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Fifa sob nova direção: ou mais do mesmo

Leia o post original por Antero Greco

Meu amigo, a Fifa tem novo presidente. Trata-se do ítalo-suíço Gianni Infantino, eleito nesta sexta-feira em assembleia extraordinária da instituição. Ele assume em meio à crise provocada pela prisão de diversos integrantes da “família Fifa” e, principalmente, para preenchera vaga aberta com a renúncia de Joseph Blatter.

A mudança de comando representa, então, novos tempos para a dona da bola mundial? Só se você considerar que ocorreu transformação da água para o vinho na composição do Colégio Eleitoral. A turma que escolheu o novo mandachuva é praticamente a mesma de sempre.

As baixas, claro, ficam para aqueles que tomam café de canequinha em prisões ou saíram de cena porque sentiram que a maré não ficou para peixe. Exemplo próximo da gente: Marco Polo Del Nero, o titular afastado da CBF. A propósito: o coronel Nunes foi o representante brasileiro na sessão que alçou Infantino à cadeira principal.

Infantino teve o aval da Uefa, União Europeia de Futebol, a mais forte das Confederações que compõem a Fifa. Ela congrega o maior PIB do futebol, os principais times e algumas das seleções com história mais admirável. Ou seja, quem detém grande parte do controle.

O novo todo-poderoso da Fifa era homem de confiança de Michel Platini, até um tempo atrás cotado para o posto de Blatter. O francês saiu do páreo também acusado de corrupção. Mas, mesmo nos bastidores, conseguiu emplacar o candidato que mais convinha à Uefa.

Infantino apresenta-se como um técnico (no sentido amplo e não esportivo) e tem  simpatia, por exemplo, por Copa do Mundo com 40 seleções. Acha que, com isso, o torneio ganhará amplitude. Para tanto, faz comparação com a Eurocopa, que passou de 16 para 24 concorrentes por interferência sua. Também prometeu cargos a torto e a direito.

O cartolão ganhou a corrida contra outro europeu, um africano e dois asiáticos cheios da grana. Os métodos de convencimento de quinteto passaram das tradicionais promessas de atender aos interesses de cada região até a distribuição de presentes e mimos financeiros.

Ou seja: a Fifa muda, muda, para continuar a mesma.

Não foi subvertida a ordem. Antes, ela está mantida. Não haveria grande modificação, mesmo que tivesse vencido qualquer um dos outros quatro. Com uma diferença aqui, outra ali, era tudo variação em torno do mesmo tema.

A Fifa anda desmoralizada, mas os “parentes” voltam aliviados para casa. Os negócios podem ser retomados, em princípio, sem sustos.

Acaba a era Blatter. Infantino é o novo dono do futebol mundial

Leia o post original por Quartarollo

Gianni Infantino foi eleito agora há pouco o novo presidente da Fifa para o quadriênio que vai até 2018, data da próxima Copa do Mundo, na Rússia.

A eleição de Infantino representa a UEFA, de Michel Platini, próximo do ex-presidente Blatter, ambos suspensos por 6 anos por corrupção.

Acaba a era Blatter, que representava João Havelange e tudo de ruim que aconteceu com a Fifa nos últimos anos culminando com a prisão de vários dirigentes por causa da zelosa polícia americana, caso contrário estariam todos soltos, entre eles o brasileiro José Maria Marin que só está preso porque foi surpreendido fora do país porque aqui com mais de 70 anos ninguém vai para a cadeia, por isso o presidente licenciado da CBF, Marco Polo del Nero não sai do Brasil de jeito nenhum.

Ele já tem mais de 70 e está na lista dos investigados do FBI, mas aqui está livre desse aborrecimento. Abaixo de 18 anos e acima de 70, qualquer um ganha imunidade no Brasil.

E nesse meio tempo se tiver bons advogados também jamais verá o sol nascer quadrado, ao contrário, estará desafiando a justiça em praias paradisíacas.

Menos os empreiteiros da Lava Jato, esses pegam cana mesmo. Agora que chegou nos políticos querem mudar as regras, mas acho que não vai dar certo.

Na Fifa, Infantino veio para manter o que está embora falando em mudanças. Vai oferecer mais algumas cabeças, mas o modus operandi não será alterado.

A Fifa é uma casa hermeticamente fechada, que só pensa em lucro e tem o futebol como pano de fundo para os seus negócios.

