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Campeão, Corinthians ensinou nova fórmula para vencer o Brasileirão

Leia o post original por Perrone

Consagrado como campeão brasileiro de 2017 nesta noite diante do Fluminense, o Corinthians deixa como principal legado uma nova forma de disputar o principal torneio do país. O alvinegro provou que é possível praticamente assegurar a conquista já no primeiro turno, ainda que o rendimento da equipe despenque na etapa final.

O desempenho quase perfeito do time de Fábio Carille na primeira “perna” da competição entrou para a história e sustentou os corintianos na liderança mesmo com a perda de gás na metade final da disputa. Fica a lição para os próximos anos. Concentração total na primeira parte do Nacional pode tornar o triunfo irreversível. Principalmente com a Libertadores mais longa, como foi esse ano.

Não estar na competição sul-americana e não ter ido longe em outros torneios ajudou o Corinthians, mas o título veio muito mais por méritos do clube do que por adversários terem escalados reservas em determinados momentos. Os corintianos também sofreram baixas e superaram os problemas com elenco mais modesto do que os favoritos Flamengo e Palmeiras.

Outra herança deixada pelos alvinegros foi seu estilo de jogo,  que acabou sendo adotado por parte significativa das equipes. A estratégia de recuar a marcação, minimizando a importância da posse de bola, e apostando em contra-ataques, virou tendência.

Porém, seria injusto lembrar do novo campeão nacional como um time que joga na retranca ou por uma bola. Dos pés dos alvinegros  também saíram golaços, dribles desconcertantes e fulminantes triangulações.

Para escolher um imagem que simbolize o campeão, fico com a de dois ou três jogadores rodando perto da bola para da opção a um colega marcado. Esse carrossel, frequente na etapa inicial do Brasileirão, costumava desorientar rivais. Mas a cena rareou no segundo turno.

 

O combustível

Leia o post original por Rica Perrone

Se imagine ator. Você entra no teatro e tem 40% de lotação.  Você fará seu trabalho, é claro, mas não fará o seu melhor. Simplesmente porque a primeira reação que você teve ao pisar no seu local de trabalho foi de frustração.

Aquele público te diminui. Te diz que você não é esse sucesso todo e inconscientemente você produz menos do que poderia.

Quem me explicou isso uma vez foi um amigo ator. E logo levei ao futebol. Quando perguntei, na mesma mesa, para um jogador e um treinador, ambos concordaram que era “exatamente isso” também no futebol.

Um estádio vazio é a garantia de um jogo menor. Toda vez que há um estádio cheio, o jogo tende a melhorar pelo simples fato de haver platéia.  Jogador de futebol vive de vaias e aplausos, e todo jogo que gere interesse é também de maior intensidade.

No Pacaembu, ontem, o ex-morno São Paulo empatou um jogo que deveria vencer. Mas pelas circunstancias, esteve perto de perde-lo.

Não fosse o estádio cheio, o ambiente de grandeza a sua volta, fatalmente o 2×0 viraria vaias, “olés”, melancolia e explicações no final.  Um jogo de futebol tem todo seu sentido na arquibancada. É pra eles que jogam, é pra lá que correm no gol, é pra lá que se viram pra pedir silêncio.

Um jogo sem torcida perde mais do que uma torcida sem um grande jogo.

abs,
RicaPerrone

Saber amar

Leia o post original por Rica Perrone

Todos os clubes passam por momentos ruins dentro de uma temporada.  Alguns passam a maior parte do tempo, outros um curto período. Seja qual for, é suficiente para inflamar a torcida contra ele. Em 99% dos casos se “cobra” mesmo diante de um time que não merece. Em 1% dos casos se faz diferente, e …

Opinião: quatro erros de Carille

Leia o post original por Perrone

1 – Insistência

O treinador mantém na equipe atletas que tem jogado mal repetidamente, como Rodriguinho e Jadson. Romero segue sendo importante taticamente, mas deixou de marcar gols faz tempo. Como atacante, não justifica sua presença no time titular, porém, não é sacado pelo técnico. Carille nega ser teimoso e diz que não desiste dos jogadores. Parece não ter medo de afundar abraçado com eles.

