Arquivo da categoria: Clubes

O perrengue é fundamental

Leia o post original por Rica Perrone

Ontem estive no Fluminense. Mário Bittencourt lançou a candidatura dele a presidente e e fui abraçar o amigo neste dia especial pra ele. Antes de qualquer coisa, quero registrar que sequer conheço os candidatos do Fluminense, não estou nem aí pra disputa eleitoral, e me senti sim na “obrigação” de prestigiar um amigo. Portanto, se você …

Enfim, Globo ganha concorrência no futebol

Leia o post original por Rica Perrone

Uma vez o SBT disse que tentaria, outra a Record. Na real nenhuma tv brasileira aberta tem cacife e argumentos para conseguir competir com a Globo diante dos clubes. Mesmo que o dinheiro seja até próximo, a visibilidade seria imensamente inferior. O problema é que desde que as cotas passaram a ser negociadas individualmente, o […]

Clubes e entidades do futebol precisam de dirigentes profissionais.

Leia o post original por Nilson Cesar

Sou totalmente favorável a profissionalizar pra valer a direção das entidades que dirigem o futebol brasileiro e também os clubes. Acabou aquela história de que o cara é abnegado e vai se dedicar ao esporte e ao  clube que ama. Isso é conversa mole para boi dormir. Hoje o futebol é um dos maiores negócios do mundo e precisa transparência e fiscalização de verdade. Acho que isso traria muitos benefícios ao futebol se ocorresse. O problema é que a resistência será enorme para que isso ocorra. Presidente da Fifa suspenso, ex presidente da CBF está preso , presidentes de clubes acusados, enfim o momento é de mudança. Clubes e entidades sem transparência não podem ser aceitos mais. Vamos aguardar e rezar.

Quem revela mais?

Leia o post original por Rica Perrone

É uma pergunta difícil, embora bem comum. Os times pequenos que tinham essa função perderam espaço para os clube/empresários e para os esquemas de propina que impedem o talento de entrar num time sem ter que pagar um dirigente qualquer. Nem todos trabalham desta forma. Pelo contrário. A minoria queima a imagem da maioria que […]

Usar apelido para falar de arenas pode ser proibido por lei. Saiba como.

Leia o post original por Perrone

 

Você fica irritado quando alguém chama a arena de seu time pelo apelido, ignorando o nome usado pelo clube? Seu problema pode acabar. Isso porque uma das 181 emendas apresentadas para a Medida Provisória que refinancia as dívidas fiscais dos clubes toca nesse ponto. Ela  prevê que meios de comunicação sejam obrigados a usar o nome escolhido pelas equipes para as arenas.

Mas se o que tira você do sério é o excesso de jogos de Corinthians e Flamengo na TV aberta, também há esperança. Uma das ideias sugeridas é de que as detentoras dos direitos de transmissão para a TV aberta não possam gastar mais do que 10% das transmissões ao vivo de um campeonato com a mesma equipe. Essa emenda também muda os critérios de divisão das cotas de TV para diminuir a vantagem financeira de Corinthians e Flamengos sobre os rivais.

Há ainda proposta que derruba a limitação de dois mandatos de quatro anos para os presidentes dos clubes que aderirem ao refinanciamento e a obrigatoriedade de que eles só disputem competições de entidades que adotem a mesma rotatividade no poder.

As emendas serão debatidas na Câmara e no Senado. As que forem aprovadas vão ser incorporadas pela Medida Provisória assinada por Dilma Rousseff, que tem 120 dias a partir de sua publicação para ser transformada em lei pelo Congresso Nacional e passar pelo crivo da presidente. Caso não haja aprovação no Congresso, a MP perde a validade.

Conheça 12 emendas apresentadas.

Nome das arenas – O deputado Laércio Oliveira (SD-SE) sugere que as empresas autorizadas a captar, transmitir ou reproduzir imagens dos jogos fiquem obrigadas a respeitar os nomes oficiais de times, campeonatos e praças esportivas (no caso do futebol, os estádios). “O nome da praça esportiva será aquele informado pelo responsável pela administração”, determina o texto. Ele deixa claro que a denominação pode ser o nome de um patrocinador, mas não esclarece a punição para quem não cumprir a regra. Essa emenda deve soar como música para o deputado federal Andrés Sanchez (PT-SP), que perde a linha quando ouve alguém chamar o estádio do Corinthians de Itaquerão.

