Arquivo da categoria: Chapecoense

O combustível

Leia o post original por Rica Perrone

Se imagine ator. Você entra no teatro e tem 40% de lotação.  Você fará seu trabalho, é claro, mas não fará o seu melhor. Simplesmente porque a primeira reação que você teve ao pisar no seu local de trabalho foi de frustração.

Aquele público te diminui. Te diz que você não é esse sucesso todo e inconscientemente você produz menos do que poderia.

Quem me explicou isso uma vez foi um amigo ator. E logo levei ao futebol. Quando perguntei, na mesma mesa, para um jogador e um treinador, ambos concordaram que era “exatamente isso” também no futebol.

Um estádio vazio é a garantia de um jogo menor. Toda vez que há um estádio cheio, o jogo tende a melhorar pelo simples fato de haver platéia.  Jogador de futebol vive de vaias e aplausos, e todo jogo que gere interesse é também de maior intensidade.

No Pacaembu, ontem, o ex-morno São Paulo empatou um jogo que deveria vencer. Mas pelas circunstancias, esteve perto de perde-lo.

Não fosse o estádio cheio, o ambiente de grandeza a sua volta, fatalmente o 2×0 viraria vaias, “olés”, melancolia e explicações no final.  Um jogo de futebol tem todo seu sentido na arquibancada. É pra eles que jogam, é pra lá que correm no gol, é pra lá que se viram pra pedir silêncio.

Um jogo sem torcida perde mais do que uma torcida sem um grande jogo.

abs,
RicaPerrone

O politicamente correto no futebol é CHATO!

Leia o post original por Craque Neto

Já não é de hoje que venho falando que o futebol está ficando chato! Poxa vida, agora jogador só pode ser entrevistado com autorização de assessor, os discursos são todos iguais e as 345 câmeras inibem a boleirada de serem eles mesmos por causa de punições severas e críticas. Se chamar um companheiro de NEGÃO pega uma suspensão e é capaz até de ser preso. O alvo da mídia agora é o Robinho, atacante do Atlético/MG, que na derrota para a Chapecoense em Minas soltou para o volante Moisés Ribeiro um sonoro ‘VOCÊ JOGOU AONDE?’. É claro que se eu […]

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E tu, jogou aonde?

Leia o post original por Rica Perrone

Eu queria um Globo Repórter contando a origem das pessoas que hoje comentam futebol por aí.  De onde vieram, o que comem, quem são seus pais e principalmente…. onde jogaram!? Em qualquer ambiente de profissionais a frase “jogou aonde?” é mais repetida do que “boa tarde”. É uma forma de brincar e intimidar o adversario. …

Santos bate o Verdão e assusta o líder. Será o Timão, um “Cavalo Paraguaio”?

Leia o post original por Milton Neves

A caça ao Corinthians começou e neste clássico só a vitória interessava!

Não seria fácil pra ninguém e pra piorar, choveu antes, durante e depois do duelo.

Ô joguinho ruim, viu?

Mas não pela qualidade dos atletas, que esta, é acima da média. Basta ver a posição de ambos na tabela.

É que os dois times saíram no prejuízo, pois o gramado encharcado do Allianz Parque atrapalhou o jogo fluir.

No entanto, o mais prejudicado foi o Santos, que gosta de jogar com toques rápidos e de qualidade.

E nessas condições, o Palmeiras que tem um grande elenco e mais cascudo, quase levou a melhor.

Se não fosse pelo experiente Ricardo Oliveira, os dois morreriam abraçados na busca pela liderança.

Aliás, depois de conseguir este ótimo resultado, acredito que o Peixe leva este Brasileirão!

Seria o Timão, o maior “Cavalo Paraguaio” da história?

Vasco 1 x 1 Chapecoense

O Vasco mandou no jogo, abriu o placar e esteve bastante perto de ampliar.

Mas o pé dos vascaínos parecia não estar tão calibrado…

Sorte da Chape, que além de não levar o segundo tento, empatou com o gol “espírita” de Reinaldo.

Péssimo resultado para ambos, pois a “turma do desespero” está na cola dos dois!

Bahia 1 x 1 Coritiba

Tudo era esperado para este jogo, menos um doloroso empate para o Coxa.

Melhor no jogo, o Coritiba sofreu com um pênalti não marcado pelo juiz e com o inspirado Zé Rafael.

O meia do Bahia, que já merece Seleção, fez a diferença e salvou o Tricolor de Aço da derrota igual Hernanes vem salvando o São Paulo.

Mas o Coxa foi à luta e Rildo, o “Riberildo”, fez um pouco de justiça para os números do duelo.

