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Luans e Pedros

Leia o post original por Rica Perrone

Eu cheguei à Arena por volta de 15h30.  Vi quase todo mundo chegar, acompanhei o ritual pré jogo entre um bar e outro, rodeado de amigos gremistas super gentis e dispostos a me apresentar ao mundo deles. Não havia nenhum oba-oba, pelo contrário, havia apreensão. Ninguém perde Luan e Pedro Rocha e acha que está …

Luans e Pedros

Leia o post original por Rica Perrone

Eu cheguei à Arena por volta de 15h30.  Vi quase todo mundo chegar, acompanhei o ritual pré jogo entre um bar e outro, rodeado de amigos gremistas super gentis e dispostos a me apresentar ao mundo deles. Não havia nenhum oba-oba, pelo contrário, havia apreensão. Ninguém perde Luan e Pedro Rocha e acha que está …

Diferentes. Muito diferentes.

Leia o post original por Rica Perrone

Se um time comandado por alguém de terno, jovem, estudioso e de bom trato com a mídia tocasse a bola como o Grêmio toca e construísse as jogadas que ele constrói, falariam maravilhas do sujeito. Sendo o Renato, “só o Renato”, ídolo dos dois em campo ontem,  pouca gente fala. O Grêmio não tem um …

Como Crefisa, Cuca e vestiário viraram argumentos para queda de Baptista

Leia o post original por Perrone

Além de querer aproveitar a chance de realizar uma mini-temporada com um novo treinador, como mostrou o UOL Esporte, a diretoria do Palmeiras foi pressionada por conselheiros a demitir Eduardo Baptista com argumentos que envolviam o clima no vestiário, a defesa do time, a Crefisa e Cuca.

Os críticos de Baptista bateram na tecla de que o treinador perdeu o controle do vestiário. Na visão deles, não era respeitado por parte dos jogadores como deveria e não conseguia manter a ordem. Por conta disso, alguns atletas não corriam por ele, na opinião desses conselheiros, de diferentes correntes.

A pressão contra Baptista também inclui contas sobre o número de gol tomados: dez nos últimos cinco jogos. O cálculo foi usado para dizer à direção que Baptista não conseguiu arrumar o setor defensivo.

José Roberto Lamacchia, dono da Crefisa e da FAM, também teve seu nome citado na avalanche de argumentos contra a permanência de Baptista. Conselheiros afirmaram aos dirigentes que temiam a irritação do patrocinador. Ele investiu pesado na formação do time, que não rendia o esperado. O descontentamento poderia gerar atrito com o empresário. Lamacchia tem boa relação e linha direta com o presidente do clube, Maurício Galiotte.

Um exemplo dado foi o baixo rendimento de Borja comparado ao desempenho satisfatório de Barrios, que tem parte de seus salários pagos pela Crefisa, no Grêmio. A crítica é de que a bola chega pouco aos pés do colombiano e que o treinador não conseguiu resolver o problema.

Para completar a tese favorável à saída de Baptista, conselheiros espalharam no clube que Cuca estaria disposto a retornar ao alviverde. Até o fato de ele manter amizade com os atletas que comandou no ano passado foi usado como sinal de interesse em voltar.

Membros do conselho não têm poder para definir troca de técnico. Mas manter bom relacionamento com a maioria deles é importante para o presidente ter paz ao administrar o clube.

E o Palmeiras bota o bloco na rua…

Leia o post original por Antero Greco

Epa, calma lá. Antes que alguém venha com o papo de que “Estadual não é parâmetro, não mede a força real dos grandes, etc e tal”, adianto que analiso proezas e escorregões no Paulistão com serenidade.

Isto posto, fica a constatação óbvia: ganhar sempre é bom. Se for por goleada, melhor ainda. Por esse prisma, o Palmeiras volta de Araraquara feliz da vida pelos 4 a 0 sobre o Linense, no melhor aproveitamento na temporada até o momento. E, não custa lembrar, temporada ainda bem no início. Muita água vai rolar…

Os quatro gols foram importantes, animam para o clássico de quarta-feira com o Corinthians, em Itaquera. Aliviam a pressão sobre jogadores e sobretudo sobre o técnico Eduardo Baptista. A preparação nestes dias será mais descontraída.

