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Não se iluda, corintiano! Timão vence, mas Grêmio ainda levará título do 1º turno!

Leia o post original por Milton Neves

Vencer o Corinthians realmente está muito difícil.

A tarefa do Fluminense não seria a das mais fáceis, até porque, fora de casa o Timão é assim, uma retranca só!

Não foi uma partida brilhante, por parte de ambos.

No entanto, o Tricolor Carioca esteve mil vezes melhor, mas pecou nas finalizações.

Já o Alvinegro, na rara oportunidade que teve, matou o jogo.

Nesse futebol moderno, onde exaltamos as táticas de técnicos estrangeiros, quem brilha mesmo é Carille.

Jogar bonito e ter posse de bola que nada, o que vale são os três pontos!

“Pep Carille” é o melhor treinador do Brasil, só fica atrás de Tite.

Mas o nosso querido “Águia de Haia dos Pampas” não conta…

No final do duelo, o Flu fez um gol, mas o árbitro anulou. Será que tava impedido mesmo?

Porém, restanto três rodadas para acabar o 1º turno, eu ainda acredito que o Grêmio ultrapasse o Corinthians.

E você torcedor, acha que o Timão leva o título simbólico da 1ª fase do Brasileirão?

Sport 0 x 2 Palmeiras

No reencontro do Verdão com Diego Souza, o meia levou a pior.

Por outro lado, Bruno Henrique finalmente brilhou.

E o Palmeiras conquistou uma importe vitória, mesmo tendo atuado com o mistão.

Avaí 1 x 0 Cruzeiro

Mas esse Douglas, viu? Outra vez fechou o gol!

O goleiro do Corinthians, que está emprestado ao Avaí, garantiu a vitória catarinense.

Ao invés de correr atrás do Walter, o São Paulo deveria comprar o Douglas!

OPINE!!!

Tormentos do Inter

Leia o post original por Antero Greco

Jogar Série B é complicado para qualquer time. Porém, o trauma fica maior para aqueles que têm história mais rica e estão acostumados com situações de protagonismo e não secundárias. Caso do Internacional, pela primeira vez na divisão de acesso.

A queda inédita, ocorrida no ano passado, não foi bem digerida e ainda provoca traumas, em jogadores, direção e torcida. A fase de reconstrução costuma ser árdua e nem sempre tranquila. Não são todos os “gigantes” que se adaptam facilmente à nova realidade.

Isso está escancarado na forma como o Colorado se comporta na situação estranha de correr atrás de vaga para voltar à elite. A cartolagem manteve a base de 2016, contratou muita gente, já trocou de treinador – tudo na esperança de montar equipe confiável e competitiva.

Ela ainda não apareceu. O Inter versão 2017 não emplaca uma sequência firme de bons resultados. Era assim com Antonio Carlos Zago, não tem sido diferente com Guto Ferreira. O técnico anterior e o atual não conseguem dar padrão que se espera, não veem o grupo deslanchar. É um perde, ganha, empata preocupante. E as cobranças já são evidentes.

A insegurança do Inter deu as caras em Goiânia, neste sábado, na derrota por 2 a 1 para o Vila Nova. Em raros momentos, foi superior ao adversário, poucas as ocasiões em que se impôs. Teve dificuldade para obter o empate (em pênalti discutível) e, mais ainda, não resistiu a uma pressão nem tão forte. Ao ser apertado, cedeu o resultado para o rival.

O Inter está em sexto lugar; fora, portanto, do G-4. A diferença em relação ao líder América-MG é de apenas seis pontos (30 a 24), o que significa que nada está perdido. De maneira alguma, sobretudo se se levar em conta que há 22 rodadas pela frente. Uma vida.

Tempo suficiente para reação, para firmar-se como candidato a um lugar na elite. E, até, para ser campeão, o que vejo como obrigação, para um clube dessa envergadura. O problema do Inter, porém, está na demora para ter estabilidade e eficiência. Problemas vão da defesa, ao meio-campo até chegarem ao ataque. Não há regularidade, e é visível a tensão.

Boto fé no retorno do Inter. Mas a estrada é mais esburacada do que se imaginava.

 

Santos acelera na subida

Leia o post original por Antero Greco

A fama de corneteiro é do palmeirense – justa e histórica. Mas santista também gosta de soltar a buzina no ouvido do próprio time. Não perdoa o menor vacilo, sobretudo quando joga na Vila Belmiro. E vários estavam azucrinando os jogadores, ainda no primeiro tempo do jogo desta quarta-feira com a Chapecoense. Só pararam com a vitória – 1 a 0, gol de Vecchio.

