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Mudar o meio

Leia o post original por André Kfouri

Em agosto, durante a gravação do programa Roda Viva, da TV Cultura, Raí foi questionado sobre quando reuniria sua experiência como jogador de futebol com o conhecimento adquirido em administração esportiva, assumindo uma posição em que pudesse colaborar diretamente para o avanço deste ambiente. A resposta foi, de certo modo, evasiva. O ícone são-paulino expressou o que a maioria das pessoas já sabia: naquele momento, suas prioridades eram o trabalho na associação Atletas pelo Brasil, na Fundação Gol de Letra e a conclusão de sua graduação no Mestrado Executivo da Uefa para jogadores. Raí também lembrou que era membro do conselho de administração do São Paulo, sem afastar a possibilidade de, um dia, ter uma participação mais ativa no clube em que se tornou ídolo.

Esse dia foi ontem, quando Raí foi apresentado como diretor de futebol, prova de que ele entende que a hora de agir finalmente chegou. Uma decisão corajosa mesmo para quem possui todos os atributos para esse tipo de trabalho, embora as possibilidades não sejam generosas. Uma trajetória teórica de carreira como executivo de futebol para Raí teria como destino final a presidência da CBF, quando/se existirem as condições para que alguém como ele seja candidato. No nível de clubes, exceto uma experiência fora do Brasil que não parece lhe interessar, o São Paulo é o único lugar em que ele poderia dar o primeiro passo. Um dos problemas é que esta é a administração que tratou Rogério Ceni – um astro são-paulino da mesma ordem de grandeza – com a frieza e o desdém de quem não se importa com os verdadeiros legados.

É natural que o nome de Raí seja recebido com certa apreensão. A presença como protetor de um presidente que se habituou a colecionar diretores de futebol, associada à forma como Ceni foi dispensado, indica o risco de suas ideias e suas intenções se tornarem vítimas (ver: Flamengo, Zico, Patrícia Amorim, 2010) da política e do forno de vaidades permanentemente ligado nos clubes brasileiros. O São Paulo tem dado sinais de enxergar uma estrutura profissional de futebol como necessária, mas, no fundo, a rotina da tomada de decisões é caracterizada pelo mesmo amadorismo que impera desde sempre no país. É precisamente por isso que a chegada de Raí ao trabalho do dia a dia deve ser encarada como uma oportunidade relevante não só para ele, não só para o São Paulo, mas para o futebol no Brasil.

O que se pretende para o jogo que ocupa um espaço tão caro na vida de tanta gente? Que continue a ser um ambiente refratário a pessoas sérias, que não tenham planos de se servir de um meio não regulamentado? Um “negócio diferente”, para o qual é preciso “ter estômago”? No âmbito que o aguarda, Raí não é um produto do meio e tem a chance de ser um agente de mudança. Ex-jogador com vivência internacional e dotado de capacitação acadêmica, ele representa o atleta que se preparou para exercer funções para as quais a carreira como esportista não é suficiente. É um símbolo. A estrutura existente se esforçará para repeli-lo, pois é alérgica ao progresso. O próprio clube, contaminado, apresentará dificuldades que Raí sempre soube que encontraria, mas só agora decidiu enfrentar.

CASO FIFA

A apresentação de uma conta bancária em nome de uma empresa de José Maria Marin como destino de propinas pelos direitos da Copa América complicou a situação do ex-presidente da CBF. Os depósitos feitos por uma empresa de Wagner Abrahão, antigo parceiro de logística da confederação, aconteceram em 2013, quando Marin era o presidente da entidade. A origem foi a Torneos y Competencias, negociadora dos direitos. Os promotores americanos ainda mostraram que a conta foi movimentada para pagamento de despesas pessoais, comprovando não apenas o caminho, mas a utilização do dinheiro. As provas desafiam os argumentos da defesa de Marin no julgamento em Nova York.

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O facilitador

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É conhecida a história do dia em que Maicon levou Arthur ao Centro Digital de Dados do Grêmio, para mostrar ao jovem volante como ele poderia incrementar suas atuações com passes mais profundos, endereçados às proximidades da área do oponente. O que pouca gente fora do âmbito do clube sabe é o que aconteceu depois. No primeiro jogo após a visita, a goleada sobre o Sport, em setembro, Arthur colaborou para a criação de um gol de Fernandinho com um passe longo para a assistência de Ramiro. “Ele passou a nos pedir os relatórios de passes, para ver se estava crescendo em verticalidade”, conta Eduardo Cecconi, responsável pelo departamento de inteligência do futebol gremista.