Cotas de TV – O deputado Mendonça Filho (DEM-PE) pede que a venda dos direitos de transmissão dos campeonatos seja feita de forma coletiva e unificada por meio de uma entidade que represente todos os participantes. Ele vai além e diz como deve ser a divisão do dinheiro pago pela TV aberta: 50% do total será repartido igualmente, 25% de acordo com a classificação na temporada anterior e os 25% restantes conforme a média de audiência no último campeonato disputado. Ele quer ainda que as emissoras de TV aberta sejam proibidas de dedicar mais de 10% do total de transmissão ao vivo num campeonato para a mesma equipe. A emenda ainda prevê que os contratos com as emissoras sejam publicados nos sites das entidades que administram as competições. Em sua justificativa, o deputado cita que alguns clubes recebem da Globo apenas 20,5% do que ganham Corinthians e Flamengo.

Rebaixamento – O senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) apresentou emenda que retira da MP o trecho sobre os clubes que aderirem ao refinanciamento só poderem participar de competições que estabeleçam rebaixamento para quem descumprir contrapartidas como pagar salários em dia. Entre outros motivos, ele afirma que rebaixar o time seria punir a torcida, não o dirigente.

Limitação de reeleição – O texto da MP assinada por Dilma diz que os clubes que refinanciarem suas dívidas precisarão impor o limite de dois mandatos de quatro anos cada a seus presidentes. E determina eles que só poderão disputar competições de federações ou da confederação que seguir essa regra. Mas o deputado André Moura (PSC-SE) apresentou emenda que retira essa limitação. Sua sugestão é para que as entidades sejam obrigadas apenas a estabelecer no seu estatuto o período de mandato de seus presidentes, o que já é feito normalmente. Ele justifica a proposta dizendo ser razoável que as entidades determinem o tempo de mandato de seus dirigentes.

Diplomados – O ex-árbitro e deputado federal Evandro Rogério Roman (PSD-PR) apresentou emenda que obriga os clubes participantes do refinanciamento a terem todos os seus atletas com diploma de curso superior ou estudando em qualquer nível.

Cachê – Outra emenda de Roman prevê que 5% do dinheiro pago pelas emissoras de TV para transmitir os jogos sejam repassados aos árbitros.

Fiscalização – Emenda do deputado Arnaldo Jordy (PPS-PA) estabelece que o TCU (Tribunal de Contas da União) fiscalize todos os clubes que aderirem ao refinanciamento.

Mais barato – O deputado federal e ex-ministro do Esporte, Orlando Silva Júnior (PC do B-SP), pede que 10% dos ingressos disponíveis para partidas ou provas sejam vendidos a preços populares. A emenda, porém, não diz como será a definição do valor dessas entradas.

Atletas – A MP estipula a participação de atletas nos colegiados de direção das entidades esportivas e nos colégios eleitorais delas. Mas não foi definida em que quantidade. Emenda do ex-goleiro e deputado federal Danrlei (PSD-RS) prevê que eles terão direito a 10% das vagas. O Bom Senso FC quer o dobro de participação.

De volta ao passado – O deputado federal Otávio Leite (PSDB-RJ) sugere em uma de suas emendas que a MP seja integralmente substituída pela lei que ele relatou e não emplacou no Congresso.

Punição – Se ficar comprovado em processo administrativo ou criminal que houve gestão irregular ou temerária, o dirigente será proibido de ocupar cargos ou desempenhar funções em entidades esportivas por 30 anos. É o que prevê emenda do deputado Heráclito Fortes (PSB-PI).

Cadeia – Em outra emenda, Fortes institui pena de reclusão de 4 a 12 anos para os dirigentes que forem condenados criminalmente por gestão temerária ou irregular. A pena aumenta em dois terços se, por causa dos atos do cartola, o clube tiver sido rebaixado ou eliminado de competição.

Tudo parado

Leia o post original por Pedro Ernesto

Assistia a uma entrevista do meia Kaká, que está de saída para o futebol norte-americano, e concordei com a maioria das opiniões que ele deu. Kaká observa que o futebol brasileiro está parado no tempo e no espaço. Imaginem que a CBF é governada por José Maria Marin e, a partir de abril, será por Marco Polo del Nero. Se o amigo leitor conhece, minimamente, essas figuras, não espera por grandes alterações. Eles se repetem e conseguem ser piores até do que Ricardo Teixeira, aquele que se mandou do país para não ser preso. Jogamos um Brasileirão de 38 cansativas rodadas.

