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W.O. duplo, “apito corintiano” e rebaixamento histórico. Final do Brasileirão teve de tudo, menos a nossa querida Chape!

Leia o post original por Milton Neves

A ferida ainda está aberta e vai demorar fechar, prova disto foram as emocionantes homenagens prestadas ao grandioso time da Chapecoense.

E no embalo coletivo do #FORÇACHAPE, a última rodada do Campeonato Brasileiro chegou ao seu final.

No Mineirão, ele tinha que dar as caras, né?

Mas não adiantou nada o “Apito Amigo” alvinegro entrar em campo, porque o gol mal anulado e o pênalti escandaloso não fizeram falta para o Cruzeiro.

Que apesar de ter passado um certo sufoco, virou a partida para 3 a 2 com o inspirado Robinho.

“Jogou demais da conta o moço, sô”!

Assim, o sonho do Timão de classificação para a Libertadores foi adiado.

E o torcedor vai ter que se contentar com a Sul-Americana e uma reformulação imediata do elenco.

Não é mesmo, corintiano?

Porém, isso não pode ser comparado com a esperança colorada que afundou em um mar de lágrimas.

Prevaleceu a lógica!

Fluminense não perderia para o desesperado Internacional, Sport Recife venceria o já rebaixado Figueirense e o Vitória contaria com a sorte, pois contra o poderoso Palmeiras, seria derrota na certa.

Já o São Paulo, foi resolver jogar bola justo nas últimas rodadas do campeonato?

Com atacante argentino “brucutu” Chavez em um dia anormal, o Tricolor goleou o meu Santinha por 5 a 0.

Ponte Preta não deu chances para o Coritiba e William Pottker foi mais uma vez o destaque, Macaca 2 a 0.

Estaria ele merecendo uma convocação?

A bem da verdade, quem vai ter que fazer uma convocação, vão ser os dirigentes do Botafogo.

Pois o time da Estrela Solitária bateu o Grêmio por 1 a 0 fora de casa e se classificou para a Libertadores.

Alô, torcida do Fogão, vamos lotar o estádio em 2017!

E por sua vez, o duelo pelo vice ficou mesmo com o Time da Vila.

O Santos venceu o América-MG por 1 a 0 e o Flamengo, que tanto vendeu perfume, vai ter guardar no estoque o precioso “cheirinho”.

Porque contra o Furacão, o duelo não saiu do zero.

OPINE!!!

Palmeiras é campeão com merecimento, mas com pouquíssima emoção! Volta, mata-mata!

Leia o post original por Milton Neves

enea

Palmeiras 1 x 0 Chapecoense

No belíssimo Allianz Parque, nenhuma surpresa.

O Palmeiras venceu a brava equipe da Chapecoense, finalista da Sul-Americana, e, após 22 anos, conquistou mais uma vez o título do Brasileirão.

O nono do clube do Palestra Itália.

E quem fica nesse papinho de “ah, Torneio Gomes Pedrosa e Taça Brasil não valem” precisa estudar um pouquinho mais sobre futebol.

Bom, mas na mesma proporção que sobrou merecimento, faltou emoção ao título palmeirense.

Afinal, desde julho nós já tínhamos quase certeza de que a equipe de Cuca levaria o caneco, não é mesmo?

Um oferecimento dos malditos pontos corridos…

Já imaginaram como seria legal agora uma final entre Palmeiras e Santos para decidir a taça?

O Brasil inteiro pararia para ver!

Mas, é isso aí e parabéns ao Palmeiras!

Agora, que o Verdão siga embalado em busca do bi da Libertadores e, quem sabe, do tão sonhado Mundial!

Flamengo 2 x 0 Santos

Mas a verdade é que o Palmeiras nem precisava vencer a Chapecoense.

Isso porque o Santos não fez a sua parte no Maracanã.

Guerrero e Diego garantiram a vitória e agora a vice-liderança do Brasileiro ao Rubro-Negro.

Que pipocada, hein, Peixe?