Se é verdade que com Havelange a Fifa tornou-se uma empresa poderosa e se expandiu como uma ONU esportiva, ao mesmo tempo, se locupletou de todas as formas e deu péssimo exemplos administrativos.

Gianni Infantino é um suiço com sobrenome italiano que lembra os mafiosos dos anos 40, aqueles dos grandes filmes de Hollywood.

Aquela máfia onde a omertá (lei do silêncio, código de honra) valia como lei. “E’ la cosa nostra”.

Va bene, Infantino, Va bene.

Fifa chuta a bunda de Valcke

Leia o post original por Quartarollo

Parece que o novo século está mudando algumas coisas que eram consideradas imutáveis até há bem pouco tempo atrás.

Aqui no Brasil tem empresário de grosso calibre preso, ex-presidentes sendo acusados abertamente, um deles até já prestou depoimento a Polícia Federal, outros nomes de peso também estão sendo investigados e as coisas embora rendam manchetes preocupantes, são mais transparentes.

No futebol, há dirigentes presos nos Estados Unidos, Blatter caiu na Fifa, Platini que virou um cartolão nada honrado depois de abandonar os campos onde simplesmente foi genial, está afastado da Uefa e da Fifa, e muitos dirigentes temem sair do Brasil com medo de prisão também.

Vai parar por aí ou a depuração será total em todos os níveis? Acho que deve-se ir até o fim para oxigenar todos os setores e dar maior credibilidade não só na coisa pública, mas nas relações comerciais e também nos resultados dos jogos.

Agora foi a vez de Jérôme Valcke cair. A Fifa o demitiu, demorou, mas demitiu. O motivo ele participou de um processo de vendas ilegais de ingressos na Copa-2014 que lhe rendeu mais de dois milhões de euros que eu não sei se serão devolvidos para alguém ou para alguma instituição.

A verdade é que esse tipo de gente não age sozinha. Valke deve ter tido ajuda de alguém de dentro da Fifa e aqui de dentro do Brasil para realizar sua operação. Esse tipo de ação não é de apenas um agente, há outros envolvidos, podem ter certeza.

A grande ironia de tudo isso foi que um dia, em 2012, ao lado do seu amigo figadal, Ricardo Teixeira, Valcke, disse que o Brasil precisava de um chute na bunda para as coisas andarem mais rápido para a Copa-2014.

Foi criticado, hostilizado, pediu desculpas de forma meio obscura, mas nunca disse que não disse. Até porque disse e talvez tenha sido a única coisa certa na sua passagem pelo Brasil.

O que os brasileiros estavam ensebando nas obras para a Copa era uma grandeza. Mas tinha uma explicação que qualquer bandido internacional saberia só de ouvir e Valcke não percebeu ou fingiu que não percebeu.

Estavam esperando o tempo passar para acabar com essa coisa chamada licitação.

Quando a Copa foi se aproximando tudo foi feito a toque de caixa sem precisar se preocupar com prestação de contas e a conta estourou em mais de 30 bilhões, mais ou menos, o que governo diz hoje que falta para fechar a sua conta anual. Nossa que coincidência, não?

Mas hoje, o “ingênuo” Valcke também levou o seu chute na bunda.

Vai embora da Fifa da pior maneira possível, mas só vai preso mesmo se depender dos americanos, porque na Suiça ele não será detido por enquanto.

Antes dele tem Blatter, Platini e outros nomes do primeiro escalão da Fifa.

Jennings, repórter que abala o futebol

Leia o post original por Antero Greco

O figurino de camponês destoa dos engravatados da Fifa.

Mas foi ele, com seu jeito despojado, quem conseguiu infiltrar a desconfiança e a investigação no mundo dos negociantes do futebol. Andrew Jennings é um vencedor. Um jornalista de verdade: encarou Blatter, Havelange, Ricardo Teixeira e toda a cúpula do futebol internacional.

Seu novo documentário é um primor. As denúncias não acabam.

Enquanto por aqui estamos mais preocupados com as namoradas do presidente licenciado da CBF, Andrew Jennings vai fundo. Segue pistas, não se amedronta. Quem garante a sua independência, sua vida, a sua integridade física?

Talvez nem ele esteja preocupado com isso, porque pelo jeito que vive não se preocupa também com o tal do dinheiro, que compra, corrompe e espalha o temor.

Se fosse brasileiro, Jennings estaria trabalhando? Onde? Estaria vivo?