Os clubes reclamam da Rede Globo como se ela fosse o problema do futebol. Não se acertam na partilha e decidem reclamar da emissora. Não são capazes de sentar à mesa e chegar ao senso comum. Os dirigentes fazem dividas astronômicas. Depois, pegam o boné e deixam o problema para os sucessores. A Seleção joga nas datas Fifa, mas os campeonatos não param. Clubes são prejudicados por convocações em momentos decisivos. Alguém quer liderar um processo de reclamações para melhor? Não, não aparece ninguém. Enquanto isso, o futebol estaciona na sua mediocridade.

No campo

Mesmo fenômeno se pode observar dentro de campo. Tivemos um ano em que a Seleção Brasileira protagonizou o maior fiasco da história. Fomos para a Copa com amontoado de jogadores, que se dividiram do jeito que quiseram em campo.

Era tudo, menos um time. No Brasileirão tivemos, possivelmente, a pior disputa de todos. Tirando os dois mineiros, quase nada sobrou. Nossos técnicos estão milionários, são vedetes. Acham que sabem tudo, mas pouca coisa se vê de novidade ou de interessante no futebol brasileiro.

Arquibancadas

Ganhamos muitas Arenas com a Copa, mas ainda não sabemos utilizá-las. A OAS quebrou a cara e perdeu milhões com três delas. Tanto que entrega a do Grêmio quase de graça para não perder mais. Os outros que se meteram nesse negócio não sabem como fazer dar dinheiro e, logo, teremos estádios monumentais às traças. Ainda nas arquibancadas, o que muito se observa são torcidas organizadas protagonizando selvagerias, com brigas, confrontos e tudo que não presta. Parece não ter fim.

DEMAIIISSS

Vejo que o Cruzeiro, bi brasileiro, age com muito mais rapidez e competência do que todos os demais. Fechou com o atacante Joel, deve fechar com Damião e empurra para fora os jogadores que não quer. Aqui tudo parece muito parado. O Grêmio está sem dinheiro, e o Inter, sem treinador. Preocupante.

DE MENOS

Rui Costa diz que o Grêmio será competitivo mesmo sem gastar fortunas. Será? Impossível não é. Existem muitos exemplos de times baratos e competentes. O problema é saber se o Grêmio saberá, com pouco, arrumar muito. Já se vão 14 anos sem um titulo relevante. O último foi a Copa do Brasil, com Tite no comando. Faz tempo.

Classificação contradiz risco de ‘espanholização’ do Brasileiro

Leia o post original por Perrone

O dinheiro pago pela Globo para transmitir as partidas dos clubes brasileiros precisa ser distribuído de maneira mais equilibrada, caso contrário o Campeonato Nacional vai sofrer uma “espanholização”. Os mesmos dois times vão disparar sempre na ponta, como costuma acontecer com Barcelona e Real Madrid na Espanha. Essa é a tese defendida por cartolas que querem diminuir a diferença entre o que seus clubes ganham em relação a Flamengo e Corinthians. Porém, a classificação do Nacional deste ano joga contra o argumento. A começar pelo bicampeão Cruzeiro.

Primeiro colocado, o clube mineiro foi apenas o sétimo que mais recebeu dinheiro da emissora no ano passado, de acordo com ranking elaborado pelo Itaú BBA baseado nos balanços financeiros das agremiações. A lista não diferencia receitas antecipadas.

O bicampeão Nacional arrecadou R$ 50, 8 milhões a menos do que o Flamengo, líder em receitas da TV e apenas 10º colocado do Brasileirão. Vale lembrar que a ordem das equipes que mais recebem da Globo pouco muda durante a vigência do contrato porque as quantias anuais sofrem poucas alterações. O que mais muda é o dinheiro do pay-per-view.

Quarto colocado da competição e segundo time que mais recebeu da Globo no ano passado, o Corinthians ficou uma posição atrás do Internacional, que ganhou R$ 48,3 milhões a menos que o alvinegro pela transmissão de seus jogos em 2013. O Colorado é apenas o 10º na tabela de contratos de TV mais polpudos.