Atlético-MG 1 x 2 São Paulo

E o São Paulo melhorou sem Ricardo Gomes, hein?

Ou já seria efeito da chegada de Rogério Ceni?

A verdade é que a equipe foi muito bem diante do Galo, que está com a cabeça na segunda partida da final da Copa do Brasil.

Vamos ver o que 2017 reserva ao clube do Morumbi!

Internacional 1 x 0 Cruzeiro

E o Internacional, dado como “morto” por muitos, conseguiu uma vitória importantíssima.

Afinal, com o resultado, o Colorado segue para a última rodada com chances de escapar da Série B.

Será que ainda dá?

Aguardemos…

Opine!

Palmeiras, cante e vibre: o Brasil é verde e branco!

Leia o post original por Antero Greco

Solte a voz, torcedor do Palmeiras. Grite, sorria, chore, vá pra rua, confraternize. Ignore provocações, fique na paz, pois seu time é campeão brasileiro de 2016!

Vencedor legítimo, limpo, merecido, sem restrições. Ganhou na bola, ganhou no campo, ganhou por competência, estratégia, brilho.

O título, depois de 22 anos de espera, não caiu do céu, não veio por acaso, não foi obra de “Deus do futebol” e outras bobagens do gênero. Foi desdobramento de trabalho, de erros e acertos, de união, de suor e garra. De sorte também, ora por que não? Sorte de quem buscou, desde o início, ficar à frente dos demais.

Ignore quem diz que se trata de equipe limitada, que o nível do torneio foi baixo, que a estrela verde sobressaiu por incompetência dos demais. Não dê a mínima para quem insinuar roubos, esquema, favorecimento, “tabela fácil” e mixarias dessa ordem. Leve na esportiva, considere apenas zoeira ou dor de cotovelo.

O Palmeiras foi o melhor, e ponto! Pode não ser extraordinário, magnífico, uma seleção, uma reunião de craques. Mas comandou a Série A, esteve na ponta em 29 das 37 rodadas disputadas até agora. E ainda se tem a petulância de dizer que não passa de acidente ou coincidência? Isso se chama regularidade, cadência, constância. Algo que só os vencedores tem. E o Palmeiras é vencedor.

Eneacampeão? Pentacampeão? Outro detalhe. O que vale são as centenas de taças, as toneladas de troféus. Conta, pra valer, o fato de que o Palmeiras é o maior colecionador de títulos nacionais. Tanto faz a denominação, a soma sempre indicará quem é aquele que mais deu volta olímpica nestas bandas.

O Palmeiras foi digno, de Fernando Prass e Jaílson a Gabriel Jesus, Moisés, Tchê Tchê. Salve, Dudu, o cabeça quente que amadureceu com a braçadeira de capitão. Salve Zé Roberto, o vovô com fôlego de menino. Salve, Edu Dracena, o veterano que entrou em frias e se saiu bem. Um salve pra Roger Guedes, Jean, Alecsandro, Fabiano, Victor Hugo e sua alegria ingênua. Salve, Cuca, que não é incensado como gênio da estratégia, mas que soube dar harmonia ao time.

Um viva para todos os personagens, famosos ou anônimos, que recolocaram o Palmeiras em destaque. Eles também são campeões.

Comemore palestrino, o Brasil é seu de novo. Não se curve diante da repressão, não se intimide com cara feia de quem mede a vida no porrete.

Mais do que nunca hoje é dia da torcida que canta e vibra.

Viva o Palestra Itália dos imigrantes que deixaram a velha Bota, vieram ganhar a vida na América e há mais de 100 anos fundaram um dos colossos da cultura brasileira, a Sociedade Esportiva Palmeiras!

 

Palmeiras joga para ser campeão. E é ruim isso?

Leia o post original por Antero Greco

Não deveria perder tempo com explicação inicial, mas vá lá, sempre tem algum desavisado. Pois bem: adoro futebol bem jogado, bonito, cheio de dribles, firulas, gols maravilhosos. Admiro estratégias e táticas impecáveis. Tiro o chapéu para a arte da bola. Pronto.