A propósito de cartolagem: onde está Marco Polo del Nero, ex-presidente da Federação Paulista de Futebol e presidente licenciado da CBF? O que tem feito? Tem dado expediente na entidade da qual se afastou?

Vamos ter de esperar visita do Jennings  para saber as respostas?

(Colaborou Roberto Salim.)

Fifa dá um pé na bunda do secretário que chutou os fundilhos do Brasil

Leia o post original por Quartarollo

teixeira

Quem diria, hem? Jérome Valcke, o poderoso secretário geral da Fifa foi demitido por causa de envolvimento com venda de ingressos na Copa-2014 disputada no ano passado no Brasil.

Ele era amigo figadal de Ricardo Teixeira e andava de carinhos com o então presidente da CBF antes que ele fosse apeado do cargo.

Sobraram até beijinhos em um encontro no Rio de Janeiro como mostra a foto em destaque no Blog.

Valcke chegou a sugerir em dado momento um chute na bunda dos brasileiros pelo atraso nas obras da Copa do Mundo, muitas delas, exceção das Arenas, que não foram realizadas até hoje.

Isso é mais triste ainda. Ele tinha razão, nós merecíamos mesmo um chute nos fundilhos.

Quem manda também ter no Comitê Organizador local o atual presidiário da Suiça José Maria Marin e antes dele o investigado pela Receita Federal Ricardo Teixeira? Queriam o quê? Que tudo funcionasse a mil maravilhas.

Dentro de campo funcionou, mas fora os problemas estão sendo discutido até hoje.

As chamadas obras de mobilidade urbana que seriam o legado da Copa ficaram no esquecimento e o PAC da Dilma empacou há muito tempo. Não pode ajudar mais ninguém.

Hoje a Fifa fez com Valcke o que ele sugeriu para os brasileiros. Deu-lhe um chute na bunda e o mandou para a rua.

Afinal, a rigorosa Fifa dirigida pelo não menos rigoroso Blatter não quer alguém sob suspeita na sua diretoria.

Valcke vai responder as acusações fora da entidade.

A pergunta é: Por que tantos dirigentes estão presos e Blatter está solto? Por que ele não está sendo investigado a fundo?

Estaria entregando cabeças como aprendeu com o brasileiro João Havelange?

Blatter é o único presidente do mundo que renunciou, mas continua no poder.

Nem o Papa Bento XVI conseguiu tal façanha.

Será que ele está ajudando a desvendar alguns caminhos escuros no porão da Fifa por isso é que permanece intocável?

Bom, seria melhor perguntar para o agora defenestrado Valcke. Ele com certeza sabe das coisas.

Eis aí um grande nome para deleção premiada. Quem aceita “míseros” trocados da venda de ingressos, faz qualquer negócio.

Ele pode ser o caminho das pedras. Alô investigadores do FBI, Walcke é o caminho. Esse é o homem.

Não entenderam : “Walcke is the way. This is the man”

 

O dia que nunca devia ter existido

Leia o post original por Quartarollo

Talvez se tivéssemos sido eliminados pelo Chile não estaríamos chorando tanto.

Talvez se Dante não tivesse jogado não haveria tantos jogadores do Bayern na área brasileira jogando contra nós.

Talvez se Thiago Silva não tivesse chorado antes e não tivesse provocado um cartão amarelo bobo no jogo anterior, Dante não teria jogado.

Não, não foi o inferno de Dante. Foi o inferno de todos nós.

Foi também de Fernandinho, hoje titular de Dunga, e que “só” falhou em quatro gols.

A data ficará marcada para sempre. A data da mais vergonhosa eliminação da Seleção Brasileira Copa do Mundo.

Foi há um ano, mas dói como se fosse agora há pouquinho.

Talvez se fosse em outro país doeria menos e talvez não tivesse acontecido. Mas foi aqui, na nossa casa.

Talvez, muitos talvezes, mas nada que console o inconsolável placar de 7 x 1.

Pela primeira vez na história um adversário teve dó de nós no sentido lato da palavra.

Os alemães resolveram parar de fazer gols e nos deixaram fazer um. Era para ser 10 ou mais.

Foi o dia da quase morte do futebol brasileiro. Só não morreu porque a Seleção não mora mais aqui.

Aqueles jogadores não nos pertencem. São europeus travestidos de brasileiros.

Não sentem a nossa dor e não choram as nossas lágrimas.

E quando choram são iguais a Thiago Silva. É por medo, não por amor.