2 – Falhas táticas

O Corinthians do segundo turno não é tão compacto quanto o do primeiro. Quem está com a bola não tem mais dois ou três colegas próximos para fazer o passe. As triangulações, antes letais, pouco acontecem. O treinador não consegue corrigir os defeitos, enquanto o time parece estar cansado. Mudar o esquema tático poderia ser uma solução. Mas Carille descarta essa opção.

3 – Promessa da base esquecida

Xodó da torcida, Pedrinho deixou de ser aproveitado pelo técnico. O jovem seria uma boa alternativa para tentar estancar a decadência do meio-campo. Ele treina normalmente, mas não tem sido lembrado pelo treinador nas substituições.

4 – Falta de ousadia

No segundo turno, o líder Corinthians mostra mais preocupação em administrar sua vantagem na tabela do que em obter vitórias para assegurar o título. Foi o que aconteceu no empate com o Grêmio na última quarta. Treinador e jogadores não esconderam em suas entrevistas o comportamento cauteloso.

Borja! Palmeiras 2 x 0 Ponte Preta.

Leia o post original por Mauro Beting

Não lembro a última vez que Borja fez gol. Não lembro a última vez que o Palmeiras fez duas boas atuações (ainda que contra duas equipes em situação delicada). Não lembro a última partida de Arouca.

Mas lembro que torcer é isso. Acreditar que o melhor jogador da América em 2016 pode reencontrar o gol na bola espirrada, no belo balão que deu em Aranha, na bola que bateu na trave como tantas vezes o Palmeiras raspou e foi pra fora em 2017. E Borja, nem isso chegava perto.

Três minutos antes, a bola escapuliu do colombiano e Keno bateu muito bem. Coisa de fase. Keno está fazendo tudo direitinho. Borja, não.

Ou não mais?

Keno de novo foi ótimo. O melhor. Marcou o primeiro gol aos 27, em mais uma falha de Rodrigo, em lance nascido em arremesso lateral irregular pela bola na mão do atleta. Keno que participou de quase todos os oito lances de um Palmeiras que foi melhor que a Ponte no primeiro turno e muito melhor na segunda etapa.

Eduardo Baptista manteve o 4-1-4–1 dileto, com velocidade e contundência com Lucca e Danilo pelos lados, e Claudinho à frente. Mas os erros defensivos foram letais no primeiro tempo, e seriam mais ainda na segunda etapa. Quando o Palmeiras foi ainda melhor. A linha de zaga mais alta e marcando por zona, Bruno Henrique e Tchê Tchê pisando na área rival, Mayke e Egídio dando amplitude (e alguns sustos na esquerda), Moisés mais próximo dos três atacantes.

Em casa, o Palmeiras atuou no 4-2-1-3. Mesmo perdendo Willian com preocupante lesão muscular na parte posterior da coxa, Borja entrou com o tempo que ele não vinha merecendo na equipe.

Mas o torcedor que o apoiou e acreditou mereceu o gol e a boa atuação coletiva e também técnica. O palmeirense acreditou em Borja mais do que ele mesmo vinha acreditando.

Mas será que dá para acreditar ainda em mais coisas positivas no Palmeiras?

Difícil. Dificílimo. Como Borja passar agora a jogar tudo que não tem jogado em 2017.

Presidente do Santos faz campanha por fim de assistentes atrás dos gols

Leia o post original por Perrone

Modesto Roma Júnior, presidente do Santos, está em campanha pelo fim dos auxiliares de arbitragem que ficam atrás dos gols nas partidas do Brasileirão e dos outros campeonatos no país. O dirigente disse ao blog que já expressou sua opinião para Marco Polo Del Nero, presidente da Confederação Brasileira de Futebol, mas não obteve resposta.

“Precisamos tirar aqueles dois mancebos que ficam atrás dos gols. Eles servem como cabides. Não ajudam em nada”, disse o dirigente ao blog.