Cecconi acrescenta que Maicon vê em Arthur uma espécie de sucessor no controle da posse do time. No meio da temporada, ambos tinham números semelhantes em relação à quantidade e ao acerto de passes, mas a média de Maicon em conexões para o terço final do gramado era quatro vezes maior (16 a 4 por jogo). O que o companheiro de meio de campo talvez tenha notado antes dos outros é que o trabalho mais difícil já era parte natural do futebol de Arthur: a capacidade de organizar o jogo a partir da intermediária defensiva, com o pescoço sempre girando para identificar espaços e facilitar o papel dos que estão ao redor. Como diz Alex, ex-meia do Palmeiras, Cruzeiro e Fenerbahçe, “Arthur abre todas as possibilidades pela frente e por trás da linha da bola, é um facilitador absurdo”.

A torcida do Lanús foi testemunha ocular. Durante o primeiro tempo do segundo jogo da decisão da Copa Libertadores, Arthur ofereceu uma clínica de serviços de um meiocampista, ajudando o Grêmio a mandar no encontro na casa do rival. Leitura de posicionamento impecável antes e depois do passe, movimentação constante para determinar a sequência de jogadas ou socorrer uma possível perda de posse. O movimento do segundo gol começou com ele. Passe, recuo para receber de volta, drible, avanço, outro passe, e, de Jailson, a bola chegou a Luan. Talvez seja a baixa estatura (1,72m) e a facilidade para sair para ambos os lados, talvez seja o fato de a bola colar em seus pés, mas ver Arthur jogar na Argentina gerou flashes dos melhores do mundo nesta função, o que explica o interesse do Barcelona.

“O Arthur teve de vencer uma resistência histórica no clube, volante baixinho…”, diz Cecconi. Uma descrição que teria o efeito contrário no clube catalão. Se é verdade que a partida contra o Lanús era o “exame final” para uma oferta do Camp Nou, o período em que o volante ficou em campo foi mais do que suficiente para convencer quem estava em dúvida. Em Porto Alegre, não há traços de incerteza sobre esse encaixe. “No Barça, ele seria, acredito, protagonista do tripé de meio”, prevê o analista do Grêmio, privilegiado por acompanhar de perto o desenvolvimento de um time em que Arthur atua como armador no estágio de construção de jogadas e Luan causa desequilíbrio próximo ao gol. Eles são as duas principais revelações do futebol brasileiro nas últimas duas temporadas.

É possível que Arthur tenha um apelo maior a clubes que valorizam o senso coletivo de futebolistas que Alex qualifica como “dinâmicos”, pelo impacto que geram em diferentes fases do jogo. Aos vinte e um anos, ele possui a compreensão de futebol que normalmente exige mais tempo para alcançar, com espaço para se aperfeiçoar, como nos passes mais profundos e na chegada ao ataque. Os adversários argentinos que o procuraram em campo na quarta-feira – sem sucesso, exceto para contê-lo com faltas – entenderão se, em breve, Arthur causar problemas similares em estádios europeus. E talvez, quem sabe, na Rússia.

GRUPO E

A questão é a mesma do copo meio cheio ou meio vazio, mas um grupo teoricamente fácil na Copa do Mundo permite crescimento como equipe e manutenção do bom ambiente. O sorteio sorriu para o Brasil.

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É conhecida a história do dia em que Maicon levou Arthur ao Centro Digital de Dados do Grêmio, para mostrar ao jovem volante como ele poderia incrementar suas atuações com passes mais profundos, endereçados às proximidades da área do oponente. O que pouca gente fora do âmbito do clube sabe é o que aconteceu depois. No primeiro jogo após a visita, a goleada sobre o Sport, em setembro, Arthur colaborou para a criação de um gol de Fernandinho com um passe longo para a assistência de Ramiro. “Ele passou a nos pedir os relatórios de passes, para ver se estava crescendo em verticalidade”, conta Eduardo Cecconi, responsável pelo departamento de inteligência do futebol gremista.

