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Deixa a gente em paz

Leia o post original por Rica Perrone

Dá aqui minha taça! Me deixa correr na volta olímpica com ela.  Não me faça ser campeão no sofá, nem mesmo atrele a zona que era isso aqui ao formato.

Deixa o menino entrar com a bandeira, policial!  Ele não vai fazer nada que não seja torcer. E se fizer, aí sim, você o pune.

Sinalizador não faz mal a ninguém.  Fez uma vez, em jogo onde ele era PERMITIDO e foi um acidente, queiram ou não aceitar, só porque partiu de um grupo marginal.

Papel picado não machuca.

O que machuca é ver a taça que “conquistamos” com nosso time ser dada no teatro de terno onde nem estaremos.  O que nos machuca é a entrada dos dois times com uma música que tenta ofuscar meu grito.

É o protocolo a troco de nada que me impede de vaiar o adversário e pressiona-lo na entrada.  É a justiça que julga inteligente punir meu time porque um ou outro animal identificável cometeu um erro na arquibancada.

Tira esse hino! Você tem que ser muito desrespeitoso com a pátria para fazer milhares de pessoas com enorme expectativa em algo receberem seu time e segundos depois terem que parar uma festa para ouvir um hino de mãos no peito. Não é o momento. Não tem ambiente. É um pedido pra que ele seja desrespeitado.

“Ah mas no mundo todo é assim”.  Então me dá a escola da Suiça, a polícia do Canadá, depois enche o saco do meu futebol como ele é.

O mundo nos copia quando a bola rola. Nunca o contrário.  A gente não quer que vocês façam nada por nós, apenas que não façam nada.

A bandeira, o sinalizador, a faixa, o papel picado, nada disso machuca pessoas. Pessoas machucam pessoas. Basta cumprir a lei e prende-las quando necessário.

Não é o formato com finais que faz do futebol brasileiro uma zona. São as pessoas como Eurico Miranda e suas urnas misteriosas que faziam isso. Se fosse pontos corridos, a zona seria exatamente como foi.

Ser europeu não é uma qualidade, mas sim uma característica. Ser brasileiro idem. Mas a gente não é mais.

Deixa a gente em paz. Só precisamos de um pernil na entrada, uma bandeira com um tambor durante o jogo e de uma taça no fim.  O resto vocês que inventaram. Nós nunca pedimos.

abs,
RicaPerrone

Corinthians, sem dúvida

Leia o post original por Antero Greco

Título tem de vir de forma incontestável, sem choro nem vela. Com autoridade, com vitória, que é pra ninguém botar defeito. Quer dizer, os outros torcedores chiam, reclamam, desdenham, mas isso faz parte do futebol…

Pois bem, o Corinthians fechou com antecedência, e em grande estilo, a caminhada rumo ao sétimo título do Brasileiro, ao lascar 3 a 1 no Fluminense, na noite deste 15 de novembro. Fez a festa em casa, em Itaquera, mesmo sem a presença da taça.

(Ah, a CBF não quis levar o troféu, porque o clássico acabou tarde e iria prejudicar a volta do torcedor pra casa. Conta outra… Por que não marcaram o jogo para a tarde?)

Deixa pra lá. O que importa é que, com ou sem medalha, taça e rococós, o Corinthians consolidou campanha vitoriosa com resultado incontornável. Com uma ligeira pitada de ansiedade, na forma do gol sofrido com um minuto, em cabeçada de Henrique.

A vantagem tricolor deixou apenas o jogo mais elétrico e fez com que o Corinthians se lançasse à frente desde o início. Encontrou dificuldade no primeiro tempo, ao não encaixar com frequências jogadas de ataque. O Flu, que precisava ganhar, ficou ali, a se segurar.

A história mudou em três minutos, na etapa final. Tempo suficiente para Jô fazer os dois gols que iniciaram a virada. Duas arrancadas, dois vacilos do Flu e a euforia no estádio. Dali em diante só deu Corinthians, com a certeza de que não seria mais surpreendido. E, para não dar sopa pro azar, veio o gol de Jadson, para fechar a conta.

O Corinthians é campeão nacional de 2017 por merecimento. Superou os demais pela regularidade, pela eficiência, pela simplicidade. Nem as turbulências no returno foram suficientes para tirá-lo do prumo.

