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Até aliados criticam Leco por declarações sobre Ceni

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Carlos Augusto de Barrros e Silva, o Leco, sofre críticas até de parte de seus aliados pelo ataque ao trabalho de Rogério Ceni como treinador em entrevista ao site “Chuteira FC”.

Sob a condição de não terem seus nomes publicados, três conselheiros alinhados com o presidente são-paulino criticaram a atitude dele. As queixas são principalmente duas. A primeira, sobre a decisão de dar a entrevista. O entendimento é de que o cartola deveria ter se recusado a falar com o site para não se expor no momento em que o time luta contra o rebaixamento e às vésperas do clássico com o Corinthians. O silêncio seria uma forma de evitar situações que pudessem respingar na equipe.

O segundo argumento é o de que, a partir da decisão de dar a entrevista, Leco deveria ter evitado falar sobre Rogério. Seu posicionamento deveria ter sido de comentar o presente e o futuro. Esquecer o passado seria uma estratégia para não reabrir feridas. Depois da publicação das declarações do presidente, Ceni escreveu em sua conta no Facebook: “não se deixe enganar pelos cabelos brancos, pois os canalhas também envelhecem”.

Os críticos de Leco também afirmam que o presidente não deveria atacar um dos maiores ídolos do São Paulo. Quem defende o dirigente diz que ele separa o goleiro do treinador na hora de fazer suas críticas e que algumas pessoas no Morumbi não entendem essa diferenciação.

Já a oposição soma as afirmações sobre Rogério ao episódio em que o conselheiro Pedro Mauad acusa Leco de agressão depois do empate com o Corinthians.

Procurado por meio da assessoria de imprensa do São Paulo, Leco não comentou as críticas até a publicação deste post.

 

Opinião: São Paulo insiste na arriscada estratégia de agradar à torcida

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A reunião entre torcedores e jogadores do São Paulo na última semana indica que a diretoria tricolor não aprendeu com erros cometidos na tentativa de agradar aos fãs do clube.

Geralmente, atletas não gostam de ter que dar explicações aos torcedores. E costumam se sentir ainda mais incomodados quando são tiradas satisfações dentro do local de trabalho e com anuência da direção.

Além do natural risco de gerar descontentamento, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, deixou membros do Conselho de Administração são-paulino contrariados com o que acreditam ser exposição desnecessária dos jogadores perante a torcida.

O episódio é a repetição da estratégia de tomar medidas simpáticas à torcida adotada outras vezes por Leco sem sucesso.

Foi assim, por exemplo, na decisão de contratar Lugano, claramente sem condições de ser titular, na tentativa de reconquistar o apoio dos torcedores para o time, além da aposta na liderança do zagueiro. Essa era a teoria, mas na prática o São Paulo ficou com um reserva de luxo enquanto não consegue arrumar sua zaga desde o início do ano. E o contrato do uruguaio ainda foi renovado, apesar de ele ser pouco aproveitado.

A contratação de Rogério Ceni, realizada em período de campanha eleitoral (Leco nega cunho político), também foi extremamente popular entre os torcedores. Porém, com a demissão do ex-goleiro em apenas cerca de seis meses, a escolha se revelou uma ação sem sólido planejamento. A impressão que fica, é que na oportunidade a diretoria fechou os olhos para os riscos da decisão de dar sua prancheta para um estreante. Assim como tampou os ouvidos para alertas dos membros do Conselho de Administração sobre a possibilidade de efeitos colaterais provocados pelo encontro entre atletas e torcedores.

Se jogadores podem ter ficado constrangidos com a cobrança feita especialmente por membros de torcidas organizadas, o mesmo pode acontecer com Dorival Júnior se for colocada em prática a ideia de Muricy Ramalho prestar consultoria técnica informal.

O atual treinador diz concordar com a medida, mas não é estranho o fato de a diretoria ter dito que Dorival considerava desnecessária a ajuda externa de um profissional do ramo? Muricy foi convidado mediante forte pressão de torcedores, sócios e conselheiros que entregaram para Leco um abaixo-assinado pedindo a contratação do ex-treinador como coordenador. Mais uma vez fica no ar o cheiro de que a direção continua confiando no populismo como forma de administrar o clube.

