Arquivo da categoria: Copa América

Neymar e a arrogância da geração ostentação

Leia o post original por Fernando Sampaio

neymarNão achei a pergunta feita na coletiva como maldosa.

Não importa, a discussão aqui é outra.

Quem não ouviu veja no link.

http://globoesporte.globo.com/olimpiadas/futebol/noticia/2016/07/neymar-elogia-micale-e-diz-que-falou-do-barcelona-para-cobicado-g-jesus.html

Fato é que Neymar mostrou mais uma vez sua arrogância.

Incrível.

O maior craque do Brasil, entre várias cenas polêmicas, desperdiça um champagne caríssimo no chão e acha tudo natural. Ora, aquela cena incomoda que tem consciência. O mundo está cada vez mais desigual. Não é normal torrar dinheiro diante de tanta miséria. Alienado ou arrogante? Fico com a segunda opção, até porque Neymar não tem nada de ingênuo.

Pelo contrário, Neymar faz parte da geração ostentação, fruto da falta de educação.

Estes jovens pensam que só porque tem muita grana podem tudo.

Ridículo.

Qualquer torcedor ficaria p… da vida de ver seu jogador comemorando logo após a eliminação de seu clube. É óbvio que a imensa maioria dos brasileiros não aprova a divulgação de fotos numa balada após uma eliminação na Copa América.

E não adianta justificar como “vida particular”. Particular nada. O cara posta nas Redes Sociais para milhões de pessoas e fala em “privacidade”? Fala sério. Se fosse um paparazzi ok. Não é o caso. Postou para aparecer mesmo, tornou público.

Tornou público vai ser cobrado sim.

Sou fã do futebol do Neymar, já sua postura é uma decepcionante.

Imagine lembrar do Pelé, aí dá depressão.

 

Chile campeão, Argentina chora, Héber desastre

Leia o post original por Fernando Sampaio

Cl7QZr0WEAARlTKO Chile levou mais uma Copa América.

A Argentina continua na fila de 23 anos.

Foi um jogo igual, truncado, quente, muita discussão e poucas oportunidades.

Héber Roberto Lopes foi um desastre no primeiro tempo. O árbitro brasileiro errou feio na expulsão do Diaz. Daí em diante ficou perdido, buscando compensação. Conseguiu. Expulsou Rojo numa jogada para amarelo.

Ridículo.

Héber deveria ter se aposentado há um bom tempo.

O jogo ganhou emoção na prorrogação.

Infelizmente ficou no 0x0.

Vidal e Messi abriram a série desperdiçando suas cobranças. Incrível. Raí, Sócrates, Zico, Baggio… Muitos craques perderam pênaltis importantes. Vidal foi o melhor em campo. Apesar do pênalti perdido, saiu feliz. Já Messi saiu desolado. Derrota amarga. Maradona vai cair matando.

Taticamente e coletivamente o Chile é a melhor seleção da América.

Título merecido.

Incrível fila argentina

Leia o post original por Flavio Prado

Mais uma vez a Argentina não conseguiu o título que tanto persegue. Pelo terceiro ano consecutivo a Argentina disputa uma final e não ganha.

Durante a Copa América Centenário, a Argentina foi a melhor seleção, sobrou em praticamente todos os jogos. Messi fez uma grande competição, talvez a melhor pela seleção.

Na decisão por pênaltis, Messi perdeu sua cobrança, logo depois do erro do craque chileno Vidal. Um dos maiores jogadores da história não consegue vencer por sua seleção.

A Argentina está chegando perto, faz por merecer um título, Messi merece. Será que tem uma grande conquista reservada para essa geração?

Mudanças de Argentina e Chile

Leia o post original por Flavio Prado

NELSON ALMEIDA/AFP
NELSON ALMEIDA/AFP

Neste domingo, Argentina e Chile repetem a final da Copa América 2015, mas com mudanças importantes.

Logo de cara, já podemos apontar o local como uma diferença importante em relação ao ano passado. O Chile decidiu a Copa América em casa e conquistou seu primeiro título. O ambiente era totalmente favorável aos chilenos, que aproveitaram muito bem este fator somado ao bom time comandado por Sampaoli.

O técnico é outro fator. Sampaoli seguiu a mesma linha de trabalho implantada por Marcelo Bielsa na seleção chilena. De coadjuvante, o Chile virou protagonista no continente. O time de Sampaoli queria a bola, tinha a iniciativa e tentava ditar o ritmo de todos os jogos, independente do adversário. Sampaoli saiu, chegou Pizzi. Os melhores momentos do atual Chile, foram nos contra-ataques, o massacre contra o México de Osório foi construído desta forma.