Os outros não tiveram competência sequer para fazer cócegas no líder. Ah, o nível não é dos melhores? Sim, e daí? Por acaso foi nos últimos anos? A decadência surgiu agora? Assim como houve reconhecimento para as conquistas de São Paulo, Flamengo, Fluminense, Cruzeiro, Palmeiras, para ficar na história recente, o mesmo vale agora para o Corinthians.

Papo de apito amigo, de pouco empenho de outros concorrentes, são apenas amenidades para os torcedores “inimigos”. Zoeira é do futebol, assim como a taça de 2017 é do Corinthians. E vida que segue.

Parabéns aos corintianos!

 

De vilão a herói: Kazim faz Fiel soltar grito de “campeão”!

Leia o post original por Milton Neves

Que jogo horrível meu amigo!

Um primeiro tempo inexistente, que me fez lembrar das tradicionais “peladas” entre “rua de cima e rua debaixo”.

E para uma partida nesses moldes, apenas um herói poderia aparecer.

Kazim, o “salvador”!

Contestado desde sua chegada ao Corinthians, o turco até que incorporou o espírito alvinegro, mas não obteve o sucesso esperado.

Contra o Avaí, ele livrou o Timão do empate amargo e de um possível vexame.

Afinal, é do futebol apresentado pelo líder que estamos falando.

A vitória veio, “magrinha”, 1 a 0, mas não convenceu.

Um importante passo corintiano rumo ao título, mas graças ao excepcional primeiro turno.

Pois com essa “bolinha” jogada no returno, o Corinthians está somando pontos apenas para o “gasto”.

Mas e você torcedor, após esse resultado, acredita que o Timão leva o Brasileirão?

OPINE!!!

O que está em jogo no clássico paulista além do título brasileiro

Leia o post original por Perrone

Uma vitória neste domingo sobre o Palmeiras, atual segundo colocado, deixará o líder Corinthians com oito pontos de vantagem sobre o rival faltando seis rodadas para terminar o Brasileirão. Já a vitória palmeirense, dará ao alviverde seis partidas para descontar dois pontos de desvantagem. Porém, além da disputa do título, há mais em jogo. Veja abaixo.

Futuro de treinadores

No Palmeiras, a manutenção do ex-assistente Alberto Valentim ainda sofre resistência interna por conta de sua pouca experiência no cargo. Perder o jogo e tornar mais difícil a virada histórica na tabela deve fazer crescer o entendimento de que ele ainda não está pronto para ocupar o posto.

Do outro lado, Fábio Carille teve a sua renovação de contrato por dois anos com opção de mais um anunciada pela diretoria. No entanto, o fraco desempenho no segundo do turno do Brasileiro fez o treinador passar a ser criticado por conselheiros. Principalmente pela insistência com jogadores considerados pelos críticos em má fase técnica e física. Casos de Jadson, que treinou na reserva nesta semana, Rodriguinho e Jadson. É improvável que um fracasso no clássico provoque a demissão do comandante corintiano. Mas o resultado negativo tem potencial para provocar pedidos de mudança na comissão técnica para 2018.

Status de atacantes

Em seu retorno ao Corinthians, Jô ganhou a fama de artilheiro dos clássicos. Desde o início do ano foram seis gols contra Santos, Palmeiras e São Paulo. Porém, no Brasileiro, ele só marcou diante dos santistas no primeiro turno. Passou em branco no jogo de volta, nas duas partidas com os tricolores e no primeiro turno no Allianz Parque. Agora tem sua última chance de carimbar um dos rivais estaduais no campeonato.

No Palmeiras, Borja chegou com status de matador após se destacar pelo Atlético Nacional, da Colômbia. Só fez seis gols no Brasileirão. Chegou a amargar 17 partidas sem marcar. Ganhou novo fôlego depois da saída do técnico Cuca. Anotou três gols nos últimos três jogos. Em Itaquera, ele tem a chance de consolidar a reação.

Política

O Parque São Jorge já ferve por conta das eleições presidenciais marcadas para fevereiro de  2018. As conquistas recentes no futebol e arrasadora campanha corintiana no primeiro turno são usados para embalar a campanha da situação. Andrés Sanchez deve ser lançado como candidato. Estancar os maus resultados e se aproximar de mais uma taça é fundamental para não abalar o discurso do Renovação e Transparência, grupo do ex-presidente.

