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Diego Costa: gol, alegria e expulsão

Leia o post original por Antero Greco

Diego Costa é atacante à moda antiga, do tipo hoje em extinção: valente, provocador, exagerado, goleador. Com ele não tem meio-termo, é radical e não se incomoda com isso. Não por acaso já se envolveu num monte de confusões e foi até dispensado por mensagem em celular, como aconteceu com o Chelsea, do técnico Antonio Conte.

Mas há ocasiões em que a intolerância ronda as atitudes de Diego Costa. Foi o que aconteceu neste sábado, no primeiro contato com a torcida do Atlético, desde o retorno a Madri.

O sergipano naturalizado espanhol fez gol nos 2 a 0 contra o Getafe e foi comemorar com o povo. Literalmente foi para os braços da galera, ao subir os degraus que ligam o gramado às arquibancadas no novo estádio do time.

Cena bacana, diferente, espontânea, que se via tanto em outros tempos, quando jogador trepava no alambrado e vibrava com os fãs. Só que agora isso não é de bom-tom, não pega bem, está vetado pelos códigos dos senhores que cuidam das boas maneiras dos boleiros.

Pois bem, o que fez então sua senhoria Munuera Montero? Mostrou o cartão amarelo para Diego Costa, aos 28 minutos do segundo tempo. Como ele havia recebido outro, seis minutos antes, veio o vermelho. O assoprador tirou os dois cartões com gosto, para ostentar autoridade. O rapaz ficou com cara de tacho e foi embora.

Ok, alguém pode dizer que a advertência está prevista nos regulamentos e outros quetais. Mas é estúpida, autoritária, broxante, negação da alegria contida no gol. O auge de uma partida, a jogada que todos esperam, é mantida em camisa de força sem sentido.

E os árbitros seguem esse estrupício ao pé da letra, sem levar em consideração atenuantes, circunstâncias do jogo, clima. Diego Costa estava de regresso para um clube onde é querido, fez um gol, festejou com o público. Sem desrespeitar ninguém, sem provocação, sem retardar o reinício do jogo (e, se atrasasse, que se acrescentasse no final). Enfim, não fez nada de anormal.

O prêmio? O cartão vermelho. Ou seja, foi punido como se tivesse dado um pontapé, uma cotovelada, uma cusparada em um adversário. Aliás, ele mesmo em muitas ocasiões apelou para a ignorância e só levou amarelo – como acontece com frequência com qualquer jogador. E ficou até o encerramento da partida.

Está na hora de acabar com essa castração, a antítese do que significa um jogo de bola. Deixem a moçada comemorar em paz, desde que não haja desrespeito contra ninguém.

Como tem juiz estraga-prazer!

 

Rigorosos? Os primeiros vermelhos!

Leia o post original por Gaciba

Pintaram as três primeiras expulsões do campeonato brasileiro da série A deste ano. Depois dos vermelhos não aparecem no ar durante a primeira rodada, nesta, eles surgiram duas vezes de forma direta e uma na segunda advertência.

Expulsões estão relacionadas como decisões capitais numa partida de futebol ao lado dos pênaltis e os impedimentos decisivos que validam ou anulam gols. Então vejamos os três primeiros atletas que não poderão jogar a terceira rodada da competição por cumprirem suspensão automática neste fim de semana.

1 – Léo Moura (Flamengo)

A expulsão do Flamenguista dividiu opiniões. A minha, conforme o vídeo, foi a de que houve um certo rigor do árbitro na punição. Neste tipo de entrada, onde o defensor dá um carrinho atrasado visando um ponto futuro, olhando a bola, creio que a ação das pernas deve ser levado em conta. Caso, após o carrinho, o atleta fizesse um segundo movimento dando um pontapé para impedir a passagem do adversário, ok. Mas, vejam que o lateral derruba o atacante com o a coxa/joelho. Talvez o árbitro, na velocidade normal do jogo tenha visto algo diferente do que vi, prova disso é que relata em sua súmula (escrita sem auxílio das imagens) que o carrinho em questão foi realizado por trás.