A Argentina evoluiu. Tata Martino está no segundo ano de trabalho. Martino tem um estilo de trabalho muito diferente de Sabella, vice-campeão do mundo em 2014. No Mundial do Brasil, a Argentina usava muito o contra-ataque, com a defesa bem postada e com liberdade para Messi. Martino prefere a posse de bola, busca o protagonismo do jogo e o trabalho evoluiu no último ano.

Messi é um grande diferencial. O desempenho do craque na atual edição, está muito melhor do que na competição do ano passado. A Argentina chega como favorita, em 2015 o equilíbrio era maior e talvez até com pequeno favoritismo chileno pelo fator casa.

Espero um ótimo jogo, mas desta vez a bola deve ser argentina e os chilenos devem buscar a velocidade com Sanchez.

Argentinos eufóricos, por ontem e por hoje

Leia o post original por Antero Greco

A seleção argentina atual e as lembranças do passado dividem manchetes do diário esportivo “Olé!”, da Argentina.

O fantástico gol de Messi na goleada de 4 a 0 sobre os Estados Unidos. E um encontro com Dieguito Maradona, falando do grupo que 30 anos atrás ganhou a Copa do Mundo, no México. “O time de 86 é irrepetível”, diz Maradona.

O time do bi mundial era invejável. Mas irrepetíveis mesmo – pelo menos até o surgimento de Messi – foram as jogadas de Maradona com a camisa da Argentina.

Don Diego encantava a cada partida disputada em 1986.

O jogo contra os ingleses, após a desigual Guerra das Malvinas, era uma questão de honra. Os argentinos queriam descontar na bola a surra militar levada dos ingleses quatro anos antes. E todos sentiam esse desejo de desforra no Mundial. Maradona fez das suas. Primeiro com os pés, deixando os inimigos para trás… depois com… “la mano de Dios”.

No treino do dia seguinte à vitória por 2 a 1 sobre a Inglaterra, Maradona atendeu a todos com carinho e educação. Na época, SBT e Record fizeram um “pool” na cobertura e uma equipe chegou atrasada ao treino no campo do América, concentração dos argentinos. O saudoso repórter Eli Coimbra chamou Maradona, que ia para os vestiários. E um sorridente Dieguito reapareceu para um papo amigo com os “hermanos de Brasil”.

Veio a semifinal com a Bélgica e um novo golaço. Depois, a final contra a Alemanha, e vitória por 3 a 2. “Aquele time não se repetirá”, admite Maradona, com nostalgia, 30 anos depois.

Talvez não se veja na Argentina um craque tão decisivo quanto Maradona… Se bem que Lionel Messi chega perto, em diabruras e gols maravilhosos. A cobrança de falta nos 4 a 0 sobre os EUA já faz parte da história do futebol. A Argentina classificou-se para a final de mais uma Copa América.

Faltam os títulos pela seleção. Mas, pelo visto, estão a caminho.

(Com colaboração de Roberto Salim.)

 

Precisamos falar de Copa América…

Leia o post original por Rica Perrone

Com o perigo cada vez mais iminente de uma tragédia, é preciso reavaliar cenários. A Copa América 2016, embora de muito bom nível e bastante interessante, é um torneio amistoso. E se não for, passa a ser agora. Porque quem estará na Copa das Confederações ano que vem? O Chile, campeão da Copa América. Logo, …

A sedução que derrubou Dunga de novo

Leia o post original por Antero Greco

A queda de Dunga era bola cantada, antes até da Copa América. Escrevi aqui e falei na tevê que a competição fora de hora só atrapalharia a vida dos clubes brasileiros e traria riscos para o treinador. Se ele conquistasse o título, teria sobrevida no cargo. Caso contrário, a cabeça seria entregue de bandeja. Não deu outra: levou um chega pra lá da CBF.

E foi dispensa sem pudor. De quebra, arrastou consigo o coordenador Gilmar Rinaldi, em teoria superior dele no organograma da entidade. Gilmar se queimou por ter bancado o ex-companheiro dos tempos de seleção de 94 desde a indicação. Morreram abraçados nessa aventura fracassada. Desfecho lógico.

Dunga tem responsabilidade na própria demissão. Em primeiro lugar, por acreditar na CBF. Só com muita ingenuidade, ou ambição, para confiar na cartolagem. Não vale o argumento de que retornou ao posto que ocupou entre 2006 e 2010 por amor à pátria, por causa de um projeto de reconstrução do prestígio da seleção ou coisa que o valha. Essa de pátria de chuteiras foi alegação usada e surrada por Zagallo e Parreira.

Dunga talvez se tenha deixado seduzir pelo desejo de dar a volta por cima. Imaginou-se, como técnico de novo da seleção, como nos tempos de jogador e após a final do  Mundial dos Estados Unidos. Quem sabe lhe tenha passado pela cabeça a imagem dele a erguer a taça de campeão e, no momento da euforia, soltar palavrões e mostrar o troféu para fotógrafos e dizer: “Para vocês, bando de traíras.”