Conselheiros palmeirenses que não se cansam de criticar Alexandre Mattos já estão com as cornetas prontas para o caso de derrota no clássico. Eles alegam, principalmente, que o desempenho do time ficou muito abaixo do que se espera do caro elenco alviverde. O planejamento de Mattos, com duas trocas de treinador após o início da temporada ,também é criticado. Um fracasso no domingo diminuiria as chances de o clube se recuperar com um título importante em 2017.

Paz

Para os corintianos, vencer o rival e aumentar as chances de ser campeão também significa acalmar a Fiel. Já houve reunião de torcidas organizadas com jogadores e pichação no muro do Parque São Jorge. Sinais de que a situação pode ficar incontrolável em caso de derrota no clássico.

Os palmeirenses vivem um momento diferente. A torcida recuperou o entusiasmo com a melhora da equipe desde que Valentim substituiu Cuca. A manutenção dessa relação tranquila está em jogo. É imprevisível a reação de parte da torcida em caso de decepção em relação a tentar tomar a taça do maior inimigo.

Palmeiras: faltou a faísca de campeão

Leia o post original por Antero Greco

Tem palmeirense aborrecido com o Heber Roberto Lopes. Até com razão. Anulou mal gol de Borja, ainda no primeiro tempo. Seria a virada do Palmeiras sobre o Cruzeiro.

Mas, mais do que a atrapalhada do árbitro, o que pesou, no empate por 2 a 2 com o Cruzeiro, foi a falta da centelha de campeão para o Palmeiras. Sabe aquela faísca, aquele brilho que os times vencedores costumam ter em momentos decisivos?

Detalhe, por exemplo, que teve no ano passado, sobretudo na vitória por 1 a 0 sobre o Inter, no mesmo Allianz Parque. Naquele jogo, nas rodadas finais, veio a certeza de que o time encerraria jejum de duas décadas e levantaria a taça do Brasileiro.

Pois essa luz não veio na noite desta segunda-feira.

O time de Alberto Valentim não foi mal; tampouco esteve bem como nas três vitórias anteriores. Sentiu o peso da responsabilidade de encostar no Corinthians, baqueou depois do gol contra de Juninho, não teve calma suficiente para aproveitar as chances que apareceram. E não foram muitas, embora suficientes para garantir os três pontos que colocariam fogo no campeonato.

O treinador apostou na formação e no esquema que deram certo recentemente. São não contava com a infelicidade do zagueiro, que aos 4 minutos mandou a bola contra o próprio gol. O Cruzeiro veio com algumas modificações, mas consistente na marcação. Raras vezes vacilou, exceto no gol de empate, marcado por Borja.

No segundo tempo, os mineiros voltarem mais espertos. Em dez minutos, assustaram duas vezes os palmeirenses, que de novo perceberam o tamanho do desafio. Mesmo com apoio da torcida, não se via serenidade de equipe com autoconfiança lá no topo.

Para complicar, veio o segundo gol cruzeirense, com Robinho, menos de dois minutos depois de entrar em campo. O mérito do Palmeiras, depois daquilo, foi o espírito de luta, que lhe rendeu o 2 a 2 final, com Borja.

Teve até a chance do terceiro, não fosse afobação de Roger Guedes num contragolpe em que tentou chutar para o gol, sem ângulo. E uma defesa linda de Fábio em cabeçada de Edu Dracena. E não muito mais do que isso.

Complicou a matemática? Teoricamente, sim. Se tivesse vencido, poderia chegar à liderança no clássico com o Corinthians. Com cinco pontos menos do que o líder, tem o peso dobrado de brigar por vitória, para manter aceso o sonho do bicampeonato. Empate não serve; derrota é fim de linha.

A semana será de tensão.

 

Uma relação delicada

Leia o post original por Odir Cunha


Ídolo como jogador, Elano pode se consagrar como técnico.

A relação dos dirigentes de um clube com jogadores de futebol é sempre delicada. O jogador sofre muita pressão , dentro e fora do campo, e raramente tem estrutura psicológica e intelectual para suportá-la. Se o dirigente aperta demais, o jogador espana. Se é tratado sem nenhuma ou pouca cobrança, fica mal acostumado, relaxa e perde o tesão pelas vitórias.

A Lei Pelé deu aos jogadores direitos e poderes que não tinham e que nem sempre são usados por eles de maneira ética e profissional. Como uma forma insólita de compensação por essa liberdade que, sem controle, costuma virar liberalidade, nos grandes clubes do Brasil as torcidas organizadas, muitas delas bancadas pelos próprios clubes, entram em ação para acuar os jogadores quando percebem que o time está sem comando.

