Arquivo da categoria: cícero

Rogério não é louco

Leia o post original por Rica Perrone

Eu conheci o Rogério Ceni quando ele tinha uns 19 anos. Ele era reserva do reserva, jogava vôlei na social as vezes.  Nunca imaginei que ali estava um cara que faria a história que fez. Rogério é um cara com o ego inflado. “Arrogante”, no Brasil, é o cara que tem conciencia de sua capacidade. …

Conselheiros suspeitam que atleta vazou informações para fritar Ceni

Leia o post original por Perrone

O vazamento sobre episódios envolvendo Rogério e jogadores despertou a desconfiança de conselheiros graduados do São Paulo e com trânsito na diretoria e de pelo menos um membro do Conselho de Administração do clube de que há alguém no elenco interessado em fritar o treinador.

A suspeita é de que um ou mais jogadores descontentes fizeram com que a informação chegasse à imprensa para queimar Ceni. Porém, ninguém arrisca quem seriam os delatores.

Foram dois casos que saíram do vestiário. Um bronca do treinador em Rodrigo Caio após o zagueiro, ao ser sincero, evitar que o corintiano Jô tomasse cartão amarelo, e o chute dado por Ceni num quadro usado para explicações táticas no vestiário e que atingiu Cícero no intervalo do mesmo jogo com o Corinthians.

A suspeita de que o vazamento foi feito por um ou mais atletas também deixou nos mesmos cartolas a dúvida sobre se Ceni teria perdido o controle do vestiário. Até então, apesar dos maus resultados recentes, sua situação era considerada sólida.

A partir dessas notícias, foi ligado o sinal de alerta. A expectativa desse grupo passou a ser em relação ao comportamento dos jogadores nos próximos jogos para saber se havia algum risco de Rogério ficar sem clima para seguir no cargo. A cúpula tricolor, no entanto, em nenhum momento deixou de blindar o técnico.

Mas, antes de a equipe voltar a campo, líderes do elenco, como Rodrigo Caio, Lugano e Pratto, além de Cícero, defenderam Ceni publicamente numa tentativa de mostrar apoio do grupo ao treinador.

Os discursos acalmaram os bastidores do Morumbi, mas a desconfiança de que algo cheira mal no vestiário são-paulino ainda não foi dissipada.

Treta no vestiário? Prancheta voando? Tá explicado o racha no SP!

Leia o post original por Craque Neto

Durante o programa ‘Os Donos da Bola’ da Band recebi a notícia pelo ponto eletrônico dizendo que existiu uma briga feia do técnico Rogério Ceni com o meia Cícero. Segundo consta, após a derrota para o Defensia y Justicia (mais conhecido com o Íbis da Argentina), o comandante entrou no vestiário e jogou a prancheta no chão. Ela teria acertado o jogador que não gostou. A porrada só não comeu solta porque a turma do ‘deixa disso’ apartou. É brincadeira??? Se for recordar o Rogério já tinha ficado insatisfeito com a atitude do zagueiro Rodrigo Caio que confessou o pisão […]

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Os erros do Fluminense

Leia o post original por Rica Perrone

Muito se fala sobre política quando qualquer clube entra em crise. Eu não gosto de levar isso ao torcedor e tento o máximo possível evitar esse tipo de assunto. Quanto a crise do Flu, de candidato a título pra brigar pra não cair, é óbvio que muita coisa deu errada. 1- Treinadores inexpressivos Uma coisa […]

Dizer que o Corinthians só é líder por causa da arbitragem é desrespeitar o trabalho de Tite e seus atletas

Leia o post original por Quartarollo

Corinthians vai se consolidando como líder e grande favorito para conquistar o Brasileiro-2015.

Domina a competição em praticamente todos os quesitos importantes.

Tem um ataque que hoje está entre os melhores com 35 gols feitos, tomou apenas 15 gols e é um dos times mais disciplinados.

Além disso, não perde há 14 rodadas e vem mantendo uma regularidade impressionante mesmo quando perde peças importantes como ontem na ótima vitória sobre o Fluminense, 2 x 0, no Itaquerão.