O cartola não é o primeiro a levantar bandeira contra os árbitros assistentes adicionais. “Gostaria de saber diretamente da comissão de arbitragem o que eles fazem. Se ganham, eles precisam ajudar. Se eles não veem, não precisam (estar lá)”, afirmou Renato Gaúcho em setembro, após derrota para o Bahia. Ele reclamava de suposta omissão de um dos assistentes adicionais em pênalti marcado contra o Grêmio.

O lance mais polêmico envolvendo os assistentes atrás adicionais no Brasileirão foi o gol de braço feito por Jô no Vasco.

As principais ligas do mundo, como as da Espanha, Inglaterra, Itália e Alemanha não usam esses assistentes. Porém, eles estão presentes na Champions League.

Além da campanha pelo fim dos auxiliares atrás dos gols, Modesto está entre os dirigentes que defendem a implantação do árbitro de vídeo só no Brasileirão de 2018. “É uma questão de isonomia. Já fizeram o campeonato até aqui sem o recurso do vídeo e muitos clubes foram prejudicados. O modelo tem que ser o mesmo no campeonato inteiro”, declarou o santista.

O cartola também teme que falte preparo para colocar o sistema em operação e que em caso de falhas a ideia fique queimada.

Mas não há consenso entre os dirigentes de clubes da Série A sobre quando o Brasileirão deve começar a contar com o árbitro de vídeo. Eduardo Bandeira de Mello, do Flamengo, e Daniel Nepomucento, do Atlético-MG, por exemplo, defendem a novidade tecnológica ainda neste Brasileirão.

“Sou a favor (do árbitro de vídeo) o quanto antes. Tecnologia só ajuda”, disse Nepomuceno.

 

É assim, sim!

Leia o post original por Rica Perrone

Não me venham os esquerdistas da bola fazer de cada possibilidade de polêmica uma discussão hipócrita sobre comportamento, violência e educação. “Mulheres e crianças no estádio e o jogador coloca a mão no pau”.  Ah, e nos demais 90 minutos onde ele foi xingado de todos os palavrões do planeta por 50 mil pessoas a …

É assim, sim!

Leia o post original por Rica Perrone

Não me venham os esquerdistas da bola fazer de cada possibilidade de polêmica uma discussão hipócrita sobre comportamento, violência e educação. “Mulheres e crianças no estádio e o jogador coloca a mão no pau”.  Ah, e nos demais 90 minutos onde ele foi xingado de todos os palavrões do planeta por 50 mil pessoas a …

Dirigentes temem que uso de árbitro de vídeo às pressas seja fracasso

Leia o post original por Perrone

A CBF é criticada por dirigentes de clubes que consideram sem planejamento a decisão de implantar rapidamente o árbitro de vídeo no Brasileirão. Os que pensam assim acreditam que a correria possa fazer com que a novidade se transforme em fracasso.

Uma das principais cobranças é para que o novo sistema só seja implementado se puder ser usado em todos os jogos de cada rodada do Campeonato Brasileiro. Em entrevista, Marcos Marinho, presidente da comissão de arbitragem da confederação, admitiu que algumas partidas podem ficar sem o recurso por falta de estrutura dos estádios. Esse é um dos pontos criticados.

Porém, cartola ouvido pelo blog afirmou que Marco Polo Del Nero, presidente da CBF, assegurou a dirigentes de clubes que a ajuda das imagens de TV só começará a valer quando todos os jogos puderem contar com esse método. A afirmação, de acordo com o mesmo cartola, foi feita em reunião na sede da confederação, nesta terça, para tratar da venda de direitos de transmissão do Brasileirão para o exterior. Indagada pelo blog por volta das 20h  se Del Nero de fato fez tal promessa, o departamento de comunicação da entidade informou que não conseguiria checar a informação à noite.

Na avaliação de parte dos dirigentes de times da Série A, CBF teve tempo para implantar o árbitro de vídeo desde o início do Brasileirão. Porém, não conseguiu viabilizar o projeto. E agora, mesmo sem ter tudo pronto, decidiu lançar a novidade por causa do barulho feito pelo erro da arbitragem que culminou com o gol de braço de Jô na vitória corintiana por 1 a 0 sobre o Vasco no último domingo.