Cecconi acrescenta que Maicon vê em Arthur uma espécie de sucessor no controle da posse do time. No meio da temporada, ambos tinham números semelhantes em relação à quantidade e ao acerto de passes, mas a média de Maicon em conexões para o terço final do gramado era quatro vezes maior (16 a 4 por jogo). O que o companheiro de meio de campo talvez tenha notado antes dos outros é que o trabalho mais difícil já era parte natural do futebol de Arthur: a capacidade de organizar o jogo a partir da intermediária defensiva, com o pescoço sempre girando para identificar espaços e facilitar o papel dos que estão ao redor. Como diz Alex, ex-meia do Palmeiras, Cruzeiro e Fenerbahçe, “Arthur abre todas as possibilidades pela frente e por trás da linha da bola, é um facilitador absurdo”.

A torcida do Lanús foi testemunha ocular. Durante o primeiro tempo do segundo jogo da decisão da Copa Libertadores, Arthur ofereceu uma clínica de serviços de um meiocampista, ajudando o Grêmio a mandar no encontro na casa do rival. Leitura de posicionamento impecável antes e depois do passe, movimentação constante para determinar a sequência de jogadas ou socorrer uma possível perda de posse. O movimento do segundo gol começou com ele. Passe, recuo para receber de volta, drible, avanço, outro passe, e, de Jailson, a bola chegou a Luan. Talvez seja a baixa estatura (1,72m) e a facilidade para sair para ambos os lados, talvez seja o fato de a bola colar em seus pés, mas ver Arthur jogar na Argentina gerou flashes dos melhores do mundo nesta função, o que explica o interesse do Barcelona.

“O Arthur teve de vencer uma resistência histórica no clube, volante baixinho…”, diz Cecconi. Uma descrição que teria o efeito contrário no clube catalão. Se é verdade que a partida contra o Lanús era o “exame final” para uma oferta do Camp Nou, o período em que o volante ficou em campo foi mais do que suficiente para convencer quem estava em dúvida. Em Porto Alegre, não há traços de incerteza sobre esse encaixe. “No Barça, ele seria, acredito, protagonista do tripé de meio”, prevê o analista do Grêmio, privilegiado por acompanhar de perto o desenvolvimento de um time em que Arthur atua como armador no estágio de construção de jogadas e Luan causa desequilíbrio próximo ao gol. Eles são as duas principais revelações do futebol brasileiro nas últimas duas temporadas.

É possível que Arthur tenha um apelo maior a clubes que valorizam o senso coletivo de futebolistas que Alex qualifica como “dinâmicos”, pelo impacto que geram em diferentes fases do jogo. Aos vinte e um anos, ele possui a compreensão de futebol que normalmente exige mais tempo para alcançar, com espaço para se aperfeiçoar, como nos passes mais profundos e na chegada ao ataque. Os adversários argentinos que o procuraram em campo na quarta-feira – sem sucesso, exceto para contê-lo com faltas – entenderão se, em breve, Arthur causar problemas similares em estádios europeus. E talvez, quem sabe, na Rússia.

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Cecconi acrescenta que Maicon vê em Arthur uma espécie de sucessor no controle da posse do time. No meio da temporada, ambos tinham números semelhantes em relação à quantidade e ao acerto de passes, mas a média de Maicon em conexões para o terço final do gramado era quatro vezes maior (16 a 4 por jogo). O que o companheiro de meio de campo talvez tenha notado antes dos outros é que o trabalho mais difícil já era parte natural do futebol de Arthur: a capacidade de organizar o jogo a partir da intermediária defensiva, com o pescoço sempre girando para identificar espaços e facilitar o papel dos que estão ao redor. Como diz Alex, ex-meia do Palmeiras, Cruzeiro e Fenerbahçe, “Arthur abre todas as possibilidades pela frente e por trás da linha da bola, é um facilitador absurdo”.