Tite jogou sem 5 titulares e mesmo assim a equipe não perdeu padrão, fez um ótimo primeiro tempo quando poderia ter feito pelo menos dois gols a mais.

Se retraiu um pouco no segundo tempo, viu o Fluminense crescer e com poucas opções de banco Tite foi segurando até onde deu para fazer qualquer alteração no esquema.

Até o veterano Danilo que substituiu de última hora o bom Renato Augusto, teve que se virar e aguentar 90 minutos.

O Fluminense fez um gol normal com Cícero, mal anulado pelo bandeira de Tocantins, Fábio Pereira, que marcou impedimento passivo de Welington Paulista que não participou da jogada e se esqueceu de prestar atenção no autor do gol que veio de trás, portanto em condições legais para empatar a partida.

O que teria acontecido se o gol do Fluminense fosse confirmado é difícil de dizer.

Acredito que o Corinthians faria da mesma forma o segundo gol e ganharia o jogo porque assim como reconheceu o técnico adversário, Enderson Moreira, o time de Tite foi melhor e mereceu vencer.

Mas no futebol, o mas e o talvez não existem. O gol poderia dar ânimo ao Fluminense para complicar a vida do Corinthians, isso é fato, mas não é garantia de que aconteceria.

Em Belo Horizonte, enquanto o Corinthians somava três pontos, o Atlético Mineiro derrapava e perdia para o seu xará paranaense por 1 x 0, gol de pênalti duvidoso e expulsão reclamada do ótimo lateral Marcos Rocha do time da casa ainda no primeiro tempo.

Pronto, foi o suficiente para voltar a velha ladainha. Tudo armado, tudo “roubado” a favor do Corinthians.

Eu me lembro disso quando falavam que o Flamengo era o time da CBF e da Rede Globo. Gozado, mesmo com todo esse “apoio” o time ficou anos sem ganhar um título. Acho que o “apoio” não era tão “apoiador” assim.

O Corinthians de hoje é desafeto da CBF, tem como dirigente Andrés Sanchez que del Nero, atual presidente da entidade, não pode ver nem pintado de ouro e se o time fosse tão forte nos bastidores ganharia tudo todos anos.

Só neste ano já foi eliminado de três competições e todas dentro do Itaquerão.

É muito choro para pressionar arbitragem visando vantagens na próxima rodada. Pois como disse uma vez o atual técnico do Cruzeiro, Mano Menezes, a reclamação é sempre esperando uma volta no próximo jogo.

Quando Leandro Pedro Vuaden não deu aquele pênalti para o São Paulo contra o Corinthians, o presidente do Atlético Paranaense postou nota juntando-se às reclamações de outros contra o Corinthians.

Ontem em Belo Horizonte foi ajudado pelo erro da arbitragem. Estou esperando qual nota que ele vai divulgar hoje sobre o assunto.

Será que reconhecerá o erro a seu favor e criticará com veemência a arbitragem?

O Atlético com esse resultado assumiu a quarta posição do Brasileiro e entrou no G-4.

Será que os árbitros também adoram o Furacão ou o time vem fazendo um trabalho competente no campo?

Será que há também o esquema Furacão dentro do Brasileiro?

Dizer que o Corinthians só é líder do Brasileiro por causa de “esquema de arbitragem ou coisa que o valha”, é um desrespeito ao bom senso e ao excelente trabalho de Tite e seus comandados.

Eles fizeram por onde. Foram ajudados em alguns momentos? Foram sim.

Assim como outros contaram com erros a favor também, mas não tiveram a mesma regularidade que o Corinthians tem demonstrado.

Por isso que hoje correm atrás de Tite e sua turma.

Ainda é cedo, o Corinthians na matemática tem duas rodadas a menos no Brasileiro já que a vantagem para o Atlético é de 7 pontos, mas o Campeonato ainda não acabou.

É só parar de reclamar, ou reclamar na medida certa, e jogar futebol.

Só assim para incomodar o líder isolado do momento.