Agora, ao tema deste comentário.

O Palmeiras está a meio passo de tornar-se campeão brasileiro pela quinta vez, de 1971 para cá, ou pela nona vez, se considerarmos a nova contagem da CBF. Tanto faz, importa que a taça está perto do Palestra Itália.

O que tem a ver o primeiro parágrafo com o terceiro? O time de Cuca não é a oitava maravilha da natureza, não foram muitas as ocasiões em que deu espetáculo na Série A deste ano. Talvez não agrade a quem seja defensor inflexível da estética. Respeito.

Mas não se pode negar-lhe o valor de ser eficiente, regular, cascudo, aplicado. E, também, tem talento. Ou será que Jailson, Zé Roberto, Dudu, Moisés, Tchê Tchê, Gabriel Jesus são cabeças de bagre? Será que 22 vitórias caíram do céu, vieram de presente no colo dos palmeirenses, surgiram do nada? Foram uma sequência de coincidências? Fruto de uma jogada apenas?

O Palmeiras faz campanha de time campeão. Sei lá, a vida tem tantas surpresas, o jogo é jogado e só se festeja depois de a conta ter fechado, sem risco de reviravoltas. Por isso, a cautela de todo mundo, de jogadores a torcedores, para não cantarem de galo antes da hora. Mas, no fundo, a esperança tem cada vez mais a cor verde.

O mais recente capítulo dessa saga palestrina veio na tarde de domingo, com o 1 a 0 sobre o Botafogo, no Allianz Parque. Cuca mandou a campo o que tem de melhor neste momento e a rapaziada não decepcionou. Certo que foi jogo duro, equilibrado, pois o adversário faz campanha digna na competição. Está no bloco de cima por méritos e por reação espetacular.

No entanto, não foram excessivos os episódios de risco do Palmeiras no jogo. O Botafogo teve duas boas oportunidades, e não passou disso. Algo semelhante ao que havia ocorrido semanas atrás no duelo com o Internacional. O Palmeiras teve os nervos sob controle, muito mais do que no clássico com o Atlético-MG, não criou muito, porém o suficiente para passar por outra etapa. O gol de Dudu, no 1 a 0, foi mais uma prova de que esse grupo tem alma vencedora.

Ainda há tensão, evidentemente. Não é fácil suportar o peso de 22 anos sem conquista e com dois concorrentes a fazer sombra (Santos e Flamengo). Por outro lado, a adrenalina faz a equipe ficar ligada e disputar cada bola como se fosse a última, da final. E é isso o que o torcedor quer ver agora: garra, suor, como complemento de técnica.

O Palmeiras tem entregado o que o público aguarda. E, se levantar o caneco, será por mérito. E será lindo para seus milhões de fãs.

Palmeiras coloca a mão na taça

Leia o post original por Antero Greco

O Palmeiras fez uma partida impecável diante do Atlético-MG? Depende. Do ponto de vista técnico, não. Mas, pela ótica de quem está próximo de uma conquista de título, o 1 a 1 no Independência foi extraordinário.

Com 71 pontos, mantém a liderança do Brasileiro, agora com quatro de vantagem sobre o Santos e cinco na frente do Flamengo. Se houver combinação de resultados, pode até fazer a festa no domingo, após o encontro com o Botafogo, no Allianz Parque. Para tanto, precisa vencer, o Santos perder e o Fla no mínimo empatar. Difícil? Sim. Impossível? Não.

O Palmeiras passou por uma prova de nervos daquelas, de tirar o fôlego de torcedores. E desde o início, pois o Galo foi pra cima, apertou, mostrou quem daria as cartas. Robinho, Luan, Fred atormentavam a zaga verde, que em contrapartida evitava que a bola chegasse perto de Jaílson. Tentava, mas esbarrava na muralha palmeirense.