A torcida do Lanús foi testemunha ocular. Durante o primeiro tempo do segundo jogo da decisão da Copa Libertadores, Arthur ofereceu uma clínica de serviços de um meiocampista, ajudando o Grêmio a mandar no encontro na casa do rival. Leitura de posicionamento impecável antes e depois do passe, movimentação constante para determinar a sequência de jogadas ou socorrer uma possível perda de posse. O movimento do segundo gol começou com ele. Passe, recuo para receber de volta, drible, avanço, outro passe, e, de Jailson, a bola chegou a Luan. Talvez seja a baixa estatura (1,72m) e a facilidade para sair para ambos os lados, talvez seja o fato de a bola colar em seus pés, mas ver Arthur jogar na Argentina gerou flashes dos melhores do mundo nesta função, o que explica o interesse do Barcelona.

“O Arthur teve de vencer uma resistência histórica no clube, volante baixinho…”, diz Cecconi. Uma descrição que teria o efeito contrário no clube catalão. Se é verdade que a partida contra o Lanús era o “exame final” para uma oferta do Camp Nou, o período em que o volante ficou em campo foi mais do que suficiente para convencer quem estava em dúvida. Em Porto Alegre, não há traços de incerteza sobre esse encaixe. “No Barça, ele seria, acredito, protagonista do tripé de meio”, prevê o analista do Grêmio, privilegiado por acompanhar de perto o desenvolvimento de um time em que Arthur atua como armador no estágio de construção de jogadas e Luan causa desequilíbrio próximo ao gol. Eles são as duas principais revelações do futebol brasileiro nas últimas duas temporadas.

É possível que Arthur tenha um apelo maior a clubes que valorizam o senso coletivo de futebolistas que Alex qualifica como “dinâmicos”, pelo impacto que geram em diferentes fases do jogo. Aos vinte e um anos, ele possui a compreensão de futebol que normalmente exige mais tempo para alcançar, com espaço para se aperfeiçoar, como nos passes mais profundos e na chegada ao ataque. Os adversários argentinos que o procuraram em campo na quarta-feira – sem sucesso, exceto para contê-lo com faltas – entenderão se, em breve, Arthur causar problemas similares em estádios europeus. E talvez, quem sabe, na Rússia.

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Cecconi acrescenta que Maicon vê em Arthur uma espécie de sucessor no controle da posse do time. No meio da temporada, ambos tinham números semelhantes em relação à quantidade e ao acerto de passes, mas a média de Maicon em conexões para o terço final do gramado era quatro vezes maior (16 a 4 por jogo). O que o companheiro de meio de campo talvez tenha notado antes dos outros é que o trabalho mais difícil já era parte natural do futebol de Arthur: a capacidade de organizar o jogo a partir da intermediária defensiva, com o pescoço sempre girando para identificar espaços e facilitar o papel dos que estão ao redor. Como diz Alex, ex-meia do Palmeiras, Cruzeiro e Fenerbahçe, “Arthur abre todas as possibilidades pela frente e por trás da linha da bola, é um facilitador absurdo”.

A torcida do Lanús foi testemunha ocular. Durante o primeiro tempo do segundo jogo da decisão da Copa Libertadores, Arthur ofereceu uma clínica de serviços de um meiocampista, ajudando o Grêmio a mandar no encontro na casa do rival. Leitura de posicionamento impecável antes e depois do passe, movimentação constante para determinar a sequência de jogadas ou socorrer uma possível perda de posse. O movimento do segundo gol começou com ele. Passe, recuo para receber de volta, drible, avanço, outro passe, e, de Jailson, a bola chegou a Luan. Talvez seja a baixa estatura (1,72m) e a facilidade para sair para ambos os lados, talvez seja o fato de a bola colar em seus pés, mas ver Arthur jogar na Argentina gerou flashes dos melhores do mundo nesta função, o que explica o interesse do Barcelona.

“O Arthur teve de vencer uma resistência histórica no clube, volante baixinho…”, diz Cecconi. Uma descrição que teria o efeito contrário no clube catalão. Se é verdade que a partida contra o Lanús era o “exame final” para uma oferta do Camp Nou, o período em que o volante ficou em campo foi mais do que suficiente para convencer quem estava em dúvida. Em Porto Alegre, não há traços de incerteza sobre esse encaixe. “No Barça, ele seria, acredito, protagonista do tripé de meio”, prevê o analista do Grêmio, privilegiado por acompanhar de perto o desenvolvimento de um time em que Arthur atua como armador no estágio de construção de jogadas e Luan causa desequilíbrio próximo ao gol. Eles são as duas principais revelações do futebol brasileiro nas últimas duas temporadas.