2 – Lucas (Botafogo)

Uma decisão confusa do árbitro. Sempre procuro ver o que o árbitro relata em seu relatório pois, é importante sabermos o real motivo de suas ações. Na súmula do jogo Lucas é expulso por “agarrar o adversário pelo pescoço”, ou seja, não foi a falta mas sim sua atitude depois dela. O que acho e preciso responder é que a atitude do atleta do Internacional após receber a falta com um famoso “soco rodado” do UFC era merecedora de ação mais incisiva. Lembro que a tentativa de dar um soco também é punida com cartão vermelho, mesmo que seja um ato instintivo. Aquele giro sem ver onde pega o soco me lembrou a cotovelada de Leonardo na copa de 1994 em Ramos dos EUA; para sorte de todos, essa passou no ar.

3 – Bressan (Grêmio)

 

Ser expulso por retardamento, não é normal. Na verdade o zagueiro Gremista poderia ter sido expulso anteriormente na falta que fez e recebeu cartão amarelo. Este sim um carrinho frontal, com a sola da chuteira que, para sorte de todos não atingiu em cheio o atacante adversário. Breesan “sentiu” que mandou mal e reagiu com um sinal de positivo aliviado ao ver a cor do cartão e um pronto pedido de desculpas ao adversário. Mesmo com a bola em disputa, atingindo-a ou não primeiro; esta entrada é para vermelho. Comparando interpretações, costumo dizer que uma entrada para amarelo sentimos na cabeça e a de vermelho direto na boca do estômago. Essa não senti na cabeça, a de Moura, sim! Qual a mais forte; esta ou a de Léo Moura? Veja o lance do primeiro amarelo de Breessan:

E aí, qual sua opinião? Debata com a gente, use seu espaço!

Luis Fabiano: “Muricy sempre me manda deixar o juiz em paz”

Leia o post original por blogdoboleiro

 

Luis Fabiano está fora do jogo deste domingo contra o Botafogo, na última rodada da fase de classificação do Campeonato Paulista. O atacante do São Paulo, artilheiro da competição com 10 gols, cumprirá suspensão automática por ter recebido três cartões amarelos. E esta não é uma má notícia. Luis anda orgulhoso com o bom comportamento que tem mostrado em campo na atual temporada. “Esse ano eu venho melhorando muito e a tendência é ficar melhor ainda”, disse.

O terceiro amarelo só saiu depois de muita insistência de Luis, que queria entrar na fase de mata-mata “zerado”. Por isso, reclamou bastante com o árbitro Cássio Luis Zancopé durante a partida contra o Ituano. Conseguiu a advertência. Até aqui, o artilheiro nem passou perto de uma expulsão.

Fabiano está mostrando calma desde que o ano começou. E acha que a “culpa” é do time sãopaulino: “O momento é tão bom que acabei ficando mais tranquilo. Quando você está bem, consegue fazer o o melhor, fica mais tranquilo”, falou em entrevista ao programa Bola Dividida, da Rede TV.

Ele revelou que, mesmo com bom comportamento, enfrenta marcação cerrada do técnico Muricy Ramalho: “Antes dos jogos, todos os jogos, ele me lembra que sou explosivo, fala para eu maneirar nos cartões e manda eu deixar o juiz em paz”, contou.

Para encarar a Penapolense pelas quartas de final do Paulistão, Luis Fabiano pretende continuar sem ser expulso. “Por este meu jeito de ser, já venci muitos obstáculos, mas também me prejudiquei bastante. Mas é porque gosto do São Paulo, sou torcedor do São Paulo e não aceito derrota. Por isso sei que será bom manter este comportamento que estou tendo”, falou.

O Fabuloso continua com esperança de ser convocado para disputar a Copa do Mundo no Brasil. “Ainda resta uma esperança. Ela é a última que morre. Sei que está muito difícil e que o grupo já está formado na cabeça do Luiz Felipe Scolari, mas vou continuar fazendo meu trabalho. O futuro a Deus pertence”, falou.

Ser campeão paulista pode ajudar a chamar a atenção de Felipão, que acena com a convocação de Fred e Jô para o Mundial. Luis Fabiano acha que Palmeiras e Santos “estão em um momento melhor”, mas lembra que o São Paulo está na disputa. “Formamos um time compacto e decidimos sempre com muita confiança”, afirmou.