Falar em exibição de gala do Santos seria exagero. Tampouco foi um fiasco. Jogou para o gasto, com altos e baixos nada diferentes da maioria dos concorrentes. Ao contrário, até está em ascensão. Parece ter se aprumado, após o impacto da troca de comando. Levir Culpi colocou a equipe nos eixos, sem grande ousadia e à sua maneira.

Até que Levir teve um gesto de atrevimento, ao colocar Vecchio no meio-campo, em princípio para marcação. Como meia de origem, deu conta do recado e ainda se atreveu a ir ao ataque em algumas ocasiões. Na melhor delas, no segundo tempo, fez o gol decisivo. Lucas Lima também se destacou, com a qualidade de sempre nos passes. A defesa comportou-se bem.

O Santos aumentou para cinco a série de invencibilidade no Brasileiro, já com Levir. São dois empates e três vitórias. Com os 27 pontos atuais, mantém perseguição ao vice-líder Grêmio e fica à espreita de tropeços corintianos. Talvez não brigue pelo título, mas pode ao menos repetir desempenho do ano passado, quando terminou em segundo lugar.

Pode não ser muito; porém, lhe garantirá, na pior das hipóteses, vaga para a Libertadores.

 

SPFC luta contra queda em meio a fim de plano que reduz força de técnico

Leia o post original por Perrone

No final de maio do ano passado, com o time nas semifinais da Libertadores, Gustavo Vieira de Oliveira, então diretor executivo do São Paulo, celebrava o início de um projeto a longo prazo para o clube. O plano previa o fortalecimento da comissão técnica fixa tricolor, a efetivação de um modo de jogar que seria aplicado também nas categorias de base e a diminuição do poder do treinador. Entre outros benefícios para a agremiação, ele previa que as trocas de treinadores seriam menos traumáticas. Sairia o comandante, ficaria a maioria da comissão, e o novo trabalho não começaria do zero.

Hoje, pouco mais de um ano depois, vítima da combinação entre política conturbada e maus resultados em campo, o sistema idealizado pelo filho do ex-jogador Sócrates está aniquilado.

Em meio a uma de suas maiores crises técnicas e da luta contra o rebaixamento no Brasileiro, o São Paulo enfrenta praticamente tudo que o plano do ex-dirigente queria evitar: instabilidade técnica e tática, mudanças radicais na comissão técnica e  treinadores com amplos poderes.

Em setembro do ano passado, golpeado pela eliminação na Libertadores e por uma forte pressão política pela sua saída de seu mentor, o projeto de Gustavo começou a virar pó com a saída dele. O presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, que havia abençoado o planejamento do executivo, não resistiu às cobranças de conselheiros e diretores, trocando o ex-dirigente por Marco Aurélio Cunha.

Seguidas mudanças na direção de futebol e no comando técnico também ocorreram. Depois da saída (contra a vontade da diretoria) de Edgardo Bauza, que simbolizava o projeto de diminuição do poder de treinadores no Morumbi, passaram pelo comando técnico Ricardo Gomes e Rogério Ceni antes da chegada do atual treinador, Dorival Júnior, sem contar os interinos.

Foram diversas as transformações de filosofia de jogo enfrentadas pela equipe, ao contrário do que previa o projeto de Gustavo.

Com a chegada de Rogério para a temporada de 2017, foi abandonada a ideia do treinador com poderes limitados. Ele trouxe dois auxiliares estrangeiros e filosofias próprias para implantar no clube.

Ceni não aguentou aos seguidos fracassos do time. Viu um de seus assistentes pedir as contas dias antes dele ser demitido.

Em seguida, veio o golpe fatal no sistema de estabilidade idealizado anteriormente. A comissão técnica fixa, antes vista como fundamental, foi parcialmente destruída. Acabaram demitidos o preparador físico José Mário Campeiz e o treinador de goleiros Haroldo Lamounier, alvos de pressão de conselheiros.

O auxiliar técnico permanente, Pintado, também não resistiu e foi convidado para atuar na integração entre as categorias de base e o time principal. Ele era fundamental no antigo projeto para diminuir o poder dos treinadores. Cabia a ele dialogar com os técnicos e trabalhar pela filosofia do clube.

Dorival chegou com um auxiliar, um analista de desempenho, um preparador físico e ainda indicou um preparador de goleiros. Ou seja, a ideia de as trocas no comando provocarem menos traumas no clube e não representarem o recomeço do zero também foi sepultada.