É possível que Arthur tenha um apelo maior a clubes que valorizam o senso coletivo de futebolistas que Alex qualifica como “dinâmicos”, pelo impacto que geram em diferentes fases do jogo. Aos vinte e um anos, ele possui a compreensão de futebol que normalmente exige mais tempo para alcançar, com espaço para se aperfeiçoar, como nos passes mais profundos e na chegada ao ataque. Os adversários argentinos que o procuraram em campo na quarta-feira – sem sucesso, exceto para contê-lo com faltas – entenderão se, em breve, Arthur causar problemas similares em estádios europeus. E talvez, quem sabe, na Rússia.

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Cecconi acrescenta que Maicon vê em Arthur uma espécie de sucessor no controle da posse do time. No meio da temporada, ambos tinham números semelhantes em relação à quantidade e ao acerto de passes, mas a média de Maicon em conexões para o terço final do gramado era quatro vezes maior (16 a 4 por jogo). O que o companheiro de meio de campo talvez tenha notado antes dos outros é que o trabalho mais difícil já era parte natural do futebol de Arthur: a capacidade de organizar o jogo a partir da intermediária defensiva, com o pescoço sempre girando para identificar espaços e facilitar o papel dos que estão ao redor. Como diz Alex, ex-meia do Palmeiras, Cruzeiro e Fenerbahçe, “Arthur abre todas as possibilidades pela frente e por trás da linha da bola, é um facilitador absurdo”.

A torcida do Lanús foi testemunha ocular. Durante o primeiro tempo do segundo jogo da decisão da Copa Libertadores, Arthur ofereceu uma clínica de serviços de um meiocampista, ajudando o Grêmio a mandar no encontro na casa do rival. Leitura de posicionamento impecável antes e depois do passe, movimentação constante para determinar a sequência de jogadas ou socorrer uma possível perda de posse. O movimento do segundo gol começou com ele. Passe, recuo para receber de volta, drible, avanço, outro passe, e, de Jailson, a bola chegou a Luan. Talvez seja a baixa estatura (1,72m) e a facilidade para sair para ambos os lados, talvez seja o fato de a bola colar em seus pés, mas ver Arthur jogar na Argentina gerou flashes dos melhores do mundo nesta função, o que explica o interesse do Barcelona.

“O Arthur teve de vencer uma resistência histórica no clube, volante baixinho…”, diz Cecconi. Uma descrição que teria o efeito contrário no clube catalão. Se é verdade que a partida contra o Lanús era o “exame final” para uma oferta do Camp Nou, o período em que o volante ficou em campo foi mais do que suficiente para convencer quem estava em dúvida. Em Porto Alegre, não há traços de incerteza sobre esse encaixe. “No Barça, ele seria, acredito, protagonista do tripé de meio”, prevê o analista do Grêmio, privilegiado por acompanhar de perto o desenvolvimento de um time em que Arthur atua como armador no estágio de construção de jogadas e Luan causa desequilíbrio próximo ao gol. Eles são as duas principais revelações do futebol brasileiro nas últimas duas temporadas.

É possível que Arthur tenha um apelo maior a clubes que valorizam o senso coletivo de futebolistas que Alex qualifica como “dinâmicos”, pelo impacto que geram em diferentes fases do jogo. Aos vinte e um anos, ele possui a compreensão de futebol que normalmente exige mais tempo para alcançar, com espaço para se aperfeiçoar, como nos passes mais profundos e na chegada ao ataque. Os adversários argentinos que o procuraram em campo na quarta-feira – sem sucesso, exceto para contê-lo com faltas – entenderão se, em breve, Arthur causar problemas similares em estádios europeus. E talvez, quem sabe, na Rússia.

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Cecconi acrescenta que Maicon vê em Arthur uma espécie de sucessor no controle da posse do time. No meio da temporada, ambos tinham números semelhantes em relação à quantidade e ao acerto de passes, mas a média de Maicon em conexões para o terço final do gramado era quatro vezes maior (16 a 4 por jogo). O que o companheiro de meio de campo talvez tenha notado antes dos outros é que o trabalho mais difícil já era parte natural do futebol de Arthur: a capacidade de organizar o jogo a partir da intermediária defensiva, com o pescoço sempre girando para identificar espaços e facilitar o papel dos que estão ao redor. Como diz Alex, ex-meia do Palmeiras, Cruzeiro e Fenerbahçe, “Arthur abre todas as possibilidades pela frente e por trás da linha da bola, é um facilitador absurdo”.