Recorde de Expulsões

Leia o post original por Gaciba

Até esta rodada, o máximo de cartões vermelhos mostrados em uma rodada eram 6 na 17ª rodada do primeiro turno. Pois este fim de semana foram 8 EXPULSÕES nos 10 jogos da série “A”. Foram vermelhos para todo tipo e gosto. Reclamações, cotovelada, mão na bola, após o jogo, pontapés…

Uma expulsão (a de Pipico) derrubou o último “invicto” do brasileirão. Após 20 rodadas o Vasco teve um atleta expulso e não há mais nenhuma equipe sem cartão vermelho no campeonato. Agora somamos 59 atletas expulsos nesta edição do brasileirão.

Como vocês já conhecem o nosso blog, gostamos de debater o futebol e as decisões corretas e equivocadas da arbitragem. Portanto, vejamos qual (is) árbitros agiram corretamente em suas opiniões e qual(is) vocês não concordam com o seu critério.

Numeramos as expulsões de 1 a 8 e gostaríamos de saber as suas opiões sobre as jogadas. Amanhã a noite, volto aqui e afirmo as minhas convicções neste nosso bate papo agradável que levamos toda semana.

Dê o seu pitaco, viva a experiência de ser um árbitro, mas opine, se possível, sobre todos os lances da rodada. Caso queira identificar o seu clube, fique a vontade.

1. VALDOMIRO (PORTUGUESA)

Que houve uma atitude agressiva, não tenho dúvida. Por que o atleta dá um soco na cabeça do adversário desta forma? Expulsão, na minha opinião, justa. Só não compreendi a demora para a apresentação do cartão vermelho. Teria vindo a informação da gravidade da atitude pelo microfone?

2. PIPICO (VASCO)

Penso ter sido um cartão muito rigoroso. Vendo o replay, aplicaria o amarelo. Mas o árbitro não tem o replay. Talvez o maior equívoco tenha sido a não marcação da falta no outro atacante antes do lance que originou a expulsão.

3. EDCARLOS (SPORT)

Jogada clássica de cartão amarelo. Não vejo motivo para contestações.

4. KLEBER (GRÊMIO) 

Expulsão justa. A atitude do jogador é deliberada em atingir o adversário e em momento algum a bola está em disputa. Novamente creio que houve um certo retardo na apresentação do cartão vermelho. Entendo que os árbitros tenham a orientação de “tirar o atleta do bolo” mas neste caso, todos sabiam que o vermelho seria apresentado para Kleber.

5. EMERSON (CORINTHIANS)

Se o árbitro interpretou que houve uma atitude deliberada do jogador para burlar a regra a expulsão é justa. Eu particularmente acho que houve um toque normal, de jogo. Puniria a infração com tiro livre direto somente. O toque não foi escondido e premeditado.

6. JUNIOR CESAR (ATLÉTICO MG)

Quem primeiro expulsou o atleta foi seu companheiro de equipe. Não compreendi o destempero do jogador que acabou prejudicando sua equipe muito mais por ter que cumprir a automática. Cartão justo (os dois).

7. KIM (NAUTICO)

O jogo já havia acabado. O que iria mudar? O que mudou foi que o Náutico não poderá contar com um jogador importante para o time na próxima rodada. Pelos relatos em súmula, percebe-se que o atleta recebeu “pilha” antes do jogo.

8. MARCOS (ATLÉTICO GO) 

A narração é perfeita. Marcos caiu na armadilha do atleta da Ponte. Sinceramente, a expulsão foi justa mas a atitude do jogador que “cavou” a expulsão não me parece bacana!

Cardeais voando

Leia o post original por Gaciba

                      Esse simpático pássaro pela cor de sua crista e peito vermelhos simbolizou,    durante muitos anos entre os árbitros de futebol, o cartão mais temido pelos atletas.

                       Em reuniões de arbitragem, era comum ouvir comentários do tipo: – Meu jogo foi uma pedreira (jogo difícil de conduzir e obviamente duro), só para ter uma ideia tive que dar 8 canários (cartões amarelos, também em alusão a cor do pássaro) e dois cardeais.

                       Pois a rodada deste fim de semana na série “A” do campeonato brasileiro foi a que teve o maior número de cardeais desde o início da competição. Foram 5 expulsões nos dez jogos realizados.

                        Coritiba (Gil), Palmeiras (Henrique), Flamengo (Luiz Antonio), Grêmio (Werley) e Juan (Santos) terão desfalques na rodada do meio de semana pelas expulsões.