A única forma de se evitar um ambiente conturbado e improdutivo em um time de futebol é promover o respeito entre as partes e a natural divisão de responsabilidades. Dirigentes precisam pagar salários em dia e dar aos jogadores boas condições para se preparar e desempenhar sua profissão, jogadores precisam cumprir suas responsabilidades com o clube e torcedores têm todo o direito de se manifestar, mas nunca partir para a agressão.

Sei que falar é fácil. Passional como é, o futebol tira do sério até pessoas geralmente educadas e tranquilas. Mesmo em clubes do primeiro mundo testemunhamos desavenças inexplicáveis. A vaidade humana ainda está longe de ser domada, mesmo nas melhores civilizações. Mas o que tudo isso tem a ver com o nosso Santos?

Como o Santos de Elano pode ser campeão

Admitida a fragilidade da relação entre jogadores, direção de futebol e presidência do clube, creio que a indicação de Elano para dirigir o Santos nessa retal final de campeonato pode ser válida. Ele conhece bem o elenco e teve uma ótima experiência como técnico interino ainda neste Brasileiro, com duas vitórias em dois jogos. Se tiver um bom desempenho nesses sete jogos que faltam, pode – parece incrível! – terminar o ano com o título de campeão brasileiro. Antes de achar que estou delirando, analise comigo os jogos que faltam:

Atlético Mineiro – 04/11, sábado, na Vila: Com tempo para se preparar, diante de um adversário sem pretensões e ainda jogando em casa, o Santos é favorito e deve vencer.

Vasco – 08/11, quarta-feira, na Vila: O Vasco luta por uma vaga na Libertadores e tem jogado regularmente, mas ainda assim o Alvinegro Praiano, de novo em casa, é favorito.

Chapecoense – 13/11, segunda-feira, Chapecó: O time catarinense corre muito e às vezes consegue bons resultados, mas perde mais do que ganha.
Bahia – 16/11, quinta-feira, Salvador: Em casa o Bahia consegue bons resultados, mas é um adversário que o Santos pode vencer, desde que esteja devidamente motivado.

Grêmio – 19/11, domingo, Vila: Completo, o Grêmio é o melhor time brasileiro do momento, mas deverá jogar desfalcado por causa da final da Libertadores. E na Vila.

Flamengo – 26/11, domingo, Rio: o jogo mais difícil da reta final, mas talvez o Flamengo não possa mais lutar pelo título e já tenha a vaga na Libertadores garantida. Então…

Avaí – 03/12, domingo, Vila: Dos sete jogos que faltam, é aquele em que o Santos é mais favorito. Se depender de uma vitória para ser campeão, a faixa estará garantida.

É frequentador deste blog, apoia as ideias do Movimento por um Santos Melhor, sonha em ser conselheiro do clube e quer fazer parte da chapa Somos todos Santos? Envie-me um e-mail para o endereço blogdoodir@blogdoodir.com.br e vamos conversar sobre isso. Você pode ser mais importante na vida do Santos.

E-mail para votar em São Paulo

Muitos sócios têm me perguntado como farão para votar para presidente do Santos, no dia 9 de dezembro, sem precisar ir até a Vila Belmiro. É simples. Basta pedir a mudança de domicílio eleitoral pelo e-mail domicilioeleitoral@santosfc.com.br

No e-mail o sócio deve dizer que prefere votar em São Paulo e incluir o seu nome completo, número do CPF e seu número de sócio do Santos.

O pedido também pode ser feito pessoalmente, na secretaria social do clube, no estádio Urbano Caldeira, ou na subsede do Santos na capital, situada à avenida Indianópolis, 1772, telefone (11) 3181-5188.

Mesmo os associados que pediram a mudança de domicílio eleitoral na última eleição deverão fazê-lo novamente, ou deverão votar na Vila Belmiro.

O prazo para pedir a mudança de domicílio eleitoral para São Paulo vai até o dia 24 de novembro. Portanto, se você quer votar na sede da Federação Paulista de Futebol, não perca tempo.

Poderão votar todos os sócios do Santos que tiverem ao menos 1 (um) ano completo de permanência ininterrupta no quadro associativo do Santos e não estiverem em débito com o clube.