A atual diretoria, comandada pelo mesmo presidente que avalizou as ideias de Gustavo e com Vinícius Pinotti como executivo, nega interferência política nas trocas realizadas. Internamente, são feitas críticas à decisões do passado, da época em que o filho de Sócrates estava no comando e que estariam sendo corrigidas agora.

Você viu o SP por aí?

Leia o post original por Antero Greco

O São Paulo sumiu. Deve ter sido abduzido por algum disco voador, um bando de ETs ou coisa do gênero. Só pode. Porque o time vencedor, com camisa que entorta varal e que tem taça de tudo quanto é qualidade, desapareceu do Brasileiro. O que se vê, ultimamente, é um arremedo de equipe, um monte de jogador sem saber o que fazer.

É duro ver como desmontaram o Tricolor. Dói constatar como erros constantes de escolhas o empurram para baixo na classificação. A fase atual é desdobramento da mediocridade em que se transformou a administração do clube nos últimos anos. Antes modelo de governança, agora parece mais uma agremiação qualquer de terceira categoria.

Mas, por incrível que pareça, não acredito em queda. Pois é, na Série A deste ano tem tanto competidor ruim, e fazendo força para ser rebaixado, que dá para ter esperança de salvação. Apesar de não ganhar há nove rodadas, mesmo com os 12 pontos em 14 rodadas, o torcedor pode manter a fé de que a permanência na elite será possível. Tem muito jogo pela frente.

Porém, se quiser mesmo continuar na Primeira Divisão e reconstruir-se em 2018, precisa urgentemente jogar bola. Um pouquinho que seja, o suficiente para evitar mais vexames, como o deste domingo, na derrota por 2 a 0 para a Chapecoense. Não se trata de tarefa fora do comum, impossível de ser alcançada. Uma pitadinha de qualidade ajudará.

O que se viu em Chapecó foi, de novo, uma porção de atletas em busca de conjunto. Dorival Júnior até manteve a escalação do meio da semana – a mudança foi Bruno na direita no lugar de Buffarini -, como forma de acelerar entrosamento. Ou seja, definiu um grupo titular com o qual trabalhar; daí, aos poucos, fará ajustes.

Mas dá-lhe ajustes a fazer. A defesa ficou um pouco menos exposta, não o suficiente para evitar os dois gols catarinenses. O meio-campo esboçou ligeira reação, igualmente aquém do necessário. Cueva teve lampejos dos bons momentos do início da temporada. Pratto pareceu um zumbi perdido no ataque.

Injusto, todavia, descer a lenha em Dorival Júnior. Ele não tem uma semana de casa, mesmo que os resultados sejam ruins. Precisa de um mínimo de crédito. Caso contrário, aí vira balbúrdia de vez.

Feia a situação. Horrorosa a bola murcha tricolor destes tempos sombrios.

Palmeiras confuso, mas Dudu brilha

Leia o post original por Antero Greco

O Palmeiras acabou de encerrar série de três partidas com derrota. Bateu o Vitória por 4 a 2 no final de manhã de domingo de muito sol em São Paulo. Sol e tempo seco de inverno, daqueles de deixar a boca sem saliva. Alívio pra jogadores e pra torcida – mais de 36 mil estiveram no Allianz Parque.

Mas o brilho, pra valer, foi de Dudu, que chamou o jogo pra si, partiu para cima da zaga do time baiano, fez dois gols, construiu toda a jogada do terceiro. Enfim, foi o astro que se espera. Bom, para registro, entra também erro da arbitragem que resultou no primeiro gol verde, o do empate por 1 a 1, na marcação de pênalti inexistente sobre Mina.

O bom resultado veio, o alívio ocorre, porém é necessário constatar o óbvio: outra apresentação confusa do atual campeão brasileiro. O Palmeiras de 2017 só de longe, e de vez quando, de maneira esporádica, lembra aquele da temporada anterior. Se o time de 2016 era seguro, eficiente mesmo ser ser brilhante, o de agora se assemelha a um punhado de jogadores que correm pra cá e pra lá sem coordenarem o trabalho.

A instabilidade ficou evidente no primeiro tempo todo e em parte do segundo. Ah, espera aí, o placar foi folgado, alguém pode alegar. Se olhar só para os números, sim. A questão se concentra em ver o desempenho ao longo da partida – e este não agrada. O Palmeiras continua a safar-se de enrascadas mais por talento individual do que por conjunto. Não é por acaso que Dudu saiu de campo aplaudido como destaque.

O que houve de errado, então? Pra começar o sistema defensivo, que fica exposto, mesmo com a volta de Felipe Melo e com Tchê Tchê a reforçar a marcação. O Palmeiras permite muitos contragolpes, mostra buracos enormes na hora de se recompor. Isso realça, por exemplo, a perda de velocidade de jogadores como Dracena e Egídio.