 

 

Flu melhora sem “pontas”

Leia o post original por Rica Perrone

Ontem no Maracanã o Fluminense penou pra virar o jogo contra o Figueirense, mas, ao contrário das partidas anteriores, teve volume e não viveu de lampejos individuais apenas. Longe do ideal, o Fluminense ainda não explodiu no campeonato. O que é ótimo, pois só ele e Corinthians não vieram ainda lua de mel com torcida […]

Atitude de Cícero me deixa preocupado com o futuro do futebol

Leia o post original por Neto

Cícero era um dos destaques do elenco santista em 2014

Cícero era um dos destaques do elenco santista em 2014

Olá amigos, andei lendo as notícias relacionadas a transferência do meia Cícero do Santos para o Fluminense. Posso ser sincero? Pra mim rolou uma baita de uma ingratidão do jogador com o clube. Pelo amor de Deus! O cara era artilheiro do time, talvez o melhor jogador do elenco, uma moral monstruosa, recebia em dia um bom salário e mesmo assim quis deixar a Vila Belmiro. Juro que essas coisas me deixam triste com o atual futebol brasileiro.

Poxa vida! Tudo bem que a vida útil do jogador é curta, mas o Cícero era super bem remunerado. E ainda teria por cima 25% de aumento. Ainda assim por mais dinheiro ele quis mudar de clube. Ganância, né? Mas futebol não deveria ser só dinheiro. Futebol deveria ter um fator importante de paixão, de se sentir bem no lugar, ser bem quisto pelas pessoas (vide Marcos e Rogério Ceni). E isso ele não tinha do que reclamar.

E vamos ser sinceros, quem era o Cícero antes do Santos? Apenas mais um bom jogador que vinha sucateado no São Paulo. Ou estou mentindo? Teve competência pra crescer, claro, mas graças a camisa do Peixe ele ganhou repercussão e muito destaque na mídia.

Juro que situações como essas me fazem ficar preocupado com o futuro do esporte. Nunca nada é perfeito. Sempre tem um sentimento negativo pra por tudo a perder. No Flu o Cícero vai dividir foco com Conca, Sóbis, Fred e muitos outros. Quero ver se o salário atrasar…. aí não vale chorar pelo leite derramado.

Habemus Meia

Leia o post original por Odir Cunha

Lucas Lima
Lucas Lima, o melhor em campo na Vila. Finalmente o Santos tem um jogador que podemos chamar de meia (Foto: Ricardo Saibun/ Divulgação Santos FC).

Ele é canhoto, tem apenas 23 anos, mas dirige o time com a classe de um veterano. Estou falando de Lucas Lima, paulista de Marília que foi o melhor jogador em campo contra o Princesa do Solimões. Não vou dizer que é um ganso de 2010, nem um Ailton Lira de 1978, mas diante da carência de meias no futebol brasileiro, é um dos bons da atualidade e não pode ficar fora do time do Santos.

Imagino um meio-campo com Arouca e mais um volante (Alison ou Alan Santos) protegendo a defesa, e Cícero e Lucas Lima mais à frente. No ataque, Geuvânio (ou Thiago Ribeiro) e Gabriel. Pronto. Está aí uma formação que poderá jogar bonito.

Lá na cozinha, Aranha me pareceu um tanto desconcentrado, assim como Jubal, desta vez o pior do setor. O garoto não parou em pé no lance do primeiro gol do adversário e fez muitas faltas por trás. Cicinho também cometeu as suas cicinhadas e chegou a tomar uma canseira do tal de Edinho, mas marcou um gol chorado, para compensar. Mena foi o menas de sempre e Bruno Uvini mostrou evolução desde sua estreia.

No meio, Alison voltou a ser o rasgador de sempre. Arouca começou bem, mas caiu. Thiago Ribeiro correu, se deslocou, errou passes e chutes, mas no final desencantou e fez o quarto gol. Geuvânio ainda não recuperou o futebol do início do Campeonato Paulista. Está reclamando demais e jogando de menos.

Mas o jogo contra o Princesa do Solimões transcorreu de forma um tanto temerária, a ponto de dar a impressão de que o atrevido visitante poderia até provocar a maior zebra que a Vila Belmiro já viu. Mas não se pode negar que o Santos desta vez foi vibrante e agressivo do começo ao fim e, como nos bons tempos, tomou dois gols, mas marcou quatro e criou mais meia dúzia de chances claras.