Muitos que foram goleados estão por aí e não se explicaram até hoje.

Nem técnico e nem jogadores. A única explicação foi dada por uma carta fantasma da Dona Lúcia que não se sabe mãe de quem é. Talvez conheçamos seus filhos, não é verdade?

Depois disso pouca coisa mudou. O país piorou economicamente apesar das promessas eleitorais e o maior legado da Copa foi a vergonha.

As obras de mobilidade nem sempre foram executadas, ou concluídas, e as empreiteiras estão no pelourinho com seus poderosos comandantes presos fazendo delação premiada para entregar tudo e todos.

Eles entregam mais que a zaga brasileira. Mas nesse caso as vítimas somos nós que pagamos a conta da corrupção. Nesse particular ganhamos de 100 a 0.

As Arenas que se vaticinava que virariam elefantes brancos cumpriram a sua missão.

O Estádio Mané Garrincha, em Brasília, o mais caro da Copa e um dos mais caros do Mundo serve para quase tudo, até para se jogar futebol. É um nobre elefante branco fincado na capital federal.

Sem falar nas arenas de Manaus, Cuiabá e até mesmo de Pernambuco que já tinha três estádios e construíram mais um em troca de muita grana.

A única coisa certa foi a vaia para Dilma e Blatter.

Isso prova que o povo já sabia antes o que ia acontecer com os dois “chefes de estado”.

Pena que as vaias chegaram tarde demais às urnas. Tomamos outra goleada.

Pena que não foram levadas em consideração antes das novas eleições da Fifa.

É melhor tirarmos do calendário o dia 8 de julho de 2014.

Esse dia jamais deveria ter existido.

Agora é tarde, não adianta chorar.

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Será que teremos moralidade , honestidade e transparência no futebol? Eu não acredito.

Leia o post original por Nilson Cesar

Blatter já não é mais o presidente da Fifa. Pela primeira vez na história da entidade ocorre uma renúncia do seu presidente. Acho sinceramente que isso não basta. Se comprovado que o cara é “pilantra” , ele e todos os seus discípulos precisam ir em “cana”. Vou aguardar os próximos acontecimentos para ver se isso não foi um acordo para se livrar de cadeia. O futebol no mundo é sujo e tem muita coisa escondida. Muitas transações financeiras ninguém explica e muita gente fica milionária desviando e lavando dinheiro no futebol. Isso todos nós já sabíamos e me parece que a “mamata” de muitos caras “abnegados” está acabando. Prefiro esperar mais um pouco para ver se os eventuais culpados serão punidos de verdade. Acho muito difícil que acabe toda “sujeira ” no futebol. Isso já é algo instituído. Ao menos alguns passos iniciais foram dados e vamos aguardar os próximos capítulos.

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Brasil faz história: foi último a tratar Blatter como chefe de Estado

Leia o post original por Perrone

“Você acha que estou contente protegendo pessoas que eu queria prender?” A pergunta que ouvi de um policial federal encarregado de escoltar dirigentes da Fifa durante a Copa do Mundo do ano passado ilustra o constrangimento que sobra neste momento para o governo brasileiro.

A renúncia de Joseph Blatter, combinada com a prisão de uma leva de cartolas, entre eles José Maria Marin, deve ser o ponto final na carreira de uma geração de dirigentes sufocados por denúncias de corrupção e alcançados pelas garras do FBI.

As investigações nos Estados Unidos levaram três anos. Ou seja, já aconteciam antes da “Copa das Copas”. Mesmo assim, boa parte dos envolvidos teve tratamento de chefe de Estado durante a Copa das Confederações e o Mundial do Brasil. Batedores e carros com policiais federais escoltavam Blatter, Jérôme Valcke e José Maria Marin, entre outros envolvidos no escândalo de corrupção na Fifa.

A proteção, bancada com dinheiro público, era garantida por lei. Foi só uma das exigências que fizeram o Brasil ficar de joelhos até levar um chute no traseiro dado por Valcke, agora chutado para o centro das investigações.

O vexame de estender o tapete vermelho e deixar essa turma conviver até com a presidente do país não é o único. Ficou chato também para as autoridades nacionais que não deram conta nem dos brasileiros envolvidos na história toda.

Coube ao FBI investigar propinas que teriam sido pagas pela Traffic pelos direitos de transmissão da Copa do Brasil. Assim, no meio de uma investigação que envolve Copas do Mundo, apareceu uma competição nacional, e ela tinha que ser daqui.