O Vitória aproveitou-se disso e fez o primeiro gol, com 9 minutos, num chute de longe de Uillian. Depois, tratou de fechar-se. O Palmeiras ainda foi para o intervalo em vantagem, por causa do pênalti e pelo gol de Dudu em cima da hora.

Na segunda etapa, os dois times caíram de produção – talvez pelo calor, vá lá -, e o Palmeiras se livrou do risco de vexame com a inspiração de Dudu. Mas, de novo, houve instabilidade na criação no meio-campo e, por extensão, pouco apareceu Willian na frente. Borja, quando entrou, não mudou grande coisa – também raramente a bola chegou nele no pouco tempo em campo.

O Palmeiras ganhou, e isso é bom para aliviar pressão. Mas continua longe, muito longe, do ideal.

 

Opinião: empate em casa não abala favoritismo corintiano

Leia o post original por Perrone

O Corinthians conquistou status de favorito ao título do Brasileiro depois do início da competição, pela campanha que faz. O empate com o Atlético-PR, em casa, por 2 a 2, é um tropeço, mas não abala esse favoritismo.

Não abala porque o time de Fábio Carille construiu uma vantagem na tabela que lhe dá segurança nos momentos complicados. E também um jogo só, com três desfalques, é pouco para colocar em dúvida a consistência mostrada pela equipe até aqui.

Porém, na partida deste sábado à noite o alvinegro mostrou algumas fraquezas. Teve uma ligeira queda de rendimento sem Rodriguinho, Arana e Pablo. A ausência do meia afetou mais a parte coletiva, especialmente a criação. Já ausência do lateral-esquerdo deixou o time sem um de seus jogadores que podem desequilibrar individualmente.

Outro problema foi uma dose de soberba, com firulas e pouca objetividade para matar o jogo quando os corintianos venciam por 2 a 1. Faltou a humildade que Cássio costuma pregar. Ficou a impressão de que os donos da casa acharam que a partida já estava ganha e relaxaram. É um defeito que já tinha acontecido (contra o Inter pela Copa do Brasil, por exemplo) e parecia sepultado.

Mas o desempenho alvinegro também teve aspectos positivos. O time não se descontrolou ao estar em desvantagem no marcador pela primeira vez no campeonato e chegou a virar o placar.

Apesar da pequena queda de rendimento, Carille mostrou ter soluções táticas para minimizar eventuais quedas de qualidade individual causadas desfalques.

E a sintonia com a torcida, ajudada pela vitória recente sobre o Palmeiras, por 2 a 0, não foi quebrada, apesar do escorregão em Itaquera.

No final, prevaleceu a sensação de que o Corinthians ainda tem a situação sob controle. Não foi dado motivo para se desconfiar do potencial do clube para ser campeão brasileiro.

Corinthians dobra, mas não quebra

Leia o post original por Antero Greco

O Atlético-PR teve proeza reservada, até agora, apenas para Chapecoense e Coritiba, os únicos times em 14 rodadas que conseguiram roubar pontos do Corinthians no Brasileiro. O Furacão resistiu bravamente ao líder e saiu do estádio de Itaquera com 2 a 2 de muito valor, na noite deste sábado.

Em todo caso, não melhorou muito a vida dele, pois continua na parte de baixo da classificação, agora com 16 pontos. Tampouco interrompeu a invencibilidade de turma de Fábio Carille, que não perde desde março e subiu para 36 pontos em 42 disputados.

O jogo foi interessante, acima da expectativa. E muito pela postura correta da equipe paranaense, que teve o mérito de segurar os corintianos com marcação boa e sem ser apelativa. O Atlético foi correto na maior parte do jogo, sobretudo ao não se precipitar em apertar os alvinegros. Erro que derrubou ao menos 11 adversários nas rodadas anteriores.

Nos raros momentos de vacilo, levou os dois gols (de Jô, no final do primeiro tempo e início do segundo) e correu algum risco em contragolpes dos donos da casa. Porém, soube ir à frente, quando possível, ficou em vantagem por alguns minutos (golaço de Jonathan), e próximo do final empatou com chute de Otavio que desviou na cabeça de Balbuena no meio do caminho. Daria gol contra do zagueiro.

O Corinthians de esparsas modificações ao longo do campeonato foi obrigado a abrir mão de Pablo (contundido), além de Arana e Rodriguinho, suspensos. O trio substituto, formado por Pedro Henrique, Moisés e Marquinhos Gabriel, não alterou a forma de o time jogar. Nenhum dos três comprometeu; só Marquinhos esteve aquém do que tem feito Rodriguinho. Tanto que cedeu lugar para o jovem Pedrinho.