“Sinto que é necessário. Mas não deveria ser decidido em cima de uma jogada que originou o gol do Jô. Fica a impressão de que estavam esperando uma polêmica e que não é uma posição estudada, pensada. Por que não iniciar no Brasileiro do ano que vem?”, afirmou ao blog Flávio Adauto, diretor de futebol do  Corinthians.

Depois do erro no jogo em Itaquera, Del Nero pediu para que o departamento de arbitragem tentasse estrear nas próximas rodadas o sistema que ainda estava em estudo. Não há definição de quando isso será possível.

“Defendemos o uso do árbitro de vídeo, mas de um jeito benfeito, em todos os jogos”, disse Modesto Roma Júnior, presidente do Santos.

Outra preocupação é se os responsáveis por operar o sistema já estão aptos a atuar de maneira eficiente. “Sou a favor caso possamos implantar com segurança e caso todos os envolvidos estejam treinados para que o instrumento não caia em descrédito”, declarou Eduardo Bandeira de Mello, presidente do Flamengo. Ele não vê problemas em o recurso ser usado no segundo jogo da final da Copa do Brasil entre seu clube e o Cruzeiro e também em relação ao novo sistema começar a valer no Brasileirão depois que muitos clubes foram prejudicados sem poder recorrer às imagens de TV.

“O Flamengo foi prejudicado contra Santos e Palmeiras e beneficiado contra o Corinthians. Sempre é hora de começar qualquer coisa, desde que seja para melhorar”, analisou o flamenguista.

Raciocínio semelhante tem o presidente do Santos. “Não é porque você começou errando que precisa errar até o final”, disse Modesto.

 

 

 

Classificação Planejada #33

Leia o post original por Rica Perrone

Todo começo de temporada os treinadores fazem um planejamento. Aí você pode perguntar: “Que diabos de planejamento é esse? Ele planeja perder? Não era pra tentar ganhar todas?”. Sim, era. Mas nem treinador é tão apaixonado e maluco de imaginar que vencerá todos os jogos de um campeonato como o Brasileirão.

Assim sendo, eles planejam uma forma média de atingir os pontos do último campeão, ou perto disso. E você pode se perguntar: “Qual critério ele usa pra saber onde pode perder ou onde tem que ganhar?!”.

Normalmente eles seguem uma linha simples. Ganhar todas em casa, bater nos pequenos fora, empatar com os médios e aceitam perder pros gigantes fora de casa. Esta soma dá o suficiente para você estar, no mínimo, brigando pelo título. A não ser que alguém dispare e quebre todo planejamento.

O mais afoito pergunta: “Mas se um time tem 20 pontos e o outro 18, com os mesmos 13 jogos, é óbvio que ele está melhor, não?!”.Não. E se o que tem 20 pegou 5 pequenos fora, 1 clássico e 7 grandes em casa? Significa que ele pegará os 7 grandes fora no returno. Talvez os 18 pontos conquistados sobre clubes mais fortes sejam mais valiosos do que 20 em pequenos.

Atenção:
– A conta busca uma fórmula de se chegar aos 77 pontos, que praticamente garante o título.
– Alguns times podem perder clássicos, outros não. Isso porque alguns tem 2 clássicos por ano, outros 6.
– “Ah mas se meu time perder um jogo que era pra ganhar, ja era?” Não. Você calcula por outro jogo que “não era pra ganhar” e equilibra. Compensa.
– Eu não entendi! Facilitando: O importante não é seguir a risca os resultados. É chegar a rodada X perto ou com mais dos pontos planejados pra rodada X. O percentual diz o quanto seu time fez de pontos perto do que DEVERIA ter feito até aqui para brigar pelos 77 pontos. Só isso.
– As tabelas são INDEPENDENTES entre si. Não as compare procurando o mesmo resultado pois não serão 11 campeões.
Enfim, aí está! Se você não entendeu, pergunta pro amiguinho do lado que ele explica.