Chamam mais a atenção outros aspectos positivos, que vão além das bolas nas redes mandadas por Willian e Raphael Veiga (no primeiro tempo) e Michel Bastos e Barrios (no segundo). O primeiro deles: o meio-campo com Michel Bastos ficou mais ágil e mais criativo do que com Roger Guedes. O moço não esteve bem nas apresentações anteriores. A tarefa de Felipe Mello na marcação foi facilitada.

Por tabela, cresceu o futebol de Dudu, mais livre para ir à frente. Por extensão, também apareceu mais o trabalho de Willian. Não foi por acaso que Michel e Willian fizeram gols. A presença de Mina tornou a defesa mais sólida. Não que Edu Dracena estivesse falhando. Mas o colombiano, mais jovem e mais seguro, funciona ainda como opção em bolas paradas na área adversária.

Barrios finalmente teve chance, guardou o dele e mostrou que pode ser alternativa e não apenas esquentar banco. A lamentar a contusão de Moisés, um dos pilares na campanha do Brasileiro. O moço talvez fique bom tempo fora após dividida com Zé Antônio que considerou lance de jogo. Em compensação, Keno em campo também funcionou como alternativa para marcação e criação.

Enfim, foi a primeira vez em que o palmeirense pôde ver o time mais coordenado, finalizador, objetivo. Para mim, está dentro do prazo de tolerância para crescimento. O melhor teste virá no dérbi. De qualquer forma, foi um bom baile pré-carnavalesco esse do bloco alviverde em Araraquara.

 

Centralizador, Cuca ofusca Mattos no Palmeiras

Leia o post original por Perrone

Cuca conversa com Dudu durante treino do Palmeiras (Crédito: Cesar Greco/Fotoarena)

Cuca conversa com Dudu durante treino do Palmeiras (Crédito: Cesar Greco/Fotoarena)

Cuca arranca elogios de cartolas palmeirenses não só pelo trabalho que desenvolveu até aqui em campo. Também é parabenizado por sua atuação fora dos gramados.

O treinador é centralizador, o que muitas vezes gera críticas de dirigentes nos clubes, mas não no caso palmeirense. O comandante ouve praticamente todos os funcionários com ação direta no trabalho da equipe, tenta resolver problemas, e dificilmente acontece algo que ele não fique sabendo.

Esse estilo acabou ofuscando o executivo Alexandre Mattos, que ganhou amplos poderes do presidente Paulo Nobre e com quem o treinador mantém bom relacionamento.

Mattos é constantemente criticado por conselheiros, principalmente pela quantidade de reforços que trouxe sem êxito. E escolher bem jogador passou a ser um dos pontos valorizados em Cuca.

Roger Guedes, um dos destaques do time no Brasileiro, foi pedido pelo técnico. O atleta já chamou a atenção de representantes do Barcelona. Recentemente, Cuca disse para a Rádio Transamérica que quem o alertou para o bom desempenho do jogador ainda no Criciúma foi Cuquinha, seu irmão e assistente.

O treinador também passou a ser visto como estrategista fora do campo por sua atuação em relação a Lucas Barrios. Ele criticou o paraguaio em entrevista afirmando que o atacante disse estar infeliz no clube e interessado em se transferir, além de ter demorado para se recuperar de contusão. O atleta, no entanto, rebateu o técnico em rede social e no programa Seleção Sportv. O técnico telefonou para emissora e se posicionou imediatamente diante das declarações do jogador. Depois, em reunião que contou com a presença de Nobre, eles se acertaram.

Para parte dos conselheiros do Palmeiras, Cuca criticou Barrios para definir se ele continuaria no clube e motivar o atleta. A análise é de que atingiu o objetivo.

