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Diário de viagem – Grêmio 1×0 Lanus

Leia o post original por Rica Perrone

Fui!

Era 1 da manhã de terça-feira quando eu tomava a saideira no pagode do Arlindinho Cruz na Barra da Tijuca.  Meu despertador tocaria as 4h30 para fazer uma mochila e correr pro aeroporto onde embarcaria as 6 para Porto Alegre.

Duas horas mal dormidas, uma chuvinha fraca, chata, catimbeira, que é pra ja ir se acostumando. E cá estou, no voo da GOL com destino ao fim do planeta.

Tem uns 3 gremistas no meu avião. Os mais nervosos de todo vôo, óbvio.  Ao meu lado um senhor baba enquanto ouve uma música ruim que salta do fone. Na frente uma criança chora, reclama e pergunta de detetives de um prédio azul. Atrás uma senhora lê.  Eu escrevo porque não consigo dormir em avião.

Um gremista falou comigo no aeroporto.  Sujeito estranho. Horas da final da Libertadores ele se aproxima, rindo, como se fosse haver mundo amanhã, e pergunta: “E ai Rica? Vai no Gruta hoje?”.

Porra… quer mandar recado pra mãe? Quem pensa em puteiro em dia de final?

Tô morto. Pareço um zumbi. Mas feliz. As vezes o dia a dia nos faz esquecer que escrever a história a nossa maneira é um privilégio. E é isso que tô indo fazer.

A boa notícia, torcedor gremista, é que aqui em cima, após subir muito além das nuvens, o céu está azul.  É um sinal.  “Eu não consigo mais falar, amor!”

Até já!

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Hotel fofo

Cheguei as 9 no hotel. Tenho compromisso as 13h, logo, preciso dormir. Meu check in é as 14h.  Fudeu pra sempre.

Mas a moça do hotel é uma fofa. Cheguei lá,  cavalinho do Grêmio na entrada, ela de camisa do Grêmio. Eu disse: “Moça, eu vim pro jogo. To muito cansado. Nao dormi. Me deixa entrar antes pra dormir um pouco…”.

  • Bah! Vieste ver o Gremio?  Perai que já te arrumo um quarto!

#MelhorPessoa

Dica de hotel: Hotel Praça da Matriz

Brigado, moça!

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De repente, eles!

Fui a um hotel entregar um documento de trabalho. Lá chegando tinha um grupo de argentinos que era com quem eu ia me encontrar.  Mas para minha surpresa, além deles, havia um elenco inteiro junto.

Sim, eu estava no hotel do Lanus e eles acabavam de almoçar. Estavam todos pelo saguão. E fiquei observando por alguns minutos o time deles.

É “pequeno”.  Time de bairro mesmo, o que aumenta seus méritos, mas que me dá alguma sensação de que o Grêmio precisa se valer disso. Precisa impor a eles a noite quem é quem desde o primeiro lance.  Eles não são um grupo de grandes jogadores esperando mais uma decisão.

É um sonho pra eles. Diferente do Gremio.  Consegui me explicar?

Foda-se, to com pressa. Partiu Arena!

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Resenha

Encontrei o pessoal do Sportv.  O amigo Caio, o colega Sérgio Xavier e os capitães Adilson e William.  Caioba é um ser humano que devia ser estudado.

Sua ofensa mais pesada quando irritado é chamar alguém de “bananão”.  Sério, não é uma piada dele. Ele faz isso de verdade.

E o mais bacana é que em meio a diversos “jornalistas” isenções ali, eu encontrei nos ex jogadores uma coisa mais parecida comigo. Todos eles TORCIAM pro Grêmio sem a menor isenção. Que é o que acredito.

Não vi o Roger, mas vi pelas redes dele que idem. Também torcia, foi no churrasco em volta, se juntou com a galera, enfim.  Viveram um dia de final.

Falta ao nosso jornalismo relembrar o porque amam futebol. Se ainda o amarem.

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É muito mais que esporte

Já entrei, já andei lá fora, já senti o clima das 15h até agora. Os times acabaram de entrar, a bola vai rolar. Eu passei por um cidadão de uns 35 anos, gordo, que chorava muito após os times entrarem em campo.

E a cena é surreal. Mas comum em finais pra quem frequenta.