OPNIE!!!

Timão e Tricolor podem fazer troca-troca por Walter!

Leia o post original por Craque Neto

Recebi uma informação essa semana que o São Paulo ainda busca um novo goleiro para o elenco. A ideia é que esse jogador chegue para compor o time do Tricolor para 2018. E segundo consta a diretoria tem um nome fixo em mente: o corintiano Walter. Pois é, o presidente Leco e sua turma não vão desistir de contratar o goleiro reserva de seu arquirrival, que por ali está desde 2013 tendo poucas oportunidades de titularidade. Durante o programa ‘Os Donos da Bola’ desta sexta-feira o comentarista Velloso chegou com a informação de que além do dinheiro (cerca de R$ 5,5 […]

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Entrega logo a taça

Leia o post original por Antero Greco

Joguinho feio, atuação fraca, meio arrastada, o 0 a 0 estava até de bom tamanho. Melhor voltar pra casa com outro ponto do que perder, como aconteceu no final de semana. A turma conformada em ter só um pontinho nos seis disputados no returno…

O cronômetro andando, batendo ali nos 44 minutos do segundo tempo, a turma com a língua de fora e com um pouco de frio. Bola no ataque, a defesa não corta. Ela sobra para o Clayson, que tenta se livrar do goleiro. Daí, espirra para o Jô, que estica o pé direito, só para ver que no ia dar. A gorducha rola macio em direção ao gol, dois zagueiros da Chape escorregam, na tentativa de fazer o corte. A bola mal beija a rede.

Corinthians 1 a 0, 15.ª vitória no Brasileiro, 50 pontos, dez a mais do que o Grêmio, o vice-líder, o “perseguidor”, digamos assim mais para ilustrar. Porque na prática está todo mundo longe demais do líder. E bota distância nisso.

Gol de time com aura de campeão, gol de quem vê tudo dar certo, mesmo quando pode dar errado. Gol de vento a favor, sorte, competência, esforço, garra, estrela. Do que quiser. O inegável é que, desde as primeiras rodadas se fala que “uma hora a maré muda”, e até agora ela é favorável, muito favorável, para Fábio Carille e seus rapazes.

O Corinthians foi a Santa Catarina desfalcado, com mudanças na defesa e no meio. Não fez uma apresentação boa, longe disso, e ainda correu risco de levar segunda derrota em seguida. No primeiro tempo, segurou a onda, num ritmo sonolento. No segundo, viu a Chape até melhor, em busca do resultado. Mas, ao contrário do duelo com o Vitória, não se abateu.

O tempo passou, a bola rolou, até aparecer o pé do artilheiro Jô. E goleador está em campo para decidir, mesmo que seja num lance só. Pois Jô apareceu pouco. E nesse pouco foi decisivo. É do Jô, é do jogo, é da vida.

Faltam 17 rodadas, mas pode ir lustrando a taça para ir de novo para o Parque São Jorge. Nem o cara da Coreia do Norte, aquele da bomba, segura o Timão.

Cobranças de parentes de vítimas mudam opinião sobre Chape, diz cartola

Leia o post original por Perrone

Entrevista com Rui Costa, diretor executivo de futebol da Chapecoense.

Como você analisa a reconstrução da Chape até aqui?

Cumprimos com as etapas estipuladas até aqui. Reconstruímos o departamento de futebol. A meta foi alcançada no Campeonato Catarinense com o bicampeonato. Tivemos uma participação mais do que digna na Libertadores. O time estava classificado e foi eliminado por uma manobra. A Chapecoense estava classificada e começou a virar um grande inconveniente, porque ninguém esperava, mas essa é uma outra história. A Copa Sul-Americana está aberta. Tínhamos um compromisso moral (jogar na Espanha em meio ao Brasileiro) com o Barcelona, único clube que nos deu apoio financeiro, associou sua marca à nossa e isso deu um retorno incrível. Só ficamos no Z4 quando estávamos com um jogo a menos. Agora, se ganharmos do Corinthians (nesta quarta), o que já se provou que não é impossível, o resultado vai nos remeter ao que queremos (se afastar da zona de rebaixamento). Permanecer na Série A é nossa meta. Num ano difícil para o clube a meta é terminar o Brasileiro de maneira digna. Se vencermos o Corinthians, vamos nos encaminhar bem para terminar o campeonato de maneira digna.

Então, o jogo com o Corinthians é chave para o planejamento de vocês?