Esse estilo pode conduzir Leco a dois tipos de situação. Na primeira, se a equipe se salvar, do rebaixamento, torcedores, sócios e conselheiros irão dizer que a direção só não rebaixou a equipe porque eles interferiram. Até aí, tudo bem, pois não é vergonha contar com ajuda para fazer o melhor pelo clube.

No segundo caminho, o presidente afundaria com a torcida para a Série B. Daí poderá dizer que não errou sozinho e que fez o que os torcedores pediam, o que de nada adiantará.

O problema, na opinião deste blogueiro, é que já há casos concretos em que o a decisão de atender ao anseio popular atropelou o bom senso gerando resultados amargos para o tricolor. Ou seja, a diretoria repte uma estratégia que não tem dado certo. E, no momento em que o novo estatuto prega o profissionalismo, a influência de quem não é pago para tomar decisões, só aumenta.

Dorival enfrenta campanha de parte de conselheiros por sua demissão

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Acabou o prazo de Dorival Júnior para arrumar o time. Essa é a opinião de parte dos conselheiros do São Paulo que cobra a demissão do treinador. Da mesma forma, há membros do Conselho Deliberativo que querem a saída do diretor executivo de futebol Vinícius Pinotti.

Não corrigir antigas falhas, incapacidade de fazer a equipe evoluir, mesmo com tempo para treinar devido à parada no Brasileirão, e o fato de o tricolor permitir o empate contra a Ponte Preta após estar vencendo por 2 a 0 são usados como argumentos contra o treinador.

“Demos todo apoio ao Dorival, mas tudo tem limite. Chega do Dorival, o time não se encontrou com ele. E os resultados mostraram que o desempenho dele foi pífio”, disse o opositor Newton Luiz Ferreira, o Newton do Chapéu. As afirmações foram feitas em mensagem enviada a seus contatos por telefone celular.

“Eu contrataria o Leão como treinador e o Muricy como coordenador”, completou o oposicionista no texto. Indagado pelo blog sobre Dorival, Ferreira respondeu: “Dei dois meses para avaliar o trabalho dele, mas depois de hoje (sábado no jogo com a Ponte) não dá mais. Técnico é como vendedor, a análise é simples, pelos resultados”, disse.

Newton não cita Pinotti, mas há no conselho quem entenda que o executivo perdeu a blindagem que tinha. Parte de conselheiros influentes entendia que ele não podia responder por problemas de planejamento ocorrido antes de maio, quando assumiu o cargo. No entanto, politicamente, Pinotti já enfrentava críticas por ocupar um cargo executivo sem antes ter exercido função profissional no futebol.

Sócio do clube, ele era dirigente do departamento de marketing e foi um importante aliado de Leco na campanha pela reeleição presidencial neste ano.

Vale lembrar que os conselheiros não têm poder de decisão em relação à permanência ou não de técnicos e diretores. Porém, a opinião da maioria costuma ser analisada pelos presidentes de clubes.

Em carta, diretor do SPFC diz que ex-gerente levou R$ 1,5 mi em ‘caso U2’

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Carta encaminhada ao presidente do São Paulo, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, detalha como funcionaria o esquema de venda de ingressos inexistentes para shows no Morumbi. A mensagem foi escrita por Márcio Aith, diretor executivo de comunicação e marketing e principal responsável pela investigação. O trabalho culminou com a demissão por justa causa de Alan Cimerman, ex-gerente de marketing tricolor. O ex-funcionário nega as acusações.

“Em breve resumo, o Sr. Cimerman obteve ilegalmente, na conta pessoal de um familiar de primeiro grau, depósitos de pelo menos cerca de R$ 1,5 milhão”, diz trecho da carta redigida por Aith e repassada por Leco aos conselheiros.

De acordo com o relato, os depósitos foram feitos por terceiros a quem Cimerman havia prometido vender ingressos e alugar camarotes para os shows do U2 e de Bruno Mars no Morumbi.