O tempo fechou, quando Leandro Donizetti e Gabriel Jesus se desentenderam e partiram para o “vamos ver”. Para sorte de ambos, o juiz pegou leve e deu apenas amarelo. Melhor para o jovem atacante, que minutos mais tarde fez o gol do Palmeiras, em contragolpe puxado por Dudu. Gol de alívio, de fim de seca, de predestinado e de time com brilho de campeão.

O jogo perdeu ritmo? Nem por brincadeira. O Galo não desistiu, não jogou a toalha, enquanto o Palmeiras tratava de cadenciar o toque de bola. O prêmio para o Galo veio na etapa final, no primeiro toque de bola de Lucas Pratto. O argentino saiu do banco para fazer o gol de empate. Daí em diante, com ansiedade, tensão, divididas duras, ambos tiveram chances.

Resumo da ópera: pode ter faltado futebol. Mas, a esta altura, importa para os palmeirenses levar o troféu para casa. E, nessa estratégia, tudo continua saindo à perfeição. Para os fãs do Galo ficou a esperança de ver o time lutar com a mesma dedicação nos duelos com o Grêmio, pela final da Copa do Brasil.

Com cautela, ainda um pouco na moita, o palestrino pode ir colocando cerveja pra gelar…

Hum, sinto um “cheirinho” de Peixe se espalhando pelo Brasil!

Leia o post original por Milton Neves

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Já fiz as contas e o Santos será o próximo campeão brasileiro!

Com o empate de 1 x 1 entre o Galo Mais Lindo do Mundo e o Palmeiras, a taça ficou mais perto da Vila Belmiro.

O Verdão saiu na frente com Gabriel Jesus e o matador Lucas Pratto empatou a partida.

A diferença entre Santos e Palmeiras caiu para quatro pontos.

Ou seja, como o Peixe vai ganhar os três jogos restantes, basta apenas o Verdão tropeçar duas vezes para minhas contas baterem.

O Botafogo esta em grande fase, a Chapecoense vem assustando o mundo e o Vitória precisa vencer de todo jeito.

Esses são os adversários do Verdão.

É Palmeiras, a casa caiu!

Santos 3 x 2 Vitória: um grande jogo, onde o Peixe mostrou que é melhor e garantiu os três pontos. Resta ao Santos ganhar os três jogos restantes e contar com tropeços do Palmeiras.

São Paulo 1 x 1 Grêmio: péssimo resultado para o clube paulista, que apenas vai cumprir tabela até o final da temporada.

Internacional 1 x 1 Ponte Preta: com mais um tropeço em casa, o Inter corre grande risco de jogar uma Série B pela primeira vez em sua história.

Após a partida Celso Roth foi demitido.

Que planejamento, hein?

Opine!

Brasileirão ainda pode terminar com “cheirinho de peixe”!

Leia o post original por Milton Neves

ricardo oliveira

Após uma pausa de mais de 10 dias, o Brasileirão volta com tudo nesta semana para a sua reta final.

E com jogos quentíssimos!

E eu destaco dois duelos para ficarmos de olho: Atlético-MG x Palmeiras, claro, e também Santos x Vitória, ambos na quinta-feira.

Isso porque, se der o óbvio nestas partidas, a vantagem do Verdão para o time da Vila Belmiro cairá para apenas três pontos!!!

E faltando ainda três rodadas pela frente!!!

Ou seja, o Brasileirão, que já teve muito “cheirinho de porco” e um pouquinho de “cheirinho de hepta”, pode muito bem acabar com “cheirinho de peixe”.

Não acham?

Abaixo, as chances de título, de G-6 e de Z-4 de cada time, segundo o site “Chance de Gol”:

Chances de título

Palmeiras: 92,5%

Santos: 6,2%

Flamengo: 1,2%

Atlético-MG: 0,09%

Chances de G-6

Palmeiras: 100%

Santos: 100%

Flamengo: quase 100%

Atlético-MG: 99,97%

Botafogo: 86,4%

Atlético-PR: 34,8%

Corinthians: 26,8%

Grêmio: 42,4%

Fluminense: 8,7%

Chapecoense: 0,1%

Ponte Preta: 0,2%

São Paulo: 0,4%

Cruzeiro: 0,1%

Outros times: 0% ou perto disso

Risco de rebaixamento

Santa Cruz: quase 100%

América-MG: quase 100%

Figueirense: 98,8%

Internacional: 46,8%

Vitória: 38,6%

Sport: 11,8%

Coritiba: 3,3%

Cruzeiro: 0,6%

São Paulo: 0,04%

Ponte Preta: 0,1%

Chapecoense: 0,05%

Outros times: 0% ou perto disso

Opine!

