Todos os posts de Wanderley Nogueira

Mentira?

Leia o post original por Wanderley Nogueira

3563309_x216Conversei longamente com três jogadores importantes nos últimos dias. Sem platéia, sem ouvintes inconvenientes e longe de um ambiente castrador. Conversa tranquila, quase confidencial. Ah… detalhe relevante: eles não estavam juntos. Em dias e horários diferentes. Vou contar aqui apenas um item da conversa. Esse negócio de “time unido” não passa de uma grande balela. É quase uma mentira total. Com palavras diferentes afirmaram que sempre, no início do campeonato ou temporada, não existe “união” alguma. Cada um pensa isoladamente na sua vida, nos seus sonhos, anseios e vitórias pessoais.

Lembrei que há algum tempo entrei em um vestiário e vi um pequeno cartaz com uma frase de Santo Agostinho: “Já percebeste como são pequeninos os grãos de areia? Contudo, postos num navio, fazem-no afundar”. Tudo isso é bonito, disseram eles, mas não é a realidade que “vivemos”. Ficam preocupados com contratos, investimentos, ocupação de espaço no time e na mídia. Cada um puxa para o seu lado e friamente, não está preocupado com o “companheiro” ao lado.

Time só mostra sua união quando vai se aproximando de uma decisão. Quando vem de vitórias e as coisas caminham bem, surge a tão badalada “união”. Perto de uma decisão os jogadores ficam mais próximos e resolvem dividir suas alegrias e dificuldades. O time que faz isso com mais intensidade, costuma ganhar títulos, afirmaram os meus companheiros de conversas.

Quem vai para a seleção pela primeira vez ou seguidamente, fica sob permanente observação dos “excluídos” do selecionado. Se dá um drible a mais, surge imediatamente a frase “…já tá inventando… foi pra seleção e já acha que é demais…”. Se aparece com uma camisa nova ou com uma roupa mais caprichada, é inevitável o comentário “… acho que recebeu ordem para andar arrumadinho… agora é da seleção…”. É preciso ter paciência para não criar atritos ou guardar mágoas. Aos poucos as coisas se ajeitam, mas fica muito claro “quem é quem” no grupo unido…

***Escrevi esse texto em 10/8/2000 – Leste News – Foi enviado pela ouvinte da Jovem Pan , Elza Martins/São Paulo

Bauza e os Urubus

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Treinadores sempre devem tomar decisões ousadas e, claro, sempre esperam que elas dêem certo. O técnico do São Paulo, Edgardo Bauza, na partida contra o The Strongest, deixou Paulo Henrique Ganso, um dos melhores jogadores do elenco, no banco. Os urubus, claro, já rondavam ávidos por uma boa “carne argentina”, uma vez que uma derrota poderia lhe custar o emprego. Wanderley Nogueira comenta. Assista.

Os times e Aristóteles

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AristótelesNão sinto dificuldade em pedir ajuda, porque ajudo.

Não sinto nenhum constrangimento em pedir colaboração, porque colaboro.

A vida é mesmo uma troca.

Eu disse troca, não cobrança.

Ninguém é feliz sozinho.

Ninguém faz tudo, sem ajuda.

Isso vale para todos os segmentos.

Integrantes de grupos vitoriosos se completam.

Na vida, somos uma orquestra ou uma bateria de escola de samba. Pode escolher…

Violinos, violas, violoncelos, contrabaixos, flautas, oboés, clarinetes, fagotes, trompas, trompetes, trombones, tuba e percussão.

Todos são importantes e precisam estar afinados, sincronizados.

Quem tem ataques de estrelismo deveria ouvir atentamente o famoso Bolero de Maurice Ravel, obra que permite uma visão panorâmica dos instrumentos dentro da orquestra.

Nesta música, os instrumentos apresentam a melodia um após o outro.

Observe que, conforme o Bolero se desenvolve, os músicos vão entrando e encorpando o conjunto, o que garante um aumento sonoro cada vez maior.

A música começa num volume baixo e termina numa explosão de colorido musical, revelando um lento processo de crescimento. Aquele que pensar que a orquestra não existiria sem ele, é sacado do palco ou não terá uma mão estendida em algum momento de dificuldade.

É verdade, também , que algumas pessoas insistem em cometer o equivoco de achar que nunca precisarão de ajuda ou esquecem rapidamente os favores recebidos.