O ex-gerente, por meio de seu advogado, Daniel Bialski, nega os depósitos em conta de familiar e afirma ter documentos que compravam a lisura de seus atos.

“Os ingressos prometidos pelo Sr. Cimerman seriam desviados de lotes de ingressos de cortesia habitualmente entregues ap SPFC pela produção de shows”, diz o diretor executivo em outro trecho de sua mensagem. Os camarotes que teriam sido oferecidos pertencem ao clube. E os tíquetes de cortesia só serão recebidos pelo São Paulo em meados de setembro.

Ainda de acordo com a explicação de Aith ao presidente, o ex-gerente planejava forçar o clube a assinar com uma empresa intermediária contrato de cessão de nove camarotes por R$ 189 mil. Também está escrito na carta que os mesmos camarotes seriam sublocados a terceiros por valores exorbitantes. “Depósitos antecipados chegaram a ser feitos em uma conta pertencente a uma parente do Sr. Cimerman”, relata Aith na carta.

As denúncias agora estão sendo investigadas pelo DEIC (Departamento Estadual de Investigações Criminais), que apura se houve estelionato, falsificação de documentos, apropriação indébita e associação para o crime.

Por sua vez, Cimerman, ao homologar a rescisão contratual, fez a ressalva de que não concorda com a demissão por justa causa e deixou o caminho aberto para cobrar direitos trabalhistas na Justiça.

Abaixo, veja na íntegra a carta enviada por Aith para Leco.

 

 

Ao Ilustrí­ssimo Senhor Carlos Augusto de Barros e Silva, Presidente da Diretoria Executiva do São Paulo Futebol Clube
 
Transmito a V.S.Aª os fatos abaixo descritos, apurados pela Diretoria Executiva de Comunicação e Marketing do SPFC, que levaram a direção de nosso
 clube a demitir, por justa causa, o Sr. Cimerman, Gerente de Marketing, bem como a solicitar a abertura de um inquérito policial no Departamento
 Estadual de Investigações Criminais – DEIC.
 
Registro, desde já, estarmos à disposição de todos os Conselheiros para prestar os esclarecimentos adicionais desejados, assim como já nos dispusemos a fazê-lo na reunião extraordinária do Conselho Deliberativo do dia 21 de Agosto de 2017.
 Importante iniciar o relato salientando que, apesar da gravidade e da publicidade dadas ao caso, o SPFC não sofreu qualquer prejuízo direto, visto que as
 práticas infracionais, embora tenham prejudicado terceiros, em benefício direto do Sr. Cimerman, puderam ser amplamente comprovadas antes de
 consumadas contra o clube.
 
 Em breve resumo, o Sr. Cimerman obteve ilegalmente, na conta pessoal de uma familiar de primeiro grau, depósitos de pelo menos cerca de R$ 1,5 milhão. Esses depósitos foram feitos por terceiros, aos quais o Sr. Cimerman prometera a “venda” de ingressos e o “aluguel” de camarotes para os shows da banda irlandesa U2 (nos dias 19, 21, 22 e 25 de outubro) e do músico norte-americano Bruno Mars (22 e 23 de novembro).
 
 Os crimes restaram provados por meio de cópias de recibos de depósitos e de conversas em áudio e texto (do aplicativo WhatsApp) exibidos espontaneamente por terceiros prejudicados à  Diretoria do SPFC, e, posteriormente, entregues ao DEIC. Nas conversas, o funcionário demitido admite ter enganado o clube, falsificado documentos e assinaturas e se beneficiado financeiramente dos atos delituosos que praticou.
 
Os ingressos prometidos pelo Sr. Cimerman seriam desviados de lotes de ingressos de cortesia habitualmente entregues ao SPFC pela produção de shows; já os espaços de camarotes oferecidos pelo ex-gerente, localizados no Estádio do Morumbi, são de propriedade do clube. Registre-se que os ingressos de cortesia, ainda não emitidos, serão entregues ao SPFC somente em meados de setembro.
 