Outro exemplo de que receber bem da Globo não significa fazer seus adversários menos favorecidos comerem poeira é o Palmeiras. O clube paulista registrou a terceira maior cota de TV referente a 2013, ainda de acordo com o Itaú BBA e independentemente de antecipações, mas amargou a 16º posição do Nacional. O alviverde ficou cinco colocações atrás do Sport, que recebeu R$ 31 milhões a menos do que ele da TV em 2013.

Porém, ao mesmo tempo em que a tabela do Brasileirão mostra que alguns dos times mais bem pagos não conseguiram transformar a vantagem financeira sobre seus adversários em supremacia técnica, ela deixa clara a dificuldade dos que estão na segunda metade do ranking televisivo de ficar entre os dez melhores do Brasileiro. Essa proeza foi conseguida apenas por Santos, dono da 13ª melhor receita relativa a 2013 e nono no Brasileirão 2014, e Atlético-PR, 18º na lista da TV e oitavo na competição.

Veja abaixo a lista com as receitas de TV registradas por 23 times em 2013 e suas classificações em 2014.

 

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Após rachar até governo, refinanciamento corre risco de boicote de clubes

Leia o post original por Perrone

Após mais de um ano de discussões, a lei planejada para refinanciar as dívidas dos clubes mudou de nome, colocou jogadores contra cartolas e até rachou uma ala do Governo Federal. Depois desse terremoto, a LRFE (Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte) corre o risco de ser desprezada assim que for aprovada.

Grande parte dos cartolas que via como uma tábua de salvação o projeto, antes batizado de Proforte, já não tem mais tanto interesse nele. Então, se a lei não for sancionada como eles querem, ameaçam não aderir ao refinanciamento previsto nela.

Isso porque a demora para a aprovação fez com que eles inscrevessem parte de suas dívidas fiscais no Refis (Programa de Recuperação Fiscal mantido pelo Governo). Se antes os dirigentes sonhavam com a LRF para refinanciar integralmente seus débitos, agora precisam dele para equacionar uma dívida menor. Flamengo, Fluminense, Corinthians, Atlético-MG e Coritiba estão entre os clubes que recorreram ao Refis. A maioria queria evitar essa medida para não ter que pagar o equivalente a 20% de suas dívidas em cinco pesadas parcelas.

Como a lei perdeu parte de seu encanto, a CBF se sentiu à vontade para dar uma banana ao Bom Senso FC, ignorando alguns dos acordos tratados entre dirigentes e atletas. Caso os jogadores consigam emplacar suas principais exigências, seus patrões prometem que o novo financiamento terá serventia apenas paras os clubes mais desesperados por ficarem fora do Refis. Os demais evitariam o novo financiamento para não terem que se submeter a regras de responsabilidade mais rígidas.

Enquanto isso, sobrará para o Governo administrar uma crise entre Ministério do Esporte e a Casa Civil da presidência da República. Integrantes do primeiro avaliam que o segundo ao receber o Bom Senso FC elegeu os jogadores como mocinhos, os dirigentes como bandidos e prejudicou o trabalho da pasta chefiada por Aldo Rebelo na operação.

Agentes cobram até para renovar com atleta. Clubes não querem mais pagar

Leia o post original por Perrone

Cássio

Cássio

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A cena tornou-se comum em clubes brasileiros, mas quase sempre gera polêmica. O diretor chama o jogador que já tem alguns anos de casa para renovar contrato e no final das tratativas paga 10% do valor da negociação para o empresário contratado pelo atleta.

Casos assim, quando chegam aos ouvidos de conselheiros, geram protestos, acusações de desperdício de dinheiro e até pedidos de investigação interna. Pressionados, diretores de clubes alegam que se tornou normal os atletas passarem para as agremiações a conta que eles deveriam pagar referentes ao trabalho de seus agentes, e iniciam um movimento para tentar colocar fim à prática.

O Corinthians é um dos clubes em que o tema mais causa debates atualmlente. Em julho, o clube renovou com Cássio e Gil, pagando comissão ao empresário Carlos Leite, também remunerado na contratação de Mano Menezes, seu cliente.