A torcida do Lanús foi testemunha ocular. Durante o primeiro tempo do segundo jogo da decisão da Copa Libertadores, Arthur ofereceu uma clínica de serviços de um meiocampista, ajudando o Grêmio a mandar no encontro na casa do rival. Leitura de posicionamento impecável antes e depois do passe, movimentação constante para determinar a sequência de jogadas ou socorrer uma possível perda de posse. O movimento do segundo gol começou com ele. Passe, recuo para receber de volta, drible, avanço, outro passe, e, de Jailson, a bola chegou a Luan. Talvez seja a baixa estatura (1,72m) e a facilidade para sair para ambos os lados, talvez seja o fato de a bola colar em seus pés, mas ver Arthur jogar na Argentina gerou flashes dos melhores do mundo nesta função, o que explica o interesse do Barcelona.

“O Arthur teve de vencer uma resistência histórica no clube, volante baixinho…”, diz Cecconi. Uma descrição que teria o efeito contrário no clube catalão. Se é verdade que a partida contra o Lanús era o “exame final” para uma oferta do Camp Nou, o período em que o volante ficou em campo foi mais do que suficiente para convencer quem estava em dúvida. Em Porto Alegre, não há traços de incerteza sobre esse encaixe. “No Barça, ele seria, acredito, protagonista do tripé de meio”, prevê o analista do Grêmio, privilegiado por acompanhar de perto o desenvolvimento de um time em que Arthur atua como armador no estágio de construção de jogadas e Luan causa desequilíbrio próximo ao gol. Eles são as duas principais revelações do futebol brasileiro nas últimas duas temporadas.

É possível que Arthur tenha um apelo maior a clubes que valorizam o senso coletivo de futebolistas que Alex qualifica como “dinâmicos”, pelo impacto que geram em diferentes fases do jogo. Aos vinte e um anos, ele possui a compreensão de futebol que normalmente exige mais tempo para alcançar, com espaço para se aperfeiçoar, como nos passes mais profundos e na chegada ao ataque. Os adversários argentinos que o procuraram em campo na quarta-feira – sem sucesso, exceto para contê-lo com faltas – entenderão se, em breve, Arthur causar problemas similares em estádios europeus. E talvez, quem sabe, na Rússia.

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Cecconi acrescenta que Maicon vê em Arthur uma espécie de sucessor no controle da posse do time. No meio da temporada, ambos tinham números semelhantes em relação à quantidade e ao acerto de passes, mas a média de Maicon em conexões para o terço final do gramado era quatro vezes maior (16 a 4 por jogo). O que o companheiro de meio de campo talvez tenha notado antes dos outros é que o trabalho mais difícil já era parte natural do futebol de Arthur: a capacidade de organizar o jogo a partir da intermediária defensiva, com o pescoço sempre girando para identificar espaços e facilitar o papel dos que estão ao redor. Como diz Alex, ex-meia do Palmeiras, Cruzeiro e Fenerbahçe, “Arthur abre todas as possibilidades pela frente e por trás da linha da bola, é um facilitador absurdo”.

A torcida do Lanús foi testemunha ocular. Durante o primeiro tempo do segundo jogo da decisão da Copa Libertadores, Arthur ofereceu uma clínica de serviços de um meiocampista, ajudando o Grêmio a mandar no encontro na casa do rival. Leitura de posicionamento impecável antes e depois do passe, movimentação constante para determinar a sequência de jogadas ou socorrer uma possível perda de posse. O movimento do segundo gol começou com ele. Passe, recuo para receber de volta, drible, avanço, outro passe, e, de Jailson, a bola chegou a Luan. Talvez seja a baixa estatura (1,72m) e a facilidade para sair para ambos os lados, talvez seja o fato de a bola colar em seus pés, mas ver Arthur jogar na Argentina gerou flashes dos melhores do mundo nesta função, o que explica o interesse do Barcelona.