E na arrebatadora Bateria de uma Escola de Samba?

Surdo de primeira, surdo de segunda, surdo de terceira, caixa de guerra, repique, chocalho, tamborim, cuíca, agogô, reco-reco, pandeiro, prato…Quase sempre 300 ritmistas.

E esse pessoal faz apresentações espetaculares. Todos tocando no tempo preciso, interligados no balanço, ensaiados, treinados durante meses.

Todos se sentem importantes e principalmente, parceiros.

Aquele que pensa só nele, é excluído do grupo ou será visto com reservas pelos outros batuqueiros… Na quadra, o “tamo junto” é questão de honra.

Não ser grato e solidário , é imperdoável e triste.

Talvez, o sucesso de muitas equipes, esportivas ou não, tenha esse componente como um dos grandes responsáveis pelos aplausos recebidos.

Aristóteles era um cara polivalente… entendia de muitos assuntos: física, metafísica, poesia, teatro, música, retórica, política, governo, ética, biologia, zoologia.

Esse grego entendia de gente .

E definiu o egoísmo:

“O egoísmo não é amor por nós próprios, mas uma desvairada paixão por nós próprios”.

Pelé estava emocionado

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* Publicado na Gazeta Esportiva de 15/06/1982

Pelé durante o sorteio da Copa do Mundo de 1982SEVILHA (De Wanderley Nogueira, especial para A GAZETA ESPORTIVA) – Entre os brasileiros havia um torcedor bastante especial, Pelé. O rei do futebol chegou bem cedo ao Estádio Sanchez Pizjan. E, como sempre, foi logo cercado pelos repórteres e torcedores de modo geral. Pelé estava otimista: “Fico contente em ver o estádio completamente lotado por torcedores brasileiros. Eu fui jogador  e sei muito bem o que isso representa. A presença da torcida dá um novo ânimo aos jogadores.”

Pelé estava emocionado, mas prefiro não falar em placar: “Estou contente, claro. E como todos os brasileiros, torcendo para o Brasil conseguir uma vitória excelente. Fácil agente sabe que não vai ser, pois a União Soviética é uma equipe que pratica um bom futebol. Mas se o Brasil jogar aquilo que sabe chegará a uma vitória, tenho certeza. Nem precisa praticar um futebol fora do normal, basta apenas jogar aquilo que sabe e jogou sempre.”

Serginho: jogo de qualquer maneira

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* Publicado na Gazeta Esportiva de 14/06/1982

Serginho Chulapa pela Seleção BrasileiraSEVILHA (De Wanderley Nogueira especial para A GAZETA ESPORTIVA) – Os momentos de tensão vividos por todos que estavam no Estádio de Mairena, onde treinava a Seleção Brasileira, quando da contusão de Serginho, já foram mostrados por todos. Jogadores assustados, centenas de torcedores brasileiros envolvidos por enorme expectativa. Telê Santana gritando contra fotógrafos que queriam registrar o flagrante de Serginho caído e chorando. O médico Neylor Lasmar, trêmulo, medindo as palavras. Jornalistas e radialistas correndo de um lado para o outro em busca de informações quentes e precisas. Os espanhóis, olhando para todos os lados, querendo saber maiores detalhes sobre toda aquela correria. Quando Serginho fugiu pela porta dos fundos, o receio de que ele também estivesse fora da Copa aumentou ainda mais. Tudo isso foi escrito, dito e mostrado. As lágrimas de Serginho ao sair de campo, foram ressaltadas q que aumentou ainda mais o temor de ver a seleção perdendo mais um centro-avante.

Médico, treinador, preparador físico anunciando “somente depois de 24 horas poderemos dizer alguma coisa sobre o estado de Serginho”. Um enorme mistério foi elaborado pelos componentes da comissão técnica.

Ao chegar ao Parador Carmona, levado por um automóvel particular< Serginho já podia andar normalmente, embora estivesse calçando um chinelo e carregando numa das mãos o par de chuteiras. Foi direto para o seu apartamento e lá o massagista Paulinho – auxiliar de Nocaute Jack – iniciou um tratamento conhecido e eficiente; aplicação de uma bolsa de gelo no local atingido, o calcanhar de Aquiles.