Além de sua atuação fora de campo, o treinador é reconhecido no Palmeiras como um técnico que conseguiu dar padrão de jogo ao time e preparou eficientes jogadas ensaiadas. Seu antecessor, Marcelo Oliveira, era cornetado por não definir um estilo de jogo para o alviverde.

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Comece logo, Cuca!

Leia o post original por Antero Greco

Antes de a bola rolar em Osasco, na noite deste domingo, Cuca afirmou que ainda não treinou o Palmeiras. Na prática, o técnico recém-chegado acompanhou uns dois bate-bolas. Mas é bom que comece logo o trabalho, porque a coisa voltou a ficar feia para os lados verdes. E isso ficou claro na derrota por 2 a 1 para o Audax.

O Palmeiras jogou mal, como nos piores momentos de pesadelo. Um horror. Cuca até fez alterações, em relação ao time que perdeu para o Nacional, na quinta-feira, pela Libertadores. Saíram Lucas e Egídio, assim como Allione não foi a campo (no caso, por contusão). Não adiantaram as mexidas.

O Audax mandou na partida no primeiro tempo, abriu a vantagem de 2 a 0, com gols de Velicka (pênalti) e Camacho, e na etapa final tratou de segurar o resultado. Jogou de maneira correta e consciente – a rigor teve até mais chances do que o próprio Palmeiras. Confirmou a condição de uma das surpresas do Paulista.

Cuca apelou para novas substituições, no intervalo, como a entrada de Barrios e Rafael Marques, nas vagas de Alecsandro e Gabriel. Depois, tirou também Gabriel Jesus e pôs Erick em campo. O Palmeiras reagiu na base da vontade e da correria e não como consequência de melhora tática ou técnica. Diminuiu com Barrios e teve a chance de empate nos pés de Dudu, que mandou a bola para a lua na cara do gol.

O Palmeiras mostrou-se travado mais uma vez. Sinal de que a cabeça não está legal, assim como os pés. Cuca tem de trabalhar rápido, pois tem mais quatro jogos antes da decisão com o Rosário, na Argentina, pela Libertadores. E, pelo visto, terá muito o que fazer. O time parece desmilinguido.

 

Palmeiras volta sem taça e com lições

Leia o post original por Antero Greco

Fernando Prass fez a parte dele, de novo: pegou dois pênaltis e converteu um. Mas três companheiros erraram. Por isso, o Palmeiras volta do Uruguai sem a taça que disputou, neste sábado, com o Nacional. Depois de empate por 0 a 0 no tempo normal, a derrota por 4 a 3.

O troféu não está na bagagem da delegação – e, mesmo sendo torneio amistoso, sempre é gostoso ficar em primeiro lugar. No entanto, Marcelo Oliveira e rapazes voltam com lições da incursão rápida pelos campos do vizinho do sul da América.

A principal delas: concentração e pontaria, sobretudo nas cobranças de penalidades, poderão fazer a diferença na Libertadores. O aproveitamento quase impecável nesse quesito, diante do Santos, menos de dois meses atrás na final da Copa do Brasil, desta vez foi relaxado.

E definições por pênaltis são muito comuns no campeonato continental. A turma deve caprichar mais, a partir de agora, nos treinamentos. Por sorte, perdeu quando poderia.

O técnico também pôde observar a equipe em ação contra um rival certo na Libertadores: o Nacional está no mesmo Grupo 2 e topará com os palmeirenses na terceira e na quarta rodadas. Não é exuberante, tecnicamente, mas sabe distribuir-se em campo.

O Palmeiras teve dificuldade na armação e na conclusão de jogadas. Ok, necessária a ressalva de que se trata de pré-temporada e apenas o segundo jogo do ano. Muito há o que evoluir. Bom sinal: a defesa esteve menos exposta. Interrogação: a criação no meio. Vermelho: o ataque, que deve melhorar quando Lucas Barrios estiver em condições de jogo.