No novo capítulo do que parece um seriado sobre mafiosos, Blatter renunciou com pinta de confissão de culpa. Pelo jeito, nunca mais vai desfilar por aí como se fosse presidente de um país, não de entidade afundada na lama da corrupção. A última vez que teve esse privilégio numa Copa do Mundo foi no Brasil, que coleciona, assim, mais uma “marca histórica” para acompanhar o 7 x 1 diante da Alemanha.

Se campeão mundial, Marin pode virar “maior cabo eleitoral do país”

Leia o post original por blogdoboleiro

Se a seleção brasileira vencer a Copa do Mundo de 2014, o presidente da CBF – José Maria Marin – vai se tornar no maior cabo eleitoral do país nas eleições presidenciais deste ano. A avaliação é do próprio Marin, que tem conversado com dirigentes de Federações de Futebol e mostrado que anda no fio da navalha.

“Deus me livre pensar que o Brasil não vai disputar a final da Copa. Eu sei que, se formos campeões vou ser o maior cabo eleitoral deste país nas próximas eleições. Mas sei que se nosso time fracassar, nem quero pensar nas consequências”, afirmou Marin.

Esta é outra maneira do dirigente falar sobre “purgatório, céu e inferno”, que vinha usando nos dois últimos meses. A conversa com jogadores, que Marin teve pessoalmente e através de recados, vai por este caminho.

Hoje, a CBF não é exatamente objeto de carinho do governo federal. Não se tem visto eventos com a presidente Dilma Rousseff posando ao lado de Marin. As vaias da torcida em Brasília, na abertura da Copa das Confederações, no ano passado deixaram a presidente da República e os assessores de orelha em pé.

Até a Fifa, em declarações de Joseph Blatter (presidente), admite que a ausência de Dilma na abertura da Copa do Mundo, no dia 12 de junho no Itaquerão, pode ser um gesto de inteligência. Blatter estava ao lado da presidente quando foram vaiados pelos torcedores. Ele ficou mais irritado do que a mandatária do Brasil.

As manifestações de rua em junho de 2013 pegaram as autoridades de surpresa. Fora dos novos estádios e nas ruas de cidades como São Paulo, o movimento contra o aumento da passagem de ônibus cresceu e canalizou centenas de reivindicações dos populares. E, mesmo depois da Copa das Confederações, alimentou atos de vandalismo, deu visibilidade aos black blocs e aumentou a preocupação para 2014.

As pessoas nas ruas, protestando no ano passado, animaram a seleção brasileira, cujos jogadores perceberam que o time canarinho pode canalizar as energias para uma atitude festiva, como aconteceu nos estádios a partir do hino nacional cantado “a capella”  em Fortaleza e terminando na final diante da Espanha no Maracanã.

Dentro de campo, civismo e festa. Fora, cidadania e protesto.

Na avaliação de Marin, este quadro não vai mudar com uma seleção vitoriosa. Ele teme, no entanto, que um acidente de percurso tire o Brasil do Mundial antes da decisão pelo título. “Como vai ficar o país se isso acontecer?, tem perguntado. E ele mesmo responde: “Vai ser terrível. Imagine o Brasil sem a seleção na Copa?”

Para piorar, nos últimos nove meses, os atrasos nas obras, superfaturamento, pitos da Fifa e a sensação de vexame na organização só aumentam a insatisfação popular.

Por isso, o presidente da CBF tem feito questão de lembrar a toda hora que ele fez tudo para dar ao técnico Luiz Felipe Scolari e aos jogadores as “melhores condições que uma seleção já teve na história”. Marin cita a reforma da Granja Comari (dando quartos individuais para os atletas, nova sala de musculação, novas instalações de fisioterapia etc), da questão já resolvida da premiação e do isolamento do grupo.

Afinal, num quadro otimista, a seleção pode avançar e ser finalista. Aí, candidatos poderão querer aparecer ao lado dos jogadores. Isto aconteceu em 1950, na semana da final contra o Uruguai. “Ninguém vai entrar na concentração. Será isolamento total”, falou Marin.

Nesta semana, no dia 7, Felipão vai anunciar a lista dos 23 convocados que ele escolheu para a disputa da Copa do Mundo. Marin vai saber antecipadamente quem serão os homens que podem transformá-lo no maior cabo eleitoral do país ou no grande vilão do fracasso.