Mas o que mais chamou a atenção deste fim de semana foi o fato do rigor dos árbitros em algumas das expulsões que aconteceram. Com a tranquilidade de quem sempre afirmou que prefere que um árbitro peque pelo rigor do que pela omissão, vamos as análises deste 5 cartões vermelhos.

1. Jogo: Ponte Preta x Coritiba – Árbitro: Elmo Resende da Cunha – Atleta expulso: Gil (Coritiba)

Análise: Vejam, mas acima de tudo, escutem o vídeo abaixo. Essa expulsão ocorreu no final do segundo tempo, quando o Coritiba já perdia pelo placar de 3×1 (o jogo acabou 4×1). A torcida gritava “olé” e Gil perdeu a cabeça. Um pontapé por trás utilizando a famosa “força desproporcinada” para a disputa da bola. Cartão vermelho direto, na minha opinião, muito bem aplicado. Foi a primeira expulsão do Coxa na competição.

2. Jogo: Internacional x Santos – Árbitro: Wagner Magalhães – Atleta expulso: Juan (Santos)

Análise: Na minha opinião, uma expulsão injusta. A camera que filma a jogada por trás é esclarecedora. Não houve nem mesmo falta na jogada. Caso alguma infração fosse marcada deveria ser a simulação do jogador do Internacional que busca o contato com o adversário com a perna esquerda. Cabe relatar que a decisão (tanto da falta, como da segunda advertência) me parece ter sido tomada pelo árbitro assistente Fabricio Vilarinho.

 

3. Jogo: Palmeiras x São Paulo – Árbitro: Péricles Bassols – Atleta expulso: Henrique (Palmeiras)

Análise: Nem felipão reclamou. Na verdade, nesta jogada específica, se o cartão vermelho fosse apresentado diretamente, o árbitro não poderia ser chamado de rigoroso. Atrasado na disputa o “carrinho voador” de henrique atinge em cheio o atleta do São Paulo. O segundo amarelo pode ser considerado “lucro” pela intensidade da entrada.

4. Jogo: Cruzeiro x Grêmio – Árbitro: Marcelo Aparecido de Souza – Atleta expulso: Werley (Grêmio)

Análise: Rigorosa. Na minha opinião há uma disputa legal pela bola sem atitude brusca de nenhum dos atletas envolvidos. A falta de Werley existiu, mas nada que justificasse uma segunda advertência. As vezes o árbitro da partida deve apresentar o cartão rapidamente para evitar futuros confrontos, mas nessa situação específica seria legal aguardar o resultado da disputa. Uma melhor leitura, feita com mais tranquilidade, mostraria que a entrada não causou nenhum dano ao adversário.

5. Jogo: Bahia x Flamengo – Árbitro: Fransisco Carlos Nascimento – Atleta expulso: Luiz Antônio (Flamengo)

Análise: A falta existiu (uso ilegal dos braços), agora o segundo cartão amarelo, na minha opinião, também foi demasiado. Este cartão foi apresentado como sendo uma falta tática (falta feita para impedir a progressão de um ataque promissor adversário). O motivo que discordo da decisão do árbitro, é que esses cartões devem ser apresentados sempre que o jogador utiliza a falta como último recurso, ou seja, quando já perderam a disputa da bola e abrem mão de “correr atrás” para derrubar o adversário. Nesta situação específica a bola está em disputa e os jogadores estão apostando corrida para quem chegará primeiro nela.

Resumidamente, concordo com duas das cinco expulsões.

O brasileirão 2012, que entrou nesta rodada com 15 cartões vermelhos em 80 jogos (0,19 por jogo) chegou a 20 “cardeais” e teve sua média elevada nestas 90 partidas disputadas, para 0,22 expulsões por partida. Mesmo assim, a média de vermelhos segue sendo mais baixa do que a do ano passado onde nos 380 jogos disputados tivemos 142 atletas expulsos, uma média de 0,37 cartões vermelhos por jogo.

A média seguirá baixa ou a tendência do fim de semana irá se confirmar?

O mais importante que os árbitros não se deixem influenciar pelo fato de algumas expulsões tenham sido rigorosas demais e sigam punindo o antijogo, as jogadas bruscas e atitudes violentas.

Equilíbrio! Essa palavra define uma boa arbitragem! 

Estou punido?