E olhe que jogar contra um time teoricamente bem mais fraco, como o Princesa do Solimões, é como brigar com bêbado. Se ganhar, dirão que bateu em bêbado; se perder, apanhou de bêbado. Ou seja, os méritos de uma vitória como essa, de 4 a 2, são esquecidos mesmo pelos comentaristas que pagos para analisar o futebol de forma isenta, mas que não conseguem deixar de torcer – contra – um só minuto.

Todos pareciam tão apiedados do campeão do Amazonas, que fingiram não ver a jogada de handebol que gerou o segundo gol dos visitantes. O comentarista do Sportv disse que não houve intenção, demonstrando desconhecimento das novas orientações aos árbitros. Em primeiro lugar, só uma trepanação poderá provar se houve ou não intenção do jogador de colocar o braço inteiro na bola, mas o certo é que ao se utilizar de uma parte do corpo proibida no futebol, e com isso impedir a bola de seguir pela linha de fundo, o infrator ainda criou uma chance clara de gol, efetivamente convertido.

Porém, como a Princesinha da Amazônia é pobrezinha, coitadinha, todos fecharam os olhos para os equívocos da arbitragem que a favoreceram. E o comentarista da ESPN, tão preocupado em encontrar estatísticas desfavoráveis ao Santos, descobriu que o Alvinegro Praiano fez mais faltas que o adversário, o que indicaria que usou violência para conter o ímpeto real. Ora, me poupe meu caro Mauro César Pereira!

Da mesma ESPN foi curioso ouvir o repórter querendo que Gabriel se desculpasse pelo gol perdido. Ora, o garoto fez um gol, ouriçou a defesa adversária e em outra situação partia livre para a meta quando o árbitro Pablo Ramon Goncalves Pinheiro marcou um impedimento absurdo. Mas é claro que esse outro de arbitragem foi esquecido, e é evidente também que nenhum repórter pediria a Luis Fabiano ou outro jogador mais vivido e malandro, que admitisse ter sido displicente em uma chance perdida de gol.

Para resumir a história, vimos um jogo amalucado, em que pouco se jogou a bola para trás. Os dois times procuraram o ataque e o resultado foram seis gols e muitas oportunidades. Não sei você, mas eu prefiro assim. É bem melhor que um 0 a 0 ou 1 a 0. Pena que menos de 4 mil pessoas foram assistir ao último jogo do Santos na Vila Belmiro antes da Copa.

Santos 4 x 2 Princesa do Solimões

Santos: Aranha, Cicinho, Jubal, Bruno Uvini e Mena (Zé Carlos); Alison, Arouca (Leandrinho) e Lucas Lima; Geuvânio, Thiago Ribeiro (Diego Cardoso) e Gabriel. Técnico: Oswaldo de Oliveira.

Princesa do Solimões: Raicefran (Milton); Déurick, Clayton He-Man (Nando), Lídio e Thiago Brandão; Amaral, Rondinelli, Michel e Fininho; Marinelson e Branco (Edinho). Técnico: Marquinhos Piter.

Gols: Gabriel, aos 16, Cicinho aos 24 e Michel aos 38 minutos do primeiro tempo; Clayton He-Man (contra) aos 9, Déurick aos 13 e Thiago Ribeiro aos 25 minutos do segundo.

Arbitragem: Pablo Ramon Goncalves Pinheiro, auxiliado por Vinicius Melo de Lima e Jean Marcio dos Santos, todos do Rio Grande do Norte.

Cartões amarelos: Déurick, Clayton He-Man e Jubal.
Público: 3.781 pagantes. Renda: R$ 63.130,00

O caso Leandro Damião

Quer dizer que Leandro Damião não foi apenas contratado pelo valor estratosférico e desproporcional de 42 milhões de reais – que o Santos não tinha, e por isso emprestou da Doyen – como já chegou à Vila com “alteração” no púbis, como admitiu o médico Rodrigo Zogaib?