Seu filho de uns 7 anos o consolava também chorando. Os dois uniformizados da cabeça aos pés, como eu fiz minha infância toda com meu velho, e ali começa a inversão natural da vida. Onde nós cuidamos deles.

Talvez pra alguns seja no estádio. Pra esse menino, certeza. Ele tinha as duas mãos no rosto do pai e dizia algo como “é o grêmio, pai” e choravam.

Eu segurei as lagrimas e sai andando antes que desmontasse ali mesmo.  E eu ainda tenho que discutir sobre se é melhor noticiar o Drone ou ajudar o Gremio a viver essa noite…  #jornalismo

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Euforia no ponto

Eu morro de medo de finais previamente decididas e tinha medo de ver isso na Arena. Não aconteceu. Do momento que cheguei até a saída o gremista tem plena consciência que o jogo é duro não está nada resolvido.

O time, idem. Em momento algum do jogo foi pra cima igual maluco ou parou de tocar a bola de pé em pé.  É maduro. Pode dar errado, mas mesmo que dê, o Grêmio sabe o que está fazendo.

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Efeito barra brava

Eu nunca vou rejeitar a idéia, mas eu acho que posso discordar do conceito.  Entendo ser culturalmente bem próximo do sul e por isso respeito bem mais a identidade portenha deles do que de cariocas.  Mas nos dois casos, eu não vejo efeito tão bom quanto a lenda diz.

Eu gosto da idéia do apoio. Acho incondicional discutível. Mas acho que o jogo todo manter um som ambiente mais cala a sua torcida do que empurra o time.

O som repetido e lento se torna o fundo musical do jogo. Não mexe com o jogo em determinado momento. É um apoio? É! Mas o que mexe no jogo é quando todo mundo levanta e canta uma musica do nada. Não a frequente musica com a batucadinha das barras.

É uma lenda mundial que “torcidas sul-americanas cantam o jogo todo e isso é do caralho”.  Pode até ser. Mas já perguntou pra um jogador se é mais impactante no jogo um som de apoio incondicional o tempo todo ou explosões que eles sabem não ser a regra do apoio e sim um ato de real empolgado?

Eu já.

Respeito ambas. Mas não tenho esse encanto que o brasileiro tem por “cantar os 90 minutos”.  Eu prefiro torcidas que reajam mais vezes só que não por acordo. Mas por real empolgação e tentativa de interferir na partida.

Enfim.

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A volta

Chego no aeroporto, Tite no meu voo.  Fudeu. Se cair morro com uma nota no rodapé da notícia: “Blogueiro também estava no voo”.

Que falta de dignidade. Tantos seguidores, anos de luta para estar na lista de passageiros? Porra, Tite!

Mas relaxa. Não caiu. Vai ter hexa, e vai ter tri.

Até Buenos Aires!

abs,
RicaPerrone

Brasília em chamas e o Botafogo incendeia o Rio. Com pressa!

Leia o post original por Milton Neves

Foto: Luis Benavides/AP Photo – retirada do UOL

Ah, deixemos hoje de lado a seleção do Palmeiras, o milionário fracassado Flamengo, o Tite “ideal para presidente do Brasil” e o Galo do “Neymarzinho Equatoriano” Cazares.

Falemos do Botafogo que jamais ganhou uma Liberadores.

Mal conseguia dela participar.

Nos anos de Manga, Nilton Santos, Garrincha, Rildo, Didi, Quarentinha, Amarildo e Zagallo, o Fogão da meia cinza sempre parava no timaço do Santos de Pelé.

Isso na final ou na semifinal da Taça Brasil, o torneio que credenciava nosso único representante na competição.

Antigamente só entrava, a partir de 1960, quando foi criada a Libertadores, o campeão de cada país.

Hoje já temos até um… G-7!!!

Entra todo mundo, uma festa.

É que os cartolas engordaram a quantidade de times e espicharam o tempo de disputa, de trimestral para quase anual, só para que os direitos de transmissão pela TV fossem às alturas, como foram.

E se antigamente, nos anos de Telê, “Torcer para o São Paulo é uma grande moleza” (e hoje virou “grande dureza”), atualmente é “cívico” virar botafoguense na Libertadores.

É uma questão de gratidão ao time que nos deu 41.07% da Copa da Suécia-58, 100% da Copa do Chile-62 e 49.17% da Copa do México-70.