Os associados inadimplentes que quiserem quitar as suas contribuições atrasadas para garantir o seu direito de voto poderão fazê-lo até o dia 4 de dezembro. O clube promete manter a secretaria social e a tesouraria de plantão de 29 de novembro a 4 de dezembro, das 10 às 21 horas, para atender aos sócios.

O Santos tem sido um clube abençoado pelos deuses do futebol, que o escolhem para, regularmente, receber em sua manjedoura meninos escolhidos, especiais, que nascem ali para brilhar no futebol. Está na hora de termos também dirigentes à altura desses craques. Mas essa última parte depende de você, sócio santista. Vote no dia 9 de dezembro, na Vila Belmiro, ou na Federação Paulista de Futebol, e coloque o Santos no reencontro de sua universalidade.

E você, o que acha disso?

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Em palpos de Aranna

Leia o post original por Antero Greco

Antes de mais, vamos ao óbvio: o Corinthians depende só dele para chegar ao título. Sim, senhor, com seis pontos (por enquanto) à frente de Santos e Palmeiras, basta recuperar o prumo para fazer a festa até a 38.ª rodada. Isso é matemática simples e simplória.

Vamos à tendência de momento: o que parecia improvável vai dando o ar da desgraça, pois o líder chega pressionado à reta final do Brasileiro. Vem ladeira a baixo, na banguela, com freio emperrado, e pode trombar de vez com outros rivais, Palmeiras sobretudo, e Santos a correr na pista lateral.

Inimaginável supor queda tão brusca de desempenho, de quase 82% no primeiro turno para 33% no segundo. Se foram 15 vitórias e 4 empates nas primeiras 19 rodadas, agora acumula 6 derrotas, 3 empates e 3 vitórias. Foram 49 pontos contra 12 acumulados por ora. Nas contas anteriores, se mantivesse aproveitamento em torno de 49 ou 50%, chegaria com facilidade à sétima taça.

Embolou tudo – e pode enroscar ainda mais, se o Palmeiras ganhar do Cruzeiro, nesta segunda-feira, no Allianz. Daí, o dérbi de domingo em Itaquera pega fogo.

O Corinthians enroscou-se numa teia criada por ele mesmo. Sim, caro amigo alvinegro ou não, a rapaziada de Fábio Carille é responsável pela situação delicada em que se encontra. Se no turno, superou expectativas, com futebol correto, eficiente, solidário e preciso, agora emperrou, dispersou, brecou ousadia e criatividade. O Timão virou equipe comum, que não bota medo nos adversários.

Outra prova veio neste domingo, no duelo com a Ponte, em Campinas. Não foi a pior partida nessa série negativa. Até que o Corinthians buscou ao menos o empate, especialmente no segundo tempo, com uma infinidade de finalizações – a maioria parou em Aranha. Fazia tempo que não via o goleiro já veterano pegar tanto! Fechou o gol, foi um paredão.

No entanto, os corintianos não assustaram a turma de Eduardo Baptista. A Ponte se propôs segurar a pressão, que existiu, e apostou nos contragolpes. Artifício manjado no futebol, tão velho quanto o primeiro chute na bola. E deu certo. Por ironia tão frequente, o golpe de misericórdia veio por meio de Lucca, cria do Parque São Jorge: gol de cabeça, aos 39 minutos do primeiro tempo e fim de conversa.

Carille apostou na formação que não havia perdido no ano – 7 vitórias e 5 empates – e nem isso funcionou. Apelou para mudanças mais atrevidas, com a entrada de Cleyson, Pedrinho, Kazim, e… nada. A tal limitação de elenco, cantada antes do início da Série A, só agora revela sua face cruel. O banco corintiano, considerado fraco, mostrou que é… fraco mesmo.

A apreensão chegou, não há como negar. Só não pode transformar-se em pânico. Afinal, o Palmeiras pode não passar pelo Cruzeiro e pode perder no domingo que vem. Daí, tudo volta ao normal. Ao mesmo tempo, também é indisfarçável que o Corinthians está em palpos de aranha… por obra e arte, ao menos neste domingo, pelas defesas do Aranha.

Com o perdão do trocadilho.

 

Corinthians, a “4ª força”, está perto do maior vexame da história do Brasileirão!

Leia o post original por Milton Neves

O duelo no Moisés Lucarelli esteve longe de ser o que todos esperavam.

Lances de emoção apenas no final do jogo, característica fiel deste “modorrento” campeonato. Aranha e suas defesas deram um pouco mais de graça.