Quer dizer que ele já tinha sentido a “alteração” duas vezes recentemente, ainda no Internacional? Ora, problema no púbis é coisa séria, tanto que Kaká nunca mais foi o mesmo depois de tê-lo. E quer dizer, finalmente, que sendo presidido por um médico, o doutor Odílio Rodrigues, o Santos pagou tanto por um jogador com sério problema clínico? O que eu posso dizer sobre isso?

Veja os melhores momentos de Santos 4 x 2 Princesa do Solimões:

O que você achou de Santos e Princesa do Solimões?

Santos ganha a primeira. Mas não comemore muito

Leia o post original por Odir Cunha

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Com mais de 2,2 milhões de votos, 122 mil a mais do que o Palmeiras, Santos segue em quarto da Timemania em 2014. Entenda-se Timemania como a verdadeira pesquisa de torcidas envolvendo público masculino acima de 40 anos que acompanha o futebol brasileiro.

Time UF Nº de apostas Percentual
1º FLAMENGO RJ 3.438.415 5,14%
2º CORINTHIANS SP 2.872.322 4,29%
3º SAO PAULO SP 2.333.874 3,49%
4º SANTOS SP 2.244.356 3,35%
5º PALMEIRAS SP 2.122.149 3,17%
6º GREMIO RS 1.989.945 2,97%
7º INTERNACIONAL RS 1.752.466 2,62%
8º VASCO DA GAMA RJ 1.742.541 2,60%
9º BOTAFOGO RJ 1.684.731 2,52%
10º CRUZEIRO MG 1.600.050 2,39%

Fiquei uns cinco minutos pensando em um título para este post. Um dos analisados: “Era impossível não ganhar”. Sim, pois se por um lado o Santos melhorou com a entrada de Lucas Lima no meio e, principalmente, a volta de Arouca – o melhor em campo – além de Cícero, a verdade é que este Figueirense deve ser um dos mais fracos de sua história. Com exceção de Dudu, não percebi ninguém com cacoete para jogar bola.

Mas antes de cornetar, no bom sentido, vamos aos elogios: a primeira vitória no Brasileiro faz o Santos subir para décimo-primeiro, com seis pontos. Ainda está tudo embolado.

Arouca voltou e o time não só marcou melhor na entrada da área, como foi mais eficiente na saída para o contra-ataque. E o moço ainda fez o segundo gol, em um belo chute de canhota, aos 17 minutos do segundo tempo. Para mim, o melhor em campo.

Quanto ao que tem mais categoria, não dá para fugir de Cícero. Pode ser rebolativo, dá toquinho de calcanhar quando não precisa, mas geralmente sabe o que faz com a gorduchinha. Pena que ultimamente tenha jogado mais para o lado, e para trás, do que para frente.

O garoto Gabriel continua oportunista. É evidente que ele pensa mais em gol do que os outros, e por isso tem mais chance de fazê-lo. Está sempre rondando a área, chega rapidamente de trás e pega a defesa desprevenida. Perdeu dois gols, é verdade, mas abriu o marcador, aos 44 minutos do primeiro tempo, aparecendo como um raio na pequena área do Figueirense para aproveitar o bom cruzamento de Émerson.

Na defesa, gostei novamente de Jubal. Caso consiga imprimir um pouco mais de rapidez a algumas jogadas, teremos aí um grande zagueiro. Aranha também não comprometeu e Alison, além de dar as suas peitadas de sempre, ainda arriscou um belo chute de longa distância.

Émerson estava bem, mas se machucou novamente. O jovem Zé Carlos entrou meio inibido, mas foi se soltando e, em grande jogada, quase faz um golaço depois de driblar três adversários. Merece novas oportunidades. Bem, mas agora vamos ao que precisa ser melhorado.

Faltou fundamento e, mais uma vez, inteligência

Na primeira vez em que teve a bola aos seus pés, a um minuto de jogo, Cicinho a jogou no pé do adversário. Na segunda, um minuto depois, cruzou no nariz do adversário. Aos 30 minutos se atrapalhou e perdeu a bola, dando o contra-ataque ao Figueirense. Aos 43 minutos do segundo tempo, fez uma falta, reclamou e foi, infantilmente, expulso de campo. Enfim, uma volta lamentável ao time de um jogador que deveria demonstrar mais experiência, mas não dá segurança aos companheiros.