Conselheiros da oposição e da situação entendem ser desnecessário pagar um intermediário para acertar com atletas que já estão no time ou para negociar com um técnico que é amigo de outros carnavais do presidente Mário Gobbi.

Há mais casos. Gilmar Veloz, empresário de Tite, velho conhecido do clube, também recebeu comissão na volta do treinador ao Parque São Jorge. Cartolas alvinegros afirmam que até na troca entre Pato e Jadson, que não envolveu dinheiro, precisaram botar a mão no bolso. Contam que pagaram R$ 780 mil de comissão. Essa operação também é alvo de críticas de conselheiros.

“Foi um excelente negócio para as duas partes, uma negociação muito difícil, em que trabalhei muito. Por todo envolvimento, toda repercussão, por todo assunto que gerou para a mídia, o mínimo que eu teria que ter era uma comissão. Acho que foi pouco perto de tudo que isso envolveu. E ainda nem recebi”, disse Bruno Paiva, empresário que intermediou a troca feita entre São Paulo e Corinthians. Ele não revelou quanto sua empresa recebeu pelo negócio.

O clube do Parque São Jorge, como os demais, também paga comissão quando compra o jogador, não apenas quando vende. Para trazer Lodeiro, ex-Botafogo, o alvinegro desembolsou cerca de R$ 1,4 milhão.

“No mundo ideal, não é o clube que deveria pagar comissão quando compra um jogador ou renova. Acho que tem que mudar, mas é assim há muito tempo. Com todos os empresários, a primeira condição numa negociação é pagar a comissão deles. O Roberto [de Andrade, ex-diretor de futebol do Corinthians], dizia que, se você não pagar, o agente leva o atleta para outro clube”, afirmou ao blog Ronaldo Ximenes, diretor de futebol do Corinthians.

Recentemente, o Corinthians  viu a exigência de comissões chegar ao extremo. Na venda do volante Guilherme, agenciado por Giuliano Bertolucci, a diretoria fez as contas e viu que teria prejuízo de 40 mil euros por causa do pagamento de comissões. A direção, então, bateu o pé para pagar apenas 30% da comissão, já que essa era sua participação nos direitos econômicos do atleta. Os parceiros eram empresários e o BMG. Assim, o alvinegro conseguiu ficar com uma quantia da venda, feita por cerca de 4 milhões de euros.

Os gastos com comissões, já viraram alvo de questionamentos feitos por escrito por conselheiros da oposição corintiana, caminho que o Palmeiras conhece bem, e de longa data. Depois de muito barulho, uma auditoria foi feita e entregue ao então presidente Arnaldo Tirone no final de 2011.

O trabalho da Torga Consultoria mostra que o Palmeiras se comprometeu a pagar R$ 11,7 milhões em comissões para empresários em 29 operações com atletas e na contratação do técnico Luiz Felipe Scolari. Média de R$ 390 mil por negócio. O alviverde remunerou agente até para fazer a troca entre Leo e Leandro Amaro com o Cruzeiro. Só nessa operação, a comissão para três empresas de agentes foi de R$ 850 mil.

“As negociações, chegaram a um nível intolerável. O empresário multiplica o salário do jogador por 13 e pede comissão de 10% sobre o valor total. Quer comissão até sobre o 13º salário. Você acerta, chama a imprensa, diz que o jogador renovou, daí o agente fala: ‘agora quero uma parte dos direitos econômicos’, disse Vilson Ribeiro de Andrade, presidente do Coritiba . O dirigente lidera os cartolas nas discussões da lei sobre refinanciamento das dívidas fiscais dos clubes.

Andrade defende que, em conjunto, os clubes deixem de pagar os empresários, repassando a conta aos jogadores. “É um absurdo, o cara é empresário do jogador, então, que receba do jogador. Em média, o gasto com comissões representa 10% das receitas dos clubes. Os dirigentes estão conversando, caindo na real sobre as distorções do mercado. Se todos começarem a deixar de pagar, os empresários vão ficar preocupados”, afirmou Andrade.

Ataíde Gil Guerreiro, vice-presidente de futebol do São Paulo, apoia um movimento contra o pagamento de comissões. “No meio empresarial não tem isso. Se eu quero contratar um advogado, contrato um ‘headhunter’ [especialista em encontrar profissionais para empresas], combino um preço e pago pelo serviço dele. Se eu quiser renovar o contrato com o mesmo advogado, não preciso pagar mais para o headhunter”, declarou o dirigente são-paulino.