Para atingir o seu objetivo, o Sr. Cimerman, a quem competia funcionalmente a comercialização de espaços durante eventos, planejava forçar o clube a firmar um contrato de cessão de nove camarotes, no valor de R$ 189.000,00 (cento e oitenta e nove mil reais), contrato esse entre o São Paulo Futebol Clube e uma empresa intermediária.
 
Os mesmos camarotes seriam mais tarde sublocados (com direito aos ingressos) a terceiros a valores exorbitantes. Depósitos antecipados chegaram a ser feitos em uma conta pertencente a uma integrante da família do Sr. Cimerman.
 
Como bem sabe V.S.ª, a diretoria comunicou a Presidência tão logo surgiram os primeiros indícios, e dela recebeu a orientação de apura-los até o fim, sem qualquer constrangimento nem limites pessoais. Dos demais diretores recebeu a discrição e o apoio técnico necessários para a apuração do caso – apuração esta que, agora, está a cargo do DEIC.
 
Embora reconheçam a gravidade do episódio, colaboradores, parceiros e patrocinadores do SPFC demonstraram satisfação com a pronta reação da direção do SPFC.
 
Marketing não se faz apenas por meio da promoção de bons ativos – dos quais, diga-se, o SPFC está repleto – mas, também, do combate intransigente a desvios éticos.
 
Cordialmente,
 
Marcio Aith”

Opositor aponta gestão temerária no SPFC em ‘caso U2’ e pode ser punido

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Em sua conta no Facebook, Newton Luiz Ferreira, o Newton do Chapéu, candidato de oposição derrotado à presidência do São Paulo, pediu que dois cartolas atuais e um ex-dirigente sejam investigados no Conselho Deliberativo por gestão temerária. Por conta de sua atitude, ele virou alvo de pedido de abertura de procedimento disciplinar interno que pode culminar com uma suspensão do quadro de sócios superior a 270 dias.

O ato temerário, segundo Newton, foi a contratação de Alan Cimerman, demitido do cargo de gerente de marketing sob a acusação de venda de ingressos e camarotes inexistentes para shows no Morumbi. Ele foi demitido por justa causa, mas nega as irregularidades, que seriam relacionadas às apresentações de U2 e Brno Mars no estádio são-paulino.

A tese é de que como a empresa de Cimerman já era acusada de não pagar fornecedores das cerimônias de abertura e encerramento da Copa de 2014, ele não deveria ter sido contratado pelo São Paulo. O ex-gerente diz que o orçamento do COL (Comitê Organizador Local) estourou por causa de mudanças de última hora no programa e afirma que também levou calote do órgão.

A representação contra o opositor foi protocolada pelo conselheiro José Francisco Manssur, vice-presidente de comunicação e marketing do clube na época em que Cimerman foi contratado.

“A ficha corrida do Alan Cimerman era uma constatação cabal de que ele nunca deveria ter sido contratado pelo SPFC. O Leco, Manssur & Pinotti devem responder por gestão temerária”, afirmou Newton em sua página do Facebook, citando também o presidente do clube e o atual diretor executivo de futebol, que na ocasião era diretor de marketing.

O opositor também afirma que o sócio Rui Branquinho divulgou ter sido Manssur o responsável pela contratação de Cimerman. O ex-vice nega ter indicado Cimerman e que Branquinho tenha feito tal afirmação.

Em sua representação contra Newton, protocolada no último dia 18, Manssur diz que foi difamado e teve sua honra atacada pelo opositor. “O único responsável pelos danos que intentou cometer teria sido, supostamente, o ex-funcionário (Cimerman), que aliás foi demitido por justa causa pela atual gestão do São Paulo”, diz trecho do documento.

Pela avaliação inicial, o clube não teve prejuízo financeiro com o suposto esquema de venda ilegal de ingressos. Porém, pessoas e empresas que teriam comprado bilhetes e espaços em camarotes foram prejudicadas em pelo menos R$ 2 milhões nas contas do clube.