Sem Bruno Peres, que deverá ser negociado com o Torino, Cicinho será o titular absoluto da posição. Mas, se continuar jogando tão displicentemente, a lateral direita continuará um problema. Estou lendoo o bom livro de Paulo Rogério, “2002, de Meninos a Heróis”, da Livraria Realejo, e me recordo de que o técnico Émerson Leão fazia questão de que os laterais acertassem os cruzamentos. Cicinho precisa treinar mais os cruzamentos, até acertar ao menos 80% deles.

Aliás, todo jogador profissional, ainda mais titular do Santos, deveria acertar 80% de tudo o que faz ou tenta fazer. O bom jogador deveria treinar fundamento a vida inteira. Se Pelé treinava, ninguém tem desculpa para não treinar.

É duro constatar o chute de direita de Lucas Lima é mais fraco do que o meu, que tenho 61 anos e não jogo futebol há uma década. Treina esse negócio, pô! Outro defeito de Lucas Lima foi escolher o mais difícil em algumas jogadas. Em um lance Cicinho entrava livre pela direita, o estádio todo viu, mas Lucas tentou driblar para o meio e perdeu a bola. Isso é imperdoável.

Se o Santos às vezes vai sair jogando com chutões de David Braz e Jubal, que treinem mais isso, ora. Se Alison às vezes terá de fazer um passe ou um lançamento, que também exercite essa jogada. Bem, ao menos ele acertou um belo chute de longe contra o Figueirense, coisa que o atacante Thiago Ribeiro, que está no time justamente para isso, não conseguiu fazer.

Dois chutes que passaram a muitos metros acima da meta do adversário – este é o resultado dos arremates de Thiago durante a partida. Ele até que se deslocou bem, se apresentou para o jogo, mas justo no fundamento que diz dominar, o chute de longa distância, fracassou redondamente. Fosse eu o técnico do Santos, e o obrigaria a treinar esse chute longo até o pé inchar.

E além de fundamento, faltou ambição e ao mesmo tempo tranquilidade. Ambição do time todo, que poderia continuar jogando pra cima do adversário e fazer mais gols – principalmente quando Raul foi expulso e o Santos ficou com um jogador a mais –, mas preferiu dar olé. E tranquilidade para se defender com calma e atacar com precisão.

A expulsão de Cicinho é o exemplo de como a falta de inteligência pode prejudicar um jogador e um time. 43 minutos do segundo tempo, jogo no final, e o rapaz obstrui o adversário, em falta clara, e depois ainda xinga o árbitro, que estava louco para expulsar um do Santos para compensar. Resultado: voltou hoje e já não joga a próxima partida. Cadê a multa a um profissional tão irresponsável?

Por fim, uma palavrinha sobre os dois que entraram no fim: Geuvânio e Leandrinho. O primeiro parece não estar aprendendo nada com a reserva. Mais uma vez tentou driblar e se entroscou com a bola. Quanto a Leandrinho, melhorou o toque no meio-campo e ainda puxou ótimo contra-ataque, que só não resultou em gol porque Gabriel não teve calma para matar no peito e estufar as redes. Preferiu a cabeçada, que saiu fraca, e acabou dando ao goleiro tempo de fazer a defesa.

Arbitragem e transmissão do Sportv

Alguns sites estão dando destaque ao fato de o gol de Gabriel ter sido irregular. Realmente, ele estava impedido. Mas a expulsão de Raul, aos 21 minutos do segundo tempo, foi totalmente acertada. O rapaz deu uma peitada em Gabriel sem bola. Isso não é jogo de corpo, é agressão. Se houvesse uma bola em disputa, talvez nem merecesse amarelo, mas a bola estava longe e futebol é jogado com a bola.

É claro que, como sempre ocorre nas transmissões de jogos do Santos, o comentarista – no caso Wagner Vilaron – viu todos os erros do árbitro a favor do Santos, e também considerou erro também os acertos. A verdade é que o Figueirense não jogou futebol e em determinado momento imaginou que pudesse praticar MMA ou essas bobagens sanguinárias que a tevê empurra para a massa ignara. Sair apenas com um jogador expulso foi lucro.