Hoje, acabou a minha raiva do Botafogo-1995, time do “zagueiro” Márcio Rezende de Freitas, e quinta-feira foi de chorar vendo a festa da torcida de General Severiano no “Estádio Nilton Santos”.

Que o time do Pimpão siga “todo garboso” botando fogo na Libertadores na mesma época em que Brasília arde.

Sim, a vaca por lá foi para o brejo, mas por enquanto só o sininho e o rabo.

Falta ainda quase tudo, dos chifres ao traseiro.

Para o “primo” Aécio Neves, não.

Acabou!

Foi pífio e até juvenil.

Com seu algoz gravando tudo, como ele, um “macaco velho”, não sacou que “seu amigo” estava só levantando a bola para ele ir falando, falando e falando?

Quase um monóculo, com o “interlocutor” de emboscada atrás do toco esperando a onça beber água.

Faltou ser uma raposa, símbolo de seu time, ele tão burro e ela tão esperta.

Esperta como boiadeiros de Alfenas e Goiânia.

E rápidos no gatilho.

Tão rápidos que no começo de abril quase aluguei um apartamento em Nova York para um jovem executivo brasileiro, via o broker (corretor) Freddy Gouveia, brasileiro lá radicado há anos.

Mas, aflito, ele queria entrar no imóvel com tudo dentro, do jeito que estava e no “outro dia” com mulher, dois filhos menores e a babá “que estavam chegando em Nova York”.

Não deu certo porque não dava para retirar de lá “por telefone” tanta coisa particular da família cambiando de Upper East Side para Tribeca, hoje alugado para Companhia chinesa, investidora de Wall Street, bem perto.

Mundo pequeno, o lépido quase-inquilino era mais um dos famosos e hoje tão falados Batistas.

De segunda geração, filho ou sobrinho.

Que pressa, sô!

Hoje, pelas chamas de Brasília, caiu a ficha.

E que sejamos todos felizes!

OPINE!!!

Bananeira que já deu cacho ainda pode alimentar clubes brasileiros!

Leia o post original por Milton Neves

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Você sabe o motivo de a bananeira ser cortada após a colheita do fruto?

Isso acontece porque, pouco tempo depois de dar cacho, a planta seca e morre.

E, se ela não for retirada, acaba atrapalhando o desenvolvimento das novas mudas.

Por isso, surgiu por aí uma expressão que muito provavelmente você já tenha escutado.

“Ah, fulano é bananeira que já deu cacho…”.

Ou seja, ele não tem mais o que acrescentar em determinado assunto.

E eu gosto muito de empregar esta expressão em assuntos futebolísticos

Por exemplo, costumo dizer que quando um jogador não consegue mais lugar em clubes europeus e decide vir jogar no Brasil, é porque ele é bananeira que
já deu cacho.

No entanto, alguns exemplos recentes acabaram desmentindo esta minha teoria.

Diego, que já não cabia no futebol europeu, foi contratado pelo Flamengo e deitou e rolou no ano passado nos gramados brasileiros.

Robinho, que há tempos perdeu espaço nos times mais ricos do mundo, foi o artilheiro do país em 2016, com 25 gols anotados.

E isso tem acontecido porque, hoje, os nossos times, se comparados com as grandes equipes do mundo, são de Série C ou D.

Então, é natural que as bananeiras que já deram cachos na Europa, ainda consigam “alimentar” os nossos clubes.

Por essas e outras, eu aposto que Felipe Melo dará certo no Palmeiras.

Só precisa parar de brigar com jornalistas…

Também acredito que Drogba, mesmo aos 38 anos, ainda tenha lenha para queimar no Corinthians.

Melhor que Jô e que Kazim ele é!

E acho também que Ronaldinho Gaúcho seria uma boa para o Coritiba.

No caso dele, mais pelo marketing do que pelo futebol, é verdade.

Afinal, além do talento com a bola nos pés, os medalhões consagrados também acabam ajudando na divulgação da marca do clube no mundo todo.

E Anelka também teria se dado bem no Atlético-MG.

Pena que toda aquela confusão melou o negócio…

Bom, e tomara que dê certo mesmo essa história do Drogba no Corinthians.

O Timão forte e competitivo garante sempre ótima audiência e, consequentemente, o emprego de muita gente.

É nóis, vai, Curintchá!