Por arbitragem e status de quem briga pelo título, Santos vai à CBF

Leia o post original por Perrone

Um dia após o Santos se tornar vice-líder do Brasileirão, Modesto Roma Júnior esteve na CBF para fazer pedidos em relação à arbitragem, reclamações e dar status de time que briga pelo título ao seu clube.

 “Os presidentes de Palmeiras, Flamengo e Atlético-MG posicionam seus clubes diante da CBF com a importância de quem briga pelo título. Eu fiz o meso”, afirmou o dirigente santista.

Ele se encontrou com Marcos Cabral Marinho de Moura, presidente da Comissão Nacional de Aribitragem, Sérigo Corrêa, ex-chefe do juízes e agora responsável por implementar o programa de uso de vídeos na arbitragem, e Marco Polo Del Nero.

Aos homens do apito, o presidente do Santos reclamou de um impedimento inexistente de Thiago Maia marcado no final da vitória por 2 a 1, sobre a Ponte Preta, e pediu que a comissão privilegie os times que estão brigando por algo na reta final do Brasileiro com os melhores árbitros em suas partidas. Porém, o cartola ouviu que não será atendido.

“Eles explicaram que praticamente todo mundo ainda está brigando por alguma coisa no campeonato, então não podem privilegiar ninguém com os melhores juízes. Entendi a posição deles. O cobertor é curto, faltariam árbitros bons em jogos importantes”, disse Modesto.

Ao presidente da CBF, o dirigente santista voltou a reclamar do fato de a partida contra a Ponte ter sido alterada de sábado à noite para domingo de manhã em cima da hora, prejudicando a preparação de sua equipe. “Ele me disse que (por causa de pedido da PM) passou a partida para o horário mais próximo ao que estava marcada, mas não me convenceu. Continuo achando que fomos prejudicados.”

 A Polícia Militar pediu a alteração com medo de um possível encontro entre torcedores de Ponte Preta e Guarani, caso o alviverde campineiro conquistasse o título da Série C, o que não ocorreu.

Irritado, o Santos jogou com a frase “faltou respeito” nas costas de sua camisa. Modesto disse não temer represálias da CBF por conta da atitude. “Não ouvi reclamação e nem senti um clima favorável a retaliações”, declarou o cartola.

Palmeiras, Inter e tensão nas “finais de Mundial” que têm pela frente

Leia o post original por Antero Greco

Já vi finais de Copas do Mundo extraordinárias, com lindas jogadas e craques em ação. Vi também decisões pegadas, tensas, com divididas ríspidas e a apuração do campeão nos pênaltis.

A explicação para esses tira-teimas intensos e nem sempre com futebol de primeira, mesmo com astros em campo? “Jogo que vale taça”, daí o nervosismo um tom acima. Relevam-se alguns aspectos em nome do objetivo derradeiro. Sofre-se um tanto na expectativa de alegria suprema da conquista.

Pois bem, os times que estão na corrida pelo título brasileiro, nas últimas rodadas, também estão jogando suas “finais de Mundiais”. E nem sempre rendem o que torcedores esperam. Alguns se superam, como são os casos de Palmeiras e Santos, outros emperram, como mostra a sequência sem vitórias do Flamengo.