É que ambas as equipes deixaram de lado a técnica e apostaram na força de vontade para tentar superar o rival.

A Ponte Preta levou a melhor, mas o resultado magro justifica sua posição na tabela.

Era o momento perfeito para golear o Timão, inflar o ego e ganhar moral no torneio para se livrar de vez do rebaixamento.

Pois, neste segundo turno, o Corinthians vem jogando uma bolinha bem “quadrada”.

Teria a sorte abandonado o time do Parque São Jorge?

E se o que todos afirmavam sobre ser a “QUARTA FORÇA” for realmente verdade?

A resposta aqui é clara!

Parem o Palmeiras, pois o Verdão vai roubar este título do Timão!

Atlético-MG 0 x 0 Botafogo

Mais uma vez o meu Galo deixou escapar boa oportunidade de vitória.

Péssimo resultado para o Atlético-MG, que parece ter abandonado lutar pela Libertadores.

Rafael Moura, o “He-Man”, saiu do banco e só foi parado pela trave. Uma pena!

Fluminense 1 x 1 Bahia

O futebol é realmente brilhante, não é mesmo?

Porque apesar do Bahia começar arrasador com Zé Rafael, o “cabisbaixo” Flu arrancou o empate.

Gustavo Scarpa, antes vaiado, foi quem salvou os cariocas da derrota.

OPINE!!!

A culpa de Levir

Leia o post original por Antero Greco

Descer a ripa em cartola é esporte de preferência nacional. Em grande parte das vezes, merecem; eles fazem muita lambança. Vez ou outra acertam, oras, porque ninguém é de ferro.

Modesto Roma, do Santos, não foge à regra.

Desta vez, porém, tendo a não discordar dele, na “segunda” demissão de Levir Culpi em menos de dez dias – agora pra valer. A decisão irrevogável foi tomada no sábado, depois da derrota por 2 a 1 para o São Paulo. Elano, como era previsto, assume interinamente até o final do Brasileiro.

Na verdade, Modesto errou de novo. Porque deveria ter mantido a dispensa de Levir na outra semana. Havia voltado atrás a pedido dos jogadores, então fechados com o “professor”. Dera um voto de confiança ao chefe da equipe e ao elenco.

Levir, no entanto, chegara ao limite. O Santos empacou de uns tempos para cá. Embora tenha 53 pontos e teoricamente continua na briga pelo título, o futebol que mostra está longe de empolgar. Ah, os números com o treinador não são ruins: 14 vitórias, 12 empates, 5 derrotas.

Desculpem-me os que acham essa estatística satisfatória, mas não é. Por quê? Porque há excessivo número de empates. E está mais do que provado de que empate não leva a lugar nenhum. No máximo, serve para curiosidades do gênero “Time tal está há tantos jogos sem perder”…

O Santos não sai do lugar, mesmo com a ressalva de que “está na zona de Libertadores” etc e tal. Também não vale alegar que “Levir foi longe demais com esse elenco”. O grupo de atletas não é de primeiríssima grandeza – e, como demonstra o campeonato, ninguém tem uma tropa fora de série. Está o líder Corinthians para comprovar.

O Santos não é de agora que se comporta de forma indolente. Vive mais de lampejos individuais do que de estratégia bem definida. Depende da inspiração de Lucas Lima (que anda em baixa), da instabilidade de Bruno Henrique, do oportunismo de Ricardo Oliveira, dos milagres de Vanderlei no gol.

A oscilação tem sido enorme, e não há como aliviar para Levir; ele tem culpa, com perdão do (quase) trocadilho involuntário.

Para quem gosta de cifras: não é por acaso que deixou para trás a imagem de “equipe ofensiva”. Com 33 gols a favor, é o 15.º ataque da Série A. O fato de a defesa ser a segunda menos vazada (22 gols) ameniza, mas não tranquiliza. Para ser campeão precisa, também, fazer gols, de preferência muitos.

Levir merece descanso. E Elano necessitará de sorte para mostrar competência na emergência.

 

Momento de Decisão

Leia o post original por Odir Cunha

Meus amigos e minhas amigas, todo mundo sabe que a vida é feita de momentos. Há os indigentes, que não servem para nada a não ser para comprovarmos que estamos vivos. Seria, no futebol, os jogos para cumprir tabela. Porém, sempre chega a hora de um momento decisivo e é este que separa os homens dos meninos, os bons dos maus, os valentes dos covardes, os honestos dos ladrões… O momento decisivo define carreiras. Quem se destaca nessa situação limite é lembrado para sempre; mas os que fracassam são repudiados ou esquecidos.