“O Arthur teve de vencer uma resistência histórica no clube, volante baixinho…”, diz Cecconi. Uma descrição que teria o efeito contrário no clube catalão. Se é verdade que a partida contra o Lanús era o “exame final” para uma oferta do Camp Nou, o período em que o volante ficou em campo foi mais do que suficiente para convencer quem estava em dúvida. Em Porto Alegre, não há traços de incerteza sobre esse encaixe. “No Barça, ele seria, acredito, protagonista do tripé de meio”, prevê o analista do Grêmio, privilegiado por acompanhar de perto o desenvolvimento de um time em que Arthur atua como armador no estágio de construção de jogadas e Luan causa desequilíbrio próximo ao gol. Eles são as duas principais revelações do futebol brasileiro nas últimas duas temporadas.

É possível que Arthur tenha um apelo maior a clubes que valorizam o senso coletivo de futebolistas que Alex qualifica como “dinâmicos”, pelo impacto que geram em diferentes fases do jogo. Aos vinte e um anos, ele possui a compreensão de futebol que normalmente exige mais tempo para alcançar, com espaço para se aperfeiçoar, como nos passes mais profundos e na chegada ao ataque. Os adversários argentinos que o procuraram em campo na quarta-feira – sem sucesso, exceto para contê-lo com faltas – entenderão se, em breve, Arthur causar problemas similares em estádios europeus. E talvez, quem sabe, na Rússia.

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Cecconi acrescenta que Maicon vê em Arthur uma espécie de sucessor no controle da posse do time. No meio da temporada, ambos tinham números semelhantes em relação à quantidade e ao acerto de passes, mas a média de Maicon em conexões para o terço final do gramado era quatro vezes maior (16 a 4 por jogo). O que o companheiro de meio de campo talvez tenha notado antes dos outros é que o trabalho mais difícil já era parte natural do futebol de Arthur: a capacidade de organizar o jogo a partir da intermediária defensiva, com o pescoço sempre girando para identificar espaços e facilitar o papel dos que estão ao redor. Como diz Alex, ex-meia do Palmeiras, Cruzeiro e Fenerbahçe, “Arthur abre todas as possibilidades pela frente e por trás da linha da bola, é um facilitador absurdo”.

A torcida do Lanús foi testemunha ocular. Durante o primeiro tempo do segundo jogo da decisão da Copa Libertadores, Arthur ofereceu uma clínica de serviços de um meiocampista, ajudando o Grêmio a mandar no encontro na casa do rival. Leitura de posicionamento impecável antes e depois do passe, movimentação constante para determinar a sequência de jogadas ou socorrer uma possível perda de posse. O movimento do segundo gol começou com ele. Passe, recuo para receber de volta, drible, avanço, outro passe, e, de Jailson, a bola chegou a Luan. Talvez seja a baixa estatura (1,72m) e a facilidade para sair para ambos os lados, talvez seja o fato de a bola colar em seus pés, mas ver Arthur jogar na Argentina gerou flashes dos melhores do mundo nesta função, o que explica o interesse do Barcelona.

“O Arthur teve de vencer uma resistência histórica no clube, volante baixinho…”, diz Cecconi. Uma descrição que teria o efeito contrário no clube catalão. Se é verdade que a partida contra o Lanús era o “exame final” para uma oferta do Camp Nou, o período em que o volante ficou em campo foi mais do que suficiente para convencer quem estava em dúvida. Em Porto Alegre, não há traços de incerteza sobre esse encaixe. “No Barça, ele seria, acredito, protagonista do tripé de meio”, prevê o analista do Grêmio, privilegiado por acompanhar de perto o desenvolvimento de um time em que Arthur atua como armador no estágio de construção de jogadas e Luan causa desequilíbrio próximo ao gol. Eles são as duas principais revelações do futebol brasileiro nas últimas duas temporadas.

É possível que Arthur tenha um apelo maior a clubes que valorizam o senso coletivo de futebolistas que Alex qualifica como “dinâmicos”, pelo impacto que geram em diferentes fases do jogo. Aos vinte e um anos, ele possui a compreensão de futebol que normalmente exige mais tempo para alcançar, com espaço para se aperfeiçoar, como nos passes mais profundos e na chegada ao ataque. Os adversários argentinos que o procuraram em campo na quarta-feira – sem sucesso, exceto para contê-lo com faltas – entenderão se, em breve, Arthur causar problemas similares em estádios europeus. E talvez, quem sabe, na Rússia.