No caso específico do Palmeiras, líder e a quatro rodadas de  botar a mão na taça, nota-se essa apreensão. É palpável, e não é para menos: são 22 anos de jejum. Muito tempo, período enorme, no qual ocorreram até dois rebaixamentos.  Para o Inter, também era uma das várias finais que terá até a rodada de número de 38. Só que para fugir do rebaixamento

Claro que, do ponto de vista da racionalidade, o ideal seria o Palmeiras manter equilíbrio, jogar o fino e deitar e rolar sobre os adversários que restam. Na prática, há o peso da espera, o medo de falhar (como em 2009), a angústia de uma torcida que viu rivais crescerem muito nessas duas décadas. Isso tudo se reflete, às vezes, no desempenho da equipe. E, para o Inter, assombra o fantasma de descenso inédito.

A inquietação apareceu no clássico deste domingo, para um e para outro. O Palmeiras não foi jogo tranquilo no Allianz Parque; tampouco foi desesperador. Não venceu com folgas – foi 1 a 0 na medida. Assim como não precisou segurar bombardeio “inimigo”. Ficou na fronteira entre o folgado e o apertado. E o Inter se enroscou no nervosismo que o paralisa.

Mas o Palmeiras venceu, abriu seis pontos de vantagem sobre o Santos, segundo colocado, e tem sete a mais do que o Flamengo. O Atlético-MG, dez atrás, saiu do páreo, após a derrota para o Coritiba.

A torcida palestrina talvez tenha mais alguns sobressaltos, compensados com a perspectiva de o time ser campeão. Merece comemorar cada vitória como uma pequena conquista de Mundial.

Os colorados têm razão de temer o pior. Porém, devem ainda acreditar que o Inter conquistará seu “Mundial”, com a permanência na Série A.

Mesmo que um e outro não joguem bonito neste momento.

 

Que surra do São Paulo!

Leia o post original por Antero Greco

Clássico é clássico e vice-versa reza a tradição de obviedades do futebol. Quando dois times de porte se enfrentam, imagina-se equilíbrio de forças e placar apertado.

Nem sempre, como se viu, no início da noite deste sábado, no Morumbi. O São Paulo deu uma atropelada no Corinthians, lascou 4 a 0, com direito a “olé!” merecido por parte da torcida (única, bom frisar).

Era o desempenho que faltava para a turma tricolor respirar aliviada e dar um bico definitivo em qualquer ameaça de rebaixamento. O sufoco no ano foi de lascar, mas agora dá para pensar direito como não fazer bobagens em 2017. Um placar desse quilate, diante de rival histórico, serve para animar o que resta da temporada e planejar direito o futuro. Sem os furos atuais.

O Corinthians? Bem, o campeão do ano passado atravessa período conturbado, estranho, de transição. Desmontou um grupo vencedor, perdeu o técnico no meio do caminho, trocou de comando algumas vezes e tomou o ponto de interrogação que o São Paulo carregava. Ponto de interrogação que recai sobre diversos jogadores e, por que não?, também sobre Osvaldo de Oliveira. Sim, senhor, quem garante que ele fica para 2017? Já sentiu o peso das cobranças após o jogo…

Jogo que foi dominado pelos tricolores, do início ao fim. O Corinthians não teve pernas, espaço, fôlego, criatividade, coragem para driblar o cerco. Denis praticamente assistiu ao clássico de local privilegiado. Desta vez, não tomou sustos nem gols. Deve até ter sentido o frio esquisito que há sobre a cidade.

O São Paulo fez, talvez, a melhor apresentação no Brasileiro. Talvez, não, certamente. Tudo deu certo, da escalação inicial às substituições. Até as chances que apareceram foram praticamente todas aproveitadas.

Pode-se discutir o lance do pênalti que resultou no primeiro gol, marcado por Cueva. Confesso que não me convenci totalmente. Mas, independentemente disso, o São Paulo jogou muito mais. Na verdade, jogou, enquanto o Corinthians apenas esteve em campo.

Por isso, os demais gols – feitos por David Neres, Chavez e Luiz Araújo – vieram com naturalidade, no segundo tempo. Fora o baile.

Noite para não esquecer, de um lado; para riscar do mapa, do outro.