Para pedir punição a Newton, Manssur alega que ele feriu o artigo 10 do regimento interno do São Paulo. A regra citada prevê em sua letra “i” punição para sócios que veicularem expressões ofensivas ou desonrosas contra o clube ou membros de seus poderes em razão de suas atividades em qualquer meio de comunicação. A punição, após apuração e defesa do acusado, pode chegar a 270 dias e ser aumentada em 1/3 no caso de o infrator fazer parte de poderes do clube. É o caso de Newton, membro do Conselho Deliberativo.

Manssur protocolou outra representação semelhante citando postagem do opositor questionando as qualidades morais e éticas do ex-vice para assumir a função de produzir estudo sobre a separação das atividades sociais e do futebol do São Paulo.

Em nota endereçada aos sócios do clube na qual afirmou ter conhecimento do pedido de Manssur, Newton confirmou que entende ter havido gestão temerária e disse que seu grupo vai pedir uma reunião extraordinária do Conselho Deliberativo ouvir explicações da diretoria sobre o caso envolvendo Cimerman.

Escândalo no SPFC: fiscalização eficiente ou contratação imprudente?

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A descoberta de um suposto esquema de venda irregular de ingressos e camarotes para shows no Morumbi é vista pela direção do São Paulo como prova de eficiência da diretoria executiva montada pelo presidente Carlos Augusto de Barros e Silva. A revelação é atribuída principalmente a Márcio Aith, diretor executivo de comunicação e marketing, que investigou o caso.

O fato é importante para a direção tricolor porque a montagem do corpo executivo sofre vários questionamentos por parte de membros do Conselho de Administração (que aprovou as indicações, segundo a diretoria) e do Conselho Deliberativo. A queixa é de que Leco indicou conselheiros com influência política no clube (não é o caso de Aith) e pessoas com bom relacionamento na direção para o cargo no lugar de contratar uma empresa especializada em identificar profissionais de alto nível para cada área.

A atual gestão tem orgulho de ter apontado a suposta fraude e demitido por justa causa o gerente de marketing Alan Cimerman, que nega as acusações.

Mas há um efeito colateral na demissão do funcionário. Integrantes do Conselho de Administração e membros da oposição tricolor afirmam que o desfecho do caso comprova o desleixo de cartolas da atual administração que confiaram em Cimerman.

O ex-gerente foi contratado no final de 2015, quando Leco já havia substituído Carlos Miguel Aidar, que renunciou após denúncias de irregularidades. Cimerman tinha a confiança de Vinícius Pinotti, então diretor de marketing e hoje diretor executivo de futebol.

A presença do ex-gerente no quadro de funcionários era fortemente questionada por conselheiros pelo fato de a Spirit, empresa dele, ser acusada por diversos fornecedores do COL (Comitê Organizador Local da Copa de 2014) de calote. O argumento é que o clube não poderia ter contratado alguém com esse histórico e de que a escolha foi imprudente.

Por sua vez, Cimerman alegou em entrevista à “Folha de S.Paulo” em 2016 que o estouro no orçamento a Copa aconteceu por causa de mudanças de última hora que encareceram as cerimônias de abertura e encerramento, responsabilizando o COL pelas dívidas. Afirmou também que o comitê devia a ele R$ 1,8 milhão.

 

Conselho de Administração do SPFC vai avaliar executivos de Leco por metas

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Com José Eduardo Martins, do UOL, em São Paulo

O Conselho de Administração (CA) do São Paulo finaliza um modelo para avaliar e eventualmente afastar diretores executivos que não rendam o esperado. Eles serão cobrados para atingir metas que ainda estão sendo estipuladas. Corrente no órgão defende que as principais sejam cortes de aproximadamente 12% em nas despesas de seus setores e aumento das receitas no mesmo número.

A definição de regras para avaliar os dirigentes remunerados está entre as prioridades do CA porque há discordância em relação ao fato de o presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, indicar conselheiros para a direção executiva no lugar de profissionais independentes da vida política tricolor. São os casos de Rodrigo Gaspar, diretor executivo administrativo, Elias Barquete Albarello, diretor executivo financeiro, e Eduardo Rebouças, diretor executivo de infraestrutura. Vinícius Pinotti, que comanda o futebol, não é membro do conselho, mas foi um importante colaborador da campanha de Leco enquanto atuava no marketing do clube.