Serginho jantou no quarto e em seguida, cansado, adormeceu. Mas ao lado dele, por muitas horas, o massagista ficou substituindo o gelo derretido por novas pedras. Os jogadores conversaram entre si sobre as contusões, mas todos demonstraram entusiasmo: “Acho que nada vai tirar aquele crioulo do primeiro jogo…”

O dia amanheceu e o local atingido pelo jogador do Alcala não estava inchado e Serginho não sentia nenhuma dor. Foi uma alegria geral. No café servido aos jogadores, foi o principal assunto e Careca fez questão de dar um apoio ao Serginho: “Levei um susto quando soube que você tinha saldo do treino…Mas você está andando bem, calçando o tênis… Ainda bem, estou torcendo por você. Quero vibrar com seus gols.”

Telê Santana, Gilberto Tim, Moraci Santana, Neylor Lasmar, Ricardo Vivacqua, Nocaute Jack, Paulinho, estavam satisfeitos pela boa disposição de Serginho, mas queriam esperar um pouco mais. No treinamento que seria realizado, mais uma vez, no Estádio Mairena. Serginho seria submetido a um teste pelo preparador físico e pelo médico.

Não treinou com bola, mas foi exigido fisicamente. Fez alongamento, foi forçado a movimentar o tornozelo e o calcanhar e nada sentiu. O doutor Neylor sorriu, Moraci Santana também, Serginho voltou a cantar baixinho os sambas que aprende na Casa Verde, um bairro de São Paulo. Foi abraçado por Sócrates, recebeu um tapa nas costas por parte de Falcão e Oscar não conseguiu resistir: “Ainda bem, negrão. Pensei que você ia deixar a gente na mão…”

Telê, Neylor e Vivacqua não conseguiam esconder o otimismo, mas mesmo assim preferia deixar para “instantes antes do jogo a confirmação de  Serginho…” Oficialmente, a dúvida permanece, entretanto, ao lado de Gilberto Tim a frase de Serginho simplesmente defina a sua escalação:

“Graças a Deus, professor, não está doendo absolutamente nada e só não jogo se me prenderem na concentração ou se o pessoal me algemar…”

Dirigindo-se para o vestiário, orientado pela comissão técnica para não falar nada, não confirmar a sua presença, para provocar preocupação nos adversários e deixar a torcida do Brasil vivendo uma enorme ansiedade, o centro-avante diria umas palavras como se fosse gravação: “Tudo bem… vamos ver… amanhã é outro dia… o doutor é que vai decidir…” Mas num dos corredores do Parador Carmona, logo após entre Bélgica e Argentina, Serginho, foi claro:

“Fiquei apavorado quando tomei o pontapé, por trás e senti o local inteiramente adormecido. Inicialmente, pensei que fosse uma fratura, depois, pensei que meu calcanhar de Aquiles tivesse sido estourado. A dor diminuiu um pouco, mas quando vi todos os jogadores formando uma rodinha e com expressões de preocupação, comecei a chorar. Foi uma mistura de dor, medo e decepção…”

Eu lutei muito para chegar a esta Copa. Cometi erros, e em determinado momento pensei que o Telê não desejasse mais contar com o meu futebol tive problemas particulares sofri expulsões, atritei com companheiros de profissão, lembrei da contusão do Careca, do corte de meu companheiro, da tristeza que ele sentia e continua sentindo. Naquele instante imaginei ficar de fora da Copa…”

“Hoje estou certo que jogarei, não sinto mais nada, quero marcar gols na União Soviética, isso não sai da minha cabeça. Descansei um pouco esta tarde e com a cabeça no travesseiro continuei pensando sobre a participação de um jogador decisivo. É uma espécie de desafio, não como deixar para outro dia.  Já pensou seu fosse tirado do time por uma contusão, um dia antes da estréia da seleção? Confesso que seria melhor nem ter viajado.”

“Mas os momentos em que eu passei naquele treino, jamais irei esquecê-lo. Foi um instante de medo. Ficou provado que ninguém deve pensar que é o dono da posição, que é insubstituível, que é intocável. Um problema físico pode liquidar ou arranhar uma carreira.”

“De que adiantaria a um jogador ter sido o mais brilhante jogador dos treinamentos da seleção, ter marcado dezenas de gols, ter sido aplaudido por companheiro de dentro e de fora, concedido centenas de entrevistas? Nada, absolutamente nada… Se ele um dia antes do jogo for vetado, será esquecido, simplesmente.”