Foto: UOL

Diário de viagem – O Penta

Leia o post original por Rica Perrone

Fui! Depois da trágica experiência de ser meio ignorado por uma agência, recebi um telefonema meia noite de terça-feira dizendo que o Hotel Urbano queria me dar a viagem ao Sul para ver a decisão. Dormi pouco, mal, acordando a cada 2 horas. Eu queria que chegasse logo. Nunca fui a Arena nova, e por …

Nova York, a bola e o Rádio FC

Leia o post original por Milton Neves

Escrevo de Nova York.

Para chegar, se Deus quiser, em cima da hora neste domingão para o “Dia do Rádio”, no Museu do Futebol do Pacaembu, pelo Domingo Esportivo Bandeirantes.

Vim na “pior semana” que poderia escolher.

Foi a força do imponderável em vinda inadiável por meras assinaturas que não permitiam procuração, mas presença física.

Que inferno a semana de segunda a sexta aqui na “Capital do Mundo”!!!

Chuvas, Obama, interdições, FBI na rua ostensivamente, Assembleia da ONU dos líderes mundiais, “milhões” de agentes e rescaldo de duas explosões com 29 vítimas feridas, transformaram Manhattan, Queens e New Jersey em um belo pedaço do caos total.

De Upper East Side até o sul da ilha, em Tribeca, nos dois extremos por onde transitei com a família, só havia dois jeitos de se locomover.

Era a pé ou pelo metrô mais lotado do mundo.

Até Michel Temer, como se viu, teve que caminhar do seu Plaza Athénée até a sede da ONU “para seu firme pronunciamento”, conforme definiu o amigo árabe Guga Chacra, palmeirense, jornalista da Globo News e meu ouvinte em São Paulo desde sua “tenra idade”.

E o metrô foi também a salvação das simpáticas Renata Vasconcellos e Poliana Abritta da Rede Globo, sob pena de não chegarem a tempo para a badalada cerimônia do Prêmio Grammy para a televisão do mundo.

E como tem “televisão” em Nova York!

São câmeras vigilantes aos milhares em todos os cantos como jamais se viu.

Em Times Square, tradicional local de concentração de verdadeiras multidões de nova-iorquinos e turistas de todo o mundo, há um fiscal televisivo “para cada rosto”.

Sim, policiais treinados analisam, como nos aeroportos, a expressão facial da pessoa em seu caminhar.

Quem denunciar tensão, como as “mulas” do tráfico de drogas tentando embarcar, são interceptados e chamados a conversar.

E o banco de dados do FBI “apita” na hora quando as feições da pessoa enquadrada no vídeo batem com alguém suspeito já fichado.

E são milhares deles.

É o jeito possível de se prevenir, porque um “homem-bomba” é sempre uma possibilidade real, e impedi-lo de sua intenção é tão difícil quanto segurar água com a mão.

Afinal, como combater, com 100% de êxito, quem não se importa em morrer?

Mas foi tudo bem e bola para frente.

Bola que furou no Morumbi.

O São Paulo virou o primo pobre do futebol paulista.

Só anda ganhando da Lusa e do Juventus.

O Palmeiras voltou a ser o que era, mas ainda longe do Verdão-Parmalat ou dos tempos da “Academia do Futebol” de Filpo Núñez.

Mas recuperou sua autoestima embalada pelo “sócio torcedor”, por Paulo Nobre e pelo seu belo estádio, o melhor de São Paulo, disparado.

Não sei se será campeão brasileiro porque o Flamengo é outro sério candidato, como o Galo.

Ou até o meu Santos, pela força também do imponderável da bola.

No mais, viva o Rádio FC neste seu 25 de setembro de 2016.

Ah, rádio querido, se não fosse você estaria ainda na sarjeta e não teria visto e vivido tanta coisa boa nestes 49 anos de microfone em Minas, no Paraná e em São Paulo.

Deus te pague, Rádio.

OPINE!!!

Para Neymar pai, Comitê Gestor do Santos agiu contra DIS

Leia o post original por Milton Neves

Ontem fiquei no restaurante “Rancho Português” em São Paulo por nove horas, entre às quatro da tarde e uma da manhã desta sexta-feira.

Foram reuniões em separado, com os advogados Sergei Cobra Arbex e Carlos Fernando Neves Amorim e com a diretoria do UOL.