Palestras fazem pelada

Leia o post original por Antero Greco

Palmeiras 1 x Cruzeiro 1, ou o encontro dos antigos Palestra Itália, foi um horror. O clássico que ambos fizeram, na noite deste sábado, no Allianz Parque, maltratou torcedores de ambos os lados. E o placar emperrou a vida de todo mundo. Os palmeirenses faz tempo estão fora da briga pelo G-4; os cruzeirenses, agora, vêm baixar quase a zero a possibilidade de sucesso.

O Palmeiras optou por time reserva, com exceção de Prass, Arouca e, vá lá, Egídio. A alegação de Marcelo Oliveira era a de que os titulares precisam descansar para o primeiro duelo com o Santos pela final da Copa do Brasil. Já Mano Menezes escalou o que tem de melhor.

A diferença de qualidade entre as duas equipes ficou clara, desde o início, e na prática virou vantagem do Cruzeiro, com o gol Marcos Vinicius aos 20 minutos. Para variar, em falha do sistema defensivo palmeirense. Sejam reservas, sejam titulares, incrível como o time toma gols.

O Palmeiras era um catadão só, sem esquema, sem entrosamento, sem criatividade. Nem vale a desculpe de que eram os reservas em ação. Pois, se são reservas deveriam, no mínimo, ter o conjunto que vem dos treinamentos que fazem contra os titulares. A coisa só melhorou para o lado verde, no segundo tempo, com o gol de Barrios, que entrou no lugar de Cristaldo.

Fora isso, quem não viu o jogo não perdeu nada. Ao contrário, livrou-se de ver uma pelada daquelas de doer. O Cruzeiro, agora, faz figuração e o Palmeiras… bem, se o Palmeiras mostrar esse futebolzinho contra o Santos vai levar duas lambadas.

Palmeiras reacelera e emperra o Grêmio

Leia o post original por Antero Greco

O Palmeiras continua a ser surpreendente no Brasileiro. Numa fase, derrapa (como no início da competição), depois acelera (com a chegada de Marcelo Oliveira). Em seguida, volta a travar (na virada de turno), para novamente apertar o ritmo, com vitórias nas últimas três rodadas.

A mais recente alegria palestrina veio no começo da noite deste sábado, com os 3 a 2 sobre o Grêmio, no Pacaembu. O melhor ataque da Série A (agora são 48 gols contra 43 de Santos e Corinthians) prevaleceu, ajudou o time a reocupar lugar no G-4 (44 pontos) e, de quebra, emperrou os gaúchos na tentativa de encurtar distância para o líder Corinthians (54 a 48).

O Palmeiras que usou o estádio municipal porque a casa está cedida para show de Rod Stewart teve momentos empolgantes, daqueles de quem pensa alto e longe. O Grêmio, com arrancada notável desde a contratação de Roger Machado, marcou passo e dependeu muito de Luan (autor dos gols). A inconstância no returno pode tirar o tricolor da briga pelo título.

Marcelo Oliveira optou por formação agressiva, com Rafael Marques, Barrios (enfim titular) e Gabriel Jesus. Também começou com Zé Roberto na lateral-esquerda. Com isso, não demorou para sair o primeiro gol, com Vítor Hugo aos 6 minutos. Daí, repetiu erro de outras ocasiões, ao recuar, relaxar e… ceder o empate aos 20. Soube compensar ao acordar e marcar com B

arrios aos 32.

A postura ofensiva permaneceu no começo do segundo tempo e valeu o gol que garantiu a vantagem definitiva, com Rafael Marques aos 14 minutos. O pênalti que Luan cobrou aos 40 minutos serviu só para dar mais animação no tempo restante.

O Palmeiras voltou a passar ao torcedor a esperança de no mínimo ficar entre os quatro melhores. Ou até subir mais, a depender do que fizeram daqui em diante Grêmio e Atlético-MG. No mínimo, deu embalada para o duelo com o Inter, na semana que vem, pelas quartas de final da Copa do Brasil. O Grêmio deixou o público dele com a pulga atrás da orelha.