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O facilitador

Leia o post original por André Kfouri

É conhecida a história do dia em que Maicon levou Arthur ao Centro Digital de Dados do Grêmio, para mostrar ao jovem volante como ele poderia incrementar suas atuações com passes mais profundos, endereçados às proximidades da área do oponente. O que pouca gente fora do âmbito do clube sabe é o que aconteceu depois. No primeiro jogo após a visita, a goleada sobre o Sport, em setembro, Arthur colaborou para a criação de um gol de Fernandinho com um passe longo para a assistência de Ramiro. “Ele passou a nos pedir os relatórios de passes, para ver se estava crescendo em verticalidade”, conta Eduardo Cecconi, responsável pelo departamento de inteligência do futebol gremista.

Cecconi acrescenta que Maicon vê em Arthur uma espécie de sucessor no controle da posse do time. No meio da temporada, ambos tinham números semelhantes em relação à quantidade e ao acerto de passes, mas a média de Maicon em conexões para o terço final do gramado era quatro vezes maior (16 a 4 por jogo). O que o companheiro de meio de campo talvez tenha notado antes dos outros é que o trabalho mais difícil já era parte natural do futebol de Arthur: a capacidade de organizar o jogo a partir da intermediária defensiva, com o pescoço sempre girando para identificar espaços e facilitar o papel dos que estão ao redor. Como diz Alex, ex-meia do Palmeiras, Cruzeiro e Fenerbahçe, “Arthur abre todas as possibilidades pela frente e por trás da linha da bola, é um facilitador absurdo”.

A torcida do Lanús foi testemunha ocular. Durante o primeiro tempo do segundo jogo da decisão da Copa Libertadores, Arthur ofereceu uma clínica de serviços de um meiocampista, ajudando o Grêmio a mandar no encontro na casa do rival. Leitura de posicionamento impecável antes e depois do passe, movimentação constante para determinar a sequência de jogadas ou socorrer uma possível perda de posse. O movimento do segundo gol começou com ele. Passe, recuo para receber de volta, drible, avanço, outro passe, e, de Jailson, a bola chegou a Luan. Talvez seja a baixa estatura (1,72m) e a facilidade para sair para ambos os lados, talvez seja o fato de a bola colar em seus pés, mas ver Arthur jogar na Argentina gerou flashes dos melhores do mundo nesta função, o que explica o interesse do Barcelona.

“O Arthur teve de vencer uma resistência histórica no clube, volante baixinho…”, diz Cecconi. Uma descrição que teria o efeito contrário no clube catalão. Se é verdade que a partida contra o Lanús era o “exame final” para uma oferta do Camp Nou, o período em que o volante ficou em campo foi mais do que suficiente para convencer quem estava em dúvida. Em Porto Alegre, não há traços de incerteza sobre esse encaixe. “No Barça, ele seria, acredito, protagonista do tripé de meio”, prevê o analista do Grêmio, privilegiado por acompanhar de perto o desenvolvimento de um time em que Arthur atua como armador no estágio de construção de jogadas e Luan causa desequilíbrio próximo ao gol. Eles são as duas principais revelações do futebol brasileiro nas últimas duas temporadas.

É possível que Arthur tenha um apelo maior a clubes que valorizam o senso coletivo de futebolistas que Alex qualifica como “dinâmicos”, pelo impacto que geram em diferentes fases do jogo. Aos vinte e um anos, ele possui a compreensão de futebol que normalmente exige mais tempo para alcançar, com espaço para se aperfeiçoar, como nos passes mais profundos e na chegada ao ataque. Os adversários argentinos que o procuraram em campo na quarta-feira – sem sucesso, exceto para contê-lo com faltas – entenderão se, em breve, Arthur causar problemas similares em estádios europeus. E talvez, quem sabe, na Rússia.

GRUPO E

A questão é a mesma do copo meio cheio ou meio vazio, mas um grupo teoricamente fácil na Copa do Mundo permite crescimento como equipe e manutenção do bom ambiente. O sorteio sorriu para o Brasil.

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