Foi mais um capítulo escrito na vida desta seleção que começa hoje uma nova participação brasileira num Mundial, pela décima segunda vez ficou provado que o homem importante. Ficou claro que o homem é sim insubstituível. Esquemas são importantes, mas não são primordiais. No esporte tudo gira em torno do atleta.

Um pontapé desferido por um desconhecido jogador de uma equipe de terceira divisão espanhola poderia ter diminuído sensivelmente o poder de fogo da seleção do Brasil, a favorita em todas bolsas de apostas do mundo. Por muito pouco, aquele moço do Alcala, pequena cidade há 14 quilômetros do Parador de Carmona, não arrancou gols dos brasileiros. Os bons e maus momentos são feitos pelos homens e isso valoriza ainda mais a vida, a vontade de viver, de participar, de ultrapassar, obstáculos, de enfrentar emoções, de vencer, de ser forte no segundo da derrota.

Waldir Peres: perto do momento maior

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* Publicado na Gazeta Esportiva de 13/06/1982

Waldir PeresSEVILHA (De Wanderley Nogueira, enviado especial de A GAZETA ESPORTIVA) – Sob o comando do técnico Osvaldo Brandão, em 1975, o goleiro Waldir Peres jogou pela primeira vez na seleção nacional, contra o Peru, em Lima. Naquele dia, o Brasil venceu por dois a zero e começava então a carreira dentro de seleções daquele que hoje é considerado titular absoluto da posição, no gol da seleção de Telê Santana.

Foi um começo difícil, repleto de obstáculos, várias ações estranhas de companheiros, critérios incompreensíveis nas escalações e as falhas próprias dos goleiros: a entrada de bolas, na opinião de muita gente, defensáveis.

Hoje, com 31 anos de idade, Waldir é o mais velho do grupo. Restam poucos fios de cabelo e uma afoita funcionária do credenciamento insistia em não credenciá-lo: “Você não é jogador… vocês estão querendo brincar comigo, não é?”

A moça pensou que Waldir era membro da comissão técnica, talvez preparador físico, administrador, roupeiro ou responsável por alguma assessoria, mas goleiro não…

Waldir Peres sorriu esperou que o mal entendido fosse superado e respondeu com um autógrafo ao equívoco daquela espanhola linda e simpática, mas um pouco precipitada.

E ultimamente tem sido assim. Antes de sair do Brasil, Waldir teve que ouvir muitas vezes inúmeras pessoas clamando pela presença de um goleiro – Leão o mais buscado, esta na Espanha, mas como comentarista de um jornal gaúcho – ou muitos lutando para que qualquer um jogasse no gol, menos “esse Waldir Peres”. Os mais radicais iam fundo: “não sei o que o Waldir viu no Waldir, não tem pinta de goleiro, não inspira confiança…”

Mas essa não é a opinião de Telê e de todos os jogadores. Eles acreditam no goleiro Waldir Peres como atleta, jogador e homem. Waldir salvou a seleção do Brasil inúmeras vezes na viagem á Europa: França , Inglaterra e Alemanha – foi talvez o mais importante destaque do time, segundo palavras do próprio técnico Telê Santana. Mas é difícil ultrapassar certas barreiras.

“Admito que muitas pessoas contestam minha presença aqui na seleção mas quem escala é o Telê e a ele eu agrado. Não sou um goleiro perfeito pois isso não existe, mas nunca decepcionei ninguém. Absorvi experiência ao longo dos últimos anos, sofri gols incríveis, bolas defensáveis eu deixei passar, mas qual o goleiro que não passou por isso?”

“Se você conhecer um goleiro que não sofreu um frango, não deve confiar nele, pois irá tomar um dia e pode ser que seja num jogo decisivo.”

“De 75 para cá muita coisa aconteceu. Joguei, fui barrado, errei, acertei, defendi penalidades, fiz defesas milagrosas. Acho que formei uma estrutura de goleiro. Um goleiro se forma assim com falhas e virtudes. Estou aqui porque sou o melhor goleiro do Brasil. Quero jogar e vou jogar e se depender de mim o Brasil já é campeão.”

“Quando encosto a cabeça no travesseiro, aqui no Parador Carmona, lembro-me do instante em que quase parei de jogar futebol. As coisas foram se acumulando: eu treinando de ponteiro-esquerdo em seleções, sem a menor chance de jogar. Muito menos no São Paulo, a saturação se aproximando naturalmente.”