Veja que Pelé não foi Rei Por acaso. Ele jamais perdeu uma decisão, a não ser que estivesse fora de forma física, como ocorreu em 1966. Seus mais de 20 títulos oficiais com a camisa do Santos têm uma explicação clara: na hora agá o homem virava fera e ninguém conseguia superá-lo. Essa é uma de suas grandes diferenças para os outros craques. Pelé não dava xabu. Fez duas finais de Copas do Mundo e nelas marcou três gols, deu duas assistências e foi considerado o melhor em campo. Enquanto outros…

Digo isso porque estamos diante de um momento desses para o nosso Santos, que nesse sábado, às 17 horas, no Pacaembu, enfrenta o São Paulo e uma torcida de mais de 30 mil bocas pela manutenção de seu sonho de ser campeão brasileiro. Ainda é plenamente possível, mas a dúvida dos santistas não é se o medíocre líder fraquejará de novo, mas se o Santos dará uma de Pelé e crescerá no momento decisivo.

Sinto desconfiança entre os torcedores, ainda mais agora que Zeca entrou na justiça contra o clube alegando atraso de salários. Já vimos essa história antes no final da gestão de Odílio Rodrigues. Será que a direção atual reservou o dinheiro para festas eleitoreiras e se esqueceu de pagar os jogadores? O fato é que um ambiente dividido, com jogadores desmotivados, naturalmente diminui o ânimo da equipe para o grande embate. O Luisinho, leitor do blog, sintetizou a expectativa de muitos santistas em um comentário duro, mas realista:

Já dá para imaginar como vai ser o jogo no sábado: o Santos vai ser amassado pelo limitado time do São Paulo, aquele jogo que dá raiva de assistir, e jogar por uma bola no contra-ataque. Se acontecer um milagre e o Santos abrir o placar, os dez jogadores vão ficar atrás da linha do meio-campo, implorando para tomar o empate. Preparem seus estômagos….

Bem, é isso mesmo que tem acontecido nos últimos jogos do Santos. O time não consegue ganhar com facilidade de nenhum adversário e ainda sofre pressão de todos eles. Sem motivação para buscar a vitória, sem ânimo para correr com a bola, ou fechar os espaços quando estiver sem ela, não há time que seja competitivo no futebol atual. Mas será que não podemos esperar nada desses jogadores no clássico?

Bem, eu acredito, no mínimo, na inteligência. Sei que mesmo os jogadores que pensam em sair do Santos em 2018 quererão aproveitar esse confronto para deixar uma boa imagem e despertar o interesse de outros clubes, e só conseguirão isso jogando com vontade, doando-se ao time e conquistando uma grande vitória. Se não podem jogar pela diretoria que lhes atrasa os pagamentos, nem pela torcida que os persegue, que ao menos joguem por seus caráteres e suas carreiras. E que a esperança não morra.

E você, o que pensa disso?

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E-mail para votar em São Paulo

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No e-mail o sócio deve dizer que prefere votar em São Paulo e incluir o seu nome completo, número do CPF e seu número de sócio do Santos.

O pedido também pode ser feito pessoalmente, na secretaria social do clube, no estádio Urbano Caldeira, ou na subsede do Santos na capital, situada à avenida Indianópolis, 1772, telefone (11) 3181-5188.

Mesmo os associados que pediram a mudança de domicílio eleitoral na última eleição deverão fazê-lo novamente, ou deverão votar na Vila Belmiro.

O prazo para pedir a mudança de domicílio eleitoral para São Paulo vai até o dia 24 de novembro. Portanto, se você quer votar na sede da Federação Paulista de Futebol, não perca tempo.

Poderão votar todos os sócios do Santos que tiverem ao menos 1 (um) ano completo de permanência ininterrupta no quadro associativo do Santos e não estiverem em débito com o clube.

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O Santos tem sido um clube abençoado pelos deuses do futebol, que o escolhem para, regularmente, receber em sua manjedoura meninos escolhidos, especiais, que nascem ali para brilhar no futebol. Está na hora de termos também dirigentes à altura desses craques. Mas essa última parte depende de você, sócio santista. Vote no dia 9 de dezembro, na Vila Belmiro, ou na Federação Paulista de Futebol, e coloque o Santos no reencontro de sua universalidade.

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