Leia o post original por leonardo.gaciba

Uma das perguntas mais frequentes postadas na categoria “Pergunte aí” deste blog é a respeito de como são somados os cartões amarelos e vermelhos e como funciona o sistema de suspensão automática das partidas.

Aqui cabe uma ressalva. O sistema de suspensão automática NÃO consta na regra do jogo, portanto deve necessariamente constar no regulamento da competição como se dará esta forma de punição. Nos campeonatos estaduais Brasileiros, copa do Brasil e campeonatos Brasileiro o regulamento prevê que ao receber TRÊS cartões amarelos em partidas diferentes o jogador cumprirá UMA partida de suspensão automática. Já em torneios FIFA (Sub 17, Sub 20 e copa do Mundo) está suspensão é mais rigorosa, sendo que um atleta que receba DOIS amarelos em partidas diferentes já fica fora da próxima.

Algumas competiçoes “zeram” os cartões após uma determinada fase (na copa do Mundo no início das oitavas de final). Já na copa Libertadores da América, os cartões tem cunho financeiro, não são somados, ou seja, um jogador pode receber um amarelo em todos os jogos da competição (13 até o jogo de volta da  final) e assim mesmo não cumprirá suspensão automática.

Então, vamos criar um jogador hipotético chamado LEONARDO que entrará para jogar uma partida do seu clube “pendurado” (ou seja, com dois cartões amarelos recebidos em partidas anteriores, iimaginando que este atleta está disputando o campeonato Brasileiro).

CASO 1: Leonardo recebe cartão amrelo no jogo. Somado aos dois que já havia recebido “fecha” a série de três e está fora da próxima rodada.

CASO 2: Leonardo recebe cartão vermelho direto. Cumpre a automática pelo cartão vermelho na próxima rodada e segue “pendurado” com 2 cartões amarelos que trouxe dos outros jogos.

CASO 3: Leonardo recebe um cartão amarelo (aos 10 minutos) e depois recebe outro amarelo (aos 30 minutos) que, somando-se ao primeiro vira vermelho e é expulso. este atleta deve cumprir automática pelo vermelho (amarelo+amarelo) e prossegue “pendurado” com àqueles dois amarelos anteriores que entrou neste jogo.

OBS: Neste caso o primeiro amarelo recebido (aos 10 minutos) não entra na série de advertências do atleta, já que fez outra falta para cartão (30 minutos) que somadas viraram um vermelho.

CASO 4: Leonardo recebe um cartão amarelo ( aos 10 minutos) e depois recebe um cartão vermelho direto (aos 30 minutos). Neste caso, nosso atleta ficará fora das DUAS próximas partidas. Uma pela suspensão automática do vermelho e outra pela soma de três cartões amarelos (1 desta partida e dois de jogos anteriores).

 

Cabe dizer que todo atleta que recebe cartão vermelho vai a julgamento e pode pegar pena maior do que um jogo de suspensão.

Treinadores, dirigentes e membros da comissão técnica expulsos são informados de sua saída do jogo sem a apresentação do cartão vermelho, portanto, não cumprem suspensão automática, mas sempre vão a julgamento.

Para não me alongar, comente aí se restou alguma dúvida a respeito do assunto. Caso esteja ao meu alcance, terei o maior prazer em responder.

 

 

 

A “REGRA” DOS CARTÕES

Leia o post original por leonardo.gaciba

A pedido do blogueiro ALEXANDRE PEREIRA que postou no dia 16.10.2011 as 9:25  o seguinte comentário:

“Gostaria de propor um post sobre a regra dos cartões amarelo e vermelho, é um pouco confuso saber quando um jogador é suspenso pelo terceiro amarelo e também pelo vermelho ou só por um deles.
Parabéns pelo blog.”

Resolvemos debater a respeito do assunto: Primeiro, um pouco de história…

Você sabe porque existe o cartão amarelo e o vermelho no futebol?

