviamente apertada a margem, temos o caminho mais fácil e o mais complicado.

E após 33 rodadas, o time que teve um caminho mais simples foi justamente o líder Cruzeiro.  Não que seja regra, afinal, o de tabela mais complicada não é o lanterna, mas um dos que mais sofrem pra entrar e ficar no G4: o Fluminense.

Na tabela ao lado você confere a posição média que cada time enfrentou até aqui. Ou seja, o Cruzeiro enfrentou em média o décimo primeiro colocado. O Fluminense, o nono.

Essa forma de ver a tabela também pode ser reavaliada com simples diferencial de adversários no G4 ou no Z4. E para esta tabela, pouca coisa muda em relação a primeira.

librebTemos aqui uma clara “vantagem” a Palmeiras, Inter e Cruzeiro, que enfrentaram mais times na zona de rebaixamento.

Mas também não da pra considerar tão absurdo o Cruzeiro ter só 4 adversários no G4 sendo que pra ele é G3, já que é parte dele o tempo todo quase.

Nota-se o mérito do São Paulo, que teve um caminho complicado. Talvez o mais complicado entre os que lutam por título.

Enquanto o Corinthians faz companhia ao Cruzeiro na tabela com menos “problemas” contra times do G4.

Avalie os números e entenda que, conforme for daqui pra frente, com entregas, times de férias e outros motivados, o campeonato de pontos corridos pode e tende a ser definida por resultados fabricados e não naturais.

Mas enquanto o Brasil enxergar o futebol como uma busca por justiça e não entretenimento, seguirá devendo e não entendendo porque dá prejuizo.

abs,
RicaPerrone

Tá fácil “chegar lá”

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Eu não tenho nem avaliação pra fazer sobre o Firmino e o Talisca. E isso me dá alguma desconfiança, já que pra ser um  jogador de seleção brasileira, na minha cabeça, o cara deve ser pouco contestável.

Talvez eu esteja falando dos novos craques do time. E que fique claro, não os conheço.  Mas me preocupa muito que 15 jogos no campeonato Português seja o suficiente para estar no time mais cobiçado do mundo.

Me preocupa que o Firmino jogue num time de merda da Alemanha e que chegue a seleção brasileira por ele. Tal qual o goleiro da Fiorentina, outro time meia boca que não deve exportar ninguém pra seleção brasileira.

– Então pra você jogador pra ir pra seleção tem jogar em time grande?

Sim. É parte do processo provar que pode.  Quantos caras você viu brilharem na Portuguesa e sumirem fora dela? Quantos na Ponte Preta? É diferente ser “bom” num time pequeno . Pra aparecer num grande tem que ser “muito bom”, e é isso que a seleção busca.

O Talisca pode ir do Benfica a seleção. É time grande. Mas em 15 jogos?

É isso que o jogador precisa na carreira agora pra chegar a mais cobiçada posição que um jogador pode chegar?

Acho pouco, como achava um equívoco em 2010 considerar Neymar e Ganso as soluções da Copa por 1 paulistão  bem jogado.  Tá fácil. Tá tudo muito na mão e quando se tem muito fácil se dá menos valor.

A camisa da seleção tem que ser um prêmio, não uma aposta.

abs,
RicaPerrone

Sí, se puede!

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O final do Brasileirão 2015 parecia ser mais um daqueles para cumprir tabela com o campeão já consagrado antes da hora.

Mas não será.

E não porque esse ano não haverá entrega-entrega, pois haverá. Mas porque a decisão da Copa do Brasil mudou o rumo do Brasileirão.

Veja você, que ironia. O São Paulo “pode” perder a Sul-americana. O Cruzeiro não pode perder a Copa do Brasil.

Perdê-la significa ser coadjuvante na própria festa em caso de título brasileiro. Terão perdido o maior clássico e a maior final da história entre ele e seu rival. Dezembro será alvinegro mesmo que o Brasileirão termine azul.

Por mais que alguns digam que “não, prefiro o Brasileirão”, é apenas uma mentira daquelas que contamos com medo de assumir o tamanho de nosso desejo. O famoso “nem queria mesmo”.

Se fizerem uma votação secreta entre cruzeirenses mandando eles escolherem entre ganhar um dos dois campeonatos, 94% deles escolherá a Copa do Brasil.

Se a votação for aberta, 94% dirá que o Brasileiro, já arrumando álibi para uma eventual derrota na final.

O São Paulo pode perder. O Boca e o River não são zebras e nem rivais diretos. Será só “mais uma derrota”.

O Cruzeiro joga as últimas rodadas do Brasileirão pensando na Copa do Brasil. O que não significa que vá perdê-lo, é claro.