Mas Waldir resolveu reagir, resistir a tudo:

“Devo muito à imprensa. Ela alertou-me com suas críticas ressaltando a minha pouca disposição, talvez aceitando uma situação ruim para um profissional. Então dei um basta…”

“Disse, agora vai ser comigo… entreguei-me por inteiro aos treinamentos, busquei o maior aprimoramento possível e os resultados começaram a aparecer nos jogos. Defesas importantes, aplausos dos companheiros, elogio dos treinadores, a imprensa mostrando os meus bons momentos e o entusiasmo foi aumentado. Não sou nenhuma criança, mas fiquei feliz com a luz que começava a reaparecer diante de mim.”

“Senti que a Seleção não era algo impossível e que os critérios de Telê Santana eram justos. Fui chamado, treinei, ganhei a posição. Hoje, horas antes de uma Copa do Mundo, admito que a minha responsabilidade é muito grande. Sou goleiro da seleção que os computadores, os brasileiros, e os espanhóis mostram como favorita.”

“Claro que não posso falhar nessa Copa, aliás, quem pode falhar um dia?”

“Hoje, o futebol brasileiro está se aproximando de um instante maior. Será o início de mais um Mundial. Isso para o povo brasileiro é decisivo. Não creio que seja motivo de vida ou morte, mas sei que pode abater um homem que torce pelo seu time, pelo selecionado brasileiro.”

“Foram muitos meses de treinamentos, sacrifícios necessários para que um atleta fique com seus reflexos em ordem, que as possibilidades de falhas sejam mínimas.”

“Quando o Careca se machucou fiquei muito triste… Sei o que significa para um jogador ser cortado ou estar de fora de todos os planos de um treinador. Ele sente-se pequeno inútil, com vontade de abandonar tudo. Mas isso passa… Dias depois, com a cabeça mais fria o jogador começa a entender que para se chegar a um dia feliz, para se tocar numa taça, não há outro caminho a não ser aquele que apresenta inúmeros e surpreendentes obstáculos.”

“Contra a União Soviética a Seleção do brasil sabe que vai encontrar um futebol forte, com rápido contra-ataque e que uma falha poderá ser fatal. Depende só do nosso time…”

Waldir Peres demonstra muita frieza, e seguro, sorri quando os outros estão tensos. Oscar fala a este respeito:

“Há momentos em que não consigo entender como o Waldir pode ser tão frio… Isso é ótimo. Em momentos de pressão ou perigosos há de ter alguém que não se altere suas reações e Waldir é assim. Acho que o seu temperamento é o ideal para um goleiro, principalmente da seleção.”

“Estamos acostumados a jogar juntos e nos entendemos até por alguns olhares. Sei quando ele vai sair ou quando espera que um zagueiro corte a trajetória da bola. O Leandro, o Luisinho e o Júnior gostam de jogar com o Waldir  e todos os outros também.”

Waldir Peres, segundo o técnico de goleiro Waldir Joaquim de Morais é um dos goleiros que mais treinam no Brasil:

“Existem muitos dedicados, mas o Waldir treina até chegar próximo da exaustão. Ele faz questão de consumir todas as suas energias nos treinamentos e por isso nos jogos ele demonstra que está seguro e tranqüilo.”

Federação Paulista quer perder a chance de conhecer um novo torcedor

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Recentemente, a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo determinou a torcida única nos estádios paulistas em todos os clássicos até o final do ano. Entretanto, agora, tenta derrubar a decisão. Com isso, perderá a chance de conhecer um novo público nos estádios. Wanderley Nogueira comenta. Assista.

Torcida única não resolve, mas ajuda muito

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Após os lamentáveis incidentes que ocorreram na cidade de São Paulo antes do clássico entre Palmeiras e Corinthians, pelo Campeonato Paulista, a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo anunciou que os clássicos paulistas, até o final do ano, serão realizados com torcida única o que permitirá a crianças, idosos e famílias desfrutar in loco dos grandes jogos. Para Wanderley Nogueira, a decisão pode não ser a solução, mas ajuda no combate à violência. Assista.

Será que jogador é capaz de apunhalar treinador?

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Entra ano, sai ano, o time vai mal e quem paga é o treinador. Mas, exatamente por isso, é uma constante a “fritura” de treinadores. Será que os jogadores são capazes de apunhalar o “professor” pelas costas e assim causar sua demissão? Wanderley Nogueira comenta. Assista.