             Consta que na COPA DO MUNDO de 1966, na Inglaterra, numa partida válida pelas quartas-de-final do torneio, enfrentaram-se os anfitriões e os Argentinos. Para o jogo foi designado o árbitro Alemão Rudolf Kreitlein. As advertências e expulsões na época eram verbais. O árbitro avisava os atletas e anotava as advertências em sua caderneta. Logo no início da partida três jogadores Argentinos foram “advertidos” no estádio lotado de Wembley. Um deles, o capitão Rattín, pouco antes do final do primeiro tempo enloquecido com a atuação do árbitro começou a gesticular acintosamente solicitando um intérprete para comunicar-se com o árbitro, tanto o fez que o Alemão acabou “interpretando” os gestos do Argentino como xingamentos e acabou lhe expulsando da partida. Rattín, inconformado, negou-se a sair de campo (fazia que não entendia estar expulso) e após uma grande interrupção do jogo teve que ser “convidado” a se retirar do gramado da maneira mais desagradável possível (escoltado).

ken Aston

                  Mas, como utilizar um gesto ou sinal que o MUNDO podesse compreender facilmente? Aquela ideia lhe incomodou até que, quando estava dirigindo diminuiu a marcha em um semáforo que estava amarelo (atenção!) e parou seu carro assim que viu o vermelho (pare!). Resposta encontrada.

Na COPA DO MUNDO de 1970, no México, os cartões estreiaram em grande estilo. Logo no  jogo de abertura, entre os anfitriões Mexicanos e a União Soviética, com 1 minuto de partida, o árbitro alemão Kurt Tschenscher advertiu com cartão amarelo o Mexicano Gustavo Pena e os Russos Givili Nodia e Gennadi Logofet durante uma discussão.

Já o cartão vermelho só foi apresentado na COPA DO MUNDO de 1974, na Alemanha, pelo árbitro Turco Dogan Babacan  na partida entre a Alemanha Ocidental e Chile, ao jogador Chileno Carlos Caszely (o atleta já havia recebido um cartão amarelo no jogo anteriormente). 

Bom, posteriormente os órgãos que organizam campeonatos de futebol perceberam que jogadores insistiam em receber advertências seguidamente durante as competições e nada lhes acontecia. Aí os infratores persistentes começaram a ser punidos pelo “conjunto da obra”.

Deixo claro que as suspensões automáticas por cartões não fazem parte da regra do jogo e sim dos regulamentos específicos das competições que estão sendo disputadas. Nas competições sob a batuta da FIFA,  normalmente 2 cartões amarelos em dois jogos diferentes, tiram o atleta da próxima partida.

Já na Inglaterra, os cartões amarelos são acumulados em todas competições da temporada (administradas pela FA – Football Association). Então soma-se os amarelos e uma série de 5 retira o atleta de um jogo; ao chegar a 10 amarelos, 2 jogos; a 15 cartões na temporada 3 jogos e assim sucessivamente.

Finalmente, respondendo a pergunta do Alexandre, no Brasil funciona da seguinte forma. Os cartões valem nas competições em que são aplicados. Uma série de 3 cartões amarelos em jogos diferentes dá a “suspensão automática” de uma partida. Um cartão vermelho tem a mesma pena (1 jogo automático) mas o atleta vai a julgamento podendo aumentar esta pena ou até mesmo ser absolvido (mas cumprirá a automática assim mesmo).

Aqui cabe uma explicação prática; por exemplo, um atleta entra “pendurado” com dois cartões amarelos em uma partida (recebidos anteriormente durante a competição). Durante o jogo ele recebe um cartão amarelo (o terceiro da série) então:

1. Caso a partida acabe assim, ele cumprirá a “suspensão automática” de 1 jogo e terá seus cartões “zerados” (começa a contar uma nova série);

2. Caso ele receba um segundo cartão amarelo na mesma partida (consequente cartão vermelho por duas advertências) ele sairá daquele jogo e cumprirá a suspensão automática pela expulsão de um jogo (vai a julgamento pela expulsão). Neste caso, o atleta segue “pendurado” com 2 amarelos já que o primeiro amarelo deste jogo “somou-se” ao segundo “transformando-se” em um vermelho.

3. Caso ele receba um cartão vermelho diretamente neste mesmo jogo em que recebeu um amarelo (por agredir a um adversário, por exemplo), ele cumprirá 2 jogos de “suspensão automática”, ou seja, um pelo terceiro amarelo da série e outro pelo vermelho. Este atleta, depois de cumprir dois jogos (e ser julgado) entra “zerado” em uma nova série de amarelos.

Acho que é isso, caso tenha ficado alguma dúvida ou curiosidade, escreve aí, teremos o maior prazer em debater com vocês. Se não estiver ao nosso alcance, buscaremos a resposta em alguém com maior conhecimento. Valeu?