A postura corintiana variou, da cadência até levar o gol para a pressão na busca do empate e da virada. Depois, voltou a optar por ritmo mais lento, na estratégia de envolver o Atlético-PR e dar a estocada ao menor sinal de brecha. Que não apareceu. Teve o castigo do gol de empate, quando restava pouco tempo para nova reação.

Ao deixar dois pontos em casa não altera absolutamente nada. A “gordura” é enorme e a diferença pode manter-se inalterada, desde que Grêmio, Flamengo e Santos não vençam. Se ganharem (hipótese viável), a distância encurta e o Brasileirão pode ganhar emoção antes da virada de turno. No entanto, o óbvio: o Corinthians ainda sobra no torneio.

São-paulino, comece a rezar

Leia o post original por Antero Greco

Caro amigo tricolor, o São Paulo é o clube da fé, certo? Pois então, comece a rezar, porque a situação está escalafobética. Entra rodada, sai rodada e o time permanece afundado na zona de rebaixamento. Como?! Melhorou?! Ah, subiu do 19.º pro 17.º lugar… Verdade, mas não altera grande coisa, pois faz parte do Z-4, o que já é de tirar o sono e a paciência. Apenas 12 pontos, quase um terço do que tem o líder Corinthians.

A nova tropeçada veio nesta quinta-feira, nos 2 a 2 com o Atlético-GO. Resultado infelizmente normal. Sim, normal dada as circunstâncias. Era o encontro do penúltimo com o lanterna. E, no momento, a bola de ambos não difere demais. O que, por si só, mostra o contrassenso que é este período que o Tricolor atravessa.

Havia expectativa por causa da estreia de Dorival Júnior no comando. Ele mexeu um pouco na escalação, porém na essência o desempenho não foi diferente daquele sob a orientação de Rogério Ceni. Ok, nem haveria mesmo de ocorrer uma guinada; afinal, o novo treinador acabou de chegar, mal sabe chamar todos os atletas do elenco pelo nome. Muito menos teve tempo de sobra para implantar esquema novo.

Por isso, o que se viu foi um São Paulo que tentou ser mais cauteloso no sistema defensivo e menos dispersivo no ataque. E com caras novas, como Petros, Aborleda, Gomez, que chegaram dia desses e já havia cavado lugar entre os titulares. Cueva voltou, para ser o regente, e manteve a fase irregular. Ele buscou a armação, mas com altos e baixos.

E foi um time inconstante que se viu no Morumbi, para decepção do público. São Paulo que esteve duas vezes em vantagem e duas vezes cedeu empate, na última delas, perto do fim, e com direito a gol de calcanhar de Everaldo. Aí foi demais! Pra humilhar, embora não tenha sido a intenção do moço. Fez o que podia, mas se encorajou por causa da tensão do rival.

É preciso dar crédito para Dorival. Pode soar conversa fiada; no entanto, é necessária uma dose de confiança. Há tempo suficiente para reação, para sair da draga atual. Por consolo, tem gente descendo a ladeira – casos de Ponte e Chapecoense, além da falta de rumo de Avaí, Vitória e do próprio Atlético-GO.

Mas, convenhamos: a gente discutir se o São Paulo cai ou se salva é uma inversão de valores. E reflexo do descontrole do time dentro de campo e da falta de visão fora, e isso já vem de vários anos.

Resta ter fé. E rezar.

Opinião: empate justo no Morumbi. São Paulo está no mesmo nível do lanterna

Leia o post original por Perrone

Difícil achar algo que tranquilize o torcedor do São Paulo no empate em dois gols com o Atlético-GO nesta quinta no Morumbi. O resultado justo mostra a realidade do futebol tricolor neste momento: está em pé de igualdade com o lanterna do Brasileirão.

O time do Morumbi jogou como candidato ao rebaixamento e mostrou que o estreante Dorival Júnior terá enorme trabalho para fazer a equipe apresentar um futebol decente.

O segundo gol do Atlético, marcado por Everaldo, de calcanhar em meio a três defensores rivais, simboliza a bagunça que é o São Paulo em campo atualmente.

Organizar taticamente o time, acabar com falhas infantis, melhorar a pontaria, aprimorar o preparo físico dos jogadores… Trabalho não falta pelo que se viu no Cícero Pompeu de Toledo.

Nesse cenário, o futuro para o torcedor são-paulino é assustador. No momento, não dá pra esperar nada além de passar boa parte do campeonato lutando contra o rebaixamento.