O estatuto diz que os diretores executivos devem ter notório saber em sua área de atuação.

Para não cair numa discussão sem fim com o presidente sobre a competência dos indicados, o Conselho de Administração decidiu implantar os sistema de cobrança de resultados a partir de um plano de ação que deve ser apresentado por cada dirigente remunerado.

A ideia do CA é dar até dezembro para os executivos, contratados neste ano, cumprirem as primeiras metas. Quem não conseguir deverá ter a sua substituição recomendada para Leco.

O estatuto do São Paulo já prevê a abertura de procedimento para apurar a responsabilidade do executivo que estourar o orçamento previsto em sua área por mais de 5%.

Em relação à rejeição à indicação de dirigentes remunerados que são influentes na política tricolor, Leco tem se defendido alegando que todos os nomes foram aprovados pelo CA.

Em breve, a diretoria deve apresentar publicamente relatório sobre os 100 primeiros dias da atual gestão para mostrar o que tem sido feito em cada área.

 

 

SPFC luta contra queda em meio a fim de plano que reduz força de técnico

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No final de maio do ano passado, com o time nas semifinais da Libertadores, Gustavo Vieira de Oliveira, então diretor executivo do São Paulo, celebrava o início de um projeto a longo prazo para o clube. O plano previa o fortalecimento da comissão técnica fixa tricolor, a efetivação de um modo de jogar que seria aplicado também nas categorias de base e a diminuição do poder do treinador. Entre outros benefícios para a agremiação, ele previa que as trocas de treinadores seriam menos traumáticas. Sairia o comandante, ficaria a maioria da comissão, e o novo trabalho não começaria do zero.

Hoje, pouco mais de um ano depois, vítima da combinação entre política conturbada e maus resultados em campo, o sistema idealizado pelo filho do ex-jogador Sócrates está aniquilado.

Em meio a uma de suas maiores crises técnicas e da luta contra o rebaixamento no Brasileiro, o São Paulo enfrenta praticamente tudo que o plano do ex-dirigente queria evitar: instabilidade técnica e tática, mudanças radicais na comissão técnica e  treinadores com amplos poderes.

Em setembro do ano passado, golpeado pela eliminação na Libertadores e por uma forte pressão política pela sua saída de seu mentor, o projeto de Gustavo começou a virar pó com a saída dele. O presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, que havia abençoado o planejamento do executivo, não resistiu às cobranças de conselheiros e diretores, trocando o ex-dirigente por Marco Aurélio Cunha.

Seguidas mudanças na direção de futebol e no comando técnico também ocorreram. Depois da saída (contra a vontade da diretoria) de Edgardo Bauza, que simbolizava o projeto de diminuição do poder de treinadores no Morumbi, passaram pelo comando técnico Ricardo Gomes e Rogério Ceni antes da chegada do atual treinador, Dorival Júnior, sem contar os interinos.

Foram diversas as transformações de filosofia de jogo enfrentadas pela equipe, ao contrário do que previa o projeto de Gustavo.

Com a chegada de Rogério para a temporada de 2017, foi abandonada a ideia do treinador com poderes limitados. Ele trouxe dois auxiliares estrangeiros e filosofias próprias para implantar no clube.

Ceni não aguentou aos seguidos fracassos do time. Viu um de seus assistentes pedir as contas dias antes dele ser demitido.

Em seguida, veio o golpe fatal no sistema de estabilidade idealizado anteriormente. A comissão técnica fixa, antes vista como fundamental, foi parcialmente destruída. Acabaram demitidos o preparador físico José Mário Campeiz e o treinador de goleiros Haroldo Lamounier, alvos de pressão de conselheiros.

