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Opinião: na Bolívia, seleção brasileira comprova boa preparação

Leia o post original por Perrone

Conforme se aproxima a Copa do Mundo da Rússia, a seleção brasileira aumenta a impressão de que já está bem preparada para a competição, apesar de ainda poder e precisar evoluir. Isso foi reforçado no empate sem gols nesta quinta com a Bolívia.

O futebol do time comandando por Tite não foi brilhante. Ficou um pouco abaixo de sua média, porém foi uma boa apresentação.

Os brasileiros dominaram praticamente toda a partida, mas esbarraram na boa atuação do goleiro Lampe, autor de pelo menos cinco defesas difíceis, e em seus erros de finalização. A seleção também mostrou variação de jogadas, com alternância de trocas de passes e lançamentos. A solidez na marcação fez com que os bolivianos tivessem apenas uma grande chance ao acertarem a trave no primeiro tempo.

Por tudo isso, o jogo na altitude de La Paz não foi tão sofrido como costuma ser para o Brasil. Nada de jogadores desabando sem ar no campo, o que também é prova de uma preparação bem feita. O saldo é o aumento da sensação de que a seleção está em boas mãos e no caminho certo para fazer um Mundial pelo menos decente. Faltando pouco menos de um ano para a Copa, o time é organizado e competitivo, algo que não conseguiu durante toda a competição de 2014, por exemplo.

Quando acordou, o Brasil ganhou fácil

Leia o post original por Antero Greco

O primeiro tempo do jogo entre Brasil e Equador, em Porto Alegre, deu sono. A turma da casa não estava nem aí. Com a classificação para o Mundial mais do que garantida, não fazia sentido correr além da conta. Os visitantes optaram pela antiquíssima estratégia de ficarem atrás, à espera de um contragolpe, um milagre qualquer. Que não apareceu.

Por isso, por 46 arrastados minutos foi uma partida de arrancar bocejos. Não se viu um momento sequer de maior vibração do público que foi ao estádio do Grêmio. A rapaziada local não levou ao pé da letra o que havia prometido Tite, de que se tratava de ensaio para valer para a disputa da Copa do ano que vem na Rússia.

Foi muito toquinho pra lá, bola pra cá, sem nada de produtivo. Não houve um lance digno de tirar suspiros da plateia. Nem Neymar empolgou. Aliás, o rapaz parecia estar no PSG, onde já chegou como dono da loja: driblava, fazia firula, tirava adversários para jogar. Atuava como se fosse o centro de atenções da galera. Teve desempenho muito aquém do costumeiro.

O ritmo arrastado durou até depois dos 15 da etapa final. Pouco antes, Tite tirou Renato Augusto e colocou o surpreendentemente recuperado de dores nas costas Philippe Coutinho. Com isso, pretendia dar mais velocidade ao ataque nacional. (No intervalo, Miranda cedeu lutar para Thiago Silva, por contusão.)

Funcionou. O Brasil estava um pouco menos lerdo do que na primeira parte, havia chegado duas vezes perto do gol equatoriano e ficou mais leve com Coutinho. O nó foi desfeito com gol de Paulinho, após cobrança de escanteio, aos 24 minutos. Sete minutos mais tarde, o placar dobrou, com golaço de Philippe Coutinho, com participação belíssima de Gabriel Jesus. E só.

Depois, tarifa cumprida, os jogadores do Brasil voltaram ao ritmo normal. E o restante da partida transformou-se em rachão. A seleção consagra-se “campeã” das Eliminatórias na América do Sul, com três rodadas de antecedência. Fez a obrigação.

Pra valer agora só na Copa.

Preparador explica que deslocamento e clima não preocupam Brasil na Copa

Leia o post original por Perrone

Em seu planejamento para a Copa da Rússia, a comissão técnica da seleção brasileira concluiu que deslocamentos entre as sedes e diferenças de temperaturas de uma cidade para a outra não preocupam. Por isso a escolha da base da equipe de Tite terá pouco a ver com a localização e muito com a estrutura do local e da cidade.

“A maior viagem que uma seleção pode ter que fazer durante a competição é de cerca de três horas e meia de voo, entre Kaliningrado e Ecaterinburgo. Como na Copa tudo é feito com avião fretado, não existe aquele desgaste de aeroporto, por isso serão viagens simples, dentro do que já estamos acostumados. Não existe nenhuma preocupação especial” afirmou ao blog, Fábio Mahseredjian, preparador físico da seleção.

Diferentemente do que aconteceu na Copa de 2014, quando a seleção deixou o frio de sua concentração em Teresópolis para encarar temperaturas bem mais altas, como em Fortaleza, a expectativa para 2018 é de pequenas variações.

“Com a temperatura não temos nenhuma preocupação porque a previsão é de que ela varia entre 18 graus e 22 graus nas cidades dos jogos durante a Copa. Bem mais tranquilo do que acontece no Brasil em que muitas vezes você joga no frio do Sul na quarta-feira e no calor do Nordeste no domingo. A atenção que vamos ter na Rússia é só com a umidade (relativa do ar), que sempre temos”, afirmou o preparador.

Sem prever dificuldades com deslocamento e temperatura, o alvo da comissão técnica passou a ser uma grande cidade russa para receber o QG da seleção. “Estamos pensando na estrutura e no interior da Rússia as coisas são mais duras”, disse Mahseredjian.

A estratégia, coloca Moscou e São Petersburgo naturalmente como favoritas para se transformarem em casa do time do Tite. São as duas maiores cidades russas.

Na semana passada, Mahseredjian e Edu Gaspar, coordenador técnico da seleção, estiveram em São Petersburgo avaliando instalações disponíveis.

A comissão técnica quer garantir também conforto aos familiares dos jogadores que irão acompanhar o Mundial, o que é mais fácil em cidades com melhor estrutura.