Mas significa que não é mais sua prioridade desde as 23h51 de quarta-feira, quando soube que enfrentaria o maior clássico de sua história.

E portanto, se “tirar a diferença” era um sonho distante e pra muita gente “impossível”, hoje não é mais.

Temos uma briga pelo título sim! Em virtude de outro, é verdade. Mas temos.

abs,
RicaPerrone

Irretocável

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Um Grenal me parece sempre algo que não posso compreender por completo. Algo que diz respeito apenas aos envolvidos e que qualquer tentativa externa de dimensioná-lo é em vão.

Pois eu diria que se um tricolor pudesse escolher como seria o Grenal de hoje não teria feito tão bem quanto os fatos.

Caiu um tabu, devolveram a goleada, tiraram o rival do G4, entraram nele, deram chapéu no craque rival, tiraram o sujeito do sério e tudo isso numa reta final de campeonato.

O time que não fazia gols fez 4. O “técnico ultrapassado” está em terceiro, dirigindo um time que os mesmos especialistas que o sacrificaram rotularam de “comum” pra baixo.

No final do jogo me diverti com um narrador dizendo que era “uma pena” a troca de empurrões e o clima quente. Ora, meu caro!  Você está muito enganado! Grenal sem empurra-empurra tinha que ser anulado por fraude!

Dos estonteantes 90 minutos onde o Grêmio jogou o que sabia, o que não sabia e  o que o Inter não imaginou enfrentar ao último sopro do árbitro, não há Grenal amistoso. E se houver, foi ruim.

Felipão comemorou aniversário vendo um time seu tendo uma das maiores atuações que me recordo. O Grêmio não errou nada! Ao contrário, acertou tudo que tentou e teve o absoluto controle do jogo desde o primeiro minuto.

Um 4×1 não profetizado nem pelo mais apaixonado tricolor, menos ainda pelo mais depressivo colorado.

Um jogo pro Inter tentar esquecer. E pra gremista  não deixar que esqueçam.

abs,
RicaPerrone

Exército sem armas

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O roteiro é de cinema, mas nem sempre a vida ignora o óbvio para nos dar uma linda história de superação.  A maioria das pessoas que estão perto da morte, morrem.  Os raros casos que a evitam viram histórias incríveis.

O Botafogo tenta escrever uma história incrível.  Seus homens lutam com toda a dignidade do primeiro ao último minuto tentando evitar a queda. Mas é um exército sem suporte algum.

Não tem armas, apoio, condições, sequer o mínimo combinado para o cumprimento de suas tarefas.

Estes sim, hoje, podem dizer que fazem “por amor à pátria”.

A guerra tende a ser perdida. E com todos os motivos que justifiquem a derrota, fico realmente comovido de ver o tamanho da luta dos comandados, pagando sozinhos pelos erros dos comandantes.

Se com todos os soldados é quase impossível, com um a menos é batalha perdida.

Não, eu não acredito que o Botafogo consiga escapar esse ano. Mas o meu senso de justiça é conflitante e ao mesmo tempo que entende ser merecido o rebaixamento pelas enormes “cagadas” administrativas na temporada, também pondera o esforço desse time que nem é “pago pra isso”.

Ainda dá. Cada vez menos, mas ainda dá.  E honestamente, se fosse Botafoguense, seja qual for o final dessa história, faria questão de agradecê-los indo ao Maracanã mostrar que não é “por ninguém”  essa luta.

Mas sim por um monte de gente que, tal qual o próprio clube, as vezes desiste antes do fim.

Ainda não acabou.

abs,
RicaPerrone

Guerreiros com guerreiros…

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Em 2009 o Fluminense passou por cima de todas as suas limitações e através de muita luta conseguiu permanecer na série A. Seu coadjuvante do último ato foi o Coxa, que hoje busca “milagre” parecido, ainda que mais real do que aquele.

O Couto Pereira recebeu mais água do que deveria. Cristovão escalou errado, consertou cedo, mas ao sofrer o gol e perder um jogador por contusão ficou preso com apenas uma troca nas mãos. Que aliás, demorou a usar e usou mal.

O Coxa é aquele Flu de 2009, que corre, se mata, não tem vergonha de dar chutão mas que não aceita a queda.  Lá, como cá, tem dado certo.

O Fluminense podia ter vencido pelo melhor time que tem. Mas entrou perdendo o meio, consertou perdendo o ataque.   Quando precisou, colocou a velocidade e não a boa finalização do Sobis.

Cristovão enxergou um jogo diferente do que aquele que aconteceu no gramado. E o Flu sai com uma derrota que não chega a ser zebra, mas que não era “inevitável”.

Inevitável é não reconhecer o esforço do Coxa pra evitar a queda anunciada.  Isso sim é notável neste sábado.

abs,
RicaPerrone