O auxiliar técnico permanente, Pintado, também não resistiu e foi convidado para atuar na integração entre as categorias de base e o time principal. Ele era fundamental no antigo projeto para diminuir o poder dos treinadores. Cabia a ele dialogar com os técnicos e trabalhar pela filosofia do clube.

Dorival chegou com um auxiliar, um analista de desempenho, um preparador físico e ainda indicou um preparador de goleiros. Ou seja, a ideia de as trocas no comando provocarem menos traumas no clube e não representarem o recomeço do zero também foi sepultada.

A atual diretoria, comandada pelo mesmo presidente que avalizou as ideias de Gustavo e com Vinícius Pinotti como executivo, nega interferência política nas trocas realizadas. Internamente, são feitas críticas à decisões do passado, da época em que o filho de Sócrates estava no comando e que estariam sendo corrigidas agora.

Pagamento de multa a Rogério faz Leco ser cobrado internamente

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Com José Eduardo Martins, do UOL, em São Paulo

O fato de o São Paulo ter que pagar multa de R$ 5 milhões a Rogério Ceni por sua demissão gerou descontentamento em pelos menos três áreas no São Paulo. Os insatisfeitos estão na diretoria, no Conselho de Administração e no Conselho Deliberativo. No último caso, especialmente entre os opositores.

Na atual direção, há quem acredite que foi um erro da antiga diretoria de futebol e do presidente Carlos Augusto de Barros e Silva concordar com o pagamento de multa. Mas, nesse caso, não há barulho.

Já parte dos integrantes do conselho de administração mostra mais incômodo. A ala insatisfeita quer que Leco explique os motivos que levaram o clube a aceitar a inclusão da multa e pretende sugerir ao presidente que ele defina um padrão para os próximos contratos de treinador. Não é usual o clube estipular multas contratuais para seus técnicos. Os antecessores de Ceni demitidos receberam indenizações de um mês de salário. O sucessor dele, Dorival Júnior, tem previsão de multa equivalente a dois meses de pagamentos.

Os pedidos de explicação e a sugestão sobre a definição de um padrão deverão acontecer em reunião do Conselho de Administração marcada para o próximo dia 19.

No órgão, também há quem queira informações sobre o afastamento de Pintado da comissão técnica da equipe principal. Existem membros que consideram que o Conselho de Administração não pode ser surpreendido com decisões importantes. A tese é de que eles só podem colaborar com o presidente se emitirem suas opiniões antes de tais medidas serem adotadas. Porém, os mais próximos a Leco discordam. Afirmam que se atos referentes ao departamento de futebol forem alvos de discussões, haverá lentidão nas ações. O clube poderia ser prejudicado.

Já no Conselho Deliberativo, o opositor Newton Luiz Ferreira, o Newton do Chapéu, e seus colegas tentam colher 50 assinaturas para que seja marcada uma reunião extraordinária do órgão. Entre outros temas, seriam cobradas explicações sobre os motivos que levaram o clube a concordar a incluir multa rescisória no contrato do ex-goleiro. Também seria pedido um balanço financeiro sobre as recentes vendas e contratações de jogadores. A medida é vista pela situação como meramente política.

O blog telefonou para o presidente são-paulino, mas ele não atendeu à ligação.

 

Sigilo: Conselho de Administração do SPFC assina termo de confidencialidade

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Na última segunda, membros do Conselho de Administração do São Paulo assinaram um termo de confidencialidade se comprometendo a não comentar assuntos discutidos nas reuniões do órgão.

Preocupado com vazamentos de informações após serem apresentadas ao conselho, Carlos Augusto de Barros e Silva chegou ao último encontro já com o documento pronto para os conselheiros assinarem. Presidente do clube, Leco preside também o Consdelho de Administração.

Além dele, parte dos integrantes, estava incomodada com os vazamentos que colocaram conselheiros sob suspeita.

De acordo com o termo de confidencialidade, apenas Leco pode falar sobre assuntos abordados nas reuniões. Ele emitirá notas oficiais quando entender necessário.

Entre os temas conversados no último encontro, estavam a situação financeira do clube e as recentes vendas de jogadores.