Não. O momento chave era contra o Palmeiras porque estávamos voltando de uma viagem desgastante (para Europa e Japão) e logo enfrentando o adversário que talvez tenha o melhor elenco da América Latina. Uma derrota poderia consolidar nossa posição no Z4, seria a segunda derrota seguida na competição  e sofreríamos muita pressão externa. Mas ganhamos (por 2 a 0). Agora, o jogo do Corinthians é a chance de confirmação do que podemos fazer. Já empatamos com eles fora de casa. Então podemos confirmar que somos capazes de conseguir um bom resultado no nosso estádio. Já ganhamos do São Paulo, ganhamos do Palmeiras duas vezes. Vamos ter uma chance contra o Corinthians de confirmar essa capacidade. Se ganharmos vamos nos distanciar do grupo de baixo e mandar um recado pra muita gente, mas o momento chave foi contra o Palmeiras.

Bons resultados contra times paulistas é só coincidência?

Vejo isso como uma forma de ilustrar que nosso trabalho tem consistência. Jogamos bem contra adversários do Estado que talvez tenha o melhor futebol do Brasil. Todos têm uma grande estrutura. Se ganhamos do Palmeiras fora, podemos buscar o melhor contra o Corinthians. Esse é o grande recado para os atletas.

O fato de o Corinthians ter perdido seu último jogo para o Vitória, que também luta contra o rebaixamento, pode de alguma forma ajudar a Chape?

Não. O Corinthians é um time que tem muito a cara do seu treinador, respeita seus adversários e até as limitações que têm. É líder mas tem limitações. O que mais chama atenção é que os atletas são abnegados, têm comprometimento tático. Eles jogam assim contra todos adversários e não vão desconsiderar o jogo (em Chapecó).

Esportivamente, foi ruim para a Chapecoense ir jogar com o Barcelona, por causa do desgaste?

Foi cansativo, mas foi muito importante para os jogadores, para o clube e para mim mesmo, pelo conhecimento que adquirimos. Ninguém foi lá a passeio. Desportivamente foi impressionante. Você olhava para o lado e o Messi estava a metros de um jogador meu da base.

Qual episódio com o Messi que mais marcou?

A gentileza e a generosidade dele. Foi ao contrário daquela imagem de que ele é quase alheio às coisas. A maneira como ele foi extremamente generoso com todos do nosso time foi o ponto alto. O lado humano pesou muito.

Ter São Paulo e Vasco lutando também contra o rebaixamento preocupa?

Sim. Eles não são da turma de baixo. Vão fazer todos os esforços para sair de lá e isso nos pressiona.

Existe na Chapecoense alguém arrependido por não ter aceitado aquela tese de alguns clubes que defendiam que o time não fosse rebaixado mesmo se ficasse entre os quatro últimos para poder se recuperar melhor da tragédia?

Mesmo nos momentos mais difíceis ninguém mencionou que seria melhor ter essa blindagem. O povo de Chapecó tem a luta em seu DNA. Não lutar (para evitar a queda) seria se apequenar. Hoje (em Chapecó), a gente é cobrado, criticado, como qualquer time. Não queremos que o clube seja coitadinho, queremos que seja o clube reconstruído.

O fato de familiares das vítimas reclamarem do tratamento que recebem do clube, cobrarem indenizações e fazerem outras críticas tem feito a Chapecoense ser hostilizada por onde passa?

Ainda não. Pode ser que aconteça. Há uma reversão de imagem. Era o clube mais querido, o que tinha mais sofrido. A partir do momento e quem versões foram colocadas, elas começaram a ganhar força. A gente lá no vestiário percebe que há uma imagem um pouco diferente da Chapecoense hoje. Se isso vai aumentar, eu não sei. Sempre que temos alguma conquista aprecem matérias das famílias (fazendo cobrança), como se estivéssemos usurpando alguma coisa, fazendo desaforo para as famílias. Não falo como dirigente, representando o clube, mas a minha opinião pessoal é que as coisas vão melhorar se os dois lados estiverem juntos.

O deputado federal Andrés Sanchez, ex-presidente do Corinthians, disse que ‘todo mundo sabe por que  Vágner Mancini saiu da Chapecoense, as coisas que ele fez,  e tudo que rola por trás disso’. Existe algo nebuloso na demissão do Mancini (hoje treinador do Vitória)?

Não teve nada nebuloso. Não sei o que o Sanchez quis dizer, mas não teve nenhuma situação excepcional, nada não revelável, nada de quebra de confiança. Ele saiu da Chapecoense pela porta da frente. Não posso fazer nenhum comentário que não seja para ressaltar a importância do trabalho dele para o clube, não tenho nenhum reparo na questão pessoal para fazer. Ele saiu porque o ciclo se encerrou, o que é normal no futebol.