Guerreiro afirmou que desde que assumiu o cargo, em abril, só renovou o contrato de Rafael Toloi, sem precisar pagar comissão e que vai estudar casos futuros. “Não posso ir sozinho contra a maré. Mas, se o Vilson já levantou essa bandeira [contra as comissões], ele conta com a minha vontade”, completou o cartola tricolor.

Os empresários se defendem. “Se o dirigente chega pra mim e pede ajuda pra renovar o contrato de um jogador que eu represento, então tenho que receber do clube. Já teve casos em que recebi 5% do atleta e 5% do clube porque trabalhei para os dois. O importante é não cobrar porcentagens absurdas” disse ao blog Pepe Dioguardi, agente de Kléber e Ganso, entre outros.

“Existem várias formas de comissão. O jogador pode até pedir 10% a mais e ele mesmo pagar o agente. Depende de como você trabalha. Eu trabalho de forma transparente. Nossa empresa tem uma filosofia de agregar ao produto [o jogador] do clube. Temos assessoria de imprensa, ensinamos o atleta a se posicionar  melhor. A única regra hoje é que os clubes não estão pagando ninguém. Assinam o contrato, mas no dia combinado não pagam a comissão”, afirmou Bruno Paiva, agente que tem Jadson em sua lista de clientes.

Bom Senso mostra à Globo como quer fiscalizar fairplay dos clubes

Leia o post original por blogdoboleiro

Uma troca de informações saudável sem nenhuma agenda. Para Ricardo Borges Martins, diretor executivo do Bom Senso FC, a reunião da última terça-feira, organizada pela Rede Globo serviu para que os executivos da emissora de televisão e os representantes dos jogadores conversassem sobre mudanças e reivindicações. Não houve, no entanto, nenhuma deliberação ou alguma ação programada em função do encontro.

Do lado do Bom Senso, participaram da conversa Ricardo, Enrico Ambrogini (também diretor-executivo), o advogado Fernando Batista e o ex-jogador Paulo César (Fluminense, PSG e outros clubes). Marcelo Campos Pinto, executivo da Globo Esportes e Renato Ribeiro, diretor geral de Esportes, representaram a emissora junto com o pessoal de marketing.

Ricardo acha que, em um ponto, houve concordância: o modelo da fiscalização sobre os clubes para saber se estão pagando em dia, cumprindo o que determina o texto da Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte. O Bom Senso quer criar uma comissão “independente, autônoma, representativa e democrática” que inclue representantes dos atletas, clubes, CBF e especialistas da área.

A LRFE, no texto original que agrada aos dirigentes de clubes, prevê apenas um instrumento de fiscalização para saber se as agremiações estão pagando funcionários em dia. Trata-se das Certidões Negativas de Débito. Além disso, as contas seriam checadas somente uma vez ao ano. A única punição para o mau pagador é o rebaixamento de divisão no futebol brasileiro.

O Bom Senso acha pouco. Quer uma comissão atuante, checagem mais constante e punições mais amplas. Já conseguiu emplacar uma emenda ao projeto da lei. Nos próximos dias, deverá haver uma reunião na CBF entre dirigentes dos clubes e representantes do Bom Senso para fechar este tema.

Na reunião de terça, Ricardo sentiu que os dirigentes da Globo se mostraram simpáticos a esta posição. Por outro lado, quando a conversa passou para a mudança de calendário e até dos horários noturnos dos jogos, ficou clara a discordância.

 “Nós colocamos que uma das reclamç~poes mais fortes dos torcedores é quanto aos jogos às 22h00. Eles nos disseram que é um horário de muito boa audiência e que é muito difícil estipular outro horário. Eles lembraram que os campeonatos na Europa programam partidas à noite”, disse Martins.

O pessoal da Globo lembrou também que os clubes precisam trabalhar para transformar estes jogos noturnos em um programa agradável para o torcedor, incluindo jantar e outras atrações, especialmente nas arenas da Copa do Mundo.

O calendário anunciado pela CBF para 2015 também é considerado pela emissora como satisfatório para o momento do futebol brasileiro. Esta posição, aliás, já tinha ficado clara em duas reuniões anteriores com o Bom Senso.