E como citei o comentarista Wagner Vilaron, aproveitarei para lhe dar um conselho – que estendo ao Neto e a todos os comentaristas de futebol do Brasil: Por favor, não usem o advérbio de lugar onde, ou aonde, como sinônimo de uma situação. Por exemplo, Vilaron disse: São dois lances seguidos, onde… Lances onde, jogo onde, campeonato onde… Isso não existe na língua portuguesa. O povão pode errar, mas um jornalista não pode.

O certo seria: São dois lances seguidos, nos quais… Desculpem-me se pareço pedante, é que já não aguento mais o esquartejamento da língua portuguesa que se vê na televisão brasileira – ela que poderia transmitir um pouco mais de educação às pessoas.

Outra expressão que me incomoda bastante é o por conta de. Parece que não existe mais a expressão devido a, por causa de. Por conta é uma muleta que serve pra tudo. Eu fico por conta com tanta falta de imaginação.

Pra finalizar a lista dos erros mais grosseiros, sem contar a falta de “s” nos plurais e a banalização do “baita” netiano, é dizer que o time está marcando sob pressão. Ora, se está marcando sob pressão é porque ele é que está sendo pressionado. O certo é marcar por pressão e não sob.

O saudoso jornalista Armando Nogueira, o último grande cronista esportivo do nosso País, costumava orientar os repórteres, comentaristas e narradores do Sportv para que não fizessem esses erros grosseiros. Sem ele, que cada um pegue a cartilha e estude um pouquinho. Pega mal pisar na língua.

Londrina, um reduto santista

Como cansamos de dizer aqui, o Norte do Paraná é um reduto santista a ser explorado. Neste jogo com o Figueirense, em que a torcida do Santos foi maioria no estádio, ficou claro que o clube deveria analisar melhor a possibilidade de fazer mais jogos lá. Se contra o lanterninha Figueirense, e com ingressos limitados para os santistas, o jogo teve 8.518 espectadores, imagine em um espetáculo organizado com antecedência e bem divulgado que envolva também um grande do Rio, Minas ou Rio Grande do Sul.

Leandro Damião deve ir, Renato vem

Um passarinho me contou que Leandro Damião ficou no banco não só para que o técnico Oswaldo de Oliveira testasse outro esquema, mas também para poupá-lo, pois nas próximas horas pode ser oficializada a proposta do Atlético de Madrid. O clube espanhol quer mesmo contar com o maior centroavante brasileiro do momento.

Com contrato de produtividade até o final do ano, Renato deve mesmo assinar com o Santos. Campeão brasileiro de 2002, tenho esperanças de que ele consiga um lugar nesse meio-campo, ao lado de Arouca e Cícero. Experiência, sentido de marcação, toque de bola, caráter e inteligência o Renatinho tem. E se o salário não será muito grande e o contrato é curto, por que não acreditar?

Veja os melhores momentos de Figueirense 0 x 2 Santos:

Figueirense 0 x 2 Santos
Estádio do Café, Londrina (PR).
Figueirense: Tiago Volpi, Artur (Leandro Silva), Marquinhos, Raul e Lazaroni; Nem, Luan e Marco Antônio (Rivaldo); Dudu, Everton Santos (Vítor Júnior) e Ricardo Bueno. Técnico: Guto Ferreira.
Santos: Aranha, Cicinho, Jubal, David Braz e Emerson (Zé Carlos); Alison (Leandrinho), Arouca, Cícero e Lucas Lima (Geuvânio); Gabriel e Thiago Ribeiro. Técnico: Oswaldo de Oliveira.
Gols: Gabriel, aos 43 minutos do primeiro tempo; Arouca, aos 16 minutos do segundo.
Arbitragem: Francisco Carlos do Nascimento (Fifa/AL).
Cartão amarelo: Nem (Figueirense).
Cartões Vermelhos: Raul (Figueirense) e Cicinho (Santos).
Renda: R$ 258,885,00. Público: 7.806 pagantes. LOCAL – Estádio do Café, em Londrina (PR).

E você, o que achou dessa primeira vitória do Santos no Brasileiro?