Não teve tempo, não teve resultados, não teve competência. Dunga foi boleiro sério, construiu sólida carreira, ganhou muito. Teve liderança em campo. Mas aquelas características não garantiam que pudesse transformar em técnico de ponta. Na verdade, nem teve como testar habilidades, pois de cara assumiu a seleção. E, depois de 2010, só encarou o desafio de dirigir o Inter. Desafio que logo acabou.

Em vez de seguir na profissão, de dar topadas com equipes dos mais variados níveis, Dunga não vacilou ao aceitar o convite para pegar novamente a seleção. Até se esforçou para mudar um pouco o jeito rude no contato com os jornalistas. Mas, dentro de campo, pecou por não tornar um grupo de bons jogadores (as convocações não foram ruins) em um time confiável e vencedor.

Ficou pelo meio do caminho. É jovem para a profissão de técnico. Se tiver paciência, pode crescer e brilhar. Como acontece com o parceiro Jorginho, cada dia mais seguro no Vasco.

E esqueça desejo de reviravolta na seleção. O auge, o momento inesquecível, foi o do tetra, em 94.

 

 

Torcedor, o babaca

Leia o post original por Antero Greco

Há momentos nos quais a melhor postura é o silêncio respeitoso – ou ao menos palavras delicadas. Caso contrário, só aumenta o constrangimento.

Neymar não entendeu o significado do que aconteceu na noite de ontem nos Estados Unidos. A falta de sensibilidade do astro do Barcelona ficou evidente na mensagem que postou em rede social, após a derrota para o Peru que eliminou a seleção da Copa América.

Na tentativa de mostrar-se próximo do grupo de amigos, não soube jogar com as palavras. Ou, antes, por meio delas escancarou como vive longe da realidade. Para encorajá-los, lembrou que todos se sacrificam, sofrem para representar o País, e que agora aparecerá “um monte de babacas para falar merda”. Assim, dessa maneira chula.

Neymar revelou despreparo para lidar com frustrações e imaturidade para driblar lances de saias-justas. Mostrou como não consegue administrar cobranças e como reage feito moleque mimado à menor contrariedade. Tem comportamento de garoto e não de adulto que entende seu papel e assume responsabilidades e cobranças.

Jogador de seleção não é coitadinho, não é um recruta convocado para guerra da qual gostaria de safar-se. (Alguns até dão “migué” e conseguem dispensa para curtir férias ou outros compromissos.) Jogador de seleção é profissional muito bem pago e que tira vantagens enormes ao vestir a “amarelinha”. Todos sabem como se valorizam, como conseguem transferências milionárias, contratos gordos, acordos de publicidade. Não são desamparados.

A mensagem de Neymar reforça, também, a sensação de que esses moços perdem a noção do peso que têm para o torcedor. Na verdade, pouco se lixam para o público, razão única da fama deles. O comentário dele é a síntese do pensamento de uma geração de boleiros desconectada com o cotidiano.

Não fossem os apaixonados por clubes ou seleções que os aplaudem das arquibancadas, que consomem o “produto futebol”, eles não circulariam feito celebridades, não se exibiriam com louras estonteantes, não pegariam jatinhos para passear em Ibiza, não posariam com ídolos pops.  Seriam como bilhões de outros seres humanos, anônimos a ralar pelo pão diário.

A fama desses rapazes vem da receptividade popular. Quando jogam pelo Barcelona, por exemplo, o fazem para milhões de seguidores. Quando vestem a camisa do Brasil, representam mais de 200 milhões de pessoas. Mas parecem não se dar conta disso.

Jogadores acham que eles mesmos se bastam. São uma fraternidade fechada em si própria. Agem como se não houvesse nada à volta deles. As vitórias são dedicadas “ao grupo” e não à plateia. Vivem em redomas, são tratados como bibelôs, se abobalham.

Por isso, vêm nos mortais apenas “um monte de babacas”. Babacas somos todos os que não os bajulam, os que lhes pedem explicações para insucessos, os que expõem tristeza quando a seleção brasileira perde.

Que pena Neymar agir assim.

É jovem, tem muito a aprender, e tomara evolua.

A evolução, por ora, é só no patrimônio pessoal, não na grandeza como craque.

O craque entende a dor do torcedor e a toma para si. Não considera babaca quem é a razão da fama dele.

Neymar deixou escapar excelente ocasião de ser carinhoso com o humilhado torcedor do país em que nasceu.

Bastava ter ficado quieto.

Nada dá certo

Leia o post original por Rica Perrone

Poucas vezes vi uma seleção tão conturbada. E não me refiro a questão política dos dirigentes porque, insisto, a CBF é uma coisa e a seleção brasileira outra. Apenas pessoas de má fé misturam as duas para desacreditar ambas mirando uma delas. Hoje o Brasil jogou até que bem. Faltou chute, faltou último passe. Mas …