Entre a segunda e terceira reunião recebi uma ligação de Neymar pai pedindo: “se possível preciso falar com você só por uns 30 minutos sobre um envelope-bomba que recebi envolvendo a vida de meu filho no Santos FC, você vai se surpreender”, garantiu.

Disse que era só subir a serra e ele chegou quase que ao mesmo tempo dos executivos Ricardo Dutra, Rodrigo Flores, André Vinícius e Régis Andaku da alta direção do UOL.

E Neymar pai chegou “empunhando” um envelope contendo entre 80 e 100 páginas, que você vê abaixo:

Vejam que o “remetente fictício”, de um anônimo bem informado do Peixe, é um misto de “Laor e OdÍlio”, ex-presidentes do Santos FC.

Juntamente com insistentes reclamações que ” eu e meu filho somos perseguidos por todos os lados”, Neymar pai foi abrindo o envelope e, emocionado, bradava que os documentos recebidos de um anônimo eram as provas de que “o Santos FC e seu Comitê Gestor é que articularam para levar meu filho para o Real Madrid e dar um chega pra lá na DIS”, falava, comovido.

Neymar pai exibiu para todos o documento do Dr. Gustavo C. Vieira de Oliveira, que foi no caso, apenas um parecerista profissional.

Mesmo pedindo umas 10 vezes para “xerocar” todo o conteúdo do que ele chama de “a vida íntima do Comitê Gestor do Santos articulando para levar meu filho para o Real Madrid (identificado também nos documentos pela sigla RM)”, Neymar pai só concordava, que as páginas que ele manuseava fossem fotografas por celular.

Assim, com permissão formal de Neymar pai e de seu assessor, o empresário André Cury, fotografei o possível pelo meu celular.

Do meio paro o final, os diretores do UOL também participaram da “Mesa Redonda” de quatro horas que era para ter sido de “30 minutos”.

E lá se foi Neymar pai de volta para a Baixada feliz com o “programa” e com o envelope-revelação que, segundo ele, recebeu de alguém participante da vida íntima do Comitê Gestor do Santos “indignado com as injustiças que a família Neymar vem sofrendo”.

Mesmo insistindo várias vezes para falar com seu filho Neymar, o pai ligando seguidamente, não conseguiu e o craque não quis me atender. Disse-me “ele está ressentido com você e outros”, e não quis me atender pelo seu número XXX XXXXX-7777.

Paciência, mas leiam acima o que deu para captar e sempre repito: “contou pra mim, eu conto mesmo”!

OPINE!!!

FIFA picareta: Vital Battaglia, o primeiro a denunciar!

Leia o post original por Milton Neves

vital

Foto: Marcos Júnior Micheletti/Portal TT

Saiu na mídia do mundo: mais 80 milhões de dólares embolsados em cinco anos pela “Trinca Fifista” Blatter, Valcke e Kattner!

Que trio fantástico de ataque ao dinheiro do futebol do mundo, hein?

Fora as outras “milhares” de rapinagens já descobertas até pelo FBI.

E, depois dessa, aumenta ainda mais minha saudade de Vital Battaglia, auto aposentado do jornal, do rádio, da TV e da internet.

Uma pena.

Ele foi o nosso primeiro algoz da FIFA, então “entidade santa”.

Que falta faz Battaglia!

Foi em 1975 que conheci pessoalmente e para valer a Vital Battaglia.

Ele já era estrela da mídia impressa há anos e de vez em quando participava no estúdio do “Jornal de Esportes”, de Cândido Garcia, na Rádio Jovem Pan I AM.

Naquele jornal, que já foi épico, Paulo Machado de Carvalho, humildemente serviu de padrinho de inauguração em 1973 na avenida Miruna, 713, Aeroporto.

Nele, eu era locutor-cuco: só podia dar a hora certa e não me era permitido fazer perguntas ao entrevistado no estúdio ou por telefone, algo então espécie de novidade, coisa rara.

“Você é ainda calça branca (novato), procure aprender que te deixo perguntar. Mas escreva a pergunta antes que verei se é boa ou simplória”, dizia sempre o saudoso Cândido Garcia, o Morcego, meu doce censor.

E Battaglia, quando aparecia, basicamente fazia perguntas “padrão Joaquim Barbosa”: só porrada!

Era o mais combativo jornalista esportivo do então top “Jornal da Tarde”, do Grupo Estado.

Ele foi levado para a Jovem Pan pelas mãos de Osmar Santos, no auge da carreira.

Osmar era um Neymar!

Antes, em 1973, Osmar me colocou também no futebol da emissora no lugar de Fausto Silva, hoje “Faustão”.

Virei o “Plantão Esportivo Permanente”, como reserva de Narciso Vernizzi.

Até então, era apenas repórter rodoviário aos sábados e domingos e setorista de trânsito no Detran e nas ruas de São Paulo, no início das manhãs e finais de tarde.

E aí veio para a equipe Vital Battaglia, contratado.

Logo de cara, sempre austero e azedo, o “Geraldo Bretas moderno, mais novo e erudito”, como eu o chamava, marcou território com seu “jornalismo investigativo”.

Como comentarista, no lugar de Leônidas da Silva, estreou no Parque Antártica, dia 9 de outubro de 1975, quinta-feira, naquele Corinthians 0 x 0 Sport do Recife, ao lado da novidade José Silvério, outro filho de Osmar Santos.

Substituto do curitibano Willy Gonser, que foi para Belo Horizonte, Silvério estreou “voando” e impressionou a Vital Battaglia: “Nunca a bola rolou tão rápido no rádio”, escreveu no Jornal da Tarde.

Mas aí, também em 1975, em rara entrevista ao vivo por telefone, o todo poderoso João Havelange foi confrontado por Battaglia ao final de seu primeiro ano como presidente da FIFA.

“A sua FIFA me lembra o Vaticano, antes duas entidades acima de quaisquer suspeitas, mas agora sustento que nem tudo é tão honesto. E pergunto se a FIFA não vem fazendo negociatas em direitos e patrocínios, e até conchavos políticos que o elegeram no lugar de Sir Stanley Rous, sem parceiro, no ano passado”, perguntou na lata.

Havelange, antes de bater o telefone, encerrando a entrevista, só respondeu que “quem é o maior acionista da Viação Cometa não precisa e não faz negociata financeira ou conchavos”.

Assustado com aquilo, o “calça branca” aqui “brigou” fora do ar com Battaglia: “Você é muito bom, mas foi desrespeitoso com o homem. A FIFA é muito séria, como o Vaticano”, disse a ele.

Battaglia, com aqueles lábios de italiano tipo “boca de cabrito”, resmungou que eu precisava crescer.

Ele tinha razão, e como tinha, e hoje pergunto se Stanley Rous e Havelange não fizeram um acordo para o Brasil não ganhar a Copa de 1966 e “estragar o produto Copa do Mundo”, que seria desvalorizado com nossa seleção tri em 58, em 62, em 66 e fazendo o Mundial “ perder a graça”?

Sei lá, mas a verdade é que um cartola (Havelange) sucedeu o outro (Stanley Rous) na segunda Copa seguinte e o Brasil “jogou mesmo” para perder a Copa de 66, “não é possível”!

É “a única explicação” para a seleção brasileira ter viajado para Liverpool sem o ícone e dispensado Paulo Machado de Carvalho, por ciúmes de Havelange, e sem Carlos Alberto Torres, Djalma Dias, Roberto Dias, Dino Sani, Rivellino, Servílio e Ademir da Guia.

Foram só veteranos superados, jogadores comuns como Fidélis, uns bons como Gérson, Lima e Tostão, ao lado do baleado Pelé e de um magistral Edu, não escalado.

Jogamos para perder, Vital Battaglia?

Mas duro mesmo foi o jornalismo ter perdido você!

Opine!!!

Cliques da semana

Leia o post original por Michelle Giannella

Oi pessoal! A semana voou com o feriado. Tudo bem que eu trabalhei normalmente, mas mesmo assim é uma delícia pegar a cidade com menos trânsito, menos gente nas ruas. Vou começar a registrar os cliques mais legais da semana aqui no blog. Também, atendendo a pedidos, vou comentar algumas coisas sobre o meu dia a dia, além de futebol e esporte. Pra começar, quero muito dar uma dica de seriados que curti e curto muito assistir: Prision Break, How to Get Away With a Murder, House of Cards e, atualmente, Black List. Como fico bastante acordada de madrugada, os seriados são ótima companhia. Domingão a gente tem encontro marcado no Mesa Redonda. Te espero!

Flávio PRado, Michelle GIannella e Chico Lang

Flávio PRado, Michelle GIannella e Chico Lang

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